Jornalista/Radialista
A música faz parte do projeto audiovisual "Respeita a Roça"
SÃO PAULO/SP - Us Agroboy, formado por Jota Lennon e Gabriel Vittor, lança “Meu Jeito”, primeiro single da Parte 1 do projeto audiovisual Respeita a Roça. Em parceria com Sorocaba e Fiduma e Jeca, a canção une batidas modernas a versos firmes, como “sertanejo nasce e morre sertanejo”, reafirmando a identidade agro-urbana que consagrou a dupla no cenário musical.
Assista agora ao clipe de “Meu Jeito”: https://www.youtube.com/watch?
Com produção que transita entre elementos eletrônicos e percussões rurais, “Meu Jeito” é um verdadeiro manifesto da filosofia Respeita a Roça. A participação de Sorocaba e Fiduma e Jeca acrescenta camadas de autenticidade e tradição, reforçando o diálogo entre gerações e estilos. Para Jota Lennon, “ter artistas que admiramos somando suas vozes ao nosso projeto é fundamental para contar histórias que valorizam o campo e a cultura sertaneja”.
Com mais de 700 milhões de visualizações no YouTube, 3,5 milhões de ouvintes mensais nas plataformas de streaming e 2 milhões de seguidores nas redes sociais, Us Agroboy se consolida como um dos principais nomes da nova geração sertaneja. Em apenas três anos de carreira, a dupla coleciona feitos como músicas no Top 50 do Spotify, mais de 50 feats gravados, contrato com a Warner Music, a terceira maior gravadora do mundo, e o apadrinhamento da dupla Fernando e Sorocaba.
“O Us Agroboy representa essa nova fase do sertanejo que mistura o tradicional com o urbano, mas sempre com muita verdade e respeito às raízes. É bonito de ver e uma alegria imensa fazer parte dessa história!”, afirma Sorocaba.
Mais do que um lançamento musical, “Respeita a Roça” é um projeto especial e que conta uma história. “Cada música foi pensada pra traduzir vivências que são nossas e também de quem nos ouve. É uma mistura de emoção, festa, tradição e modernidade. Um retrato verdadeiro da roça com a linguagem da cidade”, explica Gabriel Vittor.
SÃO CARLOS/SP - Desenvolver tecnologias, buscar parcerias e atacar problemas de alta relevância, passou a ser uma das missões de grandes instituições de ensino e pesquisa em todo mundo. Além disso, essas instituições se preocupam atualmente em mostrar o que fazem não apenas para externalizar suas conquistas, mas também para compartilhar com outras que vivem as mesmas necessidades. É assim que nascem as grandes parcerias e viabilizações tecnológicas.
A VIVATEC é uma das maiores exibições de tecnologia e desenvolvimento da Europa, uma feira que ocorreu entre os dias 11 e 14 de junho na cidade de Paris, tendo contado com a participação de mais de sessenta países e acolhendo cerca de vinte e cinco mil visitantes, com a participação de importantes organizações científicas e instituições de pesquisa.
A Universidade de São Paulo (USP) apresentou-se junto com a FAPESP em um funcional stand onde foram apresentados projetos de grandes áreas de interesse, como saúde, energia renovável, mobilidade urbana, eletrônica e sensores, e meio ambiente. Dentre os projetos escolhidos para serem apresentados estiveram dois desenvolvidos pelo IFSC/USP e CEPOF: o primeiro, que consiste na quebra da resistência bacterina aos antibióticos e o tratamento da pneumonia resistente, utilizando ação fotodinâmica; e o segundo, consistindo no uso do mesmo princípio para evitar infecções durante o processo de intubação de pacientes em hospitais.
A exibição desses projetos foi feita no espaço de eventos, através de protótipos que explicaram os processos, sendo que as apresentações foram realizadas em um dos auditórios da feira. As tecnologias desenvolvidas foram extremamente bem recebidas, com visitação constante no stand de autoridades, delegações estrangeiras e empresas de diversos setores, especialmente de especialistas do Instituto Pasteur de Paris.
A técnica para tratamento de pneumonia, que já foi demonstrada em experimentos in vitro, pequenos animais e porcos, segue agora para uma experimentação com ovelhas através do desenvolvimento natural de pneumonia, que está sendo feita em colaboração com a Texas A&M University dos EUA.
Em linhas gerais, a técnica usa processos amplamente estudados pelos laboratórios de biofotônica do IFSC/USP e CEPOF, que consiste na ativação de drogas, com luz, que destroem microrganismos através da geração intensa de radicais livres. O processo começa através da inalação de uma substância fotossensível que carrega as moléculas para os pulmões, promovendo a absorção pelas colônias bacterianas. Em seguida, um sistema de lasers, desenvolvido em parceria com a empresa MMO de São Carlos através de um programa EMBRAPII, opera no infravermelho e realiza a iluminação externa no corpo, chegando dessa forma às diversas regiões infectadas, causando a eliminação parcial da infecção e promovendo a quebra da resistência aos antibióticos. Em seguida, a administração do antibiótico ajuda a eliminar totalmente a infecção.
Segundo o pesquisador responsável pela pesquisa, o docente do IFSC/USP, Prof. Vanderlei Salvador Bagnato “A pesquisa é de grande relevância pois ataca um dos problemas mais sérios que temos, que é a eliminação de infecções que não respondem aos antibióticos. Já estamos realizando a eliminação das infecções de garganta com a mesma técnica, mas o desafio da pneumonia é especial por ser de alta complexidade“, explica o pesquisador.
O problema é de grande urgência e os diversos pesquisadores do CEPOF envolvidos na resolução deste problema - Vanderlei Bagnato, Cristina Kurachi, Kate Blanco e diversos alunos e pós-doutores - trabalham de forma intensa para se chegar rapidamente aos seres humanos e minimizar o crescimento dos milhares de mortes causadas pela pneumonia resistente em todo mundo. “O fato de tornarmos as bactérias susceptíveis novamente aos antibióticos é de extrema importância, pois temos, sim, excelentes antibióticos, apenas temos que eliminar os mecanismos criados pelas bactérias para não mais reagirem a eles, e isto já demonstramos” conclui Bagnato.
As propostas e novas tecnologias desenvolvidas pelo IFSC/USP e CEPOF sempre estão dentro dos grandes desafios que a ciência enfrenta hoje, para ter a relevância necessária em resolver grandes problemas.
População em situação de extrema carência cresceu 483% desde o ano de 2016
SÃO CARLOS/SP - O vereador Leandro Guerreiro protocolou na Câmara Municipal um projeto de indicação propondo o programa “São Carlos Amiga”, inspirado no exitoso modelo do município de Chapecó (SC). Segundo dados do Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH), a Capital da Tecnologia saltou de 74 para 431 moradores de rua. “Não podemos aceitar que uma cidade com universidades, empresas de altíssimo potencial industrial e recursos orçamentários expressivos continue falhando com os mais vulneráveis. São Carlos precisa de um planejamento estratégico que vá além do que está sendo oferecido atualmente pela Prefeitura”, complementou.
Examinando um minucioso relatório produzido pela Câmara de Vereadores de Joinville (SC), esse documento de indicação sugere a construção de um complexo com capacidade para acolher ao menos 100 cidadãos em condições de extremo desamparo social. Esse espaço contaria com alas separadas por gênero, refeitório, auditório, oficinas de capacitação profissional, horta comunitária e atividades terapêuticas. A estrutura proposta seria semelhante à unidade “Mão Amiga”, de Chapecó, que reintegrou 240 pessoas à comunidade e reduziu em 88% a população em situação de rua, no período de 2021 a 2025.
O esboço desse projeto também prevê o encaminhamento para o tratamento de dependência química, inclusive com internação involuntária nos casos permitidos por lei. Todas as ações seriam articuladas com instituições educacionais, profissionalizantes e religiosas, estimulando a recuperação psicológica e uma oferta de cursos técnicos voltados ao ingresso no mercado de trabalho. “Não basta tirar o cidadão das ruas; é preciso oferecer auxílio, tratamento e a oportunidade de um recomeço”, enfatizou o parlamentar.
Além da excelência na configuração física, o programa prevê um sistema de monitoramento com indicadores de reinserção, reincidência e amplo acompanhamento psicossocial. A ideia é garantir plena eficiência, mensurar a efetividade dos resultados e manter a transparência dos atendimentos e das taxas de reabilitação. “Além de ostentar o título de Capital da Tecnologia, precisamos nos transformar em referência nacional nas políticas de inclusão do cidadão mais carente”, salientou o edil.
Atualmente, a rede de acolhimento de São Carlos dispõe do Albergue Noturno (Casa de Passagem) e do Centro de Referência da População em Situação de Rua “Maria Marcondes Vilela” (Centro Pop), ambos coordenados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Cidadania (SMDSC). “Estamos com um modelo de assistência bem fragmentado, limitado a abrigos temporários e medidas emergenciais. Minha recomendação é transformar essa abordagem em uma política de Estado, intersetorial e contínua”, concluiu.
A Casa de Passagem oferece banho, jantar, pouso e café da manhã diariamente, no horário das 18h às 7h. Neste dispositivo, o cidadão pode permanecer por até três dias (exceto em caso de doenças), sendo que a SMDSC oferece passagens de ônibus gratuitas caso o acolhido deseje viajar para um município próximo.
Funcionando de segunda a sexta, das 8h às 17h, o Centro Pop conta com uma equipe interdisciplinar voltada ao fortalecimento das redes sociais de suporte, autonomia, participação, inclusão social e convivência comunitária e familiar das pessoas que buscam esse apoio.
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em entrevista publicada na madrugada de quinta-feira (19) que o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é justo e que o governo não pode ceder sempre que está sob pressão.
A declaração do presidente defende, além da ideia em si, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O chefe da equipe econômica tem sofrido grande desgaste infligido pelo Congresso Nacional e pelo mercado financeiro desde que a discussão em torno do IOF começou.
Lula falou ao podcast Mano a Mano, comandado pelo rapper Mano Brown, um apoiador declarado do petista. É a segunda vez que o hoje presidente da República participa do programa -na primeira, em 2021, Lula ainda era pré-candidato ao Planalto.
"O IOF do Haddad não tem nada demais", disse Lula. Segundo o presidente, o ministro quer que empresas como as plataformas de apostas on-line (conhecidas como bets) e fintechs paguem mais impostos.
O governo tenta aumentar a arrecadação para conseguir cumprir as regras fiscais sem conter mais despesas. O aumento do IOF foi decretado em maio, mas houve um recuo parcial por causa da forte reação contrária.
Haddad negociou uma subida menor nesse imposto, combinada com outras propostas para incrementar a arrecadação -como o fim da isenção de IR que hoje beneficia investimentos como LCA (letra de crédito agrícola) e LCI (letra de crédito imobiliário) e aumento de imposto para bets, fintechs e JCP (Juros sobre Capital Próprio, mecanismo utilizado por grandes empresas para remunerar seus acionistas e tomar crédito mais barato).
Ainda assim, a Câmara aprovou por 346 votos a 97 um requerimento para acelerar a tramitação de projeto que anula as alterações feitas no IOF, em uma derrota para o governo federal.
"Estamos pegando os setores que ganham muito dinheiro e que pagam muito pouco. As bets pagam 12%, nós queremos que paguem 18%. Eles ganham bilhões, bilhões, bilhões e bilhões. Não querem pagar. As fintechs hoje são quase que uns bancos. Não querem pagar. Então essas brigas nós temos que fazer. Não dá para ceder toda hora", declarou o presidente da República na entrevista.
"A gente quer fazer justiça tributária, que as pessoas que ganhem mais paguem mais, e quem ganha menos pague menos", disse Lula.
O chefe do Executivo também afirmou que tem dificuldades para governar por seu grupo político ser minoritário no Congresso.
Na mesma entrevista, o presidente comparou o Brasil pós-Jair Bolsonaro à Faixa de Gaza, repetindo o argumento de que precisou reconstruir o país quando assumiu o Planalto.
"De vez em quando eu olho para a destruição na Faixa de Gaza e fico imaginando o Brasil que nós encontramos. Não tínhamos mais ministério do Trabalho, de Igualdade Racial, de Direitos Humanos, de Cultura. Foi uma destruição proposital", declarou o petista.
por Folhapress
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