Jornalista/Radialista
O evento ciclístico vai ser realizado em maio em prol do Serviço de Nefrologia da Santa Casa
SÃO CARLOS/SP – A Santa Casa de São Carlos e a Ong Pedala São Carlos se uniram para realizar, juntas, a Primeira Edição do Pedala Nefro, evento ciclístico em prol do Serviço de Nefrologia. O evento vai ser realizado no dia 15 de maio, com passeio ciclístico de 40 Km, 25 Km e caminhada de 6km com o ciclismo kids. O objetivo do evento é arrecadar recursos para viabilizar a compra de equipamentos para montar o CiNefro, uma estrutura para exibir filmes durante as sessões de hemodiálise.
“Os nossos pacientes do Serviço de Nefrologia fazem 3 sessões de hemodiálise por semana, com duração de 4 a 6 horas cada uma. Ao oferecermos sessões com exibição de filmes, isso torna o tratamento mais humanizado e possibilita que o período em que eles precisam ficar aqui, dentro do hospital, seja mais leve”, afirma a Coordenadora do Centro Integrado de Humanização, Juliana Tedesco.
“Ao visitar o Serviço de Nefrologia e conhecer todo o projeto, de imediato já comentei: ‘vamos fazer um pedal’. Temos certeza de que os ciclistas, esportistas e sociedade como um todo de São Carlos, irão abraçar essa causa tão nobre. Já deu certo!”, afirma o Coordenador da ONG Pedala São Carlos, Everson Coxinha.
O SERVIÇO DE NEFROLOGIA
O Serviço de Nefrologia funcionou de forma terceirizada durante 30 anos. Em maio de 2019, a Santa Casa assumiu a Nefrologia. Hoje, são atendidos 220 pacientes crônicos, em um total de 2800 atendimentos por mês. E nesses quase 3 anos, a população da microrregião sentiu a melhoria do serviço.
“Segundo a Associação Brasileira de Nefrologia, o índice de mortalidade de pacientes crônicos no Brasil é de 19,7%. Na Santa Casa, esse índice é bem menor, 14,61%. Isso se deve à melhora nas práticas assistenciais e à criação de um ambulatório de cirurgia vascular para confecção do acesso para hemodiálise (hoje, realizamos até 12 cirurgias de confecção de fistula por mês)”, comenta o Coordenador de Enfermagem do Serviço de Nefrologia, Elio Vieira.
PEDALA NEFRO – COMO PARTICIPAR
Para participar do evento, o interessado vai pagar a taxa de inscrição de R$ 50 e quem se inscrever vai ter direito a uma camiseta personalizada. Esses valores vão ser revertidos para a compra dos equipamentos que serão doados ao Serviço de Nefrologia para a criação do CiNefro. O evento também vai contar com sorteio de brindes. “Procuramos, ao longo do ano, realizar várias ações sociais. E não poderíamos deixar de atender esse pedido, principalmente pela ação e o benefício que será realizado. A Ong Pedala São Carlos é quem vai gerenciar todo o recurso, adquirir os equipamentos necessários e fazer a doação ao Serviço de Nefrologia”, destaca Samuel Generoso, integrante do Pedala São Carlos.
Os pontos para inscrição vão ser divulgados em breve.
SERVIÇO:
PEDALA NEFRO
Data: 15 de maio de 2022
Local: Praça do Kartódromo
Concentração: 6h30
Saída: 8h
SÃO CARLOS/SP - Na noite de ontem, 08, um homem levou uma facada do próprio sobrinho na Rua Antônio Francisco Novo, no bairro São Carlos VIII.
De acordo com informações, a esposa da vítima não estava em casa, mas quando chegou viu o marido sangrando e gritando de dor, ao ser questionado pela mulher o mesmo disse que levou uma facada do sobrinho.
A vítima foi levada até a Santa Casa de Misericórdia onde passou por uma cirurgia e segundo a irmandade o homem de 52 anos, não corre risco de morrer.
A Polícia Militar foi até o hospital para colher informações e depois registrar a ocorrência.
PORTO VELHO/ RO - A substituição de floresta por pastagens e lavouras está afetando diretamente os peixes da Amazônia. Em estudo publicado na revista Neotropical Ichthyology, pesquisadores do Brasil, da Colômbia e dos Estados Unidos mostraram que um processo semelhante ao ocorrido ao longo de décadas em áreas com longa história de desmatamento, como o Estado de São Paulo, se repete agora em Rondônia, no chamado Arco do Desmatamento, onde a derrubada da mata é recente.
Peixes sensíveis a alterações no ambiente estão sendo paulatinamente substituídos por poucas espécies mais resistentes aos impactos. Além da perda de biodiversidade, o fenômeno acarreta uma perda de funções ecológicas exercidas pelos peixes que desaparecem.
“Existe uma hipótese dentro da ecologia de que os vertebrados terrestres suportariam até 60% de perda de hábitat antes de entrar em processo de declínio populacional e, em seguida, de extinção local. Estudando peixes de riachos, verificamos que parte das espécies suporta apenas 10% de perda de hábitat e suas populações começam a declinar em menos de dez anos após o início do desmatamento. Outras, porém, são beneficiadas com perdas de mais de 70% do hábitat”, conta Gabriel Brejão, primeiro autor do estudo, que foi conduzido durante um estágio de pós-doutorado no Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Universidade Estadual Paulista (Ibilce-Unesp), em São José do Rio Preto.
Os resultados são baseados em dados coletados em 75 riachos com diferentes graus de preservação na bacia do rio Machado, um dos tributários do Madeira. Para avaliar o histórico de desmatamento das áreas, os pesquisadores consultaram imagens de satélite da região feitas entre 1984 e 2011.
“A partir dos dados históricos, separamos as áreas em bacias que nunca passaram por mudança, as que sofreram desmatamento há muito tempo e as de degradação recente. Observamos que, onde o desmatamento é recente, a taxa de substituição de espécies (mais sensíveis por mais resistentes) era mais alta do que nas áreas florestadas e nas de desflorestamento antigo”, explica.
Parte das coletas e análises do trabalho foi realizada pelo pesquisador ainda durante o doutorado, na mesma instituição, com bolsa da Fapesp.
O trabalho é um dos resultados do projeto “Peixes de riachos de terra firme da Bacia do Rio Machado, RO”, financiado pela Fapesp e coordenado por Lilian Casatti, professora do Ibilce-Unesp.
A investigação também foi apoiada por meio de projeto coordenado por Silvio Ferraz, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e coautor do artigo.
Oeste paulista e oeste amazônico
Casatti conta que seu grupo sempre trabalhou com peixes de riachos no Estado de São Paulo, que tem um histórico de mais de 200 anos de uso intenso do solo e de substituição da floresta por lavouras e criações de gado.
“Queria saber como seriam os riachos em um lugar não tão alterado, pelo menos não há tanto tempo. Mas quando chegamos a alguns pontos de Rondônia parecia que não tínhamos saído do oeste paulista, tamanho era o assoreamento, o desmatamento das margens, o capim invadindo o meio aquático”, lembra Casatti, que coordenou o estudo.
Os riachos são especialmente sensíveis ao desmatamento. Usados como local de reprodução e berçário de espécies que podem depois migrar para os rios, esses corpos d’água também aportam diferentes nutrientes da floresta para os rios. No que tange às comunidades de peixes que vivem neles, uma floresta degradada traz vários impactos.
Além do assoreamento, que é a deposição de partículas de solo no fundo dos riachos, diminuindo sua profundidade, a diminuição ou retirada da cobertura florestal permite ainda a entrada de mais radiação solar, que aumenta o crescimento de plantas aquáticas indesejáveis para algumas espécies e eleva a temperatura da água.
Menos frutos, folhas e insetos que servem de alimento para os peixes se fazem presentes, além de galhos e troncos que servem de abrigo e até mesmo modulam a acidez da água, outro fator que pode determinar a presença ou ausência de certas espécies e das funções ecológicas que desempenham.
“Ao perder espécies de cascudos que raspam troncos que caem na água, por exemplo, pode-se perder processamento de matéria orgânica. A perda de peixes insetívoros pode aumentar a quantidade de insetos que transmitem doenças. Peixes carnívoros, como traíras e dourados, exercem uma pressão em espécies mais basais que podem se reproduzir descontroladamente sem os predadores. A qualidade do hábitat tem papel muito importante para manter não apenas uma diversidade de espécies, mas de funções ecológicas”, explica Casatti.
“Nossos resultados indicam que nas áreas de desmatamento mais recente há um conjunto de espécies grande o suficiente para reverter a perda de funções. O que não quer dizer que necessariamente vá se repetir em Rondônia o que aconteceu em São Paulo. Talvez seja um sinal de que em processos iniciais de desmatamento exista um ‘tampão’ de diversidade que está retendo a perda de funções. Não sabemos até quando”, conclui Brejão.
O artigo Taxonomic and functional turnover of Amazonian stream fish assemblages is determined by deforestation history and environmental variables at multiple scales pode ser lido no link.
André Julião / ESTADÃO
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