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SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde divulgou novo balanço da vacinação contra a influenza. Os números mostram que foram aplicadas 56.152 doses no total, sendo 29.292 doses destinadas especificamente aos grupos prioritários, que somam uma população-alvo de 66.427 pessoas. A cobertura vacinal geral desses grupos foi de 44,10%, resultado que evidencia o esforço da rede de saúde, mas também aponta para a necessidade de ampliar a adesão da população.

Entre os grupos analisados, os idosos com mais de 60 anos concentraram o maior número de aplicações, com 23.924 doses, atingindo 48,81% de cobertura vacinal sobre uma população-alvo de 49.017 pessoas. Já as gestantes apresentaram o melhor desempenho proporcional, com 993 doses aplicadas e uma cobertura de 55,17% sobre o público estimado de 1.800 mulheres. O grupo das crianças de 6 meses a menores de 6 anos, por sua vez, registrou o menor índice de cobertura, com apenas 28,03%, resultado de 4.375 doses aplicadas frente a uma população-alvo de 15.610 crianças.

A análise dos dados mostra que, embora a campanha tenha alcançado números expressivos, especialmente entre idosos e gestantes, ainda há desafios importantes a serem enfrentados, sobretudo na vacinação infantil. A baixa adesão entre crianças indica a necessidade de intensificar estratégias de mobilização e conscientização junto às famílias, reforçando a importância da imunização como medida de proteção coletiva.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, destacou os resultados e a necessidade de avançar. “A campanha contra a Influenza é fundamental para proteger os grupos mais vulneráveis da nossa população. Conseguimos alcançar uma boa cobertura entre gestantes e idosos, mas precisamos melhorar os índices entre as crianças. A vacinação é um ato de cuidado e responsabilidade, e queremos reforçar junto às famílias que levar os filhos para se vacinar é garantir saúde e segurança para todos. O esforço da nossa equipe foi grande, mas o desafio continua: ampliar a cobertura e atingir as metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde”.

A vacinação está disponível para todos os públicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs) de segunda a sexta-feira das 7h30 às 16h30.

SÃO CARLOS/SP - A nova vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) já está no calendário infantil e amplia proteção de crianças de até 4 anos contra bactérias responsáveis por doenças graves como pneumonia, meningite e infecções na corrente sanguínea.

O novo imunizante passa a substituir gradualmente a pneumocócica 10-valente, utilizada atualmente no calendário infantil. O município recebeu esta semana 515 doses enviadas pelo Ministério da Saúde.

Neste primeiro momento a pneumo 20 é indicada aos seguintes grupos prioritários: crianças menores de 5 anos como esquema inicial ou conforme o histórico vacinal e as doses já recebidas da vacina pneumocócica 10-valente e pessoas com condições clínicas especiais como transplantados de medula, terapia CART-cell (imunoterapia) e prematuros.

Nesse período de transição a vacinação no SUS vai ser aplicada de acordo com a idade da criança: 2 meses de idade (uma dose da pneumo 20), 4 meses de idade (uma dose da pneumo 10) e 12 meses de idade (dose de reforço da pneumo 20). Esse esquema misto será temporário, até o fim dos estoques da pneumo 10. Depois disso, a vacinação passará a utilizar apenas a pneumo 20.

A pneumocócica 20 oferece uma cobertura maior que a Pneumo 10, anteriormente utilizada na rotina do SUS, e protege contra 20 tipos da bactéria pneumocócica, que pode causar doenças como pneumonia, otite, meningite, infecções graves e sequelas causadas pelas doenças pneumocócicas.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, a nova orientação atualiza e simplifica esquemas de vacinação que antes usavam outras vacinas pneumocócicas, como a VPC10, VPC13 e a VPP23, com o objetivo de ampliar ainda mais a proteção.

“O diferencial da nova vacina é a ampliação da proteção imunológica, relacionadas aos sorotipos que mais causam pneumonia invasiva, especialmente os tipos 3, 6A e 19A, sendo mais abrangente do que as formulações anteriores. A vacina também atua contra a otite média, condição que pode levar à perda auditiva e infecção generalizada quer pode levar à morte”, explica a diretora.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pneumocócica é a maior causa de mortalidade infantil por doença prevenível. No Brasil, entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil óbitos no Brasil, o que representa uma taxa de letalidade superior a 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 616 casos e 188 mortes no mesmo período.

Além de reduzir a incidência e a mortalidade pela doença pneumocócica, a vacinação em larga escala deve aliviar significativamente os custos do SUS com internações, tratamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), manejo de sequelas e processos de reabilitação. 

A vacina estará disponível a partir desta sexta-feira, dia 26 de junho, em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidade de Saúde da Família (USFs) em funcionamento. O horário de atendimento é das 7h30 às 16h30 de segunda a sexta-feira. Os pais ou responsáveis devem apresentar a carteirinha de vacinação da criança.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos intensifica a campanha de imunização contra a Influenza, ampliando o atendimento em unidades estratégicas. Nesta semana, as UBSs Vila Isabel e Santa Felícia funcionaram até as 19h, registrando 262 doses aplicadas na Vila Isabel e 295 no Santa Felícia, números que demonstram o impacto positivo da medida. 

Na próxima semana, a ação será realizada nas UBSs Redenção e Vila São José que também terão horário estendido até as 19h na terça-feira (16/06) e na quinta (18/06), oferecendo mais oportunidades para que a população recebam a imunização.

A vacina está disponível para toda a população a partir dos seis meses de idade e é considerada essencial para reduzir complicações, internações e mortes causadas pela gripe, especialmente durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.

Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, o município ainda apresenta baixa adesão entre os grupos prioritários. Entre 28 de março e 3 de junho, foram aplicadas 43.714 doses, alcançando apenas 40,17% da cobertura esperada. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos tiveram adesão de 22,54%, gestantes 47,67% e idosos 45,52%.

Denise reforça que “a combinação de temperaturas mais baixas e ar seco favorece a circulação dos vírus respiratórios e aumenta o risco de agravamento dos quadros gripais, tornando a vacinação ainda mais necessária”.

Para se vacinar, basta apresentar documento oficial com foto e, se possível, a carteira de vacinação. Nos demais dias da semana a vacinação é realizada das 7h30 às 16h30.

SÃO PAULO/SP - O Instituto Butantan reiterou que manterá em andamento o estudo clínico sobre a vacina contra a dengue conduzido desde janeiro em quatro centros de pesquisa na Região Sul do país. A informação já havia sido levantada na segunda-feira (8), durante entrevista coletiva do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que anunciou a suspensão da imunização com a vacina produzida pelo instituto.

O estudo clínico pretende investigar como populações que não tiveram contato com a dengue reagem à vacinação, com foco nos idosos, avaliando a segurança e comparando a resposta imunológica por meio de testes laboratoriais. Um dos objetivos é entender se a produção de anticorpos dos participantes idosos é semelhante à do grupo adulto, alvo de estudos anteriores com o imunizante.

A Região Sul do país foi escolhida pela baixa incidência da doença. A maior parte das vagas para voluntários é para pessoas entre 60 e 79 anos. Os testes clínicos serão realizados ao longo de um ano, em Porto Alegre e Pelotas, no Rio Grande do Sul, e em Curitiba.

O imunizante teve suspensão de sua aplicação na população, para estudo de casos pontuais em que houve reações adversas graves, com dois óbitos.

"A gente tem de entender a natureza dessa investigação. A vacinação poderá ser retomada e isso depende desse processo de discussão. A gente é confiante que a vacina é uma importante arma no combate à dengue e devemos basear essa retomada em dados muito rigorosos e criteriosos, e em metodologia científica", declarou o médico Ésper Kallas, diretor do Instituto Butantan, à AgênciaSP, agência estadual de notícias paulista.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Mesmo com a interrupção temporária da vacinação contra a dengue com a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, a imunização com a Qdenga segue normalmente nas unidades de saúde que participam da campanha do Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina continua sendo aplicada gratuitamente em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público definido pelo Ministério da Saúde para a estratégia nacional de combate à doença. O esquema vacinal prevê duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a suspensão anunciada pelo governo federal atinge apenas o imunizante do Butantan, que está passando por uma análise preventiva após o registro de eventos adversos considerados graves.

A pasta reforçou que a Qdenga mantém seu cronograma de aplicação sem alterações. Produzida com vírus atenuado, a vacina oferece proteção contra os quatro sorotipos da dengue e continua sendo uma importante ferramenta para reduzir casos graves da doença.

O município informou ainda que seguirá rigorosamente as orientações das autoridades sanitárias nacionais, mantendo a população informada sobre qualquer mudança nas campanhas de imunização.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, irá iniciar a vacinação contra a influenza (gripe) para o público em geral nesta segunda-feira (01/06). 

Diante disto, todas as pessoas passam a estar aptas a se imunizar contra a gripe em São Carlos, com exceção àquelas com menos de seis meses de idade. Anteriormente, a vacina já estava disponível para todos os grupos prioritários e especiais, que, da mesma forma, podem continuar se imunizando.

De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, o índice de vacinação está baixo no município, principalmente em crianças, porém todos os grupos prioritários  e especiais foram liberados para receber a imunização em 28 de março, quando teve início a Campanha Nacional.

 Em São Carlos até o momento foram aplicadas somente 38.436 doses, considerando os grupos prioritários e os especiais. Entre os grupos mais vulneráveis, os índices seguem abaixo do esperado. Das 15.610 crianças de 6 meses a menores de 6 anos, somente 3.180 foram vacinadas, representando cobertura de 20,37%. Entre as gestantes, com população alvo de 1.800 mulheres, foram aplicadas 794 doses, alcançando 44,11%. Já entre os idosos, principal público da campanha, foram registradas 21.154 doses aplicadas, o equivalente a 43,16% da meta prevista, considerando o público de 49.017 idosos.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que os grupos prioritários, formados por gestantes, puérperas, idosos, crianças menores de seis anos de idade e pessoas com comorbidades ou condições clínicas especiais (como doenças cardiorrespiratórias, obesidade mórbida, diabetes, entre outras), mesmo com a vacina liberada para a população em geral,  devem se vacinar o quanto antes contra a gripe, pois são mais suscetíveis ao desenvolvimento de formas graves da doença.

Além de manter a caderneta vacinal em dia, também é fundamental seguir algumas regras como: higienização frequente das mãos e objetos; manter o ambiente arejado; beber bastante água e se manter hidratado; ter uma alimentação saudável e rica em frutas, verduras e legumes; reforçar a imunidade; manter o ambiente domiciliar limpo e livre de poeiras e mofos; suplementar vitaminas e minerais, se necessário.

A vacinação contra a gripe acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Saúde da Família (USFs), exceto do Cruzeiro do Sul que passa por reforma, sempre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. No ato da imunização, o munícipe deve levar documento oficial com foto, CPF e a carteira de vacinação.

SÃO CARLOS/SP - O levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizado entre 28 de março e 25 de maio mostra que a Campanha de Vacinação contra a Influenza em São Carlos ainda não atingiu o impacto esperado. Nesse período, 23.599 doses foram aplicadas nos grupos prioritários, alcançando uma cobertura de apenas 35,53%. O resultado parcial expõe a distância em relação à meta nacional de 90% e reforça o desafio de ampliar a proteção coletiva.

Os dados mostram avanços em alguns segmentos. Idosos com mais de 60 anos receberam 20.324 doses, alcançando 41,41% de cobertura, enquanto gestantes tiveram 745 doses aplicadas, chegando a 41,28%. Esses números indicam maior conscientização nesses grupos. No total, incluindo grupos especiais, foram aplicadas 35.540 doses no município.

Por outro lado, há desafios a serem superados. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos tiveram apenas 16,37% de cobertura, o menor índice entre os grupos prioritários. Essa baixa adesão preocupa, já que crianças pequenas são altamente vulneráveis às complicações da Influenza. Além disso, mesmo com a realização do Dia D de vacinação em 23 de maio, quando cinco UBS ficaram abertas e aplicaram 560 doses, apenas 359 foram contra a Influenza — número considerado modesto diante da mobilização.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, reforça a importância da imunização. “A vacina é a forma mais eficaz de proteger nossa população contra a Influenza. Precisamos que pais, responsáveis e toda a comunidade entendam que a imunização não é apenas um ato individual, mas coletivo. Cada dose aplicada significa menos risco de internações e complicações graves. Vacinar-se é um gesto de cuidado com a própria saúde e com a saúde de todos”. Denise prossegue: “apesar dos avanços em idosos e gestantes, a cobertura geral ainda é insuficiente e coloca a cidade em alerta: que cada cidadão procure a unidade de saúde mais próxima e garanta sua dose. A imunização é um ato de responsabilidade coletiva e salva vidas”, concluiu.

Podem se vacinar também profissionais da saúde que atuam em estabelecimentos públicos e privados

 

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, comunica que a partir desta terça-feira (05/05) vai ampliar o público-alvo da vacinação contra a dengue. Além dos profissionais da Atenção Primária à Saúde da rede municipal, a imunização também estará disponível para trabalhadores da saúde que atuam em estabelecimentos públicos e privados, além da população geral com 59 anos.

De acordo com o Governo do Estado de São Paulo o público foi ampliado devido à baixa adesão à vacinação com a vacina Butantan-DV entre os profissionais da Atenção Primária à Saúde, bem como o quantitativo disponível em estoque nas instâncias da Rede de Frio no Estado de São Paulo, o que tem impactado a capacidade de armazenamento.

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan (DV) representa um avanço significativo nas estratégias de prevenção da doença no Brasil. De dose única, a vacina tem potencial para ampliar a proteção da população e fortalecer as ações de enfrentamento da dengue, especialmente em períodos de maior transmissão.

A Butantan-DV é a primeira vacina de dose única aprovada contra a dengue no mundo, uma conquista da ciência brasileira. A vacina é tetravalente e foi desenvolvida para proteger contra os quatro sorotipos conhecidos do vírus da dengue. O imunizante apresenta quase 75% de eficácia contra casos gerais da doença, mais de 90% contra casos graves e 100% contra hospitalizações.

“A Butantan-DV não deve ser administrada simultaneamente com as vacinas do calendário nacional de vacinação, sendo o intervalo de 24 horas para as vacinas inativadas e 30 dias para as vacinas atenuadas. Após a infecção pelo vírus da dengue, é preciso aguardar 6 meses para a vacinação. Nos casos de infecção por Febre Amarela, Zika ou Chikungunya, aguardar 30 dias”, reforça a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide.

A vacina contra a dengue do Instituto Butantan não pode ser administrada nas seguintes situações: indivíduos menores de 12 anos e a partir de 60 anos de idade; anafilaxia ou reação de hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer excipiente listado na seção "composição da vacina"; em indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo aqueles recebendo terapias imunossupressoras, tais como quimioterapia ou altas doses de corticosteroides sistêmicos, dentro de quatro semanas anteriores à vacinação; em indivíduos com infecção por HIV sintomática ou infecção por HIV assintomática, quando acompanhada por evidência de função imunológica comprometida (contagem de células T/CD4 <200 mm3), se o indivíduo não estiver nessas condições de contraindicação, poderá receber a vacina; gestantes em qualquer período da gravidez e em mulheres que estejam amamentando (lactantes) crianças com até 6 meses. 

A vacinação também segue disponível para adolescentes entre 10 a 14 anos. Para os adolescentes, a vacinação ocorre em esquema de duas doses com o imunizante QDenga.

A vacina contra a dengue é aplicada em todas as  unidades de saúde do município, com exceção da USF e UBS Cruzeiro do Sul, que passam por reforma. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. Para se vacinar, basta apresentar documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação.

SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, por meio do Departamento de Vigilância em Saúde, reforça o alerta do Ministério da Saúde sobre a importância da vacinação contra o sarampo para brasileiros que pretendem viajar aos países-sede da Copa do Mundo da FIFA 2026.

O torneio será realizado entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos nos Estados Unidos, México e Canadá. De acordo com o órgão federal, eventos internacionais de grande porte aumentam significativamente a circulação de pessoas entre diferentes regiões do mundo, favorecendo a disseminação de doenças transmissíveis.

Entre as preocupações está o sarampo, uma doença viral altamente contagiosa, transmitida por via aérea ou por gotículas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. A infecção pode evoluir para quadros graves, especialmente em pessoas não vacinadas, embora seja totalmente prevenível por meio da imunização.
Atualmente, os três países que sediarão a Copa registram surtos ativos da doença, com transmissão contínua do vírus. Esse cenário eleva o risco de contágio entre viajantes.

O Brasil conquistou, em 2024, o status de país livre da circulação endêmica do sarampo. No entanto, em 2025 foram confirmados 38 casos, sendo a maioria relacionada à importação. Um dado que chama atenção é que 94,7% dos casos ocorreram em pessoas sem histórico vacinal. Em 2026, até o momento, três casos importados foram registrados.

A Secretaria de Saúde destaca que a manutenção desse status depende diretamente da vacinação da população e da rápida resposta a possíveis casos. As vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (que inclui também varicela) são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Antes de viajar, a orientação é verificar a carteira de vacinação e, se necessário, procurar uma unidade de saúde com pelo menos 15 dias de antecedência para garantir a proteção adequada. Caso não seja possível cumprir esse prazo, a recomendação é tomar a vacina o quanto antes, inclusive próximo à data do embarque.

O esquema vacinal prevê “dose zero” para crianças de 6 a 11 meses. Crianças a partir de 12 meses até 29 anos devem ter duas doses registradas, enquanto adultos de 30 a 59 anos precisam de uma dose.

Durante ou após a viagem, é fundamental estar atento a sintomas como febre, manchas vermelhas pelo corpo, coriza e conjuntivite. Em caso de suspeita, a orientação é procurar atendimento médico e informar o histórico de viagem ou contato com casos suspeitos ou confirmados.

“A realização de um evento internacional como a Copa do Mundo aumenta muito a circulação de pessoas entre países, e isso eleva o risco de reintrodução de doenças que já estavam controladas no Brasil, como o sarampo. Por isso, é fundamental que quem vai viajar verifique sua situação vacinal e se imunize com antecedência. A vacina é segura, gratuita e é a forma mais eficaz de proteção, tanto individual quanto coletiva. Manter a vacinação em dia é essencial para evitar novos surtos e preservar o status do Brasil como país livre da circulação do vírus”, ressalta a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide.

Em São Carlos a vacina contra o sarampo é aplicada em todas as  unidades de saúde do município, com exceção da USF e UBS Cruzeiro do Sul, que passam por reforma. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. Para se vacinar, basta apresentar documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação.

SÃO CARLOS/SP - A campanha de vacinação contra a gripe em São Carlos, iniciada em 28 de março, já aplicou 21.306 doses até agora. Apesar do esforço da Secretaria Municipal de Saúde, a adesão dos grupos prioritários segue baixa: apenas 23,19% da população-alvo se imunizou.

Entre os grupos mais vulneráveis, os números chamam atenção. Das 15.610 crianças de 6 meses a menores de 6 anos, somente 1.413 receberam a vacina, o que representa 9,05% de cobertura. Entre as gestantes, foram aplicadas 446 doses, alcançando 24,78%. Já os idosos, que somam a maior parte do público-alvo, tiveram 13.547 doses aplicadas, o que corresponde a 27,64% de cobertura.

A diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide, alerta para os riscos da baixa procura. “A gripe não é uma doença simples. Ela pode evoluir para complicações graves, especialmente em idosos, crianças e gestantes. A vacina é segura e gratuita, e é fundamental que a população aproveite essa oportunidade de proteção".

O secretário de Saúde, Leandro Pilha, reforça o apelo. "Nosso objetivo é vacinar 90% dos grupos prioritários até o fim da campanha. A imunização é a melhor forma de evitar internações e mortes causadas pelo vírus influenza. Pedimos que todos procurem as unidades de saúde e façam a sua parte".

A campanha segue até o dia 30 de maio nas unidades de saúde do município, com exceção da USF e UBS Cruzeiro do Sul, que passam por reforma. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30. Para se vacinar, basta apresentar documento com foto e, se possível, a carteira de vacinação.

A vacina protege contra os vírus A (H1N1 e H3N2) e B, e pode ser aplicada junto a outras vacinas do Calendário Nacional. É importante lembrar que ela não causa gripe, já que os vírus utilizados são inativados.

Com a chegada do outono e a proximidade do inverno, a imunização é uma medida simples e essencial para garantir a saúde da comunidade.

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