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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, iniciou nesta semana uma nova modalidade de capacitação na Casa do Trabalhador: os cursos no período noturno. A iniciativa amplia as oportunidades de qualificação profissional para pessoas que trabalham durante o dia e buscam aprimorar seus conhecimentos.

Na última segunda-feira (20/07), tiveram início os cursos de Inteligência Artificial Generativa e Confecção Manual de Bijuterias, ambos realizados no período da noite. Já nesta quinta-feira (23/07), começa o curso de Modelagem de Roupas Femininas. Todas as capacitações são gratuitas e realizadas em parceria com o Sebrae e o Senai.

O curso de Inteligência Artificial Generativa, realizado em parceria com o Senai, acontece das 19h às 22h e tem como objetivo apresentar aos participantes os fundamentos da inteligência artificial generativa, ampliando as possibilidades de atuação profissional em áreas como indústria, comércio, saúde, educação, atendimento ao cliente e gestão pública. A formação oferece conteúdos alinhados às demandas atuais do mercado tecnológico.

Também iniciado na segunda-feira, o curso de Confecção Manual de Bijuterias, em parceria com o Sebrae, será realizado até o dia 28 de julho, na Casa do Trabalhador, com carga horária total de 28 horas. As aulas acontecem das 18h30 às 22h30 e abordam técnicas de criação e montagem de acessórios, utilização de ferramentas e materiais específicos, além de conteúdos relacionados ao design, teoria das cores e criatividade, possibilitando o desenvolvimento de peças com potencial de comercialização.

Nesta quinta-feira (23/07), será iniciado o curso de Modelagem de Roupas Femininas, também em parceria com o Sebrae. A capacitação será realizada até o dia 21 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 22h30, na própria Casa do Trabalhador. Durante as aulas, os participantes aprenderão técnicas de modelagem voltadas à confecção de roupas femininas, com foco na elaboração de moldes e produção de peças do vestuário.

Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, a oferta de cursos no período noturno é uma novidade da Casa do Trabalhador e tem como objetivo atender um público maior, especialmente trabalhadores e pessoas que possuem disponibilidade apenas após o horário comercial.

As capacitações fazem parte das ações de qualificação profissional desenvolvidas pelo município, buscando ampliar as oportunidades de geração de renda, empreendedorismo e inserção no mercado de trabalho.

A Casa do Trabalhador está localizada na Avenida São Carlos, nº 1.839, no Centro.

SÃO CARLOS/SP - São Carlos já aplicou 62.571 doses da vacina contra a Influenza desde o início da campanha de imunização. Os dados, divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde, mostram que 31.066 doses foram destinadas aos grupos prioritários, que somam uma população-alvo de 66.427 pessoas, resultando em cobertura vacinal de 46,77%.

Entre os públicos prioritários, os idosos com 60 anos ou mais registram o maior número de vacinados. Foram aplicadas 24.706 doses, o que representa cobertura de 50,40% sobre uma população estimada em 49.017 pessoas.

Já entre as crianças de seis meses a menores de seis anos, a cobertura permanece abaixo do esperado. Até o momento, foram aplicadas 5.261 doses, alcançando apenas 33,70% do público-alvo de 15.610 crianças.

As gestantes apresentam o melhor índice proporcional de vacinação entre os grupos prioritários, com cobertura de 61,06%. Ao todo, 1.099 mulheres receberam o imunizante, de um público estimado em 1.800 gestantes.

“A vacinação contra a Influenza continua sendo a principal forma de prevenção contra os casos graves da doença, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Embora tenhamos alcançado um número expressivo de doses aplicadas, ainda precisamos ampliar a cobertura, especialmente entre as crianças, que apresentam o menor índice de vacinação. A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as unidades de saúde do município. Nossa orientação é para que a população procure a unidade de saúde mais próxima e mantenha a vacinação em dia, contribuindo para a proteção individual e coletiva”, alerta a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide.

A vacinação contra a gripe segue disponível para toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.

BRASÍLIA/DF - O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira (21) que o governo do presidente Lula (PT) não pretende retaliar a administração de Donald Trump em reação às taxas adicionais de 25% que serão aplicadas sobre produtos brasileiros a partir desta quarta (22).

"A ideia não é retaliação. Não é. Dizem que [no] olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é [dizer] 'estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso'. Temos instrumentos para fazê-los, no momento oportuno, da forma adequada", declarou Alckmin.

Ele falou em entrevista a jornalistas após se reunir, junto com o ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, com representantes de setores afetados pelo tarifaço.

A declaração representa um recuo na posição da gestão petista. Na última semana, quando o USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) anunciou a sobretaxa contra o Brasil, o governo brasileiro afirmou que iria "imediatamente" iniciar os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos.

Ao voltar a classificar as tarifas como injustas, o vice-presidente reforçou que um dos principais objetivos será abrir novos mercados para os itens nacionais. Citou os acordos do Mercosul com a União Europeia e com Singapura. "E está em negociação para melhorar o mercado com o Japão, com o México, com a Índia", disse.

A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) já anunciou que lançará, em agosto, um plano de diversificação de mercados de R$ 130 milhões.

O ministro da Indústria e Comércio afirmou que o governo brasileiro mapeia quais contrapartes americanas podem ajudar setores brasileiros nas negociações para reduzir as taxas impostas pela Casa Branca, além de estimar quais serão os impactos na geração de empregos e no lucro das empresas.

Segundo ele, a orientação de Lula é de que a equipe econômica converse com todos os segmentos da indústria nacional atingidos e continue negociando. Não há prazo para o anúncio de novas medidas. A decisão final será do presidente, afirmou Elias Rosa.

"Estamos confirmando dados, colhendo novos dados, também recebendo sugestões de modos pelos quais esses setores podem ser atendidos. Seja em razão do custo, cada setor representa essa tarifação, seja em razão das políticas que podem ser adotadas para a diversificação de mercados. Esse é um grande desafio que precisa ser seguido", disse.

"O fato de ser injusta, descabida, indevida, não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para, primeiro, socorrer quem precisa", completou o ministro.

As reuniões com os segmentos acontecem enquanto o Brasil aguarda, para essa semana, a decisão do governo dos EUA sobre uma possível nova rodada do tarifaço, esta de 12,5% e com base em uma investigação sobre trabalho forçado.

A tarifa deve substituir as sobretaxas de 10% com base na Seção 122, que expiram no fim de julho.

Elias Rosa afirmou que o governo aguarda para saber se os 12,5% serão cumulativos para os 25% ou não. "A partir daí é que se desvenda um novo cenário", disse.

Na reunião desta terça, estiveram presentes representantes de Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), dentre outros.

Na quarta (22), outras duas rodadas de conversa serão realizadas.

Segundo os cálculos do governo, o tarifaço afeta cerca de 18% das exportações aos americanos, ou algo como US$ 7,4 bilhões (R$ 38 bilhões) em mercadorias.

Como mostrou a Folha de S. Paulo, alguns setores sentirão a sobretaxa com mais força. É o caso do segmento da madeira, que verá 81% das exportações aos EUA atingidas pelas novas tarifas, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

A nova rodada também prejudicará 56% das exportações de minerais não metálicos, 51% das exportações de químicos e 38% das exportações de alimentos para os EUA.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - A estudante universitária Ana Luiza Souza Ferreira, 20, teve um imprevisto nas últimas eleições e precisou se ausentar de Governador Valadares (MG). Ela pagou a multa da Justiça Eleitoral para manter seu título em regularidade.

Sem planos de viagem para este ano, ela pretende engrossar de novo as estatísticas de abstenção. "As promessas só surgem em época de eleição. Depois, nada acontece. Prefiro pagar multa."

A abstenção eleitoral crescente se tornou um desafio para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e entrou no cálculo das candidaturas num cenário de disputa acirrada pela Presidência da República.

Especialistas apontam que o maior prejudicado com o não comparecimento às urnas este ano deve ser o presidente Lula (PT), que busca a reeleição. Dados da Justiça Eleitoral e de pesquisas de intenção de voto indicam que o perfil dos eleitores que se abstém se assemelha mais aos do petista.

Ao mesmo tempo, o maior engajamento eleitoral feminino beneficia Lula, setor mais refratário à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de acordo com pesquisas.

A abstenção vem crescendo desde 2002, primeira eleição geral integralmente feita pela urna eletrônica. Naquele ano, quando Lula foi eleito pela primeira vez para a Presidência, 17,7% dos eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno, e 20,4%, no segundo.

O percentual subiu ano a ano até 2022, quando 20,9% não participaram do primeiro turno. Pela primeira vez no período a abstenção caiu no segundo turno, atingindo 20,5%. Especialistas vinculam o movimento à acirrada disputa entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O município com a maior abstenção no segundo turno de 2022 foi Maraã (AM), no coração da amazônia onde 45,5% dos eleitores estiveram ausentes.
Governador Valadares (MG) teve 27,5% de abstenção, a maior entre as cidades com mais de 200 mil eleitores -municípios em que há segundo turno nos pleitos municipais.

Moradores apontaram diferentes motivos para não comparecer às urnas. A advogada Késia Cristina Ferreira, 34, se ausentou da cidade para cumprir compromissos profissionais. "Eu pensei que meu voto não iria fazer tanta diferença para o momento que a gente estava vivendo."

O administrador Neuber Santos, 42, faltou ao último pleito porque teve uma viagem a lazer, mas diz que pretende comparecer. "Tem que votar, né?"

Cientistas políticos afirmam não existir pesquisas que ofereçam um diagnóstico sobre o fenômeno. Descrevem, porém, um somatório de hipóteses para o crescimento discreto, mas constante, da abstenção a cada eleição geral deste século.

As razões podem ir desde a dificuldade para acessar os locais de votações, mais comum na região amazônica e pequenas cidades, desinteresse pela disputa e até desatualização do cadastro de eleitores. Todas as possibilidades, apontam especialistas, se alimentam da punição quase simbólica pelo não cumprimento do voto obrigatório.

"Se você não entregar a declaração do Imposto de Renda no dia, você sabe qual é a implicação disso para a sua vida. Agora, se você não votar e faltar três eleições sucessivas, você sai do cadastro [do TSE]. Para os eleitores que não vão fazer viagem internacional, não vão fazer concurso, faltar não tem uma implicação pessoal tão grande", afirma o cientista político Jairo Nicolau, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

O voto é obrigatório para todas as pessoas entre 18 e 70 anos, à exceção de analfabetos. O eleitor pode justificar sua ausência por meio do aplicativo e-Título, do TSE, sem necessidade de documento comprobatório. Caso não o faça no prazo, paga uma multa de R$ 3,51 por turno em que não compareceu. O título é cancelado após três ausências.

Em 2025, 5 milhões de pessoas tiveram o título cancelado após faltarem nos últimos três pleitos.

"Se você quisesse realmente ampliar a participação, passaria a multa para R$ 70. Tem uma vertente da Justiça Eleitoral que é a favor do voto facultativo. Isso não é dito. Não foi uma decisão do Legislativo. É [decisão] administrativa da Justiça Eleitoral facilitar a justificativa da ausência e aplicar uma multa que não é reajustada há 30 anos", afirma Nicolau.

O cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest, avalia que a alta da abstenção, combinada com a queda nos votos inválidos (nulos e brancos) registrada em 2022 para todos os cargos, indica que "as pessoas estão entendendo como o sistema funciona".

"Se você não quer votar em alguém e a punição de não ir é pequena demais, é melhor você não ir do que ir e apertar um botão nulo ou branco. A abstenção se transformou num comportamento eleitoral", afirma Nunes.

O cientista político Antônio Alkmin aponta ainda para um contingente de pessoas que nem sequer tiraram título de eleitor.

"Em 1989 a gente tinha 10% da população que potencialmente poderia ter o título de eleitor e não tinha. Hoje, pelas estimativas, chega a 5%. Parece pouco, mas num eleitorado de 160 milhões, a gente está falando de 8 milhões de pessoas", aponta.

Dados do TSE mostram que a abstenção em 2022 foi maior entre os que possuem escolaridade mais baixa, eleitor mais alinhado à esquerda, de acordo com as pesquisas. Por outro lado, as mulheres, cuja intenção de voto era majoritariamente para Lula, apresentaram uma taxa de abstenção menor -19,96% contra 21,98% dos homens no primeiro turno.

"A abstenção é desigual pelo território e em termos sociais. [...] Foi fundamental para a vitória do Lula o voto das mulheres. Uma alta abstenção feminina é muito prejudicial à esquerda. Teria uma vitória mais forte de Bolsonaro em 2018 e uma vitória mais apertada ou eventualmente até uma derrota em 2022. Então a abstenção faz diferença, sim, porque ela é desigual", afirma Nicolau.

Os números da Justiça Eleitoral mostram que a queda na abstenção entre o primeiro e o segundo turnos foi mais intensa entre os menos escolarizados.

O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), coordenador do Grupo de Tática Eleitoral do PT, afirma que o tema está no radar do partido.

"É um motivo de preocupação pelo perfil das abstenções, de baixa renda. Está no nosso radar fazer uma campanha direcionada, mas quem tem que fazer esse trabalho de conscientização do voto e jogar pesado é o TSE. É competência dele dizer qual a importância do voto", afirmou o deputado.
Procurado, o TSE não se manifestou sobre como pretende ampliar a participação do eleitorado este ano.

O cientista político Antônio Alkmin aponta como campanhas podem também atuar no sentido inverso, a fim de desestimular o comparecimento de perfis do eleitorado mais alinhado ao adversário.

"A Cambridge Analytica fez consultoria em várias eleições no mundo. Em El Salvador, por exemplo, ela fez uma estratégia de estimular a abstenção entre os jovens com o discurso antissistema", afirmou.

 

 

por Folhapress

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