Jornalista/Radialista
VENEZUELA - As autoridades venezuelanas alegaram perante a justiça inglesa, nesta terça-feira (23), que o governo britânico não reconhece mais Juan Guaidó como "presidente encarregado" e, consequentemente, deveriam rever as decisões judiciais que deram ao líder opositor o controle sobre o ouro da Venezuela depositado em Londres.
O governo e a oposição liderada por Guaidó se enfrentam desde 2019 pelo controle de mais de 30 toneladas de ouro das reservas estatais, avaliadas em 1,9 bilhão de dólares (R$ 9,4 bilhões, na cotação atual), guardadas nos cofres do Banco da Inglaterra.
Em uma complexa sucessão de sentenças, recursos e contestações, a justiça inglesa determinou que Guaidó fosse o representante legítimo do país.
Também decidiu que a junta do Banco Central da Venezuela (BCV) designada por ele poderia dar instruções ao Banco da Inglaterra na qualidade de cliente. E que a justiça inglesa não reconhece as decisões do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) venezuelano por considerar, entre outras coisas, que os juízes desta corte servem às determinações do presidente Nicolás Maduro.
Esta última decisão, adotada em julho de 2022 pela juíza Sara Cockerill, da divisão comercial da Alta Corte de Londres, foi contestada pelo BCV oficial em outubro passado.
Mas à espera da análise do caso pelo Tribunal de Apelação, a realidade política mudou na Venezuela.
No fim de dezembro, a assembleia opositora, eleita em 2015 - e ainda reconhecida por países como Estados Unidos e Reino Unido, que consideram ilegítimas as legislativas de 2020 - votou por dissolver o governo interino de Guaidó.
Esta decisão foi aceita por governos como Washington e Londres, que tinham reconhecido Guaidó quando ele se autoproclamou "presidente encarregado" em 2019.
"Em 31 de janeiro de 2023, o ministério britânico das Relações Exteriores escreveu à juíza Cockerill, sem que ninguém o tivesse pedido" e "declarou que o governo não considera mais Guaidó como 'presidente interino'", afirmou na terça-feira o advogado Richard Lissack perante três juízes da Corte de Apelação de Londres.
- "O mundo mudou" -
Lissack representa desde 2022 a junta diretora oficial do BCV, presidida por Calixto Ortega, que viajou de Caracas para este novo capítulo da saga judicial.
Argumentando que "as placas tectônicas do cenário internacional estão se movimentando", o advogado pediu aos magistrados que arquivem a apelação e reenviem o caso a Cockerill para sua revisão completa.
Visto que Guaidó não é mais o "presidente interino", "o correto é voltar atrás", afirmou.
Ele não conseguiu, no entanto, convencer os juízes.
O presidente do tribunal, Stephen Males, e seus colegas, Stephen Phillips e Sarah Falk, decidiram seguir adiante com a apelação relativa às decisões do TSJ.
As vistas começaram imediatamente nesta terça e vão se estender até a quinta-feira.
Na abertura, Lissack deixou claro que, apesar de tudo, vai basear sua argumentação no fato de que Londres não reconhece mais Guaidó.
"Pede-se a eles que determinem este tema em apelação uma vez que o mundo mudou" e "determinar litígios por motivos que não existem mais no mundo real", disse o advogado aos juízes.
Males e Phillips, no entanto, expressaram dúvidas, destacando que o governo britânico não mudou de opinião sobre quem reconhecia como presidente da Venezuela em 2019, quando houve as nomeações para a direção ad hoc do BCV.
O BCV, presidido por Ortega, processou o Banco da Inglaterra em 2020, reivindicando que lhe entregasse o ouro, alegando que precisava do metal precioso para combater a pandemia de covid-19.
Ele disse, no entanto, que recebeu ordens contraditórias do BCV nomeado por Guiadó, que afirmou temer que o dinheiro fosse parar no bolso de "cleptocratas" ou servisse para reprimir a população.
Lissack assegurou, nesta terça, que o país continua precisando dos recursos por razões humanitárias e que estes deverão ser transferidos para "um fundo humanitário gerido pelas Nações Unidas em benefício do povo da Venezuela".
Ele defendeu, ainda, que os membros do BCV oficial são "banqueiros sérios, que exercem uma missão importante nas condições mais difíceis", diferentemente da junta ad hoc de Guaidó, sem funções na política monetária e que tem vários membros vivendo como exilados nos Estados Unidos.
RÚSSIA - A Rússia afirmou na terça-feira (23) que "esmagou" com sua força aérea e artilharia um comando ucraniano que atacou a região fronteiriça de Belgorod, na incursão mais grave em seu território desde o início do conflito.
Na segunda-feira, combatentes da Ucrânia atacaram várias cidades na região de Belgorod, com tiros de artilharia e de drones, segundo as autoridades russas, e obrigaram os moradores a fugir.
O Kremlin expressou "profunda preocupação" e pediu o aumento dos "esforços" para evitar as outras operações desse tipo, que se soma a uma série de ataques em território russo, em plena preparação de uma grande contraofensiva ucraniana.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou na terça-feira que impediu a incursão, com apoio de sua Força Aérea e a artilharia.
"Na operação antiterrorista, as formações nacionalistas [ucranianas] foram bloqueadas e esmagadas por bombardeio aéreo e fogo de artilharia", indicou o ministério em comunicado.
"Os nacionalistas restantes foram repelidos para o território da Ucrânia, onde os bombardeios [...] continuaram até sua eliminação total", acrescentou o ministério, que afirmou que "mais de 70 terroristas ucranianos" foram mortos.
Não foi possível verificar as informações até o momento.
"Não estamos travando nenhuma guerra em territórios estrangeiros", disse o vice-ministro da Defesa ucraniano, Ganna Maliar, referindo-se a uma "crise interna russa".
O governador da região de Belgorod, Viacheslav Gladkov, anunciou à tarde a suspensão do regime "antiterrorista" decretado na véspera.
Essa medida dá poderes ampliados às forças de segurança para realizar operações armadas, efetuar controle de população e realizar evacuações. O regime foi utilizado na Chechênia entre 1999 e 2009.
- "Legião Liberdade para a Rússia" -
A incursão foi reivindicada no Telegram pela "Legião Liberdade para a Rússia", um grupo de russos que combatem do lado ucraniano e que em outras ocasiões já afirmou ter realizado ações na mesma região.
Outro grupo teria participado da operação, o "Corpo de Voluntários Russos".
O governador Gladkov anunciou que nove localidades foram evacuadas e que 13 pessoas ficaram feridas "em ações criminosas" e em bombardeios ucranianos.
As autoridades russas indicaram também que uma mulher morreu de insuficiência cardíaca durante a evacuação da localidade de Kozinka.
Vários russos entrevistados pela AFP em Moscou manifestaram medo de novos ataques.
"Toda a nação russa está nervosa com a ideia de que (os ataques) possam chegar mais longe, em Moscou inclusive", declarou Alexander, um engenheiro de 42 anos que preferiu não fornecer o sobrenome.
Os ucranianos entrevistados em Kiev estavam mais interessados nos combates em seu território. "Nossos militares devem recuperar o que os russos tomaram, as cidades da Ucrânia. Não precisamos da Rússia", disse Olga, de 26 anos, que trabalha em uma creche.
- Putin mantém silêncio -
Até agora, o presidente russo, Vladimir Putin, não se pronunciou sobre o ataque. Durante uma cerimônia de entrega de condecorações nesta terça-feira no Kremlin, limitou-se a falar de forma geral sobre o conflito na Ucrânia.
"Sim, a Rússia enfrenta tempos difíceis, mas este é um momento particular para a nossa consolidação" nacional, afirmou, e reiterou que Moscou defende a população russa do Donbass ucraniano.
Na segunda-feira, o Kremlin acusou Kiev de orquestrar a ação com o objetivo de "desviar a atenção" da tomada da cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia.
No último fim de semana, as forças russas reivindicaram a captura da cidade do leste ucraniano, que foi devastada na batalha por sua conquista, a mais longa e letal do conflito e que teria provocado enormes perdas para os dois lados.
Kiev negou a perda de Bakhmut e nesta terça-feira afirmou que "as batalhas pela cidade [...] continuam".
O presidente Volodimir Zelensky visitou nesta terça-feira a linha de frente na região de Donetsk (leste), palco de intensos combates.
VENEZUELA - O São Paulo venceu a Academia Puerto Cabello na terça-feira, por 2 a 0, no estádio Misael Delgado, em Valência, na Venezuela, pela quarta rodada do Grupo D da Copa Sul-Americana. Welington Rato, de falta, e Alisson foram os autores dos gols tricolores.
Com o resultado, o São Paulo foi a dez pontos e se manteve na liderança isolada da chave, se aproximando da classificação para as oitavas de final, já que seus dois jogos restantes no Grupo D da Copa Sul-Americana serão disputados no Morumbi.
Essa foi a sexta vitória do técnico Dorival Júnior à frente do São Paulo em dez partidas, somando outros quatro empates - aproveitamento de 73,3%. Sob o comando do treinador, o Tricolor marcou 16 gols e sofreu apenas quatro.
O São Paulo volta a entrar em campo já no próximo sábado, contra o Goiás, em casa, pelo Campeonato Brasileiro. Na Sul-Americana o São Paulo terá pela frente o Tolima, dia 8 de junho.
1ºT tranquilo
O primeiro tempo foi tranquilo para a equipe comandada pelo técnico Dorival Júnior. Desde os minutos iniciais o São Paulo teve o domínio do jogo e não foi incomodado. Aos 17, Rato teve a primeira boa oportunidade do Tricolor, recebendo de Marcos Paulo na entrada da área e batendo de primeira, vendo o goleiro adversário espalmar para escanteio.
Mas, quando todos pensavam que a Academia Puerto Cabello não seria capaz de agredir o Sâo Paulo ao longo dos 90 minutos, Lugo bateu no cantinho, de fora da área, e carimbou a trave de Rafael, que se esticou todo, mas não conseguiu tocar na bola.
Só que a superioridade do São Paulo acabou sendo premiada com o gol um pouco mais tarde. Juan foi derrubado na entrada da área ao fazer o domínio, e o árbitro não titubeou para marcar falta. Wellington Rato foi para cobrança e bateu com categoria, por cima da barreira, vendo o goleiro Romero tocar na bola antes de ela morrer no fundo das redes.
São Paulo diminui o ritmo no 2ºT
Em vantagem no placar, o São Paulo baixou o ritmo no segundo tempo mesmo com a mudança promovida por Dorival Júnior no intervalo, sacando Rodriguinho para a entrada de Alisson no meio-campo da equipe. O Tricolor não continuou chegando na área adversária com a mesma naturalidade e viu a Academia Puerto Cabello começar a gostar da partida.
Depois do chute venenoso de Pérez, que tirou tinta da trave de Rafael, o treinador do São Paulo decidiu fazer outras duas substituições: Pablo Maia e Calleri entraram nas vagas de Luan e Wellington Rato. Porém, o time tricolor continuou moroso, sem profundidade e trocando passes em uma velocidade abaixo do necessário.
Já nos minutos finais foi a vez de Luciano ir a campo no lugar de Marcos Paulo, e foi justamente o camisa 10 quem deu uma bela assistência, em contra-ataque, para Alisson invadir a área, tocar na saída do goleiro e definir a partida na Venezuela.
SÃO CARLOS/SP - Várias drogas foram apreendidas no final da manhã de hoje, 23, na Rua, Armindo Wenzel, no Planalto Verde em São Carlos.
Segundo consta, a equipe Canil da Guarda Municipal foi solicitada, pois um individuo estaria traficando. Quando o sujeito viu a viatura saiu correndo e pulando igual um canguru e desapareceu pela mata. A cachorra K9 Índia iniciou os trabalhos e encontrou 346 invólucros de maconha, 720 eppendorfes de cocaína, 290 pedras de crack, 1 balança de precisão e material para embalo.
O material localizado foi apresentado na Central de Polícia Judiciária, já o indivíduo não foi localizado.
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