Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, realizou na tarde desta terça-feira (12/05) uma ação educativa no Shopping São Carlos em alusão à campanha Maio Amarelo 2026. A iniciativa contou com a parceria do SENAT e das empresas Ecovias e Rumo e teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância da segurança no trânsito.
Durante a atividade, o público participou de ações interativas, orientações educativas e experiências imersivas voltadas à prevenção de acidentes. Foram montados quatro estandes temáticos pela Prefeitura, SENAT, Ecovias e Rumo, abordando assuntos relacionados à mobilidade urbana, segurança viária e comportamento responsável no trânsito.
A ação integra a campanha “PARE: Sua Vida não tem Retorno!”, que busca estimular atitudes mais seguras e conscientes entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
No espaço organizado pela Prefeitura, o foco principal foi a conscientização sobre os riscos da combinação entre direção, consumo de álcool e sono ao volante. Simulações práticas permitiram que os participantes vivenciassem situações que demonstram os perigos dessas condutas.
O diretor de Educação de Trânsito, Felipe Almeida, destacou a importância da atividade para a conscientização da população. Segundo ele, o objetivo foi alertar as pessoas sobre os perigos no trânsito e reforçar a necessidade do cumprimento das leis de trânsito, por meio de simulações de embriaguez e sonolência ao volante.
O secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, ressaltou que a campanha tem papel fundamental na preservação de vidas. De acordo com ele, a parceria entre o poder público e as empresas participantes fortalece as ações de prevenção e amplia a conscientização sobre a importância de um trânsito mais seguro para toda a sociedade.
A programação do Maio Amarelo continua na próxima sexta-feira (15/05), quando a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana realizará nova ação educativa na Praça do Mercado Municipal.
SÃO CARLOS/SP - Após enfrentar uma explosão de casos de dengue em 2025, São Carlos vive um cenário muito mais controlado neste ano. Dados atualizados da vigilância epidemiológica apontam que a cidade soma 342 casos confirmados de dengue em 2026, número muito inferior ao registrado no ano passado.
No mesmo período de 2025, o município já acumulava 15.021 confirmações da doença. A redução chega a 98%, segundo o levantamento divulgado pelas autoridades de saúde.
As notificações gerais também apresentaram forte retração. Enquanto no ano passado foram contabilizadas 19.646 notificações envolvendo suspeitas da doença, em 2026 esse número caiu para 2.455, representando redução de 88%.
Outro dado considerado positivo é a ausência de mortes por dengue neste ano. O boletim também aponta que não há exames pendentes aguardando resultado neste momento, além de 45 casos descartados nesta semana.
As doenças relacionadas ao mosquito Aedes aegypti seguem sem registros positivos no município. Todas as 29 notificações de Chikungunya foram descartadas, assim como as 20 notificações de Zika Vírus. Não houve registros suspeitos de Febre Amarela.
Mesmo diante da melhora nos índices, os órgãos de saúde alertam que o combate ao mosquito deve continuar, especialmente com a eliminação de recipientes que possam acumular água parada.
SÃO CARLOS/SP - O Centro Esportivo Multi Esporte (CEME) proporcionou mais uma importante experiência educacional e esportiva aos alunos do projeto social desenvolvido no Centro da Juventude Lauriberto José Reyes, localizado na região do bairro Cidade Aracy. A convite da Profa. Dra. Pamela Roberta Gomes Gonelli foi realizada uma atividade especial na UFSCar, envolvendo alunos do curso de Graduação em Educação Física e os alunos da atividade “Futebol” do projeto do CEME.
A visita ao campus universitário aconteceu no dia 08/05 e a ação teve como principal objetivo proporcionar atividades práticas, educativas e esportivas, mediadas pelos alunos da disciplina “Estudos Avançados em Futebol”, sob supervisão da professora Pamela. Durante o encontro, as crianças e adolescentes puderam participar de uma atividade dinâmica, de muito aprendizado, convivência e troca de conhecimentos.
O convite foi um desdobramento da atividade desenvolvida em 09/04 no C.J. Lauriberto Reyes, ocasião em que se realizou a prática de observação dos aspectos pedagógicos e a oportunidade de vê-los aplicados no cotidiano do ambiente de treino de futebol ofertado às crianças e adolescentes pelo CEME. Os alunos da UFSCar conheceram de perto os aspectos e fundamentos da iniciação ao esporte e a importância do futebol de base.
A UFSCar tem uma longa tradição de troca de saberes com a comunidade são-carlense, para além de acolhê-la em seus cursos. Vivências práticas com os graduandos, atividades de extensão universitária com intervenção na realidade social, disponibilidade de informação à comunidade – a exemplo da sua Biblioteca Comunitária –, atendimentos à população (como a USE, em saúde) e a interação com os projetos sociais desenvolvidos na cidade.
Portanto, projetos sociais como os desenvolvidos pelo CEME – cuja proposta pedagógica é embasada em metodologias esportivas e educativas com foco na infância e adolescência – devem dialogar cotidianamente com os conhecimentos produzidos e disponibilizados pela universidade, seja ela pública ou privada.
Na UFSCar, as crianças e adolescentes, alunos da atividade “Futebol”, tiveram a oportunidade de treinos supervisionados, com abordagem e análise técnicas, além de receberem feedback pedagógico dos graduandos e da professora Pamela.
Após as atividades, os participantes realizaram um tour pela UFSCar, conhecendo diversos espaços da instituição. O momento foi marcado por muito aprendizado, incentivo aos estudos e motivação para o futuro escolar e profissional dos alunos do CEME.
BRASÍLIA/DF - O governo federal lançou, nesta terça-feira (12), o programa Brasil Contra o Crime Organizado. Entre as ações, estão previstas o fortalecimento das atuais Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), a compra de equipamentos e a promoção de 138 unidades prisionais para o padrão de segurança máxima dos presídios federais, com o objetivo de frear a articulação criminosa. O cronograma estabelece operações mensais integradas e a instalação, até setembro, dos comitês integrados de investigação financeira e recuperação de ativos.
Segundo o Palácio do Planalto, a “nova estratégia nacional” de enfrentamento às organizações criminosas está estruturada a partir de quatro eixos de ações para as quais serão destinados, ainda este ano, R$ 1,06 bilhão, além de uma linha de financiamento de R$ 10 bilhões.
De acordo com o governo federal, os quatro eixos foram pensados como uma resposta apropriada a cada um dos pilares sobre os quais as facções criminosas sustentam seu poder: obtenção de lucros com as atividades ilícitas; comando das prisões, onde arregimentam mão de obra; falta de resposta/punição à violência letal e poder armado.
Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, a proposta é promover uma maior articulação entre as instâncias federal, estaduais e municipais, qualificando e potencializando investimentos e esforços operacionais contra “o andar de cima, o comando, e a base econômica das facções criminosas”
Lula ressaltou que o Executivo federal não tem intenção de ocupar o espaço dos governadores ou da polícia estadual.
"O dado concreto é que, se a gente não trabalhar junto, a gente não consegue vencer. E o crime organizado se aproveita da nossa divisão”, acrescentou.
Além dos R$ 1,06 bi de investimento direto, o programa prevê a criação de uma linha de crédito para a segurança pública de R$ 10 bilhões. O dinheiro virá do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social. Criado em 2024, o chamado Fiis assegura recursos para o financiamento de investimentos em infraestrutura social, incluindo a melhoria da segurança pública.
Os estados ou municípios que recorrerem à linha de crédito poderão usar os valores contratados na compra de viaturas, motocicletas operacionais, lanchas, embarcações, equipamentos de proteção individual, equipamentos de menor potencial ofensivo, drones, sistemas de radiocomunicação e videomonitoramento e câmeras e scanners corporais, bem como na reforma de estabelecimentos penais, bloqueadores de sinal, equipamentos de perícia e informática e em soluções tecnológicas específicas para o setor.
O primeiro eixo do programa, que está focado no estrangulamento dos fluxos financeiros que sustentam as atuais redes de atividades ilícitas, prevê um investimento federal direto de R$ 388,9 milhões. Entre as ações previstas está o fortalecimento das atuais Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco), grupos operacionais que atuam em diferentes unidades federativas do Brasil, reunindo agentes de segurança locais e federais. Além disso, a ideia é criar uma Força nacional (Ficcos) para operações interestaduais de alta complexidade. Entre as outras ações previstas estão:
Para ampliar o controle e a vigilância em estabelecimentos prisionais, a previsão é investir, em 2026, R$ 330,6 milhões para ampliar o controle sobre unidades estratégicas. O objetivo é “interromper a capacidade de articulação criminosa a partir das prisões".
A proposta inicial é promover 138 estabelecimentos (o que representa cerca de 10% da totalidade de unidades prisionais do país) ao “padrão de segurança máxima”, semelhante ao dos presídios federais.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, 80% das lideranças de organizações criminosas identificadas no país estão cumprindo pena nestes 138 estabelecimentos. Este segundo eixo do programa prevê:
O terceiro eixo busca melhorar a eficiência na resolução de crimes letais por meio da qualificação da investigação e da perícia policial. Aproximadamente R$ 201 milhões vão ser distribuídos, este ano, entre o conjunto de ações que preveem:
O programa promete destinar cerca de R$ 145 milhões às ações do programa de enfrentamento ao comércio ilegal de armas, munições e explosivos. Entre as quais estão:
De acordo com o ministro da Justiça e Segurança Pública, os dois primeiros eixos do programa partem de experiências “sólidas e já comprovadas”: a Operação Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), e o exemplo dos presídios federais.
“Os outros dois eixos, com muita consistência, serão inovação fundamental para fecharmos a lógica que é o aumento do esclarecimento das taxas de homicídios [...] para eliminarmos este fator de atemorização, retroalimentando o poder do crime organizado, e o combate severo ao tráfico de armas”, explicou Wellington Silva.
O cronograma prevê a realização de operações mensais integradas das Ficcos estaduais e da Ficco nacional, além da instalação dos comitês integrados de investigação financeira e recuperação de ativos (CIFRAs) estaduais até setembro deste ano.
AGÊNCIA BRASIL
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