Jornalista/Radialista
RIO DE JANEIRO/RJ - "Narra como se eu já não estivesse mais aqui", diz Fernanda Montenegro à câmera de Pedro Waddington nos segundos iniciais do documentário que oferece uma janela para os anos mais recentes da atriz.
Sob aplausos, o filme dirigido pelo enteado de Fernanda Torres, que acaba de lançar também "Precisamos Falar" e alguns episódios da série "Emergência 53", fez sua estreia no Festival do Rio na quinta-feira (8).
Sem a presença de Fernanda, que estava confirmada, mas teve uma indisposição, a première foi uma celebração de sua vida e também uma longa contemplação da morte, feita pela própria atriz de 96 anos em cena.
"Fernanda", como o documentário foi batizado, dispensa as chamadas "cabeças falantes" — entrevistas do biografado e daqueles próximos a ele —, preferindo gravações recentes de bastidores, imagens de arquivo e a narração em off da atriz.
São muito presentes os bastidores de seus dois últimos filmes, "Vitória" e "Velhos Bandidos", em gravações sorrateiras, feitas por Waddington entre um take e outro, que capturam Fernanda dando palpites nos projetos ou, com frequência, refletindo sobre o envelhecimento, a morte de muitos colegas e a beleza da profissão que escolheu.
São divertidas as cenas em que ela, a contragosto, é gravada em conversa com Ary Fontoura, enquanto espera para entrar em cena em "Velhos Bandidos".
Eles falam sobre como as canções de antigamente eram mais bonitas, sobre os papéis marcantes do passado e sobre o círculo de amizades que se enxuga cada vez mais.
Muitos desses amigos são apresentados como parte do elenco nos créditos iniciais de "Fernanda". Paulo Autran, Paulo José, Gianfrancesco Guarnieri, Nelson Rodrigues e muitos outros protagonizam imagens de um acervo pessoal riquíssimo, que ajuda a narrar, para além da carreira da biografada, anos áureos da dramaturgia no país.
Fernando, Claudio e Fernanda Torres também são apresentados nos créditos, vivendo os personagens marido, filho e filha. Sem obedecer a uma cronologia, o documentário se preocupa em reconstruir as memórias de Fernanda Montenegro na ordem e da maneira que mais convêm à atriz.
Também são ricos os registros de bastidores de "Casa de Areia", filme de 2005 em que atuou ao lado da filha e sob a direção do genro, Andrucha Waddington — pai de Pedro Waddington —, e da leitura de Simone de Beauvoir, feita no ano retrasado para uma multidão reunida no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Com eles, alternam-se registros históricos das dezenas de peças, filmes e novelas estrelados pela grande dama da dramaturgia brasileira. As imagens do passado vão se intercalando à voz atual de Fernanda, que se repete ao dizer que o registro documental pode ser sua última aparição nas telas.
Mesmo ausente da sessão, Fernanda Montenegro arrancou risadas e lágrimas da plateia e compartilhou ensinamentos de uma vida prestes a completar 97 anos, no próximo dia 16. A importância da memória, fica claro, é um tema que ocupou os pensamentos da atriz ao longo de toda a vida.
"Quanto mais a gente vive, mais a gente entende a importância de guardar as imagens dos nossos grandes artistas", disse Ilda Santiago, diretora do Festival do Rio, antes da sessão no histórico Cine Odeon, fazendo coro à mensagem deixada pela biografada.
"Isso que a gente vai ver na tela vai ficar conosco por muitos anos, é algo que vai nos aquecer e nos alimentar por muitos anos e gerações."
Mais do que um registro histórico, "Fernanda" é uma aula de sabedoria, segundo o diretor, que apresentou o trabalho antes da exibição.
"Foi muito bonito, muito feliz acompanhar uma mulher com tanta sabedoria", disse Pedro.
"A Fernanda fala muito de um cinema não glamorizado, sem tapete vermelho. Ela gosta é de jogar, e faz isso ainda hoje muito lindamente. É de um vigor, de uma presença. Uma coisa viva."
"Fernanda" ainda tem sessões no Festival do Rio e chega ao streaming Universal+ em dezembro.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - O comércio de São Carlos terá horário especial de funcionamento neste sábado (10) e na próxima segunda-feira (12 de outubro), feriado de Nossa Senhora Aparecida e Dia das Crianças. No sábado, as lojas poderão abrir das 9h às 17h. Já na segunda-feira, o atendimento será das 9h às 13h.
Os horários diferenciados oferecem oportunidades para os consumidores realizarem suas compras durante o fim de semana e o feriado, especialmente para quem ainda precisa escolher os presentes para o Dia das Crianças.
A data comemorativa costuma movimentar a procura por brinquedos, roupas, calçados e outros artigos destinados ao público infantil.
O funcionamento especial segue as condições estabelecidas por meio de negociações entre as entidades sindicais que representam os trabalhadores e os empregadores do comércio, conforme a convenção coletiva vigente.
A orientação para os consumidores é organizar as compras com antecedência e ficar atentos aos horários de atendimento antes de se deslocarem até as lojas.
Confira os horários do comércio:
Receita não precisa ir ao forno e leva ingredientes simples; o segredo é montar as camadas e respeitar o tempo de refrigeração.
SÃO CARLOS/SP - Uma sobremesa gostosa não precisa ter preparo complicado nem exigir muitos ingredientes. O pavê de limão é um exemplo disso: com leite condensado, creme de leite, suco em pó e biscoitos maisena, é possível preparar uma opção cremosa para compartilhar com a família.
A mistura do creme doce com o sabor marcante do limão proporciona equilíbrio ao paladar. Já os biscoitos ajudam a formar as camadas tradicionais do pavê, enquanto o coco ralado dá o acabamento final.
Por ser servido gelado, o doce combina especialmente com dias quentes e pode ser preparado com antecedência, facilitando a organização de almoços e encontros em casa.
Prepare a base cremosa
Em um recipiente, misture o leite condensado com o creme de leite. Acrescente o suco em pó sabor limão e mexa bem com um fouet até que os ingredientes estejam completamente incorporados e o creme fique uniforme.
Organize as camadas na travessa
Escolha uma travessa com capacidade aproximada de 1 litro e espalhe um pouco do creme no fundo. Em seguida, passe rapidamente os biscoitos maisena pelo leite e coloque-os lado a lado, formando uma camada.
Cubra com mais creme e continue alternando os biscoitos umedecidos e o recheio. Repita a montagem até completar a travessa, deixando uma camada de creme na superfície.
Finalize e deixe gelar
Distribua o coco ralado sobre o pavê e leve à geladeira por, no mínimo, uma hora. Esse período ajuda a deixar a sobremesa mais fresca e permite que os biscoitos absorvam parte da umidade do creme.
Se houver tempo, deixe gelar por algumas horas antes de servir. Assim, as camadas tendem a ficar mais firmes e fáceis de cortar com uma colher.
Quem deseja mudar a apresentação pode acrescentar raspas de limão por cima do coco ou reservar alguns biscoitos triturados para usar na decoração. Outra possibilidade é montar a sobremesa em taças individuais, criando porções práticas para servir aos convidados.
Uma dica importante é não deixar os biscoitos de molho no leite por muito tempo. Uma passagem rápida é suficiente para umedecê-los sem comprometer a estrutura das camadas.
Com poucos passos e ingredientes acessíveis, o pavê de limão se transforma em uma alternativa prática para finalizar uma refeição com uma sobremesa gelada, cremosa e cheia de sabor.
Professora e pesquisadora da USP lança o livro infantil “Bactéria, bebê!”, publicado pela Editora Porco-Espinho, e promove encontro gratuito para toda a família no CDCC-USP
SÃO CARLOS/SP - Em forma de poesia, o livro é acompanhado de música inspirada em Tico-Tico no Fubá, clássico do choro brasileiro, e tem ilustrações para que as crianças não se esqueçam de que as bactérias existem e estão ao nosso redor, em nosso corpo e, praticamente, em todos os lugares! Isso é Bactéria, bebê!, o novo livro da professora e pesquisadora Ilana Camargo, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), publicado pela Editora Porco-Espinho.
Farmacêutica-bioquímica, mestre e doutora pela USP, Ilana é professora e pesquisadora do IFSC-USP e coordena o Laboratório de Epidemiologia e Microbiologia Moleculares (LEMiMo). Sua atuação científica é voltada à microbiologia e, especialmente, ao estudo da resistência bacteriana aos antimicrobianos. Paralelamente à pesquisa e ao ensino universitário, desenvolve atividades de extensão e de divulgação científica que aproximam a microbiologia de crianças, famílias e escolas.
A experiência como cientista, professora e mãe de dois meninos também influenciou sua decisão de transformar conhecimento científico em literatura infantil.
“As crianças aprendem nomes complicadíssimos de dinossauros, mas ainda falamos muito pouco com elas sobre as bactérias, que estão ao nosso redor e fazem parte da nossa vida todos os dias. Quero mostrar que microbiologia também pode fazer parte do universo infantil”, explica a autora.
Com uma abordagem lúdica voltada especialmente à primeira infância, Bactéria, bebê! apresenta as bactérias como parte do cotidiano e abre espaço para conversar sobre higienização das mãos, escovação dos dentes, banho e vacinação.
A obra também ganhou uma música produzida pela Badalu Musical, ampliando a experiência das crianças por meio da integração entre literatura, ciência e música. Basta acessá-la pelo QR code no livro!
Um encontro para toda a família no CDCC-USP
Em comemoração ao lançamento de Bactéria, bebê!, da Editora Porco-Espinho, no dia 17 de outubro, às 10 horas, o CDCC-USP receberá um encontro especial e gratuito para toda a família, com a participação da autora.
Será uma manhã para conversar sobre perguntas capazes de despertar a curiosidade de crianças e adultos: Onde vivem as bactérias? Todas fazem mal? Temos bactérias dentro do nosso corpo? Por que precisamos lavar as mãos? Conseguiríamos viver sem elas?
“Quero que seja um encontro para toda a família. Não é preciso entender de ciência, basta ter curiosidade! Quero mostrar às crianças que descobrir o mundo das bactérias é muito divertido”, conta Ilana.
E as bactérias não ficarão apenas nas páginas do livro. Durante o encontro, crianças e adultos terão a oportunidade de observar bactérias ao microscópio e conhecer de perto esse universo que normalmente é invisível aos nossos olhos.
Mais do que apresentar um novo livro, o encontro pretende aproximar ciência, literatura e famílias, despertando nas crianças a curiosidade por um universo invisível que está em todos os lugares — inclusive dentro de nós.
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