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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - No final da noite de ontem, 21, Guardas Municipais conseguiram deter um sujeito com objetos oriundos de furto em uma escola de idiomas em São Carlos.

Segundo informações, os GMs realizavam patrulhamento preventivo, quando no cruzamento entre as Ruas Humberto de Campos, com Amadeu Amaral, avistaram um indivíduo carregando objetos dentro de um saco de lixo. Ao abordá-lo, a equipe constatou a existência de uma caixa de ferramentas, 01 ventilador e um aparelho de ar condicionado.

Durante a abordagem, um vigilante da redondeza informou que teria visto o suspeito saindo de um imóvel situado na Rua 7 de Setembro. Uma equipe dos GMs foi ao local informado onde funciona uma escola de idiomas, sendo constatado o arrombamento da porta de entrada.

Diante dos fatos, A.H.P, de 35 anos, foi conduzido ao Plantão Policial, onde foi autuado em flagrante por furto qualificado.

BRASÍLIA/DF - Com a suspeita de fraude, a Caixa Econômica Federal (CEF) suspendeu “centenas de milhares” de contas poupança digital do banco, as quais são utilizadas pelo Caixa Tem e usadas para o crédito do Auxílio Emergencial.

O anúncio foi feito pelo presidente do banco, Pedro Guimarães, nesta terça-feira (21), durante entrevista para o portal InfoMoney.

“Todos os bloqueios são suspeita de fraude”, afirmou.

“Suspendemos centenas de milhares de contas sim, e nesse momento as pessoas podem pedir o desbloqueio”, completou.

Pedro afirmou que as contas bloqueadas correspondem a cerca de 5% do total de aprovados. Quem teve a conta suspensa terá que se dirigir até uma agência da Caixa.

“Quando a pessoa vai à agência e mostra que é ela mesma, nós liberamos rapidamente. Se ela não for, ficará sim bloqueado, porque essa questão de fraude nesse momento de pandemia é inaceitável”, disse.

O presidente do banco apontou o uso de um celular para abrir mais de uma conta como o “cerne da fraude”. Além disso, ele revelou que os responsáveis já foram identificados e serão penalizados.

“Temos as provas de que a grande maioria foram utilizadas por hackers. Mas algumas pessoas são pessoas honestas que foram penalizadas”, explicou.

O que diz o banco sobre o aplicativo?

“Possui múltiplos mecanismos integrados de segurança, mantendo-se inviolável e seguro”, e recomendou que os beneficiários utilizem apenas aplicativos oficiais da Caixa e não compartilhem informações pessoais. Segundo o banco, o bloqueio preventivo é feito para proteger os clientes, conforme apuração do G1.

A Caixa disse ainda que, as pessoas que tiveram suas contas suspensas vão receber a mensagem “procure uma agência da CAIXA com seu documento de identidade para regularizar seu cadastro”, e que devem seguir essa orientação para a regularização do acesso e conta.

“O banco esclarece que informações sobre eventos criminosos são repassadas exclusivamente às autoridades policiais, e ressalta que presta irrestrita colaboração nas investigações”, apontou a CEF em nota.

Apesar do esclarecimento, o banco não informou o número exato de contas bloqueadas até o momento.

Além da suspensão das contas, há relatos nas redes sociais de reclamações para o uso do aplicativo. Além de não conseguir acessar o Caixa Tem, usuários relatam que não conseguem acessar o saldo, reclamam da demora e da fila virtual que perdura.

Como resposta o banco anunciou que fez uma atualização no último dia 7 de julho no aplicativo. A Caixa relatou que tinha aumentado para 72 horas o período de sessão do aplicativo no novo cenário. Com isso, quem realizasse o acesso não precisaria entrar na fila novamente para um nova operação.

 

 

*Por: ISTOÉ

SÃO PAULO/SP - Juju Salimeni registrou um boletim de ocorrência contra o ex-marido, Felipe Franco, depois de o fisiculturista invadir a sua casa. O ex-casal viveu um relacionamento por 14 anos até que anunciaram a separação em junho de 2019.

Segundo informações divulgadas pela “Quem”, a assessoria de imprensa de Juju afirmou que a loira “não pode falar, pois o caso corre em segredo de Justiça” e confirmou o pedido de uma medida protetiva contra o ex.

Em abril, Juju chegou a dar entrevistas e comentar o ex-casamento. “Melhor forma de seguir a vida é não ter nenhum tipo de contato. Temos contratos de trabalho, mas não temos relação. Pra que a gente se recupere do que ainda machucava, eu precisei retirá-lo da minha vida. Hoje estou curada, então, posso ter uma conversa, normal, mas tive que cortar esse vínculo. A relação hoje é só profissional”, explicou Juju na época.

 

 

*Por: Shayane Medina / FAMOSIDADES

BRASÍLIA/DF - O programa de rádio A Voz do Brasil completa 85 anos nesta quarta-feira (22). Idade avançada para pessoas e para instituições no Brasil. Uma frase atribuída a Leonardo da Vinci, que morreu idoso para o seu tempo (aos 67 anos), sentencia que “a vida bem preenchida torna-se longa”.

Em oito décadas e meia, A Voz do Brasil preencheu a vida dos ouvintes com notícias sobre 23 presidentes, em mandatos longínquos ou breves. Cobriu 12 eleições presidenciais, e manteve-se no ar durante a vigência de cinco constituições (1934, 1937, 1946, 1967 e 1988).

O programa cobriu a deposição dos presidentes Getúlio Vargas (1945) e João Goulart (1964), o suicídio de Vargas (1954), a redemocratização do país em dois momentos (1946 e 1985), o impeachment e renúncia de Fernando Collor (1992) e o impeachment de Dilma Rousseff (2016).

Além de notícias dos palácios do governo federal, A Voz do Brasil levou aos ouvintes informações sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O programa narrou as conquistas do país em cinco Copas do Mundo e a derrota em duas – a mais traumática em 1950. A Voz registrou a inauguração de Brasília (1960) e cobriu a morte de ídolos como Carmen Miranda (1955) e Ayrton Senna (1994).

Pelo rádio, e pela A Voz do Brasil, muitos brasileiros souberam da invenção da pílula anticoncepcional (1960), da descida do homem na Lua (1969), dos primeiros passos da telefonia móvel (1973), da queda do Muro de Berlim (1989) e da clonagem da ovelha Dolly (1998).

VIDA LONGA

A longevidade do programa A Voz do Brasil é assunto de interesse de historiadores e pesquisadores da mídia de massa no país. “É curioso como um programa de rádio se torna uma constância em um país de inconstância institucional, jurídica e legislativa”, observa Luiz Artur Ferrareto, autor de dois dos principais livros de radiojornalismo editados no Brasil.

Para Sonia Virginia Moreira, professora do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a longa duração do programa “tem muito a ver com a própria longevidade do rádio como meio de comunicação. A morte do rádio foi anunciada várias vezes e ele segue como um veículo muito importante no Brasil.”

“Nenhum governo abriu mão dessa ferramenta fantástica. A longevidade vem da percepção que os diferentes governos tiveram que manter essa ferramenta era algo que trazia uma vantagem enorme para o governo do ponto de vista das suas estratégias e para seus objetivos”, acrescenta Henrique Moreira, professor de jornalismo e especialista em história da mídia no Brasil.

Curiosidades sobre A Voz do Brasil

 A Voz Brasil nem sempre teve como trilha sonora de abertura trecho da ópera O Guarani (1870), de Carlos Gomes. O Hino da Independência (1822), composto por Dom Pedro I, e Aquarela do Brasil (1939), de Ary Barroso, também serviram para marcar o início do programa.

Além de trilhas diferentes, o programa teve nomes diferentes. Entre julho de 1935 e dezembro de 1937, se chamou Programa Nacional. Em janeiro de 1938, é rebatizado como A Hora do Brasil. Em setembro de 1946, ganha finalmente o nome A Voz do Brasil, como registra o livro Hora do clique: análise do programa de rádio Voz do Brasil da Velha à Nova República, de Lilian Perosa.

“Receando desagradar os opositores da Hora do Brasil, [o presidente Eurico Gaspar] Dutra admitiu fazer mudanças no programa que refletissem a fase democrática experimentada naquele momento. Em 6 de setembro de 1946, através do decreto nº 9.788, o programa passou a se chamar A Voz do Brasil.”

Além de nomes diferentes, o programa teve horário, formato e conteúdo distintos do atual: um rádio jornal, a partir das 19h, dividido entre os Três Poderes da República, narrando fatos e decisões ligadas à Presidência da República, ao Congresso Nacional, à Justiça e ao Tribunal de Contas da União.

No início, “trazia além de notícias, áudios e músicas - que exaltavam muito a cultura brasileira. Tudo isso integrando o projeto de consolidação do poder de Getúlio Vargas”, lembra a jornalista Isabela Azevedo, apresentadora do programa Na Trilha da História, veiculado pelas emissoras de rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Ela explica as motivações das pautas nos primórdios do programa. “O período que o Getúlio Vargas ficou no poder foi caracterizado pela valorização dos símbolos da cultura nacional, como uma forma talvez de firmar uma identidade brasileira – uma identidade que se confundisse com o governo dele.”

O jornalista e escritor Lira Neto, autor de três volumes sobre a biografia de Getúlio Vargas, também assinala o uso do programa em benefício próprio. “Em 30 de setembro [de 1937] trechos selecionados do Plano Cohen foram divulgados pelo programa de rádio Hora do Brasil. O país quedou escandalizado ante a estrepitosa revelação. Perante o estado de comoção pública, o Congresso aprovou a volta do estado de guerra por larga margem de votos”, escreve Neto.

Como a história provou, o Plano Cohen era uma farsa sobre uma suposta conspiração judaico-comunista no Brasil e a mobilização que provocou, a partir de notícias inverídicas em diversos veículos, deu margem a Getúlio Vargas instituir o Estado Novo em 10 de novembro de 1937.

A história passa pelo A Voz do Brasil

“A história do Brasil passa, todos os dias, pelo programa. Da mesma forma, a história do programa também é parte e se confunde com a própria história do Brasil”, assinala a jornalista Alessandra Bastos que trabalha na equipe do programa A Voz do Brasil na EBC há 20 anos e hoje divide a apresentação com o jornalista Nasi Brum.

Alessandra Bastos é co-autora de um artigo acadêmico recentemente publicado na Revista Latino-Americana de Jornalismo, onde mostra a estreita relação da política com a história do rádio no país. Entre as informações curiosas, traz recortes da Revista do Rádio com reportagens da década de 1950 sobre A Voz do Brasil e a equipe a frente do radiojornal.

“Os apresentadores de rádio eram como os protagonistas da novela das oito. Eram estrelas, famosos. Cada notícia, cada erro ou acerto, cada novidade do programa era comentada nas revistas e jornais. Da mesma forma, a vida pessoal das estrelas causava curiosidade e atração. Ser apresentador da A Voz do Brasil era ser uma grande estrela e as revistas mostravam seus rostos que deixavam de ser anônimos.”

Cultura oral

Na opinião de Alessandra Bastos, A Voz do Brasil é extremamente importante para uma boa fatia da população. “Para muitos, é a única forma de saber o que pensa e o que faz o governo federal. É a única ponte entre o cidadão eleitor e seus representantes eleitos. É preceito constitucional a transparência e publicidade dos atos públicos, de todos e qualquer. Publicidade aqui no sentido de tornar público. E A Voz do Brasil coloca em ação esse direito, que é dado a todos e cada brasileiro.”

“A Voz do Brasil é um excelente momento para ter informações, para receber material, e para que seu ouvinte tenha algum contato com o país que ele vive”, complementa Luiz Artur Ferraretto. Para ele, a veiculação do programa “ainda se justifica em função das pequenas e médias emissoras, que não são totalmente jornalísticas.”

Ferrareto não desconsidera as mudanças que estão ocorrendo no rádio no século 21, por causa da internet, digitalização e do suporte do celular para ouvir notícias. Ele, no entanto, ressalta que o meio de comunicação continua sendo importante. “É sempre bom lembrar que em momentos de crise extrema, quando a gente está vivendo uma enchente ou um ciclone bomba, falta energia elétrica. O único meio que as pessoas têm vai ser o radinho de pilha.”

Na mesma linha, Sonia Virginia Moreira adiciona que o “rádio chega em qualquer lugar. Ainda hoje em ambiente de internet, que muitas pessoas têm pouco acesso ou, quando têm, a velocidade é muito baixa. [Elas] não conseguem ter um acesso de qualidade.”

Em sua opinião, A Voz do Brasil “tem um caráter informativo porque fala o que está acontecendo na capital do país. Fala dos Três Poderes. Muitas vezes as informações veiculadas em A Voz do Brasil, não têm em outros meios de comunicação.”

Além dessa razão, ela descreve que no Brasil “a cultura oral ainda é importante”, haja visto o número expressivo de pessoas que não sabem ler por analfabetismo absoluto ou têm dificuldades de compreensão por causa do analfabetismo funcional.

Como já reportado pela Agência Brasil, em 2018, havia 11,3 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade (dados do IBGE). Se todos residissem na mesma cidade, este lugar só seria menos populoso que São Paulo – a capital paulista tem população estimada de 12,2 milhões.

 

 

*Por Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil

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