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Redação

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 Jornalista/Radialista

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BRASÍLIA/DF - Em seu discurso de despedida à frente da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Luís Roberto Barroso voltou a criticar na quinta-feira, 17, ações tomadas pelo presidente Jair Bolsonaro para desacreditar o sistema de votação.

Barroso comparou a atuação de Bolsonaro a uma "repetição mambembe" do que fez Donald Trump, presidente dos Estados Unidos que foi derrotado em sua tentativa dereeleição e que disse --sem apresentar provas-- que teria havido fraudes no pleito daquele país.

Em sua fala, Barroso afirmou que houve uma discussão "requentada" sobre a adoção do voto impresso das urnas eletrônicas que só tinha como objetivo tumultuar o processo eleitoral.

"Aqui no Tribunal Superior Eleitoral procuramos fazer a nossa parte na resistência aos ataques à democracia. Aliás, uma das estratégias das vocações autoritárias, em diferentes partes do mundo, é procurar desacreditar o processo eleitoral, fazendo acusações falsas e propagando o discurso de que, se eu não ganhar, houve fraude", disse Barroso.

ALEMANHA - A inflação ultrabaixa vista na zona do euro até recentemente não deve retornar mesmo após o término da pandemia, disse o economista–chefe do BCE (Banco Central Europeu), Philip Lane, citando mudanças na economia global entre outros fatores.

Lane havia descartado a noção de uma nova era para a inflação até recentemente, mas ele vem revisando seu entendimento, preparando o terreno para uma mudança de política monetária no BCE após quase uma década de taxas de juros ultrabaixas e compras maciças de títulos.

“Existem vários fatores que indicam que o ambiente de inflação excessivamente baixa que prevaleceu de 2014 a 2019 (período em que a inflação anual média foi de apenas 0,9%) pode não ressurgir mesmo após o término do ciclo da pandemia”, disse Lane em evento do provedor de notícias MNI.

Ele creditou isso ao apoio econômico sem precedentes implantado pelos governos da zona do euro e pelo próprio BCE em resposta à pandemia de coronavírus, mas também a mudanças estruturais, como menos exportações da China.

O BCE está sob pressão do mercado para aumentar as taxas dos depósitos bancários, atualmente em -0,5%, em face da inflação teimosamente alta da zona do euro. A taxa de alta dos preços atingiu 5,1% em janeiro, bem mais que o dobro da meta de 2% do BCE.

Lane disse que o ritmo de qualquer mudança de política monetária dependeria da perspectiva do BCE sobre se a inflação vai se estabilizar acima ou abaixo de 2%.

“O tamanho e a frequência dos movimentos das taxas de juros dependem do tipo de regime em que você acha que está”, disse Lane. “Não estou dizendo que (25 pontos-base) é um incremento ruim, mas há outros incrementos possíveis.”

Como ele não prevê uma inflação fora de controle, Lane disse que o “gradualismo” faria sentido nas atuais circunstâncias — um ponto também feito anteriormente por seu colega de BCE e presidente do Banco da Espanha, Pablo Hernández de Cos.

O FMI (Fundo Monetário Internacional) apoiou a postura monetária estimulativa do BCE em um post de blog ontem (17), prevendo que a inflação cairia abaixo da meta do banco central após “aumentos transitórios” decorrentes de problemas de oferta que podem se estender até o próximo ano.

O BCE publicará suas próprias projeções em 10 de março, quando também deverá traçar um caminho para encerrar seu programa de estímulo via compra de títulos — o que seria um precursor de juros mais altos.

RÚSSIA - O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Vershinin, acusou a Ucrânia na quinta-feira (17), diante do Conselho de Segurança da ONU, de descumprir os acordos de Minsk de 2015, sem aprofundar as denúncias do Ocidente de uma possível invasão russa, qualificada como "especulação".

"Não se enganem" por esta questão nesta reunião, pediu Vershinin, que dedicou seu discurso aos acordos de Minsk, destinados a pacificar o leste separatista da Ucrânia.

A Rússia não participa do conflito no leste entre o governo ucraniano e os separatistas, garantiu o vice-ministro russo que releu os diferentes pontos dos acordos de Minsk.

"Não há outra solução senão cumprir o documento" desses acordos, disse ele, lamentando que as autoridades ucranianas nem tenham aberto um diálogo com os separatistas como o acordo previa.

Em um tom muito comedido, o funcionário russo falou de "atrocidades" cometidas no leste da Ucrânia, mas sem usar os termos de crimes de guerra ou genocídio como Moscou denunciou recentemente.

A Rússia e a Ucrânia se acusam há anos de descumprir os acordos de Minsk, patrocinados pela França e pela Alemanha, que estão paralisados.

A reunião anual do Conselho de Segurança, sob a presidência russa, estava planejada há muito tempo.

SÃO PAULO/SP - O São Paulo decepcionou os pouco mais de 15 mil torcedores que foram ao Morumbi na quinta-feira (17). O Tricolor pressionou, desperdiçou várias oportunidades e ficou no zero com a Inter de Limeira, pela sétima rodada do Campeonato Paulista.

O segundo empate no Estadual levou o São Paulo a oito pontos, na segunda posição no Grupo B, três a menos que o líder São Bernardo (que tem um jogo a mais). A Inter foi a sete pontos e ocupa o quarto e último lugar no Grupo A, mas com a mesma pontuação do terceiro (Guarani) e do segundo (Água Santa), ficando atrás por ter uma vitória a menos. Os dois melhores de cada chave avançam às quartas de final.

A pontaria esteve em falta do lado tricolor no primeiro tempo. Foram 14 finalizações, oito delas dentro da área, mas apenas uma delas na meta, uma cabeçada do atacante Nikão, aos 23 minutos, que o goleiro Rafael Pin defendeu sem problemas. A Inter, que pouco se aventurou ao ataque, acertou mais chutes (dois) em direção ao gol dos anfitriões, mas sem dar trabalho ao goleiro Jandrei.

Na etapa final, o São Paulo perdeu outras várias oportunidades. Aos nove minutos, o meia Matheus Galdezani salvou, com o peito, um chute do atacante Jonathan Calleri, na pequena área, que ficou com a sobra de uma cobrança de escanteio. Aos 26 foi a vez de a trave salvar a Inter, após um cruzamento do lateral Reinaldo pela esquerda, que foi direto para o gol. Oito minutos depois Reinaldo bateu escanteio pela esquerda e o atacante Eder desviou no travessão. Aos 43, Eder arriscou da entrada da área pela esquerda, mas parou em grande defesa de Rafael Pin, que garantiu o empate no Morumbi.

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