Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - Osorio, zagueiro do São Paulo, foi denunciado pelo STJD, nesta segunda-feira, pelo lance que gerou a sua expulsão na derrota para o Palmeiras, no sábado, no Nubank Parque, pelo Campeonato Brasileiro.
Na ocasião, o defensor foi expulso aos 37 minutos do primeiro tempo por uma entrada em Piquerez, lateral do Palmeiras. Rafael Klein deu cartão amarelo, mas, após revisão do VAR, expulsou o zagueiro.
Osorio foi denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata da prática de jogada violenta. A pena prevista é de uma a seis partidas de suspensão. O julgamento será na próxima quarta-feira, às 15h, no Rio de Janeiro.
O artigo considera como exemplos da infração o emprego de força incompatível com o padrão razoavelmente esperado para a modalidade e a atuação temerária ou imprudente na disputa da jogada, ainda que sem intenção de causar dano ao adversário.
O CBJD prevê que a punição poderá ser convertida em advertência caso o órgão julgador considere a infração de pequena gravidade. O auditor Delmiro Dantas Campos Neto será o relator do caso.
A próxima partida do São Paulo no Brasileirão será no sábado, às 21h, contra o Internacional, no Morumbis.
Por Ulisses Lopresti / ge
BRASÍLIA/DF - O comércio varejista brasileiro recuou 0,8% na passagem de junho para julho, influenciado por uma espécie de “ressaca” da Copa do Mundo. O resultado faz com que o desempenho acumulado do setor no período de 12 meses desacelerasse para 1,6%.
A média móvel trimestral, que suaviza oscilações pontuais e reflete a tendência recente, aponta variação negativa de 0,1%.
No acumulado de 2026, o setor avança 1,8%, e em 12 meses, 1,2%. Os números indicam desaceleração, uma vez que, em março, o acumulado de 12 meses era 2,3%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado de julho coloca o comércio brasileiro 10,6% acima do nível pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 1,5% abaixo do maior patamar já registrado, alcançado em março de 2026.
De acordo com o analista da pesquisa, Cristiano Santos, o comércio está em patamar equivalente a dezembro de 2025.
O levantamento mostra que das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram retração na passagem de junho para julho.
Veja o comportamento dos grupos de atividades:
Cristiano Santos explica que a queda de eletrodomésticos, revistas e papelaria, e vestuário têm relação com a Copa do Mundo, ocorrida em junho e julho, uma vez que venda de itens como TVs e álbuns de figurinha tiveram crescimento nos meses anteriores à copa, aumentando a base de comparação de julho.
“É como se as pessoas tivessem concentrado a capacidade de consumo desses produtos que têm a ver com a copa principalmente em maio.”
Já em 12 meses, a venda de móveis e eletrodomésticos avança 3,9%.
"Todo mundo que iria comprar uma televisão, aproveitou que teria Copa e comprou em maio", exemplifica Santos.
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado – veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo – o indicador subiu 0,4% de junho para julho e marca variação positiva de 1,2% no acumulado de 12 meses.
A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que o setor de serviços ficou estável no mês (variação nula, 0%) e alta de 2,4% em 12 meses. Já a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A Prova Nacional Docente (PND) 2026 será aplicada na tarde do próximo domingo (20) em mais de 800 municípios de todas as unidades da federação mais o Distrito Federal. Todas as localidades estão listadas no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os portões serão abertos ao meio-dia, no horário de Brasília, e fechados às 13 horas.
A prova terá duração total de cinco horas e trinta, com início marcado para 13h30 e encerramento às 19h.
Participam do chamado de Enem dos Professores os concluintes de cursos de licenciatura no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026, inscritos pelos coordenadores dos cursos, bem como, aqueles graduados interessados em ingressar na carreira docente da educação básica pública.
A prova auxilia na promoção da realização de concursos públicos ou outros processos seletivos por redes públicas de ensino para a contratação de docentes. Os resultados podem ser usados pela União, estados, Distrito Federal e municípios como mecanismo único ou complementar de seleção dos profissionais.
Os candidatos devem consultar o local de aplicação da prova. As informações estão no Cartão de Confirmação da Inscrição, disponível na Página do Participante dentro do site do Sistema PND do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Além do endereço do local de prova, o documento inclui informações referentes à inscrição e à aplicação, como data e horário, além de dados relacionados ao atendimento especializado e ao tratamento pelo nome social, quando solicitados e aprovados pelo Inep.
É recomendado que o participante leve o Cartão de Confirmação da Inscrição impresso no dia de aplicação da prova.
Para a participação, é obrigatória a apresentação de documento de identificação oficial e original com foto, emitido por órgãos brasileiros, ou de passaporte, em caso de participante estrangeiro.
Os candidatos da PND 2026 devem levar uma caneta esferográfica de tinta preta fabricada em material transparente para transcrever as respostas das questões no respectivo cartão-resposta e para responder a questão discursiva.
Antes de entrar na sala de prova, os inscritos devem guardar, em um envelope porta-objetos lacrado e identificado, o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados, a declaração de comparecimento impressa, o Cartão de Confirmação da Inscrição, além de outros pertences não permitidos.
Este envelope somente poderá ser aberto após a saída definitiva do local de prova.
A avaliação da PND é composta por duas partes. A parte de Formação Geral Docente conta com 30 questões objetivas e uma questão discursiva, que avaliará clareza, coerência, coesão, estratégias argumentativas, vocabulário e gramática adequados à norma-padrão da língua portuguesa.
A segunda parte é a de Componente Específico, com 50 questões de múltipla escolha voltadas à resolução de situações-problema e de estudos de caso da área de formação do participante.
Em relação à primeira edição, a ampliação de áreas da PND em 2026 incluiu as licenciaturas em: teatro, dança, ciências naturais e letras e espanhol. Por isso, no domingo, serão avaliadas, ao todo, 21 áreas de licenciatura.
artes visuais
ciências biológicas (biologia)
ciências naturais (ciências da natureza)
ciências sociais
computação
dança
educação física
filosofia
física
geografia
história
letras espanhol
letras inglês
letras português
letras português e espanhol
letras português e inglês
matemática
música
pedagogia
química
teatro
A Prova Nacional Docente, além de estimular a realização de concursos públicos nas redes públicas de ensino, tem os objetivos de melhorar a qualidade dos processos seletivos para professores, e, também, induzir o aumento de professores qualificados no magistério público.
A iniciativa federal voltada aos licenciados integra o programa Mais Professores para o Brasil que reúne ações integradas para promover a valorização e a qualificação do magistério da educação básica e o incentivo à docência no Brasil.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Uma máquina silenciosa trabalha constantemente para que a água chegue aos rios, plantações e às casas de milhões de pessoas na América do Sul. Esse mecanismo se chama Amazônia e funciona da seguinte maneira: a umidade vinda do oceano produz chuva sobre a floresta; essa água é absorvida do solo pelas árvores, e lançada de volta na atmosfera em forma de vapor; o vento, então, espalha, esse vapor por todo o continente, fazendo chover em diversas regiões. 

De acordo com a pesquisadora Julia Valentim Tavares essa é a principal infraestrutura hídrica da América do Sul e a maior "máquina de chuva" do planeta. Uma árvore adulta na Amazônia pode liberar para a atmosfera de 200 a 300 litros de água todos os dias.
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Marielos Peñaclaros destaca a importância do bioma durante TEDXAmazônia. Diego Aguilar/Divulgação
“Imaginem 400 bilhões delas trabalhando juntas todos os dias. Se pudéssemos tornar essa umidade possível, veríamos rios gigantes voando no céu. É o que nós cientistas chamamos de rios voadores."
Marielos Peñaclaros, copresidente do Painel Científico pela Amazônia, entidade que reúne mais de 350 cientistas dedicados a estudar o bioma, destaca que a floresta é a coluna vertebral dos ciclos de água, nutrientes e carbono a níveis local, regional e global.
“Em outras palavras, a Amazônia sustenta a vida, não só na região amazônica, mas no planeta como um todo."
As duas pesquisadoras participaram da última edição do TEDxAmazonia, no final de agosto, no Equador.
Além de frisar a importância desse sistema hídrico, as cientistas fizeram um alerta: a devastação da Amazônia já está afetando a "máquina de chuva", e sua "quebra" seria catastrófica para todo o planeta.
De acordo com Marielos, atividades como a mineração e o narcotráfico, em conjunto com o desmatamento e as queimadas têm atingido diretamente a conectividade amazônica, fator central para a conservação do bioma.
"A Amazônia é um mosaico vivo de ecossistemas terrestres e aquáticos interconectados entre si, que abriga uma grande diversidade de culturas. Essas comunidades têm um relacionamento profundo e interdependente com os ecossistemas através dos seus modos de vida, práticas de manejo e conhecimento."
Segundo ela, os efeitos no clima já são mensuráveis, com evidências de que o desmatamento na Amazônia brasileira resulta em menos chuva em regiões do Brasil e da Bolívia. Em regiões desmatadas, a temperatura tem aumentado, e as épocas de seca estão ficando mais intensas e mais cumpridas.
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Durante o TEDXAmazônia, Julia Valentim explica o chamado arco do desmatamento. Rodrigo Duarte/Divulgação
Julia Valentim Tavares também está medindo esses efeitos a partir do interior das árvores da borda sul da Amazônia, o chamado arco do desmatamento, onde o volume de chuvas já diminuiu e a temperatura aumentou na última década. Ela investiga por quanto tempo essas árvores podem resistir às secas, antes que suas "cordas" internas sejam danificadas.
"Se o solo tem água, essa corda permanece intacta. Numa estação seca, o solo deixa de ter água e essa corda é tensionada. A atmosfera puxa para cima, o solo puxa para baixo, até a hora que essa corda se rompe. Se isso acontecer muitas vezes, em várias partes da árvore, essa árvore começa a literalmente morrer de sede."
Nos últimos anos, a região também tem sofrido com os efeitos do aquecimento global. Em 2024, a Amazônia enfrentou a pior seca da sua história, por consequência do El Nino, fenômeno natural de aquecimento das águas do Oceano Pacífico, que altera a circulação atmosférica, e tem se tornado mais intenso.
Marielos destaca que 88% da bacia amazônia sentiu os efeitos dessa seca, que também interferiu na "máquina de chuva". A capital da Colômbia, Bogotá, localizada na região dos Andes, sofreu desabastecimento de água. Em Quito, capital do Equador, que também está fora da Amazônia, a falta de água levou à cortes no fornecimento de energia elétrica.
"A pergunta que todos deveríamos estar fazendo é: De onde nasce a água de inúmeras cidades latinoamericanas? De onde nasce a água que usamos na agricultura, pecuária, indússtria, produção de alimentos?", provocou a copresidente do Painel Científico pela Amazônia.
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Seca na Amazônia deixa barcos encalhados e paralisa transporte - REUTERS/Bruno Kelly/Proibida reprodução
A seca também deixou a Amazônia mais vulnerável às queimadas, que foram recordes naquele ano. Julia Valentim Tavares lembra que a fumaça dos incêndios chegou a se espalhar pelo país e alcançar até a Região Sudeste.
"Esse fato revelou duas coisas muito importantes. Primeiro: a Amazônia nunca esteve distante, o que acontece na floresta não permanece na floresta. E segundo: milhões de pessoas dependem da Amazônia, mas ainda assim não se sentem conectadas com ela."
A previsão de que um super El Niño ocorra este ano alarmou as pesquisadoras. "Quando existem essas secas, a floresta ou tem mortalidade por falha hidráulica, ou para de crescer, somado com os eventos de fogo. Então, a Amazônia deixa de funcionar como um sumidouro de carbono e passa a ser um emissor, aumentando o aquecimento global", alerta Julia.
"A gente está esperando que seja tão ou mais forte do que em 2024, mas a principal diferença é que da outra vez aconteceram coisas que ninguém estava esperando. Como um rio poderia secar na Amazônia? Agora, todo mundo está falando sobre isso", enfatizou Marielos.
De acordo com ela, a solução definitiva só será alcançada com a diminuição drástica das emissões de gases do efeito estufa, que depende sobremaneira da substituição dos combustíveis fósseis por fontes menos poluentes de energia.
"Temos também que investir na conectividade. Restaurar as áreas degradadas, recuperar aquelas que foram desmatadas para produção, fazer essa reconexão ecológica. Porque a Amazônia já está se aproximando do ponto de não retorno, e a perda total dessa conectividade seria catastrófica para o mundo todo."
AGÊNCIA BRASIL
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