Jornalista/Radialista
Iniciativa também chegará a outros bairros para reduzir perdas e garantir mais qualidade no abastecimento à população.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) concluiu a primeira etapa do mutirão realizado no Grande Santa Felícia com a identificação de 102 vazamentos na rede de abastecimento de água. A ação teve início no sábado, 14 de fevereiro, e se estendeu por dez dias, até 24 de fevereiro, com o objetivo de reduzir perdas de água e melhorar a eficiência do sistema na região.
CINCO EQUIPES EM ATUAÇÃO - Durante o período, cinco equipes atuaram diariamente, sendo três voltadas a serviços em vias públicas e duas em calçadas. Os trabalhos incluíram o uso do geofonamento, técnica especializada para localizar vazamentos não visíveis. O equipamento funciona por meio da captação de ruídos provocados pela água em escape subterrâneo, permitindo diagnósticos mais precisos e intervenções pontuais, sem a necessidade de grandes aberturas no pavimento.
VAZAMENTOS EM RUAS E CALÇADAS - As ações foram realizadas de forma setorizada, abrangendo os bairros que compõem o Grande Santa Felícia, o que possibilitou maior agilidade e produtividade. Do total de ocorrências identificadas (102), 76 vazamentos estavam localizados em calçadas e 26 em ruas, todos com atuação imediata das equipes do SAAE para a contenção dos danos.
“Mesmo com o encerramento do primeiro estágio do mutirão, o SAAE deixa claro que os trabalhos continuam na região do Santa Felícia, já que ainda há vazamentos visíveis e não visíveis em monitoramento. A iniciativa, que também chegará a outros bairros, integra o conjunto de ações permanentes da autarquia voltadas à redução de perdas, à preservação dos recursos hídricos e à melhoria do abastecimento para a população”, afirmou o presidente Derike Contri.
BRASÍLIA/DF - Os juros altos impediram a queda da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro, mesmo com grande vencimento de papéis prefixados. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões no mês passado, alta de 0,07%.
Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões em dezembro para R$ 8,33 trilhões em janeiro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis vinculados à Selic. Esse resgate líquido, no entanto, foi compensado pela apropriação de R$ 88,53 bilhões em juros.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 145,87 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos de títulos prefixados em janeiro, típicos do início de cada trimestre, os resgates somaram R$ 212,89 bilhões.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 4,75%, passando de R$ 326,07 bilhões em dezembro para R$ 310,59 bilhões em janeiro. O principal fator foi o recuo de 4,95% do dólar no mês passado, em meio ao alívio no mercado financeiro no último mês.
Pelo segundo mês seguido, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu. Essa reserva passou de R$ 1,187 trilhão em dezembro para R$ 1,085 trilhão no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate líquido (resgates menos emissões) no mês passado.
Atualmente, o colchão cobre 6,77 meses de vencimentos da dívida pública, o menor prazo desde março do ano passado. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,424 trilhão em títulos federais. A expectativa é que as reservas subam nos próximos meses, por causa do baixo volume de vencimentos.
Com o forte vencimento de títulos prefixados, a composição da DPF variou da seguinte forma de dezembro para janeiro:
O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos
Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.
Em relação aos papéis vinculados à Selic, esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos altos níveis dos juros básicos da economia. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.
O prazo médio da DPF oscilou de 4 para 4,03 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:
Em meio à diminuição das tensões no mercado financeiro em janeiro, a participação dos não residentes (estrangeiros) subiu em relação a dezembro, quando estava em 10,35%. Em novembro de 2024, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior nível desde setembro de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na dívida pública também estava em 11,2%.
Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, esteve no auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), nesta quarta-feira (25/02), para uma reunião de alinhamento com os 62 diretores da rede municipal, além de diretores adjuntos, supervisores de ensino e coordenadores pedagógicos. O encontro teve como objetivo discutir o planejamento das ações que vão nortear o ano letivo de 2026.
Roselei explicou que a pauta foi ampla e buscou contemplar desde questões estruturais até aspectos pedagógicos. “Nós estamos falando de manutenção, contratação de professores, novos investimentos, material escolar que já deve começar a ser entregue no início da próxima semana, além da organização do ano letivo como um todo, incluindo as paradas pedagógicas e a alimentação escolar”, detalhou. Ele também citou atividades culturais e de integração previstas, como o Dia do Brincar e o Dia do Folclore.
O secretário ressaltou a importância de garantir formação qualificada para os profissionais da rede e destacou o papel do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para apoiar investimentos e atender situações emergenciais. “Estamos falando de tudo o que acontece dentro de uma escola e que precisa estar bem estruturado para que a educação funcione”, afirmou.
Françoso lembrou ainda do investimento realizado em uniformes escolares no ano anterior, que alcançou cerca de R$ 7 milhões. Segundo ele, a maior parte dos estudantes já recebeu o kit, e há reservas disponíveis para atender novos alunos. “Esse é um trabalho de integração, para que os diretores possam transmitir aos nossos dois mil professores, merendeiras, agentes educacionais e auxiliares, aquilo que vai acontecer durante o ano letivo de 2026”, disse.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania realizou, na manhã desta quarta-feira (25/02), no auditório do Paço Municipal, a cerimônia de posse da nova composição do Conselho Municipal da Pessoa Idosa, responsável por atuar no biênio 2026–2028. O ato reuniu autoridades, representantes de instituições e membros da sociedade civil, marcando o início de um novo ciclo de participação social.
Representando a secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Gisele Santucci, a secretária adjunta, Ana Paula Vaz Panhoca, destacou a importância da participação ativa dos conselheiros na construção de políticas públicas voltadas à valorização da pessoa idosa. Em sua fala, ela lembrou que os cargos assumidos carregam um compromisso sério com aqueles que ajudaram a construir a cidade e que hoje merecem todo cuidado e respeito. “O Conselho é um espaço democrático que garante voz, ativa a comunidade e ajuda a construir políticas mais justas e eficazes. Ver pessoas dedicadas e comprometidas assumindo esta missão é motivo de muito orgulho e alegria”, afirmou. Ana Paula lembrou que os frutos de amor e dignidade colhidos hoje são resultado da semeadura das gerações anteriores, e que cabe ao município garantir que esse legado seja respeitado e transmitido às novas gerações.
Representando o prefeito Netto Donato, o vice-prefeito Roselei Françoso reforçou a relevância histórica do Conselho e a necessidade de ampliar políticas voltadas ao envelhecimento digno. Ele lembrou sua trajetória de 25 anos na vida pública e ressaltou que a longevidade crescente da população exige novas respostas do poder público.
“Precisamos estar com os olhos muito abertos nessa construção contínua. Espaços de acolhimento e convivência são fundamentais para que o idoso tenha qualidade de vida”, disse. Roselei também destacou a importância do Fundo Municipal do Idoso, aprovado em 2017, como instrumento para captar recursos e financiar políticas específicas. Segundo ele, a sociedade é solidária e quer contribuir, mas é preciso criar mecanismos para que parte dos impostos pagos por pessoas físicas e jurídicas permaneça na cidade e seja destinada ao cuidado com os idosos. “Com a posse dos novos membros, o Conselho da Pessoa Idosa passa a ter a missão de ampliar o diálogo entre sociedade civil e poder público, fiscalizar a execução das políticas já existentes e buscar novas formas de financiamento para garantir que o envelhecimento seja tratado como prioridade em São Carlos”, disse Roselei.
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