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Redação

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 Jornalista/Radialista

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IBATÉ/SP - A Prefeitura de Ibaté, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura e Turismo, está incentivando a prática esportiva no Campo do Jardim Cruzado com a Escolinha de Futebol gratuita. A iniciativa atende crianças e adolescentes de 9 a 16 anos, nas categorias sub 9, sub 11, sub 13 e sub 16, com treinos de segunda a quinta-feira, nos períodos da manhã e da tarde.

O projeto é mais do que futebol: é uma ferramenta de inclusão social, formação de caráter e qualidade de vida. No campo, os jovens aprendem disciplina, trabalho em equipe, respeito e superação — valores que levam para a vida inteira. Além disso, a escolinha mantém as crianças longe da ociosidade e aproxima a comunidade do esporte.

As aulas acontecem de forma organizada por categoria e horário. Na segunda e quarta-feira, treinam as turmas da tarde: sub 11, das 15h30 às 17h, e sub 9, das 17h às 18h. Na terça e quinta-feira, é a vez das categorias sub 16 e sub 13, com treinos pela manhã — sub 16 das 8h às 9h30 e sub 13 das 9h30 às 11h — e também à tarde, com sub 16 das 15h30 às 17h e sub 13 das 17h às 18h.

A participação é totalmente gratuita, garantindo que crianças de todas as famílias tenham a oportunidade de praticar esporte e desenvolver seus talentos. O incentivo ao esporte de base é prioridade da gestão municipal, que acredita no poder transformador do futebol para a juventude de Ibaté.

Os interessados podem procurar educadores no local para mais informações e inscrições. Vista a camisa de Ibaté e venha fazer parte dessa equipe: o futuro campeão pode estar começando agora, no Jardim Cruzado.

SÃO CARLOS/SP - O Treino de Corrida Solidária, realizado no último domingo (02/08), reuniu 250 participantes em uma manhã de esporte, integração e solidariedade. A iniciativa teve como objetivo arrecadar alimentos para apoiar famílias em situação de vulnerabilidade social e instituições da cidade.

O evento contou com o apoio da Roca Imóveis. Ao todo, foram arrecadados 600 litros de leite e cerca de 500 pacotes de bolacha. Parte das doações foi destinada ao Fundo Social de Solidariedade de São Carlos, que recebeu 254 litros de leite e 176 pacotes de bolacha. Os alimentos serão distribuídos às famílias atendidas pelo município. O restante foi entregue à Rede Acorde, ampliando o alcance da ação.

A primeira-dama e presidente do Fundo Social, Herica Ricci Donato, destacou a força da união entre diferentes setores. “A solidariedade transforma vidas e demonstra a força da nossa comunidade quando empresas, entidades e cidadãos se unem por um mesmo propósito. Essa iniciativa fortalece o atendimento às famílias assistidas pelo Fundo Social”, afirmou.

SÃO CARLOS/SP - Professores da rede municipal de ensino participaram, na última segunda-feira (3/8), de uma formação sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovida pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A atividade foi realizada durante o Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC) e teve como tema "Autismo Além do Rótulo: Neurobiologia, Comportamento e Manejo de Crises".

A capacitação foi ministrada pelo professor Isaias de Oliveira, licenciado em Educação Especial, Pedagogia e Letras/Libras, psicopedagogo, professor da Educação Especial e especialista em Autismo, suas comorbidades e Análise do Comportamento Aplicada.

Durante o encontro, os educadores aprofundaram conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro da pessoa com TEA e compreenderam como aspectos neurobiológicos influenciam o comportamento, a comunicação, a interação social e a forma como esses estudantes percebem e respondem aos estímulos do ambiente escolar.

Além da abordagem científica, a formação apresentou estratégias práticas para prevenção e manejo de crises, com foco na antecipação de situações desafiadoras, organização dos ambientes e adoção de intervenções baseadas em evidências. Os participantes também receberam orientações e exemplos aplicáveis ao cotidiano escolar, visando tornar o atendimento mais seguro, acolhedor e eficaz.

A iniciativa integra as ações da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos voltadas ao fortalecimento da educação inclusiva, por meio da qualificação contínua dos profissionais e do aperfeiçoamento das práticas pedagógicas destinadas ao atendimento de estudantes com deficiência, especialmente daqueles com Transtorno do Espectro Autista.

De acordo com o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, Rafael Almeida, a formação continuada é fundamental para consolidar uma educação inclusiva.

“A inclusão acontece quando conhecimento e sensibilidade caminham juntos. Ao oferecer formações como esta, buscamos proporcionar aos profissionais ferramentas para compreender melhor o aluno com Transtorno do Espectro Autista e atuar de forma mais acolhedora, segura e eficaz. Essa parceria com a Secretaria Municipal de Educação fortalece nosso compromisso de construir uma escola mais inclusiva", destacou.

A ação reforça o compromisso da administração municipal com a construção de uma rede de ensino mais inclusiva, acessível e preparada para atender às diferentes necessidades dos estudantes, garantindo o direito à aprendizagem, à participação e ao desenvolvimento de todos.

SÃO CARLOS/SP - O Consórcio de Municípios da Região Central (CONCEN) reuniu representantes de 11 cidades em São Carlos para pactuar fluxos e procedimentos intermunicipais voltados à população em situação de rua. O encontro, que aconteceu na manhã desta terça-feira (04/08) no Centro de Cultura Afro Odette dos Santos, consolidou a criação de um protocolo regionalizado e destacou experiências locais que já servem de referência.

A secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania de São Carlos, Gisele Santucci, explicou que o município já atua com instrumentos que respeitam a autonomia das pessoas.

“O que buscamos é referência, acolhimento e diálogo entre as cidades. O protocolo regionalizado será um marco, porque garante dignidade e autonomia, além de padronizar os fluxos de atendimento”, afirmou.

Ela detalhou ainda os serviços oferecidos por São Carlos, que são referência regional: o Centro Pop, porta de entrada especializada, com equipe de assistentes sociais, psicólogos e orientadores técnicos; a Casa de Passagem, que funciona 24 horas com acompanhamento profissional; e o Serviço de Abordagem Social, que percorre diariamente a cidade para criar vínculos e oferecer alternativas. “Tudo depende da adesão da população em situação de rua. Não fazemos remoção de pessoas ou pertences. Nosso objetivo é construir autonomia e independência”, destacou.

O técnico do CONCEN, Vinícius Silva Fernandes de Paula, lembrou que o consórcio já vinha se preparando para esse momento. “Antes de implantar o protocolo, realizamos em 2024 um censo regionalizado. Identificamos que a maioria é formada por homens, em grande parte negros, na faixa dos 40 anos. Esse levantamento foi essencial para enxergar o cenário e construir políticas adequadas”, disse.

A assessora do CONCEN, Rawely Alexandrino Genaro, destacou a importância da integração tecnológica. “Estamos desenvolvendo um software para interligar os dados entre os municípios. Assim, se uma pessoa atendida em São Carlos seguir para Ibaté ou Araraquara, o sistema permitirá que ela seja reconhecida e receba atendimento imediato. É uma forma de garantir continuidade e evitar que alguém fique sem assistência”, explicou.

O defensor público Lucas Corrêa Abrantes Pinheiro reforçou que o protocolo regionalizado não é apenas uma iniciativa administrativa, mas uma exigência legal. “No passado, recolher pessoas e enviá-las para outros municípios contra a vontade delas era prática comum, mas sempre foi uma violação de direitos. Hoje, a política nacional da população em situação de rua foi elevada à dignidade constitucional pelo STF. Isso obriga os municípios a observarem essa política e a tratarem essas pessoas como sujeitos de direitos, não como objetos da intervenção estatal”, afirmou.

Ele destacou ainda que a política deve ser permanente e estruturada. “A população em situação de rua é tão cidadã quanto qualquer outro cidadão do município, do estado ou da federação. É fundamental que os agentes públicos se conscientizem e se engajem para garantir acesso a serviços básicos como saúde, educação e segurança jurídica. Só assim se constrói uma política pública concreta e digna”, concluiu.

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