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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, participou do III Encontro Nacional de Gestores e Gestoras de Políticas para Pessoas com Deficiência, realizado na última quinta-feira (18/06), na sede do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), em São Paulo. Representaram a pasta a diretora de Inclusão, Ariane Darezzo e a chefe de seção de Assistência Social para as Pessoas com Deficiência, Drieli Ribeiro.

O evento reuniu gestores, especialistas e representantes de diversas regiões do país para compartilhar experiências e discutir políticas públicas voltadas à inclusão, acessibilidade, educação, esporte e empregabilidade das pessoas com deficiência.

Durante a programação, foram apresentados programas desenvolvidos pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, como o Atleta Cidadão e o Inspiração Paralímpica, além de iniciativas de formação e capacitação do Movimento Paralímpico, que oferecem cursos presenciais e a distância para professores e profissionais da educação, promovendo a inclusão por meio do esporte.

De acordo com  Ariane Darezzo, diretora de Inclusão da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, a inclusão no mercado de trabalho foi um dos principais temas debatidos ao longo do encontro. “Conhecemos experiências desenvolvidas em Rondônia, com ações de acompanhamento e monitoramento da inclusão produtiva; da Paraíba, por meio da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (FUNAD), referência no atendimento e na promoção da inclusão desde 1991; de Santa Catarina, com iniciativas voltadas à educação especial e à preparação para o mundo do trabalho; e Fortaleza apresentou projetos voltados à empregabilidade, empreendedorismo e geração de renda para pessoas com deficiência”.

Também foi apresentado o Programa Meu Emprego Inclusivo (PEI), do Governo do Estado de São Paulo, iniciativa voltada à qualificação profissional, inclusão produtiva e ampliação das oportunidades de trabalho para pessoas com deficiência. O programa foi destacado como uma importante ferramenta para promover a inclusão no mercado de trabalho e será implantado em São Carlos por meio de parceria com o Governo do Estado.

A participação de São Carlos no encontro teve como objetivo conhecer boas práticas desenvolvidas em diferentes regiões do país, fortalecer o intercâmbio entre gestores públicos e buscar iniciativas que possam contribuir para o aprimoramento das políticas públicas e dos serviços oferecidos à população com deficiência do município.

SÃO CARLOS/SP - São Carlos aproveitou o Conexidades 2026, que aconteceu até esta sexta-feira (19/06), em Campos do Jordão, um dos maiores eventos de gestão pública do país, para reforçar sua estratégia de posicionamento como “Capital da Tecnologia”. O município levou startups, instituições de ciência e tecnologia e experiências de sucesso, destacando iniciativas que conectam inovação ao desenvolvimento econômico e à atração de investimentos.

A participação institucional da Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, permitiu que startups, empresas de base tecnológica e ambientes de inovação ocupassem o espaço institucional de São Carlos no evento, democratizando o acesso e ampliando a integração entre poder público e ecossistema local.

“Durante os dias de programação, representantes da cidade estabeleceram contatos com gestores públicos, investidores e empresas, apresentando soluções tecnológicas desenvolvidas no município”, comentou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Paula Knoff, que se apresentou no painel “Investimento e Desenvolvimento: Novas Frentes para Fortalecer os Municípios Paulistas”. Ao lado do secretário estadual Jorge Lima e de outras lideranças, Paula discutiu estratégias de inovação, competitividade e desenvolvimento regional. “Participar do Conexidades foi uma oportunidade de mostrar que São Carlos não apenas possui um dos mais importantes ecossistemas de inovação do país, mas também está trabalhando para transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, geração de oportunidades e atração de investimentos. Tivemos a satisfação de levar startups e instituições por meio de um chamamento público inovador e, ao mesmo tempo, compartilhar nossas experiências em painéis estratégicos ao lado de importantes lideranças estaduais e municipais. São Carlos tem muito a contribuir para o debate sobre o futuro das cidades e segue fortalecendo seu papel como Capital da Tecnologia”, afirmou Paula Knoff.

SÃO PAULO/SP - A Justiça Eleitoral paulista reforça a divulgação dos canais dedicados aos direitos da pessoa idosa em ano de eleições gerais. A página sobre o tema foi atualizada no site institucional do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), passando a reunir conteúdos relacionados aos direitos dessa população dentro e fora da Justiça Eleitoral. Atualmente, dos mais de 34,1 milhões de eleitores registrados no estado de São Paulo, cerca de 3,2 milhões têm 70 anos ou mais.
 

A atualização da página é um esforço do Comitê para a Promoção de Políticas Públicas Judiciais de Atenção às Pessoas Idosas do Poder Judiciário, instituído pela Portaria TRE-SP nº 144/2024. O objetivo do grupo é assegurar os direitos da pessoa idosa, focando na empatia e no respeito. O trabalho é feito de forma integrada à Ouvidoria do Tribunal, garantindo um canal especializado de atendimento, acolhimento e orientação a esse público.
 

Na prática, o comitê é responsável por monitorar políticas públicas voltadas às pessoas idosas, propor campanhas contra o etarismo, coordenar mutirões de cidadania e desenvolver estratégias de atendimento interdisciplinar e de forma articulada com outras instituições. É possível enviar denúncias, solicitar informações, sugerir propostas de projetos ou buscar acolhimento por meio do formulário da Ouvidoria do TRE-SP.
 

Direitos da pessoa idosa na Justiça Eleitoral

 

A página “Direitos da Pessoa Idosa” possui quatro abas navegáveis: “Desmistificando o Envelhecimento”, “Conheça Seus Direitos”, “O TRE-SP e a Inclusão” e “Legislação e Normas”. A primeira aba esclarece noções como etarismo, o preconceito contra pessoas baseado na idade e também detalha os desafios sofridos por essa população, ressaltando que o atendimento empático é essencial para garantir a dignidade de todos. O texto ainda destaca o incentivo ao voto para pessoas idosas. Ainda que o direito seja facultativo para pessoas a partir de 70 anos de idade, o TRE-SP trabalha continuamente para garantir a acessibilidade a todos os públicos, buscando assegurar plena representatividade democrática.

Evidenciando o dia da eleição, a aba “Conheça Seus Direitos” traz os principais direitos garantidos às pessoas idosas no dia do pleito. Pessoas acima de 60 anos possuem prioridade na fila de votação, mas para maiores de 80 a prioridade é especial, passando à frente das demais. Pessoas com dificuldade de locomoção, visão ou que precisem de ajuda podem também pedir um acompanhante de confiança para auxiliar na cabine de votação, bastando informar sua situação à mesária ou ao mesário na hora de votar.
 

Além disso, assim como as pessoas com deficiência, as pessoas idosas têm o direito de serem alocadas em seções acessíveis (sem escadas ou com rampas e elevadores). Pessoas com mais de 60 anos também possuem prioridade nas filas de atendimento nos cartórios eleitorais.
 

Na última aba, “Legislação e Normas”, é possível encontrar um compilado de leis e regramentos destinados a proteger os direitos e a dignidade da pessoa idosa. São normas que orientam o trabalho da Justiça Eleitoral e do Judiciário como um todo, como a Resolução nº 520/2023 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu a Política Judiciária Nacional sobre Pessoas Idosas e suas interseccionalidades. A norma determinou a criação de comitês nos tribunais para acompanhar a gestão dessa política de proteção e o Selo Tribunal Amigo da Pessoa Idosa, premiação recebida pelo TRE-SP em 2025 para reconhecer as instituições engajadas.

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

SÃO CARLOS/SP - A busca por fontes de energia limpas e sustentáveis ganhou novos aliados em duas pesquisas recentes que, embora tenham investigado materiais e aplicações distintas, compartilham uma mesma inovação tecnológica: o uso da técnica de “magnetron sputtering” para depositar catalisadores com elevado grau de controle estrutural. Os resultados representam avanços significativos para a produção de hidrogênio verde, considerado por especialistas uma das alternativas mais promissoras para reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e combater as mudanças climáticas.

Os dois estudos, liderados por pesquisadores do IFSC/USP, demonstram que a mesma técnica pode ser utilizada para construir arquiteturas catalíticas completamente diferentes. Em um dos trabalhos, os pesquisadores desenvolveram fotoânodos de vanadato de bismuto (BiVO₄) modificados com óxido de cobalto (Co₃O₄) para aumentar a eficiência da divisão fotoeletroquímica da água. No outro, átomos isolados (Single Atoms) de cobre e platina foram depositados sobre nitreto de carbono grafítico (g-C₃N₄), criando sítios catalíticos altamente ativos para a produção fotocatalítica de hidrogênio. Em ambos os casos, o objetivo foi o mesmo: aproveitar a energia solar para gerar combustível limpo de maneira mais eficiente.

O hidrogênio produzido a partir da água e da luz solar tem sido apontado como um elemento fundamental na descarbonização da economia mundial. Diferentemente do petróleo, do carvão mineral e do gás natural, sua utilização não gera emissões de dióxido de carbono (CO₂), principal responsável pelo aquecimento global. Quando empregado em células a combustível ou processos industriais, o hidrogênio produz apenas vapor d’água como subproduto, tornando-se uma alternativa ambientalmente muito mais favorável.

No primeiro estudo, o foco foi superar uma das principais limitações da divisão fotoeletroquímica da água: a baixa eficiência dos fotoânodos responsáveis pela reação de evolução de oxigênio. Para isso, os pesquisadores produziram filmes finos de BiVO₄ por “magnetron sputtering” e, posteriormente, modificaram sua superfície com Co₃O₄. A combinação dos dois materiais favoreceu a separação das cargas elétricas geradas pela luz solar e reduziu perdas energéticas decorrentes da recombinação de elétrons e lacunas. Como resultado, houve aumento significativo da fotocorrente e melhoria da eficiência de conversão da energia solar em energia química armazenada no hidrogênio.

Já a segunda pesquisa levou o conceito de engenharia de materiais a um nível ainda mais refinado. Utilizando a mesma tecnologia de “sputtering”, os cientistas conseguiram dispersar átomos individuais de cobre e platina sobre a superfície do g-C₃N₄. Essa estratégia maximiza o aproveitamento dos metais, especialmente da platina, um elemento de alto valor comercial. Cada átomo depositado torna-se um centro ativo para a reação química, aumentando drasticamente a eficiência do processo sem exigir grandes quantidades do material. Os resultados mostraram uma produção de hidrogênio centenas de vezes superior à obtida com o material não modificado.

Os benefícios para a sociedade

Além dos avanços científicos, as pesquisas apresentam benefícios concretos para a sociedade. A ampliação da eficiência dos processos de produção de hidrogênio pode contribuir para reduzir custos futuros dessa tecnologia, tornando-a mais acessível para aplicações em transporte, geração de energia e indústria pesada. Setores como siderurgia, produção de fertilizantes, refino de combustíveis e transporte de cargas estão entre os maiores emissores de gases de efeito estufa e figuram entre os principais candidatos a utilizar hidrogênio verde em larga escala.

Outro aspecto relevante é a segurança energética. Ao possibilitar a produção de combustível a partir da água e da luz solar, tecnologias desse tipo diminuem a dependência de recursos fósseis concentrados em regiões específicas do planeta. Países com elevada incidência solar, como o Brasil, passam a ter condições privilegiadas para produzir hidrogênio de forma competitiva, fortalecendo sua autonomia energética e criando novas oportunidades econômicas.

Do ponto de vista ambiental, os impactos potenciais são igualmente expressivos. A substituição gradual de combustíveis fósseis por hidrogênio verde pode reduzir significativamente as emissões globais de carbono, contribuir para o cumprimento das metas climáticas internacionais e melhorar a qualidade do ar nos centros urbanos. A redução de poluentes atmosféricos está diretamente associada à diminuição de doenças respiratórias e cardiovasculares, gerando benefícios também para a saúde pública.

As duas pesquisas evidenciam ainda uma tendência crescente na ciência contemporânea: a importância da engenharia de materiais em escala nanométrica. O “magnetron sputtering”, tradicionalmente utilizado na fabricação de semicondutores e revestimentos industriais, mostra-se agora uma ferramenta estratégica para a construção de catalisadores avançados, capazes de controlar a matéria desde filmes finos até átomos isolados. Essa versatilidade abre caminho para o desenvolvimento de novas gerações de dispositivos voltados à produção sustentável de energia.

Mais do que desenvolver novos materiais para a produção de hidrogênio verde, esses trabalhos demonstram o potencial de uma tecnologia que pode acelerar a chegada dessas soluções ao mercado. A técnica de deposição por “sputtering”, que é amplamente utilizada pela indústria na fabricação de semicondutores, telas eletrônicas e revestimentos avançados, permite depositar materiais com precisão nanométrica, controlando sua estrutura desde filmes finos até átomos isolados.

Uma transição energética global

Segundo o professor Renato Vitalino Gonçalves, do IFSC/USP e coordenador das pesquisas, um dos grandes desafios da área é desenvolver materiais semicondutores que combinem alta eficiência, estabilidade e viabilidade de produção em larga escala. “Os resultados mostram que é possível utilizar uma mesma tecnologia para criar diferentes arquiteturas catalíticas altamente eficientes para a produção de hidrogênio a partir da energia solar. Isso abre novas perspectivas para o desenvolvimento de dispositivos mais eficientes e duráveis”, destaca.

O pesquisador ressalta ainda que o “magnetron sputtering” apresenta uma vantagem estratégica em relação a muitos métodos utilizados apenas em escala laboratorial. “Trata-se de um processo de deposição física de vapor já consolidado industrialmente, empregado em larga escala em diversos setores tecnológicos. O fato de conseguirmos utilizá-lo para fabricar tanto filmes finos fotoativos quanto catalisadores de átomos isolados, torna essa tecnologia extremamente promissora para a futura produção de materiais avançados voltados à geração sustentável de energia”, acrescenta.

Para Gonçalves, a combinação entre controle preciso da matéria em escala atômica e a possibilidade de escalonamento industrial pode representar um importante passo para transformar descobertas científicas em tecnologias capazes de contribuir efetivamente para a transição energética global. Destacando que os avanços obtidos não são resultado apenas do desenvolvimento de novos materiais, mas também da construção de uma ampla rede de colaboração científica e do apoio contínuo à pesquisa básica e aplicada, o Prof. Renato Vitalino Gonçalves afirma: “Esses resultados são fruto de um trabalho coletivo que envolve alunos de graduação e pós-graduação, pós-doutorandos e colaboradores nacionais e internacionais. A ciência moderna é cada vez mais colaborativa, e avanços como esses somente são possíveis graças à dedicação de toda a equipe e à integração de diferentes competências científicas. Também é importante reconhecer o papel fundamental das agências de fomento e das instituições que apoiam a pesquisa no Brasil. Gostaria de agradecer especialmente à FAPESP, por meio de projetos individuais e, mais recentemente, do CEPID CEMol, ao CNPq e à USP. Esse apoio tem sido essencial para a consolidação das nossas pesquisas, para a aquisição de infraestrutura avançada e para a formação de recursos humanos altamente qualificados, que serão responsáveis por desenvolver as tecnologias energéticas do futuro”, conclui o pesquisador.

Em um cenário global marcado pela urgência da transição energética e pela necessidade de reduzir emissões de carbono, avanços como esses representam passos importantes rumo a uma sociedade mais sustentável, resiliente e ambientalmente responsável.

Acesse o link para conferir a pesquisa - Synergistic Co3O4 Surface Engineering of BiVO4 Photoanodes for Enhanced Photoelectrochemical Water Splitting (ACS Applied Energy Materials) –

 

Acesse o link para conferir a pesquisa - Solar Hydrogen Evolution Boosted by Cu and Pt Single-Atom Sites Anchored on g‑C3N4 via Magnetron Sputtering Deposition (ACS Nanoscience) -

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