Jornalista/Radialista
ALEMANHA - Um porta-voz da polícia indicou que foram encontrados os corpos de um homem e de uma mulher no sótão de uma casa em Schorndorf, distrito de Rems-Murr.
O sótão estava inundado e os corpos surgiram quando se drenava a água, indicou a televisão pública alemã ARD.
Outro corpo, de uma mulher de 43 anos que estava desaparecida desde domingo, foi localizado no sótão de uma casa em Schrobenhausen, na Alta Baviera.
O último falecido é um bombeiro que foi encontrado sem vida em Pfaffenhofen an der Ilm, também na Alta Baviera. O agente morreu numa operação de resgate ao cair de uma embarcação insuflável na qual se deslocava com três companheiros.
Em paralelo, prosseguem as evacuações devido à ruptura de barragens na região de Suábia. As últimas zonas abrangidas por alertas de evacuação são as de Danubio-Ries e Hamlar, enquanto em Pfaffenhofen, um dos distritos mais afetados, o nível da água começou a "descer levemente", segundo o governo local.
O chefe de governo do estado de Baden-Wurtemberg, o ecologista Winfried Kretschmann, advertiu que "situações como esta serão mais habituais". Kretschmann deslocou-se a Meckenbeuren, uma das localidades mais afetadas.
"É evidentemente uma consequência das alterações climáticas. Em comparação com a Baviera, em Baden-Wurtemberg foi menos grave, mas no norte do estado a situação é extremamente precária", advertiu.
O chanceler alemão Olaf Scholz prometeu ajudas para as zonas afetadas e novas medidas para proteger o clima. "Não podemos deixar de enfrentar as mudanças climáticas que provocamos", declarou em Reichertshofen, outras das zonas atingidas na Baviera.
O chefe do Governo alemão destaou que não são casos isolados e estão a se tornar cada vez mais frequentes, ao recordar ser esta a quarta vez no ano que visita a zona devido a inundações.
Scholz foi acompanhado pelo primeiro-ministro bávaro, Marcus Soeder, que assegurou medidas concretas na reunião do executivo regional agendada para terça-feira. "Vamos abordar a forma de ajudar rapidamente e com a menor burocracia", assinalou.
EUA - O surto de gripe aviária em vacas leiteiras nos Estados Unidos está motivando o desenvolvimento de novas vacinas de mRNA de próxima geração - semelhantes às vacinas contra a covid-19 -, que estão sendo testadas tanto em animais quanto em pessoas.
No próximo mês, o Departamento de Agricultura dos EUA começará a testar uma vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, aplicando-a em bezerros.
A ideia: se a vacinação de vacas proteger os trabalhadores rurais, isso pode significar menos chances de o vírus saltar para as pessoas e sofrer mutações de maneira que possa impulsionar a propagação de humano para humano.
Enquanto isso, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos norte-americano tem conversado com fabricantes sobre possíveis vacinas de mRNA contra a gripe para pessoas que, se necessário, poderiam complementar milhões de doses da vacina contra gripe aviária já em mãos do governo.
"Se houver uma pandemia, haverá uma enorme demanda por vacina", afirma Richard Webby, pesquisador de gripe no Hospital de Pesquisa Infantil St. Jude em Memphis. "Quanto mais plataformas de fabricação de vacinas diferentes puderem responder a isso, melhor."
O vírus da gripe aviária vem se espalhando entre mais espécies de animais em dezenas de países desde 2020. Foi detectado em rebanhos leiteiros nos Estados Unidos em março, embora os investigadores acreditem que possa estar em vacas desde dezembro.
Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou que foi encontrado em alpacas, espécies de mamíferos, pela primeira vez.
Pelo menos três pessoas - todas trabalhadoras de fazendas com vacas infectadas - foram diagnosticadas com gripe aviária, embora as doenças tenham sido consideradas leves. Mas versões anteriores do mesmo vírus H5N1 da gripe foram altamente letais para humanos em outras partes do mundo.
Este terceiro caso é o primeiro de pessoa apresentando sintomas respiratórios, incluindo tosse, dor de garganta e olhos lacrimejantes, o que geralmente aumenta a probabilidade de transmissão para outras pessoas, disseram autoridades federais na quinta-feira, 30.
Oficiais estão tomando medidas para estarem preparados caso o vírus sofra mutação de uma maneira a torná-lo mais mortal ou habilite sua propagação mais fácil de pessoa para pessoa.
Tradicionalmente, a maioria das vacinas contra gripe é feita através de um processo de fabricação baseado em ovos que tem sido usado por mais de 70 anos. Envolve injetar um vírus candidato em ovos de galinha fertilizados, que são incubados por vários dias para permitir que os vírus cresçam. O fluido é colhido dos ovos e é usado como base para as vacinas, com vírus mortos ou enfraquecidos preparando o sistema imunológico do corpo.
No lugar de ovos - também vulneráveis às limitações de fornecimento causadas pela gripe aviária - algumas vacinas contra gripe são feitas em grandes fermentadores de células.
Oficiais dizem que já têm duas vacinas candidatas para pessoas que parecem ser bem correspondentes ao vírus da gripe aviária nos rebanhos leiteiros dos Estados Unidos. O Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, da sigla em inglês) usaram o vírus circulante da gripe aviária como a cepa semente para elas. O governo tem centenas de milhares de doses de vacina em seringas pré-preenchidas e frascos que provavelmente poderiam ser distribuídos em questão de semanas, se necessário, conforme funcionários federais de saúde.
Eles também dizem que têm antígeno em massa que poderia gerar quase 10 milhões de doses a mais que poderiam ser preenchidas, finalizadas e distribuídas em questão de poucos meses. A CSL Seqirus, que fabrica vacina contra gripe baseada em células, anunciou nesta semana que o governo a contratou para preencher e finalizar cerca de 4,8 milhões dessas doses. O trabalho poderia ser feito até o fim do verão [no Hemisfério Norte], segundo disseram, nesta semana, funcionários de saúde dos EUA.
No entanto, as linhas de produção para vacinas contra a gripe já estão trabalhando nas vacinas sazonais deste outono - um trabalho que teria que ser interrompido para produzir milhões de doses a mais da vacina contra gripe aviária. Assim, o governo tem buscado outra abordagem mais rápida: a tecnologia de mRNA usada para produzir as vacinas primárias implantadas contra a covid-19.
Essas vacinas de RNA mensageiro são feitas usando uma pequena seção de material genético do vírus. O plano genético é projetado para ensinar o corpo como fazer uma proteína usada para construir imunidade.
A empresa farmacêutica Moderna já tem uma vacina de mRNA contra gripe aviária em testes humanos de estágio muito inicial. Em uma declaração, a comanhia confirmou que "estamos em discussões com o governo dos EUA sobre o avanço do nosso candidato a vacina contra gripe pandêmica."
Trabalhos similares têm sido realizados na Pfizer. Pesquisadores da empresa em dezembro administraram em pessoas voluntárias uma vacina de mRNA contra uma cepa de gripe aviária que é semelhante - mas não exatamente a mesma - à que está em vacas. Desde então, os pesquisadores realizaram um experimento de laboratório expondo amostras de sangue desses voluntários à cepa vista em fazendas leiteiras, e viram um "aumento notável nas respostas de anticorpos", disse a Pfizer em uma declaração.
Quanto à vacina para vacas, o imunologista da Penn, Scott Hensley, trabalhou com o pioneiro de mRNA e laureado com o Nobel, Drew Weissman, para produzir as doses experimentais. Hensley diz que essa vacina é semelhante à da Moderna para pessoas.
Nos testes iniciais, camundongos e furões produziram altos níveis de anticorpos lutadores contra o vírus da gripe aviária após a vacinação.
Em outro experimento, os pesquisadores vacinaram um grupo de furões e os infectaram deliberadamente, e então compararam o que aconteceu com furões que não haviam sido vacinados. Todos os animais vacinados sobreviveram e os não vacinados não, conta Hensley.
"A vacina foi realmente bem-sucedida", informa Webby, cujo laboratório fez esse trabalho no ano passado em colaboração com Hensley.
O estudo com vacas será semelhante aos testes de primeiro passo inicialmente feitos em animais menores. O plano é inicialmente vacinar cerca de 10 bezerros, metade com uma dose e metade com outra. Então, seu sangue será coletado e examinado para verificar quanta quantidade de anticorpos lutadores contra a gripe aviária foi produzida.
O estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos terá primeiramente que determinar a dose certa para um animal tão grande, diz Hensley, antes de testar se isso os protege como fez com animais menores.
"O que me assusta mais é a quantidade de interação entre gado e humanos", acrescenta ele.
"Não estamos falando de um animal que vive no topo de uma montanha", diz ele. "Se fosse um surto de lince, eu me sentiria mal pelos linces, mas isso não representa um grande risco humano."
Se uma vacina reduzir a quantidade de vírus na vaca, "então, no final, reduzimos a chance de que um vírus mutante que se espalha em humanos vá emergir", diz ele. /AP
Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial.
POR ESTADAO CONTEUDO
SÃO PAULO/SP - O saldo do vale-refeição do trabalhador brasileiro dura em média 11 dias, segundo um levantamento de empresa do ramo que considera o primeiro trimestre de 2024. O índice aponta ainda uma estagnação do benefício em relação ao mesmo período do ano passado, mas uma queda de 38% quando comparado há 5 anos, quando a duração ficou em 18 dias.
De acordo com a pesquisa, o gasto médio dos brasileiros que usam o vale foi de R$ 51,19 por transação, sendo o almoço a refeição com maior uso do benefício, correspondente a 40% do total. Na sequência, aparece o jantar, com 31%.
“Pelo segundo ano consecutivo, vimos a inflação impactar na duração do vale-refeição, que manteve o patamar dos 11 dias. Essa constância é positiva, apesar do período ainda ser baixo”, disse o diretor-executivo de Estabelecimentos da Pluxee, empresa responsável pela pesquisa, Antônio Alberto Aguiar.
Em relação ao uso do vale-alimentação, as transações realizadas registraram aumento de 9% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2023. O levantamento indica que 39% dos brasileiros usam o crédito na primeira semana do mês, com um gasto médio por compra de R$ 94,70.
O consumo em supermercados lidera o ranking das compras com o vale-alimentação, com 43,76%. Em seguida, aparecem o atacarejo (20,46%), minimercado (12,18%), padaria (7,61%) e açougue/peixaria (5,04%).
“O levantamento registrou que 67% dos usuários efetuaram compras em até três estabelecimentos diferentes; 22% visitaram entre quatro e seis estabelecimentos; 8% usaram o benefício em até 10 locais distintos; 2% em até 15 e apenas 1% dos usuários compraram itens de alimentação em mais de 16 estabelecimentos”, diz o estudo.
Perfil do trabalhador
Dos trabalhadores entrevistados, 90% recebem algum benefício, seja vale-alimentação (56%), refeição (43%) ou transporte (50%).
No Brasil, o valor médio total dos benefícios relacionados a refeição e alimentação é de R$ 480,48. O Centro-Oeste lidera a posição das regiões com valor médio mais alto, com R$ 546,35. Na sequência, aparece o Sudeste (R$ 491,82), Sul (R$ 490,74), Norte (R$ 459,85) e Nordeste (R$ 397,06).
A duração do benefício por unidade da federação ganha destaque em Minas Gerais, onde o trabalhador leva em média 14 dias para gastar o vale-refeição.
“O levantamento aponta que o vale-alimentação é o benefício mais desejado por 46% dos trabalhadores, seguido por seguro saúde (46%) e vale-refeição (31%)”, concluiu.
Giovana Cardoso, do R7
BRASÍLIA/DF - A ministra Cármen Lúcia ao tomar posse na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), disse na segunda-feira, 03 de junho, que mentiras espalhadas em redes sociais são um "desaforo tirânico contra a integridade das democracias".
Seu discurso foi recheado de termos críticos às desinformações espalhadas nas redes e na defesa de punições a quem espalhar esse tipo de conteúdo. O tema deve ser prioridade em seu mandato na presidência.
"[A mentira nas redes] É um instrumento de covardes e egoístas", afirmou Cármen, em seu discurso após ser empossada.
"O algoritmo do ódio, invisível e presente, senta-se à mesa de todos. É preciso ter em mente que ódio e violência não são gratuitos", acrescentou.
Ao iniciar o discurso, ela agradeceu ao seu antecessor na presidência da corte, Alexandre de Moraes, pela "ação rigorosa e firme" contra os ataques às eleições e ao sistema de votação antes e depois das eleições de 2022.
"A atuação deste grande ministro foi determinante para a realização de eleições seguras, sérias, e transparentes num momento de grande perturbação provocada pela atuação de antidemocratas que buscaram quebrantar os pilares republicanos dos últimos 40 anos", afirmou.
O evento teve a participação do presidente Lula (PT) e dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), além de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), como o presidente Luís Roberto Barroso, e do STJ (Superior Tribunal de Justiça).
Cármen Lúcia sucede Moraes na presidência da corte eleitoral e estará à frente do tribunal até meados de 2026. Ela estará à frente do TSE nas eleições municipais deste ano.
Moraes também deixará a corte eleitoral, e sua vaga será ocupada pelo ministro do Supremo André Mendonça.
A magistrada tem dito que sua gestão será marcada pelo combate à desinformação nas eleições. No começo do ano, o TSE aprovou resoluções de sua relatoria que regula uso da inteligência artificial nos contextos eleitorais e a vedação absoluta de uso de deepfake na propaganda eleitoral, já para o pleito de 2024.
Ela estabeleceu que a inteligência artificial será feita com exigência de rótulos de identificação de conteúdo sintético multimídia. A utilização de IA de forma irregular poderá acarretar a cassação do registro e mandato.
É a segunda passagem de Cármen Lúcia na presidência do TSE. Em 2012, ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo na história e comandou também comandou as eleições municipais daquele ano. Em novembro de 2013, Cármen deixou o TSE após o fim do mandato.
Antes da fala de Cármen, discursaram o corregedor do TSE, ministro Raul Araújo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti.
Gonet exaltou a atuação de Cármen no mandato anterior, como aplicação da Lei da Ficha Limpa e instalação do processo judicial eletrônico.
"Na sua volta à presidência da corte estamos todos seguros de que a causa do bem continuará a ter o refletido e enérgico empenho de que a democracia necessita para triunfar", disse Gonet.
Ao falar, Simonetti disse que a OAB é parceira do TSE em iniciativas de defesa da democracia, como campanhas para disseminação de informações corretas sobre a eleição.
Mas também mencionou, sem nominar, uma crítica que integrantes da Ordem têm feito a Alexandre de Moraes, que negou a chamada sustentação oral –manifestação presencial da defesa– a advogados em algumas ocasiões.
"O início deste novo ciclo da Justiça Eleitoral é, portanto, uma ocasião oportuna para, mais uma vez, exaltar os direitos e garantias individuais e as prerrogativas da advocacia", disse Simonetti.
"Estamos unidos na defesa de nossas prerrogativas, como o direito de realizar sustentação oral de forma presencial", afirmou o presidente da OAB. "A sustentação oral é um direito basilar do cidadão que recorre ao Judiciário por meio de seus advogados."
POR FOLHAPRESS
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.