SÃO CARLOS/SP - O Brasil será palco, entre os dias 26 e 30 do próximo mês de outubro, de um dos mais prestigiados encontros científicos internacionais dedicados ao estudo da ressonância magnética aplicada a materiais porosos.
A “17ª edição da Conferência Internacional de Ressonância Magnética em Meios Porosos” (MRPM, na sigla em inglês) ocorrerá nas cidades paulistas de Ribeirão Preto e Campinas, reunindo pesquisadores, especialistas da indústria e estudantes de diversas partes do mundo.
A conferência, apoiada pelo Grupo AMPERE, destacará pesquisas de ponta, novas tecnologias e aplicações práticas da Ressonância Magnética Nuclear (RMN) e de técnicas complementares em diferentes áreas do conhecimento e setores produtivos.
Criada em 1990, na Itália, por iniciativa dos professores Giulio Cesare Borgia e Paola Fantazzini, ambos da Universidade de Bolonha, a série de conferências MRPM consolidou-se como referência internacional na área. Desde então, o evento já passou por países como Reino Unido, Bélgica, Alemanha, França, Estados Unidos, Nova Zelândia, China e Noruega, onde ocorreu a edição mais recente, em 2024.
Pela primeira vez sediada no Brasil, a conferência contará com a colaboração de importantes instituições nacionais, entre elas a Associação de Usuários de Ressonância Magnética Nuclear (AUREMN), o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) — responsável pelo Laboratório Nacional de Luz Síncrotron e pelo acelerador de partículas Sirius — e o capítulo brasileiro da InterPore, organização internacional dedicada ao estudo dos meios porosos.
Tendo como chairman o docente da USP São Carlos, Prof. Tito José Bonagamba, o evento apresentará uma programação científica que abordará temas tradicionais da área, como estudos fundamentais em Física, Química e RMN aplicada a materiais porosos, além de questões contemporâneas e de grande impacto social. Entre os destaques estão pesquisas voltadas para a redução das emissões de dióxido de carbono (CO₂) e seu armazenamento, especialmente nos setores petrolífero e cimenteiro, aplicações em ciência do solo, uso de inteligência artificial, computação clássica e quântica, matemática aplicada e engenharia.
Outro eixo importante será a área da saúde. A proximidade do evento com a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), uma das mais reconhecidas do país, estimulará, certamente, discussões sobre aplicações médicas da ressonância magnética e o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares.
Os participantes também terão a oportunidade de conhecer o potencial científico do Sirius, a fonte brasileira de luz síncrotron de quarta geração, sediada em Campinas, considerada uma das mais avançadas do mundo, especialmente no estudo de materiais complexos.
Com a realização do MRPM 2026, o Brasil reforça sua posição no cenário científico internacional e amplia as oportunidades de cooperação entre pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento, promovendo inovação e soluções para desafios globais.
Para obter todas as informações e proceder à sua inscrição neste grande evento científico, acesse o link - https://www.mrpm2026.com/