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Redação

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 Jornalista/Radialista

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EUA - Um familiar, Brad Ireland, cuja ex-mulher e dois filhos estavam entre os mortos, identificou o atirador como Alan Smith, de 44 anos.

Os pais de Smith, que também morreram, haviam pedido que ele se mudasse semanas antes, mas ele voltou no domingo e abriu fogo, disse Ireland.

As vítimas pertenciam a quatro gerações da família, desde uma bisavó de 90 anos que usava cadeira de rodas até uma menina de 7 anos, de acordo com Jennifer Mercer, vizinha e amiga da família que criou uma campanha online para arrecadar dinheiro para ajudar a cobrir os custos do funeral e outras despesas.

A polícia foi chamada à residência na noite de domingo e ouviu tiros vindos dos fundos da casa, pouco antes de o imóvel ser completamente consumido pelas chamas.

Os investigadores confirmaram na terça-feira que houve oito vítimas, incluindo quatro crianças, e que o suspeito atirou contra si mesmo e morreu posteriormente.

A investigação foi dificultada pelas preocupações com a integridade estrutural da casa, depois que o incêndio a reduziu a escombros, disse Jeff Stovall, porta-voz do Departamento de Polícia de Billings.

Os bombeiros combateram o incêndio até a madrugada de segunda-feira, de acordo com o chefe do Corpo de Bombeiros de Billings, Matt Hoppel.

Entre os mortos estavam a ex-mulher de Brad Ireland, Megan Ghekiere, e os dois filhos, Owen Ireland, de 13 anos, e Chloe Ireland, de 7. Também morreram os dois enteados de Ghekiere com o atual marido: Landon Ghekiere, de 15 anos, e Charlotte Ghekiere, de 12.

"A única coisa que sabemos é que Charlotte foi a heroína", disse Jennifer Mercer. "Charlotte ligou para o 112 e tentou salvar a família", acrescentou.

A família Smith era originária da região de Seattle, no noroeste dos Estados Unidos, e os pais de Alan Smith, Dana e Barb Smith, mudaram-se para Billings depois que Megan Ghekiere comprou uma casa na região.

Alan Smith mudou-se para a casa dos pais em Montana e ficou com eles durante anos, antes de ser convidado a sair algumas semanas atrás, disse Brad Ireland.

O suspeito voltou inesperadamente para a casa no domingo à noite, onde a família estava reunida para o habitual jantar semanal.

Alan Smith matou a avó, os pais, a irmã mais nova e os quatro filhos antes de incendiar a casa, disse Ireland. O suspeito tentou fugir antes de ser confrontado pela polícia, acrescentou.

"Havia muitos sinais de preocupação e muitas pessoas alertaram" as autoridades, disse Ireland, que mora no Arizona, no sudoeste dos Estados Unidos. "Ninguém prestou atenção", lamentou.

Ireland descreveu Alan Smith como um "eremita" que passava a maior parte dos dias no quarto, em frente a um computador. "Ninguém sabia o que ele fazia lá dentro 24 horas por dia, sete dias por semana", disse.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

IRÃ - O governo do Irã anunciou nesta quarta-feira (26) ter chegado a um acordo com Omã para controlar o estreito de Hormuz, a estratégica via marítima por onde passava um quinto da produção mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes da atual guerra no Oriente Médio.

Segundo o vice-chanceler Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes do arranjo sejam finalizados, o que não ocorreu ainda. "A rota acertada é temporária", afirmou à TV estatal iraniana após discussões com autoridades omanis em Teerã.

Adicionando dúvida sobre o anúncio, segundo a Guarda Revolucionária a medida só irá ser implementada quando os EUA concordarem com seus termos. "Nessas negociações, acordos foram alcançados acerca da fatia do Irã e de Omã nas águas e nas suas receitas", disse o porta-voz Hossein Mohebbi à mídia estatal.

Os Estados Unidos, que iniciaram a guerra ora congelada ao lado de Israel em 28 de fevereiro, já disseram se opor a qualquer solução para Hormuz que não passe por seu controle.

Na semana passada, o presidente Donald Trump chegou a ameaçar bombardear Omã, um aliado americano, se a negociação com a teocracia prosperasse. Antes da guerra, o sultanato agia como principal mediador de conversas entre os rivais, e no conflito foi alvejado até aqui 70 vezes pela teocracia.

Os detalhes do acordo são incertos. Antes da guerra, o tráfego marítimo na região era livre, passando por um corredor com três faixas de 3 km de largura cada: uma de entrada, outra de saída e a terceira, para separação.

O estreito tem uma largura mínima de 39 km entre a costa de Omã, ao sul, e a do Irã, ao norte. Não há águas internacionais nele, apenas o encontro dos limites territoriais dos dois países. Parte da região foi minada pelo Irã, embora Trump tenha dito que já removeu o perigo.

Com a guerra, o Irã buscou asseverar controle da região ameaçando e atacando petroleiros e outros navios. Deu certo: o trânsito caiu de até 140 embarcações diárias para um volume mínimo, com momentos de aumento durante as instáveis tréguas do conflito.

Em fevereiro, a média móvel de sete dias, uma conta que harmoniza eventuais picos ou disrupções, era de 95 navios. Na terça (25), segundo o monitor MarineTraffic, foram apenas 5, todos passando pelo corredor autorizado pelas águas iranianas, que pressupõe pagamento de pedágio.

Pelo que disse o porta-voz da Guarda, há a previsão de uma taxa sobre cargas transitadas, a exemplo do que o Egito cobra por controlar ambas as margens do vital canal de Suez, que liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo, caminho mais curto ligando as exportações da China à Europa. Nenhum valor foi divulgado.

A disrupção afetou cadeias logísticas, com cerca de 6.000 marinheiros em navios fundeados no Golfo Pérsico desde então, e o preço do petróleo hoje está 20% acima do valor cobrado em fevereiro, com impacto em dominó sobre várias economias.

Segundo Gharibabadi, o corredor temporário terá ao todo 11,3 km de largura e terá entrada e saída por águas territoriais do Irã.

No início de julho, quando Trump declarou a trégua de 60 dias assinada em 17 de junho com o Irã morta e reiniciou ataques, os americanos impuseram um novo bloqueio naval aos portos do rival. Ele está sendo efetivo, embora haja muito trânsito de navios sem instrumentos de localização ligados, o que impede uma mensuração clara do tráfego.

O anúncio do Irã, que ainda não foi comentado pelo governo de Omã, ocorreu um dia depois de os EUA anunciarem sanções a 60 indivíduos e empresas ligadas à teocracia, e ameaçar punições secundárias a países que fazem negócios com Teerã.

A ameaça envolve principalmente a China, caso seja levada adiante. Pequim comprava quase 90% do petróleo iraniano antes do conflito, usando empresas de terceiros países, como a Malásia, para driblar o risco de sanções. O Brasil tem um comércio, ainda que de irrisórios US$ 3 bilhões quase todos em seu favor no ano passado, com Teerã.

Nesta quarta, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que "os EUA não vão conseguir nada com pressão econômica a essa altura, assim como foram incapazes de alcançar qualquer coisa com a guerra", afirmou à agência Isna.

O Irã vive sob sanções ocidentais desde a Revolução Islâmica que tornou o país um regime teocrático, em 1979.

Em 2015, um acordo com EUA e outras potências levantou as punições em troca da promessa de que Teerã não buscaria a bomba atômica, mas a desconfiança de Trump sobre o arranjo o fez deixá-lo em 2018.

A anunciada guerra econômica de Trump para asfixiar o regime, portanto, é de efeito duvidoso até aqui.

A grande degradação das capacidades militares iranianas, em especial na primeira fase da guerra, que teve a participação de Israel, não tirou de Teerã o controle de Hormuz ou impediu o país de atacar seus vizinhos aliados dos EUA em retaliação.

Trump desistiu de continuar com ataques, segundo relatos da mídia americana, porque suas Forças Armadas consideraram que eles estavam sendo ineficazes ao serem realizados de forma pontual.

Na terça, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse, contudo, que os EUA não descartam voltar a uma guerra total para reabrir Hormuz sob suas condições e obrigar o Irã a desmantelar seu programa nuclear militar.

Por ora, Trump ganha tempo. A guerra é impopular nos EUA e seu Partido Republicano poderá perder o controle das duas Casas do Congresso na eleição de meio de mandato em novembro.

 

 

por Folhapress

NEPAL - Pelo menos 16 pessoas morreram e centenas, incluindo 105 indianos, estão desaparecidas após uma inundação repentina no rio Bhote Koshi, no Nepal, nesta quarta-feira. A enchente foi causada por uma avalanche de gelo e rochas.

A água da enchente veio do lado tibetano da fronteira, causando grandes danos e destruindo diversas aldeias no Nepal, segundo relatos da imprensa nepalesa.

As imagens mostram casas e edifícios parcialmente submersos.

"Não sabemos exatamente a extensão dos danos, mas a inundação foi grande e pode ter afetado muitos assentamentos", disse à AFP o porta-voz da polícia do Nepal, Abi Narayan Kafle.

"Alertamos as pessoas que estão hospedadas perto das margens do rio para que se mudassem... e mobilizamos todos os nossos recursos", afirmou.

Segundo o Conselho de Turismo do Nepal, pelo menos 384 pessoas — incluindo 291 turistas de países como Índia, Estados Unidos, Reino Unido e Malásia e 93 cidadãos nepaleses — estão desaparecidas na área afetada pelas inundações. Entre os estrangeiros, 105 são cidadãos indianos, informaram as autoridades.

A autoridade acrescentou que pelo menos 26 policiais nepaleses continuam desaparecidos no distrito de Rasuwa.

O Exército do Nepal já mobilizou helicópteros e equipes de resposta a desastres para a região afetada. "O trabalho de levantamento dos danos está em andamento", afirmou em comunicado.

As operações de busca estão em andamento nos dois lados da fronteira entre o Tibete e o Nepal.

O transbordamento do rio Bhotekoshi ocorreu por volta das 9h (4h15 em Lisboa) e destruiu várias aldeias, estradas e projetos hidrelétricos.

As autoridades emitiram alertas para os moradores de vários distritos nepaleses, pedindo que se mantenham afastados das margens dos rios Bhotekoshi, Trishuli e Narayani.

"Pedimos apoio tanto à Índia quanto à China para ajudar nos trabalhos de resgate", declarou o porta-voz do governo nepalês, Sasmit Pokharel.

A polícia divulgou nas redes sociais imagens impressionantes de uma enorme onda percorrendo um vale no distrito de Rasuwa e arrastando vários edifícios.

O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, convocou uma reunião de emergência da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres.

As inundações afetaram uma das principais passagens terrestres entre o Nepal e a China, além de uma rota utilizada por peregrinos e turistas que viajam para o Tibete, informou a agência de notícias espanhola EFE.

Uma corrente de lama também causou na China "várias vítimas e desaparecidos no posto fronteiriço de Gyirong", na região do Tibete, no noroeste do país, informou a agência de notícias chinesa Xinhua.

Imagens divulgadas pela televisão pública chinesa CCTV mostram águas turbulentas arrastando galhos e detritos, além de uma estrada inundada.

As autoridades chinesas ainda não divulgaram um balanço do número de vítimas.

"A prioridade absoluta é mobilizar todos os meios para procurar e resgatar as pessoas desaparecidas, retirar e realocar os moradores em perigo, prestar atendimento médico rápido aos feridos e reduzir ao máximo o número de vítimas", afirmou o presidente chinês, Xi Jinping, citado pela Xinhua.

Xi costuma se pronunciar após catástrofes apenas quando o número de vítimas é elevado, segundo a AFP.

O distrito nepalês de Rasuwa já havia sofrido inundações semelhantes em agosto de 2025, quando um lago glacial no vizinho Tibete transbordou devido às altas temperaturas na região montanhosa e causou nove mortes.

Cientistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha (ICIMOD), de Katmandu, admitiram que o desastre de hoje provavelmente foi provocado por uma avalanche vinda de uma geleira.

De acordo com o centro de pesquisa, o rio Lhende Khola, um afluente do Bhotekoshi, atingiu o nível máximo de inundação durante a manhã.

"O Lhende Khola foi atingido por inundações duas vezes em 14 meses, desta vez devido a uma avalanche de gelo e rochas vinda de uma geleira (...), que bloqueou o curso do rio e liberou uma onda repentina de água", disse Saswata Sanyal, especialista da organização.

"Em uma região do Himalaia que está esquentando, o alerta precoce é a primeira linha de adaptação", acrescentou.

O cientista Qianggong Zhang, da mesma organização, alertou que a obstrução causada pela avalanche no rio permaneceu e "pode, portanto, ocorrer uma segunda inundação".

A região do Himalaia é particularmente vulnerável a chuvas intensas, inundações e deslizamentos de terra por estar esquentando em um ritmo mais acelerado do que o restante do planeta devido às mudanças climáticas causadas pela ação humana.

Estudos divulgados neste ano pelo grupo de pesquisa de Katmandu revelaram que as geleiras da região do Hindu Kush e do Himalaia estão derretendo em ritmo acelerado, com a taxa de perda de gelo tendo dobrado desde 2000.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

SÃO CARLOS/SP - A Guarda Civil Municipal recuperou uma motocicleta com queixa de furto durante patrulhamento pelo bairro Parque Delta, em São Carlos. A ocorrência foi registrada após dois indivíduos serem vistos empurrando uma moto pela via.

Segundo a GCM, ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram e abandonaram a motocicleta. As equipes realizaram acompanhamento e conseguiram deter um dos envolvidos, de 18 anos, a cerca de um quarteirão do local.

Durante a consulta pelo número do chassi, os agentes constataram que a motocicleta, uma CBX Twister vermelha, era produto de furto.

A ocorrência foi apresentada no Centro de Polícia Judiciária (CPJ), juntamente com a motocicleta. Após os procedimentos, o jovem foi liberado.

A ocorrência contou com a atuação dos GMs Rossi e Berto, da VTR 675, com apoio dos GMs Daniel e Mauricio, da VTR 671, e do C.E. Reginaldo e GM Eduardo, da VTR 681.

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