Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A cultura japonesa foi destaque em São Carlos no último fim de semana com a realização da 15ª edição do São Carlos Matsuri. Segundo os organizadores, aproximadamente 20 mil pessoas passaram pelo festival realizado no sábado e domingo (16 e 17 de maio), na área externa do Campus I da Fundação Educacional São Carlos (FESC), na Vila Nery.
O evento foi promovido pela Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, em parceria com a Câmara Municipal, a FESC e entidades da comunidade japonesa, responsáveis pela gastronomia e pelas atrações culturais.
Durante os dois dias de programação, o público acompanhou apresentações de danças tradicionais, performances de k-pop, shows de taikô, os tradicionais tambores japoneses, além de demonstrações de artes marciais, oficinas e atividades recreativas para toda a família.
A gastronomia oriental foi um dos principais atrativos do festival, com pratos típicos como yakisoba, tempurá, doces tradicionais e sorvete frito, que atraíram grande público ao longo do evento.
O Matsuri também contou com oficinas de desenho e origami, exposição de ikebana, bazar temático e estandes com produtos ligados à cultura japonesa. Para as crianças, a programação incluiu área kids, brincadeiras e atividades recreativas.
A entrada foi gratuita, com arrecadação voluntária de alimentos não perecíveis destinados a projetos sociais do município.
Criado em 2008, durante as comemorações do Sesquicentenário de São Carlos, o Matsuri se consolidou como um dos principais eventos culturais da cidade, integrando o calendário oficial do município.
O secretário municipal de Cultura e Turismo, Leandro Severo, destacou o sucesso da edição e agradeceu o apoio da Câmara Municipal, por meio de emenda parlamentar destinada pelo vereador Lineu Navarro, além do suporte do prefeito Netto Donato, do presidente da Câmara, Lucão Fernandes, e do presidente da FESC, Eduardo Cotrim.
Segundo o secretário, cerca de 500 pessoas participaram das apresentações culturais e aproximadamente 400 atuaram na infraestrutura e organização das barracas, grande parte de forma voluntária.
“O 15º Matsuri foi um sucesso, reunindo milhares de pessoas em um ambiente familiar e seguro. O festival mostra o quanto a comunidade japonesa, presente há décadas em São Carlos, é querida e valorizada pela população”, ressaltou Leandro Severo.
Representando a comunidade japonesa, a presidente da Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de São Carlos (ACENB), Neusa Kurimori, definiu o evento como uma festa tradicional e aguardada pela população.
“É uma festa alegre, gostosa e que se fortaleceu graças ao trabalho conjunto entre o poder público e as entidades da colônia japonesa. Ficamos felizes em receber milhares de famílias que puderam conhecer um pouco mais da cultura e da gastronomia japonesa”, afirmou.
A abertura oficial do evento, realizada no sábado à noite, contou com a presença do vice-prefeito Roselei Françoso, representando o prefeito Netto Donato, além do presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, e do presidente da FESC, Eduardo Cotrim.
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Universidade de São Paulo (USP) e Centro Universitário Central Paulista (UNICEP), realiza a Semana da Luta Antimanicomial 2026, que acontece até 22 de maio, com o tema “Cuidar em liberdade 25 anos construindo redes, direitos e cidadania”. O movimento é realizado em todo o Brasil e marca o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio.
A programação em São Carlos teve início na última sexta-feira (1505), com a oficina “Somos Redes”, realizada no CAPS. Já nesta segunda-feira (1805), aconteceram as atividades centrais de mobilização, com uma caminhada da Praça Santa Cruz até a Praça do Mercado Municipal, reunindo usuários dos serviços de saúde mental, profissionais, estudantes e representantes da comunidade. No local foram realizadas oficinas de convivência, capoeira, palhaçaria e percussão. À tarde, no auditório do Paço Municipal, aconteceu o debate “Educação Permanente a importância da Atenção Primária na Rede de Atenção Psicossocial”.
“Dezoito de maio é o Dia da Luta Antimanicomial e este ano marca os 25 anos da reforma psiquiátrica. Estamos promovendo ações em defesa da saúde mental com oficinas, palestras e diversas atividades em parceria com USP, UFSCar e UNICEP”, destacou Carmem Pereira, chefe de seção de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde.
A programação continua nesta terça-feira (1905) com atividades abertas ao público. Às 9h, o CAPS IJ realiza o “CAPS IJ de Portas Abertas”. Às 10h, no CAPS AD, acontece a roda de conversa “Internar é cuidar Caminhos do cuidado além da internação”. Já às 13h30, o CAPS II promove o “CAPS II de Portas Abertas”. Encerrando o dia, às 18h, será realizada na Sala Multiuso da UFSCar a Oficina de Zines “Sobre o Cuidado em Liberdade”, na Praça da Cultura.
Na quarta-feira (2005), a programação começa às 9h com o “CAPS AD de Portas Abertas”. Às 17h30, o Teatro de Bolso da UFSCar recebe o Cine Clube Somos Cultura, com exibição e debate sobre o curta “Seu vazio em mim”, com presença do diretor Gabriel Jóia. Às 19h, o Centro Cultural da USP promove o Cine Comentário, com exibição e debate sobre o filme “Mommy”.
A programação da semana segue até o dia 22 de maio com palestras, rodas de conversa, oficinas, apresentações culturais e debates em diferentes espaços da cidade e instituições parceiras.
SÃO CARLOS/SP - Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Texas A&M University (EUA) revelou resultados promissores no tratamento de dores e lesões mamilares em mulheres que amamentam. A pesquisa, publicada no periódico científico ”American Journal of Medical and Clinical Sciences”, demonstrou que a aplicação de laser de baixa intensidade associada à orientação profissional sobre técnicas de amamentação acelera a cicatrização dos mamilos e reduz significativamente a dor durante o aleitamento.
O estudo foi realizado entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024 na maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos. Participaram 16 mulheres em período pós-parto, todas com lesões mamilares e dores associadas à amamentação. As voluntárias foram divididas em dois grupos: um recebeu apenas orientações sobre cuidados e técnicas corretas de amamentação; o outro recebeu o mesmo acompanhamento aliado à terapia com laser de baixa intensidade.
De acordo com os pesquisadores, as lesões nos mamilos são um dos principais fatores que levam ao desmame precoce. Entre as causas mais comuns estão a pega incorreta do bebê, posicionamento inadequado durante a amamentação e ausência de orientação preventiva. A dor e o desconforto provocados pelas fissuras podem comprometer a continuidade do aleitamento materno, considerado pela Organização Mundial da Saúde essencial para a saúde do bebê e da mãe.
Os resultados apontaram melhora em ambos os grupos, mas as mulheres submetidas ao laser apresentaram recuperação mais rápida e maior redução da dor. Segundo os dados da pesquisa, a área das lesões diminuiu cerca de 45,6% no grupo tratado com laser, contra 25,8% no grupo que recebeu apenas orientações tradicionais. A intensidade da dor também caiu de forma mais expressiva entre as participantes submetidas à terapia luminosa.
Entre as principais vantagens observadas para as pacientes está o alívio quase imediato da dor após as aplicações do laser, permitindo que muitas mulheres retomassem a amamentação com mais segurança e confiança. As participantes também relataram menor desconforto durante as mamadas, redução do medo de amamentar e maior tranquilidade emocional no período pós-parto.
Outro benefício identificado foi a aceleração da cicatrização das fissuras mamilares, diminuindo o risco de agravamento das lesões e possíveis infecções. O tratamento ainda se mostrou não invasivo, indolor e sem efeitos colaterais importantes, o que favorece sua utilização em maternidades e serviços de apoio à amamentação.
Segundo a pesquisadora do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) e do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF), Drª Fernanda Mansano Carbinatto, uma das autoras principais do estudo “O equipamento utilizado pelos pesquisadores possui um adaptador desenvolvido no Instituto de Física de São Carlos, capaz de ampliar a área de irradiação da luz e distribuir o feixe de forma uniforme sobre o mamilo e a aréola. A tecnologia evita o contato direto com a pele lesionada e reduz o risco de efeitos adversos, como aquecimento excessivo e desconforto”, sublinha.
Os autores explicam que a chamada fotobiomodulação atua estimulando processos celulares relacionados à cicatrização, redução da inflamação e alívio da dor. A luz do laser interage com componentes celulares, favorecendo a produção de energia nas células e acelerando a regeneração dos tecidos lesionados.
Além dos benefícios físicos, os pesquisadores destacam impactos positivos emocionais e sociais para as mães. A redução da dor e a melhora das lesões contribuem para a continuidade do aleitamento materno exclusivo, fortalecendo o vínculo entre mãe e bebê e reduzindo a frustração frequentemente associada às dificuldades da amamentação.
A pesquisa conclui que o uso do laser de baixa intensidade pode se tornar um importante aliado dos profissionais de saúde no cuidado às lactantes, contribuindo para a permanência da amamentação e para a melhora da qualidade de vida das mães no período pós-parto.
Confira o original deste estudo –
SÃO CARLOS/SP - Nessa semana, teremos o I Congresso Internacional Humanização dos Cuidados em Dor Pediátrica (HUPEDCARE), em conjunto com o II Congresso de Dor Infantil e Cuidados Paliativos Pediátricos e o II Simpósio de Tecnologias em Saúde Infantil.
O evento será totalmente gratuito e ocorrerá entre os dias 21 e 23 de maio de 2026, em São Carlos (SP). Ele está sendo organizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com apoio de outras universidades brasileiras e da União Europeia pelo programa Erasmus+.
O Congresso já conta com mais de 150 palestrantes e 800 inscritos, incluindo estudantes, médicos, residentes e outros profissionais da saúde de 40 universidades da América Latina, África e Europa, bem como instituições brasileiras de destaque — entre elas, o Laboratório de Bioengenharia do ITA, o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês, a USP, a UNIFESP e a UFSCar — compondo um panorama nacional e internacional de excelência em ensino, pesquisa e inovação em saúde.
O evento tem como presidente a Dra. Esther Angélica Luiz Ferreira, médica e membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, e tem como objetivo promover a atualização científica, a integração multiprofissional e a discussão de práticas baseadas em evidência no manejo da dor pediátrica, cuidados paliativos e inovações tecnológicas em saúde infantil, com enfoque na humanização do cuidado.
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