Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Um dia histórico para a corporação de São Carlos. Depois de 18 anos a Guarda Municipal finalmente passa a trabalhar armada já que na última sexta-feira (29/5) o efetivo recebeu 50 pistolas Taurus, calibre 380, adquiridas com recursos do próprio município e 60 revólveres calibre 38 que foram doados pela GM de Campinas.
O armamento foi entregue aos agentes em solenidade fechada, seguindo protocolo imposto em virtude da pandemia do novo coronavírus, pelo comandante da Guarda Municipal, Michael Yabuki e pelo secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Samir Gardini que lembraram da luta para que esse dia chegasse.
“Foram quase duas décadas de trabalho e preparação até chegarmos a esse estágio. No cenário de violência que existe hoje, uma Guarda não armada tem sua capacidade limitada no controle da criminalidade. Hoje podemos dizer que nossa corporação está equipada e preparada para atender ao seu papel institucional”, disse Samir Gardini, secretário de Segurança Pública lembrando que a principal função do armamento é a defesa e não o ataque.
O comandante Michael Yabuki garante que os guardas municipais estão preparados para o uso de armas de fogo. “Nós passamos por vários treinamentos exigidos pela Polícia Federal e, agora, de forma institucional, a Guarda Municipal de São Carlos está armada. São 140 agentes, distribuídos em turnos, que terão esse suporte a mais no enfrentamento da criminalidade e na segurança da população de São Carlos”, disse Yabuki, agradecendo o apoio do prefeito Airton Garcia que também não mediu esforços para melhorar as condições de trabalho dos agentes como nova frota de veículos, novos coletes de proteção, sistema de rádio e monitoramento modernos.
Para o GM Ordonho esse é um momento ímpar. “Para mim, de forma particular, e para todos os colegas de atividade, esse momento é especial”.
“É um passo muito importante para garantir a nossa segurança e a de todos a quem devemos servir. Foi um tempo importante de preparação até esse momento histórico que estamos vivendo. Eu estou muito satisfeita e animada”, afirmou a GM Evelin Ferracini.
“Essa conquista é o resultado de um trabalho que já dura 18 anos. Com o armamento a gente consegue aumentar a nossa segurança e a da população também”, avalia o GM Napolitano.
O uso de arma de fogo e munição pela Guarda Municipal de São Carlos foi regulamentada pelo Decreto Nº 178 publicado no último dia 2 de maio e que considerou o disposto da Lei Federal nº 10.826/2003, que disciplina o registro e a posse de armas de fogo e dispõe sobre a aquisição, o cadastro, o registro, o porte e a comercialização de armas de fogo. Além disso, considerou o Acordo de Cooperação Técnica celebrado em 26 de março do ano passado com a Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal do Estado de São Paulo.
O porte de arma de fogo é pessoal, intransferível e revogável a qualquer tempo. A cautela de arma de fogo (fixa, diária, emergencial ou extraordinária) é ato consecutivo ao porte, pelo qual a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social cede ao Guarda Municipal o uso da arma de fogo de propriedade da Prefeitura de São Carlos.
Cautela fixa de arma de fogo é a cessão de armamento sem prazo determinado; cautela diária de arma de fogo, a cessão e devolução diária de armamento, que compreenderá o período entre a assunção do serviço e seu término; cautela emergencial de arma de fogo, a concessão extraordinária e imediata de nova arma de fogo ao Guarda Municipal envolvido em ocorrência policial que resulte na perda ou apreensão da arma de fogo.
A Guarda Municipal também adquiriu 4 armas calibre 12, mais potentes, que serão usadas pelos agentes da futura ROMU (Ronda Ostensiva Municipal).
Metodologia utiliza sentidos humanos e materiais simples para auxiliar construções civis de maneira sustentável
SÃO CARLOS/SP - Um conjunto de procedimentos que facilita o diagnóstico ambiental de determinada área utilizada por agroecossistemas, para manutenção e recuperação de ambientes degradados, além da preservação e fortalecimento dos serviços de ecossistemas naturais compatibilizando com as engenharias, arquitetura e urbanismo está sendo proposto por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) como metodologia que utiliza quatro sentidos humanos - visão, tato, audição e olfato - na avaliação de atributos organizados em climas e zonas bioclimáticas, biota, relevo e solo. Ao final do processo, uma tabela numérico-semafórica com pontuações e cores indicativas mostra os potenciais e as restrições da área.
Intitulada "Processo para avaliação sensorial de atributos climáticos e da paisagem", a tecnologia de autoria dos pesquisadores Evandro de Castro Sanguinetto e Luiz Eduardo Moschini, do Departamento de Ciências Ambientais (DCam) da UFSCar, objetiva avaliar atributos climáticos e da paisagem através dos sentidos humanos e de um conjunto de procedimentos sobre o clima, a biota, o solo e o relevo (de uma área, terreno, microbacia etc.), com baixíssimo custo, alta eficiência, agilidade e facilidade de operação. Ou seja, a metodologia permite que qualquer pessoa realize o levantamento dos dados com embasamento cientifico.
Fruto da pesquisa de doutorado de Evandro Sanguinetto, que denominou a tecnologia com o nome comercial Sensia, a ideia surgiu a partir da percepção das limitações nas construções residenciais civis que não consideram as questões ambientais. De acordo com o pesquisador, principalmente em pequenos municípios, o poder público não dispõe de pessoal técnico que possa orientar empreendedores locais no planejamento e implantação de empreendimentos imobiliários mais sustentáveis e biofílicos.
Pensando na implicação de novos loteamentos executados sem cuidados ambientais, os pesquisadores resolveram utilizar os próprios sentidos humanos, além de materiais de fácil acesso, tais como cavadeira, garrafa de água, haste de arame, peneira e aplicativos de celular gratuitos. E, a partir disso, provaram que o responsável pela obra pode acompanhar o passo a passo dos atributos descritivos do levantamento com a pontuação associada. Para realizar a análise estatística, as informações são lançadas em uma planilha, resultando no quadro numérico - desde os mais restritivos aos menos restritivos - nas cores vermelho, laranja, amarelo, verde claro ou verde escuro. "Só de bater os olhos no quadro final já será possível verificar onde está o problema, por exemplo, uma declividade grande não permite uma construção ou exige que se gaste muito mais material para isso", explica Sanguinetto.
Mesmo sem informações de laboratório, o processo facilita o levantamento rápido de 27 atributos relativos ao ambiente, possibilitando um diagnóstico preciso de área para executar plantações, construções, previsões de riscos de erosões e outras instalações. "Em cerca de uma hora é possível levantar esses atributos, ganhando tempo e obtendo uma visão geral do local. Se a área for mais ampla, podemos realizar várias medições. Mas é importante ressaltar que este levantamento rápido oferece um diagnóstico ambiental básico ao planejamento, o que não significa que se deixe de consultar os profissionais necessários ao empreendimento", destaca o pesquisador.
Dada a efetividade da tecnologia sobre as pontuações para os agroecossistemas, produção florestal, ecossistemas naturais, recuperação de áreas degradadas, além das engenharias e urbanismo, com parâmetros que indicam restrições e benefícios para diferentes fins, os pesquisadores têm recebido propostas para a realização de cursos e venda de dados ambientais de modo a disponibilizar a tecnologia para uso e benefício da sociedade. Além disso, atualmente, eles buscam o desenvolvimento de um aplicativo de celular para facilitar a utilização do procedimento e auxiliar o trabalho dos engenheiros civis e dos profissionais que atuam na produção madeireira, agropecuária ou agricultura.
Todas as informações sobre a tecnologia estão disponíveis na Vitrine da Agência de Inovação (AIn) da UFSCar em www.inovacao.ufscar.br/
88 projetos de extensão foram formalizados em dois meses
SÃO CARLOS/SP - Devido à pandemia do novo Coronavírus, a UFSCar suspendeu as atividades acadêmicas presenciais no dia 14 de março, mas continuou a atuar de forma predominantemente remota. As atividades presenciais continuaram apenas nos serviços essenciais, seguindo as orientações do Comitê de Controle e Cuidados em Relação à Covid-19 da UFSCar.
O evento virtual denominado "Marcha pela Ciência e pela Vida: UFSCar em Ação no Combate à COVID-19" foi realizado no mês de maio para reportar as ações da Universidade em resposta à COVID-19. Foram cerca de 60 mini palestras mostrando ações da UFSCar nas áreas de saúde, educação e inclusão. Também foram apresentadas ações da UFSCar para adaptação de suas rotinas de trabalho e a trajetória de sua atuação na linha de frente contra a COVID-19. "Nesse momento da pandemia, a comunidade UFSCar decidiu apoiar a sociedade. Buscamos caminhos e soluções para o enfrentamento da COVID-19. Este evento trouxe uma amostra do que é a UFSCar", afirmou a Reitora da UFSCar, Wanda Hoffmann.
A UFSCar respondeu de forma espontânea às necessidades da sociedade. "A sociedade gritou por socorro e a UFSCar respondeu prontamente. Em 2 meses, foram formalizados 88 projetos de extensão voltados ao enfretamento da COVID-19, com participação de todos os Centros Acadêmicos da Universidade", explicou o Pró-Reitor de Extensão, Roberto Ferrari Júnior. Os temas das iniciativas? Produção de protetores faciais; álcool 70%; testes para diagnóstico da COVID-19; projeto de respiradores e outros equipamentos hospitalares; cartilhas de orientação e apoio aos mais diversos grupos em isolamento social; aplicativos; apoio a empresas em dificuldades, dentre outros.
Como foi possível, para a UFSCar, passar a atuar de forma predominantemente remota? "Nos últimos 3 anos a UFSCar investiu em infraestrutura de hardware, software e melhoria da sua rede. A implantação do SEI (Sistema Eletrônico de Informação), o treinamento para uso do SEI a mais de 1.200 servidores docentes e técnico-administrativos e a digitalização de processos também foram fundamentais para a continuidade do trabalho durante a quarentena", afirmou Márcio Merino Fernandes, Pró-Reitor de Administração.
Algumas ferramentas e serviços foram disponibilizados ou reforçados no início da quarentena, e a demanda aumentou fortemente. "Até o dia 26 de maio aconteceram quase 13 mil reuniões por meio do Google Meet, com cerca de 24 mil horas de encontros nesta plataforma. O Google Classroom, disponibilizado recentemente, já tem em torno de 300 salas criadas", contou o Secretário-Geral de Informática, Erick Lázaro Melo.
Uma das estratégias para dar dinamismo às atividades de ensino de graduação ao longo da pandemia foi a criação de um Período Letivo Suplementar com o oferecimento de disciplinas de modo remoto. O foco destas disciplinas ofertadas foram atividades de monografia, trabalhos de conclusão de curso (TCC) e seus respectivos projetos, além de ACIEPES - Atividades Curriculares de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão, que por sua característica extensionista viabilizam uma ação direta na sociedade. Foram oferecidas 75 disciplinas e 69 ACIEPES. Estas contam com o envolvimento de mais de 212 docentes e 7.941 estudantes de graduação da UFSCar, além de membros da comunidade externa. "O período letivo suplementar viabilizou as ofertas das ACIEPES e a formalização das atividades que já vinham ocorrendo. Inicialmente ofertamos cerca de 4 mil vagas, mas ao final nós tivemos quase 8 mil inscrições e aceitamos praticamente todos os inscritos", afirmou Cláudia Gentile, Pró-Reitora Adjunta de Graduação.
Para auxiliar professores e alunos no desafio de estudar em ambientes virtuais, a Secretaria Geral de Educação a Distância (SEaD) criou o INOVAEH (Espaço de Apoio ao Ensino Híbrido), que reúne materiais destinados aos docentes, estudantes e demais interessados. O objetivo é a capacitação de professores nas novas tecnologias para que possam utilizá-las em suas atividades. Para os estudantes, o apoio é quanto à organização dos estudos.
O Hospital Universitário (HU-UFSCar) destinou 44 leitos para pacientes suspeitos ou confirmados e abriu sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com 10 leitos destinado à COVID-19. Na Unidade Saúde-Escola - USE estão sendo realizados 8 projetos de extensão e 3 projetos de pesquisa relacionados à COVID-19. Tanto o HU quanto a USE passaram a utilizar o teleatendimento, o telemonitoramento e a teleorientação como formas de interação remota.
Os Restaurantes Universitários continuam a funcionar de modo adaptado, com foco no apoio aos estudantes que permanecem na Universidade. As bolsas de permanência estão sendo mantidas ao longo da quarentena. Além disso, a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE) reportou ações de acolhimento e orientação, mapeamento dos estudantes em vulnerabilidade, diagnóstico de necessidades, distribuição de máscaras e kits de limpeza para os apartamentos das moradias estudantis, suporte social, dentre outros serviços.
Toda a movimentação da Comunidade UFSCar para enfrentar a COVID-19, ao longo dos primeiros 54 dias da quarentena, deu origem a 414 produtos de informação nos veículos de divulgação institucionais (Portal da UFSCar, InfoRede, Redes Sociais, dentre outros). O impacto das ações da UFSCar na imprensa foi marcante: 442 reportagens em 210 veículos de divulgação de todo o Brasil. O novo Coronavírus trouxe inúmeros desafios e a UFSCar, Universidade ativa, dinâmica e diversa, está se reinventando com o compromisso de melhorar a vida da comunidade, seja ela interna ou externa. "Mais do que nunca, a UFSCar está trabalhando e mostrando que é uma Universidade imprescindível para a sociedade", concluiu a Reitora Wanda Hoffmann.
Para saber mais sobre as ações da UFSCar no combate e enfrentamento à COVID-19 acesse o Portal COVID-19 UFSCar.
SÃO CARLOS/SP - O vereador Elton Carvalho (Republicanos), protocolou uma representação no Ministério Público do Estado de São Paulo, solicitando apuração de denúncia sobre possível fraude cometida por membros do atual gestão da Prefeitura de São Carlos.
O pedido de investigação se refere a possíveis depósitos mensais de recursos públicos (“mensalinho”) que teriam sido realizados nos anos de 2017 e 2018 pelo chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, Carlos Augusto Colussi, a uma pessoa que mantinha relacionamento com o ex-secretário da pasta, Roberto Paulo Valeriani Ignatios.
“Recebemos esta denúncia e encaminhamos ao MP para a abertura de um inquérito. A função do vereador é fiscalizar a ocorrência de irregularidades no Poder Executivo”, disse Elton. “A ideia era abrir uma CPI, mas como temos algumas provas contundentes já encaminhamos direto ao MP”, acrescentou.
ENTENDA O CASO - Conforme denúncias publicadas na imprensa, Ignatios, conhecido pelo apelido de “Inigo”, teria colocado como condição para Carlos Colussi exercer o cargo de chefe de gabinete da secretaria, o pagamento mensal de R$ 1.500 a uma pessoa com a qual o ex-secretário mantinha relacionamento. Este ato conhecido como “rachadinha” é uma prática ilegal e caracteriza improbidade administrativa conforme a Lei nº 8.429 de 2 de junho de 1992, art. 9º parágrafo 1º.
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