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Redação

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 Jornalista/Radialista

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EUA - Um homem de 55 anos é procurado pela polícia de Baton Rouge, no estado da Louisiana, nos Estados Unidos, após ser acusado de criar imagens sexualmente explícitas falsas de uma colega de trabalho usando inteligência artificial.

Segundo a emissora local WBRZ, que teve acesso aos registros policiais, Bennet Gauthreaux teria produzido imagens em que a mulher aparecia nua, além de um vídeo gerado por IA que simulava uma relação sexual entre os dois.

O caso foi denunciado à polícia no dia 8 de setembro.

De acordo com o relato da vítima, os dois estavam indo juntos para o trabalho quando Gauthreaux teria mostrado no próprio celular diversas imagens geradas artificialmente em que ela aparecia nua.

O homem também teria exibido um vídeo falso que mostrava os dois mantendo uma relação sexual.

Mulher nunca autorizou uso da imagem
A vítima afirmou à polícia que nunca deu autorização para que sua imagem fosse utilizada na criação das fotos ou do vídeo.

Ao perceber o conteúdo, ela conseguiu registrar as imagens com o próprio celular e posteriormente apresentou o material às autoridades.

Durante a investigação, a mulher também entregou mensagens de texto que, segundo a polícia, indicariam que Gauthreaux tinha conhecimento e controle sobre o conteúdo produzido artificialmente.

O suspeito teria posteriormente afirmado que apagou as imagens e os vídeos tanto do telefone quanto dos serviços de nuvem utilizados pelo site no qual o material teria sido criado.

Polícia procura suspeito
Gauthreaux passou a ser procurado por suposta violação da legislação relacionada à produção ilícita de deepfakes.

Até a publicação da reportagem original, ele ainda não havia sido localizado pelas autoridades.

O caso ocorre em meio ao crescimento da preocupação internacional com o uso de ferramentas de inteligência artificial para a criação de imagens íntimas falsas sem consentimento, prática conhecida como deepfake sexual.

Nesse tipo de conteúdo, o rosto ou a aparência de uma pessoa real são inseridos digitalmente em imagens ou vídeos de nudez e sexo, mesmo que aquela situação nunca tenha acontecido.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

ARGENTINA - A Suprema Corte da Argentina derrubou uma decisão judicial que impedia a aplicação de um trecho do decreto do presidente Javier Milei que eliminou restrições à compra de terras rurais por estrangeiros no país.

O tribunal entendeu que o Centro de Ex-Combatentes das Ilhas Malvinas de La Plata (CECIM), responsável pela ação, não tinha legitimidade para apresentar a demanda. Com isso, deixou sem efeito a decisão que havia declarado inconstitucional o artigo 154 do Decreto de Necessidade e Urgência 70/2023.

Na prática, a decisão volta a colocar em vigor o artigo do decreto que revogou a Lei 26.737, conhecida como Lei de Terras Rurais, criada para limitar a propriedade e a posse de áreas rurais por estrangeiros.

A legislação estabelecia, entre outras regras, um limite de 15% para a participação estrangeira no total de terras rurais do país, além de outras restrições relacionadas à nacionalidade dos proprietários, à extensão das áreas e à localização dos imóveis.

O CECIM, formado por veteranos da Guerra das Malvinas de 1982, argumentava que a revogação dessas limitações ameaçava a soberania argentina.

Em março de 2024, a Câmara Federal de La Plata havia acolhido a ação da entidade e declarado inconstitucional o artigo 154 do decreto de Milei. A decisão também manteve suspensa a revogação da Lei de Terras até que houvesse um pronunciamento definitivo.

O governo argentino recorreu e levou o caso à Suprema Corte.

Ao analisar a questão, os ministros Horacio Rosatti, Carlos Rosenkrantz e Ricardo Lorenzetti concluíram que a organização não demonstrou um prejuízo concreto que justificasse sua legitimidade para mover a ação. O tribunal, portanto, não decidiu o mérito da constitucionalidade da política em si, mas encerrou o processo por uma questão de legitimidade processual.

Ex-combatentes criticam decisão
Após o julgamento, o CECIM divulgou um comunicado com fortes críticas à Suprema Corte e ao governo Milei.

"O Tribunal resolveu o problema político de Milei. Acabou de colocar, neste dia 29 de setembro, a República Argentina à venda. Acabou de dizer ao mundo inteiro que, se quiserem, podem vir comprar municípios, províncias, zonas fronteiriças, rios, vales, florestas, ravinas, incluindo as Ilhas Malvinas", afirmou a entidade.

A manifestação representa a posição política do grupo de ex-combatentes e não a conclusão jurídica adotada pela Suprema Corte.

Decreto de Milei provocou série de disputas judiciais
O Decreto de Necessidade e Urgência 70/2023 foi assinado por Milei em dezembro de 2023, poucos dias depois de assumir a Presidência.

O texto promoveu uma ampla reforma em diferentes áreas da economia e do sistema jurídico argentino e provocou uma série de contestações políticas e judiciais.

Entre as mudanças estava justamente a revogação da Lei de Terras Rurais, que havia sido sancionada em 2011 para estabelecer limites à propriedade estrangeira de áreas rurais.

Governo também tentou mudar regras pelo Congresso

Paralelamente à disputa judicial, o governo Milei voltou a tentar flexibilizar as regras sobre propriedade privada e aquisição de terras por estrangeiros por meio de um projeto enviado ao Congresso em 2026.

A proposta provocou manifestações e resistência de setores da oposição, de organizações sociais e de grupos ambientalistas.

Um dos pontos mais contestados reduzia as restrições à aquisição de terras por pessoas físicas e empresas estrangeiras. Esse trecho acabou retirado pela própria base governista no Senado antes da votação.

Outro capítulo que tratava do uso de terras atingidas por incêndios também foi retirado após críticas, principalmente de organizações ambientalistas.

Com a decisão da Suprema Corte, porém, o artigo do decreto de 2023 que revogou a Lei de Terras volta a produzir efeitos, retirando, na prática, os limites que estavam suspensos por decisão da Justiça Federal de La Plata.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

SÃO CARLOS/SP - Uma ação da equipe Canil da Guarda Municipal resultou na apreensão de diferentes tipos de entorpecentes no bairro São Carlos V, na manhã de quarta-feira (30). A ocorrência foi registrada por volta das 11h05, na Rua José Quatrichi.

Durante o patrulhamento, os guardas avistaram três pessoas que, ao notarem a presença da viatura, correram e desapareceram. Os agentes realizaram buscas nas proximidades e utilizaram a cadela K9 Índia para verificar um terreno.

Com o auxílio do animal, foi encontrada uma sacola contendo centenas de porções de drogas. Entre os materiais apreendidos estavam 353 eppendorfs com substância semelhante à cocaína, 67 invólucros de ice, 52 porções de maconha, 19 de skunk e quatro comprimidos com características de ecstasy.

A sacola foi recolhida e apresentada na Central de Polícia Judiciária. A autoridade policial ficou responsável pela análise do material e pelas medidas legais. Os três indivíduos que fugiram não foram localizados durante a ocorrência.

RÚSSIA - A Rússia fez uma rara ameaça explícita de emprego de armas nucleares contra países europeus da aliança militar Otan e disse, nesta quarta-feira (30), que o aviso é um lembrete aos "cabeças quentes" do continente sobre sua política de defesa.

O novo capítulo da crise envolvendo Moscou gira em torno de Kaliningrado, o estratégico exclave russo situado entre a Polônia e a Lituânia. Território alemão até 1945, a região foi incorporada à União Soviética e ficou separada da Rússia após a independência dos Estados Bálticos e de Belarus, em 1991.

Há duas semanas, o chanceler polonês, Radoslaw Sikorski, havia sugerido que a Otan deveria realizar exercícios militares perto do território para obrigar a Rússia a reforçar suas tropas na região, desviando parte de sua atenção da guerra na Ucrânia.

Na terça-feira (29), a embaixada russa em Londres divulgou uma advertência, posteriormente repetida pelas representações diplomáticas em Dublin e Bruxelas, usando uma linguagem incomumente direta.

"Aqueles que defendem planos para bloquear ou lançar ataques contra Kaliningrado não devem ter ilusões sobre as consequências. Qualquer ação militar pelo Reino Unido ou pela Otan contra território russo encontrará uma resposta com todos os meios disponíveis à Rússia, incluindo armas nucleares", afirmou a representação russa.

Também na terça-feira, a imprensa lituana divulgou um documento informal enviado pela Rússia à Otan com ameaças semelhantes.

"A Rússia está pronta para usar todo o seu arsenal de forças e capacidades, incluindo armas nucleares, para defender seu território caso países da Otan tentem isolar Kaliningrado do resto do país", dizia o texto.

A Otan confirmou ter recebido a comunicação, mas não comentou todos os detalhes. A porta-voz da aliança, Allison Hart, afirmou que a organização respondeu ressaltando seu caráter defensivo e que nenhuma de suas atividades representa uma ameaça ao território russo. A aliança também condenou o que chamou de retórica nuclear irresponsável.

Nesta quarta-feira, o recado russo foi reforçado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"É natural que nossos diplomatas tentem lembrar os cabeças quentes da Europa acerca de nossos documentos de política sobre esse assunto", afirmou.

Peskov se referia à doutrina nuclear revisada por Vladimir Putin em 2024, já durante a guerra na Ucrânia. O documento ampliou os cenários em que a Rússia afirma poder recorrer a armas nucleares, incluindo determinadas situações em que um ataque convencional seja considerado uma ameaça existencial ao país ou a Belarus.

A Rússia possui o maior arsenal nuclear do mundo, seguida de perto pelos Estados Unidos.

Pela geografia, Kaliningrado é considerada uma região particularmente sensível do ponto de vista militar. O território já esteve no centro de tensões em 2022, quando a Lituânia restringiu a passagem de alguns produtos russos por seu território com base nas sanções europeias.

Kaliningrado também faz parte do planejamento militar da Otan há décadas. Em agosto, a aliança realizou um exercício com 25 aeronaves nas proximidades do espaço aéreo da região, provocando críticas de Moscou.

No ano passado, o então comandante das forças americanas na Europa, general Christopher Donahue, afirmou durante uma conferência na Alemanha que a aliança tinha capacidade para neutralizar rapidamente as defesas da região em caso de conflito.

A tensão em torno de Kaliningrado se soma à intensa troca de acusações entre Rússia e países da Otan, que se agravou após a anexação da Crimeia por Moscou, em 2014, e a invasão em larga escala da Ucrânia, em 2022.

Nas últimas semanas, países europeus também voltaram a acusar a Rússia de participar de episódios associados à chamada guerra híbrida, modalidade que pode envolver sabotagem, ataques cibernéticos e outras ações de difícil atribuição.

Moscou nega essas acusações e afirma que elas fazem parte de uma campanha de russofobia.

Segundo governos europeus e a Otan, a estratégia russa teria como objetivo aumentar a insegurança no continente e enfraquecer o apoio militar à Ucrânia. A Rússia rejeita essa interpretação.

Guerra na Ucrânia continua em alta intensidade
Enquanto a tensão entre Rússia e Otan aumenta, a guerra na Ucrânia segue em ritmo elevado.

Na madrugada desta quarta-feira, uma nova onda de ataques russos com drones e mísseis atingiu instalações de energia em Kiev e em áreas próximas da capital. Autoridades ucranianas afirmaram que a ofensiva faz parte de uma nova campanha contra a infraestrutura energética do país antes do inverno.

Os ataques deixaram mortos e feridos e provocaram danos em diferentes pontos da região de Kiev. Informações divulgadas ao longo do dia indicavam pelo menos quatro mortos, mas os números ainda estavam sendo atualizados pelas autoridades locais.

A ofensiva também levou países da Otan no leste europeu a adotar medidas preventivas, incluindo o acionamento de aeronaves militares diante do risco de drones ou mísseis cruzarem suas fronteiras.

Do outro lado, a Ucrânia mantém ataques com drones contra instalações e alvos em território russo, em meio a um conflito que continua sem perspectiva imediata de encerramento.

 

por Folhapress

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