Jornalista/Radialista
A pandemia da Covid-19 e o consequente distanciamento social não afetaram somente a vida das pessoas, mas também dos animais domésticos.
SÃO CARLOS/SP - De acordo com Lucas Bispo, terapeuta canino e proprietário da empresa O Cachorreiro, desde o início da pandemia houve um aumento de 50% nos relatos de problemas de comportamento dos cachorros, sendo agitação, ansiedade e agressividade os mais presentes. “Os cães se comunicam principalmente através da energia. Eles conseguem sentir quando estamos com medo, ansiosos, tristes, felizes ou agitados e acabam projetando esses mesmos sentimentos. Muitas vezes, isso gera comportamentos indesejados, como latir sem parar, avançar em outros cães ou pessoas, pular, fugir, entre outros”, enumera.
Para Marina Santoro, veterinária e sócia do Centro Veterinário Integrativo ÂmeVet, outro motivo para essa mudança de comportamento é que muitos tutores têm permanecido em casa por mais tempo. “Cães e gatos são animais muito rotineiros e a previsibilidade é sinônimo de bem-estar para eles. Por isso, quando há qualquer mudança na rotina destes animais, é comum o aparecimento de alterações emocionais que, se não tratadas corretamente, podem se tornar alterações físicas”, alerta.
A veterinária explica que durante a quarentena, os cães se acostumaram com a companhia do tutor e se apegaram mais. Conforme o isolamento acaba e o tutor precisa retornar às suas atividades comuns na rua, muitos cães apresentam dificuldade em lidar com a ausência do tutor novamente, desenvolvendo os sintomas da Ansiedade por Separação. “Esses sintomas podem incluir desde salivação, tremores e choramingo, até fazer suas necessidades no lugar errado, morder, destruir objetos e perder o apetite”, salienta.
Todos esses problemas e sintomas listados podem ser tratados através das terapias da Medicina Veterinária Integrativa, cujo objetivo é tratar o organismo de forma integral, ou seja, tanto as alterações físicas como as mentais e emocionais. Dentre as terapias da Medicina Integrativa, as que mais podem ajudar nesses casos são: acupuntura, fitoterapia e o uso de florais. “Vale lembrar que, apesar de serem terapias também indicadas para seres humanos, precisam ser aplicadas por profissionais especializados em pets, já que existem formas de aplicação e dosagens específicas”, pondera a veterinária.
A acupuntura é uma técnica milenar que consiste na inserção de agulhas em pontos específicos do corpo, visando tratar doenças e auxiliar o corpo a entrar em equilíbrio. Já a fitoterapia é o uso de plantas em forma de cápsulas ou gotas para o tratamento e prevenção de doenças. Os florais, por sua vez, são essências vibracionais extraídas de flores e administradas através da água, em gotas.
Segundo Marina, a acupuntura e a fitoterapia são indicadas para o tratamento de diversas doenças, tanto as de origem física (como alterações musculoesqueléticas e câncer), quanto emocionais (ansiedade e agitação, por exemplo). Já os florais são indicados apenas para tratar as alterações emocionais ou mentais, como medo excessivo, ansiedade e insegurança. Além dessas técnicas, existem também a cromoterapia, eletroterapia e laserterapia, que são terapias que potencializam o efeito da acupuntura: “Todas essas modalidades terapêuticas são extremamente seguras e podem ser utilizadas tanto em conjunto como separadamente, mas quando são utilizadas juntas possuem um efeito terapêutico maior para o controle da ansiedade e do estresse emocional”, completa Marina Santoro.
Um exemplo da utilização de tais técnicas acontece com Olívia, uma fêmea da raça Bulldog Francês. Sua tutora, Ana Clara Marcello, conta que as sessões tiveram início há um mês e contemplam acupuntura, eletroterapia, laserterapia e cromoterapia. “Esse tratamento integrativo está trazendo ótimos resultados. Hoje, Olívia está estável, muito mais calma e relaxada”, comemora.
Lucas Bispo finaliza que, no dia a dia, a orientação é projetar uma energia calma e assertiva quando estamos nos dedicando a cuidar dos nossos cães. “Seja durante o passeio, na alimentação ou na hora da brincadeira e do afeto. É preciso respeitá-lo, estimulando-o mais com pessoas, barulhos e outros cachorros. Dar afeto também significa colocar regras e limites. Dessa forma, seu melhor amigo ficará mais estável e feliz”, conclui o terapeuta canino.
SÃO PAULO/SP - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira, 21, que toda a população brasileira acima dos 18 anos deve ser imunizada com a 1ª dose da vacina contra a covid-19 até setembro. Governadores de diferentes Estados, incluindo o paulista João Doria (PSDB), já tinham feito a mesma promessa ou até previsões mais otimistas. O plano, diz o ministro, é uma meta "bastante razoável". Queiroga ainda reforçou que, até o fim do ano, toda a população adulta do País também deverá ser vacinada com as duas doses.
No início do mês, Doria havia anunciado que pretende vacinar todos os paulistas até outubro. Poucos dias depois, antecipou o calendário e prometeu todos os moradores do Estado acima de 18 anos com 1ª dose até setembro. No Rio Grande do Sul, o governador Eduardo Leite (PSDB) fez a mesma previsão. Já o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pretende vacinar os adultos até o fim de agosto e fala em imunizar adolescentes no mês seguinte.
Na semana passada, os gestores chegaram até a trocar provocações nas redes sociais sobre essa corrida da vacina. Ao longo da pandemia, a gestão Jair Bolsonaro e gestores estaduais estiveram em lados opostos, principalmente por causa das medidas de distanciamento social e de compra de vacinas. O governo federal tem sido criticado pela demora na compra de imunizantes e por desencorajar a vacinação, colocando em dúvida a eficácia e a segurança dos produtos.
"Pelo ritmo que nossa campanha vem adquirindo nas últimas semanas, no último mês, já é possível antever que toda a população brasileira acima de 18 anos pode ser imunizada com uma dose da vacina até setembro", estimou o ministro em audiência pública na Comissão Externa da Covid-19 do Senado. "E pelas 600 milhões de doses de que já dispomos, é possível antever também que tenhamos a população brasileira acima de 18 anos vacinada até o final do ano de 2021. O que consideramos, dentro das condições de carência de vacina no mundo, uma meta bastante razoável, e que faz jus à força e à tradição do nosso Programa Nacional de Imunização", completou.
Nos últimos meses, o Brasil teve dificuldades de acelerar a campanha de vacinação. E, com o relaxamento das medidas de distanciamento social, o Brasil tem registrado aumento da média diária de vítimas do vírus, acima de dois mil óbitos, e especialistas temem nova piora.
Em sua fala inicial na comissão, Queiroga lamentou as 500 mil mortes pela covid e destacou o trabalho do ministério na aquisição de vacinas. De acordo com o ministro, a pasta já traça planos para uma eventual necessidade de um reforço vacinal contra covid nos próximos anos, mantendo conversas com farmacêuticas como a Pfizer e a Moderna, além dos esforços na produção de uma vacina totalmente nacional contra a doença.
O ministro também afirmou que, entre os esforços da saúde para combater a disseminação do vírus, está o início de uma nova política de testagem contra doença, afirmando que, além de ser necessária uma testagem maior na atenção primária, dedicada a pacientes sintomáticos, é preciso iniciar a testagem em pacientes assintomáticos em ambientes de grande circulação, como rodoviárias e aeroportos.
"O Brasil testou pouco e em função disso nós não tivemos uma política mais apropriada de isolamento dos casos positivos, bem como de seus contactantes", afirmou o ministro. Para Queiroga, nesta nova fase de testagem, além do esforço da pasta, será necessário também o apoio da iniciativa privada.
"É fundamental, além dessa iniciativa pública, que tenhamos a parceria da iniciativa privada, testando os funcionários para que aqueles casos positivos sejam afastados, e consigamos conciliar o combate a pandemia da covid-19 com um retorno organizado e sustentável das atividades econômicas", pontuou o ministro.
Queiroga defende aulas presenciais no segundo semestre
O ministro da Saúde disse que não é necessário que professores tomem as duas doses da vacina contra covid-19 para dar início ao retorno das aulas presenciais no País. Para Queiroga, uma política mais incisiva de testagem contra a doença já permitiria a volta às aulas no segundo semestre deste ano.
"No meu entendimento, não é fundamental que todos os professores estejam imunizados com duas doses para o retorno das aulas. Com a estratégia adequada de testagem, podemos compatibilizar o retorno das aulas com a identificação dos casos positivos, e a partir daí ter já no segundo semestre o retorno de aulas", argumentou.
*Por: Matheus de Souza / ESTADÃO
SÃO CARLOS/SP - A vereadora Professora Neusa esteve em visita à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Santa Felícia, que desde abril vem atendendo somente usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com suspeita ou confirmados para a COVID-19.
Segundo a vereadora, a visita realizada na tarde de sexta-feira (18), “teve intuito de averiguar a estrutura de funcionamento do local e auxiliar os profissionais que ali trabalham de forma admirável no tratamento de pacientes acometidos pelo coronavírus”.
Na oportunidade, Professora Neusa esteve acompanhada do secretário municipal de Saúde, Marcos Palermo, e do diretor Fausto Sposito, sendo recepcionada pela supervisora da UPA, Fabiana Carboni, e pela auxiliar administrativa Rita Cavichiolli.
“A minha intenção é e sempre será, na competência de minhas funções, fiscalizar e ajudar esses centros de atendimento de saúde a oferecer a assistência necessária à população, sobretudo nessa pandemia”, afirmou a parlamentar.
SÃO CARLOS/SP - A Vigilância Epidemiológica de São Carlos informa nesta segunda-feira (21/06) uma morte por COVID-19 no município, totalizando 411 óbitos. Trata-se de um homem de 41 anos que estava em leito de estabilização na UPA do Santa Felícia desde 20/06. O paciente já estava cadastrado na CROSS. Também morreu um paciente de 69 anos de Descalvado e que estava internado em hospital público de São Carlos desde 15/06. São Carlos contabiliza neste momento 21.755 casos positivos para COVID-19 (191 resultados positivos foram divulgados hoje), com 411 óbitos confirmados e 129 descartados.
Dos 21.755 casos positivos, 19.917 pessoas apresentaram síndrome gripal e não foram internadas, 40 óbitos sem internação, 1.799 pessoas precisaram de internação devido a COVID-19, 1.331 receberam alta hospitalar e 371 positivos internados foram a óbito. 20.914 pessoas já se recuperaram totalmente da doença. 39.468 casos suspeitos já foram descartados para o novo coronavírus (240 resultados negativos foram liberados hoje).
Estão internadas neste momento 112 pessoas, sendo 30 adultos na enfermaria. 7 pacientes estão em Unidades de Cuidados Intermediários (UCI - Santa Casa), 4 estão em Unidades de Suporte Ventilatório (USV – HU/UFSCar). No total na UTI adulto estão internadas 66 pessoas, sendo 43 em leitos de UTI/SUS e 23 em leitos de UTI da rede particular. Na enfermaria SUS 4 crianças estão internadas neste momento. 1 criança ocupa vaga de UT/SUS com suspeita da doença. 9 pacientes de outros municípios estão internados em São Carlos neste momento. A taxa de ocupação dos leitos especiais para COVID-19 de UTI/SUS adulto está em 97,73% (43 adultos estão internados).
Neste momento o município disponibiliza 44 leitos adulto de UTI/SUS para COVID-19, já que a Santa Casa voltou a operar com 30 leitos adulto para UTI/SUS, 20 leitos de UCI, 6 de UTI infantil e 8 de enfermaria o Hospital Universitário (HU/UFSCar) opera com 14 leitos de UTI/SUS adulto, 6 de Unidade de Suporte Ventilatório (USV) e 15 de enfermaria.
UPA – 13 pessoas estão neste momento sendo atendidas em leito de estabilização da UPA do Santa Felícia e do Centro de Triagem. Os pacientes já estão cadastrados e aguardam transferência via CROSS.
NOTIFICAÇÕES – Já passaram pelo sistema de notificação de Síndrome Gripal do município 72.951 pessoas desde o dia 21 de março, sendo que 70.501 pessoas já cumpriram o período de isolamento e 2.450 ainda continuam em isolamento domiciliar.
A Prefeitura de São Carlos está fazendo testes do tipo PCR em pessoas que passam em atendimento nos serviços públicos de saúde com Síndrome Gripal sendo que 48.132 pessoas já realizaram coleta de exames, 33.441 tiveram resultado negativo para COVID-19, 14.458 apresentaram resultado positivo (esses resultados já estão contabilizados no total de casos). 233 aguardam resultado de exame.
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