FRANÇA - Uma pessoa morreu e ao menos outras quatro ficaram feridas após um homem abrir fogo de dentro de seu carro nos arredores de Paris, na França, na manhã de sexta-feira (23). A Promotoria abriu uma investigação e trata o caso como suspeita de ataque terrorista.
O ataque ocorreu por volta das 10h30 (horário local), na cidade de Trappes. O suspeito foi detido pouco depois, a poucos quilômetros dali, em Coignères, cidade vizinha, segundo uma fonte policial.
De acordo com o prefeito de Trappes, Ali Rabeh, o homem parecia disparar aleatoriamente contra pessoas que cruzavam seu caminho e demonstrava a intenção de realizar um massacre. As motivações ainda não foram esclarecidas.
Entre os feridos está uma menina de 12 anos, segundo Rabeh. O número de vítimas, no entanto, ainda pode mudar.
Equipes de emergência e forças de segurança foram mobilizadas e permaneciam no local do incidente.
O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou, na rede social X, que as forças de segurança haviam sido totalmente mobilizadas.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - Uma ação de patrulhamento preventivo da Guarda Municipal resultou na localização de um homem procurado pela Justiça na manhã desta sexta-feira (23), em São Carlos. A abordagem aconteceu na Avenida Pacaembu, no bairro Jardim Pacaembu, durante uma operação da equipe Canil, vinculada ao Programa Escudo São Carlense.
De acordo com o registro da ocorrência, os agentes realizavam rondas pela região para ampliar a segurança nos espaços públicos e prevenir atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes. Durante o patrulhamento, a equipe abordou um homem de 47 anos.
Na sequência, os guardas realizaram consultas aos sistemas Muralha Paulista e Escudo São Carlense. A verificação apontou a existência de um mandado de prisão em desfavor do abordado.
O homem foi conduzido ao Centro de Polícia Judiciária (CPJ) para ser apresentado à autoridade policial, responsável pela adoção das medidas previstas no caso.
SOROCABA/SP - Uma operação conjunta realizada nesta quinta-feira (22) investiga a atuação de grupos envolvidos na fabricação e soltura de balões em Sorocaba e Votorantim, no interior de São Paulo. A ação, batizada de Operação Ícaro, conta com o apoio da Polícia Civil às Promotorias Regionais do Meio Ambiente do Ministério Público de São Paulo (MPSP) no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão nas duas cidades.
As investigações apuram a possível atuação de uma associação criminosa e a prática de crimes ambientais relacionados à atividade de baloeiros. Durante as diligências, foram encontrados materiais utilizados na fabricação e soltura dos artefatos, além de balões e bandeiras associados a grupos de baloeiros.
A Polícia Civil participa da operação por meio das delegacias de Sorocaba e Votorantim. A Polícia Militar Ambiental também integra a força-tarefa, que reúne diferentes órgãos para apurar as atividades investigadas e reunir provas.
Em Sorocaba, as ocorrências são apresentadas na sede do 3º Distrito Policial, onde funciona o Serviço Especializado de Proteção Animal (Sepa). Em Votorantim, o atendimento ocorre na Delegacia de Polícia do município.
“A fabricação e a soltura de balões representam riscos que vão além de quem participa dessa atividade. Um artefato pode provocar incêndios, atingir áreas de vegetação e colocar vidas em perigo. A operação é importante para identificar os responsáveis e reunir provas para que as medidas cabíveis sejam tomadas”, destacou a delegada Júlia Nunes Machado, responsável pelo Sepa.
SÃO CARLOS/SP - O sistema de videomonitoramento da Guarda Municipal de São Carlos ajudou a identificar uma invasão à CEMEI João Jorge Marmorato na noite de terça-feira (20). Um homem de 28 anos foi localizado dentro da unidade escolar e acabou detido após tentar fugir pelos telhados de imóveis próximos.
A ocorrência foi registrada por volta das 21h17, na Rua Santa Gertrudes, nº 475. Assim que perceberam a presença do indivíduo no interior da escola pelas câmeras, os operadores acionaram as equipes da Guarda Municipal para verificar a situação.
No local, os agentes encontraram o suspeito sobre o telhado. Ele tentou escapar passando pelas coberturas de barracões vizinhos até chegar à Avenida Getúlio Vargas, onde foi alcançado e abordado nas proximidades do CEME.
Com o homem, os guardas encontraram uma bolsa contendo uma faca e fios elétricos. Durante a averiguação, também foi constatado que sensores do sistema de alarme da escola estavam danificados, possivelmente em uma tentativa de evitar que o equipamento fosse acionado.
A ação contou com equipes de diferentes viaturas da Guarda Municipal, incluindo o Grupo de Patrulhamento e Apoio com Motocicletas (GPAR), conforme o registro da ocorrência.
O suspeito foi encaminhado ao Centro de Polícia Judiciária (CPJ) e apresentado à autoridade policial. Ele permaneceu detido à disposição da Justiça.
Mulher de 38 anos foi abordada nas proximidades da Avenida Getúlio Vargas; ocorrência foi apresentada à Polícia Civil
SÃO CARLOS/SP - Uma ação de patrulhamento preventivo da Guarda Municipal de São Carlos resultou na apreensão de 25 pedras de crack e na prisão de uma mulher de 38 anos, na manhã desta segunda-feira (19). A abordagem aconteceu por volta das 10h22, na Rua Joaquim Inácio de Moraes.
Conforme o boletim da ocorrência, os agentes percorriam a região do CEME, próximo à Avenida Getúlio Vargas, quando avistaram dois indivíduos na via pública. Ao notarem a presença da viatura, os dois teriam demonstrado nervosismo, o que levou a equipe a realizar a abordagem.
Durante a revista, os guardas não encontraram nenhum material ilícito com um dos abordados. Com a mulher, identificada pelas iniciais F.A.V., foram encontradas 25 pedras de crack, além de dois telefones celulares.
Ainda segundo o registro policial, a mulher afirmou que estava comercializando entorpecentes naquele ponto da cidade.
A equipe deu voz de prisão à suspeita e a conduziu ao Centro de Polícia Judiciária (CPJ), para apresentação à autoridade policial responsável pelo plantão.
Após os procedimentos iniciais, o delegado ratificou a prisão em flagrante, e a mulher foi encaminhada ao Centro de Triagem.
O caso foi registrado como tráfico de drogas e seguirá os trâmites legais. A apreensão ocorreu durante o trabalho preventivo realizado pela Guarda Municipal no município.
DESCALVADO/SP - Uma mulher foi resgatada com vida na noite de quinta-feira (15), após subir em uma torre de transmissão de energia elétrica na Avenida Descalvado, em Descalvado. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que atuaram em conjunto para preservar a integridade física da vítima.
De acordo com as informações da Polícia Militar, os policiais encontraram a mulher em uma situação de alto risco e iniciaram um trabalho de negociação. A equipe utilizou técnicas de comunicação, escuta ativa e estratégias de gerenciamento de crise para estabelecer um vínculo de confiança e convencê-la a aceitar ajuda.
A operação contou com o apoio de diversas equipes policiais e do Corpo de Bombeiros. Enquanto os profissionais trabalhavam na negociação, as equipes atuaram na segurança do perímetro e na avaliação dos riscos para viabilizar o resgate. A ocorrência teve início por volta das 21h45 e se estendeu até a madrugada desta sexta-feira (16), sendo encerrada às 2h45.
Após o resgate, a mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal, onde permaneceu sob observação e cuidados médicos. A Polícia Militar destacou que a atuação integrada das equipes foi fundamental para o desfecho positivo, com a preservação da vida e da integridade física da vítima.
SÃO CARLOS/SP - A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 106 pessoas nas primeiras horas desta quarta-feira (14). A megaoperação foi realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), com diligências no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo. O grupo é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
A operação mobilizou mais de 500 policiais. As diligências contaram com a atuação de agentes de diversas unidades da PCPR, além do apoio da Polícia Militar do Paraná, da Polícia Penal do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Cães de faro também auxiliaram nas buscas.
Ao todo, foram cumpridos 92 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão. Entre os presos está uma advogada da cidade de Realeza que foi identificada durante a investigação por manter vínculos com a organização criminosa.
Os mandados foram cumpridos em Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste, no Paraná, além de Abelardo Luz (SC), São Carlos e Cotia (SP).
Nos endereços, os policiais apreenderam celulares, um quilo maconha e mais de 300 gramas de cocaína, 38 pés de maconha em uma estufa para o cultivo da planta em Curitiba, três armas de fogo, munições e documentos. Os ilícitos motivaram a prisão em flagrante de mais 14 pessoas.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário das contas usadas pelo grupo e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.
A investigação da PCPR teve início em Clevelândia, no Sudoeste do Estado, a partir de crimes violentos atribuídos à organização criminosa na cidade, como tortura e cárcere privado de vítimas acusadas pelo grupo de “traição”. O grupo também cobrava devedores do tráfico mediante ameaças e intimidação.
A PCPR apurou que o grupo transportava drogas entre cidades, usava depósitos para guardar os entorpecentes e controlava pontos de venda à distância. As lideranças presas negociavam a compra e a distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para revenda em diversas regiões com preços tabelados.
A delegada da PCPR Alini Simadon explica que, ao rastrear a origem das ordens para a prática dos crimes violentos, os policiais civis chegaram a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná. “Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo.”
Dentro dos presídios, o grupo mantinha uma estrutura de poder paralela, com cargos e funções definidos. Um setor próprio fiscalizava as regras da facção, julgava presos considerados infratores e aplicava castigos físicos.
Outros integrantes eram responsáveis por esconder, recarregar e fazer circular celulares e roteadores entre as celas para garantir contato permanente com o meio externo. Do lado de fora, a organização contava com uma rede de apoio formada por familiares e outros colaboradores, que levavam entorpecentes escondidos no corpo durante as visitas.
MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA – Os valores obtidos com o tráfico de drogas eram movimentados por familiares dos presos.
“Eram realizadas transferências via PIX para contas abertas em nome de terceiros sem ligação com os detentos. Os depósitos eram fracionados e os saques, rápidos, para dificultar o rastreamento”, complementa a delegada.
Além das contas, a investigação identificou a existência de uma empresa de fachada do ramo de transportes para recebimento de pagamentos de cargas de drogas. Toda esta movimentação era registrada em planilhas de controle financeiro.
PCPR
EUA - Seis em cada dez brasileiros detidos pelo ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos, são deportados. Dois terços deles não são acusados de nenhum crime -o status imigratório irregular, por si só, não é considerado crime no país. Em média, esperam 37 dias entre a apreensão e a decisão judicial sobre seus casos.
Os dados, inéditos, foram organizados pelo Observatório das Deportações, projeto ligado à Universidade Estadual de Montes Claros, em Minas Gerais, e obtidos pelo Deportation Data Project em um pedido feito ao ICE por meio da lei de acesso à informação americana.
As informações se referem a 2023 e 2024, os dois últimos anos do governo de Joe Biden, e 2025 e 2026, os dois primeiros do segundo mandato de Donald Trump. Para o último ano, os números estão disponíveis até agosto, mas ainda incompletos.
O número de pessoas detidas nos dois primeiros anos do governo republicano é mais do que o dobro das apreendidas nos últimos dois anos da gestão democrata. Até agosto de 2026, 3.650 brasileiros foram presos, a maior quantidade em julho passado (709). O ICE não informa quantos desses imigrantes entraram no país de forma irregular, cruzando a fronteira com o México, por exemplo.
As detenções estão concentradas na Costa Leste dos EUA, onde vive a maior parte da comunidade brasileira no país, em especial nos estados de Massachusetts, Flórida, Nova Jersey, Pensilvânia e Nova York, nesta ordem. A média de idade dos brasileiros presos é 34 anos.
Quase 60% dos detidos pelo ICE nos últimos dois anos não foram acusados formalmente de nenhum crime. Em sua maioria, os brasileiros são detidos por estarem no país em situação irregular, sem um visto válido, o que constitui uma infração civil, não penal.
Outros 30% são acusados de algum crime, mas ainda não tiveram a sentença emitida pelo juiz. Os 10% restantes já foram considerados culpados.
A base de dados pública não especifica de quais crimes são acusados esses brasileiros, mas a reportagem ouviu de pessoas que acompanham esses casos que delitos ligados a tráfico de drogas e violência contra a mulher costumam ser os mais comuns.
Fruto do aumento exponencial no número de detenções, que exigiu maior celeridade do sistema judicial, o tempo médio para a emissão de uma sentença judicial, no caso dos acusados de crime, ou uma ordem de deportação, no caso dos que cometeram infrações civis, caiu. Neste ano, a média é de 37 dias. No último ano de Biden, em 2024, era de 161 dias. Em geral, o imigrante pode pedir um habeas corpus para responder em liberdade ou também pedir para retornar voluntariamente ao seu país.
Grande parte dos detidos neste ano, em torno de 30%, fica em liberdade condicional, o que inclui as possibilidades de ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica ou de se apresentar uma vez por mês à Justiça enquanto se espera uma decisão judicial. Essa porcentagem cresceu em 2026, o ano recorde de detenções de imigrantes, o que desafia a capacidade do sistema prisional.
Ainda que a maioria dos detidos seja maior de idade, há também 569 crianças que foram presas nos dois primeiros anos do governo Trump 2. Neste aspecto, a administração não se difere do que era feito na gestão democrata, dado que nos últimos dois anos de Biden foram presos 625 menores de idade do Brasil.
Em geral, as crianças são levadas com os pais, sob a justificativa de que ficariam sozinhas, e liberadas poucas horas ou dias depois, sem serem levadas para as prisões de longa estadia do ICE.
Em média, nos últimos quatro anos, 75% dos brasileiros presos eram homens, um perfil que cresceu ligeiramente (para 80%) durante o governo Trump.
O pesquisador Julio D'Angelo Davies, antropólogo e coordenador do projeto que organiza os dados, explica que o perfil de gênero revela um movimento do governo de priorizar a deportação de homens adultos que são, muitas vezes, os provedores do lar.
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Na sequência, muitas outras pessoas da família, como mulheres e crianças, buscam a autodeportação para se reunir com o familiar deportado no Brasil, dado que já não contam com fonte de renda nos EUA.
Os dados sobre os que se autodeportam não são contabilizados, o que significa que não é possível ter um panorama real de quantos imigrantes se viram forçados a deixar os EUA devido à política migratória de Trump. Ainda assim, a reportagem ouviu de autoridades que a busca da saída voluntária cresceu nos últimos três meses, justamente quando o número de apreensões do ICE para todas as nacionalidades atingiu consecutivos recordes.
Como a Folha revelou, houve uma disparada nas solicitações de certidão de nascimento para crianças nascidas nos EUA filhas de brasileiros. Foram mais de 21 mil em 2025, ante 5.600 quatro anos antes. Autoridades consulares relacionam a cifra à procura de famílias que temem ter de se autodeportar e ainda não tiraram a documentação dos filhos, como o passaporte.
Setores consulares brasileiros tiveram de aumentar o número de funcionários dedicados a cuidar de temas migratórios. No Consulado-Geral do Brasil em Boston, por exemplo, a cada dia, em média, surgem dois novos casos, seja de prisões de brasileiros, seja de brasileiros em liberdade condicional com tornozeleira eletrônica, seja de mulheres com crianças que precisam de ajuda.
O número real de brasileiros detidos é ainda maior. A base de dados organizada pelo Observatório das Deportações trabalha somente com as apreensões feitas pelo ICE. Ainda que hoje a maioria das detenções seja feita pelo ICE, há, ainda, alguns imigrantes apreendidos na fronteira dos EUA com o México por outra agência de controle ligada ao Departamento de Segurança Interna, o CBP.
De janeiro a maio, por exemplo, 176 brasileiros foram detidos pelo CBP na fronteira com o México. É um número muito menor do que o observado em anos anteriores, fruto da política restritiva do governo Trump para a fronteira. No mesmo período de 2024, por exemplo, foram mais de 10,7 mil brasileiros. Naquela época, diferentemente do que ocorre agora sob Trump, a enorme maioria dos pegos na fronteira não era detida, mas sim liberada sob o chamado "parole", uma autorização de entrada e permanência temporária.
por Folhapress
IBATÉ/SP - Um VW Santana 2000 foi encontrado em estado de abandono e praticamente depenado em uma área de mata localizada atrás do Velório Municipal de Ibaté. A ocorrência foi comunicada à Guarda Civil Municipal (GCM) por um cidadão que caminhava pelo local acompanhado da esposa.
Após receber as informações, a equipe da GCM foi até o endereço indicado e localizou o veículo com sinais de retirada de diversas peças e componentes. Diante da situação, foram realizadas averiguações junto à Polícia Civil para verificar a procedência do automóvel e definir as providências necessárias.
Durante as verificações, a Polícia Civil entrou em contato com o proprietário registrado do veículo. Ele informou que possuía o recibo de venda e que teria vendido o Santana em 2008.
Devido ao estado de conservação e às condições em que foi encontrado, o veículo foi guinchado e encaminhado ao pátio de São Carlos. As circunstâncias em que o automóvel foi deixado na área de mata não foram esclarecidas.
SÃO CARLOS/SP - Uma ação conjunta e planejada garantiu a segurança dos participantes da Tusca (Taça Universitária de São Carlos) e reduziu os transtornos para a comunidade e o número de ocorrências durante os dias de competições e shows. Segundo a Prefeitura, o planejamento da logística começou dois meses antes da festa.
O trabalho reuniu a Prefeitura de São Carlos, a Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, a Guarda Municipal, os agentes de trânsito, o Ministério Público, as polícias Militar, Civil e Rodoviária, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Corpo de Bombeiros e os organizadores do evento. Diversas reuniões foram conduzidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, com acompanhamento do promotor de Justiça Sérgio Domingos de Oliveira.
O evento também contou com um sistema de reconhecimento facial, que faz parte do Escudo São-carlense/Muralha Paulista. De acordo com o secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, a Guarda Municipal atuou na segurança externa do público, e a tecnologia foi testada durante a festa.
“O evento serviu para testar um novo sistema de reconhecimento facial, que poderá, em breve, integrar o sistema de monitoramento urbano de São Carlos. Foram detectadas mais de 80 mil faces”, afirma Yabuki.
O secretário acrescentou que o sistema montado em conjunto com as forças de segurança, aliado à instalação de 60 câmeras pela organização, possibilitou uma festa sem maiores problemas.
A Polícia Militar atuou no policiamento ostensivo. Em nota à imprensa, o comandante do 38º BPM/I, tenente-coronel Samuel Fernandes Soares, ressaltou a importância do planejamento. No balanço oficial, ele informou que, apesar da dimensão do evento, não houve ocorrências graves. Os incidentes registrados se restringiram a furtos de celulares no interior da Arena Tusca, com redução de cerca de 96,9% desse tipo de crime em relação ao ano anterior.
Na área da saúde, as medidas foram planejadas para não sobrecarregar o sistema de urgência e emergência do município. O evento teve um ambulatório com equipamentos de estabilização, duas ambulâncias (uma delas de suporte avançado) e uma tenda de acolhimento com psicólogos.
A fiscalização também foi intensificada. O Departamento de Fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Urbano atuou no licenciamento e no acompanhamento das condições estabelecidas para a realização da festa. A documentação exigida dos organizadores foi reunida a partir de um Manual de Procedimentos, aprovado pelo promotor de Justiça Sérgio Domingos de Oliveira.
“Realizamos vistorias durante todos os dias do evento, em conjunto com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, para verificar o cumprimento das exigências estabelecidas”, explica o diretor do Departamento de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela.
Ao todo, 63 ambulantes cadastrados pela Prefeitura trabalharam na Tusca. Outros 15, que não tinham cadastro e vieram de outros municípios, foram retirados do local. As equipes também fiscalizaram o cumprimento do alvará de licença e do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), elaborado em conjunto com a organização e a segurança privada.
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