SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP - As inscrições para a etapa de São José do Rio Preto do Circuito Mais Mulher SP Por Todas foram abertas na segunda-feira (17), no circuitomaismulher.sp.gov.br. A prova será realizada no dia 5 de setembro e terá 3 mil vagas gratuitas para mulheres que quiserem participar da caminhada de 3k ou das corridas de 5k e 10k.
A etapa de São José do Rio Preto será a primeira prova noturna da temporada 2026 do Circuito Mais Mulher. A edição deste ano conta com dez etapas em diferentes regiões do Estado, sendo cinco diurnas e cinco noturnas – uma das novidades da programação. A proposta é ampliar as possibilidades de participação e levar a iniciativa a cada vez mais mulheres paulistas.
Promovido pela Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, o Circuito Mais Mulher oferece percursos para diferentes perfis e níveis de condicionamento físico e é destinada a mulheres adultas e adolescentes a partir de 15 anos.
A etapa também contará com a participação da Secretaria de Políticas para a Mulher, por meio do Ônibus SP Por Todas, que levará informações e orientações sobre os serviços disponíveis na rede de atendimento às mulheres. A parceria reforça a integração entre esporte e políticas públicas de proteção, acolhimento e promoção da autonomia feminina.
Além da experiência esportiva, as participantes receberão gratuitamente um kit com camiseta, viseira, gym sack, número de peito e chip de cronometragem. Ao final da prova, todas receberão medalha de participação, além de frutas e isotônico.
Circuito Mais Mulher SP Por Todas – São José do Rio Preto
Data da prova: 5 de setembro
Primeira etapa noturna da temporada 2026
3 mil vagas gratuitas
Percursos: caminhada de 3k e corridas de 5k e 10k
Inscrições: 17 de agosto, a partir das 10h
Site: circuitomaismulher.sp.gov.br
ESPANHA - Um homem matou nesta terça-feira (19) a ex-companheira em plena rua de Figueres, na Espanha, após ser detido e solto duas vezes em dois dias. Testemunhas que presenciaram o crime reagiram e acorrentaram o suspeito até a chegada da polícia.
Crime ocorreu em uma praça pública e foi testemunhado por várias pessoas. Segundo o jornal El País, o suspeito, um espanhol de 48 anos, matou a ex-companheira -uma mulher trans hondurenha de 33 anos- a facadas que atingiram o tórax, braços, costas e pescoço e, depois, caminhou até uma fonte para lavar o sangue das mãos.
Serviços de emergência foram acionados. A vítima, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Vídeos mostram momento em que suspeito é cercado por testemunhas. Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que o suspeito é derrubado por pessoas que estavam no local. Ele foi imobilizado e acorrentado até a chegada da polícia. Outras imagens também registraram o ataque à mulher.
Suspeito foi preso no domingo (17) por abuso e ameaças e foi liberado. Ele acabou sendo detido novamente na segunda (18), por agressão, abuso, danos à propriedade e violação de uma ordem de restrição, de acordo com a publicação.
Homem aceitou acordo judicial por violência doméstica. Ele teria recebido uma pena de prisão de seis meses e uma ordem de restrição que o proíbe de se aproximar da vítima a menos de 250 metros e de se comunicar com ela por um ano e quatro meses".
Assassinato ocorreu horas depois. O crime contra a ex-companheira ocorreu na madrugada de terça-feira.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - A participação feminina no mercado de trabalho aumentou 11%, com ampliação das oportunidades para mulheres negras e pardas. Apesar do aumento, as mulheres continuam recebendo, em média, salário 21,3% menor do que os homens nas empresas privadas com pelo menos 100 empregados.
Esta é uma das conclusões do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
De acordo com o levantamento, a participação das mulheres no mercado de trabalho passou de 7,2 milhões para 8 milhões de trabalhadoras, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 800 mil postos.
O avanço foi ainda mais expressivo entre mulheres negras (pretas e pardas), cujo número de ocupadas aumentou 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões.
Apesar do aumento do emprego, a desigualdade salarial entre homens e mulheres praticamente não se alterou em relação ao relatório anterior. Em 2023, as mulheres recebiam 20,7% menos que os homens; agora, a diferença passou para 21,3%.
Já no salário mediano de contratação, a diferença subiu de 13,7% para 14,3%, variação considerada estatisticamente estável.
O relatório se baseia em dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e reúne dados de cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados.
Segundo o levantamento, o salário médio no país, que reúne todos os salários e divide pelo número de trabalhadores, é de R$ 4.594,89. Já o salário contratual mediano, que fica no meio da escala que considera desde o salário mais baixo até o mais alto, é de R$ 2.295,36.
A participação das mulheres na massa de rendimentos também avançou, passando de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, o percentual segue abaixo da presença feminina no emprego, que é de 41,4%. Para alcançar esse patamar, seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos das trabalhadoras.
“Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, informou, por meio de nota, a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE.
O levantamento também aponta avanços nas políticas internas das empresas, como ampliação de jornada flexível, auxílio-creche, licenças parentais estendidas e planos de cargos e salários. Cresceu ainda o número de estabelecimentos com menor desigualdade salarial.
Por outro lado, persistem diferenças regionais. Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%).
Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).
O relatório integra a aplicação da Lei nº 14.611/2023, que estabelece a transparência salarial como instrumento para promover a igualdade de remuneração entre homens e mulheres.
A legislação estabelece a obrigatoriedade da transparência salarial em empresas com 100 ou mais empregados e prevê medidas para combater a discriminação e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.
A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.
O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.
Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”
“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.
Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.
O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”
A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.
“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”
O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.
“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.
Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”
No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.
A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.
Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.
As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos realizou, nesta data, uma homenagem especial às 85 mulheres que atuam no Legislativo, em reconhecimento à dedicação, ao compromisso e à importância de cada uma no funcionamento da Casa.
A iniciativa contemplou vereadoras, assessoras, estagiárias, servidoras do setor administrativo e colaboradoras da equipe de limpeza, valorizando todas que, diariamente, contribuem para o andamento dos trabalhos legislativos.
A homenagem foi organizada pela Mesa Diretora, com o apoio de todos os vereadores, como parte das ações do mês dedicado às mulheres. Mais do que uma celebração simbólica, o momento representou uma demonstração de respeito, reconhecimento e carinho por aquelas que fazem a Câmara Municipal acontecer no dia a dia.
Durante a cerimônia, os parlamentares destacaram o papel essencial das mulheres na construção de um ambiente de trabalho mais humano, eficiente e comprometido com a população.
Participaram da entrega das homenagens os vereadores Lucão Fernandes, Bruno, Fernanda, Raquel, Larissa, De Alvim, Thiago de Jesus, Fábio Zanchin, Cidinha e Lineu Navarro, que fizeram questão de prestigiar e agradecer pessoalmente cada uma das colaboradoras.
A ação reforça o compromisso da Câmara Municipal de São Carlos com a valorização das mulheres e o reconhecimento de sua contribuição em todos os setores do Legislativo.
SÃO CARLOS/SP - Na tarde da última terça-feira (10/03), o Centro de Referência do Idoso “Vera Lucia Pilla” realizou uma programação especial em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último dia 8 de março. A atividade reuniu cerca de 70 mulheres que participam das ações desenvolvidas no espaço.
Durante a celebração, as participantes tiveram a oportunidade de vivenciar diversos momentos de reflexão, cultura e integração. A programação contou com leitura e apresentação de histórias de mulheres que lutaram pelos direitos femininos, além da leitura de poemas e textos escritos pelas próprias participantes. Também houve apresentação musical e dinâmicas em grupo, fortalecendo o espírito de união e valorização das histórias de vida das mulheres presentes.
Um dos destaques da atividade foi a “árvore das mulheres”, montada com fotos das participantes acompanhadas de frases que expressam força e identidade feminina, como “Nós somos vivas”, “Nós somos fortes”, “Nós somos história” e “Nós somos coragem”. O espaço também foi decorado com mensagens que ressaltavam a importância, a determinação e o protagonismo das mulheres na sociedade.
A professora Nilva Rodrigues, que acompanha as atividades no centro, destacou que a iniciativa buscou valorizar a trajetória e a experiência das mulheres atendidas pelo espaço.
“Esse momento é muito especial porque celebra a história e a força de cada mulher que participa das nossas atividades. Aqui nós valorizamos as experiências, as memórias e as conquistas de cada uma delas. O Dia Internacional da Mulher é uma oportunidade de lembrar que todas têm uma história de coragem, de luta e de superação, e que continuam sendo protagonistas na comunidade”, afirmou.
A programação também contou com um momento de coffee break coletivo, no qual cada participante levou um prato para compartilhar. A atividade proporcionou ainda mais interação social e convivência, fortalecendo os vínculos entre as mulheres que frequentam o centro.
O Centro de Referência do Idoso “Vera Lucia Pilla” desenvolve ao longo do ano diversas atividades voltadas à promoção da qualidade de vida, do bem-estar e da convivência social da população idosa, estimulando a participação ativa e o fortalecimento de vínculos na comunidade.
O Centro de Referência do Idoso “Vera Lucia Pilla” está localizado na
Rua Dr. Joaquim Inácio de Moraes, na Vila Irene. Outras informações sobre a programação da unidade podem ser obtidas pelo telefone (16) 3368-2970.
SÃO CARLOS/SP - O Fundo Social de Solidariedade de São Carlos deu continuidade, nesta segunda-feira (9/3), à programação especial preparada para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. As atividades incluem ações voltadas ao bem-estar, empreendedorismo e desenvolvimento pessoal das mulheres do município.
A programação teve início no domingo (8/3), com a realização da Corrida Solidária, iniciativa que reuniu participantes em um momento de integração, incentivo à prática esportiva e solidariedade.
Já nesta segunda-feira, a sede do Fundo Social recebeu o Dia de Embelezamento, oferecendo gratuitamente serviços de corte e escova de cabelo, design de sobrancelhas e manicure. A atividade reuniu mulheres de diferentes regiões da cidade que aproveitaram a oportunidade para cuidar da autoestima.
“Preparamos essa programação com muito carinho para valorizar as mulheres de São Carlos. O Dia de Embelezamento é um momento especial de cuidado, autoestima e acolhimento. Mais do que oferecer serviços, queremos proporcionar experiências que reforcem a importância de cada mulher na nossa sociedade. Ao longo da semana também estamos incentivando o empreendedorismo feminino, criando oportunidades para que elas fortaleçam seus negócios, ampliem conhecimentos e conquistem cada vez mais autonomia”, ressaltou a primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Herica Ricci Donato.
A ação continua nesta terça-feira (10/03), das 8h30 às 16h, na sede do Fundo Social, localizada na rua Francisco Maricondi, nº 375, na Vila Marina. O atendimento será realizado por ordem de chegada.
PROGRAMAÇÃO - A programação especial segue ao longo da semana na Fundação Pró-Memória. Nos dias 11 e 12 de março (quarta e quinta-feira), das 9h às 19h, será realizado um evento voltado às mulheres empreendedoras, reunindo expositoras de diversos segmentos, como cosméticos, artesanato, alimentos artesanais, moda, acessórios e produtos criativos.
Além da feira de empreendedorismo, a programação contará com palestras gratuitas voltadas ao desenvolvimento pessoal e profissional.
Na quarta-feira (11/3), das 8h30 às 9h30, será realizada uma roda de conversa com o tema “Mulheres que criam: negócios, filhos e futuro”, voltada a mães empreendedoras. Às 17h, a terapeuta existencial Denize Terra apresenta a palestra “Do caos à clareza: o que separa mulheres sobrecarregadas de mulheres realizadas”.
Já na quinta-feira (12/3), às 8h30, Samara Meneses aborda o tema “IA na prática para o seu negócio”. Às 17h, o Sebrae promove a palestra “Marketing e Vendas”. Encerrando a programação, das 18h às 19h, haverá apresentação musical com voz e violão.
Outras informações sobre as atividades da Semana da Mulher podem ser obtidas pelo telefone (16) 3362-1014.
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos, sob a presidência do vereador Lucão Fernandes, tem assumido um papel cada vez mais protagonista no enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio no município. Esse compromisso ganhou destaque mais uma vez com a realização do evento “São Carlos por Elas”, que reuniu autoridades, forças de segurança, entidades e representantes da sociedade civil em um grande ato público de conscientização e mobilização.
Realizado na Praça Coronel Salles, o encontro foi marcado pela participação ativa da sociedade civil organizada, movimentos democráticos e organizações sociais que desenvolvem trabalho permanente de defesa das mulheres. Entre as entidades presentes estiveram a Nave Sal da Terra e a Formiga Verde, que contribuíram com apresentações culturais, incluindo dança e ações educativas voltadas à conscientização sobre a violência contra a mulher e a importância da denúncia e da rede de proteção.
O evento contou com ampla participação de autoridades públicas. Estiveram presentes o presidente da Câmara, Lucão Fernandes, e os vereadores André Rebello, Bira Teixeira , Bruno Zancheta, De Alvim, Edson Ferraz, Fernanda Castellano, Larissa Camargo, Lineu Navarro, Raquel Auxiliadora e Thiago de Jesus. Também participaram o prefeito de São Carlos, Netto Donato, a primeira-dama Herica Ricci Donato e o vice-prefeito Roselei
A presença das forças de segurança reforçou o caráter institucional do evento. A delegada da Delegacia de Defesa da Mulher de São Carlos, Denise Sazakal, a cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Valéria, e a guarda municipal Cibele, integrante da Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de São Carlos, trouxeram relatos e dados preocupantes sobre a realidade da violência contra a mulher, além de experiências vividas no atendimento às vítimas. Os discursos foram marcados por forte apelo à conscientização da sociedade e ao fortalecimento da rede de proteção.
Entidades representativas da sociedade civil também demonstraram apoio às iniciativas lideradas pelo Legislativo municipal. Estiveram presentes a presidente da OAB São Carlos – 30ª Subseção, Andrea Valdevite, e a presidente da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), Ivone Zanchin, que reforçaram a importância da união entre poder público, instituições e sociedade para combater a violência de gênero.
Um ponto de grande relevância do evento foi a preocupação com a inclusão e a acessibilidade. Todas as falas das autoridades contaram com tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras), garantindo que pessoas surdas pudessem acompanhar integralmente os discursos, debates e mensagens de conscientização apresentados durante o ato. A iniciativa reforçou o compromisso do evento em promover uma mobilização ampla e acessível a toda a comunidade.
Durante sua fala, o presidente da Câmara, Lucão Fernandes, destacou que o Legislativo tem buscado ir além do papel tradicional de legislar, assumindo também a responsabilidade de mobilizar a sociedade para enfrentar um dos problemas sociais mais graves do país.
“Esse é um tema que exige união, coragem e posicionamento. A Câmara Municipal está comprometida em liderar esse debate e fortalecer ações que garantam proteção, dignidade e respeito às mulheres de nossa cidade”, afirmou.
O evento “São Carlos por Elas” consolidou-se como um importante marco de mobilização social, reforçando o compromisso da Câmara Municipal de São Carlos em promover políticas públicas, ampliar o diálogo institucional e incentivar a participação da sociedade no enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio. A iniciativa demonstra que, com articulação entre diferentes setores, é possível avançar na construção de uma cidade mais justa, segura e igualitária para todas.
SÃO C ARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC) promoveu, na manhã desta sexta-feira (06/03) no Campus 1 da Vila Nery, uma programação especial em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no próximo domingo, 8 de março.
O encontro reuniu alunos e servidores da instituição em um momento de reflexão, celebração e valorização da presença feminina na comunidade acadêmica e na sociedade.
A palestra “Florescer”, ministrada pela palestrante Damaris Franco, trouxe reflexões sobre desenvolvimento pessoal, autoestima e protagonismo feminino. A mensagem inspiradora incentivou as participantes a reconhecerem sua força, potencial e papel transformador na sociedade.
Além da palestra, os presentes desfrutaram de um café da manhã especial, que proporcionou integração e convivência entre os participantes. A manhã festiva também contou com o sorteio de mimos, tornando a celebração ainda mais acolhedora e significativa.
O presidente da FESC, Eduardo Cotrim, destacou a relevância da iniciativa. “Este evento representa a valorização e o reconhecimento do papel fundamental das mulheres na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A FESC se orgulha de promover momentos que inspiram e fortalecem nossa comunidade”.
As comemorações terão continuidade na próxima terça-feira (10/03), no Campus 2 da FESC, na Vila Prado, ampliando esse momento de reconhecimento e valorização das mulheres que fazem parte da instituição e da comunidade.
Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, eu paro por alguns minutos para olhar para trás e, principalmente, para a frente.
SÃO CARLOS/SP - Sou comerciante. Vivo o dia a dia de uma cidade que trabalha cedo, fecha tarde e não para. E, como presidente da ACISC, a Associação Comercial e Industrial de São Carlos, vejo de perto o quanto as mulheres sustentam parte importante dessa engrenagem. Estão no balcão, na gestão, no caixa, no atendimento, na liderança. Estão abrindo negócios, mantendo portas abertas em tempos difíceis e criando empregos. Muitas vezes, fazendo tudo isso sem deixar de cuidar da casa, dos filhos, de parentes, de alguém que precisa.
O Dia da Mulher não é só uma data de flores e homenagens. É, antes de tudo, um marco de consciência. Ele nos lembra que ainda há barreiras para derrubar e desigualdades para corrigir. Que respeito no ambiente de trabalho não é favor, é obrigação. Que oportunidade não pode depender de gênero, e que a segurança das mulheres, dentro e fora de casa, precisa ser uma prioridade permanente.
Eu acredito na força da mulher que empreende, que estuda, que lidera e que recomeça. A mulher que transforma uma ideia em renda. A que assume responsabilidades e não perde a sensibilidade. A que ocupa espaços sem pedir licença, porque sabe que merece estar ali.
Na ACISC, nosso compromisso é incentivar um ambiente de negócios mais justo, com mais portas abertas e menos muros invisíveis. Isso passa por apoiar capacitação, estimular redes de apoio, dar visibilidade a iniciativas lideradas por mulheres e reforçar a cultura do respeito em todas as relações profissionais.
Que este 8 de março nos faça lembrar de algo simples: a cidade melhora quando as mulheres têm voz, vez e segurança para seguir em frente. E eu sigo, junto com tantas outras, trabalhando para que São Carlos seja um lugar onde talento não tenha rótulo, e onde o futuro seja construído com igualdade.
Ivone Zanquim é comerciante e presidente da ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos)
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