Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - Em depoimento nesta quinta-feira (6) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia no Senado, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, atribuiu à falta de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) o recrudescimento da pandemia no Brasil.
Há 45 dias no cargo, Queiroga fez aos senadores uma defesa enfática da vacinação, que considerou ser a "resposta da ciência" à pandemia. “Nós só temos um inimigo: o vírus, o novo coronavírus. E temos que unir as nossas forças para cessar o estado pandêmico dessa doença.” Segundo ele, além da questão sanitária, há outros aspectos que precisam ser considerados, como os socioeconômicos, que podem levar o país a uma situação “muito complexa”.
Em resposta ao relator da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), Marcelo Queiroga disse que não autorizou a distribuição de hidroxicloroquina a estados e municípios para tratamento de pacientes com a covid-19. “Não tenho conhecimento de que está havendo distribuição de cloroquina”, afirmou. Já sobre a administração desse fármaco para o tratamento da covid-19, o ministro disse que se trata de uma questão técnica a ser discutida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). “O ministro é a última instância na Conitec, então eu vou precisar me manifestar tecnicamente."
Marcelo Queiroga disse que, quando assumiu a pasta, encontrou uma situação em que a logística de distribuição de insumos “acontecia de forma apropriada”. Para ele, o colapso no sistema de saúde decorreu de uma "imprevisibilidade biológica” do vírus.
O ministro destacou as iniciativas de diálogo com organizações multilaterais, secretários estaduais e municipais e sociedades científicas. “Não devemos aprofundar divergências, mas construir consensos, criar estradas pavimentadas para a saída dessa situação complexa”, pediu.
Durante seu depoimento à CPI, Marcelo Queiroga destacou ainda o trabalho do novo chanceler, Carlos França, nas negociações com outros países e organizações para a obtenção de vacinas e insumos.
*Por Karine Melo - Repórter da Agência Brasil
SÃO CARLOS/SP - A comerciante Anna Claudia Pigatin, realizou uma live no início da tarde de hoje, 06, falando do estado em que se encontra o mercado municipal “Antônio Massei”.
Sujeira, propriedade, toldos, dinheiro do condomínio... são algumas das questões da comerciante.
Assista a Live:
O que a prefeitura poderá dizer aos comerciantes e clientes do Mercado Municipal?
Você sabia?
O prédio onde atualmente funciona o Mercado Municipal de São Carlos foi inaugurado no dia 21 de abril de 1968 pelo prefeito municipal Antônio Massei, em substituição ao antigo Mercado, que se localizava à margem do Córrego do Gregório, oposta à atual.
Segundo registros, o primeiro bloco do Mercado Antigo foi construído por volta de 1903, o aumento da população tornou-o pequeno para a cidade, e em 1907 foi construído o segundo bloco, substituído pelo atual.
Em 25 de fevereiro de 2000, o Mercado Municipal passa ser denominado Mercado Municipal “Antônio Massei” em homenagem ao ex-prefeito responsável pela sua construção, que também foi servidor público municipal.
A praça do mercado recebeu o nome de Praça Maria Apparecida Resitano, comerciante que muito se empenhou em melhorar o Mercado Municipal, condômina que teve participação inclusive na inauguração do Mercado atual. Apparecida morreu em 29 de janeiro de 2002 com 69 anos de idade.
Marisa e Paulo Gullo, presidente do Sincomercio São Carlos e conselheiro do Sesc, já entraram nessa campanha
SÃO CARLOS/SP - O Sesc SP está com uma campanha emergencial do Mesa Brasil Sesc São Paulo arrecadando cestas de alimentos para ajudar famílias em situação de vulnerabilidade, atingidas pela atual crise econômica, social e sanitária. Para isso, firmou parceria com quatro empresas que vendem cestas básicas de forma online.
Qualquer pessoa interessada em fazer uma doação poderá adquirir cestas acessando o sescsp.org.br/doemesabrasil e lá poderá escolher por qual empresa deseja comprar. A entrega das cestas doadas é feita, diretamente, no Sesc, que faz a distribuição dos alimentos.
Você pode ajudar doando e compartilhando essa iniciativa. Muita gente está precisando.
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O Dr. Junior Silva, Psicanalista e especialista nesse assunto, conta como superar o luto e o que podemos aprender nessa fase
SÃO PAULO/SP - Estamos vivendo um momento ático em nossas vidas. Por conta da COVID-19 algumas pessoas estão perdendo amigos e familiares, é quase impossível não conhecer alguém que tem uma história para contar sobre essa doença. Na noite da última terça-feira, 4 de maio, o ator e humorista Paulo Gustavo, faleceu, aos 42 anos, vítima de Covid-19. Muitas pessoas, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, ficaram emocionadas e sofreram com a morte dele. Nas redes sociais havia muitas homenagens e mensagens, realmente houve uma comoção nacional.
Em conversa com o Dr. Junior Silva, Psicanalista, Hipnólogo e Coach, buscamos entender mais o motivo pelo qual a morte de celebridades mexe tanto com as pessoas. Ele também explicou sobre o luto e deu algumas dicas valiosas de como passar por esse período.
- O que é o luto?
Dr. Junior Silva: O luto é um conjunto de sentimentos de uma perda significativa, que pode ser gerada por uma morte ou qualquer situação que temos a certeza é irreversível, ou seja, não temos mais o que fazer ou viver com aquela pessoa ou situação.
- Por que o luto é importante?
Dr. Junior Silva: Viver o luto é organizar nossos sentimentos, é encerrar uma etapa da vida e recomeçar com outra que não podemos mudar. Quando reprimimos corremos o risco de trazer consequências emocionais lá na frente, pois o que não é resolvido um dia nossa mente vai cobrar.
Eu atendo uma paciente dos Estado Unidos que não conseguiu viver o luto da perda da mãe, houve negação e devido a distância não conseguiu chegar a tempo para se despedir e vivenciar aquele encerramento de ciclo.
Essa negação do luto trouxe consequências físicas nela, ou seja, tinha dores psicossomáticas que tinham raiz emocional, onde a maioria dos sintomas era o que a mãe tinha na luta pelo câncer. Quando ela vivenciou o luto e se reconciliou com seus sentimentose a perda, suas dores desapareceram.
- Como podemos passar pelo luto com mais facilidade?
Dr. Junior Silva: A dificuldade de viver o luto acontece muito quando nos sentimos em dívida com quem nos deixou. Por exemplo, não fiz isso, não disse aquilo e agora não posso mais. Vivenciar com mais facilidade é reconhecer o quanto foi importante o outro em nossa vida e que tudo que vivenciamos de positivo ou negativo se tornará daqui para frente um legado de vida e não de destruição.
Dependendo das dívidas que temos e como lidamos, precisamos às vezes de um auxílio profissional.
- O que podemos aprender com o luto?
Dr. Junior Silva: Podemos aprender com luto que tudo tem o fim e que precisamos vivenciar o hoje como se fosse o último dia! O luto bem vivido nos traz o reconhecimento da importância e o que outro deixou de especial, pois o que perdemos pode não estar mais presente no dia a dia, mas estará no coração para o resto da vida.
- Por que a morte de pessoas famosas mexe com as pessoas? Por que ficamos tristes e abalados com a perda de uma pessoa que não conhecemos pessoalmente?
Dr. Junior Silva: Quando perdemos um familiar, perdemos alguém que gerou diferentes sentimentos, como, por exemplo, felicidade, mágoas, tristezas, alegrias. É um conjunto de sentimentos e ações que fomos convivendo ao longo da vida. O que não acontece quando perdemos uma celebridade.
A celebridade nos inspira, nos transmite alegria, fé e momentos divertidos. Ao perder uma pessoa famosa que admiramos, perdemos alguém que fala o que não falamos, faz o que não conseguimos, devolve o riso, a inspiração, devolve a esperança que não vemos em nós.
O Paulo Gustavo foi um pessoal incrível e um profissional maravilhoso. Ele transmitia fé e esperança não só nos seus papéis, mas também na sua essência. Nunca estamos preparados para as perdas, e principalmente a morte de pessoas nos inspira a ser melhor, nos diverte e nos dá esperança de uma vida melhor e mais leve.
- Por que não estamos preparados para a morte?
Dr. Junior Silva: Porque não fomos ensinados a perder, não gostamos da perda e muito cultural.
Por exemplo, um país pequeno chamado Butão é considerado o país mais feliz do mundo e como eles lidam com a morte? Eles não veem a morte como fim, mas como uma passagem para uma nova vida onde a pessoa tem o direito de viver o novo. Eles fazem algumas reuniões pós morte para relembrar o legado, o bom que esta pessoa construiu, tendo consciência que se fez o melhor sem dívida um com outro.
"Uma coisa muito importante, o luto não é o fim, mas o começo de um novo tempo de alguém ou de algo que nos ajudou a ser o que somos hoje! Como Padre Marcelo Rossi sempre diz: Saudade sim, tristeza não”, concluí Dr. Junior.
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