Jornalista/Radialista
PEQUIM - Os contratos futuros de aço inoxidável negociados na China subiram ao seu limite diário de 12% para um recorde nesta terça-feira, com os preços do níquel mais que dobrando devido à intensificação das preocupações com a oferta da Rússia após a invasão da Ucrânia.
O contrato de aço inoxidável mais negociado na Bolsa de Futuros de Xangai, para entrega em abril, encerrou as negociações diurnas em 22.125 iuanes (3.503,56 dólares) a tonelada, marcando um movimento de limite de alta.
O aumento no aço inoxidável ocorre enquanto os preços de sua matéria-prima, o níquel, subiram quase 111% para um recorde de 101.365 dólares a tonelada na boslsa de Londres. O metal subiu ao limite diário de 15% para um recorde de 228.810 iuanes por tonelada na bolsa de Xangai.
A Rússia fornece ao mundo cerca de 10% de suas necessidades de níquel, principalmente para uso em aço inoxidável e baterias de veículos elétricos.
"A perspectiva de uma proibição das exportações de commodities russas foi amplamente sentida", disseram estrategistas de commodities do ANZ em nota. "Os temores sobre os suprimentos russos deixaram os compradores expostos a um aperto de curto prazo."
Com o sentimento do mercado em relação ao consumo downstream na China relativamente otimista, os preços do aço inoxidável podem subir ainda mais, escreveram analistas da Huatai Futures em nota.
Outros produtos de aço na bolsa de Xangai, no entanto, recuaram, com o vergalhão de construção para entrega em maio caindo 1,2%, para 4.956 iuanes por tonelada, e as bobinas laminadas a quente caindo 2%, para 5.220 iuanes por tonelada.
O minério de ferro para entrega em maio na bolsa de commodities de Dalian da China subiu 0,4%, para 844,50 iuanes por tonelada, após uma sessão volátil.
O minério de ferro no mercado spot caiu 2,5 dólares, a 160,50 dólares, na terça-feira, após atingir o maior valor desde meados de agosto, mostraram dados da consultoria SteelHome.
Por Min Zhang em Pequim e Enrico Dela Cruz / REUTERS
UCRÂNIA - A Rússia anunciou a abertura de corredores humanitários nesta terça-feira (8) para evacuar civis de algumas cidades sitiadas na Ucrânia, mas a oferta foi considerada enganosa pelos ucranianos, que acusam Moscou de impossibilitar a saída da população.
O Ministério da Defesa russo disse que, se a Ucrânia aprovar, abrirá "corredores humanitários" na manhã desta terça para evacuar civis da capital Kiev e outras cidades como Mariupol, Kharkiv e Sumy, que estão sob fogo pesado.
Primeiro corredor, em Sumy
Sumy é, até o momento, a única região onde os estão conseguindo sair.
O governador de Sumy, Dmitro Zhivitskiy, disse em um declaração por vídeo que os primeiros ônibus já tinham partido da região até a cidade de Poltava, mais a oeste do país.
A prioridade nos veículos é para pessoas com problemas físicos, mulheres grávidas e crianças dos orfanatos da cidade.
Desconfiança de Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, havia acusado as tropas de Moscou de atrapalhar tentativas anteriores de evacuação, com corredores indo para território russo ou de Belarus, atirando em estradas e destruindo ônibus que deveriam transportar a população para áreas seguras.
"Houve um acordo sobre corredores humanitários. Funcionou? Em seu lugar estavam tanques russos, Grads [lançadores de foguetes], minas russas", disse Zelenski em um vídeo postado na rede social Telegram.
A delegação ucraniana destacou "resultados positivos" na terceira rodada de negociações de segunda-feira (7), mas Moscou disse que as "expectativas" não foram atendidas e que Kiev rejeitou um plano anterior de enviar civis para a Rússia ou a Belarus.
O presidente francês Emmanuel Macron, que mantém algum diálogo com seu colega russo Vladimir Putin, condenou a oferta de evacuação. "Tudo isso não é sério. É de um cinismo moral e político que me parece insuportável", assegurou à rede francesa LCI.
O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Martin Griffiths, disse ao Conselho de Segurança que os civis devem poder fugir em qualquer direção que desejarem e que o acesso seguro a suprimentos médicos e humanitários deve ser garantido.
Centenas de vítimas
No território ucraniano, a situação continua a piorar após doze dias de guerra, com centenas de vítimas e o êxodo mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, além de uma série de duras sanções contra a Rússia por parte dos países ocidentais.
Depois de meses acumulando tropas ao redor da ex-república soviética, Putin ordenou a invasão, dizendo que queria proteger a população de língua russa dos territórios rebeldes no leste da Ucrânia, que lutam contra Kiev desde 2014.
O líder do Kremlin pede a desmilitarização da Ucrânia, um status neutro para o país agora inclinado para o Ocidente e garante que nunca se juntará à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
O último balanço das Nações Unidas coloca o número de civis mortos pela invasão em 406, embora destaque que o número real de vítimas é "consideravelmente maior".
Pelo menos 13 pessoas morreram em um bombardeio em uma padaria industrial em Makariv, a cerca de 50 quilômetros a oeste de Kiev, na segunda-feira.
Os militares ucranianos alertaram na terça-feira que a Rússia está aumentando o envio de tropas em torno das principais zonas de conflito, incluindo Kiev, Mariupol e Kharkiv.
Suas forças repeliram um ataque russo à cidade de Izium, na região de Kharkov, disse ele. Além disso, embora inferiores, suas tropas tentaram impedir o avanço russo para leste e sul para cercar Kiev.
Sem eletricidade ou água
Jornalistas da AFP viram milhares de civis fugindo dos combates por uma rota não oficial de evacuação de Irpin, um subúrbio a oeste de Kiev, em direção à capital.
Crianças e idosos foram carregados em tapetes usados como macas por uma estrada guardada por soldados e voluntários. Desesperados, alguns carrinhos e malas abandonados para entrar em ônibus lotados.
"Não tínhamos luz em casa, nem água, estávamos sentados no porão", disse Inna Scherbanyova, uma economista de 54 anos. "As explosões aconteciam constantemente (...) Perto da nossa casa havia carros, com mortos em um deles, era muito assustador", acrescentou.
Civis que tentaram deixar a cidade por rotas acordadas foram bloqueados porque a estrada estava minada, disse o Comitê Internacional da Cruz Vermelha nesta segunda-feira.
Um paraquedista ucraniano disse que houve combates "corpo a corpo" em Irpin. "Estamos tentando contê-los, mas não sei se conseguiremos."
Enquanto uma legião de voluntários internacionais acorre para o apoio da Ucrânia, o Pentágono disse na segunda-feira que Moscou está recrutando seus próprios combatentes estrangeiros entre aqueles que lutaram pelo regime sírio de Bashar al-Assad.
Vladimir Putin garantiu que não enviará recrutas ou reservistas para lutar na Ucrânia e que a guerra está sendo travada por "profissionais" que cumprem "objetivos estabelecidos".
De sua parte, Zelensky convocou todos os ucranianos no exterior a se juntarem à luta e insistiu que não fugiria. "Fico aqui, fico em Kiev... não tenho medo", disse ele na noite de segunda-feira.
Do R7, com AFP e Reuters
SÃO PAULO/SP - A Fórmula 4 Brasil, que terá início em maio, surge em meio à carência de competições de base no automobilismo nacional. O evento tem seis fins de semana previstos até novembro, com três provas em cada. Entre os 16 pilotos, que estão divididos em quatro equipes, Aurélia Nobels é a única garota. Não que seja um cenário estranho à jovem de apenas 15 anos, acostumada a ser minoria nos torneios que disputa.

"Há poucas meninas no esporte e é bem difícil, porque a gente sofre com os meninos, por ser um esporte bem machista. Mas meus pais sempre apoiaram muito, meus amigos também. Quando falei [que seria piloto], eles [amigos] ficaram até chocados, porque ver uma menina nesse esporte é difícil, mas estão sempre me apoiando, perguntando e ficam felizes com os resultados", contou Aurélia, à Agência Brasil.
O sobrenome da piloto, aliás, não deixa dúvidas da origem estrangeira. Aurélia nasceu em Boston (Estados Unidos) e tem pais belgas. A família vive no Brasil desde que a jovem tinha três anos, mas o carinho pelo país vem de antes, também motivada pelo automobilismo.
"Quando era pequeno, tinha uma bandeira brasileira no quarto, porque gostava do Ayrton Senna. Ele era meu ídolo. Sempre sonhei conhecer o Brasil, tive oportunidade profissional [para isso] e depois de mudar para cá. Toda a família mudou, gostou muito e aqui ficamos", recordou o pai de Aurélia, Kevin Nobels.
Dos quatro filhos de Kevin, dois seguiram o caminho do esporte a motor - o irmão mais novo de Aurélia, Ethan, também pilota. Ambos iniciaram no kart com Tuka Rocha, piloto com destaque na Stock Car, que faleceu em 2018 em um acidente aéreo. A jovem tinha dez anos quando conheceu a modalidade e participa de torneios desde 2017. Além de pistas brasileiras, ela já competiu na Europa e foi a única representante feminina na categoria OK Junior (12 a 14 anos) no Campeonato Mundial de Kart de 2020, em Portimão (Portugal).
"Eu achei bem diferente [competir na Europa], em relação ao kart e às pistas. Sobre machismo, eles veem menos diferenças entre meninos e meninas. Além disso, há mais meninas [pilotando] na Europa", descreveu Aurélia, que tem a paulistana Bia Figueiredo, ex-piloto de Stock Car e Fórmula Indy, entre as referências na modalidade - ao lado do monegasco Charles Leclerc e do britânico Lewis Hamilton, ambos da Fórmula 1.
"Eu a conheci [Bia] no começo da minha carreira. É uma pessoa incrível, muito gente boa. Ela até me mandou mensagem quando entrei na TMG [equipe de Aurélia na Fórmula 4], já trabalhou com Thiago [Meneghel, chefe da escuderia]", contou.
A temporada brasileira da Fórmula 4 será a primeira de Aurélia dirigindo um monoposto. Para se adaptar, a jovem fez testes na Europa - o carro da F4 de lá é o mesmo que será utilizado por aqui - e conheceu as pistas que terá pela frente em 2022, a bordo de um Fórmula 3.
"[O monoposto] É bem diferente do kart, que é a base de tudo. O carro é mais pesado e mais rápido e o freio é mais duro. Tem de trabalhar bastante o físico para aguentar o carro e fazer bastante simulador para conhecer as pistas, saber onde é a primeira curva, onde frear", disse a piloto.
Aurélia sonha com a Fórmula 1, que não tem uma piloto mulher desde a italiana Giovanna Amati, que participou dos treinos oficiais de classificação em três etapas da temporada 1992. Já a última a disputar uma prova foi a compatriota Leila Lombardi, que esteve em 12 corridas, entre 1974 e 1976. De lá para cá, as britânicas Susie Wolff - atualmente a chefe-executiva da equipe Venturi, na Fórmula E (monopostos elétricos) - e Katherine Legge são as que mais chegaram perto de competir na principal categoria do automobilismo.
"É muito difícil, poucas pessoas conseguem, mas espero que dê certo e eu consiga chegar lá um dia", afirmou a jovem, que, a partir de 2023, com 16 anos, fica apta a participar das seletivas para a W Series, categoria internacional voltada somente a mulheres e que teve a catarinense Bruna Tomaselli na temporada passada.
E quanto à bandeira que defenderá? Em 2020, no Mundial de kart, Aurélia e o irmão competiram pela Bélgica. Apesar do sangue meio norte-americano, meio europeu, Aurélia quer representar o país onde cresceu e no qual a família decidiu viver.
"Vim para cá muito cedo, moro há 12 anos, então me considero brasileira. Prefiro representar o Brasil", concluiu a piloto, que tem as bandeiras dos três países estampada no capacete.
O primeiro fim de semana da Fórmula 4 Brasil será o de 14 e 15 de maio, em Mogi Guaçu (SP). Nos dias 30 e 31 de julho, as provas serão em Brasília. A categoria volta para Mogi Guaçu nos dias 25 e 26 de setembro. A quarta etapa está marcada para Goiânia, em 22 e 23 de outubro. A temporada chega ao fim nos dias 19 e 20 de novembro, outra vez em Brasília.
As obras tem como objetivo diminuir ainda mais os riscos de enchente no comércio e em diversos pontos da cidade
SÃO CARLOS/SP - Em reunião realizada nesta segunda-feira (07), entre o presidente da ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos) José Fernando Domingues (Zelão), o secretário de Obras Públicas João Muller e o diretor do Sincomercio (Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região), Antonio Ribeiro, foi confirmado o início das obras de revitalização do canteiro central da Av. Dr. Teixeira de Barros (rua Larga) no bairro Vila Prado.
Na oportunidade também foi apresentada a obra do piscinão que está sendo construído ao lado da rua Itália (Travessa 8), que vai conter a água da chuva que vem da Vila Prado, auxiliando na questão das enchentes na baixada do Mercado Municipal. No local também vai ser construído um parque linear que será uma importante área de lazer para o bairro. “São serviços importantes para evitar transtornos com as chuvas, por isso estamos acompanhando o trabalho de perto e nos colocando à disposição no que for preciso para apoiar essas melhorias”, disse o presidente da ACISC, Zelão.
Outro assunto mencionado no encontro foi a duplicação do viaduto da Praça Itália. “A partir dessa obra haverá melhorias no trânsito, na passagem para a Vila Prado e a alça de acesso do viaduto da Estação que vai interligar o acesso para a Av. José Pereira Lopes”, destacou o secretário Muller.
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