CHINA - O efeito de contágio dos problemas de dívida do China Evergrande Group no sistema bancário é controlável, disse um funcionário do banco central da China ontem (15), em raros comentários oficiais sobre a crise de liquidez na incorporadora que abalou os mercados globais.
As autoridades chinesas estão pedindo à Evergrande que intensifique as alienações de ativos e a retomada dos projetos, disse Zou Lan, chefe de mercados financeiros do Banco do Povo da China, em coletiva de imprensa, acrescentando que as instituições financeiras individuais não têm alta concentração de exposição à Evergrande.
“Nos últimos anos, essa empresa não operou e administrou bem a si mesma. Ela falhou em conduzir operações prudentes de acordo com as mudanças nas condições do mercado e diversificou e expandiu cegamente seus negócios”, disse Zou em Pequim.
As autoridades chinesas e a mídia estatal têm ficado em silêncio sobre a crise na Evergrande, que deixou de pagar uma série de juros sobre títulos e tem US$ 300 bilhões em dívidas, tornando-se a incorporadora mais endividada do mundo.