Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, é uma data criada para homenagear Zumbi dos Palmares, líder do maior quilombo do período colonial e símbolo da resistência à escravidão no Brasil. Instituído oficialmente pela Lei nº 12.519/2011, o dia propõe uma reflexão profunda sobre o papel do povo negro na construção da sociedade brasileira, a luta contra o racismo e a valorização da cultura afro-brasileira. Mais do que relembrar o passado, a data é um convite para reconhecer as desigualdades que persistem e fortalecer o compromisso coletivo com a igualdade racial.
Na opinião de Paulo Rogerio Rodrigues, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo (SP), ler autores negros é um ato de reconhecimento, reparação e ampliação de repertório cultural. É uma forma de enxergar o Brasil por meio de olhares que, por muito tempo, foram silenciados, mas que sempre estiveram presentes na construção da nossa identidade coletiva.
“A literatura produzida por autores negros vai muito além da temática do racismo; ela fala sobre humanidade, pertencimento, memória e futuro. Essas obras refletem nossa história e constituem um instrumento potente de letramento racial e educação antirracista. Ao incorporá-las às nossas leituras, às práticas escolares e às rodas de conversa, ampliamos olhares e contribuímos para a construção de uma sociedade mais consciente, plural e empática”, afirma o educador.
Para Paulo, a valorização da cultura e da representatividade negra na escola é um movimento essencial para a formação de leitores críticos e cidadãos sensíveis à diversidade. “Construir repertório sobre a cultura afro-brasileira e africana, em suas múltiplas expressões artísticas, literárias e simbólicas, é também uma forma de reconhecer outras maneiras de ver e interpretar o mundo”, acrescenta.
O educador, elenca, a seguir, 12 autores negros brasileiros essenciais para leitura.
Abdias do Nascimento (Franca/SP, 1914 – Rio de Janeiro/RJ, 2011): neto de africanos escravizados, foi antirracista, ativista do movimento negro e dos direitos civis, escritor, poeta, dramaturgo, político, artista plástico, ator e professor universitário. Foi considerado o “mais completo intelectual e homem de cultura do mundo africano do século XX”; exilou-se nos Estados Unidos e Nigéria durante 13 anos durante a Ditadura Militar, representando a América do Sul em encontros e congressos na África; e chegou a ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2010, por sua extensa e incansável luta contra o racismo e em favor da valorização das culturas africanas e afro-brasileiras.
Sua principal obra é Genocídio do Negro Brasileiro (1978), livro em que o autor apresenta, com um texto combativo, a visão oficial estabelecida à época de que o Brasil seria uma “democracia racial”, um lugar em que o grande problema do negro era a pobreza e não o preconceito de cor; e que aqui os negros brasileiros viviam em uma condição muito mais favorável do que a vivida pelos negros no sul dos Estados Unidos ou na África do Sul do apartheid.
Ana Maria Gonçalves (Ibiá/MG, 1970): fez carreira como publicitária em São Paulo e largou tudo para se dedicar à escrita e à pesquisa na Bahia. É a 13ª mulher e a primeira negra a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL). Sua principal obra, uma das mais marcantes do século XXI, é “Um defeito de cor” (2006), romance histórico que conta a trajetória de uma africana idosa, cega e à beira da morte, que viaja da África para o Brasil em busca do filho perdido há décadas – uma vida marcada por mortes, estupros, violência e escravidão.
Carolina Maria de Jesus (Sacramento/MG, 1914 – São Paulo/SP, 1977): foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil. Peregrinou com a mãe, vinda de sua cidade natal, em busca de trabalho pelas cidades do interior paulista, quando chegou à capital do estado em 1947 e se instalou na favela do Canindé, de onde saía diariamente para trabalhar como catadora de papel. Sua principal obra é “Quarto de Despejo” (1960), um autêntico exemplo de literatura-verdade, que relata o cotidiano triste e cruel de uma mulher que faz de tudo para sobreviver, espantar a fome e criar seus filhos em meio a um ambiente de extrema pobreza e desigualdade de classe, de gênero e de raça.
Conceição Evaristo (Belo Horizonte/MG 1946): é romancista, contista, poeta, e pesquisadora na área de literatura comparada. Estreou na literatura em 1990, e é um dos nomes mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Sua matéria-prima literária é a vivência das mulheres negras, e seu trabalho tem por base reflexões sobre as profundas desigualdades raciais brasileiras. Entre suas principais obras estão “Ponciá Vicêncio” (2003), “Olhos d’Água” (2014) e “Canções para ninar meninos grandes” (2018) - um mosaico afetuoso de experiências negras, que discute as contradições e complexidades em torno da masculinidade de homens negros e os efeitos nas relações com as mulheres negras.
Djamila Ribeiro (Santos/SP, 1980): filósofa, ativista e escritora, coordena a iniciativa Feminismos Plurais. É professora universitária com passagens por diversas instituições, como a PUC-SP, New York University, além de ter sido a primeira brasileira a lecionar no Martin Luther King Program, no MIT. Já vendeu mais de 1 milhão de exemplares de seus livros, entre eles sua obra mais famosa, "Pequeno manual antirracista" (2019), que trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Na obra, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas, sendo uma luta de todas e todos.
Itamar Vieira Junior (Salvador/BA, 1979): escritor, geógrafo e servidor público, é doutor em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia. Suas obras abordam temas como a herança colonial, a luta pela terra, a dignidade do povo negro e a força das comunidades tradicionais. Por meio de uma narrativa poética e poderosa, Itamar convida o leitor a revisitar a história do país pela voz daqueles que, por séculos, foram silenciados, reafirmando a literatura como território de resistência e memória coletiva. Sua trajetória literária ganhou destaque nacional e internacional com o romance “Torto Arado” (2019), sua principal obra, vencedora dos prêmios Jabuti, Oceanos e LeYa, e considerada uma obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. Na história, nas profundezas do sertão baiano, as irmãs Bibiana e Belonísia encontram uma velha e misteriosa faca na mala guardada sob a cama da avó. Ocorre então um acidente. E para sempre suas vidas estarão ligadas — a ponto de uma precisar ser a voz da outra. Numa trama conduzida com maestria e com uma prosa melodiosa, o romance conta uma história de vida e morte, de combate e redenção.
Jeferson Tenório (Rio de Janeiro/RJ, 1977): é doutor em teoria literária e um dos mais proeminentes autores contemporâneos. Seus livros abordam o racismo estrutural e como ele impacta as esferas da vida em sociedade; além de temas como o pertencimento e a importância dos afetos e da memória. Entre suas principais obras está “O avesso da pele” (2020) - um romance sobre identidade e as complexas relações raciais, violência e negritude. Conta a história de Pedro, que, após a morte do pai, sai em busca de resgatar o passado da família e refazer os caminhos paternos. Com uma narrativa sensível e por vezes brutal, o autor mostra um país marcado pelo racismo e por um sistema educacional falido, e um denso relato sobre as relações entre pais e filhos.
Kiusam de Oliveira (Santo André/SP, 1967): escritora, educadora e doutora em Educação pela Universidade de São Paulo, é uma das principais referências da literatura infantil e juvenil afro-brasileira. Com uma obra voltada à valorização da ancestralidade africana e à construção da identidade positiva da criança negra, Kiusam se destaca por integrar oralidade, espiritualidade e pedagogia antirracista em suas histórias. Entre seus livros mais conhecidos estão “Omo-Oba: histórias de princesas” (2009), que reconta mitos do candomblé a partir de uma perspectiva feminina; e “Solfejos de Oxum” (2019), que celebra a força e a delicadeza das divindades afro-brasileiras. Sua produção literária e acadêmica inspira educadores e leitores na construção de práticas mais inclusivas e plurais, reconhecendo a infância negra como protagonista de sua própria história e herdeira de uma rica tradição cultural e simbólica.
Lélia González (Belo Horizonte/MG, 1935 – Rio de Janeiro/RJ, 1994): foi escritora, pesquisadora, professora, intelectual e defensora de direitos humanos brasileira. Pioneira nos estudos sobre mulheres negras no Brasil e no mundo, dedicou-se a escancarar as dimensões estruturais e simbólicas da discriminação racial no País, tendo contribuído para a consolidação do movimento negro brasileiro. Uma de suas principais obra é “Lugar de Negro” (1982), em parceria com Carlos Hasenbalg; sintetizando pontos centrais da questão racial brasileira e questionando o mito da “democracia racial”, isto é, a ideia de que o Brasil seria um país livre do racismo, incitada durante a ditadura militar.
Machado de Assis (Rio de Janeiro/RJ, 1839 – Rio de Janeiro/RJ, 1908): foi jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo. É considerado o maior escritor da literatura brasileira. Seus livros têm como principal característica o diálogo entre o autor e o leitor, com uso de ironia e humor, explorando os aspectos psicológicos dos personagens para criticar os costumes da sociedade brasileira da época. Entre suas principais obras estão “Memórias póstumas de Brás Cubas” (1881), “Quincas Borba” (1891) e “Dom Casmurro” (1899) – uma trinca de livros memoráveis da nossa criação literária.
Maria Firmina dos Reis (São Luís/MA, 1822 – Guimarães/MG, 1917): filha de mãe branca e pai negro, é apontada como a primeira mulher negra a publicar um romance. Foi a primeira mulher negra aprovada em um concurso público para professora primária na província de Guimarães, além de ter sido pioneira na fundação de uma escola mista, onde meninos e meninas podiam estudar juntos. Seu principal romance, “Úrsula” (1859), foi revolucionário para a época, abordando o tráfico negreiro a partir do ponto de vista do sujeito escravizado e transformado em "mercadoria humana".
Paulo Lins (Rio de Janeiro/RJ, 1958): romancista, roteirista, poeta e professor. Entre os 6 anos e o início da idade adulta, foi morador da favela carioca Cidade de Deus, onde se dedicou à pesquisa antropológica a respeito da criminalidade e das classes populares, que resultou no seu mais famoso romance homônimo “Cidade de Deus” (1997) - livro adaptado para o cinema em 2004 com a direção de Fernando Meirelles, que recebeu quatro indicações ao Oscar. A obra faz um painel das transformações sociais pelas quais a favela passou: da pequena criminalidade dos anos 60 à situação de violência generalizada e de domínio do tráfico de drogas dos tempos atuais.
O especialista: Paulo Rogerio Rodrigues é coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick. Profissional com larga trajetória na educação básica com foco na gestão pedagógica e educacional desde a Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental 2, com MBA em Gestão Escolar e especialização em Educação Antirracista, Bilinguismo e Neuropsicologia.
Agência sn3p design está entre os finalistas do 15º Brasil Design Award (BDA) com uma solução inovadora para exposição de materiais
FRANCA/SP - A agência sn3p design, sediada em Franca, alcançou um importante reconhecimento no cenário nacional ao ser nomeada finalista do 15º Prêmio Brasileiro de Design (BDA – Brasil Design Award), o principal prêmio da área no país. A agência francana concorre na categoria Design de Embalagem – Objetos e Mobiliários com o projeto inovador "Caixa de Amostras Atriani", desenvolvido em parceria com a Artice Papel.
O BDA, em sua 15ª edição, tem como objetivo reconhecer empresas e estudantes que investem em soluções relevantes e de alto impacto, utilizando o design como ferramenta de inovação. O resultado da premiação, que inclui votação popular e júri técnico, será anunciado em cerimônia no dia 13 de dezembro de 2025.
A Caixa de Amostras foi concebida para servir como uma vitrine elegante e funcional, destinada a arquitetos e compradores, organizando e expondo as matérias-primas utilizadas na fabricação dos móveis Atriani.
Inspirada nas linhas contínuas dos ripados presentes no showroom da Atriani em Toronto, a peça se destaca pelo seu design orgânico e mecanismo discreto. O objeto conta com cinco gavetas que giram 360° em torno de um eixo inclinado, permitindo uma abertura contínua e precisa que revela os livros de amostras a cada giro. Além de sua função prática em showrooms e pontos de venda, o projeto é descrito como um elegante objeto de decoração.
A equipe responsável pelo desenvolvimento na sn3p design foi composta pelo CEO Rafael Silveira, Rodrigo Neves, que é CEOO, e Daniel Rodrigues na produção e execução. “Estar entre os finalistas do maior prêmio de design do Brasil é uma validação do nosso compromisso em transformar desafios funcionais em soluções estéticas e impactantes,” afirma Rodrigo Neves, CEOO da sn3p design. “A Caixa de Amostras transcende a embalagem tradicional, atuando como um objeto de design que valoriza a matéria-prima e a experiência do usuário”, ressalta.
Votação popular em aberto
Além da avaliação pelo júri técnico, o BDA conta com a categoria Voto Popular, que permite a participação do público na escolha do projeto favorito.
Para apoiar a única empresa de Franca a disputar o prêmio nacional, a votação popular está aberta até o dia 24 de novembro. O público pode votar no projeto "Voto Popular – Atriani - Sample Box" através do link:
https://acesso.
Em 2026, companhia vai estrear operações de passageiros em Uberaba, Juiz de Fora, Caldas Novas, Campina Grande, Cidade do Cabo, Bruxelas e Amsterdã
SÃO PAULO/SP – A LATAM anuncia uma expansão histórica da sua malha aérea, reforçando sua posição como o principal conector do Brasil com o mundo. Em 2026, a companhia chegará à marca de 63 aeroportos brasileiros atendidos com a abertura de operações em Uberaba (MG), Juiz de Fora (MG), Caldas Novas (GO) e Campina Grande (PB). No mercado internacional, passará a atender um total de 28 destinos diretos a partir do Brasil com a estreia de operações para Cidade do Cabo (África do Sul), Bruxelas (Bélgica) e Amsterdã (Holanda). As passagens aéreas para os novos voos estarão disponíveis ainda esta semana em latam.com e demais canais de vendas.
“O foco na eficiência e no cliente frequente é o que nos permite seguir investindo com muito critério em mercados sustentáveis. As novas rotas que estamos anunciando passaram por análise responsável e fazem sentido tanto para a demanda real por viagens quanto para nossa estratégia de negócio”, afirma Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil.
INVESTIMENTO DOMÉSTICO
A nova rota Guarulhos–Uberaba estreia em 5 de janeiro, com três voos semanais. Em maio, entram em operação Guarulhos–Juiz de Fora e Brasília–Campina Grande, ambas com voos diários. Já em junho, a LATAM iniciará Guarulhos–Caldas Novas, também com voos diários, fortalecendo a conectividade com destinos turísticos e de negócios no interior do Brasil. As novas rotas serão operadas com aeronaves da família Airbus A320.
INVESTIMENTO INTERNACIONAL
Em abril de 2026, sempre a partir do Aeroporto de Guarulhos, a LATAM passará a operar a rota São Paulo–Amsterdã, com três voos semanais. Em junho, será inaugurada a rota São Paulo–Bruxelas, conectando o Brasil diretamente à capital da União Europeia, também com três voos por semana. Já em setembro, lançará São Paulo–Cidade do Cabo, na África do Sul, com três voos semanais. Atualmente, a LATAM já voa regularmente de São Paulo para Joanesburgo, capital do país. As novas rotas serão operadas com aeronaves Boeing 787.
MOMENTO HISTÓRICO DA LATAM
Desde 2021, a LATAM ampliou a sua presença no Brasil de 44 para 59 aeroportos, consolidando-se como a aérea que mais investe na aviação nacional nos últimos anos. No mercado internacional, mantém a liderança com voos próprios do país para 90 destinos no exterior (sendo 24 diretos). Nenhuma outra empresa aérea conecta o Brasil com o mundo com tantas opções de voos e destinos.
De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a LATAM lidera os mercados doméstico e internacional do Brasil desde 2021 e, pelo segundo ano consecutivo, é a preferida dos viajantes corporativos, segundo a Abracorp (Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas).
O programa de computador foi desenvolvido durante uma pesquisa de doutorado na Faculdade de Enfermagem da Unicamp e está disponível para licenciamento
CAMPINAS/SP - Pesquisadoras da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas (FEnf Unicamp) desenvolveram uma tecnologia capaz de monitorar o consumo diário de sal com o objetivo de reduzi-lo e prevenir doenças desencadeadas pela excessiva ingestão. O aplicativo chamado “Sal na Medida” foi desenvolvido como um aliado à saúde, tendo em vista que o consumo excessivo de sal está associado ao aumento do risco de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, osteoporose e o câncer de estômago.
A tecnologia foi registrada como um programa de computador no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com o suporte e estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp e pode ser disponibilizada como um aplicativo móvel de celular, compatível com o sistema Android. Com foco na saúde, a invenção se mantém alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) – o de número 3 (Saúde e Bem-estar), devido à prevenção e controle de doenças mediante o acompanhamento da ferramenta.
O aplicativo foca na redução do uso do sal durante o preparo das refeições, o que tem sido evidenciado como a principal fonte de consumo do nutriente pela população brasileira. O programa atua a partir dos dados fornecidos pelo usuário, como o número de colheres utilizadas nos preparos do almoço e jantar e quantas pessoas fazem a refeição no domicílio. Assim, é contabilizado o consumo do sal individual, além de disponibilizar informações sobre os riscos do excesso e possíveis substituições por meio do uso de temperos naturais e receitas caseiras. A plataforma atua com o referencial de consumo de 3,5 gramas diárias de sal por pessoa (equivalente a uma colher de chá).
As responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia são: a doutora em Ciências da Saúde pela FEnf Unicamp, Milena Sia Perin, cuja pesquisa contou com a orientação da professora Marilia Estevam Cornélio da FEnf e coorientação da professora Maria Cecília Bueno Jayme Gallani da “Universidade Laval” (Quebec, Canadá). Segundo as pesquisadoras, o aplicativo é o único disponível em território nacional com enfoque no acompanhamento e na promoção do consumo saudável de sal, e compete apenas com outro similar fora do país, mas que se restringe ao uso de pessoas com hipertensão arterial.
A tecnologia contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e está disponível para o licenciamento de empresas e instituições parceiras, que possam atuar junto de seu desenvolvimento complementar e disponibilizar o aplicativo à população. A ferramenta permite o uso em escala de maneira simples, mediante o download do programa no aparelho celular – o que demanda apenas o investimento em atualizações periódicas para que a tecnologia permaneça ativa nas plataformas digitais.
O “Sal na Medida” também disponibiliza uma adaptação do programa para se tornar compatível com o sistema IOS, além da sua migração para as páginas de computador – acessível no formato web. Como resultado do uso, há um banco de dados estratégico, formado de maneira autônoma pelos usuários.
A análise dos dados permite traçar a projeção de diversos tipos de comportamento alimentar e perfis populacionais, de acordo com diferentes regiões e grupos – o que torna a ferramenta uma aliada na área da saúde. “Essa é uma tecnologia que permite não só tratar uma condição, mas ampliar a sua implementação na área da saúde, sem restrições de atuação e com alcance em escala”, destaca Cornélio.
Tecnologia desenvolvida com base em metodologia inglesa
A tecnologia conta com uma abordagem científica comprovada entre os participantes durante o seu processo de pesquisa, que demonstrou a queda no consumo do sal – de 4,6 g para 3,5 g no final do estudo, além de 67% dos participantes demonstrarem disposição em continuar reduzindo a ingestão de sal. A base para o desenvolvimento do aplicativo é o modelo “Roda da Mudança de Comportamento“, criado por pesquisadores no Reino Unido de forma a orientar o planejamento de estratégias mais eficazes para mudanças em intervenções comportamentais.
Os estudos prévios ao desenvolvimento do aplicativo fez com que as pesquisadoras pudessem identificar e elencar os fatores que estimulam o excesso no consumo do sal, como a preferência por comidas mais temperadas, além das adequações para a mudança do comportamento.
Embora já esteja desenvolvida como aplicativo, a tecnologia ainda não está disponível ao público, uma vez que depende do licenciamento por parte de uma empresa ou instituição interessada.
Como licenciar uma tecnologia na Unicamp
A Inova Unicamp disponibiliza no Portfólio de Tecnologias da Unicamp uma vitrine tecnológica. Empresas e instituições públicas ou privadas podem licenciar a propriedade intelectual desenvolvida na Unicamp, com ou sem exclusividade, tais como patentes, cultivares, marcas, programa de computador e know-how. O contato para interessados no licenciamento de tecnologias da Universidade é realizado diretamente com a Agência de Inovação da Unicamp pelo formulário de conexão com empresas.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.