Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O calendário de pagamento do abono salarial do PIS/Pasep referente a 2020 foi aprovado na sexta-feira (7) na reunião do Conselho de Desenvolvimento do Fundo do Amparo ao Trabalhador (Codefat).
O novo calendário, que deve ser publicado no Diário Oficial da União, prevê o pagamento a partir do dia 8 de fevereiro para quem recebe o programa de Integração Social (PIS) e para o dia 15 para os servidores públicos beneficiados pelo Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).
Em entrevista ao site da DINHEIRO, o representante da Força Sindical no conselho, Sergio Luiz Leite, afirmou que o novo calendário, que vai concentrar os pagamentos de 2020 no primeiro semestre de 2022, atende às reivindicações dos trabalhadores. “Para nós é muito importante, nesse momento difícil que o país passa, injetar alguns bilhões de reais na economia neste primeiro semestre para ajudar os trabalhadores”, disse.
De acordo com o governo, mais de 23 milhões de trabalhadores podem receber o abono, que soma um montante de R$ 21 bilhões.
Quem pode receber
Pode receber quem exerceu qualquer atividade remunerada neste ano por mais de 30 dias, com carteira assinada, e recebe até dois salários mínimos por mês (R$ 2.200).
Ainda é necessário estar inscrito no PIS-Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
O valor do abono é proporcional aos meses em que o trabalhador esteve empregado com carteira assinada em 2020, chegando ao máximo de um salário mínimo, R$ 1.212.
Confira como ficará o calendário, que será organizado pelo mês de nascimento no PIS e pelo número de inscrição no Pasep:
PIS
Pasep Final da inscrição Saque liberado dia
0 15/02/2022
1 15/02/2022
2 17/02/2022
3 17/02/2022
4 22/02/2022
5 24/02/2022
6 15/03/2022
7 17/03/2022
8 22/03/2022
9 24/03/2022
CHICAGO - Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago subiram hoje (7), sustentados por preços mais fortes de farelo de soja e pela seca persistente na Argentina e em partes do Brasil.
A soja para março ganhou 23 centavos, fechando a 14,1025 dólares por bushel. O contrato mais ativo da CBOT avançou 71 centavos, ou 7,47%, na semana.
O contrato futuro de farelo de soja avançou 14 dólares, para 425 dólares a tonelada, com o mercado atingindo máximas de contrato para todos os meses.
O milho terminou em alta pelo segundo dia, com a firmeza do mercado de soja em meio à seca na América do Sul. O contrato março fechou com ganhos de 3,25 centavos, a 6,0675 dólares o bushel.
O trigo recebeu suporte dos outros mercados de grãos. O contrato março encerrou com alta de 12,50 centavos, a 7,5850 dólares por bushel, após cair a 7,3550 dólares, o menor valor desde outubro de 2021.
Reuters
FRANÇA - Um presidente centrista em campanha apesar de ainda não ser candidato, uma direita que ressurgiu e tem opções de voltar ao Eliseu e uma esquerda desintegrada. A França entrou em uma nova fase de uma eleição presidencial que segue aberta marcada para abril.
A três meses da eleição, o presidente Emmanuel Macron, que afirma ter vontade de se apresentar à reeleição, enfrenta desde dezembro a ascensão da candidata da outrora direita governante Os Republicanos (LR), Valérie Pécresse.
A maioria das pesquisas dá uma leve vantagem para Macron no segundo turno, contando com que a presidente da região de Paris consiga passar à frente de seus rivais de extrema direita: a deputada Marine Le Pen e o ex-polêmico Éric Zemmour.
Esses últimos conseguiram impor seus temas favoritos no debate eleitoral - imigração, insegurança, identidade -, mas, no início de 2022, algumas declarações polêmicas de Macron e um surto de casos de covid-19 devolveram a atenção total à pandemia.
"Para os não vacinados, quero muito irritá-los. E vamos continuar fazendo isso, até o fim", admitiu Macron em uma entrevista na terça-feira ao jornal Le Parisien, declarações que disse assumir "completamente" nesta sexta.
Para os observadores, com esta polêmica, o líder liberal tentou chamar a atenção dos defensores da vacinação e impor a questão da pandemia na campanha. Segundo uma pesquisa recente, 47% de franceses aprovam essas declarações.
Esta pesquisa de BVA para RTL e Orange confirma também a imagem das últimas semanas, com Macron na liderança no primeiro turno com 25% das intenções de voto, seguido de Le Pen (17%) e Pécresse (16%), e de Éric Zemmour (12%), um pouco mais atrás.
- "Limpeza" -
Para recuperar o impulso consquistado após sua designação em dezembro no marco de eleições primárias da direita, Pécresse relembrou na quinta-feira uma polêmica declaração de Nicolas Sarkozy, ex-ministro do Interior e ex-presidente conservador, sobre a insegurança.
"Vou recuperar o Kärcher [nome de uma marca de lavadoras de pressão] do sótão" para "fazer uma limpeza" de "traficantes de drogas, bandidos criminosos" nos bairros com altos níveis de insegurança.
Com suas declarações, paralelamente a uma visita a dois redutos da extrema direita, a política considerada moderada em seu partido busca reconfortar a ala mais de direita do LR, partido que já viu em 2017 como alguns de seus membros de centro se uniam a Macron.
Tanto Pécresse como Le Pen e Zemmour buscam se impor no bloco de direita para tentar alcançar um lugar na eleição e, para isso, não hesitam em apresentar uma imagem de Macron como alguém autoritário e que não defende os interesses da França.
Sendo assim, o hasteamento da bandeira europeia no Arco do Triunfo, para marcar o início em 1º de janeiro da presidência rotativa francesa da União Europeia (UE), foi classificado por Le Pen como "um atentado à identidade" e um "insulto aos mortos" pela França.
O mandato do presidente liberal, eleito em 2017 com uma imagem de europeísta e reformista, foi marcado, além da pandemia, por um importante movimento de protesto social em 2018 e 2019, os "coletes amarelos".
- Primárias de esquerda? -
Quase inaudíveis nos temas de fundo, os candidatos de esquerda e ambientalista estão pressionados para apresentar uma candidatura unitária e tentar voltar ao segundo turno, especialmente quando as pesquisas não dão a nenhum deles mais de 10% das intenções de voto.
A candidata socialista, a prefeita de Paris Anne Hidalgo, que segundo as pesquisas está atrás de seus rivais de esquerda radical Jean-Luc Mélenchon e ambientalista Yannick Jadot, alterou a pré-campanha em dezembro ao defender primárias de esquerda.
Essa ideia foi rejeitada pela maioria dos candidatos dessa tendência, que poderiam aumentar na próxima semana. A famosa ex-ministra da Justiça Christiane Taubira deve anunciar em 15 de janeiro se vai participar da Primária Popular, uma iniciativa cidadã.
A política da Guiana Francesa, território localizado na América do Sul entre Brasil e Suriname, estuda dar este passo, que é quase certo, diante do "beco sem saída" da esquerda na eleição e em uma tentativa de conquistar a aparentemente impossível unidade.
EUA - Considerado uma das maiores promessas do Ultimate, Sean O'Malley mostrou ter planos audaciosos para a sua carreira. Em declaração dada em seu podcast, o peso galo (até 61,2kg) afirmou que se considera um dos maiores atletas do atual plantel do Ultimate e cravou que se tornará uma estrela maior do que Conor McGregor.
“Não sou o maior nome, nem o maior pay-per-view ainda. Nunca cheguei a liderar um evento numerado, mas aposto que quem está no UFC olhando para números e potencial, olha para mim e sabe quem é o 'papai'. Eu disse isso no ‘Contender Series’, que seria maior do que (Conor) McGregor. Lembro que realmente acreditei. Vejo que não há muitos lutadores maiores do que eu agora. Digam o que quiser, mas quem é maior do que eu agora? Eu poderia liderar um evento numerado agora, com o oponente certo. Não com alguns desses idiotas que estão me desafiando. Você precisa ter um bom parceiro de dança", afirmou O'Malley.
Décimo segundo do ranking dos galos, o 'Sugar' vem embalado por três vitórias consecutivas, todas em 2021. O norte-americano derrotou em sequência Thomas Almeida, Kris Moutinho e Raulian Paiva. O combatente possui um cartel de 15 triunfos e apenas um revés no MMA profissional.
Gabriel Fareli / SUPERLUTAS
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