Jornalista/Radialista
Conselho do Jovem Empreendedor (Conjovem - Acirp) promove "Roda de Ideias" no próximo dia 22, às 8h, na sede da entidade, em Ribeirão Preto
RIBEIRÃO PRETO/SP - A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) promove no próximo dia 22, às 8h, o encontro “Muito além de negócios: conexões que geram futuro”, focado na nova geração de empresários da cidade e da região.
Presencial e gratuita, a Roda de Ideias é promovida pelo Conselho do Jovem Empreendedor (Conjovem) e é voltada para empresários e empresárias de até 45 anos.
“Nós queremos ouvir os jovens empreendedores. Estamos abrindo espaço para que eles tragam suas demandas e ajudem a enfrentar os próximos desafios empresariais, bem como os próximos anos da associação”, destaca Sandra Brandani, presidente da Acirp.
O objetivo é fomentar a troca de experiências, gerar conexões e explorar tendências importantes para as futuras lideranças empresariais. A atividade acontece na sede da Acirp (Rua Visconde de Inhaúma, 489) - as inscrições podem ser feitas pelo site da entidade e as vagas são limitadas.
O evento é uma oportunidade prática para todos que desejam fortalecer negócios com jovens lideranças em um ambiente colaborativo e dinâmico. Também quer mapear diferenciais para segmentos mais recentes do mercado, como empreendimentos de base tecnológica, digital ou de economia criativa.
“Reunir esse grupo e discutir desafios comuns é essencial para buscar soluções inovadoras. A Acirp, mesmo sendo apartidária, tem um peso político regional importante e tem sido fundamental no atendimento das demandas do setor empresarial. Queremos apresentar esse recurso e construir futuras lideranças”, afirma Danilo Targa, membro do Conjovem.
Sobre o Conjovem
O Conjovem da Acirp foi criado na gestão “Acirp para Todos” a pedido da atual presidente, Sandra Brandani, como política de inclusão de novas lideranças à entidade. É formado pelos empresários Edmar Carvalho, Samuel Passalaqua Filho, Gabriel Andrade, Lucas Ali Mere e Danilo Targa, membros fundadores. Tem como foco promover ações para empreendedores abaixo ou até 45 anos, tendo sido lançado, oficialmente, em outubro de 2025. Entre as metas do grupo estão a promoção de eventos de networking e de aprendizado e a inclusão de novos serviços e benefícios aos associados da nova geração e em geral.
Sobre a Acirp
Fundada em agosto de 1904, em Ribeirão Preto, a Acirp é uma entidade representativa patronal centenária e uma das maiores associações comerciais do país, com cerca de 5 mil associados ativos. Há mais de 121 anos, atua em prol do desenvolvimento econômico e social da região, com iniciativas que estimulam a competitividade e a inovação. Oferece ainda uma série de serviços para melhoria da gestão empresarial, incluindo treinamentos e capacitações para profissionais e equipes.
Serviço
Roda de Ideias Conjovem - Acirp
Quando: 22/1 (quinta-feira), 8h
Onde: Auditório Amin Calil, na sede da Acirp (Rua Visconde de Inhaúma, 489 – Centro, 6º andar), em Ribeirão Preto – SP
Inscrições: abertas e gratuitas, com vagas limitadas pelo link https://www.acirp.com.br/
Inscrições vão até amanhã, 19 de janeiro
SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para seleção destinada ao preenchimento de uma vaga para Bolsa de Treinamento Técnico III (TT-III) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em atividades de taxonomia e curadoria de coleção de Hymenoptera Parasitoides do Laboratório de Estudos de Hymenoptera Parasitoides do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva (DEBE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR).
O projeto, na área de Taxonomia dos Grupos Recentes, com área de atuação em Ecologia de Ecossistemas, é intitulado "Territórios urbanos e suas áreas verdes: biodiversidade e desenvolvimento sustentável em sistemas adaptativos complexos" e tem como pesquisadora responsável Angélica Maria Penteado Martins Dias, professora do DEBE/UFSCar.
Entre os requisitos, os candidatos devem ser graduados em Ciências Biológicas. As inscrições vão até amanhã, 19 de janeiro, e devem ser feitas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., conforme orientações do edital, disponível no link https://bit.ly/3YDnHSv. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail de inscrição.
SÃO CARLOS/SP - A medicina moderna enfrenta desafios enormes - diagnosticar doenças mais cedo, tratar apenas as células doentes e reduzir efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida dos pacientes. Em meio a esse cenário, materiais quase invisíveis estão ganhando protagonismo. São as chamadas “nanocerâmicas”, partículas tão pequenas que operam na escala dos átomos — e exatamente por isso conseguem interagir de forma precisa com o corpo humano.
Dois estudos científicos recentes, da autoria de pesquisadores do Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia do Instituto de Física de São Carlos (GNano-IFSC/USP) – um dos quais em colaboração com pesquisadores da Universidade de Duisburg-Essen (Alemanha), mostram como essas nanopartículas de origem cerâmica, baseadas em fosfatos de cálcio, podem transformar tanto a forma como enxergamos o interior do corpo quanto a maneira como tratamos doenças complexas, como o câncer.
A primeira pesquisa foca em nanopartículas de hidroxiapatita, um material já bastante conhecido na medicina por compor naturalmente ossos e dentes. Próteses, implantes dentários e enxertos ósseos já utilizam esse material há décadas. Contudo, a inovação surge quando esse material é produzido em escala nanométrica e com pequenas modificações químicas.
Os cientistas descobriram que, ao inserir íons de carbonato na estrutura dessas nanopartículas, surgem imperfeições microscópicas — chamadas de defeitos cristalinos — que fazem o material emitir luz quando estimulado. Esse brilho não vem de corantes artificiais, mas da própria estrutura do material.
Por que isso é tão importante?
Hoje, para visualizar células e tecidos, a medicina depende fortemente de marcadores fluorescentes sintéticos, que podem se degradar com o tempo, causar toxicidade ou mesmo interferir no funcionamento das células.
As nanopartículas de hidroxiapatita luminosas resolvem parte desse problema, já que elas são:
1-Biocompatíveis, pois imitam minerais naturais do corpo;
2-Estáveis, mantendo a emissão de luz por longos períodos;
3-Multifuncionais, podendo atuar como material estrutural e marcador óptico ao mesmo tempo.
No futuro, essa tecnologia poderá permitir diagnósticos mais precoces, ao acompanhar alterações celulares em tempo real, um monitoramento menos invasivo de doenças crônicas, uma redução de custos em exames de imagem e uma maior segurança para pacientes, especialmente crianças e idosos.
Em termos sociais, isso significa mais precisão médica, menos exposição a substâncias potencialmente tóxicas e maior eficiência no sistema de saúde.
Luta contra o câncer
A segunda pesquisa avança em outra frente crítica da medicina, que é o tratamento direcionado, especialmente contra o câncer. Um dos grandes problemas da quimioterapia tradicional é que o medicamento não distingue células doentes de células saudáveis, causando efeitos colaterais severos como queda de cabelo, náuseas e enfraquecimento do sistema imunológico.
Para enfrentar isso, os pesquisadores autores deste estudo desenvolveram nanopartículas de fosfato de cálcio sensíveis ao pH, capazes de “sentir” o ambiente químico ao redor.
Como isso funciona?
Tecidos doentes, como tumores, costumam ter um ambiente mais ácido do que tecidos saudáveis. As nanopartículas permanecem estáveis no sangue, mas se desintegram ao encontrar esse ambiente ácido. Com isso, liberam o medicamento apenas no local desejado.
Além disso, essas nanopartículas foram modificadas com ácido fólico, uma vitamina que funciona como um “GPS químico”. Muitas células cancerígenas possuem grande quantidade de receptores para essa vitamina, o que facilita a entrada seletiva das nanopartículas nessas células.
Neste caso concreto, os benefícios potenciais são profundos, a saber:
1-Tratamentos mais eficazes com doses menores de quimioterápicos;
2-Redução drástica de efeitos colaterais;
3-Maior adesão dos pacientes aos tratamentos;
4-Possibilidade de terapias personalizadas.
Do ponto de vista social, isso pode significar menos internações, menor sofrimento físico e emocional e uma melhor qualidade de vida durante o tratamento.
Segundo o Dr. Thales Machado, pesquisador do GNano e primeiro autor dos artigos, os estudos demonstram como é possível se inspirar em materiais presentes em organismos vivos e suas propriedades para transformá-los em materiais multifuncionais, acessíveis, atóxicos e biodegradáveis, com potencial impacto na saúde humana. “Os nanomateriais cerâmicos desenvolvidos nos estudos são compostos principalmente por cálcio, fósforo e carbono, elementos abundantes e de baixo custo, obtidos por reações químicas simples em água e à temperatura ambiente, com alto potencial de escalonamento industrial”, sublinha o pesquisador.
O pesquisador destaca ainda que, no primeiro estudo, a funcionalização com citrato reforça o caráter biomimético e incrementa a estabilidade dos fosfatos de cálcio para uso em técnicas de bioimagem. Já no segundo, a funcionalização com ácido fólico emprega a Química Click, uma estratégia reconhecida com o Prêmio Nobel de Química em 2022 por sua simplicidade, alta seletividade, elevado rendimento químico e robustez das ligações resultantes, garantindo o direcionamento eficiente do fármaco às células-alvo.
O elo entre as duas pesquisas: uma nova geração de nanomedicina
Embora abordem aplicações diferentes, os dois estudos compartilham uma mesma visão, que é criar materiais inteligentes, inspirados na própria biologia humana e que sejam capazes de unir diagnóstico e tratamento.
Essas nanocerâmicas podem, no futuro, localizar uma doença, permitir que médicos a visualizem e atuar diretamente no tratamento, tudo com o mesmo material. Esse conceito, conhecido como teranóstica (terapia+diagnóstico), representa um dos caminhos mais promissores da medicina moderna.
Ainda que essas tecnologias estejam em fase de pesquisa, seu potencial é claro. Elas apontam para um futuro em que os exames serão menos invasivos, os tratamentos serão mais humanos e a medicina será cada vez mais personalizada.
Para o coordenador do GNano-IFSC/USP, Prof. Dr. Valtencir Zucolotto, que assina os dois estudos, a mensagem é muito clara: “Através da Nanotecnologia é possível transformar materiais convencionais, já amplamente utilizados em vários setores, em materiais avançados e altamente sofisticados tecnologicamente. Na medicina, em particular, esses materiais são fundamentais pois apresentam alta capacidade de interagirem apenas com tecidos e células doentes, minimizando consideravelmente os efeitos colaterais”.
O Prof Zucolotto esclarece ainda que “Além das aplicações em medicina, o grupo GNano/USP já está aplicando essas nanocerâmicas na agricultura, onde atuam como careadores de defensivos (químicos e biológicos) e nutrientes para as plantas, com a vantagem de diminuir consideravelmente as doses necessárias para as lavouras, resultando em maior segurança e aportando maior valor aos produtos”.
No mundo invisível das nanopartículas, a ciência está construindo soluções muito concretas para melhorar a saúde, reduzir desigualdades no acesso a tratamentos e oferecer novas esperanças a milhões de pessoas.
Para conferir os dois estudos realizados, acesse os links:
Universidade eleva conceito de 35% dos programas e amplia resultados em todos os campi
SÃO CARLOS/SP - A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou os resultados da Avaliação Quadrienal 2021-2024 dos programas de pós-graduação do País, principal instrumento de aferição da qualidade da pós-graduação brasileira. Na avaliação, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) obteve avanços expressivos, ampliando sua presença entre os programas de excelência e registrando crescimento em diferentes áreas e campi.
Ao todo, 57 programas da UFSCar foram avaliados. Desses, 20 (35%) elevaram seu conceito em relação à quadrienal anterior, 29 (51%) mantiveram a nota e apenas oito (14%) apresentaram queda. Um dos principais destaques foi a consolidação de 10 programas no grupo de excelência, com conceitos 6 e 7 - patamares que indicam reconhecimento internacional, elevado padrão de produção científica, formação de recursos humanos e impacto social.
Nessa edição, novos programas da Universidade passaram a integrar esse grupo: os programas de pós-graduação em Genética Evolutiva e Biologia Molecular (PPGGEv), em Engenharia de Produção (PPGEP) e em Engenharia Civil (PPGCiv). Além disso, programas que já figuravam entre os de excelência atingiram o conceito máximo da avaliação: é o caso do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia (PPGPsi), ambos com nota 7.
Os avanços também se distribuíram de forma ampla pela Instituição. Sete dos oito Centros da UFSCar tiveram programas que melhoraram de conceito, com aumento de nota em cursos de todos os campi - São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino -, reforçando a capilaridade da pós-graduação da Universidade. Foram 18 programas considerados de excelência nacional, com conceito 5. Confira a lista completa com os resultados preliminares em https://bit.ly/avaliacao-
Para o Pró-Reitor de Pós-Graduação da UFSCar, Rodrigo Constante Martins, os resultados devem ser compreendidos à luz da consolidação dos programas mais jovens. "A manutenção dos conceitos de muitos dos nossos programas é um indicador relevante de êxito. Praticamente 50% dos nossos programas têm menos de 15 anos de existência, grande parte dos quais enfrentando agora seu segundo ou terceiro ciclo avaliativo; alguns deles com doutorados recém criados. Ou seja, estão em fase de consolidação, assegurando a manutenção dos seus conceitos quatro (mestrado) e cinco (doutorado). Em um ambiente altamente competitivo como é o atual Sistema Nacional de Pós-Graduação, a manutenção desses conceitos também deve ser vista como uma conquista extremamente importante", avalia.
Martins também destaca o contexto adverso em que se deu o período avaliado. "Enfrentamos o desafio do financiamento para a ciência e tecnologia no governo de Jair Bolsonaro, incluindo aqui o corte de bolsas nos anos de 2021 e 2022, além da pandemia de Covid-19, que impactou diretamente a rotina das universidades, a continuidade de pesquisas, o trabalho de campo, os laboratórios e a formação de estudantes", afirma.
Segundo o Pró-Reitor, os resultados confirmam a importância de estratégias institucionais para o fortalecimento da pós-graduação. "Os programas que investiram esforços em grandes projetos institucionais desenvolvidos na Universidade nos últimos anos obtiveram os melhores desempenhos na avaliação. Esse é o caso, por exemplo, do Projeto de Extensão na Pós-Graduação e do Programa Capes PrInt. Isso nos indica que a qualificação dos nossos programas depende mais dos esforços coletivos, que alinham diálogos interdisciplinares para os grandes projetos, do que das trajetórias individuais voltadas à produção bibliográfica isolada", registra.
Outro marco destacado por ele é a ampliação da excelência acadêmica em toda a estrutura multicampi da Universidade. "Temos, pela primeira vez na história da UFSCar, programas com conceito 5, de excelência nacional, em todos os nossos campi. Ter programas com esse nível de formação e de produção de conhecimento em territórios variados repercute sobre os diferentes perfis de nossa comunidade acadêmica e adensa nosso impacto social", ressalta o Pró-Reitor de Pós-Graduação.
Para a Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, os resultados da Avaliação Quadrienal da Capes reafirmam a força e a maturidade da pós-graduação da Universidade. "Ampliamos nossos programas de excelência, avançamos em diferentes áreas do conhecimento e, de forma muito significativa, em todos os nossos campi. Esse desempenho é fruto do trabalho qualificado de docentes, técnicas e técnicos administrativos, estudantes e das equipes de gestão acadêmica, mesmo em um período marcado por restrições orçamentárias e pelos impactos da pandemia. Ele demonstra que a Universidade resiste aos tempos mais desafiadores e reafirma sua capacidade de resiliência. Demonstra também que políticas públicas bem estruturadas, como a própria Capes e seus programas, com destaque para o Capes PrInt, são pilares centrais desse processo. A UFSCar segue comprometida com uma pós-graduação pública, inclusiva, com reconhecimento nacional e internacional e ancorada no fortalecimento da soberania científica do País", finaliza.
Os dados divulgados pela Capes ainda não são definitivos. A Pró-Reitoria de Pós-Graduação (ProPG) da Universidade acompanhará os programas que tiveram redução de conceito na análise sobre a possibilidade de pedido de reconsideração. No caso dos programas em rede, os pedidos de reconsideração já estão sendo discutidos por suas respectivas coordenações, sediadas em outras instituições.
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