DESCALVADO/SP - Uma mulher foi resgatada com vida na noite de quinta-feira (15), após subir em uma torre de transmissão de energia elétrica na Avenida Descalvado, em Descalvado. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, que atuaram em conjunto para preservar a integridade física da vítima.
De acordo com as informações da Polícia Militar, os policiais encontraram a mulher em uma situação de alto risco e iniciaram um trabalho de negociação. A equipe utilizou técnicas de comunicação, escuta ativa e estratégias de gerenciamento de crise para estabelecer um vínculo de confiança e convencê-la a aceitar ajuda.
A operação contou com o apoio de diversas equipes policiais e do Corpo de Bombeiros. Enquanto os profissionais trabalhavam na negociação, as equipes atuaram na segurança do perímetro e na avaliação dos riscos para viabilizar o resgate. A ocorrência teve início por volta das 21h45 e se estendeu até a madrugada desta sexta-feira (16), sendo encerrada às 2h45.
Após o resgate, a mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal, onde permaneceu sob observação e cuidados médicos. A Polícia Militar destacou que a atuação integrada das equipes foi fundamental para o desfecho positivo, com a preservação da vida e da integridade física da vítima.
SÃO CARLOS/SP - A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 106 pessoas nas primeiras horas desta quarta-feira (14). A megaoperação foi realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), com diligências no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo. O grupo é investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
A operação mobilizou mais de 500 policiais. As diligências contaram com a atuação de agentes de diversas unidades da PCPR, além do apoio da Polícia Militar do Paraná, da Polícia Penal do Paraná, da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Cães de faro também auxiliaram nas buscas.
Ao todo, foram cumpridos 92 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão. Entre os presos está uma advogada da cidade de Realeza que foi identificada durante a investigação por manter vínculos com a organização criminosa.
Os mandados foram cumpridos em Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste, no Paraná, além de Abelardo Luz (SC), São Carlos e Cotia (SP).
Nos endereços, os policiais apreenderam celulares, um quilo maconha e mais de 300 gramas de cocaína, 38 pés de maconha em uma estufa para o cultivo da planta em Curitiba, três armas de fogo, munições e documentos. Os ilícitos motivaram a prisão em flagrante de mais 14 pessoas.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário das contas usadas pelo grupo e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.
A investigação da PCPR teve início em Clevelândia, no Sudoeste do Estado, a partir de crimes violentos atribuídos à organização criminosa na cidade, como tortura e cárcere privado de vítimas acusadas pelo grupo de “traição”. O grupo também cobrava devedores do tráfico mediante ameaças e intimidação.
A PCPR apurou que o grupo transportava drogas entre cidades, usava depósitos para guardar os entorpecentes e controlava pontos de venda à distância. As lideranças presas negociavam a compra e a distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para revenda em diversas regiões com preços tabelados.
A delegada da PCPR Alini Simadon explica que, ao rastrear a origem das ordens para a prática dos crimes violentos, os policiais civis chegaram a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná. “Com os dados obtidos foi possível revelar uma organização criminosa estruturada e sem fronteiras, pois o comando partia de dentro do sistema prisional e as ordens chegavam às ruas de dezenas de cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo.”
Dentro dos presídios, o grupo mantinha uma estrutura de poder paralela, com cargos e funções definidos. Um setor próprio fiscalizava as regras da facção, julgava presos considerados infratores e aplicava castigos físicos.
Outros integrantes eram responsáveis por esconder, recarregar e fazer circular celulares e roteadores entre as celas para garantir contato permanente com o meio externo. Do lado de fora, a organização contava com uma rede de apoio formada por familiares e outros colaboradores, que levavam entorpecentes escondidos no corpo durante as visitas.
MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA – Os valores obtidos com o tráfico de drogas eram movimentados por familiares dos presos.
“Eram realizadas transferências via PIX para contas abertas em nome de terceiros sem ligação com os detentos. Os depósitos eram fracionados e os saques, rápidos, para dificultar o rastreamento”, complementa a delegada.
Além das contas, a investigação identificou a existência de uma empresa de fachada do ramo de transportes para recebimento de pagamentos de cargas de drogas. Toda esta movimentação era registrada em planilhas de controle financeiro.
PCPR
EUA - Seis em cada dez brasileiros detidos pelo ICE, a polícia de imigração dos Estados Unidos, são deportados. Dois terços deles não são acusados de nenhum crime -o status imigratório irregular, por si só, não é considerado crime no país. Em média, esperam 37 dias entre a apreensão e a decisão judicial sobre seus casos.
Os dados, inéditos, foram organizados pelo Observatório das Deportações, projeto ligado à Universidade Estadual de Montes Claros, em Minas Gerais, e obtidos pelo Deportation Data Project em um pedido feito ao ICE por meio da lei de acesso à informação americana.
As informações se referem a 2023 e 2024, os dois últimos anos do governo de Joe Biden, e 2025 e 2026, os dois primeiros do segundo mandato de Donald Trump. Para o último ano, os números estão disponíveis até agosto, mas ainda incompletos.
O número de pessoas detidas nos dois primeiros anos do governo republicano é mais do que o dobro das apreendidas nos últimos dois anos da gestão democrata. Até agosto de 2026, 3.650 brasileiros foram presos, a maior quantidade em julho passado (709). O ICE não informa quantos desses imigrantes entraram no país de forma irregular, cruzando a fronteira com o México, por exemplo.
As detenções estão concentradas na Costa Leste dos EUA, onde vive a maior parte da comunidade brasileira no país, em especial nos estados de Massachusetts, Flórida, Nova Jersey, Pensilvânia e Nova York, nesta ordem. A média de idade dos brasileiros presos é 34 anos.
Quase 60% dos detidos pelo ICE nos últimos dois anos não foram acusados formalmente de nenhum crime. Em sua maioria, os brasileiros são detidos por estarem no país em situação irregular, sem um visto válido, o que constitui uma infração civil, não penal.
Outros 30% são acusados de algum crime, mas ainda não tiveram a sentença emitida pelo juiz. Os 10% restantes já foram considerados culpados.
A base de dados pública não especifica de quais crimes são acusados esses brasileiros, mas a reportagem ouviu de pessoas que acompanham esses casos que delitos ligados a tráfico de drogas e violência contra a mulher costumam ser os mais comuns.
Fruto do aumento exponencial no número de detenções, que exigiu maior celeridade do sistema judicial, o tempo médio para a emissão de uma sentença judicial, no caso dos acusados de crime, ou uma ordem de deportação, no caso dos que cometeram infrações civis, caiu. Neste ano, a média é de 37 dias. No último ano de Biden, em 2024, era de 161 dias. Em geral, o imigrante pode pedir um habeas corpus para responder em liberdade ou também pedir para retornar voluntariamente ao seu país.
Grande parte dos detidos neste ano, em torno de 30%, fica em liberdade condicional, o que inclui as possibilidades de ser monitorado por meio de tornozeleira eletrônica ou de se apresentar uma vez por mês à Justiça enquanto se espera uma decisão judicial. Essa porcentagem cresceu em 2026, o ano recorde de detenções de imigrantes, o que desafia a capacidade do sistema prisional.
Ainda que a maioria dos detidos seja maior de idade, há também 569 crianças que foram presas nos dois primeiros anos do governo Trump 2. Neste aspecto, a administração não se difere do que era feito na gestão democrata, dado que nos últimos dois anos de Biden foram presos 625 menores de idade do Brasil.
Em geral, as crianças são levadas com os pais, sob a justificativa de que ficariam sozinhas, e liberadas poucas horas ou dias depois, sem serem levadas para as prisões de longa estadia do ICE.
Em média, nos últimos quatro anos, 75% dos brasileiros presos eram homens, um perfil que cresceu ligeiramente (para 80%) durante o governo Trump.
O pesquisador Julio D'Angelo Davies, antropólogo e coordenador do projeto que organiza os dados, explica que o perfil de gênero revela um movimento do governo de priorizar a deportação de homens adultos que são, muitas vezes, os provedores do lar.
Obter Vistos
Na sequência, muitas outras pessoas da família, como mulheres e crianças, buscam a autodeportação para se reunir com o familiar deportado no Brasil, dado que já não contam com fonte de renda nos EUA.
Os dados sobre os que se autodeportam não são contabilizados, o que significa que não é possível ter um panorama real de quantos imigrantes se viram forçados a deixar os EUA devido à política migratória de Trump. Ainda assim, a reportagem ouviu de autoridades que a busca da saída voluntária cresceu nos últimos três meses, justamente quando o número de apreensões do ICE para todas as nacionalidades atingiu consecutivos recordes.
Como a Folha revelou, houve uma disparada nas solicitações de certidão de nascimento para crianças nascidas nos EUA filhas de brasileiros. Foram mais de 21 mil em 2025, ante 5.600 quatro anos antes. Autoridades consulares relacionam a cifra à procura de famílias que temem ter de se autodeportar e ainda não tiraram a documentação dos filhos, como o passaporte.
Setores consulares brasileiros tiveram de aumentar o número de funcionários dedicados a cuidar de temas migratórios. No Consulado-Geral do Brasil em Boston, por exemplo, a cada dia, em média, surgem dois novos casos, seja de prisões de brasileiros, seja de brasileiros em liberdade condicional com tornozeleira eletrônica, seja de mulheres com crianças que precisam de ajuda.
O número real de brasileiros detidos é ainda maior. A base de dados organizada pelo Observatório das Deportações trabalha somente com as apreensões feitas pelo ICE. Ainda que hoje a maioria das detenções seja feita pelo ICE, há, ainda, alguns imigrantes apreendidos na fronteira dos EUA com o México por outra agência de controle ligada ao Departamento de Segurança Interna, o CBP.
De janeiro a maio, por exemplo, 176 brasileiros foram detidos pelo CBP na fronteira com o México. É um número muito menor do que o observado em anos anteriores, fruto da política restritiva do governo Trump para a fronteira. No mesmo período de 2024, por exemplo, foram mais de 10,7 mil brasileiros. Naquela época, diferentemente do que ocorre agora sob Trump, a enorme maioria dos pegos na fronteira não era detida, mas sim liberada sob o chamado "parole", uma autorização de entrada e permanência temporária.
por Folhapress
IBATÉ/SP - Um VW Santana 2000 foi encontrado em estado de abandono e praticamente depenado em uma área de mata localizada atrás do Velório Municipal de Ibaté. A ocorrência foi comunicada à Guarda Civil Municipal (GCM) por um cidadão que caminhava pelo local acompanhado da esposa.
Após receber as informações, a equipe da GCM foi até o endereço indicado e localizou o veículo com sinais de retirada de diversas peças e componentes. Diante da situação, foram realizadas averiguações junto à Polícia Civil para verificar a procedência do automóvel e definir as providências necessárias.
Durante as verificações, a Polícia Civil entrou em contato com o proprietário registrado do veículo. Ele informou que possuía o recibo de venda e que teria vendido o Santana em 2008.
Devido ao estado de conservação e às condições em que foi encontrado, o veículo foi guinchado e encaminhado ao pátio de São Carlos. As circunstâncias em que o automóvel foi deixado na área de mata não foram esclarecidas.
SÃO CARLOS/SP - Uma ação conjunta e planejada garantiu a segurança dos participantes da Tusca (Taça Universitária de São Carlos) e reduziu os transtornos para a comunidade e o número de ocorrências durante os dias de competições e shows. Segundo a Prefeitura, o planejamento da logística começou dois meses antes da festa.
O trabalho reuniu a Prefeitura de São Carlos, a Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, a Guarda Municipal, os agentes de trânsito, o Ministério Público, as polícias Militar, Civil e Rodoviária, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Corpo de Bombeiros e os organizadores do evento. Diversas reuniões foram conduzidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, com acompanhamento do promotor de Justiça Sérgio Domingos de Oliveira.
O evento também contou com um sistema de reconhecimento facial, que faz parte do Escudo São-carlense/Muralha Paulista. De acordo com o secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, a Guarda Municipal atuou na segurança externa do público, e a tecnologia foi testada durante a festa.
“O evento serviu para testar um novo sistema de reconhecimento facial, que poderá, em breve, integrar o sistema de monitoramento urbano de São Carlos. Foram detectadas mais de 80 mil faces”, afirma Yabuki.
O secretário acrescentou que o sistema montado em conjunto com as forças de segurança, aliado à instalação de 60 câmeras pela organização, possibilitou uma festa sem maiores problemas.
A Polícia Militar atuou no policiamento ostensivo. Em nota à imprensa, o comandante do 38º BPM/I, tenente-coronel Samuel Fernandes Soares, ressaltou a importância do planejamento. No balanço oficial, ele informou que, apesar da dimensão do evento, não houve ocorrências graves. Os incidentes registrados se restringiram a furtos de celulares no interior da Arena Tusca, com redução de cerca de 96,9% desse tipo de crime em relação ao ano anterior.
Na área da saúde, as medidas foram planejadas para não sobrecarregar o sistema de urgência e emergência do município. O evento teve um ambulatório com equipamentos de estabilização, duas ambulâncias (uma delas de suporte avançado) e uma tenda de acolhimento com psicólogos.
A fiscalização também foi intensificada. O Departamento de Fiscalização da Secretaria de Desenvolvimento Urbano atuou no licenciamento e no acompanhamento das condições estabelecidas para a realização da festa. A documentação exigida dos organizadores foi reunida a partir de um Manual de Procedimentos, aprovado pelo promotor de Justiça Sérgio Domingos de Oliveira.
“Realizamos vistorias durante todos os dias do evento, em conjunto com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, para verificar o cumprimento das exigências estabelecidas”, explica o diretor do Departamento de Fiscalização, Rodolfo Tibério Penela.
Ao todo, 63 ambulantes cadastrados pela Prefeitura trabalharam na Tusca. Outros 15, que não tinham cadastro e vieram de outros municípios, foram retirados do local. As equipes também fiscalizaram o cumprimento do alvará de licença e do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), elaborado em conjunto com a organização e a segurança privada.
Ocorrência foi atendida pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (13), na Rua Djalma Ferraz Kehl; caso foi apresentado à Delegacia de Defesa da Mulher.
SÃO CARLOS/SP - Um homem foi preso na manhã desta terça-feira (13), após ser flagrado quebrando uma porta de vidro durante uma tentativa de invasão a uma residência na Rua Djalma Ferraz Kehl, em São Carlos.
Segundo informações da Polícia Militar, uma equipe da 2ª Companhia do 38º Batalhão de Polícia Militar do Interior (38º BPM/I), composta pelo cabo PM Cláudio e pelo soldado PM Jó, foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica.
Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram o homem no interior do imóvel, danificando a porta de vidro na tentativa de entrar na residência. Durante o atendimento, a solicitante apresentou uma medida protetiva de urgência relacionada ao suspeito.
Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão e foi conduzido, juntamente com a solicitante, à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Carlos, onde o caso foi apresentado à autoridade policial.
Na delegacia, uma consulta constatou que a medida protetiva apresentada não estava mais vigente. Mesmo assim, foi elaborado um boletim de ocorrência pelo crime de violação de domicílio, e o homem permaneceu preso à disposição da Justiça. A ocorrência foi apresentada ao delegado de plantão, Miguel Capobianco.
Revólver e munições estavam em imóvel na Avenida Vicente Laurito; homem foi detido no comércio localizado no térreo
SÃO CARLOS/SP - Uma denúncia de ameaça resultou na apreensão de uma arma de fogo e na prisão de um homem na tarde de domingo (11), no bairro Cidade Aracy, em São Carlos. A ocorrência foi atendida por policiais militares do 38º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I).
Segundo a Polícia Militar, os agentes receberam informações de uma mulher que procurou atendimento no Centro de Polícia Judiciária (CPJ). Ela relatou que havia sido ameaçada pelo marido na noite anterior e informou que ele possuía uma arma de fogo guardada em casa.
Diante das informações, os policiais cabo PM Gomes e soldado PM Sobral seguiram até o endereço indicado, na Avenida Vicente Laurito, com apoio de outras equipes da corporação.
Com o acompanhamento da mulher, os agentes tiveram acesso à residência, localizada na parte superior do imóvel. Durante a averiguação, encontraram um revólver calibre .32 com a numeração suprimida, além de dez munições compatíveis com a arma.
Ao mesmo tempo, a equipe de apoio abordou o suspeito em um estabelecimento comercial situado no andar inferior. Conforme o boletim de ocorrência, ele apresentava sinais de uso de substâncias entorpecentes.
A ação contou também com a participação do sargento PM Dimitria, do cabo PM Bis e dos soldados PM Pelegrini e PM Salustiano.
Após a localização da arma, o homem foi preso e levado ao CPJ. A ocorrência foi apresentada ao delegado Gilberto de Aquino, que determinou o registro do caso por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
O suspeito permaneceu preso à disposição da Justiça.
BAURU/SP - A Polícia Civil de São Paulo apreendeu materiais usados na falsificação de bebidas alcoólicas durante a Operação Holograma, em Bauru, no interior de São Paulo. A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE), durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão.
Em uma gráfica localizada na Vila Engler, os policiais encontraram 19 matrizes para impressão de rótulos, 20 rótulos para estampar garrafas, três selos para bebidas alcoólicas, um rolo de fita holográfica e cinco tampas usadas em garrafas de bebidas. Também foram apreendidos outros materiais relacionados à produção dos itens.
Segundo a investigação, a estrutura identificada em Bauru estaria voltada à etapa gráfica da produção de bebidas falsificadas, com a confecção de rótulos, etiquetas, lacres, selos e outros componentes usados para dar aparência de autenticidade aos produtos.
Durante as buscas, também foi localizada uma ordem de serviço em nome de uma empresa sediada em São José do Rio Pardo, que foi apreendida para análise da origem da contratação e do destino dos materiais produzidos.
O responsável pelo estabelecimento foi preso em flagrante por suspeita de falsificação de papéis públicos, posse de materiais usados para falsificação e crime contra registro de marca. Ele foi encaminhado à 1ª DIG de Bauru, onde permaneceu à disposição da Justiça.
A identificação de bebidas falsificadas, adulteradas ou comercializadas irregularmente exige conhecimento sobre características que muitas vezes passam despercebidas pelo consumidor. Para aprimorar esse trabalho, policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, recebem capacitação técnica para reconhecer indícios de fraudes e outras irregularidades nesse tipo de produto.
“O combate ao mercado ilegal de bebidas exige atualização constante e integração entre os órgãos”, afirmou o diretor do Deic, Ronaldo Sayeg. Segundo ele, o conhecimento técnico auxilia os policiais durante fiscalizações e investigações. “Esse treinamento frequente fortalece a capacidade técnica dos policiais na identificação de irregularidades e contribui diretamente para ações mais eficazes contra a falsificação de bebidas alcoólicas”, disse.
Os policiais receberam orientações sobre sinais que podem indicar irregularidades, como a comercialização de produtos e sabores inexistentes no mercado oficial, além de inconsistências nos materiais utilizados nas embalagens e nos mecanismos de vedação das garrafas.
A Polícia Científica também atua nas investigações relacionadas à falsificação de bebidas alcoólicas. Após apreensões realizadas pelas forças de segurança, as garrafas são encaminhadas para análise pericial, que envolve exames documentais e laboratoriais capazes de identificar adulterações e substâncias tóxicas.
O trabalho começa pela verificação externa das embalagens, com análise de lacres, selos, rótulos e tampas em busca de irregularidades que possam indicar a reutilização de garrafas originais ou a falsificação de embalagens.
Na etapa laboratorial, as amostras passam por análises químicas para detectar substâncias como o metanol, composto tóxico que pode causar graves danos à saúde. Os exames utilizam equipamentos capazes de identificar e separar os componentes presentes no líquido, permitindo verificar se a composição está dentro dos padrões legais.
A atuação das forças de segurança e o trabalho pericial auxiliam na identificação da origem dos produtos e na investigação de fábricas clandestinas e fornecedores envolvidos na produção e comercialização ilegal de bebidas no estado.
EUA - Christa Pike, a condenada à morte que sobreviveu a duas doses de pentobarbital durante uma tentativa de execução no Tennessee, nos Estados Unidos, recuperou a consciência e já consegue falar. A informação foi divulgada pelos advogados da americana, de 50 anos, nesta terça-feira (6), seis dias depois do procedimento que deveria ter provocado sua morte.
A atualização representa uma mudança significativa no estado de saúde de Pike. Até domingo, seus advogados informavam que ela permanecia inconsciente e ligada a um respirador. Agora, embora tenha deixado a ventilação mecânica e consiga falar, continua internada sob cuidados intensivos, e seu prognóstico permanece incerto.
"Contra todas as probabilidades, Christa Pike está consciente, falando e continua recebendo cuidados médicos intensivos. Apesar dos graves danos que sofreu nos braços, ela continua algemada e acorrentada à cama. Sua recuperação é algo sem precedentes do ponto de vista médico. Seu prognóstico permanece incerto, mas, no mínimo, esperamos uma recuperação longa", afirmaram os advogados em comunicado divulgado pela Associated Press.
A defesa também agradeceu aos socorristas e à equipe do hospital, "que trataram Christa como um ser humano e lhe prestaram cuidados excepcionais".
"Christa é uma sobrevivente e enfrentará sua recuperação um dia de cada vez", acrescentaram os advogados.
Duas doses de pentobarbital não provocaram a morte
Christa Pike era a única mulher no corredor da morte do Tennessee e deveria ter sido executada em 30 de setembro, na penitenciária de segurança máxima Riverbend, em Nashville.
Durante o procedimento, recebeu duas doses de pentobarbital. Mesmo assim, permaneceu viva. Segundo seus advogados, a tentativa de execução deixou queimaduras e bolhas graves em seus braços.
Pike permaneceu acordada durante parte do procedimento e falou enquanto a execução estava em andamento. Após as duas doses, continuou respirando e acabou sendo retirada da prisão em uma ambulância e levada para um hospital.
O protocolo do Tennessee prevê a administração de um segundo conjunto de seringas "se o detento não estiver morto" após a primeira aplicação. O documento, porém, não estabelecia como proceder caso a pessoa continuasse viva depois da segunda dose.
O Departamento de Correções do Tennessee afirmou anteriormente que "seguiu todas as etapas do protocolo legal e estabelecido para execuções, aprovado pelo Gabinete do Procurador-Geral".
Após a tentativa fracassada, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as demais execuções e determinou uma "revisão abrangente e independente para determinar exatamente o que ocorreu".
Estado poderia tentar executar Christa Pike novamente?
O caso também abriu uma situação jurídica incomum. Os advogados de Pike tentam obter na Justiça uma ordem para obrigar o Departamento de Correções do Tennessee a preservar provas relacionadas à tentativa de execução, incluindo registros e informações sobre os lotes dos medicamentos utilizados. Eles também voltaram a pedir que a pena de morte seja convertida em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.
A professora de Direito Deborah Denno, da Universidade Fordham, que estuda métodos de execução há 36 anos, afirmou à AP que Pike seria a primeira pessoa a sobreviver depois de o medicamento letal ter sido efetivamente administrado. Em outros casos de execuções fracassadas, houve problemas anteriores à aplicação completa da droga, como dificuldades para estabelecer um acesso intravenoso.
"Eles realizaram todos os aspectos da execução. Ela não morreu, mas todos os procedimentos que pretendiam realizar foram feitos", afirmou Denno.
O professor Michael Russo, da Universidade de Seattle, também destacou o caráter excepcional do caso.
"Não há mais ninguém na história da pena de morte neste país que tenha passado pelo que ela passou", declarou.
Condenada à morte por assassinato cometido em 1995
Christa Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos. As duas participavam do programa de formação profissional Job Corps, em Knoxville, quando o crime ocorreu, em janeiro de 1995.
Segundo a acusação, Pike acreditava que Slemmer estava tentando se aproximar de seu namorado, Tadaryl Shipp. A jovem foi atraída para uma área arborizada, onde foi espancada e esfaqueada até a morte.
O caso ganhou grande repercussão nos Estados Unidos pela brutalidade do crime. Um pentagrama foi gravado no corpo da vítima, ato que Shipp admitiu ter praticado.
Pike foi condenada à morte em março de 1996. Shipp recebeu prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional, já que era menor de idade quando o crime ocorreu.
Agora, mais de 30 anos depois do assassinato, o futuro de Christa Pike volta a depender da Justiça. Além das consequências médicas da tentativa de execução, permanece sem resposta a questão sobre se o Tennessee poderá tentar executar novamente uma mulher que recebeu integralmente o procedimento destinado a matá-la e sobreviveu.
NOTÍCIAS AO MINUTO
SÃO CARLOS/SP - Uma ocorrência de tráfico de drogas terminou com a apreensão de um adolescente que era procurado pela Justiça, na tarde de terça-feira (6), em São Carlos. A abordagem aconteceu por volta das 15h33, no cruzamento da Rua Antônio Rogano com a Rua Sebá Jorge Kebbe.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe formada pelos cabos PM Frisene e Rodrigo realizava patrulhamento quando percebeu uma movimentação entre dois envolvidos. Durante a abordagem, foi constatado que um deles havia acabado de adquirir uma porção de crack.
Na averiguação, os policiais localizaram 13 pedras de crack, 27 eppendorfs contendo cocaína, um telefone celular e R$ 135 em dinheiro. Todo o material foi apreendido e encaminhado para registro da ocorrência.
A ação contou ainda com o apoio do CGP, formado pelo 2º sargento PM Farinos e cabo PM Fanti, além do cabo PM Pastre e soldado PM Pereira. Os envolvidos foram apresentados no Centro de Polícia Judiciária (CPJ), onde o delegado Rubens Venâncio Feitosa adotou as medidas cabíveis.
Durante os procedimentos, a PM constatou que havia um mandado de apreensão em aberto contra o adolescente. Ele permaneceu apreendido e foi encaminhado à Fundação Casa. O outro envolvido foi liberado após a elaboração de Termo Circunstanciado.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.