Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje (13) da 52ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Como pauta principal estão discussões sobre a proteção das terras tradicionais, gestão dos recursos naturais e a agenda do movimento indígena para o ano de 2023.

Além de Lula, o evento, que é realizado no Centro Regional Lago Caracaranã, terá a presença da presidente da Fundação Nacional do Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, e de representantes de órgãos federais, como o Ministério dos Povos Indígenas, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Polícia Federal, além do Ministério Público.
A reunião de Lula está prevista para ocorrer às 12h (horário de Brasília). Esta será a segunda visita do presidente ao estado desde que assumiu o mandato, no dia 1º de janeiro. Ele esteve em Boa Vista, no dia 21 de janeiro, quando foi verificar a situação humanitária do povo Yanomami e determinou socorro urgente aos indígenas.
Desde sábado (11), a assembleia reúne cerca de 2 mil líderes indígenas para discutir o tema Proteção Territorial, Meio Ambiente e Sustentabilidade. Entre as lideranças, estão representantes dos povos Yanomami, Wai Wai, Yekuana, Wapichana, Macuxi, Sapará, Ingaricó, Taurepang e Patamona.
Durante o evento, os visitantes também poderão visitar uma feira de produtos orgânicos, de artesanato e a exposição de animais criados em terras indígenas. Os debates prosseguem até terça-feira (14).
UCRÂNIA - Autoridades em Mikolaiv, no sul da Ucrânia, informaram na segunda-feira que pelo menos duas pessoas foram mortas e várias ficaram feridas num novo bombardeamento pelas forças russas na área.
O ataque, que teve lugar no início do dia, deixou pelo menos três pessoas feridas, incluindo um rapaz de sete anos, segundo o governador da província do mesmo nome, Vitali Kim.
Ele confirmou que um homem e uma mulher, com 45 e 43 anos respectivamente, morreram de ferimentos graves após o bombardeamento da área de Kutsurub. O menor foi levado para um centro médico numa ambulância", disse Kim numa mensagem no seu canal de Telegramas.
Fonte: (EUROPA PRESS)
por Sergio Silva / NEWS 360
ALEMANHA - O Partido Social Democrata (SPD), os Verdes e o Partido Liberal Democrático (FDP) chegaram a um acordo para reduzir o número de membros do Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento alemão, de 736 para 630, uma alteração que entrará em vigor após as eleições gerais de 2025.
Fontes da coligação citadas pela DPA relataram este acordo, que altera o primeiro projeto da reforma apresentado no final de Janeiro e que previa uma redução para 598 lugares.
A nova proposta será votada no parlamento na quinta ou sexta-feira e espera-se que seja aprovada pela maioria dos partidos do governo.
O Bundestag foi alargado para 736 lugares após as eleições gerais de 2021. Este foi o número mais elevado até agora e foi devido a compensações para evitar "círculos eleitorais órfãos" em que um primeiro candidato não é eleito diretamente por voto direto.
As eleições envolvem também a votação para uma lista de partidos, de modo a que o resultado final seja uma mistura de eleição direta de candidatos e através de listas de candidatos respeitando a proporcionalidade do voto a nível nacional.
O número de circunscrições permanecerá em 299, mas 331 mandatos serão atribuídos através das listas dos Länder, em vez dos 299 inicialmente previstos.
O objetivo é minimizar o número de deputados que ganham um círculo eleitoral com o primeiro voto e não conseguem chegar ao Bundestag.
Fonte: (EUROPA PRESS)
por Sergio Silva / NEWS 360
INGLATERRA - Com o crescimento da economia atualmente próximo de zero e inflação superior a 10%, o país assistiu recentemente à maior onda de greves dos últimos anos — trabalhadores de setores como transporte e saúde reivindicam aumentos salariais diante da perda do poder de compra dos salários.
Organizações como o Escritório de Responsabilidade Orçamentária britânico (Office for Budget Responsibility) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) preveem queda do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2023.
Se as previsões se concretizarem, o Reino Unido poderá ser a única grande economia a entrar em recessão neste ano. Mesmo a Rússia, apesar de todos os problemas financeiros relacionados à guerra na Ucrânia, pode escapar da retração econômica.
Há pelo menos quatro fatores que refletem a situação atual no país e o impacto da crise no bolso dos britânicos:
1. Falta de alimentos frescos nas prateleiras dos supermercados
Primeiro foi o racionamento de ovos. Agora, tomate, alface e uma série de outros vegetais têm sido cada vez mais difíceis de encontrar.
O jornal britânico Financial Times destaca que o país é a sexta maior economia do mundo e, no entanto, não consegue fornecer os ingredientes de uma salada à população.
A dificuldade de obtenção de alguns produtos tem levado os consumidores a fazerem uma peregrinação nos supermercados para encher as sacolas de compras.
Diante da falta de itens como alface, tomate, pimentão, pepino, brócolis, couve-flor e framboesa, os supermercados do Reino Unido racionam a venda de vegetais e frutas.
Uma mistura de fatores causou essa "tempestade perfeita".
O aumento do custo dos fertilizantes, a menor produção de frutas e legumes na Espanha e no Marrocos, juntamente com problemas de transporte e escassez de trabalhadores agrícolas temporários colocaram a cadeia de abastecimento sob pressão.
O programa de visto para trabalhadores temporários permite que eles permaneçam no país por seis meses.
Antes da saída do Reino Unido da União Europeia, conhecida como Brexit, os trabalhadores de outros países da região podiam ir e vir sem restrições, por conta das regras de livre circulação de pessoas do bloco.
Agora, eles vêm de países tão distantes quanto o Nepal.
Sarah Schiffling, especialista em cadeia de suprimentos da Hanken School em Helsinque, na Finlândia, disse à equipe da BBC Reality Check que o período de cultivo de tomates nas estufas do Reino Unido dura cerca de nove meses.
Assim, um visto de trabalho temporário de seis meses significa recrutar e treinar dois grupos de trabalhadores, o que aumenta a burocracia e os custos.
Outro fator que tem pesado nos custos do setor é o preço da energia, que disparou desde o início da guerra na Ucrânia, um ano atrás.
Muitos produtores britânicos decidiram parar de produzir em estufas para reduzir as despesas com gás e eletricidade.
2. Comprar a casa própria é cada vez mais difícil e alugar, cada vez mais caro
"Os imóveis no Reino Unido hoje são menos acessíveis do que em qualquer momento dos últimos 147 anos", ressaltou em relatório a gestora de investimentos Schroders, referindo-se à situação dos preços atualmente, os mais altos desde 1876.
Em diversos países, os bancos centrais têm elevado as taxas básicas de juros para tentar conter a inflação, que cresceu no ritmo do aumento global dos custos de energia. No Reino Unido, contudo, a autoridade monetária foi mais agressiva do que a média e elevou as taxas dez vezes seguidas.
A última foi em fevereiro, quando o percentual foi elevado em 0,5 ponto percentual, chegando a 4% ao ano.
Esse movimento não apenas encarece os preços de imóveis, mas também tem impacto sobre o mercado de aluguéis.
Como cada vez menos gente consegue comprar, muitos recorrem a alugar. Com a demanda aquecida, os preços sobem.
"A propriedade constitui uma parte significativa do patrimônio de muitas pessoas", afirma Gillian Hepburn, diretora de UK Intermediary Solutions da Schroders, à BBC News Mundo, serviço da BBC em espanhol.
"A geração mais jovem que tem hipotecas tem o desafio de entender como arcar com custos fixos mensais mais altos com a mesma renda e o que isso significará para outras despesas."
O problema é agravado por uma expectativa de redução na oferta de imóveis.
A Federation of Home Builders, associação que representa empresas do setor de construção na Inglaterra e no País de Gales, estima que o volume de lançamentos pode cair em breve para um nível não visto desde a Segunda Guerra Mundial.
3. Desempenho da economia será pior que da Rússia, segundo o FMI
Embora o país tenha até agora conseguido evitar a recessão técnica, "as perspectivas de crescimento permanecem um pouco mais sombrias que para o restante das principais economias", diz Stephanie Kennedy, economista do banco Julius Baer.
Essa visão é compartilhada por Steven Bell, economista-chefe da Columbia Threadneedle Investments: "A economia do Reino Unido parece vulnerável".
"Os preços de energia podem começar a diminuir em breve no Reino Unido, mas as taxas de juros mais altas reduziram os gastos dos consumidores à medida que aumentaram as parcelas das hipotecas."
De acordo com o relatório World Economic Outlook Update, publicado pelo FMI em 31 de janeiro, a economia britânica deve contrair 0,6% em 2023. O único caso de retração do PIB entre as grandes economias.
Até a Rússia, com todas as sanções internacionais impostas em decorrência da guerra na Ucrânia, tem melhores perspectivas, com PIB estimado em alta de 0,3%.
A recessão no Reino Unido prevista pelo FMI está em linha com o consenso entre os economistas de consultorias e instituições financeiras, embora os órgãos oficiais do país tenham divergências sobre a duração e profundidade do ciclo de contração.
4. A espiral inflacionária parece não ter fim
A inflação britânica permanece acima de 10%, um dos níveis mais altos do mundo.
Além disso, conforme noticiado pela agência Reuters, a inflação de alimentos atingiu 17,1% nas quatro semanas encerradas em 19 de fevereiro, outro recorde histórico.
A empresa de pesquisas Kantar calcula que, com a alta de preços, as famílias britânicas devem gastar, em média, cerca de mil dólares a mais do que antes por ano em suas visitas ao supermercado, caso não cortem custos.
Luke Bartholomew, economista sênior da Abrdn, avalia, entretanto, que "olhar para o crescimento dos preços de alimentos isoladamente dá uma imagem ligeiramente enganosa do quadro geral da inflação, que deve cair rapidamente neste ano".
"Provavelmente será necessária uma recessão antes que a inflação retorne à meta de forma sustentável", acrescenta o especialista.
"Os salários estão ficando atrás da inflação. Isso explica em parte porque o crescimento provavelmente será tão fraco neste ano", afirma.
A economia do Reino Unido parece ter entrado numa espiral difícil de ser freada.
Quando os preços sobem, os trabalhadores demandam aumento salarial, o que leva as empresas a reajustarem seus preços, levando a novos aumentos.
"Episódios recentes no mercado de trabalho sugerem que a luta do Banco da Inglaterra contra a alta inflação está longe de terminar e os riscos de transbordamento são significativos", pontua Silvia Dall'Angelo, economista sênior da Federated Hermes Limited.
-Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4nenl5gjdzo
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