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Redação

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 Jornalista/Radialista

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ALEMANHA - As tatuagens coloridas são um charme, mas foram excluídas da União Europeia, após entrar em vigor nesta semana uma lei que proíbe a realização deste tipo de desenho sobre a pele. A decisão veio após constatação de agentes cancerígenos ou responsáveis por mutações genéticas encontrados em ao menos 4 mil produtos químicos usados por tatuadores do bloco de países.

Segundo as autoridades, os ingredientes encontrados nessas tintas coloridas são proibidos pela regulamentação sanitária da União, pois podem expor as pessoas a risco de saúde. Entre os elementos químicos em questão está o álcool isopropanol.

 

 

ISTOÉ

Nova terapia combinada com exercícios e alimentação adequada reduz em mais 20% a gordura acumulada

 

SÃO CARLOS/SP - Um novo tratamento desenvolvido no IFSC/USP, designado “fotoemagrecimento“, combinado com as terapias tradicionais que utilizam exercício físico e nutrição adequada, foi capaz de reduzir em mais 20% a eliminação de gordura corporal no espaço de oito semanas.

Esta pesquisa, desenvolvida pelos pesquisadores Drs. Antonio de Aquino Junior, Fernanda Carbinatto e Prof. Vanderlei Bagnato, e recentemente publicada no “Journal of Obesity & Weight Loss Therapy”, é o resultado de um trabalho desenvolvido ao longo de uma década no sentido de combater a obesidade e de reduzir, de forma substancial, os valores de colesterol, triglicérides e de gordura visceral, esta última responsável pelo aparecimento do diabetes tipo 2. O estudo comprova, ainda, que todos esses benefícios provocam uma redução substancial de gordura acumulada no fígado.

A Drª Fernanda Carbinatto comenta que “Embora a terapia convencional, que alia o exercício físico a uma alimentação equilibrada, se apresente eficaz na redução da gordura e no emagrecimento das pessoas, o certo é que se adicionarmos a fototerapia obtemos, no espaço de oito dias, uma redução de mais 20% de gordura, sem qualquer tipo de medicamento, o que é, de fato, extremamente importante”.

“Esta forma de tratamento não tem apenas o objetivo de contribuir para um efeito estético. Aliás, esse não foi o objetivo de nossa pesquisa, mas sim de encontrar respostas para combater uma situação que já se tornou cotidiana, que é a obesidade e, com ela, o agravamento das condições de saúde das pessoas. O fotoemagrecimento é realizado com os equipamentos já desenvolvidos no Grupo de Óptica do IFSC/USP”, acrescenta o Dr. Antonio de Aquino Junior

 

 

Rui Sintra - Jornalista do IFSC/USP

JAPÃO - Aos poucos, a indústria alimentícia começa a aderir ao aviso de cientistas de que a salvação para a humanidade é comer insetos. A mais nova iniciativa nesse sentido é uma cerveja composta de insetos similares a baratas, especialistas em roer restos de comida em dedos dos pés.

Insect Sour (Inseto Azedo, em tradução livre; no Japão ela é chamada de Konchu Sour) foi ideia de uma empresa japonesa.

A base da receita da bebida são as baratas-d'água, insetos aquáticos gigantescos que representam uma iguaria conhecida no Sudeste Asiático, principalmente no Vietnã e Tailândia.

É possível ver já no rótulo que a ideia é exibir a novidade aos clientes: a imagem de um barataço pode ser notada na garrafa do produto.

Segundo informações do produto, o principal ingrediente da bebida é "um extrato de inseto gigante da água".

O Daily Star afirma que a empresa provavelmente usou insetos de produtores de Taiwan, conhecidos por venderem uma versão "de sabor doce, quase frutado" das tais baratas.

Essa informação fez ainda mais sentido após os primeiros reviews da bebida começarem a ser publicados.

De acordo com o site Sora News 24, o sabor da bebida é "forte e frutado", com "uma forte sensação de gosto de limão e um toque de algo parecido com coco".

Na culinária tradicional asiática, esses insetos geralmente são fervidos e usados como tempero de caldos e ensopados.

No mar, esses animais são predadores vorazes: agarram a vítima com as patas dianteiras, com formato de gancho, e injetam uma saliva corrosiva nela. Tais vítimas variam e podem ser lesmas, girinos, caramujos, salamandras e até peixes pequenos.

Os insetos costumam também picar humanos quando se sentem ameaçados. Apesar da dor causada por tais mordidas, eles não são perigosos.

Os produtores recomendam que a bebida seja ingerida gelada.

 

 

 

Filipe Siqueira, do R7

SÃO CARLOS/SP - O engenheiro de materiais José Manoel Marconcini assumiu a chefia-geral da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP) na última segunda-feira (3) com o desafio de ampliar a agenda de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), em continuidade às ações do centro de pesquisa. Esse é o caminho que o gestor pretende trilhar para contribuir com respostas às questões complexas envolvendo o nexus água-energia-alimento, proposição que cria sinergias e reduz desigualdades entre setores.

O conceito nexus - palavra de origem latina – vem demandando integração entre os três elementos, uso racional e governança de diferentes setores, considerando que o uso em excesso de uma das variáveis causa perda de outra e, consequentemente, nas cadeias de produção.

Os três eixos exigem uso mais eficiente, equitativo e adequado frente ao possível esgotamento de recursos do ecossistema de produção. Até pouco tempo água-energia e alimentos eram gerenciados de forma independente mas, em emergente abordagem, passaram a ser tratados de forma conectados.

Assim, Marconcini assume a chefia-geral com um plano de trabalho alinhado ao VII Plano Diretor da Embrapa (PDU) 2020-2030, ao Plano de Execução da Unidade (PEU) e em sintonia com a Agenda 2030 – ação global no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU) para enfrentar questões que afligem o planeta, como a fome. Em sintonia com essas agendas, a Embrapa Instrumentação já vem contribuindo com soluções tecnológicas no âmbito dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) integrando, inclusive, a Rede ODS Embrapa.

O engenheiro de materiais substitui o engenheiro elétrico de formação, João de Mendonça Naime que ocupou o cargo de chefe-geral por um pouco mais de seis anos e focou sua gestão em pesquisas dentro do conceito de inovação aberta. Nessa concepção, empresas privadas são introduzidas no desenvolvimento de pesquisas para acelerar a entrada de soluções tecnológicas no mercado.

O novo gestor pretende unir esforços internos e externamente para dar continuidade e fomentar esse trabalho que já vinha sendo executado na Embrapa Instrumentação, inclusive com a sua participação direta nos projetos e articulação em busca de recursos para implementá-los. Além disso, espera ampliar parcerias com unidades da Embrapa, instituições nacionais e internacionais, fortalecer ações dentro do conceito ESG – governança ambiental, social e corporativa, e o ecossistema de inovação.

Nesta linha, Marconcini lembra que o centro de pesquisa pode colaborar com tecnologias já desenvolvidas e em desenvolvimento nas áreas de fotônica, agricultura de precisão, uso de ferramentas digitais de blockchain para certificação de cadeias agrícolas, balanço de carbono na agropecuária e uso de Internet das Coisas (IoT) no ambiente rural.

"Pretendemos fortalecer PD&I, desde ciência básica até a inovação com empresas, fomentando-se a resolução de problemas complexos, em conjunto e em rede, fornecendo novas ferramentas e soluções de inovação para a agricultura e pecuária, colaborando para o novo mercado associado a ESG no agro", diz o novo chefe-geral.

De acordo com Marconcini, assim é possível desenvolver novos insumos que otimizem tanto os bioinsumos como os nanoinsumos, empregando nanotecnologia e a agricultura de precisão para a gestão racional de fertilizantes que melhorem a eficiência das plantas e que reduza a necessidade de água.

Integração de temas

O Plano de Execução da Unidade (PEU), que começa a ser implementado em substituição ao Plano Diretor da Unidade (PDU), propõe uma reorganização e integração dos cinco para três temas de pesquisa da Embrapa Instrumentação.

O foco de atuação nesse novo arranjo será em automação, métodos avançados de análise e tecnologias digitais inteligentes; novos processos, insumos, nanotecnologia, bioprodutos e materiais avançados; e soluções sustentáveis e mitigadoras de impactos ambientais.

Para a execução dessa proposta, Marconcini considera fundamental alinhar os três novos temas de pesquisa com os três pilares institucionais da Embrapa.  

Os temas estão conectados aos pilares ecossistemas de inovação, eficiência organizacional e perspectiva sociocultural, cognitiva e de comunicação. Para isso, o chefe-geral já definiu as diretrizes que vão nortear cada pilar, incluindo atuação local para ampliar e integrar ações com as demais instituições do ecossistema de inovação de São Carlos (SancaHub).

Ainda na linha do pilar voltado para o ecossistema de inovação, Marconcini acredita que a Embrapa Instrumentação pode colaborar para ampliar as parcerias com parques tecnológicos já existentes localmente e de outras cidades. Outra proposta é apoiar a criação de novos ecossistemas de inovação com foco no agro em regiões de fronteira agrícola do Brasil, como Mato Grosso e, assim, ampliar a oferta de tecnologias da Embrapa.

Perfil profissional

Marconcini foi aprovado em processo de recrutamento e seleção conduzido pela diretoria-executiva da Embrapa, com mandato de dois anos, prorrogável por até duas vezes de igual período.

O pesquisador é graduado em engenharia de materiais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com ênfase em materiais poliméricos. Ele tem mestrado em Química pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) no tema de imobilização de enzimas em derivados de celulose e doutorado em Química pela UFSCar na área de blendas de poliolefinas e polímero termoplástico, conhecido como PET, reciclados.

O pesquisador tem pós-doutorado pela Universidade de Copenhague (Dinamarca) e atua na área de nanotecnologia desde a sua entrada na Embrapa Instrumentação, em 2006.

É professor cadastrado em dois programas de pós-graduação, um da UFSCar e outro na Universidade Federal de Lavras (UFLA). Orienta no momento três mestrandos, sete doutorandos e supervisiona dois pós-doutorandos.

Marconcini já ocupou diversos cargos na Embrapa Instrumentação, entre eles, Supervisor do Setor de Implementação da Programação de Transferência de Tecnologia, secretário-executivo do Comitê Técnico Interno (CTI), chefe- adjunto de Transferência de Tecnologia e chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, no qual esteve desde 2018 até assumir o cargo de chefe-geral.

O pesquisador também foi membro do Comitê Gestor do Portfólio de Química e Tecnologia da Biomassa, do Comitê Gestor Portfólio de Nanotecnologia, Comitê Gestor do Laboratório Nacional de Nanotecnologia para o Agronegócio (LNNA). Desde 2018 é membro do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de São Carlos (COMCITI).

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