Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, firmou convênio com a Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC) para a elaboração do Plano Integrado de Ocupação da região do Tutoya do Valle, na região do Varjão. A iniciativa atende às diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor Estratégico, aprovado em 2017, que definiu a Zona Norte como um dos principais vetores de expansão urbana do município.
Segundo a legislação, cabe ao Poder Executivo planejar essa expansão de forma integrada, considerando aspectos ambientais, urbanos e de infraestrutura. Desde a entrada em vigor do Plano Diretor, já foram emitidas diretrizes para cerca de 12 mil unidades habitacionais na área entre o Residencial Samambaia e o distrito de Água Vermelha.
Pelo convênio, a AEASC coordena a indicação de profissionais responsáveis pelos estudos técnicos, reunindo especialistas em fauna e flora, geologia e hidrogeologia, mobilidade urbana e arquitetura. Já os estudos sobre abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana e gestão de resíduos sólidos estão sendo desenvolvidos pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE).
“Durante as reuniões do grupo de trabalho, já foram apresentados os primeiros levantamentos sobre fauna, flora, hidrogeologia e saneamento. A próxima reunião, marcada para o dia 27 de julho, trará as diretrizes do sistema viário. O plano também contemplará a implantação de equipamentos públicos”, disse o secretário de Desenvolvimento Urbano, João Muller.
Após a conclusão dos estudos, o documento será submetido ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (COMDUSC) e ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, passando a integrar a revisão do Plano Diretor e consolidando o planejamento da expansão urbana da região do Varjão.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, iniciou nesta semana uma nova modalidade de capacitação na Casa do Trabalhador: os cursos no período noturno. A iniciativa amplia as oportunidades de qualificação profissional para pessoas que trabalham durante o dia e buscam aprimorar seus conhecimentos.
Na última segunda-feira (20/07), tiveram início os cursos de Inteligência Artificial Generativa e Confecção Manual de Bijuterias, ambos realizados no período da noite. Já nesta quinta-feira (23/07), começa o curso de Modelagem de Roupas Femininas. Todas as capacitações são gratuitas e realizadas em parceria com o Sebrae e o Senai.
O curso de Inteligência Artificial Generativa, realizado em parceria com o Senai, acontece das 19h às 22h e tem como objetivo apresentar aos participantes os fundamentos da inteligência artificial generativa, ampliando as possibilidades de atuação profissional em áreas como indústria, comércio, saúde, educação, atendimento ao cliente e gestão pública. A formação oferece conteúdos alinhados às demandas atuais do mercado tecnológico.
Também iniciado na segunda-feira, o curso de Confecção Manual de Bijuterias, em parceria com o Sebrae, será realizado até o dia 28 de julho, na Casa do Trabalhador, com carga horária total de 28 horas. As aulas acontecem das 18h30 às 22h30 e abordam técnicas de criação e montagem de acessórios, utilização de ferramentas e materiais específicos, além de conteúdos relacionados ao design, teoria das cores e criatividade, possibilitando o desenvolvimento de peças com potencial de comercialização.
Nesta quinta-feira (23/07), será iniciado o curso de Modelagem de Roupas Femininas, também em parceria com o Sebrae. A capacitação será realizada até o dia 21 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 22h30, na própria Casa do Trabalhador. Durante as aulas, os participantes aprenderão técnicas de modelagem voltadas à confecção de roupas femininas, com foco na elaboração de moldes e produção de peças do vestuário.
Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, a oferta de cursos no período noturno é uma novidade da Casa do Trabalhador e tem como objetivo atender um público maior, especialmente trabalhadores e pessoas que possuem disponibilidade apenas após o horário comercial.
As capacitações fazem parte das ações de qualificação profissional desenvolvidas pelo município, buscando ampliar as oportunidades de geração de renda, empreendedorismo e inserção no mercado de trabalho.
A Casa do Trabalhador está localizada na Avenida São Carlos, nº 1.839, no Centro.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos já aplicou 62.571 doses da vacina contra a Influenza desde o início da campanha de imunização. Os dados, divulgados pelo Departamento de Vigilância em Saúde, mostram que 31.066 doses foram destinadas aos grupos prioritários, que somam uma população-alvo de 66.427 pessoas, resultando em cobertura vacinal de 46,77%.
Entre os públicos prioritários, os idosos com 60 anos ou mais registram o maior número de vacinados. Foram aplicadas 24.706 doses, o que representa cobertura de 50,40% sobre uma população estimada em 49.017 pessoas.
Já entre as crianças de seis meses a menores de seis anos, a cobertura permanece abaixo do esperado. Até o momento, foram aplicadas 5.261 doses, alcançando apenas 33,70% do público-alvo de 15.610 crianças.
As gestantes apresentam o melhor índice proporcional de vacinação entre os grupos prioritários, com cobertura de 61,06%. Ao todo, 1.099 mulheres receberam o imunizante, de um público estimado em 1.800 gestantes.
“A vacinação contra a Influenza continua sendo a principal forma de prevenção contra os casos graves da doença, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. Embora tenhamos alcançado um número expressivo de doses aplicadas, ainda precisamos ampliar a cobertura, especialmente entre as crianças, que apresentam o menor índice de vacinação. A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as unidades de saúde do município. Nossa orientação é para que a população procure a unidade de saúde mais próxima e mantenha a vacinação em dia, contribuindo para a proteção individual e coletiva”, alerta a diretora de Vigilância em Saúde, Denise Martins Gomide.
A vacinação contra a gripe segue disponível para toda a população nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nas Unidades de Saúde da Família (USFs), de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 16h30.
BRASÍLIA/DF - O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou nesta terça-feira (21) que o governo do presidente Lula (PT) não pretende retaliar a administração de Donald Trump em reação às taxas adicionais de 25% que serão aplicadas sobre produtos brasileiros a partir desta quarta (22).
"A ideia não é retaliação. Não é. Dizem que [no] olho por olho, o que pode acontecer é os dois ficarem cegos. A reciprocidade é [dizer] 'estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso'. Temos instrumentos para fazê-los, no momento oportuno, da forma adequada", declarou Alckmin.
Ele falou em entrevista a jornalistas após se reunir, junto com o ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, com representantes de setores afetados pelo tarifaço.
A declaração representa um recuo na posição da gestão petista. Na última semana, quando o USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA) anunciou a sobretaxa contra o Brasil, o governo brasileiro afirmou que iria "imediatamente" iniciar os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos.
Ao voltar a classificar as tarifas como injustas, o vice-presidente reforçou que um dos principais objetivos será abrir novos mercados para os itens nacionais. Citou os acordos do Mercosul com a União Europeia e com Singapura. "E está em negociação para melhorar o mercado com o Japão, com o México, com a Índia", disse.
A ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) já anunciou que lançará, em agosto, um plano de diversificação de mercados de R$ 130 milhões.
O ministro da Indústria e Comércio afirmou que o governo brasileiro mapeia quais contrapartes americanas podem ajudar setores brasileiros nas negociações para reduzir as taxas impostas pela Casa Branca, além de estimar quais serão os impactos na geração de empregos e no lucro das empresas.
Segundo ele, a orientação de Lula é de que a equipe econômica converse com todos os segmentos da indústria nacional atingidos e continue negociando. Não há prazo para o anúncio de novas medidas. A decisão final será do presidente, afirmou Elias Rosa.
"Estamos confirmando dados, colhendo novos dados, também recebendo sugestões de modos pelos quais esses setores podem ser atendidos. Seja em razão do custo, cada setor representa essa tarifação, seja em razão das políticas que podem ser adotadas para a diversificação de mercados. Esse é um grande desafio que precisa ser seguido", disse.
"O fato de ser injusta, descabida, indevida, não significa que o governo brasileiro não vá adotar todas as medidas para, primeiro, socorrer quem precisa", completou o ministro.
As reuniões com os segmentos acontecem enquanto o Brasil aguarda, para essa semana, a decisão do governo dos EUA sobre uma possível nova rodada do tarifaço, esta de 12,5% e com base em uma investigação sobre trabalho forçado.
A tarifa deve substituir as sobretaxas de 10% com base na Seção 122, que expiram no fim de julho.
Elias Rosa afirmou que o governo aguarda para saber se os 12,5% serão cumulativos para os 25% ou não. "A partir daí é que se desvenda um novo cenário", disse.
Na reunião desta terça, estiveram presentes representantes de Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), dentre outros.
Na quarta (22), outras duas rodadas de conversa serão realizadas.
Segundo os cálculos do governo, o tarifaço afeta cerca de 18% das exportações aos americanos, ou algo como US$ 7,4 bilhões (R$ 38 bilhões) em mercadorias.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, alguns setores sentirão a sobretaxa com mais força. É o caso do segmento da madeira, que verá 81% das exportações aos EUA atingidas pelas novas tarifas, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A nova rodada também prejudicará 56% das exportações de minerais não metálicos, 51% das exportações de químicos e 38% das exportações de alimentos para os EUA.
por Folhapress
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