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Redação

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 Jornalista/Radialista

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RIBEIRÃO PRETO/SP - Um homem de 31 anos foi preso pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (23) após invadir um ônibus da Prefeitura de Santa Rita do Passa Quatro que transportava pacientes para consultas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e manter 12 pessoas reféns durante o trajeto. O caso terminou sem feridos após a PM negociar a rendição do suspeito. 

Segundo informações iniciais, a ocorrência teve início por volta das 5h40, em Santa Rita do Passa Quatro, quando o suspeito entrou no veículo armado com um revólver e anunciou o sequestro. 

Durante a viagem, os ocupantes do ônibus conseguiram enviar mensagens para familiares, que acionaram o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). As equipes passaram a acompanhar a situação enquanto o motorista seguia o trajeto conforme determinado pelo suspeito.

A abordagem ocorreu já em Ribeirão Preto, nas proximidades do viaduto da Avenida Costábile Romano, cerca de 40 minutos após o início do deslocamento. Antes da intervenção policial, o homem havia efetuado um disparo de arma de fogo, mas ninguém ficou ferido.

Após a negociação, os passageiros foram retirados do veículo em segurança e o suspeito se rendeu. “Foi um alívio. Não houve feridos na ocorrência. Todos foram libertados em segurança e, após a apresentação do caso na delegacia, puderam realizar os exames no hospital normalmente”, afirmou o sargento Joel Souza, que participou da ocorrência. 

A arma utilizada na ação foi deixada dentro do veículo junto com munições e acabou apreendida pelos policiais. As equipes também recolheram três celulares que estavam com o homem. Um deles pertencia ao suspeito, enquanto os outros dois não tinham comprovação de origem.

De acordo com a Polícia Militar, o homem possui antecedentes por crimes de roubo e furto e havia recebido alvará de soltura em 27 de maio. O caso está sendo apresentado na Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto.

ÁUSTRIA - O GP da Áustria será disputado neste domingo no Red Bull Ring, onde o brasileiro Gabriel Bortoleto tem boas memórias: foi o palco de seus primeiros pontos na F1, quando chegou na oitava colocação com a Sauber. O ano de estreia rendeu ainda pontuações em outros GPs e teve na Hungria sua melhor colocação, com a sexta posição em Budapeste.

Na sexta-feira, a partir das 8h30, você acompanha ao vivo o primeiro e o segundo treino livre do GP da Áustria no sportv3. A transmissão do terceiro treino livre é no sábado, às 7h30; às 11h, o sportv3 também exibe a classificação para a corrida. O GP da Áustria será no domingo, a partir das 10h, com transmissão ao vivo do sportv3 e da TV Globo. O ge acompanha tudo em tempo real.

Em 2026, Bortoleto começou o ano com uma marca histórica ao conquistar os primeiros pontos da Audi na F1, com o nono lugar na pista de Albert Park no GP da Austrália, na abertura do Mundial deste ano. Desde então, no entanto, o time terminou sempre perto dos pontos, mas ficou no zero – o brasileiro inclusive vem de dois 11º lugares nos GPs de Barcelona-Catalunha e Mônaco.

Apesar disso, o brasileiro disse ao ge.globo em entrevista exclusiva que vive neste ano seu melhor momento na carreira e tem grandes expectativas para o futuro com a Audi:

- Como piloto, não tenho dúvida que esse é o meu melhor momento, que eu tenho mais conhecimento técnico, melhor relação com a equipe e estou pilotando no meu melhor. Obviamente, se a gente olhar resultado, eu fui campeão nas duas categorias passadas, com a F2 e F3 seguidas. Então com certeza como resultado de carreira foram os melhores momentos, mas ano passado eu fui sexto com a Sauber em Budapeste, somei muitos pontos naquele ano com um carro que começou o ano como o pior carro do grid, então foi um ano incrível. Nesse ano já de cara a gente somou pontos na primeira etapa, já fizemos dois Q3, então tem sido também até agora um ano positivo.

Com um chassi que é considerado um dos quatro melhores do grid, a Audi busca agora melhorar sua unidade de potência. A FIA implementou para 2026 um mecanismo no regulamento que ajuda a equalizar o desempenho das unidades de potência, o ADUO (Additional Development and Upgrades Opportunities na sigla em inglês).

Ele permite que as equipes que estejam atrás na potência do motor a combustão possam fazer melhorias e atualizações, para chegar no nível do melhor motor na medição. O primeiro cálculo apontou o da Red Bull-Ford como o melhor, permitindo atualizações aos outros times, incluindo a Audi. Segundo Bortoleto, isso pode beneficiar o time, mas não para o curto prazo:

- O ADUO pode ajudar um pouco, mas não agora. Ele te dá liberdade em continuar desenvolvendo o motor, e o desenvolvimento do motor demora meses. Não é que você desenha algo novo e tem em casa amanhã. Tem todo um tempo que leva do momento que você decide produzir uma peça, então demora alguns meses. Algumas coisas a gente já sabia que nosso motor estaria atrás, então sabíamos que teria o ADUO e a gente conseguiu desenvolver antes, mas outras coisas, não tem muito o que fazer, tem que esperar.

Bortoleto destaca que, como o único time estreante do grid e construindo sua própria unidade de potência, a Audi tem mostrado uma rápida evolução na categoria, já que na área de motores, teve que começar tudo do zero – a Sauber usava as unidades de potência da Ferrari até o ano passado.

- O progresso da Audi tem sido incrível. A realidade é que você pega uma equipe do zero e contrata pessoas, jovens e experientes, para fazer um motor totalmente do zero. A maioria das pessoas que trabalham na área de motores nunca trabalhou na F1. Então não é que a gente saiu contratando todo mundo de todas as equipes e a gente fez um motor. É do zero. A maioria das pessoas da Ford Red Bull, por exemplo, vem da Mercedes, Ferrari, Honda etc. A Audi já tinha a base da área de motores, porque eles faziam para DTM e outras categorias. Então, a gente já está lutando por pontos em todas as etapas no primeiro ano.

Na opinião do brasileiro, o atual desempenho da Audi está impressionando o paddock, inclusive na comparação com outros times que também vivem um momento de estreia, como Cadillac, que é uma nova estrutura usando motores Ferrari, e a Aston Martin, que iniciou uma parceria com a Honda em 2026.

- Todo mundo que quiser conversar no paddock está impressionado com os resultados que a Audi tem tido já de cara. Veja por exemplo Cadillac ou até mesmo Aston Martin, olha onde eles estão agora, com todo o investimento, com toda a estrutura, com todas as pessoas que eles trouxeram, eles estão atrás. Essa podia ser a nossa realidade e a gente está muito melhor, então eu estou contente.

 

 

Por Rodrigo França, especial para o ge

EUA - O Instagram ampliou testes do app para a TV e passou a explorar formatos mais comuns do YouTube, como vídeos horizontais, séries e transmissões ao vivo.

A Meta vai disponibilizar o Instagram para TV primeiro em aparelhos da Samsung nos EUA. O app passa a funcionar em Samsung Smart TVs no país a partir desta segunda-feira (22), em modelos de 2020 em diante.

O aplicativo também já está em outros sistemas de TVs conectadas no mercado americano. Segundo a empresa, a versão para TV já roda em Amazon Fire TV e Google TV, o que amplia o alcance do Instagram na sala de estar.

A Meta diz que a experiência na TV costuma ser coletiva e quer incentivar o consumo em grupo. A empresa afirma que está testando recursos para facilitar descobrir vídeos juntos, retomar o que a pessoa estava assistindo no celular e compartilhar a experiência com quem está na mesma sala.

Entre os testes, a Meta cita canais organizados por interesses para ajudar a escolher o que ver. A ideia é agrupar conteúdos por temas como comédia, esportes e criadores, para reduzir a "disputa pelo controle" e acelerar a escolha do vídeo.

Empresa também testa levar mais formatos do Instagram para a tela grande, como Stories. A proposta é permitir que usuários vejam publicações de amigos e criadores sem precisar se reunir em torno do celular.

FORMATOS QUE APROXIMAM O INSTAGRAM DO YOUTUBE

A Meta afirma que está testando uma área dedicada para vídeos horizontais no app de TV. A empresa diz que quer facilitar o consumo de conteúdos pensados para a tela grande e dar mais opções para criadores alcançarem público nesse formato.

O plano inclui explorar vídeos mais longos, com conteúdo de criadores em maior duração. Segundo a Meta, a intenção é permitir histórias mais profundas e conexões mais fortes com a audiência quando o consumo acontece na TV.

Empresa também fala em séries episódicas e transmissões ao vivo na TV. A Meta diz que estuda formatos em capítulos, distribuídos em vários episódios, e a possibilidade de levar lives para a tela grande para aumentar a participação em tempo real. O formato é semelhante ao do YouTube.

A Meta afirma que está trabalhando com criadores para definir o que funciona melhor na TV. A empresa diz que ainda está no começo de entender como deve ser o vídeo social na sala de estar e que pretende lançar novos formatos aos poucos.

 

 

 por Folhapress

CUBA - Cuba aprovou um pacote de reformas econômicas que amplia o espaço do setor privado em meio à crise e à pressão dos EUA.

O Parlamento de Cuba aprovou por unanimidade um conjunto de 176 propostas de reformas com medidas de livre mercado. O plano foi apresentado pelo primeiro-ministro Manuel Marrero em uma sessão extraordinária com mais de 400 deputados da Assembleia Nacional do Poder Popular.

Reformas já tinham o aval da cúpula do Partido Comunista e do ex-presidente Raúl Castro, que segue influente aos 95 anos. Os deputados votaram as mudanças levantando as mãos, segundo o relato das agências.

Pacote mexe em vários setores, do câmbio ao turismo, e inclui regras para empresas privadas e estatais. As medidas tratam também de bancos, agricultura, investimento estrangeiro, impostos, salários e outros pontos da economia.

Economistas divergem sobre o alcance das mudanças anunciadas. "Este é o programa de reforma econômica mais profundo anunciado nos últimos 70 anos da história econômica do país, desde a vitória da Revolução de 1959", disse Daniel Torralbas, à AFP.

Para o cientista político Daniel Pedreira, há risco de a abertura ser limitada ou temporária. "Acredito que sejam mudanças menores. O tempo dirá, mas conhecemos o histórico do governo cubano. Quando promove aberturas semelhantes, concedendo aos cubanos algum espaço para certos negócios ou empreendimentos, posteriormente, assim que essas empresas começam a prosperar, ele elimina essa abertura, anula os ganhos obtidos pelos cubanos que participaram delas e retorna à configuração anterior", disse, à RFI.

Medidas incluem transformar empresas estatais em entidades comerciais, como sociedades anônimas, e permitir empresas privadas com mais de 100 empregados. O pacote também autoriza a participação de capital estrangeiro no setor privado e a abertura de contas em moeda estrangeira por pessoas físicas.

Agricultura, turismo, setor bancário e mercado de câmbio passam a poder receber investimento privado, nacional e estrangeiro. Antes, esses aportes eram direcionados apenas a empresas estatais, segundo as informações divulgadas.

Cubanos poderão ter mais de um negócio e participar de outras empresas, além de negociar salários dentro das companhias. "A essência das transformações propostas é ampliar o papel do setor privado na economia cubana, e essas são mudanças drásticas. Não estamos falando de meros ajustes cosméticos", afirmou Daniel Torralbas, ao UOL.

Governo ainda não divulgou um cronograma de implementação das medidas. Também não há indicação de mudança no sistema político de partido único, comandado pelo PCC (Partido Comunista de Cuba).

Presidente Miguel Díaz-Canel disse que as reformas buscam ajustar a economia sem abandonar o modelo socialista. "São transformações que visam corrigir o rumo, mas sempre em defesa do socialismo", declarou após a votação.

Díaz-Canel negou que o pacote seja uma resposta direta à pressão de Washington. "Não estamos fazendo isso devido à pressão dos 'ianques'. Estamos fazendo isso como um ato soberano", afirmou.

O endurecimento da pressão dos EUA ocorre enquanto Cuba enfrenta escassez e apagões, em meio ao embargo e a um bloqueio de petróleo citado pelo governo cubano. Na Casa Branca, o vice-presidente JD Vance disse: "Se eles tomarem decisões inteligentes, teremos uma relação muito melhor".

 

 

por Folhapress

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