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Tecnologia utiliza eletrodos cilíndricos e insumos nacionais, reduz o risco de vazamentos e foi desenvolvida para o armazenamento de energia em larga escala, contribuindo para a integração de fontes renováveis e para a redução da dependência de geradores a diesel
 

 

CAMPINAS/SP - Sol e vento são fontes de energia abundantes, mas intermitentes. Para que a eletricidade gerada possa ser usada quando o sol não brilha ou o vento não sopra, é preciso armazená-la, como em um reservatório que guarda energia para depois. Pesquisadores da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ligados ao grupo de pesquisa Brazilian Renewable Energies (BREnergies), desenvolveram uma nova arquitetura de bateria de fluxo que pode tornar esse armazenamento mais seguro, barato e simples de montar.

A tecnologia foi desenvolvida durante o doutorado de João Pedro Aguiar dos Santos, engenheiro eletricista graduado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás e mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Unicamp. No mestrado, ele havia estudado supercapacitores, baterias de íon lítio e de íons de sódio. No doutorado, sob orientação do professor César Pagan e coorientação do professor Hudson Zanin, ambos da FEEC, voltou-se às baterias de fluxo, capazes de armazenar grandes quantidades de energia.

As baterias de fluxo tradicionais funcionam como um conjunto de placas empilhadas, ligadas a mangueiras e bombas externas que fazem o eletrólito circular. Esse sistema sofre com vazamentos frequentes, e o risco cresce junto com o tamanho do conjunto de baterias. Outro problema comum é o crescimento de dendritos, pequenas estruturas que se formam dentro da bateria e podem causar curto-circuito.
 

Um novo formato para resolver problemas antigos

Em suas pesquisas, Santos percebeu que não existia equipamento pronto no mercado para montar o tipo de bateria que vislumbrava. Por isso, teve que construí-la do zero, e foi dessa dificuldade que surgiu um pedido de patente mais adiante, depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp.  

“Durante os estudos, percebi que não existia nenhum tipo de design ou setup experimental que pudéssemos comprar para montar a bateria. Isso foi um grande desafio, porque tivemos que montar desde as células até os reatores maiores para fazer os experimentos no laboratório”, explica o engenheiro.


Em vez de empilhar placas paralelas, como fazem as baterias tradicionais, os inventores criaram um design cilíndrico. A bateria tem um eletrodo em formato de anel grande e outro em formato de anel pequeno, um dentro do outro, com as faces voltadas uma para a outra. As células ficam seladas individualmente e podem ser conectadas em série sem precisar ser empilhadas, o que reduz bastante o risco de vazamento de eletrólitos.

Outro destaque está na forma como o eletrólito circula dentro da bateria. As baterias de fluxo tradicionais dependem de bombas e mangueiras externas, que podem entupir ou quebrar e exigem desmontar todo o sistema para consertar. No design proposto pela nova tecnologia, uma pequena turbina gira dentro da própria bateria e faz o eletrólito circular internamente, sem mangueiras. Isso elimina um dos pontos mais frágeis das baterias de fluxo atuais.

O desenvolvimento da tecnologia como um todo envolveu conhecimentos de diferentes áreas. “Foi um sistema multidisciplinar, unindo engenharia mecânica, eletrônica e eletroquímica, e tivemos que construir tudo do zero”, explica Santos.
 

Desempenho superior em testes de laboratório

Em testes de carga e descarga, a bateria de fluxo giratório alcançou aproximadamente 400 ciclos sem aditivos no eletrólito, superando resultados da literatura, nos quais sistemas semelhantes nas mesma condições não ultrapassaram cerca de 100 ciclos devido ao crescimento de dendritos. Segundo o engenheiro, o ensaio foi interrompido por uma limitação mecânica do anel coletor rotativo que faz o contado elétrico do eletrodo interno, não por falha eletroquímica. Com melhorias nesse componente e o uso de aditivos, a expectativa é superar 3 mil ciclos e melhorar o seu desempenho elétrico.

A bateria apresentou ainda 98% de eficiência de carga e cerca de 82% de eficiência de energia, devolvendo a maior parte da energia armazenada e perdendo pouco em forma de calor. Valores acima de 80% já são considerados bons para esse tipo de armazenamento. Em teste prático, a bateria funcionou duas horas seguidas, alimentando LEDs e um ventilador.

Os pesquisadores também desenvolveram um sistema de gerenciamento da bateria composto por uma placa e um software que monitoram parâmetros como tensão, corrente, temperatura, pH – nível de acidez ou alcalinidade – e condutividade da solução. O sistema inclui ainda uma câmera endoscópica para observar a formação de dendritos, o que permite identificar sinais de risco antes que comprometam o funcionamento da bateria.

O acompanhamento dessas variáveis permite avaliar o desempenho e o envelhecimento da bateria e orienta as próximas etapas da pesquisa, que devem investigar aspectos como condutividade e durabilidade.

Insumos nacionais e reciclagem já estabelecida no Brasil

Além da arquitetura, outro diferencial é a possibilidade de construir a bateria com insumos disponíveis no Brasil, como grafite, motores, peças mecânicas e eletrólitos à base de água, que não são inflamáveis. O design também pode ser adaptado a três composições químicas diferentes. Nos testes, os pesquisadores utilizaram uma versão solúvel baseada em íons de chumbo dissolvidos em um eletrólito aquoso, aproveitando também a cadeia de reciclagem de chumbo já consolidada no país, capaz de recuperar mais de 98% do material.

A diferença em relação às baterias de chumbo-ácido tradicionais está nos eletrodos usados. As baterias comuns usam placas sólidas de chumbo, que se desgastam com o tempo, enquanto na versão dos inventores os eletrodos são feitos apenas de grafite, e o chumbo fica dissolvido na solução, formando depósitos que voltam integralmente para o líquido depois.

Uma bateria de chumbo-ácido tradicional perde mais de 30% da capacidade depois de 400 ciclos, enquanto esta manteve toda a eficiência no mesmo período. A expectativa é que a bateria dure até 20 anos, já que, quando o eletrólito se degrada, basta trocá-lo por um novo.

Outra vantagem é o uso do ácido metanossulfônico (MSA) em substituição ao ácido sulfúrico. O MSA é biodegradável e considerado menos tóxico e corrosivo que ácidos minerais tradicionalmente empregados em aplicações desse tipo.
 

Aplicação em energia renovável

Quanto às aplicações, a bateria foi projetada para armazenamento estacionário de energia em grande escala, com potencial para compor sistemas BESS (Battery Energy Storage Systems), normalmente conectados a usinas solares e eólicas ou diretamente à rede elétrica. Nesses sistemas, a energia é armazenada nos períodos de maior geração e utilizada posteriormente nos momentos de maior demanda, contribuindo para aumentar a flexibilidade, a estabilidade e a segurança do sistema elétrico.

Esse tipo de aplicação ganhou relevância no Brasil com as discussões relacionadas ao Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP) para sistemas de armazenamento. Nesse contexto, a bateria de fluxo giratório pode atuar como uma solução nacional de armazenamento de longa duração. Outra aplicação é a redução do chamado curtailment, situação em que parte da geração de uma usina solar ou eólica precisa ser limitada porque a rede não consegue absorver ou transportar toda a energia produzida naquele momento.

Em sistemas isolados ou regiões que ainda dependem de geração térmica, a tecnologia pode substituir geradores a diesel, cuja eficiência é inferior a 40% e que apresentam emissões significativas de dióxido de carbono. Santos ressalta que, pelas características da tecnologia, sua aplicação é voltada principalmente ao armazenamento estacionário de energia, e não à mobilidade elétrica, como carros, ônibus ou caminhões.
Para chegar ao mercado, a tecnologia precisa ser licenciada por empresas interessadas em dar continuidade ao seu desenvolvimento e criar soluções de armazenamento de energia. A Agência de Inovação Inova Unicamp conecta essa e outras pesquisas e tecnologias a empresas e instituições interessadas em transferência de tecnologia. O contato inicial com a Inova deve ser feito por meio de um formulário de conexão disponível no site da Agência.

Novos estudos identificaram o potencial da casca da jabuticaba para atuar na modulação da microbiota intestinal. A tecnologia foi desenvolvida pela Unicamp em cotitularidade com a empresa-filha Rubian Extratos.


CAMPINAS/SP - Nativa da Mata Atlântica, de cor escura e conhecida por suas propriedades antioxidantes, a jabuticaba já havia demonstrado potencial para auxiliar no controle do peso e na saúde metabólica em pesquisas desenvolvidas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Agora, uma nova tecnologia derivada desses estudos amplia as possibilidades de aplicação da fruta, com foco na modulação da microbiota intestinal.


A nova tecnologia representa uma continuidade dos estudos iniciados na Universidade e liderados pelo professor Mário Roberto Maróstica Junior sobre os benefícios dos compostos fenólicos presentes na casca da jabuticaba, estudos que também resultaram em uma invenção anterior. Enquanto a primeira tecnologia demonstrou os efeitos da fruta para o sobrepeso e a obesidade, a nova invenção ampliou a aplicação ao investigar sua atuação na microbiota intestinal. Os resultados mostraram que compostos bioativos presentes na casca da fruta podem atuar como prebióticos, ou seja, alimentos para microrganismos benéficos do intestino.


As duas tecnologias relacionadas ao extrato de jabuticaba receberam proteção por patente e foram licenciadas com o apoio e a estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp para a Rubian Extratos, empresa-filha da Unicamp criada a partir da competição de empreendedorismo Desafio Unicamp. Com base na primeira tecnologia, a empresa desenvolveu e levou ao mercado um extrato de jabuticaba para distúrbios metabólicos em pessoas com sobrepeso. Paralelamente, os pesquisadores da Rubian Extratos deram continuidade aos estudos para aprofundar o entendimento sobre os mecanismos de ação dos compostos fenólicos presentes na casca da jabuticaba e seus potenciais efeitos no organismo.


Jabuticaba atua na saúde metabólica e microbiota intestinal 


Os compostos fenólicos são substâncias naturais produzidas pelos vegetais e conhecidas por suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Como atuam de forma sistêmica no organismo, os pesquisadores levantaram a hipótese de que os benefícios observados poderiam estar relacionados também à microbiota intestinal, conjunto de microrganismos que habitam o trato digestivo e desempenham papel importante na saúde humana.


Grande parte desses compostos está concentrada na casca da jabuticaba, que representa entre 30% e 45% do peso da fruta, e normalmente é descartada após o processamento. O aproveitamento desse resíduo agroindustrial permitiu ampliar as pesquisas sobre os potenciais benefícios da fruta para a saúde humana, transformando um material antes descartado em fonte de compostos bioativos.

 

“Temos parceiros que geram esses resíduos e disponibilizam o material para as pesquisas e para o desenvolvimento das tecnologias. Com isso, conseguimos aproveitar um recurso que seria descartado, favorecendo uma cadeia mais sustentável e reduzindo impactos ambientais. Isso nos levou até mesmo a receber a Certificação Upcycled padrão Ouro em 2025 pela utilização de resíduos agroindustriais”, explica Eduardo Cesar Andreo Aledo, sócio-fundador da Rubian Extratos.


Para investigar a relação entre os compostos fenólicos e a microbiota intestinal, os pesquisadores utilizaram amostras de microbiota de indivíduos obesos e avaliaram os efeitos do extrato de jabuticaba sobre a diversidade bacteriana. Os resultados demonstraram aumento de bactérias associadas à saúde intestinal e redução de grupos potencialmente prejudiciais, indicando que o composto pode contribuir para o equilíbrio do ecossistema intestinal. Os pesquisadores também observaram indícios de proteção da barreira intestinal diante de estímulos inflamatórios, condição frequentemente associada à obesidade.

 

“Os resultados ampliam o entendimento sobre os benefícios da casca da jabuticaba e reforçam seu potencial como ingrediente funcional para a promoção da saúde intestinal”, afirma Aline Rissetti Roquetto, pesquisadora da Rubian Extratos.


Parte dos estudos foi realizada com o auxílio do SHIME (Simulator of the Human Intestinal Microbial Ecosystem), um sistema que reproduz em laboratório as condições do trato gastrointestinal humano, simulando as etapas de digestão.
A ferramenta permitiu que os pesquisadores acompanhassem o comportamento dos compostos presentes na jabuticaba ao longo do processo digestivo e avaliassem seus efeitos sobre a microbiota intestinal em condições controladas.


Comercialização e regulamentação


Paralelamente ao desenvolvimento da tecnologia, a Rubian Extratos trabalhou para ampliar as possibilidades de comercialização do ingrediente. A empresa obteve junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a inclusão do extrato em sua lista positiva - substâncias previamente avaliadas e consideradas seguras-, etapa que abre caminho para sua utilização em produtos do mercado industrial de suplementos alimentares.


Atualmente, o ingrediente já é comercializado para o segmento magistral, destinado à manipulação mediante prescrição médica. Com a nova autorização regulatória, a expectativa da empresa é ampliar sua atuação para o mercado industrial ainda neste ano, permitindo que o composto seja incorporado a produtos destinados ao consumidor final.


A Rubian Extratos atua no modelo business-to-business (B2B), fornecendo o ingrediente para empresas interessadas em desenvolver produtos a partir da tecnologia. O extrato, com o nome de Longevity, é comercializado na forma de pó e distribuído para parceiros comerciais.


Em 2025, o Longevity recebeu o prêmio de ingrediente mais inovador na Food Ingredients South America (FiSA), feira voltada para o mercado de ingredientes alimentícios. O FI Awards é uma premiação realizada durante a feira que reconhece soluções criativas e promissoras em pesquisa e desenvolvimento para alimentos e bebidas.


Como licenciar uma tecnologia da Unicamp


O desenvolvimento da nova tecnologia ilustra um ciclo completo de inovação. Após licenciar a primeira patente relacionada aos benefícios da casca da jabuticaba, a Rubian Extratos aprofundou as pesquisas sobre o ingrediente e gerou novos conhecimentos que resultaram em um segundo pedido de patente. Nesse processo, a Unicamp tornou-se cotitular da nova tecnologia, demonstrando como a transferência de conhecimento pode estimular o desenvolvimento de novas soluções e fortalecer a parceria entre universidade e empresa.


A Inova Unicamp disponibiliza no Portfólio de Tecnologias da Unicamp uma vitrine tecnológica. Empresas e instituições públicas ou privadas podem licenciar a propriedade intelectual desenvolvida na Unicamp, com ou sem exclusividade, tais como patentes, cultivares, marcas, software e know how. O contato e a negociação são realizados diretamente com a Agência de Inovação da Unicamp pelo formulário de conexão com empresas. A Inova Unicamp também oferta ativamente as tecnologias para as empresas, com a intenção de que o conhecimento gerado na Universidade chegue ao mercado e à sociedade.

Para conhecer outros casos de licenciamento de tecnologias da Unicamp, acesse o site da Inova.


Prêmio Inventores 2026


Esta é a 19ª edição do Prêmio Inventores que a Inova Unicamp organiza com o propósito de reconhecer e valorizar os inventores engajados na transferência de tecnologias da Universidade e na criação de empresas spin-offs acadêmicas.


Inventores Premiados


Aline Rissetti Roquetto (Rubian Extratos), Eduardo Cesar Andreo Aledo (Rubian Extratos) e Philipe dos Santos (Rubian Extratos) foram premiados na categoria Propriedade Intelectual Licenciada no Prêmio Inventores 2026.

Confira a lista completa de todos os premiados no site do Prêmio Inventores da Unicamp.


Programação de homenagens de 2026


A Inova Unicamp organizou uma série de homenagens em comemoração ao Prêmio Inventores de 2026, como as reportagens relacionadas a casos premiados, disponíveis para leitura nos sites da Inova Unicamp e do Prêmio Inventores.

No dia 4 de agosto, a Inova Unicamp também promove um evento presencial, compartilhando casos de sucesso na proteção da propriedade intelectual e na transferência de tecnologia da Universidade. Faça sua inscrição gratuita aqui.

O Prêmio Inventores 2026 tem o apoio institucional do Lumina, o Fundo Patrimonial da Unicamp, e o patrocínio de ClarkeModet e FM2S.

O selo objetiva fortalecer o vínculo das empresas-filhas cadastradas com a Unicamp e garantir integridade visual ao ecossistema empreendedor da Universidade


CAMPINAS/SP - A Agência de Inovação da Universidade Estadual de Campinas (Inova Unicamp) fez e lançou o selo oficial de empresa-filha da Unicamp, exclusivo para negócios cadastrados na base da Inova Unicamp, no 20º Encontro Anual Unicamp Ventures. A obtenção e o uso do selo são respaldados pela Resolução nº 30/2025 — aprovada na Procuradoria Geral da Unicamp e publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo.


Desenvolvido pela área de comunicação da Inova Unicamp, o selo objetiva fortalecer o elo das mais de 1.500 empresas-filhas ativas com a Universidade, aumentar o senso de pertencimento e garantir integridade visual ao ecossistema empreendedor da Unicamp.


O que são as empresas-filhas da Unicamp?


As empresas-filhas são empreendimentos criados por alunos, egressos e profissionais que têm ou tiveram vínculo formal com a Unicamp; ou as startups incubadas e graduadas na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Unicamp (Incamp); ou ainda as empresas spin-offs acadêmicas, criadas a partir de pesquisas e do conhecimento produzido na Unicamp, independentemente de consistirem em ativos de propriedade intelectual protegidos ou não.


A empresa que desejar se cadastrar como filha da Unicamp deverá submeter sua solicitação à Inova Unicamp, neste formulário. Feito isso e com o cadastro aprovado, a empresa poderá usufruir de todos os benefícios disponíveis para empresas-filhas cadastradas, como obter e usar o selo oficial.

Onde usar o selo de empresa-filha da Unicamp e o que evitar


O uso do selo é guiado por um manual de orientação que demonstra boas práticas de utilização e o que não fazer.


Exemplos de usos PERMITIDOS: o selo deve ser aplicado em comunicações que reforcem a identidade da empresa-filha. É permitido o uso em sites e redes sociais, apresentações, assinaturas de e-mails e materiais de divulgação em feiras, eventos e reuniões.


Exemplos de usos NÃO PERMITIDOS: é proibido o uso em embalagens de produtos ou elementos de entrega de serviços, como uniformes, equipamentos ou frotas. O uso em materiais legais, contábeis ou financeiros (cartões de visita, papel timbrado ou notas fiscais) também não é permitido. Ainda não deve ser usado de forma que sugira aprovação de serviços ou produtos, associação ou participação acionária.


Como obter o selo de empresa-filha da Unicamp


A Resolução nº 30/2025 corrobora que toda empresa-filha cadastrada poderá obter o selo. Para isso:

  • A Inova Unicamp enviará um e-mail orientativo, com manual e formulário de ciência e concordância do uso e interesse em obter o selo, para os e-mails das empresas-filhas cadastradas.
  • As empresas devem responder ao formulário e atestar ciência das orientações de uso.
  • As informações do formulário serão avaliadas pela Inova Unicamp. Estando tudo correto, assim como atestado o de acordo com as regras de uso, o selo e o manual serão enviados para o e-mail informado no formulário.

O selo é exclusivo para empresas-filhas autorizadas mediante o preenchimento e a validação das informações fornecidas no formulário. A infração às regras de utilização resultará na revogação da autorização de uso do selo.

 

“O selo é uma ferramenta de comunicação que permitirá à empresa-filha mostrar seu vínculo com a Unicamp ao mercado. Por isso, elaboramos, com apoio da área jurídica da Inova, o manual de orientação para a aplicação do selo ser correta e profissional, resguardando a integridade da identidade visual e evitando usos que sugerem aprovação de serviços ou participação acionária, por exemplo”, destaca Kátia Kishi, supervisora de comunicação da Inova Unicamp, área responsável pelo relacionamento entre as empresas-filhas e pela identidade visual do selo e do manual.
 

As empresas-filhas recém-cadastradas receberão o formulário no e-mail de boas-vindas. Esse método garantirá a adesão contínua ao selo, integrada ao processo de cadastramento.


“O cadastro é essencial para a conformidade e exclusividade do uso do selo. Seremos responsáveis por integrar o formulário às boas-vindas das novas empresas cadastradas e por validar os dados das empresas que demonstrarem interesse no selo. Assim, os empreendedores ficarão cientes das regras e prontos para desfrutar do selo desde o início do nosso relacionamento”, comenta Mariana Zanatta Inglez, coordenadora de ambientes de inovação e empreendedorismo da Inova Unicamp, área responsável pelo cadastro das empresas-filhas.


Faça ou atualize seu cadastro aqui!

O programa de computador foi desenvolvido durante uma pesquisa de doutorado na Faculdade de Enfermagem da Unicamp e está disponível para licenciamento
 

CAMPINAS/SP - Pesquisadoras da Faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Campinas (FEnf Unicamp) desenvolveram uma tecnologia capaz de monitorar o consumo diário de sal com o objetivo de reduzi-lo e prevenir doenças desencadeadas pela excessiva ingestão. O aplicativo chamado “Sal na Medida” foi desenvolvido como um aliado à saúde, tendo em vista que o consumo excessivo de sal está associado ao aumento do risco de diversas doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, osteoporose e o câncer de estômago.
 

A tecnologia foi registrada como um programa de computador no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) com o suporte e estratégia da Agência de Inovação Inova Unicamp e pode ser disponibilizada como um aplicativo móvel de celular, compatível com o sistema Android. Com foco na saúde, a invenção se mantém alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) – o de número 3 (Saúde e Bem-estar), devido à prevenção e controle de doenças mediante o acompanhamento da ferramenta.
 

O aplicativo foca na redução do uso do sal durante o preparo das refeições, o que tem sido evidenciado como a principal fonte de consumo do nutriente pela população brasileira. O programa atua a partir dos dados fornecidos pelo usuário, como o número de colheres utilizadas nos preparos do almoço e jantar e quantas pessoas fazem a refeição no domicílio. Assim, é contabilizado o consumo do sal individual, além de disponibilizar informações sobre os riscos do excesso e possíveis substituições por meio do uso de temperos naturais e receitas caseiras. A plataforma atua com o referencial de consumo de 3,5 gramas diárias de sal por pessoa (equivalente a uma colher de chá).
 

As responsáveis pelo desenvolvimento da tecnologia são: a doutora em Ciências da Saúde pela FEnf Unicamp, Milena Sia Perin, cuja pesquisa contou com a orientação da professora Marilia Estevam Cornélio da FEnf e coorientação da professora Maria Cecília Bueno Jayme Gallani da “Universidade Laval” (Quebec, Canadá). Segundo as pesquisadoras, o aplicativo é o único disponível em território nacional com enfoque no acompanhamento e na promoção do consumo saudável de sal, e compete apenas com outro similar fora do país, mas que se restringe ao uso de pessoas com hipertensão arterial.

 

A tecnologia contou com o financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e está disponível para o licenciamento de empresas e instituições parceiras, que possam atuar junto de seu desenvolvimento complementar e disponibilizar o aplicativo à população. A ferramenta permite o uso em escala de maneira simples, mediante o download do programa no aparelho celular – o que demanda apenas o investimento em atualizações periódicas para que a tecnologia permaneça ativa nas plataformas digitais.


O “Sal na Medida” também disponibiliza uma adaptação do programa para se tornar compatível com o sistema IOS, além da sua migração para as páginas de computador – acessível no formato web. Como resultado do uso, há um banco de dados estratégico, formado de maneira autônoma pelos usuários.

A análise dos dados permite traçar a projeção de diversos tipos de comportamento alimentar e perfis populacionais, de acordo com diferentes regiões e grupos – o que torna a ferramenta uma aliada na área da saúde. “Essa é uma tecnologia que permite não só tratar uma condição, mas ampliar a sua implementação na área da saúde, sem restrições de atuação e com alcance em escala”, destaca Cornélio.


Tecnologia desenvolvida com base em metodologia inglesa


A tecnologia conta com uma abordagem científica comprovada entre os participantes durante o seu processo de pesquisa, que demonstrou a queda no consumo do sal – de 4,6 g para 3,5 g no final do estudo, além de 67% dos participantes demonstrarem disposição em continuar reduzindo a ingestão de sal. A base para o desenvolvimento do aplicativo é o modelo “Roda da Mudança de Comportamento“, criado por pesquisadores no Reino Unido de forma a orientar o planejamento de estratégias mais eficazes para mudanças em intervenções comportamentais.


Os estudos prévios ao desenvolvimento do aplicativo fez com que as pesquisadoras pudessem identificar e elencar os fatores que estimulam o excesso no consumo do sal, como a preferência por comidas mais temperadas, além das adequações para a mudança do comportamento.

Embora já esteja desenvolvida como aplicativo, a tecnologia ainda não está disponível ao público, uma vez que depende do licenciamento por parte de uma empresa ou instituição interessada.


Como licenciar uma tecnologia na Unicamp


A Inova Unicamp disponibiliza no Portfólio de Tecnologias da Unicamp uma vitrine tecnológica. Empresas e instituições públicas ou privadas podem licenciar a propriedade intelectual desenvolvida na Unicamp, com ou sem exclusividade, tais como patentes, cultivares, marcas, programa de computador e know-how. O contato para interessados no licenciamento de tecnologias da Universidade é realizado diretamente com a Agência de Inovação da Unicamp pelo formulário de conexão com empresas.

CAMPINAS/SP - A Universidade de Campinas (Unicamp) divulgou a ampliação de uma semana no prazo de inscrições para o vestibular de 2026.

Inicialmente, o término do período de inscrições seria às 17 horas desta segunda, mas, agora, os interessados poderão se candidatar até o dia 8 de setembro, próxima segunda-feira, no mesmo horário.

As inscrições devem ser feitas somente pelo site da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest).

No comunicado que prorrogou o prazo, não há menção dos motivos que levaram à decisão. A data limite para o pagamento da taxa de inscrição, de R$ 221,00, não foi alterada e permanece em 8 de setembro.

Na página do Vestibular 2026 na internet, os interessados podem consultar o Manual do Ingresso 2026, com as datas de interesse, informações sobre os cursos, etapas e documentos. O exame oferecerá 2.520 vagas, das 3.368 previstas para ingressantes no próximo ano.  

O vestibular da Unicamp inaugura a série de exames de ingresso nas estaduais paulistas, no dia 26 de outubro, seguido pelos exames da Unesp, em 02 de novembro, e da Fuvest, em 23 de novembro.

Já o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) vai ocorrer nos dias 09 e 16 de novembro e seleciona para as universidades federais através do Sistema de Seleção Unificada (SISU).

Candidatos com provas de habilidades específicas têm de ficar atentos, pois há datas além daquelas das provas gerais. Candidatos aos cursos de música, por exemplo, serão avaliados a partir de vídeos enviados remotamente, pela internet, entre os dias 15 e 30 de setembro.

Neste ano, 9.404 candidatos foram contemplados com a isenção da taxa de inscrição, que valerá tanto para o Vestibular Unicamp 2026 como para a modalidade Enem-Unicamp 2026.

No exame realizado em 2024, para ingresso neste ano, mais de 63 mil candidatos disputaram as vagas da instituição.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

CAMPINAS/SP - Onça parda, lobo guará, guaxinim, veado, cachorro do mato. Esses são alguns dos animais que circulam nos arredores do campus da Unicamp em Campinas. Junto à flora da Mata Atlântica, as espécies compõem as belezas nativas do território. No entanto, estão em situação de risco devido ao avanço da urbanização e à derrubada da mata. Para permitir o trânsito seguro dos animais e recuperar as espécies da flora, o Projeto Corredores Ecológicos no Campus da Unicamp e Região foi aprovado pela Comissão de Planejamento Estratégico Institucional da Universidade (Copei).

Os corredores ecológicos irão restabelecer e conectar remanescentes de mata nativa na região da Fazenda Argentina, área de 1,4 milhão de metros quadrados adquirida pela Unicamp em 2014. A conexão entre os fragmentos de mata deverá permitir a troca gênica das espécies de fauna e flora, evitando sua degeneração. O plano também contempla a conexão e recuperação de nascentes de água.

A previsão é que, em cinco anos, sejam criados 217.000m² de corredores ecológicos, 300.000m² de área de plantio, 92 metros de passadores de fauna e 6.500 metros de cercamentos de corredores. O plantio está previsto para ser iniciado na próxima estação chuvosa, a partir de setembro, e seguirá o mapeamento das espécies nativas realizado pela professora do Instituto de Biologia (IB) Dionete Santin.

A proposta de criação dos corredores e recuperação de nascentes integra o Hub Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (HIDS), criado para ser um distrito modelo em sustentabilidade. O reitor da Unicamp, Antonio José de Almeida Meirelles, destaca que o projeto está alinhado ao compromisso da Universidade com os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Os ODS propõem metas para a eliminação de problemas globais, como pobreza, desigualdades, fome e degradação ambiental, a serem cumpridas até 2030.

O projeto de corredores ecológicos é fundamental para que a ocupação da Fazenda Argentina e, de modo mais abrangente, de toda a área do HIDS, se dê de forma sustentável, refletindo o compromisso da Unicamp com a agenda de 2030 da ONU, pontua Meirelles.

 

Recuperação da mata nativa e das nascentes

Na área em que está localizada a Fazenda Argentina, há fragmentos da Mata Atlântica, bioma que perdeu 88% da sua vegetação nativa devido à ação humana. O distrito de Barão Geraldo, onde se localiza o campus de Campinas da Unicamp, também é caracterizado por ser uma zona de transição entre os biomas da Mata Atlântica e Cerrado, o que favorece uma grande diversidade de espécies.

Segundo a coordenadora do Serviço de Áreas Verdes da Divisão de Meio Ambiente da Unicamp, Camila Santos, a degradação da vegetação da região se deu em razão da expansão urbana e do uso do solo para agropecuária. As características da degradação dificultam a regeneração da mata de forma natural. Há alguns fatores que impedem que a mata se regenere. Por exemplo, aqui é uma área rural com bastante capim, um solo muito mexido por causa da agropecuária. Por isso é importante fazer os plantios, avalia.

Outro fator decisivo para a regeneração da flora é a presença de animais. Os passadores, além de permitirem a circulação segura, irão promover a disseminação das espécies da mata. O projeto contempla passadores superiores, para fauna arborícola, e inferiores, para fauna terrestre. Os passadores inferiores são implantados quando há uma sobreposição entre um corredor e uma via de trânsito, de forma que os animais consigam fazer a transposição, explica a coordenadora de Sustentabilidade da Unicamp, Thalita Dalbelo.

A conexão e recuperação de nascentes, também contemplada na proposta, será importante para propiciar água aos animais. A Fazenda Argentina abriga parte da bacia do Rio das Pedras e o Ribeirão Anhumas. Ao recompor a mata ao longo dos corpos d’água, evitam-se processos de erosão e assoreamento, garantindo melhoria na qualidade da água. 

 

Corredores ecológicos da Unicamp integram projeto macrorregional

Os corredores dão sequência às ações de preservação ambiental da DMA da Unicamp. Em 2012, observando o elevado número de atropelamentos de animais, o órgão iniciou a instalação de placas de advertência para motoristas e o cercamento parcial das Áreas de Preservação Permanente (APP) localizadas no campus. Em um ano, houve uma diminuição de 70% nos atropelamentos.

Depois disso, teve início a implantação de corredores que interligam manchas de floresta e de APPs. Em 2016, a Prefeitura de Campinas estabeleceu o Plano Municipal do Verde, cujas resoluções foram elaboradas com a participação da Unicamp. Foi uma contribuição nossa ao município de Campinas e agora daremos início a esse plano, afirma Thalita.

O plano prevê linhas de conectividade para Campinas e região metropolitana, dentro das quais se inserem os corredores a serem implementados na Fazenda Argentina. Participamos desse projeto macrorregional de integração dos nossos corredores com os de fora do território da Unicamp para viabilizar a sobrevivência das espécies em toda a região. Dessa forma, teremos uma comunicação segura entre os fragmentos, evitando que os animais venham para as vias e sejam atropelados, explica o coordenador do Centro de Monitoramento Animal (CEMA) da DMA, Paulo de Tarso.

A previsão é que dez anos após o plantio já exista uma mata amadurecida. O monitoramento do crescimento da vegetação e do uso dos corredores pelos animais será constante.

 

Proposta contribui para a persistência de espécies

Além de conectar os fragmentos de mata e recuperá-los, os corredores contribuem para o fortalecimento genético das espécies da fauna. Quando os animais estão isolados em um mesmo espaço, pode ocorrer perda da adaptabilidade e até extinção. Possibilitar que animais de uma mesma espécie tenham contato com indivíduos de outros grupos permite a troca genética entre eles e a viabilização desses grupos no ambiente regional como um todo, diz Paulo, idealizador do projeto.

Ele destaca que os corredores buscam devolver um equilíbrio mínimo às espécies, o que é relevante não só para elas, mas também para a saúde pública. Sem isso, estamos sujeitos a problemas como a pandemia de Covid-19. Há microorganismos circulando em ambientes selvagens. Quando invadimos e degradamos esses espaços, eles passam a ter acesso a nós, aponta.

Os benefícios que os sistemas naturais promovem, denominados serviços ecológicos, poderão ser fortalecidos por meio do projeto. Dentre eles, a redução da temperatura e melhoria na qualidade do ar. A implantação dos corredores visa reduzir o impacto da fragmentação, promovendo uma conectividade maior. Talvez nunca mais tenhamos uma mata contínua, mas podemos mitigar o problema. Enquanto existirem, os corredores poderão garantir uma troca mínima de genes entre populações de plantas e animais e permitir que fauna e vegetação caminhem pelos corredores, o que promove a manutenção dos serviços ecológicos, explica o coordenador de patrimônio do HIDS e professor de Zoologia do Instituto de Biologia da Unicamp, Wesley Silva.

 

Corredores ecológicos integram missão do HIDS

O Projeto Corredores Ecológicos é de responsabilidade da Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (DEPI) e conta com a contribuição de diversos órgãos da Unicamp. Além da Divisão de Meio Ambiente da Prefeitura Universitária, há a participação da Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DeDH) e de unidades de ensino. O envolvimento de múltiplas áreas para a utilização do espaço como um laboratório vivo é incentivado pela Reitoria.

Integrada ao HIDS, a proposta alinha-se à preocupação da Universidade em fortalecer ações direcionadas à sustentabilidade. A coordenadora do componente físico-espacial do HIDS e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Gabriela Celani, indica que o projeto de ocupação da Fazenda Argentina está sendo elaborado levando em conta a proteção dos corredores ecológicos e das APPs. Redução da densidade de construções nas regiões próximas aos corredores e zonas de amortecimento são medidas que ela cita como possibilidades.

O projeto do HIDS e dos corredores pode servir de modelo para outras universidades. Sabemos que muitos campi estão em zonas periurbanas como a nossa e estão implantando regiões de conhecimento, áreas em que há parques tecnológicos e incubadoras de empresas. Com a aproximação de instituições de pesquisa e desenvolvimento, ocorre um processo de urbanização. Nosso exemplo de como lidar com situações de fragilidade ambiental poderá ser uma referência para outras universidades, afirma.

 

 

 

Este texto foi originalmente publicado por Jornal da Unicamp de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND.

TEXTO: LIANA COLL

A orientação é para que os candidatos cheguem com antecedência, usem máscaras e evitem se aglomerar

 

SÃO CARLOS/SP - A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) vai aplicar, no neste domingo, 27 de março, a prova da primeira edição do Vestibular Indígena Unificado entre a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). O exame será realizado em seis cidades do País: Campinas (SP), Recife (PE), Dourados (MS), São Gabriel da Cachoeira (AM), Manaus (AM) e Tabatinga (AM).
A prova será em Língua Portuguesa, composta de 50 questões de múltipla escolha divididas da seguinte maneira: Linguagens e códigos (14 questões); Ciências da Natureza (12 questões); Matemática (12 questões); Ciências Humanas (12 questões); além de uma redação. A prova terá início às 13 horas e deverá ser considerado o horário local.
Estão inscritos 2.805 candidatos, de diferentes etnias e regiões do Brasil. A Comvest orienta os candidatos a chegarem com antecedência, pois o acesso aos locais de prova será permitido somente até as 13 horas, impreterivelmente. A duração da prova é de quatro horas. Os locais de prova e a consulta específica por candidato estão disponíveis na página www.comvest.unicamp.br. 
Para que a prova transcorra sem problemas, os candidatos deverão seguir os protocolos de biossegurança definidos pelas autoridades sanitárias, como ir de máscara e levar máscaras extras para trocar no decorrer da prova, caso necessário, além de levar a própria água e álcool em gel. Os candidatos poderão tomar água/sucos na sala e se alimentar, abaixando a máscara por um curto período de tempo e mantida a distância.

O que levar
O original do documento de identidade indicado na inscrição, caneta de cor preta em material transparente, lápis preto, borracha. É vedada a utilização de aparelhos celulares ou quaisquer outros equipamentos eletrônicos, relógios digitais, corretivos de qualquer tipo, lapiseira, caneta marca-texto, bandana/lenço, boné, chapéu ou outros materiais estranhos à prova.

Importante
Os candidatos deverão comprovar que pertencem a uma das etnias indígenas do território brasileiro, por meio da documentação especificada no Edital, a ser entregue no dia da prova. 

CAMPINAS/SP - A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) estará recebendo até o dia 15 de junho os pedidos de isenção na taxa de inscrição do vestibular, que neste ano é de R$ 180.

Para ganhar a isenção, o candidato deve cumprir alguns pré-requisitos, de acordo com a entidade, que são divididos em três modalidades:

  • 1 – Baixa renda: Comprovar renda de até um salário mínimo e meio bruto mensal por morador da residência
  • 2 – Funcionários da Unicamp/Funcamp
  • 3 – Candidatos dos cursos noturnos de licenciatura (ciências biológicas, física, letras, licenciatura integrada química/física, matemática e pedagogia) ou tecnologia (análise e desenvolvimento de sistemas, e em saneamento ambiental).

Também podem solicitar a isenção na inscrição os estudantes que se inscreveram na modalidade que usa as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a seleção.

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A Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares) vai oferecer neste ano 6.680 isenções para candidatos de baixa renda. Nas demais, o número é limitado. Para solicitar, clique aqui.

O resultado será anunciado no dia 30 de julho. As inscrições para o vestibular começam no dia 2 de agosto.

 

 

*Por: Metro World News

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