Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), anunciou nesta quinta-feira, 12, que concorrerá ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026.
A ministra confirmou a intenção de concorrer ao cargo em entrevista a jornalistas em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Tebet disse que ainda não definiu o partido pelo qual disputará o cargo.
Na declaração à imprensa, a ministra afirmou ter "eterna gratidão" ao Mato Grosso do Sul, seu Estado natal, pelo qual foi senadora e prefeita da capital.
Segundo Simone, a candidatura ao Senado por São Paulo foi sugerida a ela pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com o apoio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
Ainda de acordo com a ministra, a escolha de São Paulo como local da disputa também partiu da "grata surpresa" de constatar que, em 2022, os paulistas responderam por um terço dos votos que recebeu como candidata a presidente.
Segundo levantamento do Real Time Big Data divulgado nesta segunda-feira, 9, Tebet está empatada tecnicamente com o deputado federal Guilherme Derrite (PP) e com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), na disputa pelo Senado por São Paulo. No pleito deste ano, haverá a renovação de dois terços da Casa. Cada Estado elegerá dois representantes.
Tebet foi cotada para disputar o governo de São Paulo e já havia declarado que concorreria pelo cargo sugerido pelo presidente. "Coloquei meu destino político na mão do presidente", disse a ministra em 30 de janeiro.
Enquanto Tebet será candidata ao Senado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a pedido de Lula, concorrerá ao Palácio dos Bandeirantes como oposição ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tentará a reeleição.
por Estadao Conteudo
SÃO PAULO/SP - Pesquisa da Nexus revela que, de maneira geral, 73% dos millennials — jovens de 25 a 40 anos — são a favor do fim da escala 6×1, enquanto 17% são contra. No entanto, quando questionados sobre o fim da escala estar ou não condicionada à redução salarial, metade dos que eram contrários à proposta (9%) migram da desaprovação para a aprovação caso a nova regulamentação não implique redução salarial dos trabalhadores. Com isso, a taxa de aprovação da proposta, desde que não mexa nos salários, sobe para 82% nos jovens entre 25 e 40 anos, principal camada da população inserida no mercado de trabalho brasileiro.
A mesma coisa é observada com a geração Z, composta por jovens de 16 a 24 anos. Sem entrar no mérito do regime de trabalho, 69% se disseram favoráveis ao fim da escala 6×1 e 22%, contra. Porém, caso a redução nas horas trabalhadas não estivesse condicionada à diminuição salarial, 13% dos 22% contrários mudariam de ideia, subindo de 69% para os mesmos 82% o percentual de aprovação do projeto nessa faixa etária.
Para chegar nesses dados, foram feitas duas perguntas aos entrevistados. Primeiro, questionou se eles eram favoráveis ou contrários ao fim da escala 6×1, sem tratar da questão salarial. Depois, para o percentual de millennials e de jovens da geração Z que aprovam a medida, perguntamos se eles aprovariam mesmo que ela implicasse redução do salário. Já para os jovens que se disseram contrários de início, foi perguntado se eles passariam a aprovar a redução da jornada desde que ela não implicasse diminuição proporcional dos salários.
Com isso, 35% dos brasileiros entre 25 e 40 anos são totalmente favoráveis ao fim do 6×1, independentemente de isso impactar ou não o pagamento dos trabalhadores. Outros 42% só são favoráveis se a medida aprovada não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis, mas ainda sem ter opinião formada sobre a condicionante (manutenção ou redução dos salários).
Já em relação aos jovens de 16 a 24 anos, 31% são totalmente favoráveis ao fim da escala 6×1, sem entrar no mérito do regime de trabalho e 47% apenas se a proposta não ocasionar diminuição salarial. Outros 4% são favoráveis sem a opinião formada sobre a condicionante.
Quando perguntados sobre o fim da escala 6×1 sem tratar da questão salarial, os jovens de 25 a 40 anos foram a faixa etária que mais aprovou a proposta, com 73% favoráveis ao fim do regime de trabalho que estabelece 6 dias de trabalho, para apenas uma folga. Entre a geração Z — 16 a 24 anos — foram 69% a favor do fim da escala e 22%, contra.
A aprovação cai para 62% entre os brasileiros de 41 a 59 anos com 23% contra e atinge 48% entre a população com mais de 60 anos. Nessa faixa etária, chega a 25% a desaprovação do fim da escala 6×1. Na média geral, são 63% os brasileiros a favor do fim da escala 6×1, independentemente da questão salarial.
“Quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho. Ainda assim, a maioria dos millennials adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda”, analisa Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
A Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados entrevistou 2.021 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação (UFs) entre os dias 30 de janeiro e 05 de fevereiro. A margem de erro no total da amostra é de 2 p.p, com intervalo de confiança de 95%.
por Rafael Damas
SÃO CARLOS/SP - O Centro de Referência do Idoso “Vera Lúcia Pilla”, em São Carlos, vem desenvolvendo oficinas de percussão corporal e dança circular voltadas às pessoas idosas atendidas no espaço. As atividades são realizadas semanalmente e têm como objetivo estimular o movimento, a musicalidade e a convivência entre os participantes.
A proposta utiliza o Método Batucadeiros de Música Corporal, uma metodologia educativa e artística que transforma o próprio corpo em instrumento musical. A técnica explora sons produzidos por meio de palmas, batidas e movimentos coordenados, organizados em sequências rítmicas que trabalham musicalidade, expressão corporal e coordenação de forma lúdica.
A atividade foi incorporada ao grupo a partir da percepção de que, com o avanço da idade, muitas pessoas passam a apresentar maior fragilidade e dificuldades relacionadas à mobilidade e ao equilíbrio. Nesse contexto, o movimento associado à música torna-se uma estratégia importante para estimular corpo e mente, contribuindo para a manutenção da autonomia e da qualidade de vida.
De acordo com a professora responsável pela atividade, Nilva Rodrigues, a prática apresenta diversos benefícios para os participantes.
“Trabalhamos cognição, lateralidade, sequência e equilíbrio. Além disso, é uma atividade inclusiva, em que todos conseguem participar e se expressar por meio do ritmo”, explica.
Um dos diferenciais da iniciativa é a adaptação do método para o público idoso. Tradicionalmente aplicado com crianças e adolescentes em atividades educativas e culturais, o Método Batucadeiros passou a ser desenvolvido no Centro de Referência do Idoso com adequações que respeitam os limites e as potencialidades das pessoas idosas.
A experiência é considerada inovadora, já que existem poucas aplicações da metodologia voltadas especificamente para esse público no país. A adaptação permite que os participantes realizem movimentos de forma segura, estimulando memória, coordenação motora, expressão corporal e convivência social.
As oficinas acontecem às segundas e quartas-feiras, das 8h30 às 10h, no Centro de Referência do Idoso “Vera Lúcia Pilla”, localizado na Rua Dr. Joaquim Inácio de Moraes, na Vila Irene. Atualmente são oferecidas duas turmas com 20 vagas cada, totalizando 40 participantes.
No momento, todas as vagas estão preenchidas e os participantes já estavam previamente inscritos. No entanto, a equipe estuda a possibilidade de abrir novos horários e grupos conforme a demanda, incluindo a previsão de criação de uma nova turma às quintas-feiras, também no período da manhã.
As atividades são gratuitas e fazem parte das ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, que busca ampliar iniciativas voltadas à promoção do envelhecimento ativo, da convivência e da qualidade de vida das pessoas idosas no município.
A secretária municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania, Gisele Santucci, ressalta a importância de iniciativas voltadas à população idosa.
“Nosso objetivo é oferecer atividades que estimulem não apenas o movimento, mas também a convivência, a autoestima e o bem-estar das pessoas idosas. O Centro de Referência do Idoso é um espaço de acolhimento e participação, onde buscamos promover qualidade de vida e fortalecer os vínculos sociais”, afirmou.
Os interessados em participar podem procurar o Centro de Referência do Idoso “Vera Lúcia Pilla” para deixar o nome na lista de interesse para formação de novas turmas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (16) 3368-2970.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realizou, na noite de quarta-feira (11/03), a 12ª audiência pública da revisão do Plano Diretor, reunindo representantes dos Conselhos Municipais no Auditório Bento Prado, no Paço Municipal. O encontro abriu espaço para que diferentes segmentos da sociedade civil organizada pudessem apresentar suas demandas e contribuições para o processo de revisão do principal instrumento de planejamento urbano da cidade.
Durante a reunião, o assessor do prefeito Netto Donato, João Muller, destacou a importância da iniciativa. “Nós realizamos a 12ª audiência pública da revisão do Plano Diretor no Paço Municipal com os Conselhos Municipais. A apresentação inicial que nós fizemos mostrou a importância do novo Plano Diretor, da revisão do Plano, a influência que tem na expansão urbana, econômica e social. Foi importante abrir esse espaço para ouvir e dar a oportunidade também para que os Conselhos, caso queiram apresentar alguma sugestão diferenciada daquilo que falaram durante a audiência, possam fazê-lo por escrito e enviar ao grupo que organiza a revisão. De toda forma, é sempre importante, porque aproxima das pessoas, mostra a transparência com que estamos tratando essa revisão”, disse.
O vice-prefeito Roselei Françoso também ressaltou o papel dos Conselhos na construção coletiva do Plano Diretor. “Nós tivemos a oportunidade de fazermos mais uma rodada, discutindo com os conselhos diversas representatividades das organizações civis. Foram abordados temas como saúde, educação, cidadania, transporte, segurança e esporte. Isso contribui demais para a elaboração de um plano diretor eficiente, que representa de fato os anseios da população e faz com que a cidade se desenvolva melhor. Saio muito satisfeito de poder ouvir e também manifestar-me sobre alguns pontos, dando a minha contribuição para essa importante legislação, respeitando o Estatuto das Cidades, a Lei Federal e a Constituição Federal, com ampla divulgação e participação”.
A próxima audiência pública está marcada para o dia 25 de março, na UFSCar, e reunirá representantes das duas universidades da cidade (UFSCar e USP) para ampliar ainda mais o diálogo sobre o futuro urbano de São Carlos.
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