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Radio Sanca Web TV - Terça, 07 Julho 2026

ARARAQUARA/SP - Dois homens foram detidos pela Guarda Civil Municipal durante uma operação de patrulhamento no Jardim Tamoio, em Araraquara, na tarde desta segunda-feira. A ação ocorreu em um ponto frequentemente alvo de denúncias relacionadas ao comércio de entorpecentes.

De acordo com a GCM, ao perceber a aproximação da viatura, um dos suspeitos tentou escapar correndo, mas foi perseguido e abordado pela equipe.

Com os abordados, os guardas encontraram 27 eppendorfs contendo cocaína, nove eppendorfs de crack, nove porções de maconha, além de R$ 80,85 em espécie e um telefone celular.

Após atendimento médico de praxe, ambos foram encaminhados à Central de Polícia Judiciária. A autoridade policial responsável pelo caso determinou a apreensão de todo o material localizado. Os suspeitos foram liberados após os procedimentos e permanecem à disposição da Justiça para o prosseguimento das investigações.

Publicado em Araraquara

BRASÍLIA/DF - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), reagiu nesta segunda-feira (6) a um vídeo da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) sobre a produção legislativa de parlamentares que tiveram votações expressivas em 2022.

Na publicação, Tabata comparou o número de projetos transformados em lei entre os cinco deputados federais mais votados na última eleição para a Câmara. A lista citada pela parlamentar inclui Nikolas Ferreira (PL-MG), Boulos, Carla Zambelli (PL-SP), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Ricardo Salles (Novo-SP).

No vídeo, Tabata afirma que deputados entre os mais votados em 2022 tiveram produção legislativa limitada quando considerados projetos que viraram lei. Na comparação feita pela deputada, Boulos aparece em patamar semelhante ao dos demais nomes citados, como Nikolas Ferreira, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro e Ricardo Salles.

"Isso aqui não é normal, gente. Não pode ser. São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e que estão recebendo migalhas em retorno", disse a parlamentar.

Ela afirmou que, pelos mesmos critérios, soma 32 projetos aprovados e transformados em lei. No vídeo, também defendeu que eleitores acompanhem a atuação parlamentar antes de escolher candidatos à Câmara.

Boulos respondeu em seu perfil no X, antigo Twitter. O ministro disse considerar "lamentável" a comparação feita por alguém "do campo progressista" e defendeu sua atuação como deputado federal.

Ele citou a Lei das Cozinhas Solidárias como um dos projetos de seu mandato e afirmou ter orgulho das propostas que aprovou. Boulos também criticou votações e iniciativas associadas a Tabata.

"Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza", disse o ministro do governo Lula.

Boulos está licenciado do mandato de deputado federal desde outubro de 2025, quando assumiu a Secretaria-Geral da Presidência. Tabata exerce o segundo mandato na Câmara.

Os dois foram adversários na disputa pela Prefeitura de São Paulo, há dois anos. Tabata ficou em quarto lugar e declarou voto, no segundo turno, para Boulos, mas não participou de atos de campanha do psolista. O eleito foi Ricardo Nunes (MDB), que buscava a reeleição.

 

 

por Folhapress

Publicado em Política

BRASÍLIA/DF - O Ministério da Previdência Social pretende adotar uma regra automática para mudanças no limite de juros cobrados no empréstimo consignado para aposentados do INSS.

Hoje, a taxa máxima é uma decisão discricionária que cabe ao CNPS, órgão colegiado composto por representantes do governo federal, de aposentados e pensionistas, dos trabalhadores em atividade e dos empregadores.

A ideia é criar um modelo que dê mais previsibilidade aos beneficiários e às instituições financeiras. De um lado, aposentados e pensionistas poderiam se beneficiar mais rapidamente de uma queda dos juros. De outro, os bancos teriam espaço para aumentar a taxa em momentos de maior custo do crédito, sem risco de interromper as concessões.

Segundo um técnico ouvido pela reportagem, o modelo ainda está em estudo, mas a fórmula mais provável é uma ponderação entre a taxa Selic e a taxa DI, com prazo de dois anos. A avaliação é que essa composição serve de termômetro do custo de captação dos bancos. Com base nela, o cálculo deve prever uma proporção de referência para o teto dos juros do consignado do INSS.

O ministro Wolney Queiroz, da Previdência Social, confirmou à Folha a intenção de adotar a fórmula automatizada.

"Não tenho a pretensão de ter o condão que determina a taxa do consignado. Se encontrarmos uma equação que seja transparente e boa para todo mundo, podemos adotá-la", afirmou.

A ideia dos técnicos é avançar nesse debate até o fim deste ano. No entanto, como a discussão ainda é inicial, é pouco provável que o modelo esteja finalizado a tempo da reunião do CNPS, marcada para 28 de julho.

Paralelamente, o ministro pretende provocar a área técnica a avaliar a possibilidade de reduzir o limite atual dos empréstimos consignados, que está em 1,85% ao mês. A medida foi antecipada pelo jornal Valor Econômico e confirmada à Folha pelo ministro.

"Não temos a taxa que será proposta. O fluxo é o seguinte: a equipe técnica é instada a elaborar um cálculo de atualização da taxa, para mais ou para menos; nesse caso, para menos. A metodologia é exposta no CNPS, há um debate e uma votação", disse.

Segundo ele, o pedido formal à área técnica será feito ainda nesta semana, para que o assunto seja votado na reunião do conselho no fim do mês.

O teto de 1,85% ao mês está em vigor desde o fim de março de 2025, quando o conselho decidiu aumentar o limite. Dias antes, o Copom havia elevado a Selic de 13,25% para 14,25% ao ano.

Antes, a cobrança máxima estava em 1,80% ao mês, conforme decisão de janeiro de 2025, e os bancos já pleiteavam um aumento para 2% ao mês na modalidade com desconto em folha, a mais popular. Na ocasião, a Selic havia subido de 12,25% para 13,25% ao ano.

Agora, a Selic está em trajetória de queda. Após alcançar 15% ao ano, patamar no qual permaneceu até março de 2026, ela já foi reduzida três vezes e está atualmente em 14,25% ao ano.

Queiroz reconheceu que, mesmo com o pedido para revisar a taxa máxima do consignado do INSS, a área técnica pode concluir que não há espaço para cortes.

"A conclusão também pode ser essa, de que não atingiu o patamar anterior", afirmou.

Segundo um técnico, o ministro quer trazer o tema dos juros de volta à pauta, mas ainda não se sabe se haverá espaço para redução. O cálculo precisa ser feito com precisão para evitar prejudicar os próprios aposentados. Uma taxa artificialmente baixa pode afastar as instituições financeiras e restringir a oferta de crédito.

No início do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2023, o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, comandou a decisão de cortar o teto de juros do consignado para aposentados. A taxa máxima caiu de 2,14% para 1,70% ao mês.

Bancos como Bradesco, Itaú, Pan, Banco Mercantil do Brasil, C6 Bank e Daycoval reagiram suspendendo a concessão da modalidade. Até mesmo instituições públicas, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, interromperam temporariamente as operações.

O empréstimo só voltou a ser oferecido após o presidente Lula interceder pela elevação. A taxa máxima então subiu para 1,97% ao mês.

Do início de 2023 até maio de 2024, o teto foi reduzido diversas vezes, até alcançar 1,66% ao mês, acompanhando a trajetória de queda da Selic no período.

A partir de setembro de 2024, porém, o Copom voltou a aumentar os juros, sem que houvesse ajuste no limite do consignado do INSS. No fim daquele ano, alguns bancos voltaram a suspender operações até que houvesse revisão dos valores, no início de 2025.

As instituições financeiras defendiam junto ao CNPS que o novo teto do consignado do INSS fosse atrelado aos juros futuros, que precificam quanto os bancos pagam pelo dinheiro que emprestam.

"Agora, com a Selic voltando a descer, o governo retoma essa pauta, mas falta tecnicidade. Não foram apresentados dados e estudos para embasar esse critério. O custo de captação não reflete a Selic, e sim o DI de dois anos", diz Ricardo Andreassa, diretor técnico de crédito consignado da ABBC.

A maior parte dos associados financia esse empréstimo com CDBs com vencimento em dois anos. Para calcular o custo da operação, os bancos utilizam a rentabilidade do CDB em relação à projeção para a Selic, ou DI, nos próximos dois anos.

Segundo Andreassa, o custo está em 120% do DI com vencimento em dois anos, que está em 14%. Assim, o custo para o banco é de 16,8%, e não de 14,25%, taxa atual da Selic.

"Isso mostra que a Selic não é o melhor indicador, mas não conseguimos avançar com o governo com essa metodologia, apesar de a apresentarmos diversas vezes no CNPS", diz o executivo.

Se o teto fica abaixo do custo de captação, a operação se torna financeiramente inviável para os bancos, especialmente os menores, que pagam mais por seus CDBs.

"Em um primeiro momento, pode parecer bom para os aposentados, mas essa redução artificial vai reduzir a oferta dessa linha, especialmente para os mais velhos e para aqueles que pegam emprestado recursos menores. Eles vão acabar desassistidos da linha de crédito mais barata que existe", completa Andreassa.

Procurada, a Febraban informou que mantém interlocução com o Ministério da Previdência sobre o teto de juros do consignado do INSS e também defende que a revisão esteja "alinhada à estrutura de custos efetivos da operação". Isso consideraria, além da Selic, os custos de captação, distribuição e operação, os riscos do empréstimo e tributos.

"Os estudos técnicos da Febraban apontam que a referência mais adequada para acompanhar o custo de funding [captação] é a curva futura de juros compatível com o prazo das operações, e não apenas a Selic corrente", afirmou a entidade, em nota.

A Febraban também defende a manutenção da modalidade de crédito e diz que seus levantamentos indicam que parcela relevante dos tomadores usa o recurso para pagamento de dívidas, despesas médicas, alimentação e outras necessidades básicas.

"A experiência dos últimos anos mostra que a definição de tetos em patamares incompatíveis com os custos da operação pode reduzir a oferta de crédito, afetando principalmente os públicos de maior risco, como beneficiários mais idosos, pessoas com deficiência e beneficiários do BPC/LOAS", disse a Febraban.

Em maio, os empréstimos da modalidade somavam R$ 281 bilhões, segundo dados do Banco Central. A taxa média de juros era de 1,82% ao mês.

 

 

 por Folhapress

Publicado em Economia

BRASÍLIA/DF - Mais de 149 mil pescadores artesanais começam a receber nesta terça-feira (7) o seguro-defeso referente aos anos anteriores a 2026. Os valores serão pagos em parcela única em conta simplificada ou conta poupança da Caixa.

O pagamento será feito somente aos pescadores artesanais que já tiveram o benefício deferido e aguardavam apenas a liberação dos recursos. A autorização excepcional do pagamento de requerimentos referentes aos períodos de defeso anteriores a 2026 foi viabilizada pela Lei 15.399/2026.

Os beneficiários contemplados são os que fizeram a solicitação do seguro-defeso dentro do prazo legal e atendem a todos os requisitos previstos na legislação. Ao todo serão pagos R$ 874 milhões.

Para saber se tem direito a receber, é necessário consultar a situação no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Emprega Brasil.

Pescadores artesanais com requerimentos em análise ou pendências devem acompanhar o andamento do processo pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

Os pagamentos de requerimentos em processo de análise ou pendente de regularização continuarão sendo processados e serão incluídos nos próximos lotes, após o reconhecimento do direito ao benefício.

O seguro-defeso é um benefício concedido mensalmente a pescadores durante o período em que a pesca fica proibida com o objetivo de garantir a reprodução de algumas espécies. O valor das parcelas é correspondente a um salário mínimo mensal durante o período do defeso.

A operacionalização dos pagamentos resulta da atuação conjunta do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Ministério da Previdência Social (MPS), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Dataprev, responsável pelo suporte tecnológico necessário para a emissão das parcelas.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Natureza

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