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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A Fundação Educacional São Carlos (FESC) recebe, nos dias 19 e 20 de setembro, a primeira edição do Festival de Primavera da instituição. Com entrada gratuita e funcionamento das 8h às 22h em ambos os dias, o evento reúne atrações musicais, competições esportivas, ações de sustentabilidade, cuidados com a saúde e espaços de convivência voltados a públicos de todas as idades.

Uma das atrações do festival é a primeira Feira de Orquídeas, Flores e Suculentas da FESC, que ocupará os espaços da Fundação durante os dois dias de evento. A proposta é transformar o local em um ambiente colorido, reforçando o clima de primavera que dá nome à programação.

A pauta ambiental também ganha destaque com a participação do Horto Florestal, ligado à Secretaria de Meio Ambiente do município. A equipe estará no local distribuindo mudas de árvores gratuitamente ao público e contará com um educador ambiental para conversar com os visitantes sobre preservação ambiental e arborização urbana. 

A programação cultural terá diferentes formações musicais se apresentando ao longo do fim de semana. No sábado (19), às 11h, sobe ao palco a Orquestra de Violas Cancioneiros do Sertão. À noite, às 19h, o público acompanha uma apresentação conjunta entre o Coral da USP e o Coral Afro Soul Jazz.

No domingo (20), a programação musical abre às 11h com o Grupo Melhores do Samba e se encerra, às 19h, com a apresentação da Orquestra Sinfônica Paulista São Carlos.

Ao longo do sábado, o festival recebe três disputas: a Copa FESC de Bocha para duplas mistas, a Copa FESC de Vôlei Adaptado para a terceira idade (nas categorias feminina e masculina) e a Copa FESC de E-Sports, sediada na Estação Gamer da Fundação, competição que segue também no domingo.

Completam a grade de atividades os aulões de Pilates, a piscina aberta com aulas de Hidro Dance, um brechó de moda circular, praça de food trucks e ações voltadas à promoção da saúde dos visitantes.

De acordo com o presidente da FESC, Eduardo Cotrim, “o festival foi concebido como um momento de integração entre diferentes públicos, unindo em uma só programação eixos como educação, cultura, esporte, saúde, lazer e sustentabilidade”.

Confira a programação completa

Sábado, 19/09 (8h às 22h)

8h30 – Abertura do Iº Festival da Primavera da FESC
9h – Iª Copa FESC de Bocha para duplas mistas
9h – Iª Copa FESC de Vôlei Adaptado para a terceira idade (feminino e masculino)
9h às 12h – Piscina aberta com Hidro Dance
9h – Iª Copa FESC de E-Sports, na Estação Gamer
10h – Aulão de Pilates
10h – Abertura da Iª Feira de Orquídeas, Flores e Suculentas da FESC
10h – Brechó Moda Circular
10h às 22h – Food trucks
11h – Apresentação da Orquestra de Violas Cancioneiros do Sertão
13h às 18h – Ações de saúde com a ACUIDAR: aferição de sinais vitais, teste de glicemia e orientações com enfermeira, gerontóloga e fisioterapeuta
19h – Apresentação conjunta do Coral da USP e do Coral Afro Soul Jazz

Domingo, 20/09 (8h às 22h)

9h – Continuidade da Iª Copa FESC de E-Sports, na Estação Gamer
10h – Aulão de Pilates
10h – Continuidade da Iª Feira de Orquídeas, Flores e Suculentas da FESC
10h – Continuidade do Brechó Moda Circular
10h às 22h – Food trucks
11h – Apresentação do Grupo Melhores do Samba
13h às 18h – Ações de saúde com a ACUIDAR
19h – Apresentação da Orquestra Sinfônica Paulista São Carlos
22h – Encerramento do Iº Festival da Primavera da FESC

SÃO PAULO/SP - O Cruzeiro retomou a liderança da classificação do returno ao derrotar em casa o Athletico-PR por 3 a 1, com aproveitamento de 71% dos pontos disputados. Foi beneficiado pela derrota fora de casa do Atlético-MG contra o São Paulo (2 a 0). Como as equipes disputaram número de jogos diferentes, a classificação está organizada por aproveitamento.

O Flamengo chegou a 67% de aproveitamento e à vice-liderança ao derrotar fora de casa o Remo (1 a 0). Bahia e Fluminense estão empatados com aproveitamento de 62%, mas a equipe baiana está com melhor saldo de gols. O Santos aparece na quinta colocação, à frente do Atlético por ter mais gols marcados.

Vitória e Botafogo deixaram o Z-4 do returno e empurram para lá Vasco e Remo, que aparecem à frente de Corinthians e Inter, os últimos colocados.

O Palmeiras foi o campeão simbólico do 1º turno, com quatro pontos de vantagem para o Flamengo. Veja como ficou a classificação final do turno após a realização do jogo Flamengo 2 x 0 Mirassol, adiado da quarta rodada.

 

 

Por Valmir Storti / ge

 

SÃO PAULO/SP - As inscrições para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres estão abertas até o dia 30 de outubro. O objetivo é reconhecer jovens talentosas cujas pesquisas de iniciação científica demonstrem criatividade, rigor metodológico e potencial para contribuir para o futuro da ciência no país.

Promovido pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a 8ª edição do prêmio será dedicada à categoria “Meninas na Ciência”.

Desde 2019, o Prêmio Carolina Bori já reconheceu 37 cientistas. Nesta edição, a premiação será voltada a estudantes do ensino Médio e da graduação que desejam seguir carreira científica.

Serão selecionadas seis vencedoras: três estudantes do ensino médio e três da graduação, distribuídas entre as três grandes áreas do conhecimento: 

  • Humanidades, 
  • Biológicas e saúde e 
  • Engenharias, exatas e ciências da Terra.

As vencedoras serão anunciadas até 15 de janeiro de 2027. 

Prêmios para as vencedoras:

  • Troféu 
  • Prêmio em dinheiro (R$ 10 mil na categoria Ensino Médio e R$ 13 mil na graduação) 
  • Apresentação de seus trabalhos durante a 79ª Reunião Anual da SBPC
  • Participação em mentoria exclusiva com pesquisadores renomados

As informações sobre as regras de participação estão disponíveis no edital do prêmio. As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo formulário online

 

 

AGÊNCIA BRASIL

MANAUS/AM - A Bacia Amazônica abriga mais de 2,7 mil espécies de peixes de água doce, cerca de 15% de todas as espécies conhecidas no mundo. Aproximadamente dois terços delas são encontradas exclusivamente na região. Os dados fazem parte da quarta edição do relatório Peixes Esquecidos da Amazônia, liderado pela The Nature Conservancy (TNC), que reúne informações de mais de 50 especialistas de 30 organizações.

Segundo os autores, a Amazônia é uma das últimas grandes bacias hidrográficas do mundo em que ainda é possível evitar uma perda de biodiversidade em larga escala e manter extensos sistemas de rios conectados. Para isso, porém, é preciso intensificar as ações antes que sejam necessários processos de restauração mais complexos e caros, explica a cientista da TNC e autora principal do relatório, Fernanda Silva.

“Em todo o mundo, os esforços de conservação estão cada vez mais voltados à restauração dos ecossistemas depois que os danos já ocorreram. A Amazônia oferece uma oportunidade diferente: proteger um sistema de água doce de importância global enquanto ele ainda está em pleno funcionamento”, disse Fernanda.

O relatório combina evidências científicas com conhecimento ecológico tradicional. A abordagem mostra que os peixes estão diretamente relacionados à manutenção dos ecossistemas, à segurança alimentar, às culturas, aos meios de subsistência e às economias das populações que vivem na região.

Peixes ajudam a manter a floresta

Segundo o levantamento, os peixes são indicadores de uma Amazônia saudável e contribuem para o funcionamento da floresta.

Tambaquis, pacus e matrinxãs, por exemplo, entram em áreas de floresta alagada para se alimentar de frutos e podem dispersar sementes por grandes distâncias. Outras espécies transportam nutrientes e energia entre os ambientes aquáticos e terrestres. A redução dessas populações pode provocar efeitos em cadeia sobre a vegetação e sobre animais que dependem dos peixes, como botos, ariranhas e aves.

A conectividade dos rios é outro elemento central. A dourada, uma das espécies analisadas, realiza a mais longa migração exclusivamente em água doce já registrada. Um único indivíduo pode percorrer mais de 11 mil quilômetros durante seu ciclo de vida, conectando as cabeceiras próximas aos Andes ao estuário do Amazonas.

Quando essas conexões são interrompidas, os impactos podem ser grandes. No rio Madeira, por exemplo, barragens bloquearam antigas rotas migratórias da dourada e contribuíram para a redução dos estoques de peixes e para o desaparecimento, na prática, de uma atividade pesqueira histórica na região da Cachoeira do Teotônio.

Biodiversidade sob pressão

Apesar da riqueza, o estudo aponta lacunas importantes no conhecimento sobre as espécies amazônicas. A Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) reúne 144 espécies ameaçadas na região, enquanto outras 334 estão classificadas como Dados Insuficientes. A falta de monitoramento e de colaboração entre os países da bacia pode fazer com que os riscos sejam maiores do que os atualmente conhecidos.

As ameaças atuam de forma combinada. Hidrelétricas, desmatamento, poluição e pesca excessiva podem interromper a conectividade dos rios, fragmentar habitats, modificar os regimes naturais de vazão e deteriorar a qualidade da água.

As mudanças climáticas tendem a agravar esse cenário. Projeções reunidas no relatório indicam que a descarga anual dos rios pode diminuir mais de 40% em algumas regiões importantes, como as cabeceiras do Madeira. Secas prolongadas podem prejudicar a reprodução e a migração dos peixes, reduzir o oxigênio disponível na água e concentrar contaminantes. Nos Andes, o aumento das temperaturas também ameaça espécies endêmicas adaptadas a águas frias.

O garimpo acrescenta outra pressão. Segundo dados reunidos no estudo, a mineração não industrial de ouro responde por 83% das emissões causadas por atividades humanas de mercúrio na América do Sul. O contaminante se acumula na cadeia alimentar, e o consumo de pescado é apontado como a principal via de exposição humana ao mercúrio na Amazônia.

Peixe e segurança alimentar

 

A conservação dos rios também tem impacto direto sobre as populações amazônicas. Em algumas comunidades ribeirinhas remotas, o consumo de pescado ultrapassa 600 gramas por pessoa por dia. O peixe está entre as fontes de proteína animal mais acessíveis para famílias de baixa renda e fornece nutrientes importantes para o desenvolvimento e a saúde.

A pesca também movimenta a economia regional, embora parte significativa da atividade não apareça nas estatísticas oficiais por ser artesanal, de pequena escala ou voltada à subsistência. Pelo menos 200 espécies são capturadas comercialmente, enquanto a pesca ornamental exporta dezenas de milhões de exemplares por ano e sustenta milhares de famílias. O relatório destaca ainda a participação das mulheres nas diferentes etapas da cadeia e em associações comunitárias.

Conhecimento indígena

O estudo dá destaque ao conhecimento de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre os rios. Segundo a coordenadora-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), Fany Kuiru Castro, práticas locais de governança ajudam a proteger os rios e a manter sua conectividade diante das pressões crescentes.

“Para os povos indígenas, os peixes não são simplesmente um recurso. Eles fazem parte da nossa identidade, dos nossos sistemas alimentares, das nossas histórias e da nossa relação com os rios vivos”, afirmou Fany.

Ela ressaltou que Qualquer estratégia para conservar a Amazônia deve reconhecer os direitos territoriais indígenas, além de "respeitar os conhecimentos ancestrais e fortalecer a liderança indígena na proteção das águas que conectam toda a bacia".

O relatório identificou pelo menos 155 iniciativas de manejo comunitário da pesca no Brasil, Peru, Bolívia e Colômbia. Juntas, elas abrangem quase 13 milhões de hectares e envolvem mais de 1,2 mil comunidades e 21 mil pescadores. Segundo o estudo, essas experiências estão associadas ao aumento da abundância de peixes e da riqueza de espécies, além de benefícios econômicos e sociais.

Entre as medidas apontadas estão a proteção de rios de fluxo livre, a recuperação de regimes naturais de vazão, a restauração de habitats e espécies, a melhoria da qualidade da água e a prevenção da expansão de espécies não nativas.

Como rios, peixes, sedimentos e nutrientes atravessam fronteiras nacionais, os autores defendem que as ações sejam articuladas em escala de toda a bacia, com participação formal de povos indígenas e comunidades locais na gestão dos rios. Para a diretora administrativa regional da TNC para a América Latina, Paula Caballero, a conservação traz benefícios para diferentes setores.

“O relatório deixa claro que proteger os sistemas de água doce da Amazônia não é apenas um imperativo ambiental, mas também uma necessidade econômica e social”, afirmou.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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