Jornalista/Radialista
EUA - A NASA divulgou recentemente em seu site um novo conceito “para buscar vida em mundos oceânicos”. Trata-se do Criobot, um tipo de sonda cilíndrica autônoma, que utiliza calor para derreter o gelo abaixo dela, e que deverá, a princípio, explorar as superfícies glaciais das luas Europa, de Júpiter, e Encélado, de Saturno.
Em segundo lugar, trata-se de priorizar o princípio “siga a água”, escolhido durante um workshop realizada pela agência espacial em fevereiro passado, como uma espécie de mantra da comunidade astrobiológica em busca de vida alienígena no universo. A ideia parte do princípio de que a água, "abundante em todo o sistema solar e, talvez, no universo", é um elemento essencial para a existência de vida.
Por que buscar vida alienígena em Europa e Encélado?
Após passar anos buscando vida em registros fósseis de Marte, os cientistas parecem ter chegado à conclusão de que a existência de uma potencial vida alienígena passa diretamente pela sua fonte: a água líquida.
De acordo com a NASA, durante os últimos vinte anos os cientistas detectaram um grande número de luas geladas orbitando exoplanetas gigantes. Boa parte delas parece abrigar oceanos globais debaixo de suas grossas crostas de gelo.
Segundo os astrobiólogos, algumas das luas observadas têm um potencial de hospedar mais água do que todos os oceanos da Terra juntos. Portanto, a grande questão é saber como podemos ter acesso a essa imensidão líquida oculta sob camadas quilométricas de gelo.
Aspectos da "arquitetura pronta para voo" da missão Cryobot
Para viabilizar a missão Cryobot, os participantes do workshop identificaram quatro subsistemas considerados críticos em um projeto de "arquitetura pronta para voo": energia, térmico, mobilidade e comunicação. O primeiro representa o coração do criobot e é baseado em um sistema de energia nuclear capaz de gerar potência e densidade suficientes (em torno de 10 kW) que consigam derreter quilômetros de gelo.
Em segundo lugar, um sistema de gestão térmica demandaria dois circuitos: um bombeando o fluido de trabalho interno através de canais, e outro circulando a água gelada derretida com o ambiente externo. Além disso, um mix de "jateamento de água" e corte mecânico serão também necessários para remover desde partículas finas até blocos sólidos de sal debaixo da sonda.
Finalmente, o sucesso da missão dependerá de um link de comunicação resistente e reforçado, que dê conta de manter o fluxo de informações para um recurso de retransmissão ou diretamente para a Terra. Por isso, os cabos de fibra óptica, que são o padrão da indústria para sondas de derretimento terrestre, deverão ser mantidos nos mundos oceânicos interplanetários, embora outras equipes estejam pesquisando técnicas sem fio.
Jorge Marin / TecMundo
LISBOA - Imigrantes com autorização de residência da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) terão a permissão de permanência em Portugal renovada automaticamente se não tiverem cometido crimes no país.
Cerca de um quarto dos 400 mil cidadãos do Brasil legalmente residentes no país europeu atualmente estariam contemplados pelo mecanismo. Os brasileiros compõem em torno de 75% dos títulos da CPLP já emitidos, com aproximadamente 104 mil pessoas beneficiadas.
A medida foi aprovada pelo Conselho de Ministros, mas ainda precisa de sanção do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Por enquanto, não há prazo para sua implementação.
O conteúdo total das mudanças, que alteram um decreto de 2007, ainda não foi publicado no Diário da República. Em resposta à Folha DE S.PAULO, a Aima (Agência para a Integração, Migrações e Asilo) afirmou que a extensão da autorização de permanência será aprovada "desde que não tenha havido inscrição no registro criminal do requerente de qualquer fato que justifique ponderação da prorrogação, ou que este não esteja indicado, para efeitos de recusa de entrada e de permanência, no Sistema Integrado de Informação da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros."
A renovação automática de uma fatia significativa dos migrantes ajudaria a desafogar o sistema, que há vários anos já não dá conta do aumento crescente da comunidade estrangeira residente. Além das dificuldades no agendamento de serviços, os imigrantes se queixam das dificuldades de comunicação com o órgão migratório e do descumprimento de prazos para a entrega das autorizações de residência.
No fim de outubro, Portugal extinguiu o SEF (Serviço de Estrangeiros e Fronteiras), que por mais de 40 anos foi responsável pelas questões migratórias no país. Imerso em polêmicas, incluindo a morte de um cidadão ucraniano na "salinha" da imigração do aeroporto de Lisboa, o órgão foi desmembrado.
As atribuições de fronteiras e questões policiais foram direcionadas para outras forças policiais lusas, enquanto muitas das questões burocráticas acabaram redistribuídas para a recém-criada Aima. Em seu primeiro dia de operação, a agência herdou mais de de 340 mil pedidos de regularização acumulados do SEF.
O passivo só não foi maior devido, justamente, à criação da autorização de residência automática da CPLP, em março. Além dos brasileiros, foram beneficiados cidadãos de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. O novo documento serviu sobretudo para regularizar a situação de pessoas que já viviam em Portugal e que tinham apresentado o pedido de regularização até 2022.
Embora garanta a seus portadores todos os direitos em solo português, como acesso aos sistemas de saúde e educação, a autorização de residência do bloco lusófono tem restrições de circulação na Europa, ao contrário do título tradicional. O documento da CPLP –uma folha de papel, sem foto, apenas com as informações dos migrantes– não segue os padrões definidos pelas autoridades europeias para viagens no espaço Schengen, a área de livre circulação no continente.
As restrições à circulação só foram confirmadas pelo governo português mais de um mês após o início da emissão dos documentos. Diversos migrantes que aderiram ao modelo –que obriga o cancelamento do processo de regularização para a autorização de residência tradicional– disseram-se enganados pelas autoridades.
A falta de conformidade do documento da CPLP também motivou, no começo de outubro, uma queixa formal da Comissão Europeia contra Portugal. O caso ainda está sob análise.
Com uma população envelhecida e mais mortes do que nascimentos, Portugal tem dependido cada vez mais dos imigrantes, tanto em termos populacionais como econômicos. Eles são essenciais para vários setores, com destaque para agricultura, hotelaria, restaurantes, indústria e serviços em geral. Com isso, o país vem alargando as possibilidades de regularização, de permanência e de acesso à nacionalidade lusa.
Segundo dados do Ministério da Administração Interna, em outubro havia oficialmente quase 1,1 milhão de estrangeiros legalmente residentes em Portugal, que tem cerca de 10,3 milhões de habitantes.
Essas cifras representam um crescimento de quase 180% em relação a 2016, ano em que a imigração voltou a subir, quando havia 392.969 estrangeiros legais.
Os brasileiros representam a maior comunidade estrangeira, com oficialmente cerca de 400 mil pessoas. Os números reais, porém, são ainda maiores, uma vez que essa conta não inclui quem tem dupla cidadania de Portugal ou de outro país da União Europeia nem quem está em situação migratória irregular.
POR FOLHAPRESS
ARGENTINA - O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, escolheu um aliado de seu futuro ministro da Economia, Luis Caputo, para comandar o Banco Central da República Argentina (BCRA).
Em comunicado, o gabinete do libertário apontou que Santiago Bausilli irá comandar a instituição que foi duramente criticada por Milei nos últimos meses, que inclusive prometeu fechá-la. A indicação ao BCRA precisa ser aprovada pelo Senado.
Milei se reuniu na quarta-feira, 6, com Caputo e Bausilli além de outros nomes de seus para discutir reformas e traçar metas para o futuro governo, segundo o comunicado.
POR ESTADAO CONTEUDO
LAS VEGAS - O homem que na quarta-feira (6) matou três pessoas e feriu uma quarta, num tiroteio num campus universitário em Las Vegas, nos EUA, era professor universitário. O homem acabou sendo abatido pela polícia.
Numa coletiva de imprensa, Kevin McMahill, xerife na polícia de Las Vegas, informou que não vai revelar a identidade do homem até que a sua família seja informada sobre o incidente.
Sabe-se, contudo, que era um docente de 67 anos, com ligações a instituições de ensino na Georgia e na Carolina do Norte, mas não é certo se seria professor na Universidade de Nevada, onde perpetrou o ataque, mas, segundo a Associated Press, teria se candidatado a um trabalho na universidade recentemente.
A polícia do Campus, que foi quem interveio e neutralizou o atacante, disse que um grupo de estudantes estava reunido jogando com Legos quando o suspeito começou a disparar.
Para além das quatro vítimas que foram baleadas, quatro outras pessoas foram levadas para o hospital devido a sintomas de ataques de pânico, disse o xerife. Dois agentes da autoridade foram atendidos por conta de ferimentos leves sofridos durante a busca pelas vítimas.
A quarta vítima que se dizia estar em estado crítico, já se encontrará estável, refere a CNN Internacional.
O tiroteio ocorre em um momento em que os estudantes estão a meio de uma semana de estudo antes dos exames finais e antes de entrarem nas férias de inverno.
A polícia está tenta apurar as motivações do homem para perpetrar o ataque.
Esta tragédia também reabre as feridas do massacre sofrido em Las Vegas em 2017, um dos piores da história dos Estados Unidos - 60 pessoas morreram num evento de música.
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