Jornalista/Radialista
Encontro reuniu representantes do poder público, universidades, setor privado e sociedade civil para contribuir com a elaboração do PMCS-SC.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, na última terça-feira, 27 de janeiro, a Oficina 3 – Ações de Educação Ambiental, etapa do processo participativo de elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC). O encontro ocorreu às 19h, no Auditório da Fundação Educacional São Carlos (FESC), e contou com a execução técnica da empresa VITA Engenharia e Consultoria Ambiental.
A atividade integra o cronograma de encontros voltados ao diálogo com a população e com diferentes setores da sociedade para a elaboração do Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC). A Oficina 3 teve como objetivo coletar contribuições e propostas para o desenvolvimento de projetos de educação ambiental, direcionados a diferentes públicos-alvo do município.
O encontro reuniu 45 participantes, entre munícipes e representantes do SAAE, da Prefeitura Municipal, da Cooperativa COOPERVIDA, da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do setor privado e de organizações da sociedade civil organizada.
DINÂMICA E PARTICIPAÇÃO - Durante a programação, a equipe técnica da VITA apresentou destaques da matriz SWOT — ferramenta utilizada para identificar pontos fortes, pontos fracos, oportunidades e ameaças de um projeto — relacionados à educação ambiental, bem como os objetivos do Programa de Educação Ambiental e Comunicação do PMCS-SC. Também foram apresentados resultados de uma pesquisa científica desenvolvida em parceria com o Instituto Recicleiros, que analisou os fatores que influenciam a adesão da população às campanhas de coleta seletiva.
Na sequência, os participantes foram divididos em quatro grupos de trabalho, responsáveis pela elaboração de propostas de projetos de educação ambiental a partir de públicos-alvo previamente definidos. As sugestões foram apresentadas ao final da atividade e irão subsidiar a consolidação do plano.
Para o presidente do SAAE, Derike Contri, a oficina reforça a importância da participação da sociedade. “A educação ambiental é um pilar fundamental para o sucesso da coleta seletiva e para a construção de uma cidade mais sustentável. Ouvir a população é essencial para que o plano seja efetivo”, destacou.
SOBRE O PLANO - O Plano Municipal de Coleta Seletiva de São Carlos (PMCS-SC) é um instrumento estratégico, mais detalhado que o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS). Seu foco está na melhoria da gestão dos materiais recicláveis, dos resíduos orgânicos e dos produtos sujeitos à logística reversa, como pilhas, baterias e pneus.
Para mais informações sobre o plano e para acompanhar todas as etapas já desenvolvidas, basta acessar o site do SAAE (saaesaocarlos.com.br), na aba Serviços > Resíduos Sólidos > PMCS-SC - Plano Municipal de Coleta Seletiva, onde estão disponíveis os documentos já elaborados.
SÃO CARLOS/SP - O vereador Jùlio Cesar (PL) protocolou um requerimento na Câmara Municipal cobrando informações detalhadas e providências urgentes da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana acerca da aplicação da Lei Municipal nº 23.967/2026.
A iniciativa do parlamentar ocorre imediatamente após uma reunião realizada na tarde de ontem, onde ele ouviu pessoalmente as reivindicações e o descontentamento de dezenas de motoboys na Avenida Trabalhador São-Carlense.
Durante o encontro, os profissionais entregaram ao vereador uma série de questionamentos críticos, alegando que pontos como a proibição de jovens entre 18 e 20 anos na profissão, a exigência de placas vermelhas, entre outros pontos da lei, inviabilizam o serviço e comprometem seriamente a geração de renda de centenas de famílias que dependem do setor na região.
No documento protocolado, Jùlio Cesar deu voz às demandas da categoria e questionou o Poder Executivo sobre a possibilidade da implementação de um período de fiscalização meramente orientativo para evitar penalizações imediatas. O vereador também indagou se há avaliações técnicas para unificar a vistoria de segurança ao pagamento do alvará anual, além de propor parcerias para a oferta de cursos gratuitos através de convênios com o SEST/SENAT.
Por fim, o requerimento exige transparência sobre a existência de canais oficiais de atendimento aos motofretistas e questiona se houve diálogo institucional ou consultas públicas com a classe antes da aprovação da lei, visando garantir que o processo participativo seja respeitado e que as dúvidas dos trabalhadores sejam devidamente esclarecidas.
Destaque nacional em educação étnico-racial, município reafirma compromisso com políticas públicas inclusivas e respeito aos direitos humanos
ARARAQUARA/SP - A Secretaria Municipal da Educação de Araraquara deu início à execução dos Protocolos Antibullying e Antirracista na rede municipal de ensino. Os protocolos integram o Projeto Político-Pedagógico da secretaria e colaboram com a estruturação de uma política pública unificada de proteção, cuidado e enfrentamento das violências no ambiente escolar. Os documentos estabelecem diretrizes de orientação e intervenção articuladas, visando oferecer suporte à rede, à comunidade estudantil e às famílias. As ações de prevenção, identificação, acolhimento, encaminhamento e acompanhamento de situações de bullying, cyberbullying, racismo e outras violências reafirmam o compromisso institucional com a promoção da equidade e a garantia de direitos.
Os protocolos têm em comum a proposta de atuação baseada na escuta qualificada, no sigilo, no respeito e na proteção das vítimas, evitando revitimização, exposição indevida ou negligência. Em vez de abordagens punitivas, o eixo central dos documentos está na prevenção permanente, por meio da formação continuada de profissionais da educação, de ações pedagógicas e campanhas educativas, do registro das ocorrências, do exercício de valores como respeito, empatia, equidade e justiça social e do fortalecimento da cultura de paz e da convivência ética. "No caso do racismo, a prevenção se materializa especialmente pela Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER); no caso do bullying, pelo desenvolvimento de habilidades socioemocionais e práticas restaurativas", explicam as Profas. Dras. Tatiane Pereira de Souza e Thaís Angeli, Coordenadora Técnica de Programas Educacionais Étnico-Raciais e Assessora de Políticas Educacionais da Secretaria da Educação, respectivamente.
A violência escolar compreendida como um problema coletivo exige respostas intersetoriais, baseadas na gestão democrática, no protagonismo estudantil, no envolvimento das famílias e na articulação com a rede de proteção (saúde, assistência social, Conselho Tutelar e Ministério Público). "Araraquara não tolera nenhuma forma de violência, discriminação ou preconceito em suas escolas. Mais do que normativas, os protocolos representam um compromisso ético, pedagógico e político com a formação integral dos estudantes, a valorização da diversidade e a construção cotidiana de uma educação pública baseada no cuidado, na justiça e no respeito", afirma Fernando Diana, secretário municipal da Educação.
Os instrumentos se ancoram na Constituição Federal, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em legislações nacionais recentes, reforçando que toda forma de violência, discriminação e preconceito viola direitos fundamentais e demanda atuação imediata do poder público. Tais desafios impulsionaram a criação de procedimentos, fluxos e mecanismos eficazes para o enfrentamento e o adequado tratamento das ocorrências na rede pública de ensino.
SANTA BÁRBARA D'OESTE/SP - O Museu Catavento, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, promove a circulação de atividades culturais em diferentes regiões do estado através do “Museu Catavento: Ciência que vai até você”, ação que integra o programa ‘CultSP na Estrada’.
A partir desta quinta-feira (29), a carreta percorre a cidade de Santa Bárbara D’Oeste levando experiências científicas e oficinas educativas, com visitação aberta das 8h30 às 17h30. Com 20 metros de comprimento e área interna expansível para 60 m², o veículo reúne nove experimentos nas áreas de física, química, biologia, geografia e história. Essa adaptação leva ao interior e ao litoral pontos-chave da exposição fixa do Museu, ampliando o acesso à ciência de forma divertida e participativa.
Experiência do visitante
O circuito interno da carreta dura cerca de 25 minutos e pode receber até 20 pessoas por sessão. Quatro educadores acompanham os grupos, atuando como mediadores das experiências científicas sobre rodas.
Entre os destaques estão o Gerador de Van de Graaf (que deixa os cabelos em pé pela tensão elétrica), a bicicleta ergométrica geradora de energia, uma maquete tridimensional do núcleo da Terra e uma instalação que reproduz o canto de 30 espécies de aves brasileiras.
O veículo possui entrada com acessibilidade e ficará aberto à visitação das 8h30 às 17h30, podendo funcionar em qualquer dia da semana, conforme a cidade. Além disso, haverá oficinas educativas na área externa, em parceria com espaços culturais locais, reforçando a missão do Catavento de democratizar o conhecimento.
Serviço:
10 mil impactados por mês
Para cobertura de todo o estado, foram estruturados sete polos, de acordo com o Sistema Estadual de Museus de São Paulo, sendo: (1) São José do Rio Preto; (2) Presidente Prudente; (3) Franca, Ribeirão Preto e Central; (4) Piracicaba, Rio Pardo, Campinas e Circuito das Águas; (5) Sorocaba, Vale do Ribeira e Itapeva; (6) São Paulo – Capital, ABCD Paulista e Baixada Santista; e (7) Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte.
Estima-se que mais de 10 mil pessoas sejam impactadas mensalmente pelo projeto. O cronograma completo de visitação às cidades está sujeito a alterações e se necessário será adaptado até o final do projeto.
O público-alvo da ação são visitantes espontâneos — moradores locais — e grupos agendados como estudantes de escolas públicas e privadas, universidades e ONGS. Além dos destaques, a carreta contará com outros aparelhos célebres das seções permanentes do museu: um aparelho que simula o movimento de uma bailarina, apresentando variações de velocidade, uma “pista de embriaguez” e um experimento que fala sobre a polaridade das moléculas a partir da água e do óleo. Entre atividades interativas e expositivas, os visitantes poderão conhecer e aprofundar-se no estudo de temas como o universo, a vida na Terra e as grandes descobertas da humanidade.
Quatro educadores treinados para dar monitoria em cada um dos nove aparelhos instalados no veículo acompanharão estes grupos e atuarão como mediadores da exposição sobre rodas.
Quando estacionada, a carreta poderá funcionar em qualquer dia da semana, conforme as possibilidades do município, permanecendo fechada apenas nos dias de deslocamento.
AGÊNCIA SP
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