Jornalista/Radialista
CONGO - Cinco pacientes se recuperaram de um tipo raro de Ebola, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) no último domingo, 31, durante uma visita a Bunia, no leste do Congo, cidade que está no epicentro do surto.
"Quatro pessoas receberão alta hoje e uma recebeu alta anteontem", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a inauguração de um novo centro de tratamento de ebola em Bunia, capital da província de Ituri.
"É claro que ainda estamos trabalhando em vacinas e tratamentos, mas isso não significa que as pessoas não possam se recuperar do ebola", acrescentou.
A OMS informou na sexta-feira, 29, que um paciente se recuperou do vírus Bundibugyo, o tipo atual de ebola, para o qual não existe tratamento ou vacina aprovados. Esta foi a primeira recuperação documentada de um paciente com Bundibugyo confirmado durante o surto atual.
A organização de saúde afirmou que os dados oficiais mais recentes mostram 906 casos suspeitos e 223 mortes suspeitas. O país vizinho, Uganda, confirmou nove casos e uma morte, segundo o Ministério da Saúde ugandense, na sexta-feira.
Apesar de instalações de saúde mais bem organizadas e da chegada de novos ajudantes, o vírus continua a se espalhar mais rapidamente do que a resposta humana, afirmou no sábado, 30, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que pediu a expansão imediata dos testes, o envio mais rápido de profissionais humanitários e o acesso contínuo a suprimentos médicos.
Os perigos enfrentados pelos profissionais de saúde foram agravados pela revolta dos moradores contra os rigorosos protocolos médicos para o tratamento dos corpos das vítimas, que entram em conflito com os ritos funerários locais. Os moradores já realizaram pelo menos três ataques contra centros de saúde.
Tedros enfatizou a importância do envolvimento da comunidade na resposta ao surto durante a inauguração do novo centro de tratamento no domingo.
"Se você procurar atendimento em um centro de saúde ao apresentar sintomas, poderá receber o apoio necessário e se recuperar. Portanto, o essencial é procurar ajuda o mais cedo possível e obter o suporte necessário", afirmou o diretor-geral da OMS.
"Podemos deter o ebola e qualquer pessoa infectada pode se recuperar. Mas a regra é que isso é responsabilidade de todos e todos os cidadãos devem se envolver", acrescentou.
Os ataques na região perpetrados pelas Forças Democráticas Aliadas, um grupo rebelde aliado ao Estado Islâmico, e por uma coligação de milícias étnicas também dificultaram a resposta.
Combatentes da ADF mataram sete pessoas no sábado em Beni, província de Kivu do Norte, uma área também afetada pelo surto, disseram o exército congolês e grupos da sociedade civil.
A doença também foi relatada em Kivu do Norte e Kivu do Sul, ao sul de Ituri, onde o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, controla muitas cidades importantes, incluindo Goma e Bukavu.
"A mensagem final que gostaríamos de compartilhar com a comunidade de Ituri é que há esperança", disse Pierre Akilimali, Gerente de Incidentes do Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo, durante a inauguração no domingo.
"Com o tratamento sintomático que estamos oferecendo atualmente, estamos vendo os pacientes se recuperarem", acrescentou Akilimali.
"Temos muita esperança. O vírus aqui não é tão complexo quanto aqueles que enfrentamos no passado e, com o apoio de todos os nossos parceiros, acreditamos que conseguiremos controlar este surto o mais rápido possível", disse Davin Ambitapio, outro médico do centro de tratamento.
por Estadao Conteudo
EUA - Quando o presidente Lula visitou Donald Trump, no início de maio, membros do alto escalão do gabinete do republicano, além do vice-presidente, J. D. Vance, estavam presentes. A ausência notável foi do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que fazia breve visita de dois dias à Itália e ao Vaticano.
Menos de um mês depois, o chefe da diplomacia americana foi chamado por Lula, na terça-feira (2), de "anti-América Latina". "Eu já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil", afirmou o presidente.
O secretário é um dos aliados da família Bolsonaro no governo republicano e se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro na última visita deles a Washington.
Desde o encontro, Rubio foi o responsável por anunciar a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) de organizações terroristas, medida que desagrada ao governo brasileiro e que terá consequências ainda nebulosas.
Também nesta terça, em audiência no Senado americano, o chefe da diplomacia americana excluiu o Brasil do grupo que ele chamou de países amigos dos EUA no continente, colocando-o ao lado de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia.
Rubio é crítico ferrenho de governos e ditaduras de esquerda na América Latina desde antes de entrar na política, em 1999. Quando foi eleito deputado federal, logo se notabilizou pelas críticas a regimes como o de Cuba, de onde partiram seus pais antes de se estabelecer na Flórida.
Sob Trump, o secretário é um dos principais articuladores da ideia de que, no continente, crime organizado, regimes de esquerda e a imigração aos EUA são faces de um mesmo fenômeno: o enfraquecimento da hegemonia americana no hemisfério, possibilitada pelo que chama de negligência de governos anteriores e uma postura agressiva da China.
Não à toa, sua primeira viagem internacional no cargo não foi a aliados tradicionais na Europa ou no Oriente Médio, mas a pequenos países da América Central: Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana.
Todos eles são locais que se veem embaralhados, em alguma medida, na ideia defendida por Rubio e o governo Trump para o continente. O Panamá, por exemplo, foi alvo de pressão que resultou na saída de empresas chinesas de seu canal logo no começo do mandato de Trump; El Salvador, sob Nayib Bukele, é visto como importante aliado no combate a grupos criminosos. Ambos, além dos outros, são a origem de milhares de imigrantes nos EUA.
Na prática, o primeiro alvo da política externa do país sob Rubio foi a Venezuela. Há seis meses, militares americanos invadiram Caracas e capturaram o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, atualmente preso nos EUA.
"Este é o hemisfério Ocidental. É onde vivemos, e não vamos permitir que ele seja base de operações de adversários, competidores e rivais dos EUA", afirmou Rubio em entrevista após a captura do ditador.
Desde então, Caracas vive sob o comando da vice de Maduro, Delcy Rodríguez, mas sob tutela americana -Rubio, por exemplo, anunciou no fim de maio que Delcy visitaria a Índia em junho, antes mesmo de Caracas ou Nova Déli tocarem no assunto.
Depois da Venezuela, o regime de Cuba entrou na mira. Após meses de intensificação do bloqueio à ilha comunista, que aprofundou a crise generalizada no país com novos apagões, falta de medicamentos e esgotamento de combustíveis, os EUA indiciaram o ex-líder cubano Raúl Castro.
Em vídeo dirigido à população cubana, falando um espanhol impecável, Rubio afirmou que os EUA buscavam uma nova relação com Cuba, mas que ela precisava ser "diretamente com o povo cubano, não com a Gaesa", uma referência à empresa ligada ao regime que gerencia mercados inteiros do país.
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, por outro lado, tem mantido distância de outros temas importantes para Trump, ainda que também acumule o cargo de Conselheiro de Segurança Nacional -o primeiro a fazer isso, ainda que de forma interina, desde Henry Kissinger na década de 1970.
Rubio não participa, ao menos publicamente, das negociações relativas às guerras no Irã e na Ucrânia. O presidente terceiriza os contatos com interlocutores persas e a mediação entre Kiev e Moscou a seu enviado especial, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e seu vice-presidente, Vance.
"Em geral, é um erro acumular essas funções. Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com dois cargos esteja fora dos holofotes agora", afirmou Matthew Waxman, que trabalhou no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo de George W. Bush, ao jornal The New York Times. "Particularmente em um momento em que muita atenção é dada para a diplomacia sensível com o Irã, alguém precisa administrar a política externa no resto do mundo."
Se hoje Rubio é um dos grandes defensores de Trump na arena internacional, nem sempre isso ocorreu. Enquanto era senador, ele enfrentou o republicano nas primárias do partido, quando o chamou de a "pessoa mais vulgar" a se candidatar à Presidência do país.
Com o mandato de Trump chegando ao fim, Rubio tenta, agora, posicionar-se como herdeiro do presidente, embora tenha sido cogitado, e depois preterido, como vice na chapa do republicano.
"Nós temos um presidente que não está brincando. Quando ele diz que vai fazer algo, ele não está brincando. Este é um presidente de ação", afirmou o secretário, sobre Trump, após a captura de Maduro.
por Folhapress
EUA - A polícia do estado de Iowa, nos Estados Unidos, investiga a morte de seis pessoas encontradas com ferimentos causados por disparos de arma de fogo na segunda-feira. O caso também deixou um sétimo morto, apontado pelas autoridades como o autor dos ataques.
De acordo com o jornal The Guardian, policiais foram chamados a uma residência na cidade de Muscatine, onde encontraram quatro vítimas já sem vida.
O principal suspeito foi identificado como Ryan Willis McFarland, de 52 anos. Ele ainda estava vivo quando foi localizado pelas autoridades, mas teria tirado a própria vida ao ser abordado pelos policiais.
Durante as buscas, os agentes encontraram outras duas vítimas em locais diferentes da cidade. Uma delas estava dentro de uma residência, enquanto a outra foi localizada nas proximidades de uma empresa.
Em comunicado, autoridades locais lamentaram a tragédia.
“É com profunda tristeza que compartilhamos as notícias deste episódio devastador que atingiu nossa comunidade e envolveu a família McFarland”, afirmaram.
Segundo o chefe da polícia de Muscatine, Anthony Kies, as primeiras investigações indicam que o crime pode estar relacionado a uma longa disputa familiar.
As identidades das vítimas ainda não foram oficialmente divulgadas. No entanto, a emissora ABC informou que duas delas eram crianças.
Informações preliminares apontam ainda que uma das vítimas fatais seria Lesa McFarland, esposa do suspeito.
“Hoje não tenho palavras para descrever esse ato de violência e o impacto que ele causou em nossa comunidade”, declarou Anthony Kies.
A polícia segue investigando o caso e pediu a colaboração da população para esclarecer as circunstâncias do crime. As autoridades confirmaram que Ryan McFarland possuía antecedentes criminais, mas não divulgaram detalhes sobre as ocorrências anteriores.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - São Carlos realizou a 1ª Mostra de Cinema Chinês de 28 de maio a 1º de junho, apresentando cinco filmes premiados gratuitamente em diversos espaços da cidade. A iniciativa, fruto de parceria entre a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e o Instituto Confúcio da Unicamp, visou promover o intercâmbio cultural no ano do cinquentenário das relações diplomáticas Brasil-China.
A Mostra passou por locais como CEMAC, USP, FESC, SESC e CÉU das Artes, com destaques como "Hero" e "Nenhum a Menos", promovendo a democratização cultural em São Carlos ao oferecer sessões totalmente gratuitas de filmes aclamados internacionalmente.
A iniciativa buscou fortalecer o intercâmbio cultural entre Brasil e China, aproximando a população de produções premiadas da cinematografia chinesa. A programação itinerante percorreu diferentes espaços culturais da cidade, iniciando no CEMAC com o filme épico "Hero" e uma apresentação musical. Nos dias seguintes, o público pôde acompanhar obras consagradas como "O Carteiro das Montanhas" no Centro Cultural da USP — que incluiu um debate com o curador da Mostra Lucas Chein —, além de "Clã das Adagas Voadoras" ao ar livre na Fundação Educacional São Carlos (FESC), "O Rei das Máscaras" no SESC e o premiado "Nenhum a Menos" no CÉU das Artes.
O Prof. Dr. Gao Qinxiang, diretor chinês do Instituto Confúcio na Unicamp, pesquisador das áreas de energia, cultura e artes chinesas, celebrou a realização da primeira mostra de cinema chinês em São Carlos como uma oportunidade única para compartilhar semelhanças e desafios entre o Brasil e a China.
Residindo no país com sua família, o diretor destacou a grandeza de ambas as nações e a importância de aproximar suas culturas por meio da arte. Além das produções cinematográficas, o pesquisador ressaltou a gratificação de apresentar a música tradicional chinesa aos moradores locais. Ele elogiou a recepção calorosa e a simpatia do público presente, reforçando o papel do festival como um espaço de integração, acolhimento e intercâmbio cultural.
O secretário de Cultura e Turismo, Leandro Severo, ressaltou que a 1ª Mostra de Cinema Chinês em São Carlos superou as expectativas e registrou sucesso de público em todas as suas atividades e o evento revelou o interesse da população de São Carlos em conhecer a história, as tradições e a cultura do país asiático, com o qual o Brasil mantém importantes relações comerciais e diplomáticas.
“A programação ocupou diversos espaços da cidade. A abertura contou com uma apresentação musical do Professor Gao, do Instituto Confúcio da Unicamp, além de um debate sobre a história do cinema chinês conduzido por Lucas Chen, do canal Chinacast. Diante do impacto cultural positivo, nós já estamos trabalhando no planejamento da segunda edição da Mostra. A China já é o principal parceiro comercial do Brasil e entender sua história e sua cultura é fundamental para o desenvolvimento das nossas relações”.
O curador Lucas Chen, produtor cultural, coordenador da Mostra de Cinema Chinês, pesquisador de cinema internacional e intercâmbio cultural e apresentador do canal “ChinaCast”, destacou que São Carlos deu um show de interesse cultural.
“Sentimos de perto o interesse do público em conhecer mais sobre as tradições e a história da China na nossa 1ª Mostra de Cinema Chinês. Foi uma oportunidade importante para apresentar a cultura chinesa ao público, promovendo intercâmbio cultural por meio do cinema. Ficamos felizes com a receptividade da população de são-carlense que acompanhou os filmes e participou dos debates sobre a cinematografia chinesa. É uma iniciativa que promove o intercâmbio cultural por meio do cinema e aproxima o público brasileiro de diferentes narrativas, estéticas e experiências da cultura chinesa”, avaliou o curador da Mostra, Lucas Chen.
Fábio Rodrigues, Lopes, gerente do SESC São Carlos destacou que a Mostra agrega valor para a comunidade. “São Carlos está vivendo um momento especial no campo da cultura e trazer essa Mostra pela primeira vez foi fundamental, é importante esse intercâmbio, trazer uma cultura diferente, o acesso à cinematografia chinesa. Então, nesse sentido, o Sesc também propõe sempre a inovação, as atividades que trazem que agregam que possibilitam novas visões de mundo e a Mostra vem ao encontro a todos os nossos objetivos comuns”, finaliza.
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