Jornalista/Radialista
Os roubos de carga também caíram no mês; já os a banco permaneceram zerados
RIBEIRÃO PRETO/SP - A região de Ribeirão Preto encerrou novembro com queda nos casos de homicídios. Os roubos em geral e de carga, além de terem recuado no mês, também caíram no acumulado do ano. Já os a banco permaneceram zerados em ambos períodos.
A análise dos dados criminais usa como referência o mês de novembro e os onze meses de 2019, período pré-pandemia em que não houve restrição da circulação das pessoas. Nos últimos dois anos, São Paulo viveu um período de grande isolamento social, causado pela pandemia do coronavírus, que impactou diretamente a dinâmica criminal. Em 2020, a média de pessoas que permaneciam em suas casas, medida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), foi de 45%. Já em 2021, o número ficou em 42%. O índice de isolamento social, amplamente divulgado nos dois anos, foi calculado pelo IPT com base em informações sobre a movimentação de celulares, fornecidas pelas prestadoras de serviços de telecomunicação.
Houve queda de um caso no número de homicídios dolosos em novembro, que se encerrou com 13 ocorrências. Com este resultado, a taxa móvel de homicídios dolosos dos últimos 12 meses (de dezembro de 2021 a novembro de 2022) ficou em 6,36 para cada grupo de 100 mil habitantes.
Já os latrocínios, no mês passado, oscilaram de um para dois delitos. Os estupros, por sua vez, foram de 82 para 90, alta de 9,8%.
Os furtos em geral e de veículo, no décimo primeiro mês do ano, cresceram 7,5% e 11,1%, respectivamente. O primeiro indicador foi de 3.336 para 3.587 ocorrências; o segundo, de 380 para 422.
A região não registrou nenhuma ocorrência de roubo a banco pelo segundo ano consecutivo em novembro. O mesmo aconteceu nos 11 primeiros meses do ano, que também mantiveram o indicador zerado.

Os roubos em geral caíram 2%, de 491 a 481, no mês passado. O recuo também se estendeu para o período de janeiro a novembro, que se encerrou com 7,02% de casos a menos. Em números absolutos, a redução foi de 5.834 boletins para 5.416.
Em novembro, os roubos de veículo foram de 106 para 129 boletins, 21,7% de delitos a mais. Em contrapartida, os de carga recuaram um caso, encerrando o mês passado com 11 registros. O indicador também caiu no acumulado do ano, com 25,5% de registros a menos, passando de 153 para 114.
Produtividade
O trabalho das polícias paulistas na região de Ribeirão Preto, no mês de novembro, resultou em 1.369 prisões de adultos e apreensões de adolescentes infratores e 273 flagrantes de tráfico de drogas registrados. Foram retiradas das ruas 131 armas de fogo ilegais, apreendidas 2,7 toneladas de drogas e recuperados 300 veículos no mês.
Dados estatísticos
Confira os dados estatísticos do Estado por ano e mês clicando aqui.
Operação Sufoco
A redução dos indicadores criminais é resultado da Operação Sufoco, que dobrou o número de policiais nas ruas da capital, a partir de maio, por meio de diárias extras. Posteriormente, a operação foi expandida para todo o estado, com reforço do policiamento, integrando policiais civis, militares e guardas municipais.
Nos primeiros 232 dias, completados no último dia 21, mais de 5,1 mil veículos foram recuperados e outros 1,7 milhão vistoriados. Além disso, 27,8 mil pessoas foram presas ou apreendidas, por mandado ou em flagrante. Durante a Operação Sufoco, as polícias apreenderam mais de R$ 1 milhão e recuperaram 6,4 mil celulares furtados ou roubados.
NOVO HORIZONTE/SP - Um jovem de 27 anos foi encontrado morto na zona rural da cidade de Novo Horizonte, no último domingo (25).
Segundo o boletim de ocorrência, um amigo de Romário Galdino da Silva relatou que eles estavam em uma comemoração de Natal quando, de madrugada, o jovem saiu para urinar.
Como ele não havia retornado até a manhã de domingo, o irmão e o amigo da vítima fizeram buscas e o encontraram caído na mata. O corpo apresentava um pequeno corte na têmpora.
Uma equipe dos bombeiros foi acionada, mas foi constatada a morte da vítima. O caso será investigado.
IBATÉ/SP - A cidade de Ibaté contou dois dias de muita festa e música, na Praça Central. A quinta semana de atrações do "Natal de Luzes e Sons Ibaté 2022".
A programação da semana teve início na quinta-feira (22), com a participação da Banda da Igreja Avivamento Bíblico de Ibaté. No repertório, a banda apresentou vários sucessos emplacados no segmento, emocionando o público presente com muito louvor.
Na sexta-feira (23), a atração ficou por conta dos sertanejos Marcos Paulo & Marcelo, conhecidos carinhosamente por “Filhos de Milionário e José Rico”. Consagrada no Brasil inteiro, a dupla apresentou sucessos próprios, e relembraram os grandes hits que marcaram épocas de Milionário e José Rico.
A tradicional festa natalina, que se tornou um evento turístico na cidade, tem atraído milhares de pessoas que, além das apresentações musicais, visitam as ornamentações natalinas, entre elas, o Presépio Artesanal do Sr. Ângelo Perrucci Neto, que completa 48 anos de tradição; o Presépio em Tamanho Natural; a Princesa na Carruagem Iluminada e o Papai Noel em sua Nova Casinha; bem como, a Árvore de Coração Iluminada.
Confira a programação do próximo final de semana na Praça Central:
• 29/12 – Quinta – 20h – Apresentação da Banda da Igreja Quadrangular de Ibaté
• 30/12 – Sexta – 20h – Show com Johnny Vox e Banda (Country Clássico)
BRASÍLIA/DF - Mesmo com a possibilidade de gastar até R$ 168 bilhões fora do teto federal de gastos neste ano, a equipe econômica vai iniciar o novo governo com duas prioridades urgentes. O futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, começará o ano analisando as contas públicas e elaborando um novo marco fiscal que substituirá as regras atuais.

Logo após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Emenda Constitucional da Transição, há dez dias, o ministro explicou que a nova equipe econômica fará uma reestimativa de receitas nas primeiras semanas de janeiro e que as projeções de déficit nas contas públicas que têm sido apresentadas “não vão prevalecer”.
A questão será saber se a reavaliação resultará na necessidade de aumento de tributos para fechar as contas, mas isso dependerá do que o pente-fino nas contas públicas vai apontar. No último dia 22, o ex-secretário de Orçamento Federal, Ariosto Culau, afirmou que o projeto do Orçamento de 2023, enviado ao Congresso Nacional em agosto do ano passado, tinha as receitas subestimadas em cerca de R$ 23 bilhões. Uma opção para o novo governo será a revisão de desonerações e benefícios fiscais a setores da economia, determinada por uma emenda constitucional de 2021, mas nunca executada.
Outro fator que pode reduzir as chances de aumento de tributos seria a revisão no cadastro do antigo Auxílio Brasil, que agora volta a se chamar Bolsa Família, para eliminar irregularidades. Em 16 de dezembro, um relatório do Tesouro Nacional apontou que existe um potencial de economizar até R$ 26 bilhões com uma reformulação no programa social que volte a pagar os benefícios conforme um valor mínimo per capita (a cada membro da família), em vez de pagar R$ 600 por família sem considerar o número de integrantes.
Além da varredura nas contas públicas, a nova equipe econômica passará os seis primeiros meses do governo debruçada sobre a elaboração do novo marco fiscal que substituirá o teto de gastos. Promulgada pelo Congresso no último dia 21, a Emenda Constitucional da Transição determina que o governo envie um projeto de lei complementar até agosto. No entanto, Haddad já afirmou que pretende enviar a proposta no primeiro semestre.
Nas entrevistas recentes, o novo ministro afirmou que ainda conversará com economistas para definir qual será a nova âncora fiscal. Haddad não entrou em detalhes, disse apenas as novas regras precisam garantir o equilíbrio das contas públicas, ser sustentáveis no médio e longo prazo e terem credibilidade semelhante à da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Ao retirar R$ 145 bilhões do Bolsa Família do teto de gastos e mais R$ 23 bilhões em investimentos caso haja excesso de arrecadação, a Emenda Constitucional da Transição reduziu as restrições que o novo governo teria ao recompor o Orçamento de 2023. A peça só foi aprovada no último dia 22, fim do ano legislativo do Congresso, com a restauração da verba para programas sociais, de saúde e de investimentos que tinham sofrido grandes reduções na proposta original.
Entre outros pontos, o texto garante a viabilidade de promessas feitas na campanha pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva como o pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil, que voltará a se chamar Bolsa Família, em 2023, além do adicional de R$ 150 por criança de até 6 anos. O salário mínimo em 2023 também vai ser um pouco maior a partir de 1º de janeiro, R$ 1.320. A proposta do governo Bolsonaro previa R$ 1.302.
Segundo o novo ministro da Fazenda, a Emenda Constitucional da Transição foi necessária para reconstruir o Orçamento de 2023 e impedir que serviços públicos e programas sociais fossem interrompidos em 2023. “O valor [da PEC] permite ao relator [do Orçamento] recompor rubricas de direito do povo”, afirmou Haddad pouco após a aprovação da emenda.
Outras prioridades para Haddad serão o envio de uma proposta de reforma tributária e a adoção do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Fechado em 2019, o acordo ainda não foi ratificado pela maioria dos países dos dois blocos.
Em relação à reforma tributária, o ministro afirmou que a proposta do governo será incorporada às duas propostas de emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto em tramitação no Congresso. Haddad criou uma Secretaria Especial de Reforma Tributária, comandada pelo economista Bernard Appy, que exerceu a mesma função no Ministério da Fazenda entre 2007 e 2009, no segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil
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