Jornalista/Radialista
Podem participar idosos de São Carlos e Ibaté; iniciativa propõe plano individual com apoio contínuo
SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para o Programa Multidimensional e Assistencial de Gestão de Quedas para Pessoas Idosas com Histórico de Quedas (Magic 2), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). A iniciativa é totalmente gratuita, voltada a pessoas idosas (60 anos ou mais) residentes em São Carlos ou Ibaté que tenham sofrido uma ou mais quedas nos últimos 12 meses.
Com duração de 16 semanas, o Programa tem como objetivo identificar e reduzir os riscos de cair, por meio de uma intervenção estruturada e personalizada. A proposta envolve atuação conjunta de docentes e estudantes dos cursos de graduação em Gerontologia e Fisioterapia da UFSCar, e combina avaliação individual, plano de intervenção específico, atividades físicas regulares e, quando necessário, estimulação cognitiva.
Segundo Karina Say, docente do Departamento de Gerontologia (DGero) da Universidade e uma das coordenadoras do Programa, a prevenção é essencial diante da alta prevalência de quedas na velhice. "As quedas acidentais são muito prevalentes na população idosa. Esse tipo de acidente pode ter desfechos negativos para o bem-estar e a saúde da pessoa idosa, com impactos na saúde mental (como medo de cair e depressão), na capacidade funcional (com redução da mobilidade e da independência) e na dimensão social (isolamento e falta de suporte para recuperação). Só em 2024, foram registradas 179.922 autorizações de internação hospitalar por quedas, com gasto aproximado de R$ 328 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS)", situa.
Mas a boa notícia, de acordo com a docente, é que são eventos evitáveis. "Diante disso, o Programa Magic oferece à população uma proposta preventiva, com avaliação e intervenção individualizada nos fatores de risco modificáveis, alinhada às diretrizes internacionais de prevenção de quedas", afirma Say.
A iniciativa avalia cada pessoa de forma individual, para que a equipe entenda os fatores que aumentam seu risco de quedas. A partir disso, constrói um plano de cuidado. Há também gestão de casos, com ligações semanais e acompanhamento contínuo. Ao longo de um ano, os participantes passam por avaliações periódicas, com apoio de uma equipe especializada, incluindo exames laboratoriais e de cognição.
Ao final do acompanhamento, uma nova avaliação é realizada, possibilitando medir os avanços obtidos. Espera-se que, ao longo do processo, os participantes desenvolvam maior resistência física, além de se sentirem mais preparados para lidar com situações que envolvem risco de quedas, promovendo, assim, mais autonomia e segurança no cotidiano.
Há apenas 30 vagas disponíveis e as inscrições podem ser feitas em bit.ly/programa-magic2. O preenchimento do formulário online servirá para a equipe entrar em contato posteriormente para a confirmação dos critérios de participação no projeto.
Mais informações estão disponíveis no Instagram @programamagic, no cartaz de divulgação, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo WhatsApp (16) 99762-5538. A equipe também se coloca à disposição para explicar o projeto por telefone, em horário combinado.
SÃO CARLOS/SP - Durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal, na sessão do dia 10 de fevereiro de 2026, a vereadora Larissa Camargo se posicionou de forma contundente contra a privatização da merenda escolar, afirmando que a proposta representa um retrocesso nas políticas públicas de educação, saúde e segurança alimentar do município.
Em sua fala, a parlamentar destacou que a transferência da gestão da merenda para a iniciativa privada não se trata de modernização, mas de um processo de precarização, no qual o direito à alimentação é substituído pela lógica do lucro. Segundo Larissa, toda privatização carrega em si o risco de perda de qualidade, transparência e controle social.
A vereadora também enfatizou o papel central da agricultura familiar, responsável por garantir alimento saudável na mesa das famílias e nas escolas. Para ela, a proposta em debate fragiliza essa relação no âmbito municipal e enfraquece a economia local. “Quem coloca alimento na boca das famílias é a agricultura familiar, não o agro”, afirmou durante o pronunciamento.
Outro ponto central da crítica foi a ausência de diálogo e participação popular. De acordo com Larissa Camargo, as merendeiras — principais trabalhadoras afetadas pela medida — não foram consultadas, assim como os sindicatos e a sociedade civil. Para a parlamentar, tomar uma decisão dessa magnitude sem ouvir quem executa a política pública diariamente fere os princípios democráticos.
A vereadora também questionou o aumento expressivo do orçamento destinado à merenda escolar, que pode saltar de R$ 9 milhões para R$ 23 milhões, sem a apresentação de informações claras sobre contratos, modelo de gestão, compra de alimentos e garantias de qualidade. Segundo ela, trata-se de um repasse de recursos públicos sem a devida transparência.
Larissa Camargo denunciou ainda dificuldades enfrentadas pelos parlamentares para acessar o processo administrativo, mesmo com respaldo na Lei Orgânica do Município. “Não é possível votar o que não se conhece. Transparência é um princípio básico da gestão pública”, destacou.
Ao final do pronunciamento, a vereadora reforçou que a alimentação escolar é uma política estruturante, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante universalidade e equidade dentro das escolas públicas. Para ela, investir recursos públicos para fortalecer um serviço já existente seria o caminho correto, em vez de transferir a gestão para empresas privadas.
Larissa concluiu afirmando que se posicionar contra a privatização da merenda é defender o direito das crianças, das trabalhadoras da educação e das famílias que dependem da escola pública para garantir segurança alimentar. “É uma decisão política, e precisa ser assumida com responsabilidade diante da população”, afirmou.
SÃO CARLOS/SP - O Departamento de Vigilância em Saúde (VIGEP) iniciou nesta quarta-feira (11/02) a vacinação contra a dengue com a aplicação da vacina Butantan-DV. Nesta etapa, o público-alvo é formado por servidores da Atenção Primária da Rede Municipal de Saúde.
Os primeiros imunizados foram os Agentes de Combate às Endemias com até 59 anos, profissionais que atuam diretamente nas ações de prevenção e controle da doença. O município recebeu 385 doses do imunizante. A expectativa da Secretaria de Saúde é ampliar gradativamente a estratégia de vacinação, de acordo com o envio de novas remessas por parte do Ministério da Saúde.
A vacina Butantan-DV está em desenvolvimento e acompanhamento há cinco anos. Estudos realizados com pessoas de 12 a 59 anos indicaram eficácia geral de 74,7%, proteção de 91,6% contra casos graves e 100% contra hospitalizações.
Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, nesta semana devem ser vacinados 385 servidores. “Com esse quantitativo recebido, conseguimos imunizar 45% dos servidores da Saúde com até 59 anos da Atenção Primária. Seguimos aguardando novas doses do Ministério da Saúde para finalizarmos a imunização dos demais servidores da Atenção Primária, totalizando 900 profissionais”, explica a diretora.
O prefeito Netto Donato acompanhou o início da vacinação e destacou a importância de proteger os profissionais que estão na linha de frente do enfrentamento à dengue.
“Estamos começando pelos servidores que atuam diretamente nas ações de prevenção, visitando residências, eliminando criadouros e orientando a população. É uma forma de reconhecer e proteger quem está diariamente no combate à doença. A vacinação é um avanço importante, mas não substitui os cuidados que cada cidadão precisa manter em casa. Só com responsabilidade compartilhada vamos reduzir os casos e preservar vidas”, afirmou o prefeito.
“O início da vacinação com a Butantan-DV representa um marco importante no enfrentamento à dengue em nosso município. Estamos incorporando uma vacina desenvolvida por uma instituição brasileira de referência, que traz resultados expressivos na redução de casos graves e hospitalizações. Seguiremos trabalhando com planejamento, responsabilidade e transparência para proteger a saúde da nossa população e reduzir o impacto da doença em nossa cidade”, Leandro Pilha, secretário municipal de Saúde.
Para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, o município segue oferecendo a vacina Qdenga em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.
Sobre a Butantan-DV – É uma vacina de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e considerada a primeira do mundo com essa característica aprovada contra a dengue. O imunizante é tetravalente, oferecendo proteção contra os quatro sorotipos do vírus.
O Instituto Butantan orienta que a vacina não seja aplicada simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional. O intervalo recomendado é de 24 horas para vacinas inativadas e de 30 dias para vacinas atenuadas. Após infecção por dengue, a recomendação é aguardar seis meses para se vacinar. Em casos de febre amarela, zika ou chikungunya, o intervalo indicado é de 30 dias.
SÃO CARLOS/SP - A Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJA/EJAI) ganhou um novo capítulo em São Carlos com o início, no último dia 9 de fevereiro, da primeira turma de alfabetização na Fazenda Pinhal, na zona rural do município. A iniciativa é resultado de parceria entre a Secretaria Municipal de Educação, o Instituto ACORDE, responsável pela gestão do MOVA São Carlo e a própria Fazenda Pinhal.
A ação integra a política pública municipal voltada à educação ao longo da vida e amplia o acesso ao ensino para pessoas que vivem e trabalham no campo. A turma foi organizada para atender educandos e educandas que estão retomando os estudos e que, a partir do processo de alfabetização, poderão dar continuidade à formação escolar na rede municipal.
Com a oferta de aulas em território rural, o município se alinha ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Pessoas Jovens, Adultas e Idosas, reforçando o compromisso de garantir que a escola esteja presente onde as pessoas estão. A proposta busca superar barreiras como distância e rotina de trabalho, ampliando oportunidades educacionais.
Segundo o vice-prefeito e atual secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, a EJA/EJAI representa mais do que uma política pública: é a garantia de um direito fundamental. “A educação transforma vidas. Quando asseguramos o acesso de jovens, adultos e idosos à escola, estamos promovendo autonomia, ampliando oportunidades e valorizando histórias marcadas pelo trabalho, pela superação e pelo desejo de aprender”, destacou.
O prefeito Netto Donato destacou que a abertura da turma na Fazenda Pinhal simboliza um avanço concreto nas políticas de equidade e inclusão do município. “Levar a educação para a zona rural é garantir que o direito de aprender alcance todos os cantos da cidade. Estamos construindo uma São Carlos mais justa, que reconhece o valor de cada trajetória e reafirma que nunca é tarde para recomeçar por meio da educação”, afirmou.
De acordo com Maria Alice Zaccharias, chefe de seção de EJA na Secretaria de Educação e Articuladora Regional Municipal do Pacto EJA pelo MEC, após a etapa inicial, os estudantes serão encaminhados para a Escola Municipal de Educação de Jovens e Adultos Austero Magerona (EMEJA) ou para uma das Escolas Municipais de Educação Básica (EMEBs) que ofertam EJA/EJAI no período noturno, assegurando a continuidade do percurso formativo. “Na Fazenda Pinhal as aulas acontecem todas as terça e quintas-feiras no período da tarde. No momento 9 alunos estão matriculados”.
A SME informa, ainda, que as matrículas para o Ensino Fundamental (1º ao 9º ano) podem ser realizadas durante todo ano diretamente na sede da Secretaria, localizada na Rua Treze de Maio, nº 2000, no Centro.
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