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Nível do reservatório se recupera e abastecimento do Tangará e São Rafael também voltará ao normal.

 

SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) informa que o trabalho de troca da bomba antiga e instalação da nova no poço da Unidade de Produção, Reservação e Distribuição do Parque Douradinho, que teve início ontem, 16/10, foi concluído com êxito na terça-feira, 17/10. 
O Centro Operacional de Controle de Abastecimento – COCA, que funciona por telemetria dentro da sede administrativa da autarquia na Avenida Getúlio Vargas, já identifica a recuperação gradual do nível, que tem capacidade total de armazenamento de água de até 600m cúbicos.
O SAAE reitera, ainda, que apesar dessa retomada o caminhão pipa continuará percorrendo ruas dos três bairros (Douradinho, Tangará e São Rafael) até que o abastecimento de água aos moradores seja normalizado na sua plenitude.

SÃO CARLOS/SP - O ano de 2023 se aproxima do fim e nesta semana iremos memorar um pouco sobre o Halloween e saber como devemos nos proteger durante as compras.

O Halloween é conhecido como o Dia das Bruxas e é uma celebração popular de culto aos mortos.

A popularidade do Halloween é maior em alguns países de língua anglo-saxônica, especialmente nos EUA, onde o significado se refere à noite sagrada de 31 de outubro, véspera do feriado religioso do Dia de Todos os Santos.

No Brasil, embora a tradição seja menor, o consumidor que pretende comemorar o dia 31 deve “ligar o alerta” e como em qualquer outra data, aquele que deixou para comprar na última hora sua fantasia deve ficar atento a algumas dicas para aproveitar bem a festa de Halloween.

Durante a aquisição das fantasias no comércio, primeira orientação é pela famosa pesquisa de preços.

No caso das compras serem realizadas com vendedores ambulantes, estes também têm responsabilidades diante do Código de Proteção e Defesa do Consumidor, porém, é fundamental exigir documentos que comprovem a compra, tudo com o intuito de facilitar o cumprimento de seus direitos caso tenha problemas com o produto escolhido.

A diferença de preço entre comprar ou alugar fantasia varia bastante.  A dica é, se a fantasia será usada uma única vez, alugar pode ser uma boa opção.

Já no caso de diminuir os gastos, personalizar é uma ideia prática e barata. Ainda é possível criar uma fantasia enfeitando peças de roupas com lantejoulas, glitter, fitas, laços, imagens, penduricalhos e muito mais, o que vale é chamar a atenção e estar feliz.

Ao alugar fantasia, se atente no contrato, preço, data da retirada, data de devolver a peça e se haverá multa no caso de desistência da reserva e atraso na devolução.

Outra questão importante para evitar surpresas desagradáveis no dia da festa é verificar a composição do tecido ou outro material com o qual é confeccionado.  Lembro que a fantasia como qualquer outra roupa, deve apresentar na etiqueta as características têxteis do produto como composição, tratamento e cuidado para conservação e identificação do tamanho.

Saber a composição ajuda a evitar reações alérgicas a determinado tipo de tecido, especialmente no caso das crianças. Para as crianças têm fantasias próprias, por isso jamais compre uma fantasia de adulto para vestir uma criança. Nas embalagens das fantasias infantis há a indicação sobre a idade ideal do usuário, composição e o selo do INMETRO. NÃO COMPRE PRODUTO PIRATA!

Se o calor estiver muito forte por conta do tempo, use uma fantasia com tecido leve, que não armazene tanto calor para que nada atrapalhe a alegria da festa e cuidado para os docinhos não derreterem ou estragarem.  Se isso ocorrer, apronte bastante travessuras, com responsabilidade, é claro.

Atenção redobrada nos acessórios como máscaras e brinquedos infantis que também devem apresentar a etiqueta do INMETRO. As Máscaras, por exemplo, podem causar asfixia e outros brinquedos podem ter peças pequenas que podem ser engolidas pelas crianças. Verifique rigorosamente a faixa etária à qual o produto se destina e sempre procure o selo de segurança na embalagem, ele atestará que o produto não oferece risco aos consumidores.

Por hoje é só, gostosuras e travessuras à parte, na dúvida não compre!!!

 

 

 

*Dr. Joner Nery é advogado inscrito na OAB/SP sob o n° 263.064, pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho e Especialista em Direito do Consumidor, ex-diretor do Procon São Carlos/SP e ex-representante dos Procons da Região Central do Estado de São Paulo, membro da Comissão Permanente de Defesa do Consumidor da OAB/SP.

SÃO CARLOS/SP - A solenidade realizada na tarde de terça-feira (17/10), no Teatro Municipal “Dr Alderico Vieira Perdigão”, marcou a entrega do projeto arquitetônico para construção de uma unidade própria da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC) em uma área total de 33.114 metros quadrados, com 10 mil de construção, situada no Parque Eco Tecnológico Damha.
O projeto, elaborado pelo arquiteto Daniel Mattoso Argoud com recursos destinados por emenda parlamentar do vereador Elton Carvalho no valor de R$ 30 mil, foi entregue pelo diretor da FATEC São Carlos, José Roberto Garbin, aos secretários de Governo, Netto Donato, de Educação, Roselei Françoso e ao vereador Elton Carvalho
A Prefeitura de São Carlos doou a área para a instalação da unidade própria da FATEC e vai elaborar, agora, através da Secretaria Municipal de Obras Públicas, o projeto executivo, com custo aproximado de R$ 1 milhão e depois vai encaminhar ao Centro Paula Souza que vai realizar a licitação da obra com custo de mais de R$ 25 milhões com recursos do Governo do Estado. A previsão é que a construção tenha início em 2024.
A FATEC São Carlos terá 3 blocos, um auditório com capacidade para 330 pessoas, quadra poliesportiva, 18 salas de aula, 8 laboratórios de informática, salas de múltiplo uso, sala maker, ambiente para atividades de coworking, biblioteca, área administrativa e estacionamento com 120 vagas.
O projeto começou a ser elaborado em 2019 para construção de uma unidade funcional com disposição de salas para atender até 5 cursos de graduação. Hoje a FATEC oferece os cursos de graduação de gestão empresarial e gestão de recursos humanos e já tem um curso pronto na área de big data (ciência de dados), porém outras capacitações estão em análise para implantação na nova unidade.
“A FATEC tem uma grande missão social e só não conseguimos ampliar a nossa capacidade de oferecer novos cursos por falta de espaço e um local apropriado. A unidade própria vai viabilizar nossos projetos de expansão de pós-graduação, cursos de extensão para a comunidade (capacitação rápida), promovendo o crescimento da instituição na cidade”, destacou José Roberto Garbin, diretor da FATEC São Carlos.
O vereador Elton Carvalho recordou que a luta pela conquista da unidade da FATEC começou no seu primeiro mandato. “Consegui destinar uma emenda parlamentar de R$ 30 mil para a elaboração do projeto arquitetônico e agora o prefeito Airton Garcia confirmou a realização do projeto executivo para garantir a construção da unidade própria da FATEC na cidade. Uma instituição de ensino que vai oferecer novos cursos e gerar empregabilidade. Fico muito feliz por ser um aluno egresso da FATEC e só vamos conseguir crescer investindo na unidade própria, gerando novas oportunidades de capacitação profissional para a população”, destacou o vereador.  
O secretário de Educação, Roselei Françoso, disse que o gestor público tem papel fundamental no aproveitamento de oportunidades. “Eu me recordo da luta do vereador Elton Carvalho para depois aprovarmos por unanimidade na Câmara Municipal a lei que autorizou a doação da área para a construção da FATEC. Na gestão 2013/2014 também aprovamos a instalação de salas de aula da FATEC na Escola Estadual Esterina Placco, tive ainda a oportunidade de ter proximidade com o ex-secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, que em reunião na superintendência da Faculdade nos permitiu empenhar os recursos para a construção dessa unidade própria da FATEC e reforma da ETEC, uma grande conquista para essa administração que deu continuidade ao processo”, detalhou Françoso.
A FATEC é uma instituição pública que oferece cursos gratuitos de graduação tecnológica em um único período. Todos focados no mercado de trabalho atual.

Pesquisa convida voluntárias para responderem questionário online

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa na área de Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está mapeando estudantes estrangeiras com altas capacidades no contexto do Ensino Superior e, para isso, está convidando voluntárias para participação online. O objetivo é indicar altas capacidades em estudantes estrangeiras e analisar como se dá o contexto emocional dessas mulheres no Ensino Superior, assim como conhecer as suas características, suas dificuldades e/ou facilidades e áreas de interesse. 
"Altas capacidades ou altas habilidades ou superdotação (termo nomeado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) são potenciais acima da média apresentáveis pelas pessoas em uma área ou duas ou três combinadas. As áreas são: inteligência geral; acadêmica; liderança; criatividade; artística; psicomotricidade", explica Rosemeire de Araújo Rangni, professora do Departamento de Psicologia (DPsi) e coordenadora do estudo. 
A pesquisa, intitulada "Altas Capacidades: identificação e contexto emocional de estudantes estrangeiras de uma universidade federal", é desenvolvida pela doutoranda Ana Paula Santos de Oliveira, do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar, e tem apoio financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Como participar
A participação na pesquisa tem caráter voluntário e qualquer estudante estrangeira da graduação ou pós-graduação está apta a responder. Para participar, é preciso acessar, primeiramente, o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), que está disponível em dois idiomas: em Português (https://encurtador.com.br/fjJRZ) ou em Inglês (https://encurtador.com.br/fqJKV), e depois seguir para o questionário, também disponível nos dois idiomas: Português (https://encurtador.com.br/bwFO6) ou Inglês (https://encurtador.com.br/fDI29). O tempo para resposta é cerca de 17 minutos. Dúvidas podem ser esclarecidas, via e-mail, com a pesquisadora anapaulasantosoliveira@estudante.ufscar.br, ou com a professora Rosemeire Rangni Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 52922721.1.0000.5504).

SÃO CARLOS/SP - Um trabalhador foi à Central de Polícia Judiciária para registrar uma ocorrência de roubo na noite de ontem, 16, na região sul de São Carlos.

De acordo com seu relato, ele estava com veículo carregado de gás, quando ao parar para entregar um botijão na Rua Jayme Bruno, foi abordado por dois vagabundos armados. Sob fortes ameaças se apossou de um envelope contendo mais de R$ 1 mil, uma folha de cheque, o seu aparelho celular e sua carteira. Após o assalto a dupla adentrou ao bairro Antenor Garcia.

O B.O foi registrado.

SÃO CARLOS/SP - Um carro foi localizado pela Guarda Municipal na Av. Odete dos Santos, localizada no bairro de Residencial Monsenhor Romeu Tortorelli, em São Carlos.

Era por volta das 02h40 de hoje, 17, quando a viatura 649 em patrulhamento pelo bairro citado, avistou um gol no meio da via com o pisca alerta ligado, e ao realizar a consulta do emplacamento nada constava. Foi feito contato com o proprietário em sua residência, onde o mesmo informou que deixou seu veículo estacionado em frente a sua residência, ou seja, ele não sabia do furto. A vítima se deslocou até onde o veículo estava e informou que não tinham subtraído nada.

Diante dos fatos o veiculo foi liberado ao dono.

SÃO CARLOS/SP - A mãe de uma aluna da escola Estadual Arlindo Bitencourt, na Vila Monteiro, foi até a Polícia Civil registrar uma ocorrência de agressão contra sua filha de 13 anos.

De acordo com relatos da genitora, sua menina estava saindo da instituição de ensino, quando uma moça teria agarrado a menina e uma outra garota começou a agredir sua filha. Algumas pessoas que passavam pela rua e teriam visto foram intervir e teriam separado as envolvidas.

A vítima ao chegar em casa contou para mãe que não pensou duas vezes em registrar a ocorrência.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos iniciou na segunda-feira (16/10), pela Rua Rio Paraná, o recapeamento asfáltico no bairro Jockey Clube. No total serão investidos R$ 704.719,00 na recuperação de 12.826 metros quadrados de vias públicas.
A Prefeitura, por meio da Secretaria de Obras Públicas, também recuperou recentemente vias de outras regiões da cidade como do Antenor Garcia (17.824 m2), do Jardim Hikare (15.435 m2) e da avenida São Carlos, no trecho entre as ruas Raimundo Côrrea e Bento Carlos (5.071 m2). 
O secretário de Obras Públicas, João Muller, ressaltou a importância da continuidade do programa de recape da Prefeitura que chega agora ao Jockey Clube e que no total já ultrapassou 100 km de vias recuperadas entre área urbana e vicinais. “Desta forma nós damos sequência ao que foi determinado pelo prefeito Airton Garcia de tentar atingir o máximo possível de recape em nossa cidade, atendendo reivindicações dos moradores de diversas regiões”, ressaltou Muller. 
Vale ressaltar que o serviço de recape também já foi realizado em outros bairros da região sul e em algumas vias centrais, além dos distritos de Água Vermelha e de Santa Eudóxia.
Foram contemplados em etapas anteriores com o recape a Vila Conceição, incluindo a avenida Papa João Paulo VI, Jardim Gonzaga Parque Fher, Jardim São Paulo, avenida Getúlio Vargas, Vila Izabel, além das ruas Padre Teixeira e Campos Salles. Todos esses locais foram recapeados com recursos provenientes de operação de crédito realizado pela Prefeitura de São Carlos junto a Desenvolve SP, no valor total de R$ 14,9 milhões.
Na sua primeira administração do prefeito Airton Garcia (2017 a 2020) foram recapeados mais de 3.700 quarteirões de vias em diversas regiões da cidade.

A nova unidade escolar será inaugurada no próximo dia 27 de outubro

 

SÃO CARLOS/SP - O secretário municipal de Educação, Roselei Françoso, acompanhado das equipes técnica, pedagógica, administrativa e financeira, visitou na tarde desta segunda-feira (16/10), as obras de construção do Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Flávio Aparecido Ciaco, que será inaugurado no próximo dia 27 de outubro e vai atender 150 crianças de 0 a 6 anos, em período integral, que residem no Planalto Verde, Itatiaia e Vida Nova São Carlos.
A escola foi construída em área de 894,78 m² no final da Avenida Regit Arab, através de uma parceria entre a Prefeitura de São Carlos e o Governo do Estado de São Paulo, via Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), um investimento de R$ 2,7 milhões.
“Viemos verificar a conclusão dos trabalhos de construção do CEMEI e identificamos algumas questões e vamos notificar a empresa e o Governo do Estado, para resolução das deficiências apontadas pela supervisão escolar e equipe técnica como muros baixos com necessidade de instalação de concertina, instalação de playground, brinquedos, parte lúdica, instalação de 1.300 metros de grama, entre outros ajustes”, apontou o secretário Roselei Françoso. 
A visita técnica também deu parâmetros para a colocação do mobiliário da escola. A nova unidade é totalmente sustentável, com sanitários acessíveis, rouparia, fraldário, sala de uso múltiplo, de atividades, sala de educadores, refeitório, sala de amamentação, iluminação de led e também com claraboia nos corredores que garante iluminação natural, ampla cozinha, água quente e fria, berçário e boa infraestrutura de salas para garantir o sono das crianças das fases 1 e 2 na permanência integral. A unidade deverá receber, ainda, estacionamento para os professores.
“Nós contratamos os professores que estão em treinamento na Secretaria de Educação. Como estamos seguindo as orientações de abertura de escola, do código cível e da parte burocrática, na próxima segunda-feira (23/10) já teremos alunos na escola. Não dá para abrir a escola e depois correr atrás dos alunos, primeiro colocamos as crianças para depois inauguramos a obra”, frisou Roselei Françoso. 
Sobre a construção de uma creche escola para atender as famílias da região do Cidade Aracy, o secretário de Governo, Netto Donato, lembrou que a construção de escolas é uma preocupação constante do prefeito Airton Garcia. “Nesta região da cidade o governo do prefeito Airton Garcia já construiu várias unidades escolares como a EMEB Ulysses Ferreira Picollo e o CEMEI Carminda Nogueira de Castro Ferreira, o CEMEI Renato Jensen, no Zavaglia e o CEMEI Prof.ª Regina Aparecida Lima Melchíades no Parque Novo Mundo, porém como essa região da cidade está em permanente expansão, sempre é necessário buscar mais recursos para a abertura de novas vagas”, afirmou Netto. 
Acompanharam o secretário de Educação Roselei Françoso na visita a unidade escolar o diretor Administrativo, Celso Batista dos Santos, Roberto Rado, diretor de Manutenção, Ricardo José dos Santos, diretor de Almoxarifado e Logística, Ligia de Almeida Correia dos Reis, supervisora de ensino e Otoniel Filho, supervisor de unidade.

Negação do racismo e estatísticas no Brasil exigem debate constante

 

SÃO CARLOS/SP - Racismo. Um prática inaceitável que ainda é tão presente no dia a dia dos brasileiros. Como isso é possível? Com o objetivo de refletir sobre questões como essa e contribuir para o combate a todas as formas de discriminação, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) lançou a campanha "Discriminação não cabe na UFSCar. Aprenda, ensine: violência é crime", no último dia 6 de outubro, quando recebeu o Ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, que proferiu a Aula Magna "Vida universitária como oportunidade de encontro e formação da diversidade, contra a violência e pela equidade".
Racismo é um processo articulado de exclusão e segregação de um determinado grupo, comunidade ou pessoa com base em seu fenótipo racial e/ou sua origem cultural, conforme explica Simone de Oliveira Mestre, professora do Departamento de Teorias e Práticas Pedagógicas (DTPP) da UFSCar: "O racismo é uma problemática complexa e pode ser identificado e classificado de diversas formas - como recreativo, institucional, individual, estrutural, cultural, religioso, entre outros".
Para ela, um dos principais desafios enfrentados no Brasil é a negação do racismo, que tem como base o mito da democracia racial, e o desconhecimento do papel da cultura afro-brasileira para a formação da sociedade. Segundo a docente, "o mito da democracia racial ainda alimenta no imaginário social uma crença equivocada de que vivemos em um País sem exclusão racial, ao passo que impulsionou um processo de negação e o apagamento da cultura negra em nossa história".
Os números apresentados pela professora escancaram como o racismo está presente na sociedade e em nosso cotidiano. Segundo dados da pesquisa Desigualdades Sociais por Cor e Raça do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, as pessoas pretas e pardas representam 75,2% da camada mais pobre do País; 64,2% estão na fila do desemprego; e somente 29,9% estão ocupando cargos de destaques no campo profissional. "Esses números refletem a exclusão social de pessoas negras como um dos desdobramentos dos efeitos históricos do passado escravista brasileiro, que além das inúmeras violências, negou para essa população acesso a direitos básicos e possibilidades de desenvolvimento", analisa Simone Mestre.
Para Sarah Lís, coordenadora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab) da UFSCar e servidora técnico-administrativa, a forma como a temática racial é tratada é inaceitável. "O passado racial do nosso País não foi tranquilo e estamos vendo as consequências ao longo do tempo até os dias de hoje, em que a violência e o racismo acontecem pelo viés psicológico, físico e emocional", explica.
Lís cita exemplos que mostram como essa violência está incrustada no dia a dia de todos os indivíduos, através de "notícias da mídia ou em espaços próximos de nós". Um exemplo é a "descrição absurda que orienta as ações do trabalho da polícia, em que para 'pessoa suspeita' é descrita a pessoa negra". Além disso, "as abordagens em estradas e vias públicas são registradas como mais agressivas - podendo chegar à morte", quando dirigidas a pessoas negras. Outro exemplo são os procedimentos de vigilância e segurança em estabelecimentos como lojas, supermercados, entre outros, que também "são focados mais para as pessoas negras e têm como orientação a agressão". Para a coordenadora do Neab/UFSCar, essas ações são "nitidamente permeadas pela classificação racial, em que as pessoas se julgam superiores ao sujeito negro a ponto de se acharem no direito de agredir, violar ou tirar a vida dessa outra pessoa".

Debate
Seja pela complexidade da questão, seja pelas inúmeras ocorrências diárias, o debate sobre o racismo é contínuo e necessário. "É chocante pensar como a base do pensamento racista foi construída no imaginário das pessoas, sendo tão enraizada a ponto de fazer com que as práticas racistas sejam realizadas e perpetuadas de forma tão comum", declara Lís. "E quando trazemos o debate oposto, antirracista, com uma educação e pensamento de consciência racial, as pessoas têm dificuldade de compreender; e, quando compreendem, sentem dificuldade de colocar em prática. Considero a desconstrução dessa estrutura do racismo muito complexa", completa.
A complexidade do racismo faz com que a própria comunidade negra pense e estude a melhor forma de lidar com o problema. Um exemplo são as designações - afrodescendente, afro-brasileiro, preto, negro, entre outros. "O ato de nomear não é apenas inserir um nome, mas, sim, atribuir um sentido para si e no mundo. Então, de forma muito resumida, se fizermos um brevíssimo histórico dos termos usados para se referir à população negra no Brasil, iremos perceber que foi se transformando: caboclo, cafuso, mulato, moreno, pardo, preto, negro, afrodescendente, afro-brasileiro", elenca Lís.
Ela explica que o "termo afrodescendente surge no período de escravidão. No período colonial, o contato e a miscigenação dos povos africanos e brasileiros deu origem a essa nomenclatura, mas de forma a caracterizar os filhos e filhas de africanos presentes no Brasil. Já o termo afro-brasileiro vem sendo discutido como um termo que traz não apenas a memória dos negros escravizados da forma como ocorreu no Brasil, mas também no processo de se ver e ser visto como sujeito negro durante a história no País", diferencia a coordenadora do Neab/UFSCar.
Segundo ela, ainda vemos o surgimento ou a supressão de termos, mas esse movimento mostra que a população vem discutindo como se autodenominar: "Hoje a população negra está na continuidade desse debate, em que vemos em circulação termos como 'afro-brasileiro', 'negro' e 'preto', cada vez mais caminhamos por escolhas de termos que nos reafirmem enquanto sujeitos no mundo", detalha Lís.
Apesar de a população estar em constante construção sobre essas relações, Lís avalia que o efeito do racismo ainda é muito profundo. "É preciso que a população de forma geral esteja inserida no debate das questões raciais, não de forma superficial, mas comprometida com essas discussões. Assim conseguiremos ter condições, de forma conjunta, de ir cada vez mais combatendo essa estrutura racista para caminhar ao objetivo que queremos: uma sociedade mais justa com sujeitos que sabem quem são, sua história e onde querem chegar de forma digna e plena", completa Sarah Lís.
Lembrando a célebre frase da filósofa estadunidense Angela Davis, numa sociedade racista, "não basta não ser racista. É preciso ser antirracista".

Serviço
Racismo é crime. Em caso de emergência, acione a Polícia Militar pelo Disque 190. Se o crime já aconteceu, procure uma autoridade policial para registrar a ocorrência. Para mais orientações sobre o assunto, acesse a cartilha "Discriminação étnico-racial", do Ministério da Justiça e Cidadania, em https://bit.ly/cartilha-discriminação-etnico-racial.

Sobre a campanha "Discriminação não cabe na UFSCar"A campanha "Discriminação não cabe na UFSCar. Aprenda, ensine: Violência é crime" é uma estratégia para realizar um movimento educativo com a comunidade, a fim de que todas as pessoas possam perceber o quanto são violentas em suas atitudes cotidianas, mudando seu comportamento. Ela também tem o papel de mostrar que qualquer ato de violência é passível de investigação e punição perante a lei. 
"Somos uma comunidade humana e plural. Combater todos os tipos de violência é importante para garantir o convívio pacífico e, mais que isso, permitir com que as diferentes visões de mundo se encontrem e permitam, com isso, a construção de um conhecimento plural, diverso, elaborado a partir de diferentes pontos de vista, experiências e culturas. Não é possível viver em uma sociedade de paz sem combater todos os tipos de violência", afirma o Secretário Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE), Vinícius Nascimento.
No escopo da campanha, "queremos vestir os campi com cartazes, flyers, adesivos e promover diferentes tipos de ações educativas como rodas de conversa, diálogos e atividades culturais, tudo com o propósito de mitigar a violência, construir uma cultura da paz e promover a diversidade", destaca ele.
"Cada pessoa da comunidade UFSCar precisa se enxergar como um instrumento dessa transformação. A mudança exige o trabalho diário, a partir do diálogo franco e do forte engajamento de todas e todos", conclui Ana Beatriz de Oliveira, Reitora da Universidade.

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