Jornalista/Radialista
Festival de música católica será realizado de 4 a 7 de setembro, com entrada gratuita e participação inédita do Instituto Hesed. Evento chega a sua 39ª edição e acontece em Franca/SP
FRANCA/SP - Padre Marcelo Rossi, padre Fábio de Melo, padre Chrystian Shankar, Rosa de Saron, Anjos de Resgate, Colo de Deus e, pela primeira vez, o Instituto Hesed estão entre as atrações confirmadas da 39ª edição do Hallel Franca. Com entrada gratuita, o festival será realizado de 4 a 7 de setembro, no Parque de Exposições Fernando Costa, em Franca/SP, reunindo cerca de 80 atrações em uma programação que terá como tema “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.
Reconhecido como um dos principais festivais de música católica da América Latina, o Hallel reúne anualmente participantes de diversas regiões do Brasil. Neste ano, a 39ª edição contará com quatro dias de programação, distribuída entre apresentações musicais, pregações, momentos de oração, formação e espaços de convivência.
Entre os momentos mais aguardados está o retorno do padre Fábio de Melo, que volta ao Hallel Franca para apresentar um show. Também participará da programação o padre Marcelo Rossi, um dos sacerdotes que ajudaram a popularizar a música católica no país, reunindo milhares de fiéis por onde passa
Outra presença confirmada é a do padre Chrystian Shankar, conhecido por suas pregações voltadas à espiritualidade, à família e à vivência da fé. Também integram a programação os padres Adriano Zandoná, Bruno, Célio Adriano Cintra, Diego Gonçalves, Wallace Honório, Raphael Romão, Fabiano Roberto, Fábio Francisco, Germano, além de Frei Adener e outros evangelizadores convidados.
Uma das novidades desta edição será a participação inédita do Instituto Hesed. As irmãs Maria Raquel e Maria Joana estarão pela primeira vez no Hallel Franca conduzindo momentos de oração, espiritualidade e evangelização. A comunidade cearense se tornou conhecida nacionalmente por meio da música e das transmissões de oração que alcançam milhões de pessoas pelas plataformas digitais.
Na programação musical também estão confirmados Rosa de Saron, Anjos de Resgate, Colo de Deus, Flávio Vitor, Juninho Cassimiro, Joaquim José, Ministério Gerados pela Imaculada, além de dezenas de ministérios de música de diferentes estados.
Além dos shows, o festival reunirá evangelizadores conhecidos do público católico. Entre eles estão Celso Deretti, Daniel Torres, Moisés Rocha, Gill Motta, Gabriela GPI e Thayná Azevedo, entre outros nomes que conduzirão momentos de pregação e formação nos módulos.
Para o presidente do Hallel Franca, Gabriel Faleiros, a 39ª edição reafirma a proposta do evento de acolher pessoas de diferentes idades e realidades por meio da música e da evangelização.
“O tema 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida' nos convida a olhar para Cristo como referência para a vida e para a esperança. O Hallel nasceu com a missão de anunciar essa mensagem e, por isso, mantém a entrada gratuita, permitindo que qualquer pessoa possa participar, viver essa experiência de fé e encontrar um espaço de acolhimento, independentemente da sua condição”, afirma.
SÃO CARLOS/SP - A vereadora Cidinha do Oncológico, PP, apresentou um projeto de lei para ser apreciado na Câmara Municipal que tem por objetivo instituir um Protocolo Municipal para Dispensação, Autorização e Acompanhamento do uso do medicamento Tirzepatida no tratamento da obesidade, no Sistema Único de Saúde (SUS).
A vereadora destaca que a obesidade é reconhecida como uma doença crônica, multifatorial e progressiva, associada a diversas comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e diversos tipos de câncer, impactando diretamente na qualidade de vida da população e gerando elevados custos ao sistema público de saúde.
Nesse contexto, a incorporação de novas estratégias terapêuticas baseadas em evidências científicas torna-se fundamental para o enfrentamento da doença. A Tirzepatida tem se destacado como uma inovação no tratamento da obesidade, apresentando resultados expressivos na redução de peso e no controle metabólico, quando associada a mudanças no estilo de vida e acompanhamento multiprofissional.
Segundo Cidinha, a proposta não se limita à simples disponibilização do medicamento, mas estabelece critérios rigorosos para sua dispensação, priorizando pacientes com maior gravidade clínica e em situação de vulnerabilidade social, garantindo, assim, o uso racional dos recursos públicos, a equidade no acesso e a efetividade do tratamento.
“Além disso, o projeto reforça a importância do acompanhamento multiprofissional, envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos, educadores físicos e assistentes sociais, assegurando uma abordagem integral do paciente, conforme os princípios do SUS de universalidade, integralidade e equidade”, declarou.
A parlamentar salientou ainda que “o projeto de lei respeita a organização administrativa do Poder Executivo, ao atribuir à Secretaria Municipal de Saúde a regulamentação e operacionalização do protocolo, sem interferir diretamente na gestão dos serviços, o que afasta eventual vício de iniciativa”.
“O projeto busca não apenas ampliar o acesso ao tratamento da obesidade no município, mas também promover saúde, prevenir complicações e reduzir, a médio e longo prazo, os custos assistenciais decorrentes das doenças associadas”, concluiu a vereadora.
SÃO CARLOS/SP - O GURI, Programa de Educação Musical da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Santa Marcelina Cultura, abriu no último dia 24 de julho as matrículas para o segundo semestre de 2026. O programa oferece 60 mil vagas em 634 polos de ensino na capital, na região metropolitana, no interior e no litoral do estado. São cursos de canto e instrumentos, nos repertórios popular e erudito, sem exigência de conhecimento musical prévio.
Em São Carlos e região são 28 polos de ensino e mais de 2 mil vagas para os cursos gratuitos de música. Com o patrocínio Ouro da empresa Arteris, Prata da empresa Citrosuco, Bronze da empresa Tintas Maza, apoio cultural de Ipiranga Agroindustrial e Frisokar, e a parceria das Prefeituras Municipais, o GURI está presente em Araraquara, Bariri, Boa Esperança do Sul, Brotas, Caconde, Cordeirópolis, Dois Córregos, Ibitinga, Igaraçu do Tietê, Itápolis, Jaú, Lençóis Paulista, Mineiros do Tietê, Mococa, Nova Europa, Pirassununga, Porto Ferreira, Rio Claro, Rincão, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Gertrudes, São Carlos, São José do Rio Pardo, São Sebastião da Grama, Tabatinga, Tambaú, Tapiratiba e Vargem Grande do Sul.
Saiba aqui os endereços e horários de funcionamento dos polos. Para mais informações, acesse o site souguri.art.br.
O prazo termina no dia 28 de agosto ou enquanto houver vagas. O registro deve ser feito presencialmente no polo escolhido, com o estudante acompanhado por um responsável. É necessário apresentar foto 3x4 recente, comprovante de endereço, RG ou certidão de nascimento do aluno, RG do responsável e o comprovante de matrícula ou declaração de frequência escolar.
“O GURI é uma política pública de formação musical e desenvolvimento humano que amplia o acesso à cultura em todas as regiões do Estado. Por meio dos cursos gratuitos, crianças, adolescentes, jovens e adultos têm a oportunidade de aprender canto ou instrumento, desenvolver novas habilidades e fortalecer vínculos de convivência e cidadania”, afirma Marília Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.
Tecnologias portáteis capazes de detectar, em poucos minutos, sinais de exposição a pesticidas podem mudar a forma como governos, hospitais e profissionais de saúde acompanham os riscos relacionados aos agrotóxicos. Além de beneficiar trabalhadores rurais, esses dispositivos têm potencial para ampliar a vigilância epidemiológica e prevenir doenças em toda a população.
SÃO CARLOS/SP - O uso de agrotóxicos tornou-se indispensável para sustentar a produção agrícola mundial, mas seus impactos sobre a saúde humana continuam despertando preocupação. Estima-se que milhões de toneladas dessas substâncias sejam utilizadas anualmente, sendo o Brasil o maior consumidor global. A exposição frequente a alguns pesticidas está associada ao aumento do risco de problemas neurológicos, alterações hormonais, distúrbios reprodutivos e determinados tipos de câncer.
Apesar da existência desses riscos, identificar precocemente quem foi exposto ainda representa um desafio. Hoje, os exames dependem de laboratórios especializados, equipamentos sofisticados e profissionais altamente treinados, o que dificulta a realização de testes em comunidades rurais, regiões distantes e locais onde o contato com agrotóxicos é mais intenso.
Uma revisão publicada na revista “Trends in Analytical Chemistry” mostra, entretanto, que essa realidade pode estar prestes a mudar. Pesquisadores da Inglaterra, Itália e Brasil, neste último caso através do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), analisaram os avanços de uma nova geração de sensores portáteis capazes de detectar pesticidas ou seus marcadores biológicos em amostras de sangue e urina, oferecendo resultados rápidos e com baixo custo.
Diagnóstico em minutos, sem depender de grandes laboratórios
A proposta é semelhante à de um teste rápido de glicemia ou dos exames utilizados durante a pandemia de Covid-19. Utilizando apenas uma pequena amostra de sangue obtida por uma picada no dedo ou algumas gotas de urina, os dispositivos conseguem identificar sinais de exposição aos pesticidas em poucos minutos.
Além da rapidez, os equipamentos apresentam outras vantagens importantes, como:
*Baixo custo de fabricação;
*Facilidade de transporte;
*Operação simples;
*Possibilidade de utilização em postos de saúde, ambulatórios e unidades móveis;
*Integração com smartphones para registrar, interpretar e armazenar os resultados automaticamente.
Segundo os pesquisadores, essas características tornam a tecnologia especialmente interessante para países de grande extensão territorial e forte atividade agrícola, como é o caso do Brasil.
Nanotecnologia amplia a precisão e beneficia saúde pública
O desempenho desses dispositivos depende do uso de nanomateriais, estruturas capazes de reconhecer quantidades extremamente pequenas de substâncias químicas. Essa elevada sensibilidade permite identificar níveis de exposição muito antes que surjam sintomas clínicos, favorecendo intervenções precoces e reduzindo a probabilidade de complicações decorrentes do contato prolongado com pesticidas.
Embora o objetivo inicial seja monitorar trabalhadores rurais, os impactos dessa tecnologia vão muito além do ambiente agrícola. A possibilidade de realizar exames rápidos em larga escala poderá transformar a vigilância em saúde ambiental e ocupacional. Em vez de investigar apenas casos suspeitos após o surgimento de doenças, autoridades sanitárias poderão acompanhar continuamente grupos de maior risco, identificando situações de exposição antes que provoquem danos permanentes.
Isso permitirá:
*Detectar precocemente surtos de intoxicação em comunidades agrícolas;
*Monitorar trabalhadores durante períodos de aplicação intensiva de pesticidas;
*Avaliar a eficácia das medidas de proteção individual;
*Identificar regiões com níveis mais elevados de exposição ambiental a pesticidas;
*Orientar ações de fiscalização e educação em saúde;
*Produzir dados confiáveis para políticas públicas voltadas à redução dos riscos relacionados aos agrotóxicos.
Outro benefício importante é a redução da subnotificação. Muitos episódios de intoxicação leve nunca chegam aos serviços de saúde porque os sintomas são inespecíficos. Com testes simples e acessíveis, será possível ampliar significativamente o número de diagnósticos, permitindo que gestores conheçam com maior precisão a dimensão real do problema.
Economia para os sistemas de saúde
Segundo o primeiro autor do estudo, o pesquisador do IFSC/USP, Dr. Thiago S. Martins, a identificação precoce da exposição possibilita intervenções antes do desenvolvimento de doenças mais graves, reduzindo internações, exames de alta complexidade e tratamentos prolongados. Além disso, trabalhadores afastados por intoxicações poderão receber acompanhamento mais rápido, diminuindo perdas de produtividade e custos previdenciários.
Os pesquisadores destacam que dispositivos de baixo custo poderão ser utilizados em programas de triagem da população, reduzindo a dependência de laboratórios especializados e ampliando o acesso ao diagnóstico em municípios de pequeno porte.
A revisão publicada reúne diversos exemplos de sensores experimentais que apresentaram excelente desempenho. Entre eles estão dispositivos que detectam simultaneamente diferentes pesticidas diretamente na urina de trabalhadores rurais em pouco mais de um minuto. Outro equipamento utiliza apenas uma gota de sangue da ponta do dedo para avaliar alterações provocadas por pesticidas que afetam o sistema nervoso.
Também são mencionados sensores descartáveis em papel, semelhantes a tiras de teste, que conseguem identificar resíduos de herbicidas na urina de forma rápida e econômica.
Inteligência artificial poderá ampliar o monitoramento
Outro diferencial apontado pela revisão é a integração dos sensores com ferramentas de inteligência artificial. Aplicativos poderão interpretar automaticamente os resultados, armazenar históricos individuais, emitir alertas quando forem detectados níveis elevados de exposição e produzir mapas epidemiológicos em tempo real.
Esses recursos poderão fortalecer programas de vigilância sanitária, permitindo identificar áreas críticas, acompanhar tendências de exposição e direcionar ações preventivas com muito mais rapidez.
Apesar do enorme potencial, os pesquisadores ressaltam que a maior parte dessas tecnologias ainda está em fase experimental. Antes de serem incorporadas aos sistemas públicos de saúde, será necessário validar seu desempenho em diferentes populações, comprovar sua confiabilidade em condições reais de uso e atender aos requisitos exigidos pelos órgãos reguladores. Também será preciso estabelecer protocolos padronizados para garantir que os resultados sejam comparáveis entre diferentes regiões e serviços de saúde.
Um novo instrumento para prevenir doenças
O docente e pesquisador do IFSC/USP e autor correspondente da revisão publicada na revista “Trends in Analytical Chemistry”, Prof. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, considera que os autores concluem que os testes rápidos representam um dos caminhos mais promissores para modernizar o monitoramento da exposição humana aos agrotóxicos. Mais do que facilitar o diagnóstico individual, essas tecnologias poderão fortalecer toda a estrutura de vigilância em saúde pública, permitindo identificar riscos de forma precoce, orientar políticas preventivas e reduzir o impacto das doenças relacionadas aos pesticidas. “Se confirmarem os resultados obtidos até agora, esses dispositivos poderão representar uma mudança de paradigma: em vez de agir apenas quando surgem os casos de intoxicação, será possível prevenir o adoecimento, proteger populações vulneráveis e produzir informações estratégicas para tornar a agricultura mais segura e a saúde pública mais eficiente”, destaca o pesquisador.
Este estudo contou com o apoio da FAPESP.
Confira no link a revisão publicada na revista “Trends in Analytical Chemistry”, cujo primeiro autor é o pesquisador do IFSC/USP, Thiago S. Martins - https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0165993626002360?via%3Dihub
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