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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO PAULO/SP - Começou a contagem regressiva para o início da primeira divisão (A1) do Campeonato Brasileiro Feminino. O jogo de abertura será na próxima sexta-feira (4), entre Palmeiras (vice-campeão de 2021) e Atlético-MG (finalista da Série A2), no Allianz Parque, em São Paulo, às 21h (horário de Brasília). 

As Brabas do Corinthians, atuais campeãs e líderes do ranking nacional, entram em campo no dia seguinte, às 14h, contra o Red Bull, no Parque São Jorge, também na capital paulista. A temporada de 2022 começou bem para a equipe do Timão, que levantou a taça da Supercopa do Brasil no último dia 13. No ano passado, além do Brasileirão, as Brabas faturaram o Paulista e a Libertadores da América.

A primeira fase da competição irá até 7 de agosto, conforme tabela divulgada pela CBF, nesta quinta (25), com datas, horários e locais das oito primeiras rodadas.

Jogos da primeira rodada do Brasileiro A1

04/03 - 21h - Palmeiras x Atlético-MG - Allianz Parque, São Paulo

05/03 - 14h - Corinthians x Red Bull - Parque São Jorge, São Paulo 

05/03 - 15h - São José x Avaí - Martins Pereira, São José dos Campos (SP)

05/03 - 16h - Internacional x Cresspom - SESC Campestre, Porto Alegre

06/03 - 15h - Real Brasília x Santos - Defelê, Brasília

06/03 - 15h - Cruzeiro x Grêmio - SESC Alterosas, Belo Horizonte

06/03 - 18h - Ferroviária x Esmac - Fonte Luminosa, Araraquara  (SP

07/03 - 20h - Flamengo x São Paulo - Luso Brasileiro, Rio de Janeiro)

 

 

AGÊNCIA BRASIL

ACAPULCO - Rafael Nadal venceu o russo Daniil Medvedev nas semifinais do ATP de Acapulco na madrugada deste sábado e garantiu sua vaga na decisão. O tenista espanhol venceu por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/3, e chegou à sua 14ª vitória consecutiva em 2022 - o melhor início de toda a carreira do atleta.

O duelo também marcou o reencontro dos atletas após a eletrizante final do Australian Open, vencida por Nadal após mais de 5h de partida, no dia 31 de janeiro deste ano.

Durante o primeiro set, o espanhol mostrou-se bastante consistente e aproveitou uma quebra no quarto game para vencer por 6 sets a 3. O primeiro game do segundo set, com saque de Medvedev, foi quebrado por Nadal e já dava indícios do que estava por vir. O espanhol, que demonstrava bastante segurança durante todo a partida, levou a vantagem construída no primeiro game por todo o set. O espanhol ainda conseguiu salvar 11 break-points - sete apenas no quinto game - e chegou ao 6/3 com duas horas de partida.

Com o resultado, Nadal enfrentará o britânico Cameron Norrie na decisão. O duelo está marcado já para este sábado, às 21h.

 

Norrie desbanca Tsitsipas

Na outra chave, Cameron Norrie teve grande atuação e venceu o grego Stefanos Tsitsipas por 2 sets a 0 (duplo 6/4) no fim da noite desta sexta-feira. O britânico foi bastante efetivo no saque durante o primeiro set, com 92% de eficiência nos primeiros serviços na quadra. Dos 22 lances, conquistou o ponto em 18 - e venceu por 6 sets a 4. O segundo set também foi bastante disputado, mas Norrie se manteve preciso e se aproveitou dos raros erros cometidos pelo adversário para vencer novamente por 6 sets a 4.

Essa foi a segunda vitória do canhoto de 26 anos sobre Tsitsipas em três encontros entre os tenistas. Contra Nadal, por outro lado, Norrie perdeu todas as três partidas que disputou e precisará se superar ainda mais para conquistar o troféu no México.

 

 

Por Redação do ge

EUA - As quedas dos índices S&P 500 e Nasdaq causadas pela guerra entre Rússia e Ucrânia têm levado gestores de investimentos a alertar seus clientes de que as perdas podem aumentar se a situação se agravar. Muitos, porém, ainda estão convencidos de que a pressão será de curta duração – pelo menos é o que a história indica.

A ação militar da Rússia contra a Ucrânia “intensificou a pressão” sobre as bolsas e “exacerbou significativamente” o ambiente cauteloso que abalou os mercados este ano, disse Dan Ives, analista da Wedbush, na quinta-feira (24), quando o Nasdaq operou 20% abaixo do seu recorde de novembro.

A “reação imediata é sempre muito assustadora”, mas choques geopolíticos no mercado “não são motivo para entrar em pânico”, disse Ives. Ele acrescentou que, desde 2000, quedas semelhantes têm apresentado uma boa oportunidade de compra para ações de tecnologia, como Microsoft, Apple e Adobe – um posicionamento que foi compartilhado pelos analistas do Bank of America no início desta semana.

Outros concordam. Embora um grande conflito entre a Rússia e a Ucrânia possa ser “devastador”, as ações provavelmente serão capazes de resistir às tensões geopolíticas, diz o estrategista-chefe de mercado da LPL Financial, Ryan Detrick, observando que as ações normalmente se recuperam dentro de algumas semanas.

Após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, o S&P 500 recuou quase 12% ao longo de 11 dias, mas recuperou as perdas após um mês.

Choques semelhantes também resultaram em liquidações de curta duração. O S&P caiu quase 7% em um único dia após a crise dos mísseis cubanos em 1962, mas recuperou as perdas em quatro dias. E embora tenha caído 4% após rebeldes militares atacarem uma das principais refinarias da Aramco em 2019, o índice voltou ao patamar anterior 41 dias depois.

O maior choque geopolítico para os mercados norte-americanos aconteceu quando o Japão atacou Pearl Harbor, em dezembro de 1941, e empurrou os EUA para a Segunda Guerra Mundial. O S&P caiu 19,8% no acumulado de seis meses após o ataque e se recuperou em 307 dias, mas o conflito se arrastou por quatro anos.

“A geopolítica historicamente agita os mercados, e as ações provavelmente estarão no limite nas próximas semanas”, disse Lindsey Bell, estrategista-chefe de mercados da Ally Invest, em comentários na quinta-feira. “A boa notícia é que o impacto tende a ser de curta duração, de um a três meses. Historicamente, 12 meses após um evento como esse, as bolsas tendem a subir.”

 

Pano de fundo

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou uma “operação militar especial” na Ucrânia na quinta-feira, em um anúncio assustador que foi imediatamente seguido por relatos de explosões em toda a Ucrânia. Pelo menos 40 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas, segundo autoridades ucranianas.

Os futuros do mercado de ações caíram imediatamente com as notícias, enquanto os três principais índices de Wall Street abriram com perdas de 2%.

Com o Federal Reserve diminuindo os estímulos monetários da pandemia que levaram as ações a máximas históricas, a sensibilidade do mercado ao choque geopolítico aumentou, segundo o analista Adam Crisaffuli, da Vital Knowledge Media.

“A história oferece pistas, mas certamente não dá garantias do que provavelmente acontecerá”, diz Sam Stovall, da CFRA Research, apontando que, em 83% das vezes, os mercados se recuperaram após 60 dias. “Se as bolsas mostrarem sinais de recuperação nos próximos dias e semanas, a correção já pode ter terminado. Se não, o pior ainda está por vir… Não temos como saber se isso resultaria em um novo período de perdas.”

 

 

Jonathan Ponciano e Sergei Klebnikov / FORBES

EUA - A Rússia vetou a Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) contrária à invasão da Ucrânia. Tropas russas avançaram pelo país vizinho após uma ordem dada pelo presidente Vladmir Putin, na noite de quarta-feira (24), já madrugada na Rússia. Com o veto, a resolução foi rejeitada, em um resultado já esperado. Foram 11 votos favoráveis, um voto contrário e três abstenções.

Para ser aprovada, uma Resolução não pode ser vetada por nenhum dos cinco membros permanentes do conselho. A Rússia, pivô da crise, é um desses países, exercendo seu poder de veto, como já se esperava. A China, um dos poucos países a não se posicionar contra as ações de Putin, foi um dos três países que se abstiveram. Os outros foram Índia e Emirados Árabes Unidos.

Brasil vota contra a Rússia

Representantes de alguns países falaram antes da votação. O embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, fez uma fala firme contra a invasão da  Ucrânia, posicionando o país de maneira condenatória à agressão sofrida pelos ucranianos em seu próprio território. Na votação, foi a favor da Resolução.

“Uma linha foi ultrapassada e esse conselho não pode ficar silencioso. [Precisamos] buscar um espaço para o diálogo”, disse Costa Filho. “O estratégico equilíbrio na Europa não dá à Rússia o direito de ameaçar a soberania da Ucrânia ou de qualquer outro país”, acrescentou. O representante do Brasil no conselho afirmou que as ações da Rússia abalam a fé nas leis internacionais.

Linda Thomas-Greenfield, representante dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU, defendeu a aprovação do documento, e condenou a invasão de um país pelo outro “apenas porque pode”. “Um país está invadindo o outro. Não há uma situação intermediária. Países responsáveis não invadem seus vizinhos apenas porque podem fazer isso. Vote sim se acha que a Rússia deve pagar por suas ações”.

Após o resultado, Thomas-Greenfield pediu novamente a palavra e mandou um recado para a Rússia, e seu representante no conselho. “Rússia, você pode vetar essa resolução, mas não pode calar as nossas vozes, não pode vetar o povo ucraniano e não pode vetar sua culpa nisso”. 

A representante da Noruega, Mona Juul, opinou que a Rússia não deveria ter votado, e sim decidido pela abstenção, em razão do contexto do documento.

Ameaça à Finlândia

As tropas da Rússia avançam rapidamente no território ucraniano, rumo à capital, Kiev. A expectativa é que a capital seja tomada ainda na madrugada deste sábado (25). Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia usou o Twitter para ameaçar a Finlândia, com quem faz fronteira mais ao norte.

Pela rede social, lembrou o país vizinho de seu compromisso de não alinhamento militar e fez ameaças caso decida integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Consideramos o compromisso do governo finlandês com uma política de não alinhamento militar como um fator importante para garantir a segurança e a estabilidade no norte da Europa. A adesão da Finlândia à OTAN teria sérias repercussões militares e políticas”.

Otan

A Otan é uma aliança militar da qual 30 países são signatários e se comprometem a defender outro país-membro caso este seja atacado. Ou seja, um ataque da Rússia a um país-membro, como a Polônia, colocaria outros 29 países na guerra. Entre eles, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e França. A Ucrânia não é um país-membro e, por isso, tem lutado sozinha contra um exército russo muito superior numericamente. Existem, no entanto, tropas da Otan posicionadas em países vizinhos à Ucrânia, como Lituânia, Polônia e Romênia.

 

 

Por Marcelo Brandão - Repórter da Agência Brasil 

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