Jornalista/Radialista
MÉXICO - Os juízes da Corte Internacional de Justiça (CIJ) rejeitaram, na última quinta-feira (23), as medidas de emergência que o México havia pedido contra o Equador após policiais invadirem a embaixada do país norte-americano em Quito.
O México havia solicitado a proteção dos arquivos no local, a permissão para que funcionários mexicanos desocupem a sede diplomática e a abstenção do Equador em relação a qualquer ato que pudesse afetar a implementação das ordens da CIJ.
A corte sediada em Haia, no entanto, decidiu de forma unânime que o Equador ofereceu garantias para essas questões. Tais compromissos, segundo o tribunal, "são vinculativos e criam obrigações jurídicas" para o Equador. "Atualmente, não existe urgência, no sentido de que não existe um risco real e iminente de prejuízo irreparável aos direitos reclamados pelo solicitante [México]", afirmou a corte.
No entanto, a sentença lida pelo presidente do tribunal, o juiz Nawaf Salam, enfatizou "a importância fundamental do princípio consagrado na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas". "Não existe um requisito prévio mais fundamental para o desenvolvimento das relações entre Estados do que a inviolabilidade das instalações diplomáticas e das embaixadas", afirmou Salam.
Embora as sentenças do principal órgão judicial da ONU sejam vinculantes, a corte tem poucos meios de fazê-las valer na prática. Os representantes de ambos os países, porém, saudaram a decisão.
"O governo do México está muito satisfeito com a ordem emitida pela CIJ, (...) porque reconhece (...) que a inviolabilidade de uma missão diplomática é absoluta", disse o advogado Alejandro Celorio, do México. Para ele, o fato de a corte ter considerado vinculativas as garantias equatorianas força Quito a proteger as instalações diplomáticas mexicanas.
O representante do Equador, Andrés Terán Parral, por sua vez, afirmou que seu país mantém as garantias oferecidas ao tribunal e acolhe a decisão. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Equador afirmou que a decisão da CIJ "confirma o caráter desnecessário" do pedido apresentado pelo México.
No próximo passo, os juízes analisarão o mérito da questão, na qual o México acusa o Equador de violar a legislação internacional. Quito, porém, também processou o México na CIJ, alegando que o país norte-americano concedeu asilo ilegalmente ao ex-vice-presidente Jorge Glas, que foi condenado duas vezes por corrupção e enfrenta novas acusações.
A invasão, em abril, aconteceu para executar um mandado de prisão contra o político, que estava abrigado na embaixada mexicana desde dezembro.
Como resultado, o governo mexicano rompeu relações com o Equador e anunciou o processo em Haia. A ação de Quito foi criticada por vários países, inclusive o Brasil. A Convenção de Viena, assinada pelo Equador em 1961, determina que Estados signatários devem tomar todas as medidas para proteger a missão diplomática de outras nações em seu território e que seus prédios e propriedades são imunes a buscas e apreensões.
Na época, a invasão sem precedentes a uma embaixada na região foi o estopim da crise entre os dois países, que já se intensificava nos dias anteriores.
A tensão começou quando o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, afirmou que o assassinato do candidato Fernando Villavicencio nas eleições presidenciais do Equador, em 2023, havia aberto o caminho para a vitória de Daniel Noboa, atual presidente da nação sul-americana. O equatoriano, então, expulsou a embaixadora do México, que respondeu concedendo asilo a Glas.
Em abril, um tribunal equatoriano decidiu que, embora a prisão de Glas tenha sido ilegal, ele deve permanecer na prisão devido a condenações anteriores, e sua equipe jurídica prometeu recorrer. O ex-presidente enfrenta acusações de desvio de fundos arrecadados para ajudar na reconstrução da província costeira de Manabí após um terremoto em 2016.
DUMONT/SP - Dois homens foram presos transportando mais de 300 quilos de maconha na rodovia Mário Donegá, no município de Dumont. A apreensão aconteceu na quinta-feira (23), durante Operação Impacto Cosud, do Consórcio de Integração entre estados do Sul e Sudeste.
A operação teve a participação das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) de São Paulo, da Polícia Federal.
O carro da dupla, com placas de Alfenas, Minas Gerais, foi abordado durante a fiscalização pelos policiais.
A droga estava escondida na carroceria de um utilitário. Ao todo, foram encontrados 300 quilos do entorpecente.
Após pesquisas, os policiais descobriram que a dupla possuía antecedentes criminais. Um deles por tráfico de drogas e o outro por contrabando e tentativa de homicídio.
A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal de Ribeirão Preto.
Cosud
O Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) foi formado para promover a integração entre os sete governos estaduais. Tem como objetivo tratar diversos assuntos de interesse regional, entre eles a segurança pública. Os temas são um ponto em comum entre os estados envolvidos.
Além de São Paulo e Paraná, outros cinco formam o Cosud, sendo eles: Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Por Amanda Ramos
PRESIDENTE PRUDENTE/SP - Três homens, entre 22 e 33 anos, foram presos em flagrante com 48 tijolos de maconha e mais de 400 frascos de anabolizantes. A prisão aconteceu em Presidente Prudente.
Durante patrulhamento na região, policiais militares abordaram um carro com queixa de furto. Ao perceber a presença das equipes, os suspeitos fugiram. Minutos mais tarde, os agentes encontraram o veículo em frente a um imóvel.
O trio foi abordado. Com os homens, nada de ilícito foi encontrado. Porém, ao vistoriar a casa, os policiais encontraram 48 tijolos de maconha e mais de 400 frascos e compridos de anabolizantes, todos sem o selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os suspeitos negaram a propriedade das drogas e dos anabolizantes. Ao realizar pesquisa no sistema do Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Copom), os agentes descobriram que um dos abordados era foragido da Justiça, com um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas e roubo.
Os itens apreendidos foram encaminhados para exames periciais. Os envolvidos foram levados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. O caso foi registrado como tráfico de drogas e receptação na Delegacia Seccional de Presidente Prudente.
Cardiologistas da Hapvida NotreDame Intermédica falam sobre a importância do diagnóstico precoce e tratamento da enfermidade que atinge mais de 38 milhões de pessoas no Brasil
RIBEIRÃO PRETO/SP - Conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da hipertensão arterial é de extrema importância, visto que a doença atinge mais de 38 milhões de pessoas no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde.
Segundo o cirurgião cardiovascular da Hapvida NotreDame Intermédica, José Leitão, é considerado hipertenso aquele paciente que tem uma pressão arterial elevada, ou seja, que atinge valores iguais ou superiores a 140/90 mmHg – mais conhecido como 14 por 9.
“Cerca de 38 milhões de pessoas no Brasil são consideradas hipertensas, em especial os pacientes acima de 65 anos, em que quase 50% das pessoas com essa faixa etária são portadores da doença”, afirma.
Já o médico cardiologista da Hapvida NotreDame Intermédica, Josely Figueiredo, reforça que a pressão alta exige um esforço maior do coração para distribuir o sangue pelo corpo. “A hipertensão é uma doença de causa multifatorial e metabólica, que acomete diretamente o sistema cardiovascular, levando ao enrijecimento dos vasos sanguíneos, a processos inflamatórios e à lesão de órgãos como coração, rins e cérebro. Como consequência, dificulta o fluxo sanguíneo, comprometendo o transporte de nutrientes e oxigênio para as células”, esclarece.
Figueiredo aponta a genética como a principal causa do desenvolvimento do distúrbio, mas também destaca outros fatores que influenciam nos níveis de pressão. “Peso elevado, consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo, dieta rica em sal, uso indiscriminado de anti-inflamatórios e corticosteroides, e consumo indevido de hormônios para fins estéticos podem levar à hipertensão arterial”, explica.
Primária e secundária
Leitão afirma que a hipertensão arterial pode ser diferenciada em dois tipos:
- Primária: que é a causa mais comum, em que o paciente tem o fator genético associado, presente em 80% das pessoas hipertensas;
- Secundária: em que outras doenças podem acarretar o aumento da pressão como, por exemplo, o hipertireoidismo. Assim, ao tratar a doença – o hipertireoidismo –, a pressão desse paciente, consequentemente, vai abaixar.
Silenciosa
De acordo com os cardiologistas, na maioria dos casos, a hipertensão arterial é silenciosa, não apresentando sintomas agudos. No entanto, se não for tratada adequadamente, pode trazer sérias consequências ao organismo.
“Cerca de 70% dos pacientes que são hipertensos não fazem uso regular das medicações. Isso é muito grave, já que a pressão alta é a principal causa de AVC, infarto agudo do miocárdio e embolia. Então, todo cuidado é pouco”, comenta Leitão.
“É um grave fator de risco e, na gestação, pode levar ao parto prematuro e baixo desenvolvimento fetal”, reforça Figueiredo.
Sintomas e controle da doença
Leitão orienta que, se apresentar sintomas como dor no peito, zumbido, tontura, muita dor de cabeça na região da nuca, é fundamental procurar por um médico para fazer um acompanhamento adequado.
Apesar de não ter cura, a hipertensão arterial pode ser controlada de forma eficaz, possibilitando qualidade de vida ao paciente. “Visitas regulares ao médico para o correto diagnóstico e tratamento precoce, com mudança de hábitos de vida, são as principais medidas para controlar a hipertensão arterial e, consequentemente, promover uma vida longeva e mais saudável”, conclui Figueiredo.
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