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Radio Sanca Web TV - Quinta, 24 Novembro 2022

TURQUIA - O governo da Turquia negou sexta-feira que os seus bombardeamentos contra grupos curdos no norte do Iraque e na Síria pudessem prejudicar as forças da coligação internacional liderada pelos EUA, depois do Pentágono ter dito que as suas tropas na Síria estão "directamente ameaçadas" pela ofensiva turca.

O Ministro da Defesa turco Hulusi Akar salientou que "está totalmente excluído que vamos causar danos às forças da coligação ou aos civis", informou a agência noticiosa estatal turca Anatolia. "Temos apenas um alvo, que são os terroristas", disse, acrescentando que Ancara "fez e continuará a fazer o que for necessário para acabar com o terrorismo e garantir a segurança do país".

O porta-voz do Pentágono Patrick Ryder afirmou na quarta-feira que "os recentes ataques aéreos na Síria ameaçaram directamente a segurança do pessoal dos EUA que trabalha na Síria com parceiros locais para derrotar o Estado islâmico". "Além disso, acções militares descoordenadas ameaçam a soberania do Iraque", disse ele.

Entretanto, Akar aumentou o número de membros suspeitos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e das Milícias Curdas-Sírias de Protecção do Povo (YPG) "neutralizados" desde o início da ofensiva para 326. A Turquia utiliza o termo "neutralizado" para significar que os suspeitos foram mortos, capturados ou entregues às autoridades. No caso dos bombardeamentos, implica que Ancara os considera mortos.

O Presidente turco Recep Tayyip Erdogan salientou na quarta-feira que a nova campanha de bombardeamentos contra grupos curdos no Iraque e na Síria "é apenas o início" e reiterou que Ancara lançaria operações terrestres "quando o considerar apropriado". Disse também que não excluiu uma conversa com o seu homólogo sírio, Bashar al-Assad, para abordar a situação.

A operação turca, apelidada de "Garra de Espada", foi lançada na sequência do ataque de 13 de Novembro em Istambul, que deixou seis pessoas mortas e que a Turquia culpa o PKK. No entanto, tanto o grupo como as Forças Democráticas Sírias (SDF) - uma coligação de milícias liderada pelo YPG e apoiada pela coligação internacional - dissociaram-se do ataque e expressaram as suas condolências às vítimas.

 

 

por Pedro Santos / NEWS 360

Publicado em Política

UCRÂNIA - O conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, criticou, esta quinta-feira, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, por ter afirmado que a Ucrânia poderia “pôr fim ao sofrimento” da sua população se respondesse às exigências da Rússia para acabar com o conflito armado.

Em causa está o facto de o Kremlin ter negado atacar a rede elétrica da Ucrânia para prejudicar a população civil e afirmado que a Ucrânia poderia "pôr fim ao sofrimento" da sua população.

“Não houve bombardeamentos a alvos 'sociais' - é dada especial atenção a isso”, afirmou Peskov, ressalvando, no entanto, que “quanto aos alvos que estão direta ou indiretamente relacionados com o potencial militar, estão consequentemente sujeitos a ataques”.

“A liderança da Ucrânia tem todas as oportunidades para normalizar a situação, tem todas as oportunidades para resolver a situação de modo a satisfazer os requisitos do lado russo e, consequentemente, pôr fim a todo o sofrimento possível entre a população”, disse ainda.

Na rede social Twitter, o conselheiro do presidente Volodymyr Zelensky fez questão de lembrar Peskov que “a Rússia invadiu a Ucrânia” e “pode parar a guerra a qualquer momento, sem mais mísseis e sem retirada de tropas”.

“Apelo à paz durante o lançamento de mísseis em cidades pacíficas - o mais alto grau de desordem de personalidade. Um lembrete para Peskov: A Rússia invadiu a Ucrânia. E a Rússia pode parar a guerra a qualquer momento, sem mais mísseis e sem retirada de tropas. Não é suficientemente inteligente para construir uma relação causa-efeito?”, criticou Podolyak.

O conflito entre a Ucrânia e a Rússia começou com o objetivo, segundo Vladimir Putin, de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia. A operação foi condenada pela generalidade da comunidade internacional.

A ONU confirmou que cerca de seis mil civis morreram e mais de dez mil ficaram feridos na guerra, sublinhando que os números reais serão muito superiores e só poderão ser conhecidos quando houver acesso a zonas cercadas ou sob intensos combates.

 

 

por Márcia Guímaro Rodrigues / NOTICIAS AO MINUTO

Publicado em Guerra na Ucrânia

CATAR - Contando com o faro de gol do atacante Richarlison, o Brasil derrotou a Sérvia por 2 a 0, nesta quinta-feira (24) no Estádio de Lusail, em seu primeiro jogo pelo Grupo G da Copa do Catar. Com este resultado, a seleção brasileira lidera a chave com o mesmo número de pontos da Suíça, que tem um saldo de gols pior.

Diante de 88.103 torcedores (num estádio com capacidade oficial para apenas 80 mil), o Brasil deu um show de futebol. Porém, quando começou a partida ficou nítida a estratégia da Sérvia: fazer marcação alta, pressionando a saída de bola da equipe brasileira. Seria apenas um sufoco inicial, que exige muito fôlego para continuar durante toda a partida. Ainda assim, isso fez com que o jogo ficasse sem espaços, tanto para a criação, quanto para os dribles e houvesse uma multiplicação do número de faltas feitas pelo time europeu.

O primeiro melhor momento ocorreu aos 12 minutos, quando Neymar cobrou um escanteio fechado e por pouco não fez um gol olímpico. Porém, o goleiro Milinkovic, de 2,02 metros, deu um soco em direção à linha e fundo. Aos 20 minutos, Casemiro teve liberdade para chutar da intermediária e experimentou novamente o goleiro sérvio, que defendeu em dois tempos.

Aos 26 minutos, novo lance importante da seleção, quando Vinícius Júnior foi lançado na área e Milinkovic saiu nos pés do atacante brasileiro para abafar a jogada. A essa altura, a Sérvia já estava toda retrancada, com uma linha de cinco e outra de quatro homens diante da área. Aos 31, foi a vez de Neymar cruzar rasteiro e Thiago Silva tentar de carrinho, mas a Sérvia foi salva novamente por seu goleiro.

Doze minutos depois Raphinha recebeu na área e finalizou, mas o chute saiu muito fraco, facilitando a defesa de Milinkovic. As chances, por mais que não fossem tão claras, iam aparecendo. A Sérvia estava pressionada e só ia ao ataque em raríssimas ocasiões. Dessa forma, com Richarlison encaixotado na frente e Raphinha e Vinícius Júnior tendo poucas chances, o Brasil foi para o vestiário com o amargo empate por 0 a 0. Natural para uma seleção que estava desacostumada a enfrentar adversários europeus, times muito altos e que marcam sob pressão o campo todo.

Com um minuto da etapa final, Raphinha roubou a bola no ataque e teve uma chance de ouro, mas chutou em cima de Milinkovic. Um lance que poderia mudar o destino do jogo. Porém, já era visível a nova postura do Brasil, pressionando ainda mais a defesa sérvia e colocando fogo no jogo. Faltava apenas a finalização perfeita. Aos 9 minutos, Vinícius Júnior tocou para Neymar na área, mas o camisa 10 chutou para fora.

Porém, o brasileiro lamentou mesmo o míssil dado por Alex Sandro aos 14 minutos, lance no qual a bola pegou no pé da trave do goleiro sérvio.

Aos 17, enfim, a redenção! Neymar bagunçou a zaga e tocou para Vinícius Júnior, que chutou cruzado para o goleiro espalmar para a frente. A estrela de Richarlison começou a brilhar então, quando o atacante do Tottenham (Inglaterra) bateu de primeira para fazer um país inteiro explodir de felicidade: 1 a 0! Aos 21 minutos, Vinícius Júnior teve outra oportunidade clara, mas escorregou sozinho dentro da grande área.

Mas o melhor ainda estava por vir. Aos 29 minutos Vinícius Júnior avançou pela esquerda e cruzou à meia altura. No meio da área Richarlison dominou de direita, levantando a bola, e bateu de voleio, de esquerda, para marcar um golaço. O gol mais bonito da Copa do Catar até aqui. 2 a 0 para o Brasil!

O técnico Tite começou a realizar mudanças na equipe, uma delas que deixa causa certa preocupação, a de Neymar, que levou uma entrada dura no pé direito. Porém, mesmo com as mudanças, o Brasil continuou mandando no confronto, e criando oportunidades, como a de Casemiro, aos 36 minutos, quando arriscou de fora da área para acertar o travessão da Sérvia. Sem dúvida, a melhor apresentação de uma seleção neste Mundial após os 16 jogos da primeira rodada.

Na próxima segunda (28), pela segunda rodada do Grupo G, o Brasil pega a Suíça a partir das 13h (horário de Brasília). Já Sérvia e Camarões, derrotados na primeira rodada, buscarão a reabilitação no mesmo dia, mas a partir das 7 horas.

 

 

Por Carlos Molinari - TV Brasil - AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Esportes

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