Jornalista/Radialista
SÃO PAULOSP - O Itaú Unibanco registrou lucro líquido gerencial de R$ 7,159 bilhões no quarto trimestre de 2021, o que corresponde a um crescimento de 32,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo balanço divulgado na quinta (10).
Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o lucro do banco avançou 5,6%.
No acumulado do ano fechado de 2021, o lucro líquido da instituição financeira alcançou R$ 26,879 bilhões, alta de 45% ante 2020.
"Entre os fatores que mais influenciaram os resultados estão o crescimento da margem financeira com clientes, impulsionado pelo maior volume de crédito e da mudança de mix de produtos, com maior crescimento relativo de produtos com melhores spreads. Também contribuiu para os resultados o aumento das receitas de prestação de serviços em razão da melhora na atividade econômica e do consequente crescimento das receitas com cartões", diz o banco, em nota.
A carteira de crédito do banco chegou a R$ 1,027 trilhão em dezembro, um aumento de 18,1% em 12 meses e de 6,7% em bases trimestrais.
Entre as pessoas físicas, o avanço da carteira de crédito do Itaú foi de 30,1% no ano passado, para R$ 332,6 bilhões.
Segundo o banco, o aumento está relacionado aos volumes de linhas associadas a crédito garantido, como imobiliário (53,7%), e também de outras linhas, como cartão de crédito (30,0%), na comparação com o mesmo período de 2020.
No caso das grandes empresas, o aumento foi de 16,6%, para R$ 313,7 bilhões. Entre as micro, pequenas e médias empresas, a carteira atingiu R$ 157,5 bilhões, avanço de 23,4%.
Para 2022, o Itaú projeta um crescimento da carteira de crédito entre 11,5% e 14,5% no Brasil.
"Esperamos expandir nossa carteira de crédito de forma sustentável e retomar os resultados recorrentes em níveis superiores aos de antes da pandemia. Nossa perspectiva para 2022 considera a manutenção da trajetória de recuperação e de bons resultados que obtivemos no ano passado", afirmou Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco.
Em linha com os pares privados Santander e Bradesco, o Itaú também registrou um aumento nos índices de inadimplência no ano passado.
ARGENTINA - O Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou na quinta-feira (10) seu desejo de chegar a um acordo definitivo com a Argentina "o mais rápido possível" para refinanciar a dívida bilionária do país, revelando que há "debates intensos" para consegui-lo.
Em 28 de janeiro, o pessoal técnico do FMI e o governo de centro esquerda do presidente Alberto Fernández chegaram a um pré-acordo para renegociar uma dívida de 44 bilhões de dólares, em troca de reformas econômicas, inclusive uma redução gradual do déficit orçamentário (atualmente de 3% do PIB), com o objetivo de voltar ao equilíbrio em 2025.
"Não tenho um cronograma em termos do acordo, mas estamos trabalhando muito intensamente, assim como as autoridades argentinas. Estamos trabalhando em estreita colaboração e buscaremos fazer isto o mais rápido possível", disse a jornalistas o porta-voz do FMI, Gerry Rice.
"O que estamos vendo é uma abordagem realista e pragmática para desenhar um programa confiável, que possa abordar a estabilidade macroeconômica da Argentina e começar a abordar os desafios profundamente arraigados que o país enfrenta", explicou, negando-se a dar detalhes sobre as discussões.
Rice disse não ter uma data para o eventual envio de uma missão do FMI à Argentina.
Tampouco respondeu se o FMI aceitaria adiar um próximo vencimento da dívida de cerca de 2,9 bilhões de dólares em março se o novo acordo não estiver aprovado na ocasião.
"Não especularia sobre outras alternativas", disse.
O governo de Fernández pagou recentemente vencimentos do empréstimo: uma cota de capital de mais de 700 milhões de dólares em 28 de janeiro, e 370 milhões de dólares em juros em 4 de fevereiro.
A Argentina recebeu cerca de 44 bilhões de dólares de um empréstimo de 57 bilhões de dólares aprovado em 2018 durante o mandato do presidente de centro direita de Mauricio Macri. O acordo exigia desembolsos de 19 bilhões de dólares a partir de 2022 e de US$ 20 bilhões em 2023, algo "insustentável" segundo o governo de Fernández.
Os debates atuais entre o FMI e as autoridades argentinas se referem em particular ao calendário de pagamentos.
Rice lembrou que o pré-acordo anunciado em 28 de janeiro inclui um consenso sobre a "via fiscal que melhoraria de forma sustentável as finanças públicas e reduziria o financiamento monetário", assim como a "redução duradoura dos subsídios à energia" e a "mobilização de apoio externo para fortalecer a resiliência da Argentina".
EUA - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ontem (10) aos cidadãos americanos que deixem imediatamente a Ucrânia, diante da ameaça de uma invasão russa. O país iniciou manobras militares conjuntas com o vizinho Belarus, apesar dos esforços diplomáticos dos europeus para diminuir a tensão entre os dois países.
"Os cidadãos americanos devem sair agora. As coisas podem acelerar rapidamente", declarou Biden durante uma entrevista para a rede NBC News, alertando sobre a força do exército russo, que tem mais de 100.000 soldados posicionados na fronteira ucraniana.
Biden descartou novamente o envio de soldados à Ucrânia, nem que seja para ajudar a evacuar os cidadãos americanos em caso de invasão. Isso seria "uma guerra mundial. Quando os americanos e os russos começam a atirar uns nos outros, entramos em um contexto bem diferente daquele que estamos vivendo agora", afirmou Biden.
A entrevista foi ao ar após o início de importantes manobras conjuntas entre os exércitos russo e bielorrusso na fronteira com a Ucrânia, diminuindo as esperanças de um apaziguamento das tensões após semanas de intensos esforços diplomáticos na Europa.
Os exercícios, concentrados principalmente na região bielorrussa de Brest, na fronteira com a Ucrânia, envolvem o envio de mísseis e armamento pesado e, segundo os Estados Unidos, de 30.000 soldados russos adicionais.
A Otan garantiu que o envio de mísseis, armamento pesado e soldados armados para Belarus, situado no norte da Ucrânia, era "perigoso para a segurança da Europa", que vive seu momento de maior tensão desde a Guerra Fria. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou Moscou de exercer uma "pressão psicológica" sobre a ex-república soviética.
Manobras defensivas, segundo Moscou
Os líderes europeus estavam envolvidos nas últimas semanas em um "balé" diplomático na tentativa de evitar um conflito armado, incluindo visitas a Moscou do presidente da França, Emmanuel Macron, e do chanceler alemão, Olaf Scholz.
O mandatário alemão se reuniu com líderes dos países bálticos nesta quinta-feira (10) e alertou a Rússia para "não subestimar a união e a determinação do país como membro da União Europeia e aliando da Otan".
O chefe do Estado-Maior dos EUA, general Mark Milley, disse que queria evitar "incidentes desagradáveis" no início das manobras militares, e conversou por telefone com o colega bielorrusso, general Victor Goulevitch.
O ministro da Defesa russo insistiu que os exercícios focariam em "suprimir e afastar agressões externas" e o Kremlin prometeu que as tropas serão repatriadas no fim das manobras, que terminam em 20 de fevereiro. A Rússia também enviou seis navios de guerra através do Bósforo para a realização de exercícios navais no mar Negro e no mar de Azov.
PEQUIM - Em busca de se tornar a atleta brasileira mais bem colocada numa Olimpíada de Inverno, a gaúcha Nicole Silveira deixou encaminhada sua classificação à final do skeleton em Pequim 2022 na madrugada desta sexta-feira. A slider ficou no top 14 após as duas primeiras descidas das eliminatórias, com o tempo agregado de 2min05s53. Na manhã de sábado (12), serão disputadas a terceira bateria, que define as 20 finalistas, e a quarta descida, que decide o pódio, no Centro Nacional de Esportes de Pista de Yanqing.
No skeleton, as sliders fazem quatro descidas no percurso olímpico em dois dias consecutivos, sendo duas baterias por dia. Os tempos de todas as baterias são somados e o menor tempo agregado vence. Só as 20 atletas melhor classificadas ao final da terceira bateria disputam a descida final. Com 25 atletas inscritas, Nicole Silveira precisa ficar à frente de pelo menos cinco para garantir presença na decisão.
A melhor marca de uma brasileira em uma Olimpíada de Inverno foi o nono lugar conquistado por Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006. Na 14ª posição, Silveira está 66 centésimos atrás da oitava colocada, a americana Katie Uhlaender, e a 33 centésimos do nono lugar, ocupado pela canadense Mirela Rahneva.
Nicole foi logo a segunda slider a competir na primeira bateria. Ela bateu na parede do percurso duas vezes, mas ganhou boa velocidade - chegou a atingir 122,7km/h - e marcou 1min02s58 na primeira descida. Foi a 12ª melhor volta da bateria.
Sua namorada, a belga Kim Meylemans, fez uma boa primeira metade de prova e terminou 23s à sua frente, com 1min02s35. A volta a deixou empatada com a tcheca Anna Fernstaedt na sexta posição. A melhor volta inicial foi Mirela Rahneva, com 1min02s03 - ela atingiu 127,4km/h no ponto mais veloz.
A pista estava mais lenta na segunda bateria - apenas duas atletas conseguiram melhorar seus tempos na segunda descida. Nicole não largou muito bem, mas fez um trajeto seguro, priorizando a manutenção da linha para evitar batidas nas paredes. Ela só acertou a parede na chegada. Seu tempo foi 33 centésimos acima da primeira volta, 1min02s95. Meylemans também piorou seu tempo em 0s57 e caiu fora do top 10, terminando em 11º.
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