Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Com o objetivo de promover a inclusão, o respeito às diversidades, ampliar a comunicação e o atendimento à população – em especial aos usuários surdos dos serviços públicos –, a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPDMR), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), realizou, ao longo do ano, uma série de capacitações dos servidores públicos municipais de várias secretarias, fundações e autarquias, ensinando alguns colaboradores a se comunicarem pela Língua Brasileira de Sinais (Libras).
Nesta semana, foi concluída mais uma etapa de capacitação do módulo do curso de libras para 16 servidores que fazem o atendimento em diversos departamentos das secretarias municipais.
A iniciativa visa proporcionar o ensino e a melhoria desta comunicação aos servidores, evitando a barreira da língua entre os colegas de trabalho e a população surda. O domínio da linguagem em Libras, por meio da capacitação apropriada, humaniza o atendimento porque permite aos servidores atender as pessoas surdas da mesma forma que as ouvintes.
Para o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Rafinha Almeida, a qualificação é importante para que toda a população seja acolhida. “Nós ficamos felizes em ter esta parceria com o SENAC e que preza pela capacitação dos servidores municipais. Vale destacar a satisfação dos colaboradores que relataram as experiências que tiveram no dia a dia de trabalho ao realizarem os atendimentos de munícipes surdos, que conseguiram se comunicar e serem compreendidos. A Língua Brasileira de Sinais é um idioma gestual visual usado para promover acessibilidade comunicacional de pessoas com deficiência auditiva e surdas, e a capacitação promove esta inclusão”, salienta Rafinha.
A SMPDMR afirma que a meta é capacitar o maior número de servidores públicos municipais como forma de melhorar o atendimento para as Pessoas com Deficiência (PCDs) e, principalmente, o acolhimento que é feito às pessoas surdas nos órgãos municipais. O curso busca não apenas ensinar a comunicação em Libras, mas também sensibilizar os servidores sobre a importância de saber se comunicar bem para garantir que todos os cidadãos, independentemente de suas condições físicas ou comunicativas, tenham acesso apropriado aos serviços públicos.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), e em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) do Governo do Estado, concluiu a qualificação de cerca de 70 servidores da rede municipal de saúde sobre ações de imunização, trazendo informações atualizadas a estes profissionais a respeito do tema.
Foram três encontros ao todo, sendo o último ocorrido na quinta-feira (12/12), ocasiões em que auxiliares de enfermagem, técnicos de enfermagem e enfermeiros de diversas unidades de saúde do município receberam orientações e puderam esclarecer dúvidas sobre as normas vigentes de imunização.
Entre outros assuntos, a qualificação abordou fundamentos teóricos das vacinas, a técnica de aplicação, os eventos adversos e outras questões de imunização, bem como estudos de casos onde puderam vivenciar situações de rotina e aplicar o conteúdo repassado.
A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde, Denise Mello Martins, comenta os objetivos desta ação. “Este conteúdo é importante porque há a necessidade de se fazer uma atualização anual sobre as vacinas, já que o Ministério da Saúde vem adotando notas técnicas e novas medidas de orientação. A gente também tem recebido muitos profissionais novos concursados e a capacitação constante é fundamental para todos nós prestarmos um atendimento ainda mais qualificado à população. Nossa ideia é de que estas pessoas que participaram da capacitação sejam multiplicadoras em suas unidades”, disse Denise, recordando que a iniciativa também contou com o apoio do Departamento de Gestão do Cuidado Ambulatorial da SMS.
SÃO CARLOS/SP - O Bazar das Voluntárias da Santa Casa de São Carlos foi um sucesso mais uma vez. Na edição deste ano, o evento arrecadou R$ 15.290, valor que será integralmente destinado ao hospital, que atende mais de 400 mil pessoas de São Carlos e de outras cinco cidades da região: Descalvado, Dourado, Porto Ferreira, Ibaté e Ribeirão Bonito.
Os visitantes tiveram a oportunidade de adquirir peças exclusivas e feitas com muito carinho, com bordados e adereços que traduzem a dedicação das voluntárias. Os preços acessíveis, variando entre R$ 10 e R$ 150, garantiram que todos pudessem participar e contribuir com a causa.
Mariangela Pucci Toledo, coordenadora do grupo de voluntárias, destacou a importância do trabalho realizado. "Cada peça que criamos carrega um toque especial, feito com dedicação e amor. É muito gratificante saber que esse esforço contribui diretamente para a Santa Casa."
O Provedor da Santa Casa, Antonio Valerio Morillas Junior, ressaltou a importânia da ação. "O trabalho das voluntárias vai muito além das peças produzidas. É uma demonstração de solidariedade e comprometimento com a nossa instituição e com as milhares de pessoas que dependem dos serviços da Santa Casa. Somos profundamente gratos por essa iniciativa que faz tanta diferença."
SÃO CARLOS/SP - A Unidade de Saúde da Família (USF) Santa Angelina/Arnon de Mello recebeu a primeira horta medicinal do município de São Carlos. Agentes comunitários de saúde, médicos, enfermeiros, dentistas e a comunidade participaram da capacitação, conhecendo todas as plantas, suas aplicações e a identificação da ficha técnica vegetal no canteiro medicinal.
O evento faz parte do projeto Farmácia Viva, promovido pelo Ministério da Saúde, e que foi abraçado pela Prefeitura de São Carlos em parceria com a COMPICS&EPS e a Fundação Educacional de São Carlos (FESC). O projeto disponibiliza plantas medicinais à população, com segurança e eficácia comprovadas cientificamente, tendo como objetivo promover o acesso a medicamentos fitoterápicos de qualidade, especialmente para comunidades carentes. Além disso, também visa preservar o conhecimento tradicional e as espécies nativas da região, integrar os conhecimentos populares aos resultados de pesquisas acadêmicas, levar a informação científica à comunidade e envolver comunidade, escolas e universidades.
Para a farmacêutica e coordenadora do projeto Farmácia Viva em São Carlos, Lucimara Peres, o momento é de alegria pela aplicação da iniciativa. “O projeto foi submetido há cinco anos ao Ministério da Saúde, então eu estou muito feliz em ver o que está acontecendo agora. Para os próximos passos, nós já estamos com a aprovação da sala de controle de qualidade e vamos ter um local maior para o cultivo das plantas medicinais para que sejam distribuídas nas farmácias do SUS mediante prescrição de profissionais habilitados”, disse Lucimara.
A enfermeira Giovanna Cosme ressalta que era um sonho da equipe ter essa horta na USF e que a capacitação vai ser passada para toda a comunidade que tiver interesse em consumir as plantas. “Vamos ensinar a produzir com a horta horizontal e vertical para aquelas pessoas que não têm espaço em casa ou que moram em apartamento, para que possam também produzir suas plantas medicinais. Também vamos doar as mudas para a comunidade, porque posto de saúde é isso: é levar saúde para a população, e nisso está inclusa a prevenção, através das práticas integrativas como a horta medicinal”, atesta Giovanna.
A educadora popular em saúde, bióloga e coordenadora pedagógica das formações de cultivo da Farmácia Viva, Natalia Hristov, destaca que foram quatro encontros antes desta amostra, onde foram trabalhados vários conceitos e práticas em relação ao cultivo de plantas medicinais. “Este canteiro medicinal é um passo para trazer a implementação das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), da fitoterapia, das orientações das plantas medicinais e da orientação popular. É um momento para que os profissionais possam trabalhar com seus grupos comunitários junto a sabedoria das plantas medicinais. Hoje, estamos plantando capim cidreira, funcho, babosa, citronela, hortelã, tomilho e orégano, uma variedade de plantas que posteriormente estarão disponíveis nos postos de saúde gratuitamente para toda a população”, comenta Natalia.
Já a professora de medicina da UFSCar, Aline Barreto, acredita que o trabalho com a comunidade é uma forma de transpor o conhecimento das universidades direto para as pessoas. “Quando a gente traz esse referencial dentro da saúde, nós pressupomos que a participação é com a comunidade, e não para a comunidade, então tentamos fazer da forma mais compartilhada possível, tentando traduzir o conhecimento teórico em algo que seja mais prático, de uma forma clara para as pessoas”, finaliza a professora.
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