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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A aplicação da nanotecnologia na proteção de alimentos tem vindo a consolidar-se como uma das áreas mais promissoras da ciência contemporânea, não apenas pelos avanços tecnológicos que proporciona, mas sobretudo pelos impactos diretos na saúde pública, na economia e na sustentabilidade. Nesse cenário, os trabalhos desenvolvidos no Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) em colaboração com dois grupos do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) – o Grupo de Nanomedicina (NM) e o Grupo de Processamento de Alimentos (FPG), em Portugal, destacam-se como uma referência mundial.

A investigadora do NM/INL, Dra. Sanna Sillankorva, destaca que os bacteriófagos constituem uma estratégia inovadora no controlo de microrganismos patogénicos. “A integração de fagos com abordagens nanotecnológicas potencia a ação antimicrobiana de forma direcionada e sustentável, reduzindo o uso de conservantes químicos e respondendo às exigências atuais da indústria alimentar”, afirma a investigadora.

Neste sentido, o Coordenador do GNano-IFSC/USP, Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, destaca que a nanotecnologia é fundamental para a agricultura em geral, e em particular para a proteção de alimentos, e que ela não é apenas uma inovação científica, mas uma ferramenta estratégica para a sociedade contemporânea. “Ao permitir o controle mais eficiente de contaminações e a preservação da qualidade dos alimentos, esta tecnologia atua diretamente na proteção da saúde coletiva, na redução do desperdício e na garantia de acesso a alimentos mais seguros — aspectos essenciais em um mundo marcado por desafios alimentares crescentes”, pontua o cientista.

As pesquisas resultantes da colaboração entre os grupos GNano-IFSC/USP e NM-FPG/INL inserem-se em uma tendência global de transformação das embalagens alimentares em sistemas ativos e inteligentes. Nesse contexto, destaca-se a atuação da pós-doutoranda do GNano/IFSC/USP, Dra. Fernanda Coelho, que retornou recentemente de um estágio pós-doutoral no grupo de NM-FPG/INL. Apoiada pela FAPESP, a pesquisadora tem se dedicado à interface entre nanotecnologia, microbiologia e biotecnologia, com ênfase no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras para o controlo de patógenos, com potencial de aplicação nos setores agroindustrial e alimentício.

Ao utilizar nanoestruturas — como nanofibras — associadas a agentes antimicrobianos naturais, como bacteriófagos, os pesquisadores têm desenvolvido soluções capazes de reduzir significativamente a presença de microrganismos patogênicos em alimentos. Essa abordagem representa um avanço importante em relação aos métodos tradicionais, que dependem fortemente de conservantes químicos e apresentam limitações tanto em eficácia quanto em aceitação pelo consumidor. Do ponto de vista social, os benefícios são amplos e estratégicos.

Em primeiro lugar, há um impacto direto na segurança alimentar, com a redução de doenças transmitidas por alimentos contaminados, um problema ainda recorrente em diversos países. Ao atuar de forma específica contra bactérias como Salmonella e Escherichia coli, essas tecnologias contribuem para a proteção da saúde da população sem comprometer a qualidade nutricional dos alimentos.

Além disso, a nanotecnologia aplicada às embalagens permite aumentar a vida útil dos produtos, reduzindo perdas ao longo da cadeia de distribuição. Esse fator é particularmente relevante em um cenário global marcado pelo desperdício de alimentos. Ao prolongar o tempo de conservação, as inovações desenvolvidas contribuem para uma gestão mais eficiente dos recursos, com reflexos positivos tanto econômicos quanto ambientais.

Outro benefício importante está na sustentabilidade. A substituição parcial de aditivos químicos por agentes biológicos naturais, como os bacteriófagos, representa uma alternativa mais ecológica e alinhada às demandas contemporâneas por alimentos mais “limpos” e seguros. Paralelamente, o desenvolvimento de materiais compatíveis com essas tecnologias abre caminho para embalagens mais eficientes e potencialmente menos impactantes ao meio ambiente.

Nesse contexto, o trabalho ganha relevância ao integrar conhecimentos de física, biotecnologia e ciência dos materiais, com uma notável contribuição para o avanço de pesquisas que não apenas demonstram a eficácia dessas nanoestruturas, mas também investigam sua segurança — um aspecto fundamental para a aplicação em larga escala. A avaliação de possíveis efeitos tóxicos e a compreensão das interações entre nanomateriais e sistemas biológicos são etapas essenciais para garantir que essas inovações sejam seguras para o consumo humano.

A estreita colaboração científica com Portugal

Em todo este contexto, é importante sublinhar a colaboração entre o GNano-IFSC/USP e diversos laboratórios nacionais e internacionais, cabendo destacar, nesse caso e como já sublinhamos no início do texto, a colaboração com o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), uma organização internacional de pesquisa científica e tecnológica com sede na cidade de Braga, em Portugal, sendo o primeiro e único laboratório intergovernamental inteiramente dedicado à pesquisa e desenvolvimento em nanociência e nanotecnologia, criado ao abrigo de um acordo entre os governos de Portugal e Espanha.

A missão do INL é promover a excelência e a inovação tecnológica junto da sociedade e através da colaboração internacional e interdisciplinar, em área estratégicas como:  Nanoeletrônica e Engenharia de Dispositivos; Nanomedicina; Materiais Avançados; Segurança Alimentar e Nutrição: Energia e Sustentabilidade; e Tecnologias de Informação Quântica.

Com esta cooperação de âmbito mundial, o GNano e o INL promovem uma cultura de cooperação muito próxima, beneficiando o meio académico, a indústria e os decisores políticos.

Em síntese, de forma lata, a nanotecnologia na proteção de alimentos representa uma convergência entre ciência de ponta e necessidades sociais urgentes, sendo que os avanços científicos demonstram que é possível construir sistemas alimentares mais seguros, eficientes e sustentáveis, colocando a ciência a serviço da sociedade.

Abaixo se apresentam três pesquisas relacionadas com este tema, para os quais pedimos a devida atenção.

Embalagens inteligentes - Nanotecnologia avança na proteção de alimentos e promete maior segurança ao consumidor (2015)https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/04/Coelho-2015b.pdf

Nanotecnologia e vírus “do bem” abrem caminho para embalagens que combatem bactérias nos alimentos 2025) – https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/04/Coelho-2025.pdf

Revestimentos avançados de nanofibras carregadas com bacteriófagos para embalagens de alimentos (2026) – https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/wp-content/uploads/2026/04/Coelho-2026.pdf

Proposta envolve escolas públicas em ações sobre gestão de recursos hídricos urbanos

 

SÃO CARLOS/SP - Um projeto do Departamento de Engenharia Civil (DECiv) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) foi selecionado no programa SBPC vai à Escola 2026, da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Intitulada "Tecendo o futuro das Ciências: Protagonismo, engenharia e sustentabilidade na gestão de recursos hídricos urbanos", a ação é coordenada por Silvana de Nardin, docente do DECiv, e reúne estudantes de escolas estaduais de São Carlos (SP) em iniciativas de investigação científica voltadas a desafios ambientais urbanos.

"A proposta é composta por um amplo e diverso conjunto de atividades, idealizadas para reforçar o protagonismo dos estudantes na busca por soluções de problemas da sociedade", explica Nardin. Para isso, o conjunto foi organizado em quatro blocos: diagnóstico e mentoria, oficinas práticas (hands-on), desenvolvimento e construção de protótipos e compartilhamento de experiências. 

Segundo a docente, o foco está no manejo sustentável da água em diferentes contextos urbanos. "Ela abrange desde a condensação de sistemas de climatização até o escoamento pluvial, cujos excessos causam danos à infraestrutura urbana, inundações e alagamentos", detalha. Para a docente, "é gratificante ver uma proposta que valoriza o protagonismo estudantil e evidencia a importância da gestão hídrica para enfrentar problemas que afetam diretamente as comunidades escolares".

A ação articula clubes de ciências a projetos de pesquisa individuais, integrando estudantes das escolas estaduais Sebastião de Oliveira Rocha, Gabriel Felix do Amaral e Jesuíno de Arruda. As atividades também contam com a participação da comunidade acadêmica da UFSCar, como docentes do DECiv, estudantes de graduação em Engenharia Civil e pós-graduandos dos programas de Engenharia Civil (PPGECiv) e Engenharia Urbana (PPGEU).

As iniciativas serão realizadas tanto nas escolas quanto na Universidade, ao longo de oito meses, entre abril e novembro de 2026. Estão previstos encontros semanais nas unidades da rede pública e reuniões mensais na UFSCar, além de momentos de integração entre todos os participantes. Entre eles, está a Mostra SBPC Interescolar de Águas, a ser executada no Campus São Carlos, voltada ao compartilhamento dos resultados e das experiências desenvolvidas em cada escola.

Para Nardin, a iniciativa amplia a articulação entre ensino médio, graduação e pós-graduação em torno de problemas concretos. "Esta é uma excelente oportunidade para integrar alunos de diversos níveis, do ensino médio à pós-graduação, na busca por soluções sustentáveis para desafios ambientais locais, por meio de aprendizado prático e de prototipagem", afirma.

Ela também destaca o papel da colaboração ao longo do processo. "O envolvimento dos estudantes em uma rede de mentoria em cascata reforça o valor de projetos colaborativos focados em situações reais, promovendo um aprendizado significativo e consciente em todas as suas etapas. Auxiliar na formação de cidadãos responsáveis é um dever inerente à comunidade escolar, e este projeto representa uma valiosa contribuição nesse sentido", conclui.

Mais informações sobre o programa SBPC vai à Escola 2026 estão disponíveis em https://portal.sbpcnet.org.br/escola/.

Capacitação do ACI Educa tem taxa mínima e oferece, além de dois dias de formação presencial, uma hora de consultoria de negócio bonificada a cada empresa

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp), por meio do programa educacional ACI Educa e em parceria com o Sebrae, está com inscrições abertas para o curso “Canvas de Marketing na Prática”, voltado a empreendedores que buscam melhorar estratégias para ampliar os resultados nos negócios.
Serão dois dias de formação (5 e 6 de maio), das 18h às 22h, com espaço de networking e coffee break inclusos. Além disso, cada  empresa ganha uma hora de consultoria gratuita. O investimento é de apenas R$ 100 para associados Acirp e de R$ 130 para não associados. 
As vagas são limitadas e o curso acontece na sede da entidade, na Rua Visconde de Inhaúma, 489, Centro. 
Serão apresentadas, de forma prática e acessível, ferramentas para definição de objetivos, organização de ações e aplicação dos 4 Ps do marketing (produto, preço, praça e promoção), contribuindo para decisões mais assertivas nos negócios. As inscrições podem ser feitas pelo site oficial da Acirp, na aba “Eventos”.

SERVIÇO
Curso Canvas de Marketing na Prática
Quando: 05 e 06 de maio, das 18h às 22h
Onde: Acirp – Rua Visconde de Inhaúma, 489, Centro, Ribeirão Preto
Investimento: R$ 100 (associado) | R$ 130 (não associado)
Inscrições: https://www.acirp.com.br/eventos/evento-detalhe/1913
Informações: (16) 991982405 (WhatsAPP)
Realização: ACI Educa
Apoio: Sebrae - SP

Produção virá da Serra Gaúcha.  Novidade faz jus ao slogan do evento em 2026: brindando histórias e sabores

 

O resgate das origens italianas no coração do Brasil ganha um sofisticado e saboroso capítulo em 2026. Para celebrar as duas décadas de história do Festival Gastronômico Italiano de Nova Veneza, um vinho Cabernet Sauvignon, está sendo produzido na Serra Gaúcha exclusivamente para a festa, agendada para 28 a 31 de maio. 

O vinho está sendo produzido na Serra Gaúcha, região reconhecida como o maior polo produtor de vinhos do país, em parceria com a Fante Bebidas, indústria situada em Flores da Cunha com mais de 55 anos de tradição. 

“Mais do que uma bebida, o rótulo é um tributo à trajetória do festival que transformou a então pequena Veneza goiana em um polo de cultura e gastronomia conhecida em todo Centro-Oeste”, explica Maria do Carmo Basílio, coordenadora do Festival Italiano de Nova Veneza. 

O vinho foi batizado como Veneza 1924 Cabernet Sauvignon. Terá coloração intensa e vibrante, aromas frescos de frutas vermelhas com delicadas notas de especiarias, e um corpo médio que entrega equilíbrio e suavidade ao paladar.  No paladar, apresentará corpo médio e um equilíbrio que convida ao próximo gole. “É o acompanhamento ideal para a culinária típica do festival: massas com molho sugo ou bolonhesa. Também harmoniza com carnes vermelhas e queijos de média cura”, define o diretor da Fante bebidas, Júlio Gilberto Fante, ao destacar que Veneza 1924 é um marco de resiliência e continuidade para a cidade goiana e que é um prazer fazer parte dessa parceria.

"Elaborar um vinho exclusivo para este momento tão simbólico representa a celebração de uma conquista coletiva — uma homenagem à tradição italiana, à gastronomia e à força de um evento que se consolidou como referência cultural e turística", diz. 

Ele explica que para a produção do Veneza 1924, a uva percorre um longo caminho até virar vinho e chegar ao festival, começando pelo manejo especializado das parreiras. A colheita é feita de forma seletiva de forma manual, seguindo que preserva a integridade e o potencial aromático de cada cacho. A fermentação  da uva é realizada com temperatura controlada (25°C a 28°C) em tanques de aço inox, o que garante a extração ideal de cor, aromas e a suavidade do vinho.

 

Por que Veneza 1924

A coordenadora de marketing do Festival Italiano, Mayara Basílio, enfatiza que o nome do vinho simboliza o início da maior ocupação italiana no Centro-Oeste, e foi escolhido a partir de um concurso cultural realizado em outubro de 2025. 

“O ano de 1924 foi o início da colônia dos Italianos, que viviam inicialmente em propriedades rurais isoladas. João Stival doou terras para a construção da capela da cidade e área para receber comerciantes, dando início à formação de um povoado estruturado, que mais tarde viria a ser o município de Nova Veneza”, conta.

Hoje, este local é a Igreja Matriz e a praça central do município, onde acontece o Festival Italiano desde a sua primeira edição. 

A pré-venda do vinho inicia a partir de 13 de maio.

 

Um marco de 20 anos de história

O Festival Italiano celebra a herança italiana de Nova Veneza, cujos imigrantes chegaram a Goiás por volta do ano de 1912. A cidade é reconhecida como a maior colônia italiana do Centro-Oeste. O evento, que atrai anualmente milhares de pessoas, transformou o município, situado a 29 quilômetros de Goiânia, em um polo gastronômico e cultural.

Ano após ano, o Festival reúne cada vez mais pessoas, registrando novos recordes de público. Em 2025, bateu seu recorde histórico de visitantes, recebendo cerca de 150 mil pessoas nos quatro dias de festa.

Ao longo de 20 anos, a festividade se consolidou, fazendo parte do circuito cultural e gastronômico goiano. Em 2021, foi reconhecido oficialmente como patrimônio cultural imaterial goiano pelo Governo do Estado de Goiás, reforçando a representatividade e força da cultura ítalo-brasileira. 

Para a edição de 2026, agendada para 28 a 31 de maio, o público pode esperar uma imersão completa: desde pratos típicos preparados por dezenas de cozinheiras na "Cozinha da Nonna" até apresentações artísticas que narram a história da imigração. O festival reafirma-se como o maior do gênero no Centro-Oeste, reafirmando a identidade cultural da cidade.

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