Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos realizou, na noite desta quarta-feira (12/8), a segunda audiência pública de retorno do processo de revisão do Plano Diretor. O encontro ocorreu na Escola Estadual Professor Aduar Kemell Dibo, no Jardim dos Coqueiros, e reuniu autoridades, técnicos, especialistas e representantes da sociedade civil.
Participaram da audiência o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, João Muller; o secretário municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki; o professor do Departamento de Engenharia de Transportes da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC-USP), Antonio Nelson Rodrigues da Silva; e a engenheira da Barbato Engenharia, Christiana Barbato Montmorency.
Durante o encontro, foram apresentadas propostas relacionadas ao desenvolvimento urbano do município, com destaque para mobilidade e infraestrutura. Entre os assuntos discutidos estiveram a definição de novas dimensões para as vias públicas, a expansão e integração da rede cicloviária, soluções baseadas na natureza para o enfrentamento de enchentes e diretrizes para o sistema viário diante do crescimento urbano de São Carlos.
Também foram abordados instrumentos urbanísticos vinculados à expansão imobiliária, como a outorga onerosa e as contrapartidas exigidas de empreendimentos para compensar impactos sobre a infraestrutura urbana. A região do Varjão também foi incluída nas discussões, diante da necessidade de planejamento para sua ocupação.
Segundo o secretário João Muller, as propostas apresentadas são resultado de um processo técnico que contou com nove reuniões entre especialistas antes dessa audiência pública. “Foi uma reunião importante, com participação da população e discussão de temas de extrema relevância para a mobilidade urbana e a infraestrutura. Os assuntos apresentados são resultado de nove reuniões técnicas com especialistas, que nos permitiram chegar a esta etapa com propostas mais estruturadas”, afirmou.
O professor Antonio Nelson Rodrigues da Silva destacou a importância da integração entre planejamento urbano e mobilidade. “A participação pública é fundamental nos processos de planejamento. Não podemos fazer o planejamento urbano dissociado do planejamento da mobilidade, porque os dois estão diretamente relacionados e interferem um no outro”, explicou.
Michael Yabuki apresentou os projetos relacionados à infraestrutura cicloviária e destacou a meta estabelecida pelo plano de governo do prefeito Netto Donato de implantar 12 quilômetros de ciclovias. “Apresentamos o trabalho que está sendo desenvolvido para alcançar inicialmente essa meta e, posteriormente, ampliar a rede, criando novas rotas e alternativas de deslocamento”, disse.
A engenheira Christiana Barbato Montmorency ressaltou que as propostas apresentadas buscam orientar o crescimento da cidade nas próximas décadas. “Foi uma noite bastante produtiva, em que apresentamos as intenções do município para a mobilidade e a infraestrutura, especialmente em relação à criação e ao planejamento de novas vias”, afirmou.
Ela também destacou o projeto de integração dos eixos cicloviários, com o objetivo de ampliar a conexão entre diferentes regiões da cidade e oferecer maior segurança aos deslocamentos por bicicleta.
O processo de revisão do Plano Diretor terá continuidade no dia 26 de agosto, na sede da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de São Carlos (AEASC), com uma discussão voltada à sustentabilidade e ao meio ambiente.
A revisão do Plano Diretor é realizada de forma participativa e busca incorporar ao planejamento urbano as demandas de diferentes regiões e setores da sociedade. As discussões abrangem temas como uso e ocupação do solo, mobilidade, habitação, meio ambiente e infraestrutura, estabelecendo diretrizes para o desenvolvimento de São Carlos nas próximas décadas.
SÃO CARLOS/SP - O Teatro de Arena José Saffioti Filho, anexo ao Teatro Municipal Drº Alderico Vieira Perdigão, localizado na Rua Marechal Deodoro, 1.726, no Centro, recebe neste domingo, dia 16 de agosto, das 15h às 21h, a quarta edição do Festival Uivo Cuir Fest, festival independente idealizado pela jornalista e produtora cultural Amanda Rocha. O evento gratuito é realizado com apoio da Prefeitura de São Carlos, por meio do Centro Municipal de Artes e Cultura (CEMAC) e Quitutes Veganos.
Criado como ato político e de resistência, o festival busca preencher a lacuna de representatividade queer nos festivais de rock e arte do interior paulista. Inspirado na ideologia punk do “faça você mesmo”, o Uivo reúne bandas e artistas LGBTQIA+ em shows, performances e rodas de conversa em espaços públicos, promovendo pluralidade artística e sonora.
A edição de agosto celebra o mês da Visibilidade Lésbica e contará com apresentações de nomes consagrados e grupos locais. Entre os destaques está a banda paulistana Mercenárias, que apresenta a turnê de 40 anos do álbum “Cadê as Armas?”, considerado um marco do pós-punk brasileiro. Também participam a banda Nomádica, de São Carlos, formada majoritariamente por mulheres e pessoas LGBT+, o duo mineiro OTÁ, que mistura punk e hardcore em composições autorais, e a banda La Burca, de Araraquara, com repertório que transita entre punk, post-punk e folk.
Além das apresentações musicais, o festival terá roda de conversa sobre arte, resistência e saúde mental, e sets de DJs do Coletivo 220, representados por Ninfa e Dan3u, que exploram sonoridades voltadas para a cena queer e underground do interior.
O Uivo Cuir Fest consolidou-se como espaço de troca afetiva e intelectual dissidente, reunindo artistas e público em torno da diversidade e da experimentação cultural.
SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa da UFSCar identificou 13.720 empresas criadas por egressos dos cursos de graduação da Instituição entre 1970 e 2024. O estudo analisou um recorte específico das empresas-filhas da Universidade - aquelas vinculadas a ex-estudantes de graduação -, mapeando sua distribuição geográfica, áreas de atuação e estimativa de impacto econômico. Os empreendimentos identificados estão presentes em todos os estados brasileiros e em 922 municípios.
O levantamento foi desenvolvido por Fernando Guerreiro Cunha no âmbito de seu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciência, Tecnologia e Sociedade (PPGCTS) da UFSCar. O trabalho foi orientado pelo professor Roberto Ferrari Júnior, do Departamento de Computação (DC) do Campus São Carlos, coorientado pela professora Andreza Aparecida Palma, do Departamento de Economia (DEc-So) do Campus Sorocaba, e contou com o apoio da Secretaria Geral de Informática (SIn) e da Agência de Inovação (AIn.UFSCar) da Instituição.
"Nosso objetivo foi desenvolver uma forma de mensurar uma dimensão pouco explorada do impacto das universidades: a criação de empresas por seus egressos. Ao mapear essas empresas, conseguimos mostrar como a formação universitária também se traduz em geração de atividade econômica, empregos e desenvolvimento para diferentes regiões do País", explica Cunha.
Para esta análise, foram consideradas empresas-filhas aquelas criadas por egressos da UFSCar ao longo de sua trajetória profissional. Entre os 43.735 estudantes de graduação formados pela Universidade no período analisado, o estudo identificou 13.720 empresas vinculadas a esses egressos.
Das empresas identificadas, 8.607 (62,7%) estavam ativas no momento da coleta dos dados. Entre elas, 4.551 (52,9%) eram microempresas, com faturamento anual de até R$ 360 mil; 1.211 (14,1%) eram empresas de pequeno porte, com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões; e 2.845 (33,1%) eram empresas de médio ou grande porte, com faturamento anual superior a R$ 4,8 milhões.
Considerando os valores mínimos das faixas de faturamento utilizadas para classificar o porte das empresas, os pesquisadores estimaram um faturamento anual mínimo de R$ 14,1 bilhões para o conjunto de empresas-filhas ativas identificadas no estudo.
Impacto geográfico e áreas de atuação
A maior concentração das empresas identificadas está na Região Sudeste, que reúne 88,5% dos empreendimentos. O levantamento, no entanto, encontrou empresas em todas as regiões brasileiras: Sul (4,6%), Nordeste (2,41%), Centro-Oeste (3,78%) e Norte (0,71%).
No Estado de São Paulo, onde ficam os campi da Universidade, estão 82,5% das empresas identificadas. Ao todo, elas estão distribuídas por 922 municípios brasileiros, o equivalente a 16,6% das cidades do País. São Paulo (3.215 empresas), São Carlos (1.512) e Campinas (525) concentram os maiores números.
As empresas foram identificadas em grandes capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e também em municípios do interior, como Votuporanga (SP) e Acaraú (CE).
O estudo identificou empresas-filhas em 740 áreas de atuação distintas, incluindo Tecnologia da Informação, Gestão Empresarial, serviços de Engenharia, Saúde, Psicologia e Psicanálise, Direitos Sociais e Agricultura.
Cruzamento de bases públicas de dados
A identificação das empresas foi feita por meio do cruzamento automatizado de dados de egressos da graduação da UFSCar com informações públicas sobre empresas formalmente registradas no Brasil. O método, denominado pelos pesquisadores de cross-match, permitiu localizar ex-estudantes no quadro societário das empresas e, a partir dessas correspondências, mapear as empresas-filhas da Universidade.
"Desenvolvemos um método de cruzamento automatizado entre a base de egressos da UFSCar e registros públicos de empresas. Quando um egresso era identificado no quadro societário de uma empresa, era possível estabelecer um match e identificar uma empresa-filha da Universidade", explica Cunha.
Para a professora Andreza Aparecida Palma, coorientadora da pesquisa, os resultados ajudam a explicar, de modo simples, uma das formas pelas quais as universidades promovem desenvolvimento e melhor qualidade de vida: "a universidade prepara pessoas para criar tecnologias mais avançadas, medicamentos melhores, e também para criar novas empresas, novos empregos, mais renda, mais desenvolvimento e, com isso, uma vida melhor para muita gente", analisa.
Na avaliação do professor Roberto Ferrari Júnior, orientador do estudo, levantamentos dessa natureza ajudam a tornar mais visíveis os impactos das universidades públicas. "A sociedade precisa perceber, claramente, que o investimento em educação produz impactos concretos para o País", conclui.
A dissertação completa para leitura pode ser acessada no Repositório Institucional (RI) da UFSCar, disponível neste link.
Cadastro e relacionamento com empresas-filhas
Na UFSCar, o cadastro institucional de empresas-filhas é mantido pela Agência de Inovação (AIn.UFSCar), que também atua no relacionamento da Universidade com esses empreendimentos. Para a AIn.UFSCar, o levantamento contribui para ampliar o conhecimento sobre empresas criadas por egressos da Universidade. "Pesquisas como essa são importantes porque mostram o impacto da universidade numa perspectiva que é a da criação de empresas privadas", afirma Daniel Braatz, Diretor da AIn.UFSCar.
Os resultados podem contribuir para que a Instituição passe a acompanhar de forma contínua o impacto de seus egressos, com dados atualizados sobre empresas criadas, faturamento, geração de empregos e outros indicadores.
O mapeamento também reforçou, para a AIn.UFSCar, a importância de ampliar o relacionamento da Universidade com as empresas criadas por seus egressos. "A identificação dessas empresas abre a possibilidade de buscarmos aquelas que permanecem ativas e convidá-las a integrar o Programa de Relacionamento de Empresas-Filhas. Com isso, podemos estreitar as relações e criar possibilidades de interação, como parcerias e convênios", explica o Diretor.
O cadastro de empresas-filhas inclui empreendimentos criados por estudantes, egressos, docentes, pesquisadores e servidores técnico-administrativos, além de empresas originadas de pesquisas e projetos com vínculo à Instituição. O registro pode ser feito em https://ain.ufscar.br/empresas-filhas.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, está realizando serviços de recuperação em trechos da Estrada da Babilônia, integrante do chamado Caminho da Fé. As intervenções acontecem em pontos considerados críticos da estrada e têm como objetivo melhorar a qualidade e a trafegabilidade da via, garantindo mais segurança para moradores, trabalhadores rurais, estudantes, veículos de emergência e também para os milhares de fiéis que participam da tradicional Festa de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia.
A intervenção ganha ainda mais importância neste período, já que no próximo sábado (15/08) será realizada a tradicional Festa de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia, uma das principais manifestações de devoção popular do município. A data reúne milhares de fiéis em romarias a pé, caminhadas noturnas e uma programação religiosa com dezenas de missas ao longo do dia, aumentando o fluxo de pessoas na região.
As equipes da Secretaria de Desenvolvimento Rural estão trabalhando na recuperação de aproximadamente 3 km da estrada. A manutenção é importante não apenas para o acesso dos peregrinos ao santuário, mas também para as atividades econômicas da região, especialmente o escoamento da produção de grãos. Sem as intervenções, caminhões que utilizam a estrada poderiam enfrentar dificuldades para transpor os trechos de serra.
Para a realização dos serviços, estão sendo utilizadas retroescavadeira, motoniveladora, caminhão-pipa e rolo compactador. As máquinas atuam na recuperação e compactação dos trechos, buscando melhorar as condições de circulação e garantir maior resistência e segurança à estrada.
De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Alexandre Wellington de Souza, a recuperação das estradas rurais é fundamental para garantir o acesso da população aos serviços públicos e também para fortalecer as atividades desenvolvidas no campo.
“Estamos realizando um esforço muito grande para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem e trabalham na zona rural. A recuperação dessas estradas garante melhores condições para o transporte escolar, facilita o acesso dos serviços de emergência e dos demais serviços públicos, além de contribuir diretamente para o escoamento da produção agrícola. Neste momento, também temos uma preocupação especial com o acesso ao Santuário da Babilônia, que recebe milhares de pessoas no dia 15 de agosto. Nosso objetivo é garantir que moradores, produtores, trabalhadores e peregrinos possam utilizar essas estradas com mais segurança e tranquilidade”, destacou.
“Estamos atuando de forma preventiva e permanente na recuperação das estradas rurais, porque sabemos da importância dessas vias para quem vive, trabalha e produz no campo. No caso específico da Estrada da Babilônia, também é uma ação que atende tanto à tradição religiosa do município quanto às necessidades do dia a dia da população e da produção rural. Nosso compromisso é manter as equipes trabalhando para que as estradas de São Carlos tenham condições adequadas de circulação durante todo o ano”, afirmou o prefeito Netto Donato.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural mantém atualmente seis frentes de trabalho atuando simultaneamente em diferentes pontos da zona rural de São Carlos. As ações fazem parte do trabalho permanente de recuperação e manutenção das estradas rurais do município.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.