Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - A Petrobras reajustou o preço do querosene de aviação (QAV) em 13,9%, em média. O novo valor está em vigor desde terça-feira (1º). A empresa atribuiu o aumento a reflexos da guerra no Oriente Médio, que causa problemas na logística da indústria do petróleo.
De acordo com a estatal, o combustível passa a custar, na média, R$ 0,68 a mais por litro. Nas refinarias da companhia espalhadas pelo país, o novo preço do QAV varia de R$ 5,44 a R$ 5,70 por litro.
A variação na comparação com o mês passado chega a 14,34% em São Luís. O menor aumento é de 13,51% em Canoas, no Rio Grande do Sul.
Por contrato, o preço do combustível vendido às distribuidoras é reajustado sempre no dia 1º de cada mês. O QAV é utilizado por aviões e helicópteros.
O combustível responde por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas brasileiras, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), órgão regulador do setor.
Desde o início do ano, o QAV subiu 53,3%, o que representa R$ 1,94 a mais por litro. De acordo com a Petrobras, o reajuste “reflete a elevação das cotações internacionais do Querosene de Aviação, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio”.
Com o desencadeamento da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, a cadeia logística da indústria do petróleo sofreu perturbações, o que levou à disparada de preços.
O motivo principal é a instabilidade do Estreito de Ormuz, passagem marítima ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passavam pela região. Com menos oferta de petróleo nos mercados, o preço subiu.
Apesar de o Brasil ser produtor de petróleo, o produto e seus derivados, por serem commodities (matéria-prima negociada em grandes quantidades), têm o preço definido no mercado internacional.
Em abril, a Petrobras reajustou o QAV em 55%. Em maio houve alta de 18%. Na ocasião, para suavizar o efeito do encarecimento nos caixas das companhias aéreas, a estatal permitiu que as distribuidoras parcelassem o reajuste.
Como houve momentos em que os EUA e o Irã se aproximaram de um acordo, a Petrobras chegou a reduzir o QAV em junho e julho. Mas em agosto, voltou a subir 1,9%, assim como agora em setembro.
A empresa explica que o preço do QAV no Brasil segue “fórmula paramétrica contratual que atua como amortecedor de curto prazo, resultando em ajustes mais moderados do que os observados nos mercados internacionais”.
A Petrobras informou que retomou, em setembro, o programa de parcelamento dos reajustes.
“A iniciativa permitirá que as distribuidoras parcelem o aumento em três parcelas mensais, reduzindo o impacto financeiro”, declarou.
A estatal confirmou também que todo volume solicitado pelas distribuidoras está garantido.
A Petrobras comercializa para as distribuidoras o QAV produzido nas refinarias da empresa ou importado. Uma vez comprado pelas distribuidoras, as empresas transportam o combustível e vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais nos aeroportos ou ainda para revendedores.
A estatal tem participação de cerca de 85% da produção do QAV, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) o relatório da PEC (proposta de emenda à Constituição) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6x1.
A votação foi simbólica, sem contagem individual dos votos. Quatro senadores, no entanto, se posicionaram contra a proposta na hora da votação e pediram que a manifestação fosse registrada: Rogério Marinho (PL-RN), Jaime Bagattoli (PL-RO), Tereza Cristina (PP-MS) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Jorge Seif (PL-SC) também é contra, mas não pediu o registro nominal.
Os outros 22 senadores presentes apoiaram a aprovação do relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), que manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados em maio.
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QUEM SE POSICIONOU CONTRA A PEC
- Rogério Marinho (PL-RN)
- Jaime Bagattoli (PL-RO)
- Tereza Cristina (PP-MS)
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
- Jorge Seif (PL-SC)
QUEM SE POSICIONOU PELA PROPOSTA
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Renan Calheiros (MDB-AL)
- Jader Barbalho (MDB-PA)
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
- Soraya Thronicke (PSB-MS)
- Professora Dorinha Seabra (União-TO)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Jayme Campos (União-MT)
- Magno Malta (PL-ES)
- Dr. Hiran (PP-RR)
- Laércio Oliveira (PP-SE)
- Otto Alencar (PSD-BA)
- Omar Aziz (PSD-AM)
- Eliziane Gama (PSD-MA)
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
- Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
- Lourdinha Pereira (PSB-MA)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Fabiano Contarato (PT-ES)
- Camilo Santana (PT-CE)
- Weverton Rocha (PDT-MA)
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COMO FOI A VOTAÇÃO
A aprovação ocorreu depois de mais de cinco horas de debates na CCJ. A oposição havia pedido vista do relatório de Omar Aziz (PSD-AM), o que levou à suspensão da sessão.
O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), determinou um intervalo de uma hora antes da retomada da análise. A votação do texto principal só ocorreu depois das 15h.
Durante os debates, Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, criticou a proposta e afirmou que a redução da jornada poderia provocar aumento de custos, inflação, desemprego e informalidade. Ele também tentou retirar da pauta o relatório de Aziz para dar prioridade a uma PEC de sua autoria, que cria um regime alternativo à CLT e permite a contratação por hora.
Aziz rejeitou as 36 emendas apresentadas ao texto e manteve integralmente a versão aprovada pela Câmara dos Deputados em maio.
A votação foi rápida, por se tratar de aprovação simbólica. Havia quórum de 27 senadores. O senador Otto solicitou que os contrários levantassem a mão. Na hora, quatro senadores se posicionaram. Mais tarde, por volta das 21h, Seif procurou a Folha para dizer que também era contrário ao fim da escala 6x1.
Em nota, diz que "a votação foi simbólica e não houve registro de voto individual. Embora seu nome tenha sido associado ao voto favorável em algumas publicações, o senador não se manifestou pela aprovação da matéria. Naquele momento, ele estava fisicamente em outra comissão e sua posição política é contrária à proposição", diz texto.
A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e estabelece a concessão de dois dias de folga por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
A mudança será gradual. 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passará para 42 horas semanais. 12 meses depois, cairá para 40 horas.
Nos 60 dias seguintes à promulgação, empresas e categorias deverão negociar novos acordos e convenções coletivas para adequar as escalas à nova jornada.
O texto também prevê regras para categorias com necessidades específicas, como trabalhadores da saúde, segurança, setor aéreo e plataformas de petróleo.
Após aprovação na CCJ, o texto ainda precisa ser analisado pelo plenário do Senado, em dois turnos. São necessários 49 votos dos 81 senadores para a aprovação.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - A Secretaria Municipal de Educação, por meio do Departamento de Formação Continuada Docente e Profissional (CeFPE), realiza nos dias 17 e 18 de setembro a 2ª Parada Pedagógica da Educação Infantil de 2026. A programação também terá atividades nos dias 14, 15 e 25 de setembro.
Com o tema “Educação como Direito Humano: Inclusão, Equidade e Sustentabilidade nos Territórios Escolares”, a iniciativa promove formação, reflexão e troca de experiências entre profissionais da rede municipal, com foco na garantia dos direitos das crianças e no fortalecimento de práticas pedagógicas inclusivas e sustentáveis.
A programação inclui atividades voltadas a diferentes segmentos da educação, com temas como saúde emocional dos profissionais, neurodivergência, práticas antirracistas, educação física adaptada, educação ambiental, contação de histórias, inclusão na Educação Especial, altas habilidades e sustentabilidade.
Entre as atividades estão a formação “Educadores que Sentem”, sobre o papel do educador no desenvolvimento emocional infantil; “Neurodivergência na Escola”, voltada ao acolhimento e às diferentes formas de aprendizagem; e “Raízes que Embalam”, que aborda práticas antirracistas na primeira infância.
Também serão realizadas formações específicas para coordenadores pedagógicos, supervisores, diretores, bibliotecários, agentes educacionais, profissionais de serviços gerais e alimentação escolar, entre outros. A programação inclui ainda encontros sobre saúde emocional no ambiente de trabalho e segurança alimentar.
As atividades ocorrerão em locais como UNICEP, OAB, NAP/UFSCar, SEST/SENAT, ACISC, Paço Municipal, Museu de Ciências Professor Mario Tolentino e SINDSPAM.
A 2ª Parada Pedagógica integra as ações de formação continuada da Secretaria Municipal de Educação e busca contribuir para o aprimoramento das práticas profissionais e para a construção de uma educação pública de qualidade, inclusiva e comprometida com o desenvolvimento integral das crianças.
SÃO CARLOS/SP - Engenharia viária, educação e fiscalização vão ganhar reforço técnico em São Carlos. A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, foi contemplada nos três componentes de capacitação do Programa Respeito à Vida (PRaVida), iniciativa do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) voltada a qualificar equipes municipais e fortalecer políticas públicas de segurança viária.
Com a adesão integral ao programa, profissionais da pasta que atuam no planejamento viário, na educação para o trânsito e na fiscalização poderão passar por formação técnica, o que deve fortalecer a atuação integrada entre essas áreas e ampliar a capacidade do município de reduzir sinistros, mortes e lesões graves nas vias.
O programa está estruturado em três componentes, cada um voltado a um público técnico específico. O primeiro, batizado de Vias Seguras, contempla o Curso de Desenho Viário Seguro para Salvar Vidas no Trânsito, direcionado a engenheiros, arquitetos e demais profissionais de áreas correlatas responsáveis pelo planejamento das vias.
O segundo eixo, de Educação, reúne o Curso de Educação para o Trânsito, voltado a gestores municipais e pontos focais do programa, com foco em fortalecer as ações educativas e de conscientização no município. Já o terceiro componente, de Fiscalização, oferece o Curso de Fiscalização a gestores municipais de trânsito, coordenadores e supervisores da área, podendo incluir também agentes de trânsito.
A expectativa da Secretaria é que o conhecimento adquirido nas três formações seja incorporado ao trabalho já desenvolvido pela pasta, unindo engenharia, educação e fiscalização como pilares complementares da segurança viária, e não como frentes isoladas de atuação.
O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, avaliou que a seleção nos três componentes representa um avanço na qualificação das equipes. Segundo ele, a participação de São Carlos no PRaVida reforça o comprometimento do município “com uma política de trânsito cada vez mais técnica, integrada e voltada à preservação da vida, e estabelece a importância de capacitar as equipes para atuar de forma coordenada entre engenharia, educação e fiscalização”.
Já o secretário adjunto de Mobilidade Urbana, Sebastião Batista, destacou o caráter estratégico da formação técnica oferecida pelo programa. Para ele, “garantir segurança nas vias depende de uma atuação conjunta, que passa pelo planejamento de vias mais seguras, por ações permanentes de educação e pelo aprimoramento da fiscalização, frentes em que o PRaVida deve contribuir diretamente, trazendo novos conhecimentos e boas práticas para a realidade do município”.
As formações do ciclo 2026 acontecem na modalidade de Educação a Distância (EaD), por meio de ambiente virtual de aprendizagem, com encontros síncronos semanais. O enquadramento dos municípios participantes, entre eles São Carlos, foi homologado pela Portaria Detran-SP nº 1.647, de 27 de janeiro de 2026.
“Para nós da Segurança Pública e Mobilidade Urbana, a participação integral no programa representa mais uma oportunidade de qualificar profissionais e fortalecer as políticas municipais de segurança viária, unindo soluções técnicas, ações educativas e fiscalização de forma cada vez mais integrada, com a preservação da vida como princípio central das ações de mobilidade urbana no município”, disse Michael Yabuki.
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