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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Crime ocorreu na cidade de Panorama; prisões ocorrem em Presidente Epitácio

 

PRESIDENTE EPITÁCIO/SP - O trabalho investigativo e de inteligência da Polícia Civil permitiu identificar prender três autores de um roubo ocorrido no último dia 30, em uma chácara, na cidade de Panorama, na região de Presidente Prudente, no interior do Estado. As detenções ocorreram neste sábado (6), em Presidente Epitácio.

Na ocasião do crime, os suspeitos assaltaram um casal de idosos e sua filha, e fugiram levando pertences, veículo e valores em espécie.

Comunicados sobre o crime, agentes da Delegacia Sede de Panorama cuidaram das apurações, conseguindo identificar os responsáveis e conseguir mandados de prisão e de busca e apreensão contra eles, expedidos pelo Poder Judiciário.

As ordens judiciais foram cumpridas neste final de semana, com apoio de equipes da Delegacia Sede de Paulicéia, resultando na detenção do trio e apreensão de três celulares. Um quarto envolvido não foi localizado e já é considerado foragido da Justiça.

Exames periciais foram solicitados e os autores, de 24 e 25 anos, levados à delegacia para oficialização das capturas. Depois, eles foram encaminhados à Cadeia Pública de Presidente Venceslau, permanecendo detidos à disposição da Justiça.

Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) “João Trevizan” informa à comunidade que abandonar e maltratar animais é crime.

 

IBATÉ/SP - Toda quarta-feira, a veterinária do Centro de Controle de Zoonoses “João Trevizan”, Dra. Cláudia Boschilia, juntamente com a Guarda Municipal de Ibaté, atende denúncias de maus tratos à animais. 

“Essas denúncias são realizadas pelo site http://www.ssp.sp.gov.br/depa e, com apoio da Guarda Municipal, a gente procura checar. Em caso de constatação, são tomadas todas as medidas cabíveis. Lembrando que maus tratos a animais é crime, de acordo com a Lei Federal n°. 9.605/98, com pena de três meses a um ano de detenção e multa, e que qualquer pessoa pode denunciar”, explicou a profissional.

A veterinária lembra que, infelizmente, o setor é procurado diariamente para abrigar cães e gatos, sobretudo, por pessoas que os recolhem das ruas ou pelos próprios proprietários que simplesmente não os querem mais. “Não existem órgãos que possam recolher animais. Se você pretende ajudar e resgatar um animal, tenha em mente que a responsabilidade será sua até encontrar um novo lar para ele”, lembrou Cláudia.

Além de atender as demandas de denúncias, o CCZ de Ibaté disponibiliza consultas das 13h às 16h30, durante a semana [menos de quarta-feira e aos finais de semana];

“Esse atendimento é feito por ordem de chegada. Já a castração é realizada das 8h às 12h, por agendamento prévio mediante cadastro presencial”, afirma a veterinária.

O CCZ de Ibaté também tem cães e gatos para adoção. Os animais são castrados, vermifugados e estão com vacinação de raiva anual em dia. “Os interessados em fazer uma adoção podem procurar o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) “João Trevizan” de Ibaté pelo telefone (16) 3343-7031”, finaliza Cláudia.

BRASÍLIA/DF - O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, se reuniu ontem (8) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para tratar da decisão da ministra Rosa Weber que determinou a suspensão da execução dos recursos das chamadas “emendas do relator” relativas ao Orçamento da União deste ano.

Também participaram do encontro o vice-presidente do Senado, Vital do Rego (MDB-PB), o líder do governo senador Fernando Bezerra (MDB-PE), e o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), relator-geral do Orçamento de 2022.

Em um recurso à Corte contra a medida da ministra, Arthur Lira argumentou que o Judiciário não pode indicar que o Legislativo adote determinado procedimento na lei orçamentária. Além disso, o parlamentar disse que a questão trata de matéria interna do Congresso e não cabe interferência de outro poder.

De acordo com Arthur Lira, a suspensão das emendas de relator pode provocar a suspensão de serviços públicos.

“O efeito da suspensão sistemática de todas as programações marcadas com o identificador RP 9, incluídas por emendas de relator, será o de impedir a continuidade de inúmeras obras e serviços em andamento, na maioria das vezes objeto de convênios com outros entes da federação, o que traria grande prejuízo às políticas públicas em execução e que foram regulamente acordadas no âmbito do Congresso Nacional com o Executivo, além de outras consequências jurídicas e administrativas”, afirmou Lira.

O Senado também se manifestou na ação defendendo a revogação da suspensão.

Na decisão que suspendeu o pagamento de emendas, Rosa Weber entendeu que não há critérios objetivos e transparentes para a destinação dos recursos. A ministra considerou que há ausência de instrumentos de prestação de contas sobre as emendas do relator-geral, que, ao contrário das emendas individuais, são distribuídas a partir de critérios políticos.

A liminar será submetida ao plenário da Corte em sessão virtual extraordinária entre hoje (9) e quarta-feira (10).

 

 

Por André Richter - Repórter da Agência Brasil

ARGENTINA - O Volkswagen Gol como conhecemos deixará de existir no final de 2022. A informação foi dada pelo presidente da Volkswagen na América do Sul, Pablo Di Si, em coletiva de imprensa na última sexta-feira.

"O Gol é um ícone como o Fusca ou a Kombi. Ele continuará a ser produzido em 2022, mas no futuro, esses veículos não vão atender a nova legislação. Está sendo processo assimilar, porque a legislação mudou e vai afetar o Gol. Continuaremos produzindo, mas nossa estratégia no futuro será a plataforma MQB.", disse o executivo.

Quem assumirá o posto de carro de entrada da Volkswagen a partir do início de 2023 será o Polo Track, versão com design diferenciado e alguma proposta aventureira que assumirá o lugar das versões de entrada (1.0 MPI e 1.6 MSI) do Polo.

O que fica no ar é se um dos quatro novos carros compactos que a Volkswagen vai lançar na América do Sul entre 2022 e 2026 (sob um investimento de R$ 7 bilhões) será um substituto para o Gol ou mesmo uma nova geração dele. Contudo, são grandes as chances de este "novo Gol" ser, na verdade, um SUV de entrada.

Fato é que será uma família de carros de entrada que contemplará uma picape compacta nacional (substituta da saveiro) e uma picape intermediária (derivada do conceito Tarok) a ser fabricada na Argentina.

Mas por que o Volkswagen Gol que conhecemos sairia de linha após mais de 40 anos como um dos carros de maior sucesso do Brasil? Separamos cinco motivos que pesam para isso.

 

1 - Projeto antigo

O Volkswagen Gol vive a mesma geração desde 2008. Não surpreende, portanto, que sua plataforma (assim como a de Voyage e Saveiro) ainda seja a PQ24, lançada em 2002 com o Polo. Isso impõe limitações técnicas quanto a ergonomia, espaço interno e também limita as atualizações que poderiam ser feitas para enquadrar o Gol em novas legislações.

Inclusive o motor 1.6 8V de 104 cv deixará de ser fabricado ao fim de 2021 por causa das novas regras de emissões do Proconve L7.

A nova família de compactos será baseada em uma variação da plataforma modular MQB, mesma usada em todos os outros Volkswagen produzidos no Brasil atualmente.

 

2 - Equipamentos de segurança

A família Gol passou por atualização de sua eletrônica embarcada na reestilização lançada em 2012. Mas isso seria insuficiente para, por exemplo, adotar controle de estabilidade – um equipamento que será obrigatório em todos os carros novos a partir de janeiro de 2023. Hoje, nem mesmo as versões com câmbio automático de Gol e Voyage têm controle de estabilidade.

Não valeria a pena desenvolver controle de estabilidade para a linha Gol, pois um ano depois, em janeiro de 2024, proteção contra batidas laterais, faróis de rodagem diurnos e o aviso de não afivelamento de cintos de segurança se tornarão obrigatórios.

 

3 - Carro compacto ficou caro

Hoje, os preços do Volkswagen Gol variam entre os R$ 67.790 da versão 1.0 básica e os R$ 90.820 do Gol 1.6 16V automático completo. É caro, assim como ficou muito caro comprar qualquer carro zero quilômetro. Contudo, a concorrência do Gol é de carros mais novos, equipados e mais confortáveis. É difícil concorrer assim.

A Volkswagen sabe disso. “As novas legislações exigem carros cada vez mais seguros e com menor emissão de CO2”, afirmou Pablo Di Si. Ao mesmo tempo, o consumidor exige mais equipamentos de série dos carros novos, como uma central multimídia com tela maior, mais conectividade e equipamentos de segurança que vão além dos dois airbags dianteiros obrigatórios. Isso tem um custo, que é repassado ao valor final.

 

4 - O brasileiro quer SUVs

O Renault Kwid antecipou uma tendência quase mundial: a de que até mesmo os carros de entrada terão pegada aventureira típica dos SUVs. É uma suspensão mais alta para evitar raspões em rampa, uma moldura plástica nas caixas de roda que evitam danos maiores ao raspar em uma pilastra ou um rack no teto que na maior parte do tempo não serve para nada.

É por isso que o novo carro de entrada da Volkswagen será justamente um Polo Track. E também é por isso que a nova geração do Gol tende a ser um SUV menor que Nivus e T-Cross. Fato é que, mesmo que mantenha o nome, o novo carro só será lançado em 2024. Haverá um hiato na produção do Gol que nunca foi visto desde o seu lançamento, em 1980.

 

5 - Carro de locadora

Após anos como coadjuvante entre os carros compactos, o Volkswagen Gol viu suas vendas dispararem em 2020. Foram 71.151 unidades emplacadas no ano, ocupando a quarta posição no ranking geral entre os automóveis. Mas foi o carro mais vendido do Brasil em vendas diretas, com 50.494 emplacamentos. 71% de todos os Gol vendidos em 2020 foram destinados a empresas.

A tendência segue em 2021. De janeiro a outubro, dos 51.035 VW Gol emplacados, 34.500 foram para empresas, quase 68% do total. Isso tem explicação: quando a produção de carros com mais equipamentos eletrônicos parou, havia maior disponibilidade de produção do Gol, justamente por ser um projeto mais antigo. Não à toa, locadoras compraram grandes lotes do hatch.

Vendas diretas não são as mais lucrativas para as fabricantes, que acabam lucrando pela quantidade. Em momentos normais, porém, ajudam a compor a demanda para manter o ritmo de produção ideal. Com a crise dos semicondutores, essa equação está cada vez mais inalcançável.

 

 

Henrique Rodriguez / QUATRO RODAS

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