Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Um fato muito comum nas clínicas veterinárias é o atendimento de cachorros e gatos que engoliram objetos inapropriados, o que exige agilidade e precisão nos primeiros socorros para evitar graves complicações.
O Raio-X é a principal forma de diagnóstico para corpos estranhos e a Endoscopia, o método mais indicado para a retirada, pois não é invasivo e permite a recuperação imediata do pet.
Segundo Odair Carlos Confella Junior, sócio-proprietário do CEDIMVET (Centro de Diagnóstico por Imagem Veterinário), a cada mês são realizados aproximadamente 60 exames de Endoscopia.
“Durante tais procedimentos já foram retirados os mais variados objetos, dentre eles, meias, máscaras de proteção, pedras, panos, brincos, agulhas, lacinhos de cabelo, brinquedos, palito de sorvete, tampinha de garrafa, bucha de cozinha, anzol, espiga de milho, osso de frango, caroço de manga e pedaços de bola de tênis. Até uma aliança de casamento consta nessa lista”, exemplifica.
Odair Confella Jr explica que cães e gatos, principalmente os filhotes, são muito propensos a engolir itens da casa, pois eles são curiosos e ficam sempre próximos aos tutores. “Cerca de 90% das ocorrências foram solucionadas com Endoscopia, evitando cirurgias e seus habituais cortes e períodos pós-operatórios”.
O proprietário do CEDIMVET afirma que somente nos outros 10% dos casos são feitos Raio-X e verifica-se a necessidade de cirurgia, por se tratarem de materiais cortantes ou porque houve deslocamento do objeto para o intestino. “Ao constatar ou até mesmo desconfiar que o pet engoliu algo estranho, é preciso leva-lo imediatamente à clínica de sua confiança, o que aumenta bastante as chances do problema ser resolvido sem complicações. O veterinário fará exames para dar o diagnóstico e, se necessário, dará o encaminhamento para nosso serviço de Endoscopia”, resume.
Foi isso que ocorreu com a Cindy, uma cachorra da Raça Golden Retriever que mora em Araraquara. Ela engoliu nada mais e nada menos que 12 meias de uma só vez. Sua tutora, Luciana Camargo, conta que o fato inusitado aconteceu em 2019, quando Cindy tinha 5 anos. “Eu estava pendurando roupas no varal e levei um susto ao buscar na máquina de lavar as demais peças e ver que faltavam 6 pares de meias do meu filho. Fiquei muito nervosa porque não sabia o que estava acontecendo. Nem desconfiei da Cindy porque ela não tinha o hábito de pegar objetos. Chamei até um técnico para ver se o sumiço era por um defeito na máquina de lavar”.
Luciana Camargo lembra que mesmo após engolir tantas meias, Cindy não mudou seu comportamento, inclusive comendo normalmente. Porém, ela ficou muito estranha ao defecar, se sentindo incomodada e até com dor. “Fui observar e vi 2 meias em meio às fezes. Levei-a imediatamente ao veterinário, que realizou os exames e constatou que todo o material ainda estava no estômago. Ele prontamente chamou o serviço de Endoscopia da CEDIMVET e em pouco tempo, tudo foi resolvido e sem necessidade de cirurgia. A partir daí redobramos os cuidados com qualquer objeto que possa chamar a atenção da Cindy”, finaliza.
Por fim, Odair Confella Jr faz questão de alertar sobre os vários casos de reincidência, ou seja, de animais domésticos que ingerem esses objetos mais de uma vez. “Por isso, a atenção e o cuidado precisam ser redobrados”, finaliza o sócio-proprietário do CEDIMVET.
Um caso de reincidência foi vivido por Toddy (raça Shih tzu). Sua tutora, Mayara Gabriele Joaquim, conta que por ter dois filhos pequenos, as chupetas são itens muito comuns em sua casa, porém, Toddy nunca demonstrava interesse em pegá-las. “Em 10 de junho deste ano, quando Toddy estava com 6 meses, percebi que ele estava passando mal. Quando corri para ver, ele vomitou três bicos de chupetas. Fiquei muito preocupada e atenta no decorrer do dia, percebendo que ele não queria comer. Como ele vomitou mais duas vezes, conversei com a veterinária e fui orientada a fazer o Raio-X imediatamente. Fomos à CEDIMVET e constatamos que havia um bico de chupeta já no intestino. No mesmo dia ocorreu a cirurgia”, menciona.
Mayara salienta que no dia 21 de junho, um momento de descuido foi o bastante para que Toddy fizesse isso novamente. “Entrei em desespero e ao fazer um novo Raio-X vi o que mais temia: um bico de chupeta no final do estômago. Resultado: Onze dias após a primeira cirurgia, sem nem ter tirado os pontos, Toddy foi operado novamente. Meu esposo e eu ficamos traumatizados e agora, todo cuidado é pouco”, conclui.
De acordo com o veterinário Fausto Crespolini dos Santos, da Clínica Polivet (Araraquara), mesmo quando o tutor não percebe na hora que seu fiel companheiro engoliu algo que não devia, alguns sintomas começarão a aparecer. “Os principais indícios são apatia, depressão, falta de apetite, vômito, cólicas, ausência de fezes ou fezes com sangue. Caso o objeto seja tóxico, o animal terá ainda os sintomas de envenenamento, como vômitos, salivação excessiva e diarreia. Daí a importância de sermos rápidos, tanto no diagnóstico quanto nas ações necessárias em cada caso”.
Fausto destaca que para prevenir esse tipo de acidente, o tutor pode tomar algumas medidas simples: “Nunca deixe objetos impróprios ao alcance de seu cachorro ou gato; se for oferecer algum brinquedo, tenha certeza de que não contém peças que possam descolar com facilidade; demonstre para ele que a atitude de pegar qualquer objeto está errada”, completa o veterinário.
Atualização, sob responsabilidade do Centro de Pesquisa da Criança e de Formação de Educadores da Infância, recebe inscrições
SÃO CARLOS/SP - Estão abertas as inscrições para a segunda turma do curso de atualização online "Pedagogias para a educação da infância: o jogo/brincar em foco", oferecido pelo Centro de Pesquisa da Criança e de Formação de Educadores da Infância (Cfei) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Estudantes de graduação e pós-graduação, professores, educadores e outros profissionais da área, além de mães, pais e demais familiares que lidem com a primeira infância podem participar.
Com conteúdos teórico-práticos direcionados para bebês e crianças de 0 a 6 anos de idade, em contextos escolares, a grade curricular abarca conceitos desenvolvidos pela pediatra Emmi Pikler - que defende princípios como vínculo, motricidade livre e autonomia na Educação Infantil; e a Pedagogia da Escuta, conforme proposta pelo educador Loris Malaguzz, na qual o papel do professor é agir por meio do respeito, possibilitando à criança se expressar livremente na sala de aula.
A Pedagogia Montessori, criada por Maria Montessori, que dá ênfase à liberdade com limites e ao desenvolvimento natural das habilidades físicas, sociais e psicológicas, também é abordada na formação. De acordo com os professores responsáveis pelo curso, o estudo dessas pedagogias possibilita inspirações, aquisição e aprofundamento de conhecimentos científicos e práticos com as crianças.
As aulas da capacitação, que tem 15 horas de duração no total, acontecem em três encontros às sextas-feiras, com 2h30 de duração cada, nos dias 17 e 24 de setembro e 1º de outubro, sempre às 14 horas. O curso conta com certificação emitida pela UFSCar. O formulário de inscrições e mais informações devem ser acessados em jogobrincar.faiufscar.com. Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos realizou na terça-feira (10) mais um encontro virtual do projeto Visite a Câmara Online. Participaram da atividade os alunos do Programa Educação para o Trabalho do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) de São Carlos, com a orientação das professoras Allyne Cristina dos Santos e Carolina de Almeida.
Desde 2009, o Poder Legislativo Municipal realiza o Visite a Câmara, projeto de caráter educativo que promove a visita de grupos às instalações da Casa de Leis como forma de incentivar a participação política dos cidadãos e a divulgação da história são-carlense. Com a pandemia de Covid-19, o projeto presencial teve que ser suspenso, mas foi retomado de forma virtual.
Durante o encontro, funcionários da Câmara apresentaram informações sobre a história do Legislativo Municipal, o funcionamento da Biblioteca Jurídica, a organização das atividades legislativas e a separação de poderes no país. Também foram discutidos assuntos como as funções dos vereadores e como a população pode participar das atividades da Câmara.
COMO AGENDAR - O agendamento para o Visite a Câmara Online deve ser realizado via e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Qualquer dúvida, entrar em contato com a Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal pelos telefones 3362-2088 ou 3362-2087.
Fiscais estão atuando em São Carlos, Descalvado, Itirapina, Dourado, Ribeirão Bonito, Brotas e Ibaté
SÃO CARLOS/SP - As atividades da força tarefa de fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo - Crea-SP, realizadas na primeira semana de agosto, foram iniciadas na sede da Associação dos engenheiros Arquitetos e Agrônomos de São Carlos e alcançaram claro, São Carlos, Descalvado, Itirapina, Dourado, Ribeirão Bonito, Brotas, Ibaté, tendo como foco o cumprimento da legislação pertinente à prestação de serviços pelos profissionais representados pelo Conselho e também atendendo às denúncias em obras de engenharia, agronomia e geociências em empresas do ramo civil, mecânico, elétrico e agronômico.
Os 7 agentes do CREA-SP fiscalizaram 91 obras de pequeno, médio e grande porte sendo que nelas, 108 pessoas jurídicas envolvidas nas atividades tiveram documentação analisadas. Dessas 49 estavam sem os registros exigidos, sendo que 14 tem sua situação ainda sob análise. Das 165 pessoas físicas atuando nas obras, 97 tinham registro e apenas 5 não possuíam a documentação exigida e desse total 50 estão sob análise da fiscalização. Para Juliano Resende, chefe de unidade do CREA-SP em São Carlos, os resultados foram positivos: “Estivemos em todas as 7 cidades e o número de empresas foi muito bom, já que fiscalizá-las fora das obras é sempre mais difícil. Além disso o número de profissionais com registro também foi alto, mostrando que o CREA-SP está presente.”.
As ações de fiscalização têm caráter orientativo e preventivo visando a conscientização de empresas e da sociedade sobre a importância de se ter um profissional habilitado à frente das atividades técnicas. Porém, a falta de cumprimento da legislação vigente resulta em punições pertinentes.
“O objetivo é a segurança da população ao garantir que leigos não assumam funções que competem às profissões abrangidas pelo Conselho”, ressalta o presidente do Crea-SP, engenheiro de telecomunicações Vinícius Marchese.
Essa força-tarefa realizada em várias regiões do Estado faz parte de um pacote de ações, que deve atingir 200 mil fiscalizações até o fim do ano. Somente no primeiro trimestre de 2021, foram registradas cerca de 55 mil atividades fiscalizatórias pelo Crea-SP.
De 2015 a 2019, o Crea-SP obteve um incremento de 500% nas ações de fiscalização. O aumento se deve ao uso das tecnologias para apoio à fiscalização, com pesquisas e apurações remotas antes dos agentes fiscais irem a campo e, também, à adoção do modelo das forças-tarefas, desenvolvidas em todo o Estado. No primeiro trimestre de 2021, já foram registradas cerca de 55 mil ações fiscalizatórias. A expectativa é alcançar 200 mil ações até o fim do ano.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.