Jornalista/Radialista
EUA - A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) ordenou que cinco empresas chinesas cumpram os requisitos de auditoria da agência, sob pena de serem excluídas de Wall Street.
O grupo inicial de empresas mencionado em uma lista publicada pela SEC na última quinta-feira (10) poderá ser ampliado, em breve, para todas as empresas chinesas listadas em Nova York. Atualmente, nenhuma delas cumpre as regulamentações dos Estados Unidos sobre o assunto.
Pelo menos 248 empresas seriam afetadas, com uma capitalização de mercado em torno de US$ 2,1 trilhões, segundo um comitê "ad hoc".
Nos últimos meses, as autoridades chinesas expressaram reservas sobre a cotação de empresas com sede na China nas bolsas de valores americanas.
Em 2020, o Congresso aprovou uma lei especificamente voltada para empresas chinesas, sob as quais o Conselho de Supervisão de Contabilidade de Empresas Públicas (PCAOB) deve inspecionar as auditorias de empresas estrangeiras, que fazem negócios nos mercados dos Estados Unidos.
As empresas da China continental e de Hong Kong são conhecidas por não apresentarem suas demonstrações financeiras a auditores aprovados pelos Estados Unidos.
A nova lei coloca-as em risco de serem excluídas a partir de 2024.
As cinco empresas nomeadas na quinta-feira são as empresas de biotecnologia BeiGene, Zai Lab e Hutchmed, a terceirizada da indústria de semicondutores ACM Research e o grupo de restaurantes Yum China.
A última, que controla KFC, Taco Bell e Pizza Hut e outros restaurantes na China, supera as outras empresas em muito em termos de receita e de capitalização.
Nascida da cisão de 2016 das operações chinesas da Yum Brands, com sede nos EUA, a Yum China tem uma capitalização de mercado de US$ 18,8 bilhões.
No início de dezembro, sob pressão das autoridades chinesas, o "Uber da China" Didi Chuxing deixou o mercado americano, menos de seis meses após de seu lançamento de alto nível na Bolsa de Valores de Nova York.
MARIUPOL - Uma mesquita que abriga 80 civis, incluindo turcos, foi bombardeada em Mariupol, um porto no sudeste da Ucrânia onde milhares de pessoas estão cercadas há dias, disse o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia neste sábado (12).
"Mais de 80 adultos e crianças estão se refugiando na mesquita, incluindo cidadãos turcos", disse o ministério no Twitter sem especificar quando ocorreu o bombardeio.
A cidade estratégica para os russos foi bombardeada durante dias e sofre um cerco devastador. Os habitantes, entrincheirados em porões, estão isolados, sem água, gás ou eletricidade e até brigam para conseguir comida. É uma situação "quase desesperadora", alertou os Médicos Sem Fronteiras (MSF) na última sexta-feira.
"Mariupol é agora a pior catástrofe humanitária do planeta", com "1.582 civis mortos em 12 dias", disse o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba.
Um hospital infantil e uma maternidade foram atacados na quarta-feira, matando três pessoas e ferindo muitas outras, provocando protestos internacionais.
Nesse contexto, uma nova tentativa de corredor humanitário está planejada para permitir que os civis deixem a cidade em direção a Zaporizhia, cerca de 200 km a noroeste, segundo a vice-primeira-ministra ucraniana Iryna Vereshchuk.
Há dias, os ucranianos afirmam que o exército russo está bombardeando a rota de retirada. Como nos dias anteriores, os corredores humanitários ao redor de Kiev também deveriam ser reabertos, para retirar a população das cidades a noroeste da capital ucraniana.
"Espero que o dia corra bem, que as rotas planejadas sejam abertas e que a Rússia respeite suas obrigações em relação ao cessar-fogo", disse Vereshchuk, em um vídeo divulgado pela presidência ucraniana.
Enquanto o exército russo continua avançando e se posicionando em torno de Kiev, os ataques atingiram a cidade de Vasylkiv, cerca de 40 km ao sul da capital, na manhã deste sábado.
Oito foguetes russos atingiram o aeroporto local por volta das 7h (horário de Brasília), que foi "completamente destruído", disse a prefeita Natalia Balassinovich em sua conta no Facebook. Um depósito de petróleo também foi atingido e pegou fogo, acrescentou.
Mykolaiv
A cidade portuária de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, perto de Odessa, também foi bombardeada. O taque ocorreu na noite da última sexta-feira (12), e o fogo atingiu um centro de tratamento de câncer e um hospital oftalmológico, informou um jornalista da AFP.
As janelas do centro de tratamento recém-reformado, onde os pacientes recebem quimioterapia, foram quebradas. Os impactos dos projéteis podiam ser vistos nas portas.
No momento do ataque, não havia pacientes ou cuidadores no centro de câncer. Mas o hospital oftalmológico tinha um número desconhecido de pacientes.
"Passamos a noite inteira no porão, tudo estava tremendo, os pacientes estavam apavorados", disse sua diretora Kasimira Rilkova. Os moradores do bairro de Ingulski não têm aquecimento e muitos agora estão sendo forçados a deixar a região.
por AFP
INGLATERRA - Apesar de a venda do Chelsea estar suspensa devido às punições contra Roman Abramovich, o governo britânico já admite a possibilidade de liberar a negociação. O ministro de tecnologia, Chris Philp, afirmou que potenciais interessados podem consultar o governo para saber as condições de uma eventual compra.
- Pelas condições da licença, a venda não seria permitida. Mas, se um comprador aparecer, seria aberto a este comprador ou ao clube para que abordassem o governo e consultassem as condições que permitam uma venda - disse Philp ao canal "Sky Sports".
Os concorrentes
De acordo com o jornal "The Guardian", dois "sérios concorrentes" estão sendo analisados: o empresário inglês Nick Candy e um consórcio liderado por Todd Boehly e Hansjörg Wyss.
Entre os concorrentes, o consórcio de Boehly e Wyss já realizou uma proposta pela compra do Chelsea. Segundo a imprensa inglesa, o valor varia entre 2 bilhões e 2,5 bilhões de libras (cerca de R$ 13 bilhões e R$ 16 bilhões, respectivamente, na cotação atual).
Wyss é um bilionário suíço, com patrimônio estimado em cerca de 5 bilhões de dólares, de acordo com a revista "Forbes". Boehly é um empresário norte-americano dono do Los Angeles Dodgers, time de beisebol, e do Los Angeles Sparks, equipe feminina de basquete da WNBA.
Candy, por outro lado, ainda está preparando uma proposta. Outros interessados incluem Woody Johnson, dono do New York Jets, time de futebol americano da NFL, e a família Ricketts, que comanda o Chicago Cubs, time de beisebol.
- Ainda estamos interessados em fazer uma proposta. Este é um momento de grande incerteza para todos os torcedores do Chelsea. Na nossa visão, ninguém é dono de um clube de futebol, e sim um guardião dele para os fãs e a comunidade - disse um porta-voz de Candy.
Chelsea teme não conseguir finalizar a temporada
A princípio, as sanções a Abramovich impediam a venda do Chelsea. O governo britânico, porém, admite considerar uma nova licença para o clube que permita a venda. Há, porém, uma condição: Abramovich não pode se beneficiar com o negócio.
- Para ser claro, não seria aceita uma proposta cujos valores da venda acabem em uma conta bancária irrestrita de Abramovich. Ele não pode se beneficiar da receita de qualquer venda - afirmou Philp.
A atual situação do Chelsea, porém, é de incerteza. O clube teme que, com as atuais sanções, não consiga terminar a temporada, devido a questões financeiras. Os Blues estão impedidos de vender ingressos, não podem contratar jogadores ou renovar contratos e tiveram seu principal patrocínio suspenso. Até mesmo a conta bancária do clube está bloqueada.
Por Redação do ge
SÃO CARLOS/SP - O Procon São Carlos iniciou nesta sexta-feira (11/03), uma operação nos postos de combustíveis em virtude do reajuste nos preços da gasolina e do diesel feito pela Petrobras. O objetivo é coibir o repasse dos aumentos ao estoque já comprado. A gasolina comum já está sendo encontrada nas bombas, ao preço de R$ de 6,99 e o Diesel S-10 a R$ 5,82.
Os estabelecimentos vêm sendo notificados a apresentar as cinco últimas notas fiscais de compra e venda dos combustíveis, bem como os valores nas vendas em dinheiro e nos cartões de débito e crédito.
“Estamos entregando notificação aos postos de combustíveis para que eles nos retornem em cinco dias úteis. Estamos acompanhando essa questão do aumento dos combustíveis aqui na cidade, verificando valores de estoque e variação de preços, e se ficar constatado que o posto aumentou o preço do combustível em estoque, ele será multado pelo Procon por aumento abusivo no preço, com base no artigo 39, inciso V do Código de Defesa do Consumidor”, destacou a diretora do Procon, Juliana Cortes.
O Procon recebeu 20 denúncias de consumidores e todos os postos denunciados serão notificados. Nesta sexta-feira (11/03) 6 estabelecimentos já foram notificados. Na segunda-feira (14/03) a operação continua.
Em caso de não atendimento à notificação, fica a empresa ciente que poderá incorrer no crime de desobediência previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.