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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Evento realizado na Unidade Regional do TCESP destaca transparência, responsabilidade fiscal e aprimoramento da administração pública em Araraquara e região

 

ARARAQUARA/SP - Araraquara recebeu autoridades e especialistas para discutir o fortalecimento do controle interno e da integridade na gestão pública. O evento aconteceu no Auditório da Unidade Regional do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP), na manhã da última segunda-feira (28), e contou com a participação do prefeito Dr. Lapena e do vice-presidente e conselheiro do TCESP, Dr. Dimas Ramalho, além de representantes do Executivo, Judiciário, universidade e forças de segurança. 

O controle interno atua de forma preventiva, ajudando os municípios a identificar riscos, evitar irregularidades, aprimorar processos e garantir que os recursos públicos sejam aplicados de acordo com a legislação. Ao reunir instituições de controle, gestores, universidade e forças de segurança, o evento reforça Araraquara como espaço de diálogo e disseminação de conhecimento, com reflexos positivos para toda a região.

Para o prefeito Dr. Lapena, o encontro representa uma oportunidade de aprimorar a gestão e fortalecer a responsabilidade com os recursos públicos. 

“Ser prefeito traz grandes desafios e responsabilidades. Por isso, buscamos uma administração pautada pela ética, transparência, responsabilidade fiscal e aprimoramento do controle interno. Este evento permite aprender, trocar experiências e levar esse conhecimento para o nosso município e toda a região”, afirmou.

Dr. Dimas Ramalho destacou o papel do conhecimento na construção de administrações mais eficientes e transparentes. 

“Quando o gestor tem informação de qualidade, conhece os riscos e fortalece seus mecanismos de controle, ele consegue planejar melhor e utilizar os recursos públicos com mais responsabilidade. O Tribunal de Contas também tem esse papel de orientar e capacitar. Levar esse conhecimento para Araraquara e para os municípios da região é contribuir diretamente para o fortalecimento da gestão pública e para melhores resultados para a população”, ressaltou.

Também participaram da mesa de honra o Dr. Marcos Carboni, chefe de gabinete da Controladoria Geral do Município de São Paulo; Cláudio Cezar Paiva, diretor da Unesp; Bibiana Helena Freitas de Camargo, diretora da Escola de Contas do TCESP; Dr. Fernando Luiz Giareta, delegado da seccional de Polícia de Araraquara; Marcelo Zácaro, diretor da Unidade Regional de Araraquara; Mônica Fararim, prefeita de Sales Oliveira; Tenente Coronel Alan Esteves Fernandes Gouvêa, Comandante do 13º BPMI; José Eduardo Melhen, procurador-geral do município de Araraquara; e Roberto Pereira, secretário de Fazenda e Planejamento.

IBATÉ/SP - Moradores do Banco da Terra I e II terão transporte gratuito até a região central de Ibaté no domingo, 4 de outubro, data das Eleições 2026. A iniciativa é da Prefeitura, por meio da Secretaria de Governo, para facilitar o deslocamento dos eleitores.

Pela manhã, o ônibus sairá às 7h30 do Campo de Futebol do Banco da Terra II e, às 7h45, do ponto de ônibus do Banco da Terra I. O desembarque será na Praça Central, com retorno previsto para as 11h30.

No período da tarde, as saídas ocorrerão às 14h, no Banco da Terra II, e às 14h15, no Banco da Terra I. O retorno está programado para as 16h30.

O serviço será gratuito e destinado aos moradores das duas localidades. A Prefeitura orienta que os interessados fiquem atentos aos horários e pontos de embarque.

Tecnologia utiliza eletrodos cilíndricos e insumos nacionais, reduz o risco de vazamentos e foi desenvolvida para o armazenamento de energia em larga escala, contribuindo para a integração de fontes renováveis e para a redução da dependência de geradores a diesel
 

 

CAMPINAS/SP - Sol e vento são fontes de energia abundantes, mas intermitentes. Para que a eletricidade gerada possa ser usada quando o sol não brilha ou o vento não sopra, é preciso armazená-la, como em um reservatório que guarda energia para depois. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ligados ao grupo de pesquisa Brazilian Renewable Energies (BREnergies), desenvolveram uma nova arquitetura de bateria de fluxo que pode tornar esse armazenamento mais seguro, barato e simples de montar.

A tecnologia foi desenvolvida durante o doutorado de João Pedro Aguiar dos Santos, engenheiro eletricista graduado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Unicamp. No mestrado, ele havia estudado supercapacitores, baterias de íon lítio e de íons de sódio. No doutorado, sob orientação do professor César Pagan e coorientação do professor Hudson Zanin, ambos da FEEC, voltou-se às baterias de fluxo, capazes de armazenar grandes quantidades de energia.

As baterias de fluxo tradicionais funcionam como um conjunto de placas empilhadas, ligadas a mangueiras e bombas externas que fazem o eletrólito circular. Esse sistema sofre com vazamentos frequentes, e o risco cresce junto com o tamanho do conjunto de baterias. Outro problema comum é o crescimento de dendritos, pequenas estruturas que se formam dentro da bateria e podem causar curto-circuito.
 

Um novo formato para resolver problemas antigos

Em suas pesquisas, Santos percebeu que não existia equipamento pronto no mercado para montar o tipo de bateria que vislumbrava. Por isso, teve que construí-la do zero, e foi dessa dificuldade que surgiu um pedido de patente mais adiante, depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp.  

“Durante os estudos, percebi que não existia nenhum tipo de design ou setup experimental que pudéssemos comprar para montar a bateria. Isso foi um grande desafio, porque tivemos que montar desde as células até os reatores maiores para fazer os experimentos no laboratório”, explica o engenheiro.


Em vez de empilhar placas paralelas, como fazem as baterias tradicionais, os inventores criaram um design cilíndrico. A bateria tem um eletrodo em formato de anel grande e outro em formato de anel pequeno, um dentro do outro, com as faces voltadas uma para a outra. As células ficam seladas individualmente e podem ser conectadas em série sem precisar ser empilhadas, o que reduz bastante o risco de vazamento de eletrólitos.

Outro destaque está na forma como o eletrólito circula dentro da bateria. As baterias de fluxo tradicionais dependem de bombas e mangueiras externas, que podem entupir ou quebrar e exigem desmontar todo o sistema para consertar. No design proposto pela nova tecnologia, uma pequena turbina gira dentro da própria bateria e faz o eletrólito circular internamente, sem mangueiras. Isso elimina um dos pontos mais frágeis das baterias de fluxo atuais.

O desenvolvimento da tecnologia como um todo envolveu conhecimentos de diferentes áreas. “Foi um sistema multidisciplinar, unindo engenharia mecânica, eletrônica e eletroquímica, e tivemos que construir tudo do zero”, explica Santos.
 

Desempenho superior em testes de laboratório

Em testes de carga e descarga, a bateria de fluxo giratório alcançou aproximadamente 400 ciclos sem aditivos no eletrólito, superando resultados da literatura, nos quais sistemas semelhantes nas mesma condições não ultrapassaram cerca de 100 ciclos devido ao crescimento de dendritos. Segundo o engenheiro, o ensaio foi interrompido por uma limitação mecânica do anel coletor rotativo que faz o contado elétrico do eletrodo interno, não por falha eletroquímica. Com melhorias nesse componente e o uso de aditivos, a expectativa é superar 3 mil ciclos e melhorar o seu desempenho elétrico.

A bateria apresentou ainda 98% de eficiência de carga e cerca de 82% de eficiência de energia, devolvendo a maior parte da energia armazenada e perdendo pouco em forma de calor. Valores acima de 80% já são considerados bons para esse tipo de armazenamento. Em teste prático, a bateria funcionou duas horas seguidas, alimentando LEDs e um ventilador.

Os pesquisadores também desenvolveram um sistema de gerenciamento da bateria composto por uma placa e um software que monitoram parâmetros como tensão, corrente, temperatura, pH – nível de acidez ou alcalinidade – e condutividade da solução. O sistema inclui ainda uma câmera endoscópica para observar a formação de dendritos, o que permite identificar sinais de risco antes que comprometam o funcionamento da bateria.

O acompanhamento dessas variáveis permite avaliar o desempenho e o envelhecimento da bateria e orienta as próximas etapas da pesquisa, que devem investigar aspectos como condutividade e durabilidade.

Insumos nacionais e reciclagem já estabelecida no Brasil

Além da arquitetura, outro diferencial é a possibilidade de construir a bateria com insumos disponíveis no Brasil, como grafite, motores, peças mecânicas e eletrólitos à base de água, que não são inflamáveis. O design também pode ser adaptado a três composições químicas diferentes. Nos testes, os pesquisadores utilizaram uma versão solúvel baseada em íons de chumbo dissolvidos em um eletrólito aquoso, aproveitando também a cadeia de reciclagem de chumbo já consolidada no país, capaz de recuperar mais de 98% do material.

A diferença em relação às baterias de chumbo-ácido tradicionais está nos eletrodos usados. As baterias comuns usam placas sólidas de chumbo, que se desgastam com o tempo, enquanto na versão dos inventores os eletrodos são feitos apenas de grafite, e o chumbo fica dissolvido na solução, formando depósitos que voltam integralmente para o líquido depois.

Uma bateria de chumbo-ácido tradicional perde mais de 30% da capacidade depois de 400 ciclos, enquanto esta manteve toda a eficiência no mesmo período. A expectativa é que a bateria dure até 20 anos, já que, quando o eletrólito se degrada, basta trocá-lo por um novo.

Outra vantagem é o uso do ácido metanossulfônico (MSA) em substituição ao ácido sulfúrico. O MSA é biodegradável e considerado menos tóxico e corrosivo que ácidos minerais tradicionalmente empregados em aplicações desse tipo.
 

Aplicação em energia renovável

Quanto às aplicações, a bateria foi projetada para armazenamento estacionário de energia em grande escala, com potencial para compor sistemas BESS (Battery Energy Storage Systems), normalmente conectados a usinas solares e eólicas ou diretamente à rede elétrica. Nesses sistemas, a energia é armazenada nos períodos de maior geração e utilizada posteriormente nos momentos de maior demanda, contribuindo para aumentar a flexibilidade, a estabilidade e a segurança do sistema elétrico.

Esse tipo de aplicação ganhou relevância no Brasil com as discussões relacionadas ao Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) para sistemas de armazenamento. Nesse contexto, a bateria de fluxo giratório pode atuar como uma solução nacional de armazenamento de longa duração. Outra aplicação é a redução do chamado curtailment, situação em que parte da geração de uma usina solar ou eólica precisa ser limitada porque a rede não consegue absorver ou transportar toda a energia produzida naquele momento.

Em sistemas isolados ou regiões que ainda dependem de geração térmica, a tecnologia pode substituir geradores a diesel, cuja eficiência é inferior a 40% e que apresentam emissões significativas de dióxido de carbono. Santos ressalta que, pelas características da tecnologia, sua aplicação é voltada principalmente ao armazenamento estacionário de energia, e não à mobilidade elétrica, como carros, ônibus ou caminhões.
Para chegar ao mercado, a tecnologia precisa ser licenciada por empresas interessadas em dar continuidade ao seu desenvolvimento e criar soluções de armazenamento de energia. A Agência de Inovação Inova Unicamp conecta essa e outras pesquisas e tecnologias a empresas e instituições interessadas em transferência de tecnologia. O contato inicial com a Inova deve ser feito por meio de um formulário de conexão disponível no site da Agência.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio do Fundo Social de Solidariedade (FSS), em parceria com a Câmara Municipal, realiza durante o mês de outubro uma programação especial em alusão ao Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama. As atividades contam com o apoio da vereadora Cidinha do Oncológico, que destinou emenda parlamentar de R$ 110 mil para a realização das ações.

A abertura oficial será nesta quinta-feira (1º/10), às 14h, no auditório do Paço Municipal, com palestra da médica oncologista Patrícia Ratto sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Após a palestra, a Orquestra Sinfônica Paulista fará uma apresentação especial.

No dia 10 de outubro, a partir das 20h, o Clube Ítalo Brasileiro, na Rua General Osório, 1.094, no Centro, recebe o tradicional Baile Outubro Rosa. A entrada será mediante a doação de um pacote de fralda geriátrica tamanho G ou de um panetone ou chocotone de 400 gramas. Os produtos arrecadados serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade.

A programação terá como um dos principais eventos a 14ª Caminhada Outubro Rosa, marcada para o dia 18 de outubro. A concentração será na Praça do Kartódromo, com largada prevista para as 8h30. Para participar, é necessário trocar um kit de higiene pessoal, contendo no mínimo quatro itens, por um voucher. As trocas podem ser feitas na Secretaria Municipal de Esporte, na Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos, no FSS, na FESC e na Câmara Municipal. No dia da caminhada, o voucher será trocado pela camiseta do evento.

SAÚDE - Durante todo o mês, a Secretaria Municipal de Saúde também promove ações nas unidades da rede municipal, com palestras, rodas de conversa, solicitação de mamografias e coleta de Papanicolau.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), São Carlos disponibiliza atualmente 1.400 mamografias por mês. Mulheres de 50 a 74 anos podem procurar qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) para solicitar o encaminhamento para o exame diretamente com a equipe de enfermagem. Mulheres a partir dos 40 anos também podem realizar a mamografia pelo SUS quando houver indicação médica, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.

Na área de tratamento oncológico, São Carlos conta desde junho com o OncoNova Cancer Center, novo ambulatório oncológico da Santa Casa, implantado por meio de parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura. O espaço possui dez consultórios, equipe multidisciplinar e estrutura para curativos e cuidados com ostomias, além de estar integrado aos setores de quimioterapia e radioterapia.

O centro recebeu investimentos de R$ 3 milhões do Governo do Estado e R$ 3,05 milhões da Prefeitura. Em 2025, a rede SUS realizou mais de 10 mil sessões de quimioterapia e 9,6 mil sessões de radioterapia em São Carlos.

Para a presidente do Fundo Social de Solidariedade e primeira-dama, Herica Ricci Donato, o Outubro Rosa representa uma oportunidade de ampliar o acesso à informação e estimular o cuidado com a saúde.

“O Outubro Rosa é um momento de mobilização, mas também de acolhimento e cuidado. Queremos que as mulheres aproveitem essa programação para buscar informação, realizar seus exames e olhar com mais atenção para a própria saúde. Ao mesmo tempo, as ações do Fundo Social reforçam a solidariedade e mostram que, quando a cidade se une, conseguimos transformar conscientização em cuidado e ajudar quem mais precisa”.

A vereadora Cidinha do Oncológico destacou a importância de fortalecer as ações de prevenção e o atendimento às mulheres.

“A prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença na luta contra o câncer de mama. A destinação da emenda de R$ 110 mil é uma forma de contribuir para que São Carlos tenha uma programação ampla, levando informação, conscientização e acesso às ações de saúde para mais mulheres. O Outubro Rosa precisa ser um movimento permanente de cuidado e de valorização da vida”, finaliza a vereadora que é autora do projeto de Lei que instituiu a campanha e incluiu o evento no calendário oficial do município.

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