Jornalista/Radialista
MALÁSIA - A Federação Internacional do Automobilismo (FIA) divulgou os horários oficiais das sessões em cada uma das 12 etapas restantes da F1 2026. Com isso, a entidade também confirma que o recém adicionado
GP do Bahrein na Malásia será uma prova diurna. Inclusa recentemente no calendário, a corrida será em 4 de outubro.
Informações inicialmente exibidas no aplicativo da Fórmula 1 levantaram dúvidas sobre o horário da prova, já que o GP do Bahrein é tradicionalmente noturno. Porém, na última semana, os proprietários do Circuito Internacional de Sepang asseguraram que não é este o caso. De acordo com jornais locais, a pista não possui a estrutura exigida de iluminação para uma corrida feita de noite.
- A corrida será realizada de tarde, não à noite - declarou Azhan Shafriman Hanif, diretor-executivo da pista.
A prova está prevista para as 15h locais, no horário malaio, em 4 de outubro. No horário de Brasília, a largada deve ser às 4h da manhã de domingo, 5 de outubro. As últimas edições do GP da Malásia, sediado pela última vez na F1 em 2017, também foram no fim da madrugada no horário do Brasil.
Veja os horários confirmados do GP do na Malásia
Sexta-feira (3 de outubro)
Treino livre 1: 1h30
Treino livre 2: 5h0
Sábado (4 de outubro)
Treino livre 3: 1h30
Classificação: 5h00
Domingo (5 de outubro)
Corrida: 4h00
Realizar uma corrida no Circuito de Sepang foi a alternativa adotada pela F1 para não deixar de promover o GP do Bahrein - cuja realização, em abril, foi suspensa em razão dos conflitos bélicos no Oriente Médio. Por isso a prova será chamada oficialmente de GP do Bahrein na Malásia.
A corrida estava inicialmente prevista para 12 de abril; agora, vai ser no intervalo entre os GPs do Azerbaijão e Singapura, em 4 de outubro. Ela marcará o retorno do Circuito de Sepang à categoria após quase dez anos de ausência, sediando seu 20º grande prêmio da história.
Localizada na capital da Malásia, em Kuala Lumpur, capital da Malásia, a pista tem Sebastian Vettel como maior vencedor, dono de quatro triunfos na corrida malaia. O último a vencer a prova foi Max Verstappen, em 2017, última edição da etapa. O país havia deixado de receber corridas pela queda na receita somada ao aumento das taxas exigidas pela F1.
Quando confirmou que o GP do Bahrein seria realizado na Malásia, a F1 também assegurou que não pretendia realocar o GP da Arábia Saudita, outra prova prevista para o mês de abril e cuja realização foi impedida pela guerra no Oriente Médio.
O conflito envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel e que se estende por todo o Golfo Pérsico agora ameaça a realização dos GPs do Catar e Abu Dhabi, as duas últimas corridas da F1 em 2026. Catar e Emirados Árabes Unidos (onde fica Abu Dhabi) são fronteiriços ao Irã, separados apenas pelo Golfo.
O Catar tem sido um dos principais alvos dos ataques no conflito, assim como o Bahrein e a Arábia Saudita. Caso não seja possível realizar as últimas duas corridas do ano nas pistas, a pretensão da F1 é de finalizar o Mundial 2026 na Europa.
Por Redação ge
EUA - A Meta lançou o Muse Code, uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida para executar tarefas complexas de programação com maior autonomia. O produto coloca a empresa na disputa com plataformas como Claude Code, da Anthropic, Codex, da OpenAI, GitHub Copilot, da Microsoft, e Cursor.
Apresentado nesta quarta-feira (5), o Muse Code funciona diretamente pelo terminal do computador e utiliza o novo modelo Muse Spark 1.2. A ferramenta está disponível inicialmente em versão beta.
O que é o Muse Code?
O Muse Code é um agente de inteligência artificial voltado ao desenvolvimento de software. Diferentemente de ferramentas que apenas sugerem pequenos trechos de código, o sistema foi projetado para acompanhar projetos longos e executar várias etapas sem exigir comandos constantes do usuário.
A IA pode analisar uma solicitação, organizar o projeto, dividir o trabalho em tarefas menores, escrever o código e verificar os resultados.
Mark Zuckerberg afirmou que o sistema também consegue distribuir partes de uma atividade complexa entre vários “subagentes”, que trabalham simultaneamente. Segundo o executivo, essa estrutura busca aumentar a velocidade e a qualidade das respostas.
Como funciona a IA de programação da Meta?
A Meta treinou o Muse Code e o Muse Spark 1.2 em conjunto para que a ferramenta e o modelo operassem de forma integrada.
O sistema é capaz de escrever e corrigir códigos, lidar com tarefas de desenvolvimento de longa duração e verificar se o resultado produzido funciona como esperado.
O agente também mantém um registro permanente das ações realizadas. Caso ocorra uma falha ou interrupção, ele pode retomar o trabalho do ponto em que parou, sem precisar reiniciar todo o projeto.
Quanto custa usar o Muse Code?
O acesso será cobrado de acordo com o consumo, e não por uma assinatura mensal fixa.
Na modalidade padrão, o preço anunciado é de US$ 1,25 por milhão de tokens de entrada, que correspondem às informações enviadas pelo usuário, e US$ 4,25 por milhão de tokens de saída, relacionados ao conteúdo produzido pela inteligência artificial.
A estratégia de preços coloca a Meta em uma disputa direta com empresas que já oferecem ferramentas voltadas a programadores e organizações de tecnologia.
Meta tenta transformar investimentos em IA em receita
A programação tornou-se um dos segmentos mais disputados da inteligência artificial generativa. Empresas e desenvolvedores já pagam por ferramentas capazes de criar funções, localizar erros, testar sistemas e executar tarefas de engenharia de software.
A entrada da Meta nesse mercado representa uma tentativa de gerar receita direta com seus modelos de IA. Atualmente, a maior parte do faturamento da companhia, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, ainda vem da publicidade.
O lançamento ocorre em um momento de pressão para que a empresa mostre retorno sobre os investimentos bilionários realizados em infraestrutura, centros de dados, modelos avançados e contratação de especialistas.
O que é o Muse Spark 1.2?
O Muse Spark 1.2 é a nova versão do modelo de inteligência artificial da Meta usado pelo Muse Code.
A geração anterior, Muse Spark 1.1, havia sido apresentada em julho como um modelo multimodal voltado a raciocínio, uso de ferramentas, programação e execução de tarefas por agentes autônomos.
Segundo a Meta, desafios complexos gerados e avaliados durante os testes da versão anterior ajudaram a aprimorar a capacidade do Muse Spark 1.2 de seguir instruções e executar projetos extensos.
Muse Code disputa mercado com OpenAI e Anthropic
A Meta chega a um setor que já reúne produtos consolidados. A Microsoft abriu espaço para esse tipo de tecnologia com o GitHub Copilot, enquanto OpenAI e Anthropic avançaram com agentes capazes de trabalhar de forma mais independente.
Ferramentas agênticas podem receber um objetivo mais amplo e encadear diferentes ações para alcançá-lo, como consultar arquivos, alterar códigos, executar testes, identificar falhas e apresentar uma solução final.
Com o Muse Code, a Meta busca competir nesse mercado oferecendo integração com seu próprio modelo, processamento de tarefas em paralelo e cobrança proporcional ao uso.
por Notícias ao Minuto
KANSAS - Uma americana de 39 anos precisou ser internada e ficou em estado grave depois de ser picada por cerca de 15 aranhas durante um acampamento com a família no Kansas, nos EUA. Britagne Miller foi atacada no Parque Estadual de Cheney, perto do Lago Cheney.
Em entrevista à emissora americana KAKE, afiliada da ABC, ela disse: "Senti como se 15 aranhas subissem pelas minhas pernas e entrassem na minha camisa. Tenho pavor de aranhas. Fiquei com picadas dos dois lados da perna".
Dor intensa na perna direita levou Miller a ser internada no Hospital Wesley, em Wichita, em 4 de junho, após o episódio ocorrido em 28 de maio. Ela descreveu a sensação como se "sentisse como se estivesse sendo esfaqueada", segundo relato publicado pelo Daily Mail.
Família criou campanha para ajudar no tratamento. Uma vaquinha criada pelo marido, Jake Miller, diz que um grande hematoma se formou na panturrilha e exigiu cirurgia para retirar coágulos e drenar a área afetada. "Um hematoma enorme se formou na panturrilha direita dela devido à mordida", escreveu ele na página do GoFundMe.
Quadro clínico ficou mais delicado. Britagne Miller já tinha duas doenças sanguíneas raras e insuficiência hepática em estágio terminal, o que aumentou o risco de hemorragia. Na campanha, Jake afirmou que médicos chegaram a dizer que ela poderia ter "apenas dias a um mês de vida" e recomendaram cuidados paliativos.
Infecção causou necrose. Mesmo com sinais de melhora após transfusões e antibióticos, Miller teve infecção na corrente sanguínea e infecção por estafilococos, com necrose ao redor da área operada. "A infecção causou necrose do tecido ao redor dos pontos, e os médicos tiveram que realizar dois procedimentos à beira do leito para remover a pele morta e administrar antibióticos adicionais", relatou Jake no GoFundMe.
Família afirma que a recuperação depende de um transplante de fígado, mas que ela ainda precisa estabilizar o quadro para entrar no procedimento. Jake disse que a esposa segue decidida a continuar o tratamento e resumiu o momento: "Eu a vi suportar mais dor do que jamais imaginei que uma pessoa pudesse enfrentar, mas, de alguma forma, ela ainda encontra forças para lutar".
Marido afirma que perdeu o emprego ao ficar ao lado da mulher durante a internação e cuidar dos quatro filhos do casal, de 9, 12, 14 e 15 anos. "Como não consegui manter a jornada de trabalho exigida pelo meu empregador durante esta emergência médica, perdi o emprego", escreveu ele na campanha.
Em relato pessoal, Britagne disse que recebeu alta para continuar o tratamento em casa, mas ainda sente dor constante e usa um dispositivo de sucção na ferida da perna. Ela escreveu: "Finalmente me mandaram para casa. Os exames estão estáveis. Ainda há espaço para melhoras em várias áreas. Pelo menos os resultados não estão oscilando. Os rins estão funcionando bem. A situação do fígado ainda é incerta. A perna dói terrivelmente, sem parar.
Médicos não identificaram a espécie com precisão, mas avaliam que as lesões são compatíveis com picada de aranha-marrom. Segundo o Daily Mail, essa é uma das duas espécies venenosas nativas do Kansas e pode causar desde irritações leves até lesões graves e infecções, dependendo da reação do organismo.
por Folhapress
IRÃ - A Suprema Corte do Irã manteve a condenação do ator e ex-jogador de futebol Pejman Jamshidi a 99 chibatadas. O artista, de 48 anos, havia sido denunciado por uma jovem atriz por estupro, mas acabou absolvido dessa acusação e responsabilizado pelo crime de “relação ilícita”.
A decisão inicial foi tomada pela 9ª Vara do Tribunal Criminal de Teerã. Após recurso da defesa, o caso chegou à 29ª Seção da Suprema Corte, que confirmou integralmente a sentença, segundo informações atribuídas à denunciante, Melika Parsadoust, e divulgadas pela imprensa iraniana.
Por que Pejman Jamshidi foi condenado a 99 chibatadas?
A condenação foi fundamentada no artigo 637 do Código Penal Islâmico do Irã. A norma pune com até 99 chibatadas atos considerados indecentes entre um homem e uma mulher que não sejam casados entre si, sem que tenha ocorrido adultério nos termos definidos pela legislação local.
O mesmo artigo estabelece que, quando o ato é praticado mediante força ou coerção, apenas a pessoa responsável pela violência deve receber a punição. No processo contra Jamshidi, somente o ator foi condenado.
Parsadoust afirmou que esse aspecto da decisão derruba versões segundo as quais a relação teria sido consensual. A íntegra do julgamento, no entanto, não foi divulgada, e a interpretação apresentada pela denunciante não equivale a uma condenação por estupro.
Ator foi acusado de estupro e sequestro
O caso tornou-se público em outubro de 2025, quando Jamshidi foi preso sob acusações de estupro e sequestro. A denunciante, então uma jovem aspirante a atriz, declarou que o artista teria prometido ajudá-la a conseguir um papel e a convidado para sua casa, onde o abuso teria ocorrido.
O ator foi posteriormente libertado mediante pagamento de fiança. Após deixar a prisão, viajou legalmente para a Turquia e depois seguiu para o Canadá, onde parte de sua família vive. A saída do país provocou críticas e questionamentos no Irã, mas não havia, naquele momento, uma ordem judicial que o impedisse de viajar.
Jamshidi retornou ao Irã e participou das audiências realizadas no início de 2026. Ao longo do processo, negou as acusações feitas contra ele.
Suprema Corte absolveu ator da acusação de estupro
A Justiça iraniana não considerou comprovado o crime de estupro, que pode levar à pena de morte no país. O tribunal, porém, entendeu que havia elementos para condenar Jamshidi por “relação ilícita”, infração enquadrada como crime contra a moralidade pública.
A denunciante declarou que a decisão não repara os danos físicos e emocionais que afirma ter sofrido, mas considerou relevante o fato de a punição ter sido aplicada apenas ao ator. Ela também disse que o julgamento demonstraria que as versões usadas para desacreditá-la eram infundadas.
Caso provocou debate sobre violência sexual no Irã
A denúncia contra uma das figuras mais populares do entretenimento iraniano ganhou grande repercussão e desencadeou um debate incomum sobre violência sexual, desigualdade de gênero e as dificuldades enfrentadas por mulheres que procuram a Justiça no país.
O jornal reformista Ham-Mihan publicou relatos da jovem, da mãe dela e de seu advogado. Pouco depois, o site do veículo foi bloqueado pelas autoridades iranianas, em meio a críticas de setores conservadores à cobertura do caso.
Antes de se tornar ator, Pejman Jamshidi atuou como jogador profissional e chegou à seleção iraniana. Mais tarde, consolidou-se como um dos nomes mais conhecidos do cinema e da televisão do país.
por Notícias ao Minuto
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