SANTOS/SP - O cantor e compositor Roberto Carlos quebrou o silêncio e abriu seu coração sobre a recente perda de Carminha, sua amiga íntima e ex-secretária. A companheira, que trabalhou ao lado do artista por muitos anos, enfrentou dificuldades devido ao diagnóstico de Alzheimer, levando à sua aposentadoria como secretária. No último sábado, dia 23 de setembro, ela faleceu aos 83 anos de idade. Nesse sentido, o músico expressou sua tristeza e reconhecimento pela profunda amizade que compartilhavam.
Na última terça-feira, dia 26 de setembro, Roberto Carlos usou suas redes sociais para prestar uma comovente homenagem a Carminha. O músico compartilhou uma foto de ambos juntos, destacando todas as qualidades positivas da ex-secretária e expressando sua profunda tristeza pela perda. A postagem recebeu uma enxurrada de mensagens de apoio e carinho dos seguidores do cantor, que também compartilharam suas condolências.
Em sua emocionante homenagem à amiga, Roberto Carlos destacou que não há palavras suficientes para descrever todos os atributos positivos dela. Ele relembrou como Carminha sempre o protegeu e o defendeu incansavelmente, independentemente do momento ou lugar. “Tudo o que eu possa falar de maravilhoso sobre Carminha não será suficiente diante do que ela é e será sempre. Ela não tinha limites para fazer o melhor para mim. Me protegendo, me defendendo, me ajudando em tudo, independente de hora, dia e lugar. Ela estava sempre comigo”, escreveu.
Na sequência, Roberto Carlos expressou sua profunda gratidão a Carminha, a quem ele carinhosamente chamava de seu “anjo da guarda” por todos esses anos de parceria. O artista afirmou que continuará amando e agradecendo a ex-secretária por tudo o que ela fez em sua vida. Além disso, ele fez súplicas a Deus, pedindo que receba Carminha de braços abertos em seu descanso eterno.
A relação intensa entre Roberto Carlos e Carminha ficou evidente durante a doença da ex-secretária, quando o cantor cedeu um apartamento em seu prédio e montou uma estrutura de home care para garantir que ela recebesse os cuidados médicos necessários sem sair de casa. A companheira era amada por todos os familiares do músico, que também demonstraram apoio durante o período difícil.
por Henrique Furtado / AREAVIP
ARARAQUARA/SP - Duas jovens moradoras na cidade de Araraquara, procuraram a Polícia Civil para denunciar as atitudes de um ex-namorado de uma delas.
Segundo as jovens, que são irmãs, o rapaz estaria divulgando fotos como se elas fossem garotas de programa.
Uma das moças, de 20 anos, alegou que já foi namorada do rapaz e disse que ele teria baixado do Facebook algumas fotos dela e de sua irmã, de 24 anos.
Ainda de acordo com a jovem, seu ex-namorado estaria enviando as fotos para outras pessoas se passando por elas e oferecendo programa em troca de dinheiro.
As vítimas alegaram que várias pessoas já entraram em contato interessadas, porém, não souberam dizer se alguém teve prejuízos financeiros.
Além das fotos do Facebook, o autor estaria enviando outras imagens que elas não souberam dizer como ele teve acesso e que nunca autorizaram a divulgação.
O caso recebeu três tipificações em boletim de ocorrência, que foi registrado como “Favorecimento da prostituição”, “Produção ou divulgação de conteúdo” e “Violência Doméstica”, todos elencados no Código Penal.
As vítimas foram orientadas pela Polícia Civil quanto a representação e o caso deve ser apurado.
Ed Junior / PORTAL MORADA
Interdições serão necessárias para continuidade dos serviços de melhorias no pavimento da Rodovia Washington Luís
CORDEIRÓPOLIS/SP - Dando sequência aos trabalhos de revitalização do pavimento da SP 310 - Rodovia Washington Luís, a Eixo SP Concessionária de Rodovia inicia nesta quinta-feira (28) uma nova etapa no cronograma de obras, em Cordeirópolis. Para a execução dos serviços, serão necessárias três intervenções em alças de acesso à rodovia, entre o km 161+500 e km 163+500, durante o período de um mês.
O trecho que estará em obras fica na saída da área urbana de Cordeirópolis, na pista sentido Rio Claro. Serão realizados serviços de reparo profundo no pavimento, o que exigirá aberturas no solo de aproximadamente 60 centímetros de profundidade para reforço na base da faixa de rolamento. Esse tipo de intervenção tem como finalidade aumentar a resistência do pavimento ao trânsito pesado que circula pela rodovia diariamente.
Os acessos que ficarão fechados durante o período das obras são os da pista marginal no km 161+500, o acesso à rodovia para os motoristas que vêm pela rua Pedro Zanareli, ao lado do Jardim Residencial Florença, e o acesso localizado no km 162 (veja ilustração).
Durante o andamento das obras, os usuários terão como alternativa realizar o retorno para a pista sentido Rio Claro no dispositivo seguinte, no km 157. A Concessionária manterá o trecho sinalizado para alertar e orientar os motoristas sobre as alterações no tráfego.
IBATÉ/SP - Após a entrega do Novo Terminal Rodoviário Ibaté, a Prefeitura de Ibaté tem mais uma novidade para toda população: a partir de outubro, o Transporte Coletivo de Passageiros, popularmente conhecido como “Ônibus Circulares”, passarão a ter TARIFA ZERO, ou seja, de graça.
Com a nova concessão dos serviços de transporte coletivo, Ibaté passa a contar com três linhas, sendo a primeira que atenderá aos bairros Icaraí, Santa Terezinha, São Benedito e Centro; a segunda, Jardim Cruzado, Popular, Encanto do Planalto e Centro; além de uma nova linha, que atenderá os munícipes e funcionários dos Distritos Industriais.
O novo modelo de transporte atenderá os bairros que não eram contemplados pelo transporte público, entre eles, o Conjunto Habitacional Antônio Moreira (CDHU), Jardim das Palmeiras II, Jardim Domingos Valério, Jardim Primavera e Residencial José Giro.
O Novo Terminal Rodoviário Ibaté é o principal local de integração das linhas, além de possuir guichês das empresas concessionárias para atendimento ao público.
O prefeito de Ibaté, José Luiz Parella, comemora a implantação do Tarifa Zero e destaca que a iniciativa tem vários pontos positivos. “Primeiro é a questão econômica, pois os munícipes poderão se locomover para qualquer bairro ou trabalho, de graça. Também vem a questão do Meio Ambiente, pois se a população adotar o ‘circular’ como meio de transporte, teremos menos veículos circulando, contribuindo para uma menor poluição. Todos poderão utilizar, independentemente de classe social”, ressaltou.
Parrella destaca que a cidade cresceu bastante e vem se tornando modelo para as cidades da grande região. “Nos últimos anos, Ibaté passou a contar com quinze novos conjuntos habitacionais e temos que acompanhar esse crescimento implantando as políticas públicas necessárias para que a nossa população tenha cada vez uma melhor qualidade de vida”, afirmou.
A concessionária que irá operar o serviço de transporte coletivo municipal será a Viação Paraty, que venceu a concorrência pública. O edital do processo licitatório exige ônibus novos, que disponibilizem conforto, acessibilidade e segurança aos usuários, além de um guichê de atendimento presencial para tirar dúvidas e para efetuar o cadastramento dos usuários.
Rodrigo Franco, representante da empresa, lembra que todos aqueles que forem utilizar o programa Tarifa Zero, devem procurar o guichê da Viação Paraty, no Novo Terminal Rodoviário Ibaté, a partir do dia 02 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h, para efetuar o seu cadastro. “Esse cadastro é obrigatório. O usuário deve apresentar cópias do RG, do CPF e do comprovante de residência. Lembrando que as pessoas menores de idade deverão estar acompanhadas dos pais e/ou responsáveis. Já pessoas com deficiência, idosos e estudantes terão um cadastro específico”, explicou.
Para a implantação da Tarifa Zero, a prefeitura irá subsidiar 100% do valor da passagem aos usuários, que poderão se utilizar dos serviços de transporte sem tem que se preocupar com o valor. Essa ação mostra a seriedade e austeridade com que a prefeitura vem sendo administrada. “Depois de um novo e moderno Terminal Rodoviário, a população passa a contar com o serviço de transporte coletivo gratuito, ou seja, resultado do respeito ao dinheiro dos impostos pagos por cada cidadão”, finalizou o prefeito.
ITÁPOLIS/SP - Um menino de cinco anos morreu, na madrugada de terça-feira (26), após ser picado por um escorpião na escola onde estudava na cidade de Itápolis, no interior de São Paulo.
Segundo a prefeitura da cidade, citada pelo 'G1', Lorenzo Benício de Moraes Ramalho foi picado no pé, na segunda-feira, quando foi beber água no pátio da escola que está em obras para ampliação. O menino estava de chinelos.
O aluno foi prontamente socorrido no local e, em seguida, encaminhado para a cidade de Ibitinga para receber tratamento médico. Lorenzo não recuperou e, na madrugada desta terça-feira, acabou morrendo.
A prefeitura informou que a escola foi desparasitada em julho e que o local é limpo diariamente.
Foi declarado luto de três dias em homenagem ao menino.
EQUADOR - A viúva de Fernando Villavicencio, candidato assassinado no Equador dias antes das eleições presidenciais de agosto, foi vítima de um atentado na quarta-feira (27), denunciou Christian Zurita, melhor amigo de Villavicencio e seu substituto na chapa presidencial.
"Verónica Sarauz acaba de sofrer um atentado", anunciou Zurita na rede social X, antigo Twitter, sem mencionar se houve vítimas. "Sua cápsula de segurança prendeu um cidadão venezuelano de moto que portava uma arma de fogo e que tentou atacar o carro."
A polícia descreveu o ocorrido em Quito como "um procedimento isolado", embora tenha prendido "um cidadão estrangeiro que circulava de moto em atitude suspeita e que portava uma arma".
Villavicencio foi assassinado em 9 de agosto, quando deixava um comício no norte da capital. Seis colombianos foram presos após o crime, e outro acusado de atirar contra o político morreu no confronto com a segurança de Villavicencio, ex-jornalista investigativo conhecido por suas denúncias de corrupção.
Zurita substituiu o político assassinado e ficou em terceiro lugar nas eleições de 20 de agosto, com 16% dos votos. A esquerdista Luisa González (34%) e o direitista Daniel Noboa (23%) irão disputar o segundo turno, em 15 de outubro.
O Equador enfrenta há anos uma onda de violência ligada ao narcotráfico. "Um país paralisado pelo terror", resumiu Zurita.
UCRÂNIA - A defesa aérea ucraniana afirmou nesta quinta-feira (28) que destruiu 31 de 39 drones lançados durante a noite em um “ataque em larga escala” da Rússia contra as regiões de Odessa Mykolaiv, no sul do país.
“O trabalho da defesa aérea foi muito eficaz. Mais de 30 drones foram destruídos”, afirmou Natalia Gumenyuk, porta-voz do comando sul das Forças Armadas da Ucrânia.
“O inimigo não para de atacar, não cessa a pressão e a busca de novas táticas, principalmente com o uso de ataques em larga escala”, acrescentou.
Ela disse ainda que “as consequências do ataque estão sendo esclarecidas porque realmente foi grande”.
O Estado-Maior ucraniano afirmou em sua atualização diária que a Rússia “atacou novamente a Ucrânia com ‘drones kamikazes’, utilizando 39 drones de ataque do tipo Shahed-136/121”, e 31 deles foram “destruídos pelas forças e recursos da defesa aérea”.
As tropas russas atacam com frequência as regiões às margens do Mar Negro que abrigam portos importantes para o comércio marítimo.
Os ataques aumentaram desde julho, quando a Rússia abandonou o acordo que permitia à Ucrânia exportar sua produção de grãos pelo Mar Negro.
ARGENTINA - A taxa de pobreza na Argentina aumentou de 39,2% no segundo semestre de 2022 para 40,1% na primeira metade deste ano, informou o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) na quarta-feira, 27. O montante considera 31 aglomerados urbanos e equivale a 11,8 milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza.
A agência de estatísticas revelou ainda que 9,3% da população argentina estava em situação de miséria, o que representa 2,7 milhões de indivíduos. No total, quase 30% dos domicílios argentinos são considerados pobres e 9,3% estão na faixa da miséria.
Os números indicam as consequências da crise econômica que se abateu sobre o país sul-americano, que enfrentou uma seca histórica no começo do ano. Como resultado, a inflação atingiu taxa anual de inflação superior a 100% e o governo foi forçado a promover um choque de desvalorização do peso argentino.
A economia é o tema que domina a campanha para as eleições presidenciais marcadas para outubro. Em agosto, o candidato ultraliberal, Javier Milei, teve desempenho surpreendente nas primárias e ameaça impedir a manutenção do peronismo no governo, representado pelo ministro da Economia, Sergio Massa.
por André Marinho / ESTADÃO
BRASÍLIA/DF - O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse na quarta-feira (27) que não há sinais de que será necessário adotar o horário de verão em 2023. Segundo ele, os reservatórios das usinas hidrelétricas estão na melhor condição de armazenamento de água dos últimos anos.
“O Horário de Verão só acontecerá se houver sinais e evidências de uma necessidade de segurança de suprimento do setor elétrico brasileiro. Por enquanto, não há sinal nenhum nesse sentido. Estamos com os reservatórios no melhor momento dos últimos 10 anos”, explicou Silveira em entrevista no Palácio do Planalto.
Segundo ele, o governo avalia, em algumas regiões específicas, a necessidade de acionamento de usinas térmicas. “O grande desafio é o equilíbrio constante entre a contratação de energia mais barata, para dar modicidade tarifária para o consumidor, e a garantia do suprimento”, disse, reafirmando que o país tem tranquilidade na geração de energia.
Na semana passada, o Ministério de Minas e Energia informou que os dados sobre suprimento energético do país não indicam necessidade de implantação do horário de verão em 2023, em virtude do planejamento seguro implantado pelo ministério desde os primeiros meses do governo. Empresários do ramo de bares e restaurantes, porém, já pediram o retorno da medida.
Criado em 1931, o horário de verão foi extinto pelo governo federal em 2019, com base em estudos que apontaram a pouca efetividade na economia energética. O governo da época também se baseou em estudos da área da saúde sobre os impactos da mudança no relógio biológico das pessoas.
Por Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - O plenário do Senado aprovou na quarta-feira (27) o projeto de lei do chamado marco temporal para a demarcação de terras indígenas, tese derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) há menos de uma semana.
A aprovação, por 43 votos a 21, ocorreu menos de cinco horas depois da discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) -onde o placar foi de 16 votos a 10. O texto vai agora à sanção ou veto do presidente da República.
O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio com apoio da bancada ruralista e do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), como parte da ofensiva do Congresso contra o STF.
O relator do projeto no Senado, Marcos Rogério (PL-RO), manteve o texto aprovado pela Câmara e rejeitou todas as sugestões de mudança. Ele defendeu que os pontos que extrapolam a tese -como o contato com povos isolados- sejam vetados pelo presidente Lula (PT).
"Se nós fizermos qualquer modificação substancial aqui, essa matéria volta para a Câmara. E aí é uma escolha política. E nós estamos diante de um ambiente de insegurança, inquietação, intranquilidade no Brasil inteiro", justificou.
Nas últimas semanas, senadores contrários ao marco temporal reconheciam que seria difícil barrar a aprovação do texto em um momento em que o Senado tenta enfrentar discussões em curso no STF -não só sobre este tema, mas também em relação a drogas, aborto e imposto sindical.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), negou mal estar com o Supremo: "Não há nenhum tipo de adversidade ou de enfrentamento com o Supremo. É apenas uma posição do Congresso, considerando que nós reputamos que temas dessa natureza devem ser deliberados no Congresso".
Reservadamente, integrantes da base do governo afirmam que Lula deve enxugar o projeto de lei -eliminando os chamados "jabutis"- e preservar apenas o trecho que estabelece o marco temporal.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse nesta quarta que Lula "fará o que a sua consciência disser". O senador também afirmou que "não tem dinheiro suficiente" para uma possível indenização da União a produtores rurais que adquiriram terras indígenas regularmente.
"Não tem dinheiro suficiente para pagar indenização com a crise fiscal da qual nós sonhamos em sair. Vai virar tudo precatório? Vai virar tudo o quê? Não sei. Eu só estou querendo chamar atenção que nós não estamos no caminho da solução."
A bancada ruralista ameaçava obstruir todas as votações na Câmara e no Senado enquanto o projeto de lei não fosse aprovado pelos senadores. O presidente do grupo, deputado Pedro Lupion (PP-PR), disse que "pode acontecer muita coisa" até uma eventual decisão do STF sobre o projeto desta quarta.
"Se eles [ministros do Supremo] quiserem contestar essa lei, alguém vai ter que pedir, não pode ser iniciativa deles. Alguém vai ter que entrar no STF -imagino que alguém da oposição o fará- e fazer com que haja esse julgamento. Até isso acontecer, pode acontecer muita coisa."
O relatório de Rogério foi lido na semana passada -horas antes da retomada do julgamento pelo STF. Em agosto, o projeto de lei foi aprovado pela Comissão de Agricultura do Senado por 13 votos a 3, com parecer favorável da relatora, Soraya Thronicke (Podemos-MS).
A tese do marco temporal determina que as terras indígenas devem se restringir à área ocupada pelos povos na promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Assim, indígenas que não estavam em suas terras até a data não teriam direito de reivindicá-las.
Na quinta (21), a tese foi declarada inconstitucional pelo Supremo por 9 votos a 2. Movimentos indígenas argumentam que, em 1988, seus territórios já haviam sido alvo de séculos de violência e destruição, e que as áreas de direito dos povos não deveriam ser definidas apenas por uma data.
Por outro lado, ruralistas defendem que tal determinação serviria para resolver disputas por terra e dar segurança jurídica e econômica. A posição foi endossada no STF pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça.
Até mesmo senadores a favor do projeto de lei reconhecem que o texto aprovado pelo Congresso vai além da tese. Um dos artigos dá aval para o contato com povos isolados para "prestar auxílio médico ou para intermediar ação estatal de utilidade pública".
Em outro ponto polêmico, a proposta abre brecha para que terras demarcadas sejam retomadas pela União, "em razão da alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo".
O texto também possibilita a indenização ao antigo proprietário de terras demarcadas (que não ocorre hoje), veda a ampliação de territórios já delimitados e diz que mesmo os processos em andamento devem considerar a área ocupada em 1988.
Entidades não governamentais criticaram a aprovação do texto. Uma nota assinada por instituições como Comissão Arns e Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) afirmou que a tese do marco "é francamente incompatível com a garantia constitucional do direito à terra dos povos originários brasileiros".
Já o ISA (Instituto Socioambiental) publicou uma nota técnica argumentando que a aprovação do marco temporal "poderá inviabilizar demarcações de terras indígenas e configura uma das mais graves ameaças aos povos indígenas na atualidade".
"Sem territórios indígenas bem preservados será impossível evitar o ponto de não retorno da Floresta Amazônica, e isso terá consequências severas para toda sociedade brasileira nas próximas décadas", afirmou em posicionamento a WWF.
por THAÍSA OLIVEIRA E JOÃO GABRIEL / FOLHA de S.PAULO
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.