Jornalista/Radialista
PERU - Os peruanos viram quatro presidentes passarem pelo cargo desde 2018. Neste domingo (11), escolherão o novo presidente em meio a um número recorde de casos e mortes por coronavírus, após uma campanha atípica, com 18 candidatos e nenhum favorito.
Os candidatos encerraram suas campanhas na quinta-feira em busca dos últimos votos, com comícios coloridos e barulhentos, acompanhados de centenas de eleitores aglomerados, enquanto a segunda onda da pandemia não dá trégua com um recorde de quase 13 mil infecções e 314 mortes em um dia.
Nenhum candidato ultrapassa 10% das intenções de voto, de acordo com as últimas pesquisas publicadas, e sete têm a possibilidade de chegar ao segundo turno previsto para 6 de junho.
Estes últimos são o ex-legislador Yonhy Lescano (centro, direita), a antropóloga Verónika Mendoza (esquerda), o economista Hernando de Soto (direita), Keiko Fujimori (populista, direita), o ex-jogador de futebol George Forsyth (centro, direita), o professor e sindicalista Pedro Castillo (esquerda radical) e o empresário Rafael López Aliaga (extrema-direita).
"Temos o pior cenário possível para este domingo: fragmentação e polarização", afirmou o cientista político Carlos Meléndez à AFP.
"São as eleições mais fragmentadas da história, nunca vimos tantos candidatos como opção", explicou o diretor da empresa de pesquisa Ipsos, Alfredo Torres, a correspondentes estrangeiros.
Nesta nação andina onde o líder é mais importante que a ideologia, existem 10 candidatos de direita ou centro-direita, quatro de esquerda, três nacionalistas e um de centro.
"O importante é ir às urnas e poder escolher [...], que seja uma festa democrática", declarou Keiko, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori (1990-2000), ao encerrar sua campanha no populoso bairro de Lima, Villa El Salvador.
Enquanto isso, Lescano se declarou "feliz por ter viajado por todo o Peru" ao final de sua campanha em frente à sede do partido, no centro de Lima.
"Peço aos jovens, trabalhadores, reservistas, agricultores, que coloquem sua confiança em um homem do povo", declarou Castillo, em um caminhão na Plaza 2 de Mayo, onde em 2017 liderou os protestos no decorrer de uma longa greve nacional de professores.
A incerteza eleitoral abalou os mercados, aumentando a cotação do dólar até o recorde de 3,8 soles.
Depois de crescer durante anos acima da média latino-americana, a economia peruana retraiu-se no último ano em 11,12%, o pior número em três décadas, aumentando o desemprego e a pobreza.
No domingo, o Congresso unicameral de 130 membros também será renovado, após uma série de crises políticas desde 2016, que atingiu seu clímax em novembro, com três presidentes em cinco dias.
No Peru, o voto é obrigatório e o Gabinete Nacional Eleitoral (ONPE) prevê a participação de "nove entre dez peruanos", apesar desta ter sido a semana mais letal em 13 meses da pandemia no Peru, com uma média de 271 mortes diárias, segundo o Ministério da Saúde. Nas 10 semanas anteriores, as mortes eram de cerca de 200 por dia.
A imunização contra a covid-19 começou há dois meses, mas está progredindo lentamente. Por enquanto, chegou apenas ao pessoal da linha de frente e os idosos, levando todos os candidatos a prometer uma vacinação acelerada.
O Peru acumula 54.000 mortes em 1,6 milhão de casos. Entre os infectados estão cinco candidatos presidenciais, os últimos deles Forsyth, que teve de encerrar sua campanha virtualmente, e José Vega, de um partido nacionalista minoritário.
Os locais de votação ficarão abertos no domingo por 12 horas, quatro a mais que o normal, para evitar multidões.
Além disso, cada eleitor deve comparecer em horário pré-determinado, de acordo com o último dígito do documento de identidade. Estão convocados às urnas 25 milhões dos 33 milhões de peruanos.
O ONPE prometeu divulgar os primeiros resultados oficiais parciais por volta das 23h30 locais (1h30 da segunda-feira no horário de Brasília), mas a apuração dos votos para o Legislativo pode levar alguns dias.
Quase 160.000 policiais e militares serão destacados para garantir a segurança do processo. Destes, 8.000 soldados protegerão os 1.298 centros de votação do maior vale 'cocaleiro' do país, onde operam os remanescentes da guerrilha Sendero Luminoso associados a gangues do narcotráfico, segundo autoridades.
O novo presidente e a nova legislatura do Congresso tomarão posse em 28 de julho, dia em que o Peru comemora o bicentenário de sua independência.
*Por: AFP
CHINA - As autoridades chinesas multaram o gigante do comércio online Alibaba em 18,2 bilhões de yuans, cerca de US$ 2,78 bilhões, por abuso de posição dominante, informou a imprensa oficial neste sábado (10). A empresa é acusada de exigir exclusividade dos comerciantes que queiram vender seus produtos na plataforma, impedindo-os de figurar em sites concorrentes.
A multa é resultado de uma investigação da Administração Estatal de Regulamentação do Mercado que começou em dezembro, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua. O valor foi definido como resultado da decisão dos reguladores de infligir uma multa de 4% sobre as vendas de 2019, que totalizaram 455,7 bilhões de yuans, cerca de US$ 69,5 bilhões, de acordo com a Xinhua.
"Desde 2015, o grupo Alibaba abusou de sua posição dominante no mercado" para obter uma vantagem injusta por meio da exigência de exclusividade, disse o regulador. Esse comportamento tem restringido a concorrência e a inovação no setor e violado direitos e interesses de empresas e consumidores, acrescentou. A multa recorde é quase três vezes superior ao valor de cerca de US$ 1 bilhão infligido à Qualcomm em 2015, de acordo com a Bloomberg.
A Alibaba e outras grandes empresas nacionais de tecnologia enfrentam pressão crescente pela preocupação com o aumento de sua influência na China, onde usuários usam essas plataformas para se comunicar, fazer compras, pagar contas, reservar táxis, solicitar empréstimos e realizar uma infinidade de tarefas diárias.
Os gigantes do comércio eletrônico Alibaba e JD.com, bem como a Tencent, conglomerado de mídia, telecomunicações e jogos, responsável por algumas das maiores redes sociais e apps de troca de mensagens do país (QQ, WeChat e Qzone), se beneficiaram com o boom digital na vida dos chineses e com a proibição do governo dos principais concorrentes dos Estados Unidos atuarem no mercado local.
No caso da Alibaba, a empresa se vê em situação delicada desde outubro, quando seu cofundador Jack Ma criticou os reguladores chineses por estarem vivendo no passado, depois que eles expressaram preocupação com as atividades do Ant Group, braço financeiro da Alibaba, em empréstimos, gestão de fortunas e seguros.
Em novembro, os reguladores chineses impediram na última hora o ingresso do Ant Group na bolsa de valores por um montante colossal de US$ 34 bilhões, antes de ordenar que a financeira retornasse às suas atividades originais como provedor de serviços de pagamentos online.
As ações de grandes players de tecnologia chineses têm sofrido com a intensificação da supervisão das principais plataformas de tecnologia. O Wall Street Journal informou no mês passado que o grupo Alibaba também estava sob pressão para se desfazer de uma ampla gama de ativos de mídia, incluindo uma potencial venda do South China Morning Post de Hong Kong.
Com informações da AFP
*Por: RFI
PARAGUAI - O Grêmio está com o futuro na Libertadores sob risco. Na sexta-feira (9), o Tricolor foi derrotado pelo Independiente del Valle (Equador) por 2 a 1, de virada, no Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai), no jogo de ida do confronto pela terceira fase preliminar da competição.
A partida de volta será na próxima quarta-feira (14), às 19h15 (horário de Brasília), na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Os gaúchos se classificam em caso de vitória por 1 a 0, pelo critério do gol fora de casa, ou se vencerem por dois gols ou mais de diferença. Se devolverem o 2 a 1, levam a decisão aos pênaltis.
O ganhador do confronto terá pela frente o Grupo A da Libertadores, ao lado do Palmeiras, atual campeão; do Defensa y Justicia (Argentina), vencedor da última Copa Sul-Americana; e do Universitario (Peru). O sorteio das chaves ocorreu nesta sexta à tarde.
O duelo desta sexta seria disputado na quarta passada (7), no estádio Casa Blanca, em Quito (Equador), mas os testes positivos do goleiro Paulo Victor e do lateral Vanderson para o novo coronavírus (covid-19) levaram o governo equatoriano a impedir treino e jogo no país. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) transferiu o embate para o Paraguai.
Além de Paulo Victor e Vanderson, o Tricolor não pôde contar com os zagueiros Pedro Geromel e Walter Kannemann, o volante Maicon, o meia Jean Pyerre e os atacantes Diego Churín e Pepê, entre ausências por lesão ou recondicionamento físico. O lateral Victor Ferraz, que seria titular nesta sexta, apresentou sintomas da covid-19, apesar do teste negativo, e foi isolado. Com isso, o lado direito da defesa ficou com Felipe. O técnico Renato Portaluppi, infectado pelo coronavírus, sequer viajou, sendo substituído pelo auxiliar Alexandre Mendes.
Os primeiros dez minutos de jogo foram os melhores do Grêmio. Aos oito, o meia Alisson bateu falta na área e o atacante Diego Souza, de cabeça, abriu o marcador. A partir daí, o Del Valle tomou o controle das ações ofensivas. Aos 26, o atacante Pedro Vite cruzou pela esquerda, o meia atacante Christian Ortiz finalizou e o goleiro Brenno fez grande defesa. Aos 35, Vite acertou o travessão. Já aos 43, em rara investida, o Tricolor balançou as redes com Ferreira, após passe de letra de Diego Souza. A arbitragem, porém, viu impedimento (inexistente) do atacante.
Na etapa final, a pressão dos anfitriões se intensificou. Aos dois minutos, Ortiz cobrou falta na trave. Cinco minutos depois, o atacante Bryan Montenegro ajeitou e o volante Lorenzo Favarelli entrar na área e empatar. O Grêmio respondeu aos 12, mas Diego Souza, na cara de Moisés Ramírez, tentou deslocar o goleiro e bateu para fora. Em seguida, o zagueiro Ruan derrubou Montenegro na área, sendo expulso. Favarelli cobrou o pênalti e virou para o time equatoriano, que só não ampliou aos 22 minutos com Ortiz, em chute de fora da área, porque Brenno evitou.
Com um a menos, o Grêmio demorou a reagir, esboçando uma postura mais ofensiva nos minutos finais, mas sem intensidade, com receio de contra-ataques. Para complicar, Brenno e Ferreira reclamaram de dores, mas seguiram em campo pela impossibilidade de serem feitas mais alterações. Mais presente no campo de ataque, o Del Valle administrou o resultado.
Fim de jogo: Independiente del Valle 2x1 #Grêmio
— Grêmio FBPA (@Gremio) April 10, 2021
Na próxima quarta-feira, voltaremos ao campo para enfrentar mais uma vez o Independiente del Valle, buscando a classificação para a fase de grupos da #Libertadores.
????? #IDVxGRE #EstáNoNossoDNA? pic.twitter.com/QmPPd3Iuft
Por Lincoln Chaves - Repórter da Rádio Nacional e da TV Brasil
SÃO PAULO/SP - Com uma leve queda no número de novas internações, o governo de São Paulo decidiu não prorrogar a fase emergencial, que é um estágio mais restritivo e que vai se encerrar no domingo (11). No entanto, o governo paulista decidiu manter o estado na fase 1-vermelha do Plano São Paulo, onde somente serviços considerados essenciais podem funcionar. A fase 1-vermelha entra em funcionamento a partir da próxima segunda-feira (12) e vale até 18 de abril.
Desde o dia 6 de março, todo o estado de São Paulo está na fase 1-vermelha do Plano São Paulo. Mas como a taxa de isolamento não estava crescendo a níveis considerados satisfatórios, o governo endureceu ainda mais essa medida. Com isso, desde o dia 15 de março entrou em funcionamento no estado a fase emergencial, com medidas ainda mais restritivas. As aulas da rede pública foram suspensas, jogos de futebol paralisados e cultos e celebrações religiosas coletivas foram proibidos. Foi estabelecido um toque de recolher das 20h às 5h.
Apesar de avançar para a fase 1-vermelha, algumas medidas tomadas na fase emergencial serão mantidas nessa nova etapa. Cultos e celebrações religiosas coletivas, que são considerados atividades essenciais e poderiam funcionar na fase vermelha, continuarão proibidos no estado, atendendo ao que ficou decidido ontem no Supremo Tribunal Federal, em Brasília.
Também será mantida a recomendação de escalonamento de horário de trabalho para as atividades essenciais que estão permitidas nessa etapa. Segundo o governo, continuam valendo também o toque de recolher, estabelecido entre as 20h e 5h, e a recomendação de teletrabalho.
Já os jogos de futebol e outros esportes, que estavam proibidos desde o dia 15 de março, poderão retornar agora, ainda sem a presença de público. Também vai ser permitido que os consumidores voltem a retirar suas encomendas diretamente nos restaurantes, shoppings e comércio. O consumo ou atendimento no local, no entanto, continua proibido. Outra mudança é que será permitido a abertura de lojas de materiais de construção.
Outra alteração anunciada pelo governo é a volta às aulas. As escolas da rede pública serão reabertas e as aulas presenciais serão permitidas a partir de 14 de abril, mas o retorno será gradual, com limite de ocupação de 35%.
O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O plano divide o estado em 17 regiões e cada uma delas é classificada em uma fase do plano, dependendo de fatores como capacidade do sistema de saúde e a evolução da epidemia.
*Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
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