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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SANTOS/SP - O Santos vai aproveitar as duas semanas sem jogos na Vila Belmiro para iniciar mais um passo importante da reforma no estádio: as mudanças no antigo setor Visa, com o intuito de descê-lo até o nível do campo e ampliar os acessos de entrada pela Rua Dom Pedro.

O time comandado por Cuca só volta a atuar em casa em 24 de outubro, quando recebe o Bahia, em confronto direto por briga à Conmebol Libertadores do ano que vem.

Até lá, o clube deve começar a levar as cadeiras até o nível do campo e vai abrir um espaço "nas costas" da reforma, que será usado para, futuramente, a construção de um pequeno shopping, com praça de alimentação, bares e banheiros que servirão tanto a rua, quanto o lado interno do estádio.

Já estão em andamento melhorias e mudanças na arquibancada principal do estádio, que também está sendo rebaixada ao nível do campo, com alterações nos acessos e a busca por um efeito "alçapão" na Vila. A conclusão desse passo está prevista até o fim do ano.

Recorde dos recordes

As mudanças na Vila Belmiro já surtiram efeitos práticos: no jogo passado, contra o Flamengo, o local bateu um recorde recente de público, recebendo 16.600 pagantes, mais até do que na final do Campeonato Paulista de 2016, um dos últimos títulos conquistados pelo Santos.

O aumento expressivo de público, quebrando um recorde de 2008, quando o clube recebeu mais de 19 mil pessoas em jogo de Libertadores contra o América do México, se deve a mudanças tanto no setor visitante, que foi ampliado, quanto na arquibancada, que teve os degraus duplicados.

Hoje, a Vila Belmiro tem uma capacidade estrutural de receber cerca de 20 mil pessoas, mas tem a liberação para operar com pouco mais de 17 mil. Terminada a reforma, a ideia é que o estádio possa receber até 25 mil torcedores.

 

Por Ana Canhedo/ge

BRASÍLIA/DF - A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, registrou nesta terça-feira (13) o endereço eletrônico do canal Exército do Lula, no aplicativo de mensagens WhatsApp, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A formalização do canal, que já soma mais de 4 milhões de inscritos, foi realizada pouco depois de o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, ter condicionado a manutenção do canal no ar ao seu registro junto à Justiça Eleitoral. 

O registro dos canais de comunicação com o eleitor é uma obrigação das campanhas oficiais. O canal Exército do Lula, contudo, é administrado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG). 

Após registrar o canal junto ao Núcleo de Gerenciamento de Sistemas e Dados Partidários (NGDAP), do TSE, a coligação Brasil Pronto pra Mais, de apoio a Lula, ressalvou que fez o procedimento para atender à decisão de Nunes Marques, embora isso não signifique que a campanha do candidato tenha assumido a administração do canal. 

Em sua decisão, Nunes Marques destacou que, mesmo com o registro junto ao TSE, o canal só deve voltar a publicar depois de 48 horas, prazo estipulado em norma eleitoral para canais oficiais de campanha. 

Nesta terça (13), o presidente do TSE determinou pela segunda vez a retirada do ar do canal, alegando a falta de registro como motivo. A decisão foi tomada em processo administrativo, que não precisa passar pelo crivo do plenário da Corte Eleitoral. 

Em entrevista a jornalistas na saída do Palácio do Planalto, após reunião com Lula, o deputado André Janones disse que todas as decisões judiciais serão cumpridas. 

Entenda 

O canal Exército do Lula foi alvo de uma disputa de liminares (decisões provisórias) nos últimos dias. O próprio Nunes Marques havia determinado, no último sábado (10), a suspensão total do canal. Ele acolheu um pedido da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.  

Nunes Marques justificou a medida afirmando que o canal estaria sendo usado para disseminar informações falsas sobre Flávio. Contudo, em relatório produzido por ordem do próprio ministro, a área técnica do TSE informou não ter encontrado conteúdos de desinformação no canal de apoio a Lula. 

A decisão de Nunes Marques acabou derrubada no domingo (11) pelo corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou a página no ar. 

O corregedor destacou que Nunes Marques não poderia ter suspendido o canal em um processo administrativo, como fez, sendo que o caso já era analisado em um processo judicial regular, relatado pelo próprio Cueva. 

Ao reexaminar o caso, nesta terça (13), contudo, o presidente do TSE afirmou que a não comunicação formal do endereço do canal à Justiça Eleitoral é suficiente para suspender o canal novamente. O ministro então derrubou a decisão do corregedor. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - Saber interpretar textos é tão importante quanto conhecer os conteúdos na prova de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, que faz parte do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para 8 de novembro.

Uma das formas de se preparar é resolver questões de edições anteriores, prestando atenção nos comandos e nos contextos que envolvem os assuntos. O professor Eduardo Calbucci explica que as habilidades avaliadas em Linguagens seguem um histórico consolidado.

"O Enem tem uma matriz de referência que é a mesma desde 2009. Então, a prova tem um grau de previsibilidade bastante grande”. 

“A primeira orientação que a gente dá aos alunos é estudar provas anteriores. As habilidades que estão sendo exigidas pelo Enem são as mesmas há 16, 17 anos."

O professor Eli Carlos Guimarães define que a espinha dorsal da prova é a leitura e a interpretação de texto.

"Todo ano, mais de um terço das questões exige análise de gêneros textuais, como charge, artigo de opinião, resenha, canções, postagens digitais, além de variação linguística e funções da linguagem. O texto muda, mas a habilidade cobrada é totalmente previsível".

Como lidar com os textos durante a prova

Para o estudante Pedro Augusto Rocha Rodrigues, de 18 anos, o grande volume de leitura nas questões é um dos desafios da avaliação.

"Como sempre, o Enem tem muito texto, uma coisa muito bruta para ser processada, digerida. Se você não entende o comando, não tem como você resolver a questão de uma forma adequada".

O professor Eli concorda com o Pedro e detalha que a melhor estratégia para a prova é ler primeiro o comando da questão, que fica abaixo do texto. 

“Sabendo exatamente o que a banca está pedindo, você vai para o texto com um olhar focado na informação correta. Dessa forma, você economiza tempo e evita releituras desnecessárias."

Na reta final, o professor recomenda revisar funções da linguagem, variação linguística e coesão textual, com foco em conectores, como "contudo", "portanto" e "embora", entendendo como as palavras se articulam para construir o sentido do texto. 

O que cai em Literatura?

O mais importante é compreender as relações entre o contexto histórico, as ideias de uma época e as características das obras literárias, os temas. O professor exemplifica que o contexto do modernismo brasileiro e da Semana da Arte Moderna de 22 ajuda a entender a busca por novas formas de expressão que marcaram a época.

Entre os conteúdos e autores que merecem revisão, Eli destaca:

"Modernismo, principalmente a primeira e segunda fases, com Drummond, Graciliano Ramos, Cecília Meirelles, o realismo de Machado de Assis e o romantismo. Também ficar atento à literatura contemporânea, porque ela dá voz a pautas sociais, como as obras de Conceição Evaristo, Carolina Maria de Jesus e a literatura indígena".

Língua estrangeira

No Inglês, é preciso ir além da leitura tradicional de textos, como explica o professor Tiago Gentil.

"O Enem tende a empregar não somente textos e interpretação, mas a relação entre imagens, diagramas, situações do dia a dia e documentos. Não é se ater somente ao vocabulário, à gramática, mas se atentar a contextos, à mensagem global do que está sendo dito".

Segundo Gentil, poemas em Inglês têm aparecido nas edições mais recentes do exame.

Em Espanhol, um dos cuidados é com os falsos cognatos: palavras parecidas nos dois idiomas, mas com significados diferentes. Esse é o alerta do professor Júlio Manuel Sanchez Tello.

"Por exemplo: para nós, falantes da língua espanhola, algo esquisito é algo requintado, é algo saboroso, é algo delicioso. Não o esquisito de raro, de raridade e rareza como seria na língua portuguesa".

O professor comenta que a estrutura da prova de Espanhol costuma incluir dois ou três textos em espanhol e cinco questões em português, fundamentalmente para interpretação. 

“Gramática pura aparece pouquíssimo. Sinônimos e antônimos aparecem dentro do contexto do próprio texto. A sintaxe é raríssima."

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - Abandonar a cultura da tragédia e investir em prevenção. Essa é a recomendação de especialistas em conservação da natureza e adaptação climática diante do aumento dos riscos associados a eventos extremos no Brasil.

O caminho inclui mapear áreas vulneráveis, preparar serviços essenciais, ampliar sistemas de alerta e incorporar a natureza ao planejamento urbano para reduzir os impactos de chuvas intensas, secas e ondas de calor.

O alerta ganha destaque neste 13 de outubro, Dia Internacional para a Redução do Risco de Desastres, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover ações de prevenção e reduzir os impactos econômicos, ambientais e sociais desses eventos.

“Isso mostra que ainda tratamos como surpresa riscos que já são conhecidos e recorrentes”, diz Rafael Loyola, integrante da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e diretor da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS).

“Precisamos abandonar a cultura da tragédia e adotar uma cultura de prevenção. Hoje, o Brasil gasta mais de três vezes com resposta e reconstrução do que com prevenção de desastres, nos níveis federal, estadual e municipal", complementa.

Segundo Loyola, a mudança exige monitoramento permanente de áreas de risco, investimentos em drenagem e contenção de encostas, arborização urbana, recuperação de áreas naturais e aprimoramento dos sistemas de alerta à população.

Também é necessário preparar hospitais, escolas, estradas e redes de abastecimento de água e energia para funcionar em condições adversas.

Adaptação 

A preparação para eventos extremos precisa considerar as características e vulnerabilidades de cada região. As projeções para o segundo semestre de 2026, sob influência do El Niño, reforçam essa necessidade.

Para André Ferretti, gerente sênior de Economia da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário e integrante da RECN, a adaptação climática depende de ações articuladas entre diferentes setores.

“Ao contrário da mitigação, que tem foco na redução das emissões de gases de efeito estufa e pode ser feita em qualquer lugar do mundo, com efeitos positivos para todos, a adaptação exige ação local. É preciso olhar para cada território, mapeando riscos e vulnerabilidades.”

Segundo o especialista, as estratégias precisam envolver áreas como meio ambiente, saúde, educação, agropecuária e infraestrutura, com participação dos governos federal, estaduais e municipais, dos setores econômicos e da sociedade.

Uma das ferramentas disponíveis é a plataforma Natureza ON, desenvolvida pela Fundação Grupo Boticário em parceria com o MapBiomas, com tecnologia Google Cloud.

A ferramenta permite consultar riscos de inundações, deslizamentos e indicadores de segurança hídrica em diferentes regiões do país, além de indicar Soluções Baseadas na Natureza que podem aumentar a resiliência dos territórios.

Natureza como infraestrutura

A supressão da vegetação, a impermeabilização do solo e a ocupação de rios e nascentes contribuíram para aumentar a vulnerabilidade de cidades a eventos extremos, segundo Juliana Baladelli Ribeiro, gerente de Projetos da Fundação Grupo Boticário e especialista em Soluções Baseadas na Natureza.

A recuperação de áreas verdes, a preservação de rios e nascentes, a criação de parques e a ampliação de áreas permeáveis podem reduzir riscos associados ao excesso de água e às altas temperaturas.

Essas áreas também contribuem para controlar a erosão, estabilizar encostas e regular a disponibilidade de água, a temperatura e a umidade do ar.

“São formas muito eficientes de lidar com os riscos associados ao excesso de água e às altas temperaturas, ao mesmo tempo em que geram benefícios para a qualidade de vida da população”, afirma Juliana.

Ela ressalta que os investimentos urbanos precisam considerar os riscos climáticos desde o planejamento.

“Sem considerar os riscos e os impactos das mudanças do clima no planejamento dessas obras, parte desse investimento pode, em vez de preparar as cidades, contribuir para ampliar sua vulnerabilidade a eventos extremos e aprofundar a injustiça climática”, alerta.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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