Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - Já garantido na primeira colocação do grupo A da Libertadores, o Palmeiras foi derrotado por 4 a 3 pelo Defensa y Justicia, no Allianz Parque, pela quinta rodada de sua chave. Os gols dos mandantes foram marcados por Zé Rafael, Willian e Gustavo Scarpa, enquanto os argentinos fizeram com Gustavo Bou, duas vezes, Matías Rodríguez e Braian Romero.
Nos primeiros 45 minutos, as duas equipes foram extremamente eficientes em campo. Cada time chegou com perigo duas vezes, mandando para as redes em todas as oportunidades. No segundo tempo, o Verdão e os visitantes voltaram a marcar, chegando ao 3 a 3. Wesley chegou a acertar o travessão na etapa final, e Vanderlan foi expulso nos últimos minutos após receber o segundo cartão amarelo. No último lance, Braian Romero de cabeça deu a vitória para os argentinos.
Com o resultado, o Palmeiras estacionou nos 12 pontos. Na quinta-feira, o Alviverde faz a primeira final do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, no Allianz Parque, às 22h. A última partida do time pela fase de grupos da Libertadores será contra o Universitario-PER, em casa, na quinta-feira da semana que vem, às 19h. Enquanto isso, o Defensa y Justicia chegou aos oito pontos, na segunda colocação.
O jogo - Logo no primeiro minuto, Zé Rafael levou perigo. O meio-campista aproveitou saída errada dos argentinos e chutou de longe, com Loaiza impedindo que a bola fosse para o gol. No entanto, foi o Defensa y Justicia que abriu o placar no Allianz. Aos nove minutos, os visitantes bateram escanteio pela esquerda, e Zé Rafael não conseguiu cortar a bola, que ficou para Walter Bou. O atacante dominou e finalizou forte para marcar.
No minuto seguinte, o Verdão já deixou tudo igual. Em falta pela esquerda, Scarpa mandou para dentro da área, a bola passou por todo mundo e encontrou Zé Rafael, que apenas completou para o gol. Deixando a posse com os visitantes, o Palmeiras seguiu apostando em transições rápidas.
Aos 26 minutos, Bou marcou o seu segundo no jogo. Rotondi passou com muita facilidade por Lucas Lima e fez cruzamento para o centroavante, que desviou de cabeça para as redes. Mesmo com dificuldade para criar, o Palmeiras chegou ao empate aos 34 minutos. Após a equipe recuperar a posse no campo de ataque, Zé Rafael serviu Willian, que invadiu a área, chutou e contou com um desvio do defensor para marcar.
Logo no retorno do intervalo, o Defensa conseguiu marcar o terceiro. Em lance confuso, com um bate e rebate dentro da área, a bola ficou oferecida para Matías Rodríguez, que encheu o pé para colocar os argentinos à frente. Na sequência, o Palmeiras teve uma ótima oportunidade com Wesley, que recebeu passe de Zé Rafael. O atacante encheu o pé, Unsain defendeu e a bola explodiu no travessão.
Aos 29 minutos, Scarpa fez um belo gol no Allianz. Viña cruzou pela esquerda, o meio-campista dominou dentro da área e finalizou com precisão no canto direito. Aos 44, Vanderlan recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Logo em seguida, Braian Romero aproveitou cruzamento para dentro da área e testou firme para dar a vitória para os visitantes.
*Por: GAZETA ESPORTIVA
LA PAZ - O Santos perdeu por 2 a 1 para o The Strongest (BOL) na noite desta terça-feira, no Estádio Hernando Siles, em La Paz, pela quinta rodada da fase de grupos da Libertadores da América.
Os bolivianos fizeram valer a força na altitude de 3600 metros e abriram 2 a 0 no primeiro tempo, com Reinoso e Willie. O Peixe ficou com um a mais aos 23, na expulsão de Castillo, e diminuiu com um golaço de Felipe Jonatan no segundo tempo, mas não conseguiu o empate.
A derrota complica o Peixe, que fica com seis pontos no Grupo C, agora empatado com o The Strongest. O Boca Juniors (6) receberá o líder Barcelona de Guayaquil (9) na quinta-feira, em La Bombonera.
O Santos precisa vencer o Barcelona no Equador na última rodada para ter chance de avançar às oitavas de final. O The Strongest visitará o Boca em Buenos Aires. As partidas estão marcadas para 26 de maio.
O JOGO
O Santos tentou frear a pressão do The Strongest nos minutos iniciais, mas sucumbiu na altitude. A deficiência no jogo aéreo foi escancarada nos 3600 metros acima do nível do mar.
Pará, Kaiky, Luan Peres e Felipe Jonatan falharam feio nos dois gols dos bolivianos: o primeiro de Reinoso, aos 15 minutos, e o segundo de Willie, aos 22.
A derrota parecia certa até Castillo ser expulso aos 23. Com um a mais, o Peixe acordou e criou chances, principalmente num cabeceio de Kaio Jorge que passou raspando. Mas ainda foi pouco até o intervalo.
SEGUNDO TEMPO
O Santos mudou tudo para a etapa final. Suspenso, o técnico Fernando Diniz se comunicou com o banco de reservas e orientou duas mexidas: saíram o zagueiro Kaiky e o meia Gabriel Pirani para as entradas dos atacantes Copete e Marcos Leonardo.
O Peixe continuou em cima do The Strongest e diminuiu com um golaço de Felipe Jonatan. O lateral-esquerdo aproveitou rebote de fora da área e encheu o pé aos 19 minutos jogados.
O Alvinegro até esboçou a reação, mas não conseguiu o empate. Os brasileiros cansaram e não conseguiram superar a forte marcação dos donos da casa, que por pouco não ampliaram. O início ruim foi decisivo para a derrota.
*Por: GAZETA ESPORTIVA
BELO HORIZONTE/MG - O Brasil se rendeu aos versos de Samuel Rosa ainda nos anos 90, quando a banda mineira Skank deu os seus primeiros passos. De lá pra cá, o cantor e o grupo construíram uma bagagem grande de sucessos na música nacional e se tornaram ícones do rock brasileiro. No entanto, em entrevista à curadora e pesquisadora Fabiane Pereira, no programa Papo de Música, o artista confessa: “Eu não me considero roqueiro”. A conversa vai ao ar no dia 18 de maio, terça-feira, ao meio-dia, no canal de YouTube da atração semanal (acesse aqui).
Parte de uma geração de músicos que ele considera “mais democrática”, o cantor e compositor enxerga um desgaste na cena. “O rock se tornou aquilo que ele combatia. Deixou de ser o lugar de transgressão, ou de ter isso como pilar, há muitos anos”, justifica Samuel Rosa sobre não se identificar com o rótulo de roqueiro. “Se você falar que o Skank é uma banda de rock, eu digo ‘não’. Mas o Skank faz rock brasileiro, que é o que o Gilberto Gil faz, é o que o Mutantes fez”, complementa. E crava: "Rock não é algo parado. É uma categoria em movimento. Então, quando eu vejo o rock indo para esse lado conservador, eu digo ‘eu não quero estar nessa prateleira de algo estagnado, dogmático'".
Falando sobre movimento, inclusive, o mineiro comenta o motivo de o Skank ter anunciado o encerramento das atividades (Samuel investirá na carreira-solo). "O Skank já tem o jogo ganho. E pra gente, que trabalha com criatividade, isso nos dificulta. O monótono, o cotidiano, ele de, certa forma, te conforta, mas ele também te mata aos pouquinhos, te sufoca… Isso é em tudo na vida", analisa. "A banda encerrou um ciclo, já mostrou a que veio e não dá, agora, para a gente ficar só em cima do que foi criado", conclui.
A passagem de Samuel Rosa pelo Papo de Música sucede a participação de Joelma (assista aqui) e de Marcelo D2 (assista aqui). Depois do músico mineiro, a cantora Mônica Salmaso é a convidada de Fabiane Pereira, no dia 25 de maio.
BRASÍLIA/DF - A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado ouve, nesta terça-feira (18), o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, sétimo a falar ao colegiado. Desde as 9h30 da manhã, Araújo tem respondido a perguntas sobre a condução da diplomacia brasileira durante a pandemia, com foco na relação do Brasil com a China e nas negociações para compras de vacina.
O ex-ministro negou que tenha causado qualquer atrito com a China “antes ou durante a pandemia” e que isso tenha dificultado a aquisição de vacinas para o Brasil. “Não entendo nenhuma declaração que eu tenha feito em nenhum momento como antichinesa. Houve determinados momentos em que, como se sabe, por notas oficiais, o Itamaraty, eu tomei a decisão, nós nos queixamos de comportamentos da Embaixada da China ou do embaixador da China em Brasília, mas não houve nenhuma declaração que se possa qualificar como antichinesa. Não há nenhum impacto de algo que não existiu”, declarou.
Segundo Ernesto Araújo, o Itamaraty acompanhou os trâmites burocráticos dos insumos para as vacinas, mas não foi identificada nenhuma correlação entre atraso dos insumos e declarações do governo brasileiro.
Ao falar de sua saída do posto de chanceler brasileiro, ocorrida em março deste ano, o diplomata disse que o fato não teve qualquer relação com a questão das vacinas. “Certamente não foi a questão de vacinas, como foi falado. O presidente manifestou que havia surgido, a partir de determinados fatos, dificuldades que poderiam dificultar o relacionamento, especificamente com o Senado e diante disso me pediu que colocasse a disposição o cargo, o que eu fiz”, afirmou.
Araújo afirmou que ainda em 2020 o Ministério das Relações Exteriores (MRE) já havia instruído postos diplomáticos brasileiros a prospectar estudos no exterior, sempre em parceria com a pasta da Saúde, com a qual tinha bom relacionamento, seja a gestão de Luiz Henrique Mandetta, sejam as de Nelson Teich e Eduardo Pazuello.
Perguntado se declarações do governo brasileiro mal recebidas pela China tinham a ver com um alinhamento à política internacional norte-americana de Donald Trump, Ernesto Araújo disse que não. Ainda sobre o governo Trump, disse que o que houve foi uma "aproximação", mas que a relação não trouxe benefícios à imunização de brasileiros visto que os Estados Unidos proibiram a exportação de vacinas.
De acordo com Araújo, com Joe Biden na Presidência dos Estados Unidos, houve mudança de ênfase por parte do governo americano, mas havia contato estreito e frutífero com o novo governo, para rearmar a relação a partir das novas prioridades do governo americano.
O relator Renan Calheiros (MDB-AL) pediu explicações ao diplomata sobre a aquisição de hidroxicloroquina pelo governo brasileiro. O ex-ministro disse que em março de 2020 havia uma expectativa de que houvesse eficácia com o uso da cloroquina, não só no Brasil, mas no mundo. “Os estoques de cloroquina baixaram e ajudamos a viabilizar. É um remédio necessário, usado para outras doenças crônicas, e o estoque havia baixado”, explicou.
Sobre a decisão do Brasil de obter o equivalente a 10% da população brasileira de doses de vacinas pelo consórcio internacional Covax Facility – iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o fornecimento de imunizantes para o mundo –, o diplomata relatou que houve uma reunião na Casa Civil para analisar a entrada do Brasil no grupo. Segundo Araújo, partiu do Ministério da Saúde a decisão sobre a porcentagem de doses, que poderia ter sido de até 50%.
“Jamais fui contra [o consórcio internacional], o Itamaraty esteve atento desde abril de 2020, assim que o Covax tomou forma, em julho, assinei carta para o gestor do consórcio dizendo que o Brasil tinha interesse em entrar. O contrato ficou pronto em setembro e assinamos naquele momento”, disse Araújo. O contrato resultou na aquisição de 2,9 milhões de doses de vacinas para os brasileiros.
*Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil
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