Conheça os cuidados que devem ser tomados para não colocar a saúde dos bichinhos em risco nos passeios de longa distância
SÃO PAULO/SP - Com o avanço da vacinação contra a covid-19, aos poucos a vida vai voltando ao normal e as pessoas já começam a planejar viagens. E quem tem pet na família, precisa tomar uma série de cuidados para garantir uma viagem segura e tranquila para o bichinho. Com a finalidade de ajudar nesta tarefa, a Eixo SP Concessionária de Rodovias apresenta dicas de como transportar os animais de maneira adequada nos passeios de longas distâncias.
Assim como as crianças, os pets também precisam de atenção especial nos veículos. O transporte correto dos pets varia de acordo com o tamanho e a espécie. Alguns exemplos de itens seguros são as caixas de transportes, cinto de segurança especial para animais e até mesmo cadeiras e assentos específicos. Eles devem ser colocados sempre no banco de trás do veículo.
As caixas servem para gatos e cachorros de pequeno ou médio porte e devem ter um tamanho adequado ao bichinho, serem ventiladas e possuir trava para fechamento das portas. Também é recomendado que a caixa possua alguma alça para se prender ao cinto de segurança durante as viagens. Para os cães um pouco maiores, os cintos de segurança adaptados funcionam muito bem.
Segundo a médica veterinária Mariana Motta, é importante ressaltar que o correto é utilizar as guias peitorais durante o transporte e jamais as guias de pescoço, pois em caso de acidente o animal poderá sofrer lesões graves e até morrer. No caso de animais pequenos, como hamsters e pássaros, a recomendação é levá-los dentro da gaiola, presa com o cinto de segurança e coberta por um pano fino. Isso ajuda a diminuir o estresse do animal.
Outra observação da veterinária é evitar temperaturas altas dentro do carro. O calor dificulta a respiração do pet e ainda pode deixá-los estressados. Se o carro tiver ar condicionado, a recomendação é deixá-lo ligado para manter uma temperatura agradável. Se não tiver, a orientação é deixar as janelas um pouco abertas para o ambiente ficar mais ventilado ou, então, viajar em horários mais amenos.
A alimentação do pet é outro detalhe importante. A recomendação é procurar um médico veterinário antes da viagem para que ele possa indicar uma medicação contra enjoos e vômitos. “O ideal é que os animais possam comer e beber durante a viagem. Muitos têm medo do pet passar mal e sujar o carro, mas com medicação é possível evitar esse quadro”, afirma.
Paradas para descanso
Programar paradas rápidas durante a viagem para que o trajeto seja menos estressante para o animal é outro detalhe que não pode ser deixado de lado. Segundo a veterinária, o recomendável é fazer paradas dentro de um intervalo aproximado de duas horas e meia para o animal fazer suas necessidades, beber um pouco de água e caminhar um pouco, sempre usando a coleira. De acordo com Mariana, isso ajuda a desestressar.
No caso de gatos, que não andam de coleira, a melhor opção é deixá-los dentro da caixa de transporte e levar uma caixa com areia para que eles possam fazer as necessidades dentro do carro mesmo.
Mariana lembra ainda que nas viagens é sempre possível alguma fiscalização da Polícia Rodoviária. Por isso, é importante manter a carteirinha de vacinação atualizada, especialmente com a vacina contra raiva, que é obrigatória. Outro documento que é recomendado levar nas viagens é a Guia de Trânsito Animal (GTA), emitida pelos médicos veterinários.