Jornalista/Radialista
UCRÂNIA - Terminada a transferência da população de Kherson para a margem esquerda do rio Dnipro, Moscou mantém silêncio sobre sua estratégia nesta cidade ocupada no sul da Ucrânia onde as forças de Kiev avançam. Na Rússia, órgãos de propaganda teriam recebido instruções para preparar o público a uma futura derrota no local.
Na segunda-feira (7), o último navio transportando moradores de Kherson fez o trajeto entre a margem direita e a esquerda. "Fechamos o acesso à margem direita e recomendamos que ninguém retorne à cidade", declarou o chefe da administração pró-russa local, Kirill Stremoussov.
A transferência da população durou vários dias desde que foi decretada, em meados de outubro, diante da iminência de um contra-ataque ucraniano para recuperar a cidade. Kiev classifica a operação de "deportação".
Lioudmila et Oleksandr Chevchouk conseguiram fugir de Kherson e chegar ao território sob controle da Ucrânia. Segundo eles, os soldados russos pressionam psicologicamente os moradores para aceitarem a serem levados à Crimeia, região anexada pela Rússia em 2014. "Eles passam armados nas casas, apreendem nossos telefones e vão embora", contou Lioudmila Chevchouk.
Avanço ucraniano em Kherson
Kherson é a principal cidade ucraniana nas mãos da Rússia desde o incio da invasão, no último 24 de fevereiro. Com o apoio do material bélico enviado pelos países ocidentais, as forças de Kiev avançam pelo norte da localidade.
Não por acaso o Kremlin prepara o discurso para uma possível perda de Kherson. Jornalistas russos independentes tiveram acesso a informações que Moscou repassou a responsáveis por divulgar propaganda. Segundo os documentos obtidos, a Rússia pretende explicar à sua população que a Ucrânia avança porque utiliza terroristas na batalha de Kherson.
Segundo as mesmas informações, os ucranianos estão dispostos a "sacrificar dezenas de milhares de vida em troca de armas", enviadas pelos países ocidentais. Por isso, segundo o Kremlin, a retirada da população foi necessária, para impedir o plano de Kiev e poupar cidadãos e militares.
Energia elétrica é restabelecida
Kherson teve sua eletricidade e abastecimento de água restabelecidos nesta terça-feira (8), depois de passar dois dias no escuro devido a bombardeios sobre os quais Kiev e Moscou se acusam mutuamente. Os ataques também teriam atingido a barragem de Kakhova, ocupada pelas forças russas e que alimenta a região da Crimeia.
As informações foram divulgadas por Kirill Stremoussov no Telegram, onde o chefe da administração pró-russa local afirmou que as forças ucranianas realizam "atos de sabotagem e atentados".
Um pouco depois, os serviços de segurança da Rússia (FSB) anunciaram a prisão de nove membros de um grupo ucraniano acusado de planejar "ataques terroristas" contra autoridades da administração da ocupação em Kherson. Em comunicado, o órgão indicou que explosivos, granadas, munições e um carro-bomba foram encontrados no momento da prisão dos integrantes e uma investigação por "ato de terrorismo internacional" foi aberta.
(RFI com AFP)
EUA - A agenda de Joe Biden está em jogo nesta quarta-feira (9) em uma madrugada eleitoral tensa, na qual a esperança de onda vermelha sonhada pelos republicanos não se concretizou, embora Ron DeSantis, possível rival de Donald Trump como pré-candidato nas eleições presidenciais de 2024, tenha conquistado uma grande vitória na Flórida.
Os republicanos conquistaram vitórias na votação de terça-feira, mas não parecem ter alcançado a rejeição generalizada ao governo do presidente Joe Biden nas eleições de meio de mandato que podem definir o futuro político do chefe de Estado democrata e de seu antecessor Donald Trump.
O veredicto das urnas foi mais claro nas disputas para governadores dos estados comandados por republicanos, como Greg Abbott, promotor de políticas migratórias rígidas no Texas, ou a vitória esmagadora da estrela emergente Ron DeSantis na Flórida, consolidando sua posição como um dos principais pré-candidatos à Casa Branca em 2024.
DeSantis, de 44 anos, afirmou que a luta está apenas começando, o que possivelmente vai contrariar Trump, que pretendia usar os resultados das 'midterms' como trampolim para as próximas eleições presidenciais. Ele inclusive prometeu fazer um "grande anúncio" em 15 de novembro.
Trump pode celebrar o triunfo de alguns candidatos comprometidos com sua causa, como a cadeira no Congresso obtida pela latina Mónica De La Cruz, defensora de sua política migratória, no Texas, e em particular a vitória de J.D. Vance como senador por Ohio, um dos redutos industriais e agrícolas dos Estados Unidos.
A derrota na disputa pelo Senado em Ohio é uma grande decepção para Biden, mas os democratas também conseguiram vitórias importantes. O partido retomou dos republicanos dois governos estaduais: Maryland e Massachusetts, onde Maura Healey será a primeira governadora abertamente lésbica a comandar um estado.
E na Flórida foi um democrata, Maxwell Frost, de 25 anos, que se tornou o primeiro membro da "Gerração Z" a entrar para o Congresso, com uma cadeira na Câmara de Representantes.
A democrata Kathy Hochul levantou o ânimo dos democratas ao manter o governo do estado de Nova York, onde os republicanos acreditavam que poderiam derrotá-la.
- "Não é uma onda republicana" -
Com muitas dificuldades devido ao nível recorde da inflação, Joe Biden pode perder o controle da Câmara de Representantes e do Senado nas eleições de meio de mandato, que tradicionalmente são desfavoráveis para o partido que está na Casa Branca.
Mas a "gigantesca onda vermelha", a cor dos republicanos, prometida por Donald Trump, ainda não se concretizou, embora a apuração esteja longe do fim.
"Não é uma onda republicana com certeza", afirmou o influente senador Lindsey Graham, amigo do ex-presidente, ao canal NBC.
O senador republicano Ted Cruz, que previa um "tsunami vermelho", afirmou que o partido ainda pode ter maioria na Câmara e Senado, mas admtiu que "não foi uma onda tão grande como esperava".
O líder da minoria republicana na Câmara de Representantes Kevin McCarthy, também acredita no controle da Casa. "Está claro que vamos a recuperar a Câmara", afirmou.
A maioria no Senado é incerta, pois tudo depende de alguns estados cruciais, como Geórgia, Arizona e Pensilvânia, com disputas muito acirradas.
Uma das maiores incógnitas já foi definida: na Pensilvânia os democratas conquistaram uma cadeira potencialmente decisiva com a vitória de John Fetterman contra o candidato trumpista Mehmet Oz, informou a imprensa local.
- "Seguro de saúde e dinheiro" -
Neste estado, Lasaine Latimore, um afro-americano de 77 anos, esperava uma vitória dos democratas "porque eles estão mais do lado do povo".
"Eu quero apenas um seguro de saúde e mais dinheiro para meus cuidados dentários e meus óculos", acrescentou, seguindo o discurso da campanha de Biden, que se apresentou como o presidente da classe média e dos pobres.
Um argumento que teve pouco peso diante da campanha agressiva dos republicanos, que acusam o presidente democrata de ter provocado a disparada da inflação e ter permitido o aumento dos níveis de violência.
Se o democrata de 79 anos perder a maioria em uma das câmaras, sua margem de manobra se dissipa. Ele ficará paralisado diante dos republicanos que prometem usar todas as armas parlamentares: investigações, inclusive sobre seu filho Hunter Biden, e bloqueio orçamentário.
Mas se perder o Senado também, uma possível candidatura à reeleição em 2024 ficará sob risco.
Além de todas as cadeiras na Câmara de Representantes, um terço do Senado e vários governos estaduais e cargos locais, dezenas de referendos foram organizados na terça-feira, em particular sobre o direito ao aborto.
Mais de 140 candidatos republicanos que questionam o resultado das eleições presidenciais de 2020 foram eleitos nas disputas para cargos nacionais e locais, segundo a imprensa americana.
Porém, alguns nomes importantes que apoiaram as teses sem provas propagadas por Donald Trump foram derrotados, como o governador da Pensilvânia Doug Mastriano.
EUA - O proprietário da Tesla, Elon Musk, vendeu quase 4 bilhões de dólares em ações da empresa de veículos elétricos, de acordo com documentos da Comissão de Valores Mobiliários (SEC) dos Estados Unidos divulgados na terça-feira, mais de uma semana depois de sua compra do Twitter por US$ 44 bilhões.
Os documentos da comissão mostram que Musk, que financiou grande parte da compra do Twitter com ações da Tesla, vendeu 19,5 milhões de ações por 3,95 bilhões de dólares.
Musk assumiu o controle do Twitter e demitiu executivos da plataforma após várias idas e vindas na negociação com a influente rede social.
O bilionário tentou desistir do acordo para comprar o Twitter pouco depois de sua oferta, não solicitada, ser aceita em abril. Ele afirmou em julho que pretendia cancelar o acordo, alegando que foi enganado sobre o número de contas falsas e "bots", o que o Twitter negou.
Depois que Musk tentou desistir do acordo, a empresa entrou com uma ação para forçar o bilionário a cumprir o que havia sido estabelecido, mas com a aproximação do julgamento Musk retomou o plano de compra original.
A decisão de Musk de tornar o Twitter uma empresa privada e retirá-la da Bolsa de Valores permitiu que ele fizesse grandes mudanças rapidamente, mas aumentou ainda mais o endividamento, uma opção arriscada para um negócio que gera prejuízo.
No início de novembro, o empresário anunciou que cobraria 8 dólares por mês para as contas verificadas, argumentando que seu plano poderia solucionar os problemas da plataforma com contas de bots e spam, ao mesmo tempo que criaria uma nova fonte de receita para a empresa.
SÃO PAULO/SP - Até o próximo sábado, a capital paulista recebe o Feirão Limpa Nome da Serasa no Vale do Anhangabaú, centro histórico da cidade. Segundo a Serasa, o evento, que teve início hoje (8), oferece aos interessados a possibilidade de limpar o nome em 24 horas e de obter descontos de até 99% nas renegociações de dívidas.

Outras novidades na edição desse ano do feirão são o pagamento via PIX e o Extrato Serasa, funcionalidade gratuita que informa se há pendências no CPF do interessado. “O número recorde de parceiros e de ofertas e a proximidade do 13º salário vão ajudar os brasileiros a quitar dívidas e começar o novo ano com nome limpo e crédito no mercado”, destacou a gerente da Serasa, Aline Maciel.
O horário de atendimento é das 8h às 20h. Os consumidores também podem acessar os canais oficiais da Serasa para limpar o nome: site www.serasalimpanome.com.br, App Serasa no Google Play e App Store, ou ligando gratuitamente 0800 591 1222 ou WhatsApp 11 99575–2096.
Segundo a Serasa, a inadimplência aumentou no país pelo 9º mês consecutivo, chegando em setembro à marca de 68,39 milhões de pessoas com o nome negativado, de acordo com o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas. A soma de todas as dívidas passou de R$ 295 bilhões, um valor equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado da Bahia. O valor médio da dívida de cada inadimplente está em R$ 4.324,42, quase três salários-mínimos.
No Estado de São Paulo, mais de 16 milhões de pessoas estão inadimplentes, somando mais de R$ 79,8 bilhões em dívidas negativas ou atrasadas. O valor médio das dívidas dos paulistas é de R$ 4.965,09.
Por Bruno Bochinni - Repórter da Agência Brasil
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.