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Redação

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 Jornalista/Radialista

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BRASÍLIA/DF - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vai explorar a decisão dos Estados Unidos sobre o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como um trunfo eleitoral, forçar uma comparação com o presidente Lula (PT) e tentar tirar o foco do caso "Dark Horse" a partir da pauta da segurança pública.

Logo depois do anúncio do governo Donald Trump para classificar as facções criminosas como terroristas, Flávio tratou a medida como um resultado de seu encontro com o presidente americano e, em vídeo publicado nas redes sociais, atacou o governo Lula. "A partir de 2027, nós vamos libertar você. Porque você merece ser livre desse governo paralelo, violento e covarde", disse.

Lula foi avisado da decisão dos EUA por dois auxiliares da área internacional na noite desta quinta e pediu de imediato uma análise do impacto econômico da medida. O petista pediu também uma avaliação diplomática do Itamaraty e quer avaliar os dados antes de se pronunciar. Mas a ideia, de modo geral, é reforçar o discurso da soberania.

Enquanto isso, seus aliados já passaram a acusar Flávio de articular uma interferência dos EUA no Brasil. A intenção da equipe petista a partir de agora deve ser associar a imagem do rival à da milícia. "Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro?", disse o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).

Sob reserva, aliados de Lula dizem que a decisão de Trump reforça o plano anterior de destacar o envolvimento entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, como uma estratégia contra o senador.

A diplomacia brasileira era contra a designação desses grupos como terroristas por questões de conceito e aspectos jurídicos e se alinhava ao que é estabelecido pela ONU. Dentro do governo Lula, há preocupação de deixar claro o reforço ao discurso de defesa da soberania sem defender as facções.

"Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável", disse Celso Amorim, assessor especial da Presidência, responsável pelas tratativas de assuntos internacionais.

Com a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, Flávio resgatou a preocupação do eleitorado com a segurança pública -que acabou ofuscada nas últimas semanas pelo caso "Dark Horse" e a percepção de corrupção.

No vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que fez "mais pelo Brasil e pela segurança dos brasileiros" em uma viagem como pré-candidato do que o PT e Lula em 17 anos.

Em tom de campanha, o senador acusou o presidente de "fazer lobby a favor" do CV e do PCC e disse que um governo que não tem controle sobre o próprio território é conivente com o crime.

Flávio também compartilhou a publicação feita por Marco Rubio, do Departamento do Estado americano, no X (antigo Twitter) e escreveu: "Grande dia".

Já se preparando para atacar Lula nessa seara, nos últimos dias, Flávio já vinha usando em sua pré-campanha à Presidência fotos de 2022 de Lula com a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa de forma preventiva em investigação que apura suposto envolvimento dela com o crime organizado, para criar uma associação.

Os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também se juntaram ao coro de críticas a Lula diante da medida do governo Trump. Caiado disse em rede social que o petista classifica as organizações criminosas como "vítimas" e chamou a situação de absurdo. "Infelizmente, está aí, Lula, você desmoralizando o país", disse, em vídeo.

Zema aproveitou a situação para elogiar Flávio Bolsonaro, a quem havia atacado, há duas semanas, pela revelação de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Na ocasião, ele foi criticado por bolsonaristas, como o ex-vereador Carlos Bolsonaro.

O pré-candidato do Novo disse que o senador do PL "foi capaz de fazer" aquilo que Lula deveria ter feito há muito tempo. "Quem ameaça a nossa soberania é exatamente o PCC e o Comando Vermelho. Eles dominam territórios dentro do Brasil. Lá quem manda são eles."

Bolsonaristas parabenizaram Flávio e atacaram o governo. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha eleitoral de Flávio, disse que ele "foi mais efetivo" do que o governo atual e que, em 2027, "bandido voltará a temer a lei".

Na mesma linha, o senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato a governador do Paraná, disse que a "diplomacia de Flávio rendeu mais do que o lobby pró-crime do Lula". Já o deputado federal Nikolas Ferreira (MG) disse que foi um "golaço" de Flávio.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que acompanhou o irmão na visita a Trump, disse que ele "vai poder fazer muito mais pela segurança pública de todos nós que sofremos na mão desses bandidos", se for eleito presidente.

Em resposta, parlamentares ligados ao presidente têm dado destaque a ações feitas contra o crime organizado pela gestão até aqui. Em nota, a liderança do PT na Câmara cita o PL Antifacção e a PEC da Segurança. O desígnio das facções como grupos terroristas não havia sido discutido na reunião entre Lula e Trump, segundo o brasileiro.

"A tentativa de tratar facções criminosas como terrorismo foi discutida e derrotada pelo Parlamento brasileiro. Flávio e Eduardo Bolsonaro tentam agora buscar em Washington aquilo que perderam no Congresso Nacional", diz comunicado da liderança.

Aliados de Lula citam ainda possíveis impactos da decisão no sistema financeiro e insinuam indisposições do setor econômico com Flávio a partir de agora.

"A classificação dificulta investimentos americanos no país e permite interferências do governo americano em assuntos de interesse das empresas brasileiras nos EUA", disse Paulo Teixeira (PT), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário.

Outros aliados afirmam ainda não estarem surpresos com a decisão de Trump e minimizam o impacto do encontro de Flávio no decreto do americano.

Um presidente de partido do centrão próximo a Flávio avalia que a decisão do governo Trump é eleitoralmente positiva para o pré-candidato do PL e uma oportunidade para o senador superar a crise causada pelo caso "Dark Horse".

Um dos líderes da bancada ruralista, o deputado federal Evair Melo (Republicanos-ES) afirmou que o setor avalia a medida como necessária. "Ou a gente enfrenta o narcotráfico pela porta da frente, ou vamos ser reféns desse povo o tempo inteiro", disse.

Quatro deputados do centrão ouvidos pela Folha afirmam que os bolsonaristas vão tentar desviar o assunto da PEC 6x1 e do caso "Dark Horse" para desgastar o PT na pauta da segurança pública, mas que acreditam que a estratégia não surtirá efeito. Outros dois, por outro lado, defendem que a medida tem potencial de voltar o debate público para a questão da segurança, na qual Lula enfrenta maiores dificuldades.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - O Brasil está entre as economias que mais cresceram no primeiro trimestre de 2026, quando se compara o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) nacional com o desempenho dos países que fazem parte da OCDE, grupo que reúne as economias mais avançadas.

O país cresceu 1,1% no primeiro período, em relação ao 4º trimestre de 2025.

O crescimento do PIB entre os países que fazem parte da OCDE foi de 0,4% no primeiro trimestre de 2026, acima do 0,2% no trimestre anterior, segundo a entidade. O dado considera uma amostra de cerca de 30 países que já divulgaram seus dados.

Nesse período, 20 países registraram crescimento. Duas economias ficaram estáveis (França e Portugal). Seis sofreram contração (Suécia, Chile, Lituânia, Israel, México e Irlanda).

Entre os países do G7, o crescimento acelerou no Reino Unido e nos Estados Unidos, passando de 0,2% e 0,1% no quarto trimestre para 0,6% e 0,5% no primeiro trimestre, respectivamente.

Segundo a OCDE, os dados dos Estados Unidos (taxa anualizada de 2%) refletem o avanço das exportações e o aumento do investimento. O dado também está influenciado pela recuperação nos gastos federais após a paralisação do governo.

Analistas avaliam que os dados posteriores podem ser afetados pela guerra envolvendo os EUA, Israel e o Irã, que aumentou os preços e pressiona os orçamentos familiares.

O PIB da China cresceu 1,6% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao quarto trimestre de 2025. Na comparação anual, o avanço foi de 5%, acima dos 4,5% do trimestre anterior. O país asiático, assim como o Brasil, não faz parte da OCDE.

A instituição também destacou que o crescimento acelerou no Japão, de 0,2% no quarto trimestre para 0,5% no primeiro trimestre, e, de forma mais marginal, na Alemanha, de 0,2% para 0,3%.

Entre os países da OCDE para os quais há dados disponíveis, a Coreia do Sul registrou a maior taxa de crescimento trimestral no primeiro trimestre (1,7%), seguida por Finlândia (0,9%) e por Hungria e Suíça (0,8% em ambos os países).

A Irlanda continuou apresentando a maior contração (-2%), seguida por Israel e México (-0,8% em ambos os países).

A economia da zona do euro registrou crescimento de 0,1% no primeiro trimestre, segundo uma estimativa preliminar.

A guerra no Irã, que começou no final de fevereiro, é apontada como um fator que pode provocar uma piora nos dados do PIB e levar a uma desaceleração do crescimento global neste segundo trimestre.]

Variação do PIB de diversos países no 1º trimestre de 2026

Em relação ao ano anterior, em %

  1. Coreia do Sul - 1,7
  2. China - 1,6
  3. Brasil - 1,1
  4. Finlândia - 0,9
  5. Hungria - 0,8
  6. Suíça - 0,8
  7. Eslovênia - 0,7
  8. Colômbia - 0,6
  9. Estônia - 0,6
  10. Espanha - 0,6
  11. Reino Unido - 0,6
  12. Japão - 0,5
  13. Polônia - 0,5
  14. Estados Unidos - 0,4
  15. Canadá - 0,4
  16. Costa Rica - 0,3
  17. Alemanha - 0,3
  18. Áustria - 0,2
  19. Bélgica - 0,2
  20. República Tcheca - 0,2
  21. Itália - 0,2
  22. República Eslovaca - 0,2
  23. Países Baixos - 0,1
  24. França - 0,0
  25. Portugal - 0,0
  26. Suécia - -0,2
  27. Chile - -0,3
  28. Lituânia - -0,4
  29. Israel - -0,8
  30. México - -0,8
  31. Irlanda - -2,0

Fontes: OCDE e IBGE

 

 

por Folhapress

IBATÉ/SP - A Biblioteca Municipal de Ibaté recebe, até o dia 30 de junho, a exposição “Do desenho ao RPG”, do artista Luigi Oliveira. 

A mostra está em cartaz no espaço localizado na Avenida São João, 742, no Centro da cidade e promete proporcionar ao público uma experiência artística repleta de imaginação, criatividade e emoção.

A exposição apresenta o percurso artístico de Luigi Oliveira, reunindo desenhos e criações que revelam sua sensibilidade e potência criativa. 

Ao longo de sua trajetória, a arte se tornou um importante espaço de expressão, diálogo e descoberta, permitindo que o artista compartilhe sentimentos, ideias e narrativas próprias.

Pessoa autista, Luigi encontra na arte uma maneira de transmitir percepções, emoções e reflexões sobre o mundo ao seu redor. Por meio de seus trabalhos, o artista expressa pensamentos, medos e ansiedades, reforçando a importância de que pessoas no espectro autista tenham voz, espaço e reconhecimento para colorir o mundo com sua arte.

Com curadoria de Roberta Bergamasco Diniz, do ateliê Arteterapia, a exposição convida os visitantes a mergulharem em universos fantásticos inspirados no RPG, explorando personagens, criaturas mágicas, cenários imaginários e histórias construídas com afeto e experimentação.

A iniciativa busca incentivar o acesso à arte, à cultura e à valorização de novos talentos, oferecendo ao público uma vivência sensível e inspiradora. 

A exposição é gratuita e pode ser visitada durante o horário de funcionamento da Biblioteca Municipal.

Prefeitura acompanha obras e reforça investimentos em segurança e qualidade para atletas e população

 

ARARAQUARA/SP - Com foco, na fiscalização técnica e planejamento estratégico a Prefeitura de Araraquara segue avançando na modernização dos espaços esportivos do município. Durante a semana, o prefeito Dr. Lapena visitou importantes obras em estágio de execução e outra já finalizada.

O prefeito esteve acompanhado do secretário de Obras, Laxixa, e do secretário de Esportes e Lazer, Jair Martineli, durante toda a agenda de acompanhamento das obras esportivas no município.

Uma das visitas aconteceu no Estádio Municipal Dr. Cândido de Barros, no Botânico, onde está sendo construída a nova cobertura da arquibancada. A obra é realizada por meio de convênio federal, com investimento de cerca de R$ 4 milhões e prazo estimado de entrega em aproximadamente um ano e meio.

A estrutura metálica de grande porte, está sendo instalada sobre bases independentes de concreto armado para garantir mais segurança e durabilidade. Ao todo, serão 13 lances metálicos, com cerca de 25 metros de altura cada um.

Durante a vistoria, o prefeito destacou a importância do acompanhamento técnico das obras públicas e reforçou o papel do esporte no desenvolvimento da cidade.
“Estamos acompanhando cada etapa de perto para garantir que os investimentos tragam resultado para a população. Araraquara tem tradição esportiva e precisamos continuar preparando a cidade para o futuro, afirmou Dr. Lapena.

A comitiva também visitou o Estádio Municipal “Dr. Adair Pavanelli”, tradicional campo da Associação Atlética Ferroviária, na Vila Xavier. No local, as obras já foram concluídas. Os vestiários foram revitalizados com novos sanitários, mictórios, chuveiros, iluminação, revestimentos, portas, pias e torneiras. As arquibancadas passaram por reconstrução e pintura, enquanto o gramado recebeu sistema automatizado de irrigação.
A revitalização também preservou as árvores nativas do entorno, garantindo mais sombra e conforto para quem frequenta o espaço.

A obra foi realizada por meio de contrapartida de empresa privada, modelo que permite investimentos em melhorias públicas através de parcerias entre a iniciativa privada e o município.

Para o secretário de Obras, Laxixa, os projetos foram planejados pensando no uso da população e na durabilidade dos espaços públicos.
“Estamos trabalhando para entregar estruturas modernas, resistentes e preparadas para atender atletas, famílias e toda a comunidade esportiva”, destacou.

Também participaram da visita o vereador enfermeiro Delmiran e equipes técnicas responsáveis pelo acompanhamento das obras.

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