Na tribuna, presidente da Câmara de São Carlos lembrou exemplos de eleitores de 92 e 95 anos e afirmou que "a democracia não tem idade"
SÃO CARLOS/SP - Durante a sessão ordinária desta terça-feira (29), o presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Lucão Fernandes, usou a tribuna para convocar a população a participar das eleições gerais do próximo domingo, 4 de outubro, e para defender o respeito às diferenças políticas depois da votação.
Lucão pediu que os eleitores votem com consciência, informação e liberdade de escolha. "Não deixe de votar. Vote. Escolha. Pesquise. Conheça os candidatos, as propostas e a história daqueles que estão pedindo o seu voto", afirmou.
O presidente destacou a dimensão do pleito: segundo os números citados no discurso, 158.765.543 eleitores estão aptos a votar no Brasil, dos quais 34.104.226 no Estado de São Paulo. Os paulistas escolherão deputados federais, deputados estaduais, dois senadores, governador e presidente da República.
Lucão também orientou o eleitor a chegar preparado à urna: conhecer a sequência dos votos, lembrar que as duas vagas ao Senado exigem a escolha de candidatos diferentes e, se necessário, treinar no simulador de votação disponibilizado pela Justiça Eleitoral.
"A democracia não tem idade"
Um dos momentos marcantes do discurso foi o relato do encontro com Dona Odete, de 95 anos, que pretende votar por considerar o voto um dever cívico. O presidente citou ainda o exemplo do senhor Antônio Moço, de 92 anos, que também vai às urnas.
"Duas pessoas, com 92 e 95 anos, mostrando para todos nós que a democracia não tem idade", disse Lucão.
O vereador reforçou que o voto é secreto e que cada cidadão deve fazer sua escolha com liberdade, sem pressão ou interferência.
Respeito depois da eleição
Na parte final do pronunciamento, Lucão defendeu que as divergências políticas não rompam relações pessoais nem a convivência entre os moradores da cidade.
"A eleição passa. Os candidatos passam. Os partidos passam. Os mandatos passam. Mas as instituições permanecem. E a democracia precisa permanecer", declarou.
Para o presidente, qualquer que seja o resultado das urnas, a população continuará dividindo a mesma cidade e precisa preservar o respeito e a convivência democrática.
"Democracia é isso: é o direito de escolher, mas também é o dever de respeitar", concluiu.