fbpx

Realizar Acesso

Usuário *
Senha *
Lembrar
 

RIBEIRÃO BONITO/SP - Os produtores rurais de Ribeirão Bonito, município com cerca de 13 mil habitantes na região de São Carlos (SP), poderão ganhar tecnologias sociais desenvolvidas pela Embrapa Instrumentação. O projeto "Tratô na Roça" vai sortear duas Fossas Sépticas Biodigestoras (para tratamento do esgoto do vaso sanitário) e dois Cloradores Embrapa (para tratamento de água).

     Realizado pela ONG Veracidade, criada em 2012, o projeto de educação ambiental tem o objetivo de capacitar agricultores de municípios de pequeno porte em saneamento básico rural e, para isso, propõe a instalação de unidades demonstrativas com oficinas participativas, de forma a difundir os sistemas de tecnologias sociais para o maior número de pessoas.

     O "Tratô na Roça", desenvolvido com recursos do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), já passou pelos municípios de Itirapina (com cerca de 18 mil habitantes) e Boa Esperança do Sul (cuja população é estimada em 15 mil moradores), onde também foram sorteadas duas unidades da Fossa e do Clorador.

 

Capacitação virtual

     "Devido à pandemia, tivemos que adaptar as atividades no segundo município, onde não pudemos realizar as oficinas com público. Como adaptação, contratamos uma empresa que gravou as oficinas e esses vídeos instrutivos serão divulgados tanto nas cidades onde atuamos quanto para outros locais, permitindo a divulgação do projeto e das tecnologias para mais pessoas", explica a bióloga Aline Zaffani.

     "Como previa o contrato de cooperação técnica que temos com a ONG Veracidade, fizemos uma capacitação presencial em São Carlos e a oficina de instalação, em 2019. Agora, por causa do novo Coronavírus, essa estratégia de utilização de vídeos vai contribuir para que o projeto continue e tenhamos novos multiplicadores das tecnologias", diz o pesquisador da Embrapa Instrumentação Wilson Tadeu Lopes da Silva, que coordena as ações em saneamento rural.

     Para a atividade de Ribeirão Bonito, cujo prazo de inscrição vai até 27 de setembro, também haverá o sorteio de cisterna (para armazenamento da água da chuva), e composteiras (para tratamento dos resíduos orgânicos), e o participante pode escolher se quer concorrer a todas as tecnologias ou escolher apenas as que sejam do seu interesse – o contato deve ser feito pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

     "Os sorteados irão receber o material para a instalação e participarão da montagem, com a equipe do projeto. Em contrapartida, os proprietários são responsáveis pela mão de obra e por se disponibilizarem a receber visitantes para saber do funcionamento, após a pandemia", detalha a coordenadora de projetos da Veracidade, acrescentando que a expectativa é realizar todas as instalações em Ribeirão Bonito ainda em 2020, seguindo os protocolos de saúde.

 

 

*Por: Edilson Fragalle 

SÃO CARLOS/SP - A Embrapa e a Bayer estão estabelecendo uma cooperação técnica buscando apoiar a consolidação de um mercado de carbono específico para a agricultura brasileira. O objetivo da parceria público-privada é investir em ações de pesquisa científica para reduzir as incertezas e o custo na quantificação do balanço de carbono pelos produtores de soja e de milho, viabilizando assim a remuneração desses agricultores pelos benefícios ambientais produzidos com a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Essa iniciativa denominada “Avaliação piloto do balanço de carbono na produção de milho e soja no Centro-Sul do Brasil: cooperação Bayer e Embrapa para o desenvolvimento sustentável” será conduzida com a participação de três centros de pesquisa da Embrapa no estado de São Paulo: Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), Embrapa Instrumentação (São Carlos, SP) e Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP). O projeto de pesquisa piloto abrange o ano agrícola 2020/2021, com duração de 12 meses.

“O propósito é contribuir para a valorização, e consequente benefício econômico para o agricultor, da adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis, com balanços de carbono mais favoráveis, por meio da definição e avaliação de protocolos para estimar, projetar e monitorar a dinâmica e o balanço do carbono em sistemas de produção dessas culturas”, informa o pesquisador da Embrapa Luís Gustavo Barioni.

A agricultura brasileira já emprega diversas boas práticas que são adaptadoras da agricultura, podendo trazer ganhos de eficiência técnica e produtiva e também maior renda para o agricultor. “Essas práticas poderiam ter maior adoção com o pagamento pelos cobenefícios ambientais associados a elas, em particular a redução das emissões e  o aumento da captura de carbono nos solos agrícolas”, explica Giampaolo Pellegrino, pesquisador da Embrapa e presidente do Portfólio de Mudanças Climáticas da Empresa.

“A proposta está alinhada com os desafios para inovação priorizados pelo comitê gestor do Portfólio, sobretudo quanto aos desafios vinculados à quantificação de carbono e à redução das emissões de GEE, que se configuram como as mais sustentáveis e as melhores práticas na agricultura. Uma questão importante e que temos trabalhado sempre é a adaptação da agricultura vinculada a essas ações, focadas no tripé da sustentabilidade, ou seja, em benefícios ambientais, sociais e econômicos, que representam os objetivos de inovação definidos no Portfólio”, conta Pellegrino.

Existe um enfoque na divulgação de práticas sustentáveis, para que elas sejam cada vez mais adotadas pelos agricultores, trazendo mais eficiência para o sistema agrícola e promovendo a melhoria da renda no campo. Os benefícios vão além da redução das emissões, incluindo a adaptação da agricultura, tornando-a mais resiliente e promovendo equilíbrio dos sistemas produtivos, com menos impactos em razão das mudanças climáticas. Busca-se ainda gerar uma produtividade maior em razão do manejo mais adequado, revertendo em maior rentabilidade da produção e também melhorando a qualidade de vida do agricultor.

“Os produtores podem realmente contribuir muito para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, otimizando a captura e armazenamento de carbono no solo e sendo recompensados pela ação. É por isso que a Bayer está atuando em parceria com eles para trabalhar em prol de um futuro de baixo carbono na agricultura a partir da Iniciativa Carbono Bayer”, afirma o presidente da divisão agrícola da Bayer para a América Latina, Rodrigo Santos.

Por meio da adoção de práticas de baixo carbono, como o uso eficaz da terra e melhor manejo de áreas produtivas e agricultáveis, as emissões relacionadas à agricultura podem ser significativamente reduzidas e mais carbono pode ser capturado no solo – beneficiando o planeta e a rentabilidade dos produtores, pois assim eles podem produzir mais alimentos na mesma terra, além de comercializar o carbono capturado, destaca o presidente.

Fundos verdes internacionais

A expectativa é que, com a incorporação dessas características, as boas práticas agrícolas brasileiras possam ter acesso mais facilmente aos fundos internacionais focados em financiar ações sustentáveis e mitigadoras do aquecimento global, provocado pelas emissões de GEE na agricultura. Os pesquisadores alertam que esses fundos são extremamente rigorosos com relação às garantias de que a atividade financiada de fato oferece o benefício do estoque de carbono no ambiente agrícola.

Por meio da parceria, a Embrapa e a Bayer pretendem mudar esse contexto, contribuindo para a quebra dessas barreiras e oferecendo, a médio e a longo prazo, protocolos que permitam estimar e monitorar as emissões de forma ágil e com baixo custo, mas mantendo a acurácia e a credibilidade necessárias para aceitação internacional. Isso vai permitir ao Brasil avançar na direção do desenvolvimento de um mercado de carbono nacional que faça a intermediação entre os agricultores brasileiros e os fundos verdes internacionais.

“O Brasil já promove ações ousadas no estabelecimento de sistemas conservacionistas de produção, como plantio direto e sistemas integrados de produção, entre outros, que têm demonstrado aumento da matéria orgânica no solo em relação aos manejos convencionais de cultivo ou mesmo de áreas nativas, particularmente nos Cerrados, demonstrando assim capacidade de sequestrar carbono no solo”, lembra o pesquisador da Embrapa Ladislau Martin Neto. “É uma grande vitória para a pesquisa agropecuária e para os produtores rurais brasileiros, apoiados por uma indústria de insumos reconhecida globalmente”, complementa.

Conforme o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Marcelo Morandi, sustentabilidade é algo concreto, mensurável, que pode ser construído e precificado e que entrou definitivamente na agenda da agricultura. “É inevitável esse caminho. Estamos inseridos em mercados globais que exigem isso, e já temos consciência que não há outra forma de seguirmos adiante,” diz.

Morandi ressalta que, se no passado o aumento da produção era baseado na ampliação de área sem maiores preocupações com as consequências, hoje o crescimento da agricultura e da pecuária está pautado pelo ganho de produtividade e com preocupação ambiental. Para ele, os avanços em produtividade garantem efeitos poupa-recursos, além de aprofundar a consciência ambiental dos produtores.

“Com isso, essa parceria será um grande marco, porque permitirá a construção de uma métrica adequada para a estimação do sequestro de carbono no solo em condições tropicais de cultivo, em função das boas práticas agrícolas. Isso permitirá não só a mitigação dos efeitos das mudanças do clima, assim como a precificação deste serviço ambiental prestado pelo sistema produtivo, em adição ao que já é feito nas áreas de preservação. Portanto, abre um novo campo para investimentos verdes na agricultura”, avalia.

Nessa iniciativa, a Bayer contribuirá com a cessão de acesso aos dados de quantificação de carbono no solo e às informações referentes aos sistemas produtivos de clientes cujos contratos concedam tal autorização, além do financiamento das atividades a serem realizadas. A Embrapa, por sua vez, oferecerá em contrapartida uma estrutura computacional e laboratorial especializada e a competência técnica da equipe de profissionais multidisciplinares, para a geração de soluções técnico-científicas que tragam as melhorias previstas e fortaleçam o uso de tecnologias digitais, de acordo com a chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá.

Metodologias inovadoras

O projeto-piloto vai aplicar metodologias inovadoras e técnicas em modelagem agroambiental desenvolvidas pelos centros de pesquisa da Embrapa, de modo que a Bayer possa remunerar os agricultores que, ao adotarem boas práticas estimuladas pela empresa, foram capazes de melhorar a capacidade adaptativa e o balanço de carbono em seus sistemas de produção.

Porém, os pesquisadores da Embrapa ressaltam que os aprimoramentos técnico-científicos, necessários para vencer as barreiras apontadas e evolutivamente oferecer a credibilidade necessária para o reconhecimento internacional, e até possível registro em certificadora com abrangência global, permitindo o acesso a fundos verdes, serão obtidos com o desenvolvimento da etapa de médio e longo prazo, ou seja, aproximadamente quatro anos, em nova proposta da Embrapa com a Bayer, como sequência do piloto.

A pesquisadora Marília Folegatti, da Embrapa Meio Ambiente, enfatiza que para que os produtores de grãos acessem futuramente um mercado de carbono, que é a intenção da Bayer, será necessário quantificar o balanço de carbono dos sistemas de produção de grãos, mas também a pegada de carbono dos produtos. “Esta pegada de carbono é calculada pela Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), uma técnica desenvolvida para verificar o impacto de produtos no meio ambiente”, explica.

Na ACV são analisados os efeitos ambientais associados às atividades produtivas ao longo de todo o ciclo de vida do produto. Essa informação já é exigida em algumas relações comerciais internacionais. Ainda conforme a pesquisadora, essa métrica também serve como ferramenta para a gestão ambiental em nível de fazenda. “Conhecendo os aspectos que contribuem para as emissões de gases de efeito estufa dos grãos, será possível ao produtor fazer intervenções necessárias no seu processo produtivo, e com isso contribuir efetivamente para sua mitigação”, ressalta.

“As medidas de estoque de carbono no solo variam no espaço e no tempo, e levantar essas informações em larga escala e periodicamente é um grande desafio para o estabelecimento de um mercado mundial de carbono”, avalia a chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Instrumentação, Débora Milori.

Em 2018, a Unidade licenciou para a iniciativa privada tecnologias utilizando laser para quantificar o carbono no solo (método utilizando a espectroscopia LIBS – Laser-Induced Breakdown Spectroscopy) e avaliar sua estabilidade (método utilizando a espectroscopia LIFS – Laser-Induced Fluorescence Spectroscopy).

“Esses novos métodos, sem preparo químico da amostra, têm custo reduzido e são muito rápidos. Essas características técnicas viabilizam a avaliação rápida dos estoques de carbono no solo nas propriedades rurais e permitem um acompanhamento da evolução dos processos de acúmulo e perdas como função do tempo. Dessa forma, o produtor que trabalhar com manejos de solo conservacionistas e acumular carbono no solo poderá receber por esse serviço ambiental”, observa Milori.

Além de ajudar nas estimativas dos estoques de carbono no solo, a modelagem biogeoquímica e o uso de simuladores da produtividade de culturas e da dinâmica de carbono no solo permitirão prever a quantidade esperada de variação nos estoques de carbono. As avaliações serão auxiliadas por análises de agrupamento, tipologia e caracterização dos sistemas de produção abrangidos pelo projeto, considerando os dados e parâmetros demandados pelos modelos biogeoquímicos e de ACV. Também será possível gerar inventários de processos e Inventários de Ciclo de Vida (ICV) para estimar a pegada de carbono, por meio da ACV, para os sistemas de produção típicos.

Entre as metodologias adotadas no projeto-piloto, estão protocolos para quantificação de estoques de carbono no solo, com a análise de métodos nacionais e internacionais, no intuito de gerar um protocolo nacional de referência, além da aplicação de técnicas inovadoras e de baixo custo para monitoramento e verificação desses estoques. Serão gerados relatórios técnicos sobre a tipificação dos sistemas produtivos, avaliação de modelos biogeoquímicos e estimativa da variação dos estoques de carbono e incertezas, que permitirão testar e atestar o uso de soluções computacionais e simulação matemática como solução para a estimação da dinâmica do carbono de forma objetiva, acurada e de baixo custo.

“A Bayer está intensificando uma abordagem transparente, colaborativa e baseada em ciência, para ajudar os produtores na adoção de práticas agrícolas sustentáveis, por meio do estabelecimento de iniciativas de carbono. O objetivo da empresa é liberar fluxos de receita adicionais para os produtores, dando ao mesmo tempo sua contribuição para a mitigação das mudanças climáticas”, afirma Santos. “A Bayer continuará trabalhando com vários elos da cadeia de valor e especialistas em clima, visando criar condições para projetos de carbono, que tenham a ciência como base, favorecendo os produtores técnica e economicamente, bem como parceiros dispostos a participar do mercado de carbono”, enfatiza.

 

 

*Por: Nadir Rodrigues 
Embrapa Informática Agropecuária
 

*Por: Joana Silva 
Embrapa Instrumentação

SÃO CARLOS/SP - Um encontro na terça-feira (21) vai reunir diversos especialistas de instituições públicas e privadas para discutir o panorama atual, avanços e perspectivas do uso de drones na pulverização e no controle biológico das lavouras. Esses veículos, já largamente empregados na agricultura para detectar pragas e doenças, entre outras, vem ganhando cada vez mais espaço na aplicação de defensivos pelas vantagens que oferecem. Uma delas é a facilidade de sobrevoar áreas de difícil acesso.

O debate, a partir das 14 horas, é uma iniciativa que envolve o MundoGeo, a Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ALSV Agro Drone Pulverização, SarDrones e SkyWorks. A moderação será realizada pelo fundador e CEO do MundoGeo, Emerson Granemann.

Para o pesquisador da Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), Lúcio André de Castro Jorge, o uso de drones, para a pulverização de defensivos agrícolas em lavouras é uma nova opção que começa a ter seu uso intensificado na agricultura. Geralmente o trabalho é realizado com pulverizador de arrasto ou autopropelido, com avião agrícola ou ainda com pulverizador costal, em casos de pequenas propriedades ou áreas experimentais.

Mas os veículos aéreos não tripulados apresentam algumas vantagens em relação às ferramentas tradicionais. "Com esses veículos de pequeno porte é possível sobrevoar áreas de difícil acesso, realizar pulverização localizada em locais com falha de controle, não causar o amassamento da cultura, o tempo de exposição do aplicador é menor", esclarece o pesquisador.

No entanto, o especialista em processamento de imagens aéreas captadas por drones, lembra que essa tecnologia ainda carece de resultados de pesquisa sobre as metodologias adequadas de avaliação, a qualidade técnica das pulverizações, as diferentes aplicabilidades, assim como as vantagens e desvantagens em relação às tecnologias já utilizadas.

"Na Embrapa tem sido feito um esforço para testar o uso de drone na pulverização de produtos fitossanitários em sistema com delineamento de pesquisa e sistema semelhante a áreas de produção comercial. A proposta é apresentar a viabilidade prática e os parâmetros técnicos para o controle eficiente de plantas daninhas, insetos e doenças nas culturas avaliando também o custo operacional quando comparado com a pulverização com outras tecnologias", afirma Castro Jorge.

Mapa regulamenta uso de drones

O uso de drones para pulverização já é bastante comum em alguns países da Ásia, pioneira na prestação desse serviço. A China contabiliza 30 mil aparelhos na pulverização de lavouras. No Brasil, o uso de drone para pulverização ainda é recente, mas vem crescendo em algumas culturas, como as de eucalipto, cana-de-açúcar, arroz, café e laranja, nas regiões Sul e Sudeste do país.

"No entanto, são poucos os países do mundo que possuem normativos específicos para pulverização com drones. Nesse sentido, o Mapa está regulamentando seu uso, visando o aperfeiçoamento e utilização da tecnologia, buscando sempre a segurança do operador, das pessoas próximas e do meio ambiente", diz o agrônomo do órgão, Lucas de Souza. No encontro, ele vai apresentar alguns pontos importantes do regramento que está sendo construindo.

O diretor-fundador da ALSV Agro Drone Pulverização, André Veiga, aponta diversas vantagens no uso de drones, entre elas, a eliminação do amassamento e aumento da produtividade, a precisão da aplicação com melhoria da qualidade e aplicação localizada.

Veiga vai abordar pontos da legislação para os quais acredita haver a necessidade de flexibilização, bem como a agilidade na liberação de documentos, além de lembrar que o trabalho com drones exige atenção e profissionalismo.

Adoção total depende de ajustes

Para o engenheiro aeroespacial Wender Santos, diretor-técnico da SkyWorks Agro, ainda é preciso realizar alguns ajustes no uso de drones para pulverização, como a deriva, para que a tecnologia seja adotada plenamente pelo mercado e também para garantir a permanência dos prestadores de serviço.

Assim como Veiga, ele também defende melhorias em alguns pontos da legislação para que o país possa aumentar a produtividade, manter-se na vanguarda e atrair mais investimentos externos para o setor de tecnologia.

"Os ganhos de produtividade com o uso de drones em enxame para algumas aplicações, por exemplo, é consideravelmente maior do que os métodos tradicionais de execução destas atividades. No entanto, a operação ainda não encontra aplicação real por falta de regulamentação, mesmo com o avanço da tecnologia", comenta. Ele ainda vai abordar o conceito de Drones-as-a-Service (DaaS) como forma de democratizar o acesso a tecnologias inovadoras já integradas em drones e operadas por especialistas.

 "No uso para pulverização isto garante a entrega de resultados de alta qualidade para os produtores, permite que prestadores de serviço consigam reduzir seus custos, e também riscos são menores para ambos", completa.

Gustavo Scarpari, fundador da SarDrones, acredita que o advento dos drones vai contribuir muito para o uso de agentes biológicos, uma vez que viabiliza tecnicamente sua liberação e traz maior qualidade.

"No caso do Trichogramma, por exemplo, que é aplicado no estádio de ovo e na modalidade a granel, o drone se tornou a ferramenta perfeita para a liberação. Acredito que hoje mais de 90% do Trichogramma já é liberado via drones", calcula.

Segundo Scarpari, no caso da Cotesia, que é o controle biológico mais antigo do mundo, com mais de 40 anos de uso, o drone é ainda mais impactante porque, além de toda vantagem técnica, ele ainda permite a retirada de pessoas do campo, de trabalhos exaustivos e perigosos para assumirem outros tipos de tarefas. Entre as diversas vantagens que também vai apresentar no webinar está a possibilidade de usar o drone para fazer a aplicação de controle biológico em horários compatíveis com a biologia do agente, ou seja, a operação pode ter início no final da madrugada, quando o clima é mais fresco.

O webinar "Pulverização e controle biológico com drones" poderá ser acompanhado pela plataforma Webinarjam e pelo YouTube. As inscrições podem ser realizadas pelo endereço https://mundogeo.com/2020/07/14/webinar-com-inscricao-aberta-pulverizacao-e-controle-biologico-com-drones/

 

 

*Por: Joana Silva

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores da Embrapa e da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) vão esclarecer nesta quarta-feira (8), às 15h30, as recomendações para compras, armazenamento e consumo de frutas e hortaliças, apontadas na cartilha desenvolvida especialmente para o enfrentamento durante a pandemia do novo coronavírus.

São lembretes para o consumidor adotar, mesmo em períodos de normalidade, considerando que frutas e hortaliças são itens importantes da alimentação, de boa nutrição e fortalecem o sistema imunológico. No entanto, para evitar perdas, é preciso planejar a compra e saber como guardá-la em casa.

Os editores técnicos da cartilha, Marcos David Ferreira e Maria Fernanda Berlingieri Durigan, pesquisadores da Embrapa Instrumentação, e Fabiane Mendes da Camara, da Seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira (SECQH) da CEAGESP, estarão ao vivo no canal youtube.com/embrapa para esclarecer dúvidas e responder perguntas sobre o assunto.

A moderação do webinar será do analista da Embrapa Alimentos e Territórios, Gustavo Porpino, Ph.D em marketing e responsável por uma pesquisa com o apoio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre o desperdício de alimentos.

De acordo com essa pesquisa, a família brasileira desperdiça 128,8 kg diariamente com alimentos. Há vários fatores que levam a essa estatística, mas hábitos de consumo em diferentes elos da cadeia produtiva respondem por boa parte das perdas. Dados da Organização das Nações Unidades para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que, mundialmente cerca de um terço dos alimentos produzidos para consumo se perde ou é desperdiçado.

"O bate-papo ao vivo é uma oportunidade que os consumidores terão de tirar suas dúvidas com especialistas no tema. As frutas e hortaliças são produtos perecíveis e sazonais, assim é importante que os consumidores recebam estas informações para auxiliá-los no consumo e conservação, em especial neste momento de dificuldade de acesso ao alimento para muitos", afirma o pesquisador Marcos David Ferreira.

Para Fabiane Mendes, as dicas têm como objetivo auxiliar o consumidor, mas paralelamente fomentar todo o setor, da produção ao consumo. "Certamente é um diferencial e um grande ganho para o setor de alimentos esta parceria devido a capacidade e qualidade técnica que conseguimos obter unindo esforços e pesquisas", diz.

A engenheira de alimentos vai abordar questões de sazonalidade,  diferenças de preços relacionados a variedade, classificação (tamanho) do produto, dicas de como comprar, exemplos de produtos da época, dicas de aproveitamento, congelamento, preparo de caldo de legumes e posterior congelamento, utilização das cascas, entre outros.

A cartilha "Recomendações para compras, armazenamento e consumo de frutas e hortaliças" é gratuita e está disponível apenas em formato digital. Para acessar a publicação basta entrar no endereço https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/213469/1/P-Recomendacoes-para-compras-armazenamento-e-consumo-....pdf

 

 

*Por: Joana Silva

SÃO CARLOS/SP - A parceria de mais de 20 anos entre a Embrapa e a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP) tem resultado em contribuições de diversos formatos. A mais recente é uma cartilha desenvolvida em conjunto com a Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP) para ajudar o consumidor durante a pandemia do coronavírus. A cartilha traz dicas de compra, armazenamento e consumo de frutas e hortaliças, recomendações que evitam perdas e desperdícios de alimentos até em períodos de normalidade.

A cartilha é gratuita e está disponível apenas em formato digital, mas oferece recursos computacionais que facilitam a navegação. Além disso, apresenta um projeto gráfico que explora o padrão de cores dos hortifrútis e cria uma identidade visual com o leitor. Para acessar a publicação basta entrar no endereço https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/213469/1/P-Recomendacoes-para-compras-armazenamento-e-consumo-....pdf

Os editores técnicos Marcos David Ferreira e Maria Fernanda Berlingieri Durigan, pesquisadores da Embrapa Instrumentação, e Fabiane Mendes da Camara, da Seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira (SECQH) da CEAGESP, elaboraram um conteúdo de fácil leitura, com dicas simples. Entre elas, a sugestão de se fazer uma lista de compras antes – o que, quando e como comprar, além de cuidados com a conservação e preparo, para aproveitar melhor os hortifrútis e economizar na hora da compra.

 São lembretes para o consumidor adotar, mesmo em períodos de normalidade, considerando que o consumo de frutas e hortaliças são itens importantes da alimentação, de uma boa nutrição e fortalecem o sistema imunológico. As orientações estão distribuídas em duas partes, cada uma com cinco dicas. Uma é voltada para compra e a outra para preservação.

O pesquisador Marcos David Ferreira, que se dedica ao estudo de perdas e desperdícios na fase de pós-colheita há mais de 25 anos, lembra que entre as opções de compras há uma grande diversidade de frutas e hortaliças, e cada uma delas possui características distintas de produção e conservação.

"As frutas e hortaliças são produtos perecíveis e sazonais, assim é importante que os consumidores recebam estas informações para auxiliá-los no consumo e conservação, em especial neste momento de dificuldade de acesso ao alimento para muitos", afirma Ferreira.

Cartilha fortalece parceria

Para a engenheira de alimentos da Seção do Centro de Qualidade Hortigranjeira (SECQH) da CEAGESP, Fabiane Mendes da Camara, editora técnica da cartilha, a parceria com a Embrapa Instrumentação, que já se consolidou por meio de muitos trabalhos, cursos e publicações, é de extrema importância para o setor.

"A cooperação viabiliza soluções de pesquisa e inovação nos processos de produção, armazenamento, comercialização e consumo de frutas e hortaliças in natura, ações que auxiliam também no combate ao desperdício de alimentos", afirma a doutora em Ciência, Tecnologia e Alimentos.

Segundo ela, a cartilha tem como objetivo auxiliar o consumidor, mas paralelamente fomenta todo o setor, da produção ao consumo. "Certamente é um diferencial e um grande ganho para o setor de alimentos esta parceria devido a capacidade e qualidade técnica que conseguimos obter unindo esforços e pesquisas", conclui.

A parceria com centros de pesquisa da Embrapa já ocorre desde 1997, quando teve início as atividades da SECQH. Entre as unidades estão a Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas – BA), Embrapa Semiárido (Petrolina- PE), Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves – RS), Embrapa Clima Temperado (Pelotas – RS), Embrapa Hortaliças (Brasília – DF) e Embrapa Instrumentação.

 "A união do conhecimento científico dos pesquisadores da Embrapa com a equipe técnica da SECQH, localizada no maior e mais completo laboratório de pós-colheita e mercado de frutas, hortaliças e flores do Brasil, o entreposto de São Paulo da CEAGESP, sempre deu grandes resultados. Fomos e somos parceiros em eventos técnicos, na elaboração de norma de qualidade e codificação, testes de cultivares e inúmeras publicações", ressaltou Gabriel Vicente Bitencourt de Almeida, coordenador da SECQH.

SÃO CARLOS/SP - Discutir iniciativas para reduzir a falta de esgoto e água de qualidade na zona rural no Brasil, com impacto nas cidades, é a proposta do webinar "Saneamento Rural e as Perspectivas para a Nova Década", que será realizado dia 27, às 15 horas. Promovido pela Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP) com o apoio Instituto Trata Brasil, o encontro virtual vai trazer para a discussão agentes importantes na luta pela universalização do saneamento básico no País.

O webinar terá as participações do promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) do Ministério Público de São Paulo, Rodrigo Sanches Garcia; da gerente do projeto Acesso + Água, Heloísa Binello; do pesquisador da Embrapa Instrumentação, Wilson Tadeu Lopes da Silva; e do presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, que atuará como moderador.

Dentre vários pontos, o webinar dará foco nos desdobramentos ocorridos das ações decorrentes do novo marco legal, que estão em tramitação no Senado Federal. Também serão tratados assuntos como as responsabilidades dos gestores para com o saneamento rural, o papel do terceiro setor no processo, os aspectos sociais de tecnologias individuais e coletivas para áreas isoladas, entre outros.

"Esperamos mostrar com este webinar a importância do tema, prover informações e caminhos para profissionais que atuam nos diversos setores - público, privado e terceiro setor -, visando propostas mais integradas e alinhadas às demandas da sociedade e à legislação", diz o pesquisador da Embrapa, Wilson Tadeu.

As inscrições gratuitas podem ser realizadas no endereço https://zoom.us/webinar/register/WN__GNTnW8ASMipVRPXGlRrrw

SÃO CARLOS/SP - A Embrapa, que já contribui em âmbito nacional de diversas formas no enfrentamento da pandemia causada pelo novo coranavírus, entra em mais uma frente de atuação e vai coordenar no Brasil uma iniciativa que já envolve 13 países. A Embrapa Instrumentação (São Carlos – SP), um de seus 42 centros de pesquisa, está integrando um esforço internacional batizado de projeto "CoronaSurveys". A proposta da iniciativa é monitorar a incidência da Covid-19 por meio de pesquisas abertas e anônimas.

O projeto vai coletar e publicar dados referentes ao número de pessoas que contraíram e/ou manifestaram sintomas compatíveis com a Covid-19 em diferentes países. Os dados serão úteis para estimar o número de pessoas infectadas pelo Coronavírus em um determinado momento, assim como a evolução ao longo do tempo.

"Além de contribuir na divulgação, a Embrapa Instrumentação apoiará o projeto em pesquisa e desenvolvimento focados na análise e modelagem dos dados obtidos", explica o doutor em Ciências da Computação e Matemática Computacional, Ednaldo José Ferreira.

Pesquisa abre caminho para outras experiências

 Para participar da pesquisa é só acessar a página do projeto https://coronasurveys.org , é rápido, são cerca de dois minutos para responder as questões. Um vídeo, com considerações sobre o preenchimento do questionário está disponível no canal oficial da Embrapa no Youtube https://youtu.be/HTrgqvPFfuc 

De acordo com Ferreira, a carência de testes laboratoriais e subnotificações provocam impactos consideráveis nas estatísticas da pandemia na maioria dos países.

"Aquilo que vemos, em termos de estatísticas de contaminados é somente a ponta do iceberg da contaminação. Existem alguns estudos que visam estimar o tamanho do iceberg. Na componente científica do projeto, o CoronaSurveys alinha-se com tais estudos, mas o faz por meio de um sistema de informações simplificado e baseado no conhecimento das multidõesOs resultados preliminares obtidos para Portugal e Espanha foram muito promissores nas estimativas dos icebergs de contaminados daqueles países", esclarece Ferreira.

O CoronaSurveys é conduzido em âmbito internacional por uma equipe liderada pelo pesquisador do  Instituto Madrileño De Estudios Avanzados (IMDEA), Antonio Fernandes Anta, e envolve universidades e institutos de pesquisa. Entre elas estão a Universidade de Washington (EUA), a Universidade Di Trento (Itália), a Universidade de Kaiserslautern (Alemanha) e a Universidade de Edimburgo (Escócia).

A forte atuação na área de Ciência de Dados, eixo importante do projeto CoronaSurveys,  e a estreita relação com uma rede de parceiros, que inclui instituições como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Araraquara, balizaram o convite realizado a Ferreira para contribuir com a pesquisa.

"Esforços científicos de modelagem para melhorar estimativas e outros que auxiliem na divulgação da iniciativa são muito bem-vindos", comentou o líder espanhol do CoronaSurvey ao manifestar o interesse na participação do especialista brasileiro no projeto.

O chefe-geral da Embrapa Instrumentação, João de Mendonça Naime, lembrou que a Empresa já contribui com diferentes ações no combate ao novo coronavírus, como a disponibilização de infraestrutura, equipamentos e pessoal para realização de testes RT-PCR; doação de EPIs laboratoriais e promoção de campanhas de doação de alimentos para a população carente.

Além disso, foram submetidos projetos de pesquisa a diversos órgãos de fomentos, visando à obtenção de recursos para o combate à pandemia, participação no Comitê de Crise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para monitoramento de impactos do coronavírus na produção agrícola e no abastecimento de alimentos.

 "Agora a Embrapa dá mais uma contribuição importante com o apoio institucional e a participação efetiva do cientista da computação Ednaldo José Ferreira no projeto CoronaSurveys. A iniciativa internacional está obtendo um grande volume de dados que formarão retratos mais fidedignos da expansão da pandemia ao longo do tempo e, assim, embasar os gestores para elaboração de medidas mais efetivas de combate ao Coronavírus", salienta Naime.

 "Tenho interesse em contribuir cientificamente e na divulgação do esforço como uma ação cidadã, mas vi uma excelente oportunidade para uma participação e contribuição institucional, uma vez que o tema "pandemia" é transversal e também afeta o agro", diz Ferreira.

Ele acredita que os esforços em modelagem de dados, em um projeto como este poderão trazer experiências enriquecedoras que ajudarão a traçar cenários diante de novos surtos, epidemias e pandemias ou até mesmo em sinistros sanitários diretamente ligados ao agro. 

 

 

*Por: Joana Silva

SÃO PAULO/SP - A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) completa 47 anos neste domingo, 26 de abril e amplia seu foco em projetos de pesquisa que buscam a parceria com o setor produtivo. O processo de reestruturação da Empresa, aliado a nova organização dos seus temas de pesquisa em 34 portfólios de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D), vem permitindo o alcance mais rápido de resultados, com contribuições efetivas para o agronegócio brasileiro.

Como desdobramento dessa maior proximidade com a iniciativa privada, a equipe de inovação e negócios da Empresa contabilizou, no ano passado, mais de 157 novas parcerias, que vem se somar às 118 já existentes. No total, foram celebrados 888 instrumentos de contratos e convênios, sendo 858 nacionais e 30 internacionais.

São 850 projetos de pesquisa em andamento em 43 Unidades. Em 2019, o número de projetos com a participação direta da iniciativa privada saltou do patamar de 5,9% para 12,1% e a projeção é chegar aos 40% até 2022. “Estamos movendo nossa programação de pesquisa para que em torno de 40% dos projetos atendam à solução de problemas imediatos do agro brasileiro. De maneira complementar, queremos ter ao redor de 60% dos projetos de pesquisa na linha indução tecnológica, ou seja, projetos que têm como base ou demandas presentes difusas ou demandas para a solução de problemas futuros, que ainda não afligem o produtor brasileiro”, destaca o presidente da Embrapa, Celso Moretti.

“As parcerias ajudam o Brasil a avançar no protagonismo da produção de alimentos, de fibras e de fontes de energia. A ampliação de projetos em parceria com o setor produtivo, sem dúvida, representa uma das prioridades, principalmente em função do impacto e dos benefícios não só para a pesquisa agropecuária, como para os diversos segmentos do agro no âmbito do mercado nacional de tecnologia e inovação”, complementa o presidente.

Por atuar em diversas frentes, atualmente a Embrapa conta com um conjunto de parceiros de perfis diferenciados como empresas públicas e privadas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), universidades, associações, cooperativas, organizações estaduais de pesquisa e de assistência técnica e extensão rural, bancos, além de organismos internacionais.

Também encontra-se em fase de consolidação o sistema integrado de gestão ERP (Enterprise Resource Planning),que irá promover a integração de 170 processos internos da Empresa, dando mais agilidade, eficiência e segurança nas informações administrativas das Unidades.

Resultados recentes da pesquisa

Moretti chama a atenção para o fato de que, mesmo diante de desafios como o atual contexto de restrições orçamentárias e a necessidade constante de revisão e atualização das estruturas da Empresa, a estatal continua fazendo entregas relevantes para a sociedade.

Entre os destaques recentes está o BiomaPhos, um inoculante que aumenta a quantidade disponível de fósforo nos solos para absorção pelas plantas. Estima-se que haja cerca de US$ 40 bilhões em fósforo acumulados ao longo de décadas e que, com a tecnologia da Embrapa, possam ser apropriados pelas plantas, gerando economia e incremento da produtividade.

Outra entrega de impacto foi o aplicativo Zarc Plantio Certo, que permite ao produtor tomar decisões de forma ágil e prática, baseado em informações oficiais de zoneamento de risco climático. O presidente também destaca a participação da Empresa no consórcio internacional que sequenciou o genoma do fungo causador da ferrugem asiática (Phakopsorapachyrhizi), principal doença das lavouras brasileiras de soja e que causa US$ 2,8 bilhões de prejuízos para o país.

Entre as novidades previstas para 2020 está o início do processo de certificação e comercialização de produtos com a marca conceito Carne Carbono Neutro (CCN). A marca garante que os animais que deram origem ao produto tiveram as emissões de metano entérico compensadas durante o processo de produção pelo crescimento de árvores no sistema.

Outro produto aguardado é o sistema de inteligência territorial estratégica para impulsionar a produção aquícola. A Embrapa está mapeando, por imagens de satélite, os viveiros de criação de peixes e outros animais aquáticos em todo o Brasil. As informações ficarão disponíveis em uma plataforma online, que abrigará vasta quantidade de dados georreferenciados sobre a atividade.

O papel da pesquisa agropecuária no Brasil

Com o apoio da pesquisa agropecuária o país saiu da posição de importador de alimentos para grande player no mercado de commodities, o que vem assegurando, atualmente, o resultado de 22% do PIB brasileiro. O país é protagonista na produção e exportação de soja, café, carne bovina, carne de frango, suco de laranja e milho.

“Saímos de importador para exportador de alimentos e a Embrapa contribuiu fortemente ao longo de seus 47 anos para esse salto de produtividade do agro brasileiro” afirma Moretti, lembrando que outra importante frente da estatal é a contribuição para a formulação de políticas públicas, por meio da participação de seus cientistas no fornecimento de dados e informações técnicas.

Pronalos, Renovabio, ILPF, Zoneamento Agrícola de Risco Climático, Código Florestal, entre outros, são exemplos de políticas públicas que contaram com a participação da Embrapa nas últimas décadas e, neste momento que o país enfrenta a pandemia da Covid-19,a Empresa também têm dado rápidas respostas para a sociedade.

“Não tenho dúvida de que ao final de 2020 teremos uma Embrapa melhor, mais enxuta, mais responsiva e capaz de atender aos anseios e às demandas do agro brasileiro”, finaliza Moretti.

A Embrapa no enfrentamento à Covid-19

Para apoiar o Governo Federal no planejamento de estratégias territoriais de combate à Covid-19, a Embrapa sistematizou painéis gráficos que mostram o avanço dos casos da doença no território nacional.

Os painéis mostram a evolução temporal diária, além da espacialização estadual dos casos da doença. Os gráficos são estruturados mediante o uso do ArcGIS – software de geoprocessamento – sobre o banco de dados abertos disponibilizado pelo Ministério da Saúde. As informações por estado podem ser detalhadas a partir do acesso ao nome da unidade federativa. Essa iniciativa-piloto pode ser aprimorada de acordo com demandas específicas do Ministério da Saúde.

A Embrapa reuniu na página especial sobre a Covid-19, em seu Portal, cinco publicações para orientar produtores nas áreas de avicultura, suinocultura, bovinos de corte, ovinocultura e caprinocultura e aquicultura. Também foram disponibilizados boletins semanais sobre o impacto da Covid-19 para o setor leiteiro – Indicadores do Mercado de leite; informações sobre boas práticas de sanitização de hortaliças para consumo seguro, higiene e sanitização no processamento de alimentos e um guia prático de limpeza de alimentos visando a Covid-19, entre outros.

Também produziu um programa de rádio especial sobre o tema – Orientações para o agricultor se proteger do Coronavírus disponível na programação do Prosa Rural. A Empresa está se dedicando ainda a estudos de cenários e de Inteligência Estratégica sobre o agronegócio face à pandemia. Para conhecer a publicação “O Agronegócio em Tempo de Covid” acesse o Sistema de Inteligência Agropensa.

e-Campo, vitrine de capacitações online da Embrapa, ofertou diversos novos cursos nas duas últimas semanas, alguns gratuitos. Como resultado, as vagas esgotaram-se em poucos dias. Foram 30 mil inscritos apenas nas quatro capacitações de maior procura e um total de aproximadamente 45 mil novas inscrições.

Diante da demanda elevada, novas turmas online serão formadas, a partir de 11 de maio, para os cursos Recuperação de pastagens degradadas, Irrigaweb, Sistemas agroflorestais e Hortas em pequenos espaços. Além disso, novas capacitações serão lançadas. O curso sobre como fazer compostagem, tema de crescente interesse para o público urbano, abre inscrições na primeira quinzena de maio.

Saiba mais sobre as capacitações online acessando aqui

Todas as informações sobre as ações da Embrapa em tempos de Covid-19 estão reunidas na página Especial Covid-19 disponível no Portal – www.embrapa.br

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Setembro 2020 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
  1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12 13
14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27
28 29 30