Jornalista/Radialista
IRÃ - O Ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, garantiu que a seleção iraniana disputará a Copa do Mundo caso seus jogos sejam realocados para o México. O político, contudo, reforçou que o pedido feito à Fifa ainda não teve resposta.
"Nosso pedido para a Fifa realocar os jogos do Irã dos Estados Unidos para o México ainda está válido, mas ainda não recebemos uma resposta. Se for aceita, a participação do Irã na Copa do Mundo é certa. No entanto, a Fifa ainda não respondeu", disse Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte do Irã, à agência de notícias turca Anadolu.
O Irã fará jogos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito na fase de grupos da Copa. Os dois primeiros serão no SoFi Stadium, em Los Angeles, enquanto o último será no Lumen Field, em Seatlle.
A participação do Irã no Mundial ainda é incerta. Em março, o próprio Ministro do Esporte iraniano disse que a seleção não disputaria a Copa devido à guerra do Irã contra Estados Unidos e Israel.
O Irã busca mudar seus jogos para o México principalmente após a fala do presidente americano, Donald Trump, de que a presença dos iranianos na Copa "seria inadequada" para sua própria segurança. A Fifa, no entanto, já indicou que não pretende mudar os locais dos jogos, esperando que as equipes "compitam conforme o calendário".
O Ministro do Esporte do Irã garante que a seleção segue sua preparação para a Copa, atribuindo a participação da equipe à aceitação do pedido realizado à Fifa para a mudança do local.
Como Ministro do Esporte, junto à Federação Iraniana de Futebol, estamos mantendo a seleção preparada para a Copa do Mundo. Contudo, a decisão final será tomada pelo nosso governo.Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte do Irã
Nessas circunstâncias, a possibilidade do Irã participar em jogos da Copa do Mundo nos EUA é muito baixa.
O político iraniano também criticou o presidente Donald Trump. Ele reforçou que os países-sede deveriam garantir a segurança de todas as seleções e disse que se os jogos do Irã forem em solo americano, a possibilidade de participação é "muito baixa".
Trump está fazendo pronunciamentos muito contraditórios, o que ele diz é muito incosistente. Enquanto for o caso, de acordo com os regulamentos da Fifa, a segurança deve ser fornecida pelo país-sede. No entanto, a Copa do Mundo acontecerá em breve, e oferecer garantias durante esse período é questionável.
por Folhapress
EUA - Desde o início da missão Artemis II, na última quarta-feira, dia 1º, os astronautas têm enviado vídeos e fotos para as equipes da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (Nasa) na Terra. Mas como esse compartilhamento de conteúdo é possível a centenas de milhares de quilômetros?
Por mais de meio século, as missões utilizaram comunicações por radiofrequência para enviar e receber dados do espaço. No entanto, a quantidade de material coletado e transmitido aumentou ao longo dos anos, o que passou a exigir sistemas mais rápidos.
Desde 2021, a Nasa passou a testar a comunicação a laser, também conhecida como comunicação óptica, que pode ser até 100 vezes mais rápida do que a radiofrequência. Esse sistema envia e recebe informações por meio de transceptores ópticos - dispositivos que enviam e recebem dados por meio da luz -, tanto em solo quanto no espaço.
Para a Nasa, o impacto da adição da comunicação a laser nas espaçonaves é tão revolucionário quanto a troca da conexão discada de internet, que era lenta e incômoda, pela fibra ótica.
As perturbações atmosféricas, como nuvens e turbulência, no entanto, representam desafios para o sistema, já que podem interromper os sinais de laser à medida que entram na atmosfera terrestre. Para tentar contornar o problema, a Nasa instalou as estações terrestres ópticas em locais remotos e de alta altitude devido às suas condições climáticas favoráveis: no Havaí, na Califórnia e no Novo México.
No caso da Artemis II, o Sistema de Comunicações Ópticas Orion Artemis II, conhecido como O2O, é quem permite o envio de vídeos e fotos em alta resolução. Ele é financiado pelo Programa de Comunicações e Navegação Espacial (SCaN) e executado pela divisão de projetos de Exploração e Comunicações Espaciais (ESC).
Além das imagens, o O2O também transmite dados científicos, procedimentos, planos de voo e comunicações entre a Orion e os centros de controle da Nasa a taxas de até 260 megabits por segundo. O teste da utilidade operacional do O2O em missões tripuladas, inclusive, é um dos objetivos da Artemis II.
por Estadao Conteudo
EUA - Uma menina de três anos sofreu abusos sexuais enquanto estava sob custódia federal dos Estados Unidos, após ter sido separada da mãe ao cruzar ilegalmente a fronteira com o México, em setembro do ano passado.
A criança permaneceu por cerca de cinco meses em uma casa de acolhimento, período em que as autoridades avaliavam a possibilidade de liberação para o pai, imigrante com residência legal no país. Durante esse tempo, o homem tentou, sem sucesso, acelerar o processo para obter a guarda da filha, que enfrentava entraves burocráticos.
Segundo documentos judiciais obtidos pela agência Associated Press, a menina relatou ter sido abusada por uma criança mais velha dentro da instituição, localizada em Harlingen, no Texas. O caso veio à tona após uma funcionária notar que a roupa íntima da criança estava ao avesso. Ao ser questionada, a menina disse ter sido abusada diversas vezes e que chegou a sangrar.
O pai afirmou que não recebeu informações detalhadas sobre o ocorrido. De acordo com ele, o Escritório de Reassentamento de Refugiados dos Estados Unidos informou apenas que houve um “acidente” e que a criança precisaria passar por exames.
“Eu perguntei o que tinha acontecido. Disse que queria saber, porque sou o pai dela. Mas eles disseram que não podiam me dar mais informações, que o caso estava sendo investigado”, relatou.
A criança foi submetida a exames forenses e a entrevistas, mas os resultados não foram divulgados ao pai. A criança apontada como responsável pelos abusos foi transferida para outra unidade, e o caso foi encaminhado às autoridades locais.
O episódio descrito pelo ORR como um “acidente” só foi comunicado ao pai quando os advogados já se preparavam para entrar com uma ação federal para recuperar a criança. Em fevereiro, a equipe jurídica enviou uma carta exigindo que ele realizasse teste de DNA, coleta de impressões digitais e uma vistoria em sua residência. Mesmo após essas etapas, o processo voltou a sofrer atrasos, já que o órgão se recusava a estabelecer uma data para a liberação da menina. A situação só foi resolvida após os advogados ingressarem com um pedido de habeas corpus, o que levou à liberação da criança.
Pai e filha conseguiram se reunir e atualmente vivem na casa dos avós da menina. Desde então, o homem percebeu mudanças no comportamento da filha, que passou a ter pesadelos frequentes e episódios de grande agitação. “Ela nunca foi assim”, afirmou.
por Notícias ao Minuto
EUA - De acordo com as evidências conhecidas até o momento, a sublinhagem BA.3.2 da variante Ômicron da Covid-19 representa um baixo risco à saúde pública se comparada a outras descendentes da mesma cepa.
A afirmação partiu da Rede Global de Vírus (Global Virus Network, em inglês), que reúne virologistas de mais de 90 centros de excelência em virologia presentes em mais de 40 países. Não foi observado um aumento de casos graves, hospitalizações ou mortes relacionadas à variante.
A BA.3.2 está presente em ao menos 23 países, entre eles os Estados Unidos. A variante ainda não foi identificada no Brasil, de acordo com o informe Vigilância das Síndromes Gripais, do Ministério da Saúde, com dados até 28 de março.
Apesar do aumento da probabilidade de infecção ou reinfecção, o contato com a variante não implica redução da proteção contra formas graves da doença. Tais mudanças são consistentes com a evolução esperada do SARS-CoV-2 e de outros vírus respiratórios.
Fernando Spilki, virologista da Universidade Fevalle e coordenador do Comitê Gestor da Rede Vírus do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, explica que a maioria das pessoas está vacinada e teve contato com o vírus selvagem na comunidade, com diferentes cepas que circularam ao longo do tempo.
"A população imunizada de acordo com a constância determinada pelas autoridades sanitárias tem uma imunidade robusta o suficiente para não evoluir para as formas mais graves caso se infecte", diz o pesquisador.
Especialistas dizem não ver motivos para alarme, mas afirmam que a vigilância precisa ser constante. A população deve se informar a respeito das vacinas recomendadas contra a Covid, adotar boas práticas de higiene e precaução respiratória quando necessário e procurar exames e orientação médica caso apresente sintomas da doença.
No Brasil, as vacinas ofertadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são atualizadas conforme as cepas em circulação. Os imunizantes protegem contra casos graves e óbitos por Covid.
Além disso, segundo Fernando Spilki, há evidências de que a última versão da vacina contra a Covid confira algum grau de proteção contra a BA.3.2.
"O que se imagina é que ela [a vacina] vá continuar baixando a transmissão da doença. Mas é preciso mensurar para a próxima temporada se haverá necessidade de um update vacinal com a BA.3.2", afirma.
"Quando olhamos para alguns locais que ainda tem mantido a vigilância relativamente alta, o que é difícil atualmente, notamos que ela [BA.3.2] continua disputando espaço com outras variantes e que a vacina está defendendo, sim. Do ponto de vista da população, ela continua fazendo o seu serviço", finaliza Spilki.
A campanha de vacinação contra a gripe no SUS representa uma oportunidade para também iniciar ou completar o esquema contra a Covid.
Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, reforça a recomendação para idosos, crianças, imunossuprimidos e doentes crônicos não vacinados ou com o calendário incompleto. "De forma geral, havendo queda da imunidade, o que pode ocorrer é um aumento de casos, com potencial de gravidade", diz Araújo.
por Folhapress
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