Jornalista/Radialista
Em julho, 120 alunos da Universidade começam o Internato no hospital
SÃO CARLOS/SP - - A Santa Casa recebeu a visita de profissionais da UNIFAI - Centro Universitário de Adamantina, que vieram para São Carlos para conhecer as novas instalações do Instituto de Ensino e Pesquisa. A construção do IEP foi financiada pela Universidade, que investiu R$ 900 mil na obra. Além das quatro salas de aula, das salas de apoio às atividades acadêmicas; da área de convivência; da biblioteca e também do laboratório para atividades práticas para cursos e treinamentos, o Auditório da Santa Casa está sendo revitalizado para receber os novos alunos.
“A nossa expectativa com essa parceria é muito grande. Os nossos alunos estudaram toda a parte de atenção básica conosco. Tiveram também a oportunidade de passar pelo Pronto-Socorro, enfermaria e UTI da Santa Casa de Adamantina. E agora, na Santa Casa de São Carlos, eles poderão aprimorar a experiência hospitalar em uma Instituição de alta complexidade. E a Santa Casa tem uma estrutura excelente e eu acredito que os profissionais formados aqui serão muito úteis aos pacientes. Você não forma só o médico, você tem que ajudar a formar o cidadão. E tenho certeza de que vamos conseguir isso aqui”, comenta a Coordenadora de Atenção Básica do Curso de Medicina da UNIFAI, Maria Stella Putinatti.
Além da Coordenadora de Atenção Básica do Curso de Medicina da UNIFAI, Maria Stella Putinatti, participaram da visita o diretor de Patrimônio da UNIFAI, Claudinei Pelae Jorge; o diretor Contábil e Financeiro da UNIFAI, Pablo Sandu; e o Administrador de Redes da UNIFAI, José Ricardo Pires de Moraes. Eles foram recebidos pelo Provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Júnior; o Gerente do IEP, André Mascaro; o Gerente Médico da Santa Casa, Roberto Muniz Júnior e pelo consultor em Certificação para Hospital de Ensino, Danilo Oliveira.
Foi o consultor em Certificação para Hospital de Ensino, Danilo Oliveira, quem alinhou a parceria. “Eu fui docente em Saúde Pública na UNIFAI por um ano e meio. E quando a Universidade estava em busca de um hospital de ensino para o Programa de Internato, fizemos a ponte. Em 2018, houve a primeira visita da UNIFAI à Santa Casa. E parceria deu certo”, afirma.
Os 120 alunos da UNIFAI começam o Programa de Internato no dia 19 de julho. Os estudantes de Medicina vão ter acesso às especialidades de Cirurgia, Pediatria, Clínica e Ginecologia).
“Graças ao apoio da UNIFAI, criamos uma infraestrutura moderna para o nosso Instituto de Ensino e Pesquisa, além de revitalizar o nosso auditório. E essa parceria vai trazer ganhos não só para a saúde mas também para a economia da cidade, uma vez que esses estudantes que vêm para São Carlos, vão alugar imóveis para morar e também consumir no município. É um passo a mais na consolidação da nossa Santa Casa como um hospital de ensino”, afirma o Provedor da Santa Casa, Antônio Valério Morillas Júnior.
Projeto Muda8 conta com parceria do Enactus UFSCar
SÃO CARLOS/SP - Aliar a produção e o acesso de alimentos saudáveis à geração de renda: essa é a proposta do projeto Muda8, do programa Enactus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que implantou uma horta no bairro São Carlos VIII, a fim de comercializar hortaliças de qualidade, sem uso de nenhum tipo de produto industrial ou agrotóxico, a preço muito abaixo do mercado. Com a ampliação do projeto, os produtos agora também estão disponíveis para venda a toda a população.
São comercializados aproximadamente 15 tipos de hortaliças, que variam conforme as estações do ano. Entre elas, alface crespa, lisa e mimosa, couve, salsinha, cebolinha, rúcula, coentro, brócolis, couve-flor e repolho. Todas são vendidas a R$ 2, diretamente na horta, que fica na Av. Comendador Oscar Freire, s/n, e funciona no período da manhã. O contato direto com os produtores pode ser feito pelo WhatsApp (16) 99342-3861 ou (16) 99756-9767.
O manejo da horta é feito pelos integrantes da família Almeida - José Carlos, Eliana Gomes, Talia Gabriela, Jéssica Ieda e Maicon -, residentes no bairro. Eles obtêm renda por meio da venda dos produtos. "Com a produção e venda de hortaliças, a família tem a chance de ter seu próprio negócio, não precisando depender de subempregos, como a maioria da população local. Dessa forma, a renda obtida com a horta proporciona melhorias significativas na qualidade de vida de Carlos e sua família", explica Gabriel Saba de Almeida Cunha, estudante do curso de Engenharia de Produção e integrante do Enactus UFSCar.
O projeto, que tem parceria das empresas Semeia Compostagem, Francisco Esterco e Viveiro Ranzini, surgiu a partir de duas problemáticas encontradas no bairro São Carlos VIII: o descarte irregular de lixo e, principalmente, o acesso limitado a alimentos saudáveis pela comunidade. "No caso, existia um terreno com descarte irregular de lixo (lixão) e foi encontrada uma oportunidade de limpeza deste terreno com a transformação do local em uma horta", conta o integrante do Enactus UFSCar.
Implantado em 2014, o projeto enfrentou um desafio: expandir a produção da horta, tanto em relação ao número de canteiros quanto à diversidade de hortaliças. "Atualmente, após uma expansão da produção contínua, estamos prevendo nos próximos meses maior oferta do que procura. Dessa forma, queremos divulgar os grupos de vendas e os canais possíveis para que mais gente possa conhecer a horta", afirma Gabriel Cunha. Além disso, o projeto já está estruturando um serviço de entregas, uma vez por semana, a ser implantado nos próximos meses.
Outro objetivo do projeto é garantir o acesso a alimentos saudáveis: "A comunidade do projeto reside em um bairro mais afastado do centro da cidade, o que resulta em uma oferta menor de opções de alimentos, além do baixo poder econômico dessa população, já que produtos orgânicos podem custar até 257% a mais", avalia o estudante da UFSCar.
Para saber mais sobre o Muda8 e acompanhar a oferta de produtos disponíveis, acesse as páginas do projeto no Instagram (instagram.com/muda8), Facebook (facebook.com/projetomuda8) ou entre em contato diretamente com os produtores pelo WhatsApp (16) 99342-3861 ou (16) 99756-9767.
Atividade é gratuita e pode ser acompanhada pelo YouTube por todo o público
SÃO CARLOS/SP - No dia 11 de junho, o Hospital Universitário da Universidade Federal de São Carlos (HU-UFSCar/Ebserh) realiza nova edição da série de eventos online que aborda a aprendizagem e novos desafios após um ano de Covid-19. Na apresentação desta semana, o tema será "Saúde materno-infantil em tempos de Covid-19". A live será transmitida ao vivo, a partir das 14h20, pelo canal do HU no YouTube (encurtador.com.br/aJMTW). A atividade é aberta ao público, especialmente a profissionais, pesquisadores, estudantes e docentes da área da Saúde, é gratuita e não há necessidade de inscrição.
A abertura do evento será feita por Daniela Brassolatti, Chefe da Unidade de e-Saúde do HU-UFSCar, com mediação de Letícia Pancieri, enfermeira do HU-UFSCar. A mesa-redonda abordará os seguintes temas: morbidade e mortalidade em gestantes; Projeto Nascer e Covid-19; aleitamento humano; manifestações da Covid-19 em crianças; e repercussões de isolamento para crianças. Participam da atividade as professoras da UFSCar Carla Andreucci Polido e Flávia Pileggi Gonçalves, do Departamento de Medicina; Monika Wernet e Natália Stofel, do Departamento de Enfermagem; e Maria Fernanda Barboza Cid, do Departamento Terapia Ocupacional.
Os encontros online são realizados no formato de mesa-redonda, com espaço para perguntas dos participantes e mediados de forma a garantir as perspectivas multiprofissionais e interdisciplinares dos temas tratados. A atividade, promovida pela Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) do HU, é um momento importante para compartilhamento de conhecimentos entre os envolvidos no cuidado das pessoas com Covid-19.
Outros temas
O cronograma das lives tem mais quatro temáticas: "Comprometimentos Cardiovasculares, Renais e Neurológicos", no dia 18/6; "Cuidado Integral Pós-Covid-19", em 25/06; "Saúde Mental", em 2/7; e "Vacinas e desafios para o futuro", no dia 16/7. As atividades serão sempre às sextas-feiras, à tarde, com transmissão pelo canal do HU no Youtube. Os eventos também ficarão disponíveis no canal para acesso posterior.
Clínico geral responde enxurrada de fakenews sobre a medição de temperatura com a tecnologia digital e fala sobre o que é ou não real, e fala sobre a necessidade de, principalmente, as instituições hospitalares ficarem atentas
SÃO PAULO/SP - O equipamento é comum nas portas de supermercado parques, em grandes empresas, e por mais impressionante que seja, nos ambulatórios e portas de hospitais. Mas será que os profissionais estão medindo de forma correta? Funciona?
Com a flexibilização, o termômetro digital se transformou em uma ferramenta de trabalho para detectar o coronavírus (Sars-CoV-2). Mas o que a maioria deles não sabem qual a forma mais eficaz de utilizá-lo e as instituições hospitalares precisam ficar atentas e treinar seus profissionais para que seja efetiva a medição.
Primeiro, o especialista em clínica médica da plataforma de ensino em medicina, Jaleko, Felipe Magalhães, acredita que é importante fazer uma afirmação: “medir a temperatura das pessoas não controla a pandemia”. Isso é um fato, porque segundo o doutor, “as pessoas podem ser assintomáticas e não ter febre, a eficácia contra a propagação do vírus está em distanciamento social, higienização das mãos, máscaras e vacina”.
Dito isso, a medição se torna importante como uma, de tantas medidas para detectar a pessoa que possui esse sintoma, inclusive a medida é uma orientação do Ministério da Saúde, pois reconhecer os pacientes sintomáticos é uma vantagem, porque eles transmitem mais, por isso, é necessário identificar a febre em porta de locais fechados. Porém, muitas instituições não estão fazendo da forma mais correta.
Diante da fakenews espalhada na mesma velocidade de contágio do vírus, que o infravermelho do termômetro danificava a glândula pineal – é preciso dizer que na verdade, o aparelho de medição não penetra fundo na pele, o que impossibilita causar danos. Porém, depois dessa falsa notícia, a medida começou a ser aplicada pelo punho, o que pode tornar o procedimento ineficaz.
O punho é uma região periférica, que controla mais a temperatura dessas áreas, podendo não atingir o resultado das regiões centrais. Neste sentido, é comum que esses locais tenham temperaturas mais baixas do que a nossa testa, auxilias e virilha. Isso se dá pelo fato de nosso corpo faz a vasoconstrição e diminuir o tamanho de nossas arteríolas e, com isso, vai menos sangue e nossas mãos e punhos são mais frias, isso acontece para que não percamos calor. – Felipe Magalhães (professor da plataforma Jaleko e clínico geral)
O doutor explica que a manutenção do objeto deve estar sempre em dia. O sensor deve estar limpo e a medição deve ser feitas em locais que são capazes de identificar realmente a temperatura corpórea. Ainda, alerta sobre a falsa sensação de segurança, considerando que existem pessoas infectadas que não apresentam sintomas, portanto, é necessário continuar com as medidas protetivas.
Fonte:
Felipe Magalhães – clínico geral e diretor científico do Jaleko.
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