Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Na manhã desta terça-feira, 11 de junho, um acidente deixou um ciclista com traumatismo craniano na alça de acesso à Universidade Federal de São Carlos.
Segundo consta, o idoso vinha com sua bike no sentido capital/interior, quando no km 235 da Rodovia Washington Luís, foi atropelado por um motociclista. Ambos foram ao solo, causando traumatismo craniano no ciclista e ferimentos leves no homem que conduzia a moto.
O SAMU foi acionado e levou o idoso urgente para a Santa Casa de Misericórdia. Já o motociclista foi atendido pelo resgate da concessionária que administra a rodovia, mas negou ir até o hospital.
As causas do acidente não foram esclarecidas.
A Polícia Militar Rodoviária (PMR) esteve no local e registrou a ocorrência.
SÃO CARLOS/SP - Em virtude da finalização da obra de recuperação estrutural e troca do pavimento do Viaduto 4 de Novembro (Viaduto Antônio Massei), a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito, reforça que o local ficará interditado nos dois sentidos de 12 a 24 de junho.
Neste período os motoristas devem utilizar as rotas alternativas indicadas pela Secretaria de Transporte e Trânsito. Os veículos que acessam o Viaduto 4 de Novembro no sentido Centro x Bairro poderão utilizar as rotas alternativas pela Rua Jesuíno de Arruda via Avenida Paulista para chegar na Avenida José Pereira Lopes. Outra rota alternativa é a Rua Jose Bonifácio com a Rua Itália (Travessa 8) ou via Praça Itália através da Rua João Lourenço Rodrigues.
As rotas para o sentido Bairro x Centro, que já estão consolidadas não sofrerão alterações, assim como a Rua Roberto Simonsen, sentido Poupatempo e Correios, permanece somente como acesso local e operando como mão dupla.
O itinerário do transporte público no sentido Centro x Bairro, a partir da estação, será realizado pela Rua Visconde Inhaúma via Rua Jesuíno de Arruda, Avenida Paulista, Rua Floriano Peixoto até Avenida José Pereira Lopes.
O trânsito de pedestres estará liberado em um dos lados do viaduto, portanto, os pedestres poderão utilizar normalmente o trecho entre a estação e o Senai.
A Prefeitura solicita a compreensão dos condutores e pedestres tendo em vista que é de suma importância a nova estrutura do referido viaduto, que terá sua vida útil renovada até 2074.
A obra está sendo realizada pela empresa Rumo, um investimento de R$ 15 milhões. A empresa também está finalizando a construção da alça viária que vai fazer a junção do Viaduto 4 de Novembro, permitindo acesso em declive a Rua General Osório. A obra faz parte da outorga onerosa da concessionária.
BRASÍLIA/DF - O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciou a seleção de 12 projetos prioritários para a criação de unidades de conservação federais no bioma Caatinga, a serem implantadas até 2026, que resultarão no aumento de mais de um milhão de hectares das áreas protegidas.
Encontram-se em andamento as ampliações do Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí; da Floresta Nacional de Açu, no Rio Grande do Norte; e do Refúgio da Vida Silvestre do Soldadinho-do-Arararipe, no Ceará.
“Os estudos da ciência estão nos mostrando que já temos uma ampliação das áreas que eram semiáridas e que estão ficando áridas. Isso é mudança do clima. Se a gente ‘descaatinga’ a Caatinga, a gente agrava o problema”, alertou a ministra do MMA, Marina Silva.
O anúncio foi feito em Petrolina, Pernambuco, na segunda-feira (10), durante o lançamento da campanha Terra, Floresta, Água – Movimento Nacional de Enfrentamento à Desertificação e à Seca.
As iniciativas integram a Missão Climática pela Caatinga, que reuniu governos federal e locais, além da participação do secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, Ibrahim Thiaw, no enfrentamento aos efeitos da mudança climática na Caatinga presente em 12% do território do país.
Segundo dados do MMA, a desertificação atinge 13% do semiárido brasileiro. São regiões onde a atividade humana e as variações climáticas determinaram a perda total da biodiversidade, da capacidade de oferecer serviços ecossistêmicos e até da capacidade produtiva do solo para segurança alimentar.
Localizada integralmente no semiárido, a Caatinga só existe no Brasil e abriga uma biodiversidade única, com grande número de espécies endêmicas, que só ocorrem no bioma. Essas características - somadas ao fato de ter 60% de seu território ocupado por populações - fazem com que a vegetação nativa dessa região seja a mais suscetível às mudanças climáticas, segundo indicou o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU).
Desde 2015, o Brasil tem uma Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, criada pela lei nº13.153, mas nos últimos anos o desmatamento da Caatinga avançou, segundo aponta o Relatório Anual do Desmatamento da Mapbiomas. Em 2023, por exemplo, mais de um quinto dos alertas de desmatamento em todo o Brasil foram no bioma.
Ao todo, foram desmatados 201.687 hectares de Caatinga, com um aumento de 43,3% em relação a 2022. Os estados da Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte lideraram o crescimento dos alertas de desmatamento na região, mas 87% dos municípios no bioma registraram pelo menos um evento.
Após a retomada do Programa Cisternas no ano passado, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome anunciou um pacto com os estados do Nordeste que possibilitará a contratação pela gestão local de sistemas que ampliam o acesso à água para consumo e produção de alimentos.
O objetivo, segundo a secretária de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Lilian Rahal, é que o programa vá além da segurança hídrica e alimentar e também seja uma ferramenta de resiliência e adaptação às mudanças climáticas.
Durante a Missão Caatinga foram anunciados o Projeto Conecta Caatinga, para promover a gestão integrada da paisagem no bioma, por meio de ações de recuperação da vegetação nativa e dos corpos hídricos, estimulando o desenvolvimento de uma sociobioeconomia de baixo carbono e conectando a vegetação entras as áreas protegidas. Serão investidos R$ 30,2 milhões do Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility – GEF).
O Projeto Arca: áreas protegidas da Caatinga é outra iniciativa para a proteção do bioma por meio da expansão e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc), com envolvimento das comunidades locais visando a elaboração de planos de manejo das áreas de preservação nos estados da Bahia, Pernambuco e Piauí, os mais desmatados no último ano. Os investimentos de R$ 50 milhões já foram aprovados pelo Fundo do Marco Global pela Biodiversidade.
Também foi anunciada a criação da Rede de Pesquisadores e Pesquisadoras Sobre a Desertificação e Seca para apoiar a implementação da política pública nacional, acolhendo as principais evidências científicas no apoio à tomada de decisão de gestores no enfrentamento à emergência climática.
Cientistas poderão participar fazendo a inscrição no site do MMA, até o dia 10 de julho. Houve ainda o lançamento do livro Manejo Florestal da Caatinga – 40 anos de experimentação.
Por Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil
SÃO PAULO/SP - A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) realiza, ao longo deste mês, uma campanha para alertar sobre o câncer de rim, doença que matou cerca de dez mil pessoas entre 2019 e 2021, no país, segundo a instituição. A SBU usará suas redes sociais para divulgar mensagens, vídeos e transmissões ao vivo, com especialistas, para esclarecer as principais dúvidas sobre este tipo de tumor.
“O câncer de rim é uma doença que afeta homens e mulheres, mas tem uma maior incidência em homens, entre 50 e 70 anos. O problema do câncer de rim é que, em geral, ele é totalmente assintomático. O sinal mais frequente deste tipo de câncer é a presença de sangue na urina”, explica o presidente da SBU, Luiz Otávio Torres.
Para rastrear a doença, Torres defende realização rotineiros de exames de ultrassom abdominal ou do aparelho urinário, que observa a situação dos rins e dos órgãos adjacentes. “Muitas vezes, a gente diagnostica um câncer de rim de forma incidental, ou seja, o exame não foi pedido para o câncer. Aquelas pessoas fizeram o ultrassom por outra razão e foi detectado um câncer”, informou.
A diretora de Comunicação da SBU, Karin Anzolch, afirmou que ainda não existe uma recomendação universal para rastrear o câncer de rim em todas as pessoas, mas a ultrassonografia abdominal é um procedimento de baixo custo e não invasivo, que poderia ser incluído na rotina de check ups. “Sobretudo nos grupos de maior risco, [a ultrassonografia] pode detectar em fases iniciais a doença, possibilitando melhores índices de cura”.
De acordo com a SBU, além de provocar milhares de mortes, o câncer de rim levou à necessidade de realização de 18 mil procedimentos de nefrectomia (retirada total ou parcial do órgão). O câncer renal corresponde a 3% dos tumores malignos urológicos e tem entre seus fatores de risco o tabagismo. A campanha está sendo realizada em junho, porque o Dia Mundial do Câncer de Rim será celebrado no dia 20 deste mês.
Por Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

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