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Radio Sanca Web TV - Terça, 05 Setembro 2023

PASSO FUNDO/RS - Até terça-feira (5), o ciclone extratropical formado no domingo (3) no Sul do país matou 21 pessoas no Rio Grande do Sul e mais uma em Santa Catarina.

No Rio Grande do Sul, 15 dos 21 óbitos confirmados ocorreram em uma casa em Muçum, no centro do estado, e seis na região mais ao norte gaúcho, nos municípios de Mato Castelhano, Passo Fundo, Ibiraiaras e Estrela. Uma morte ocorreu sobre o Rio Taquari, durante tentativa de resgate de uma pessoa, por helicóptero, quando o cabo se rompeu e a vítima e o policial socorrista caíram. A mulher não resistiu aos ferimentos e morreu e o policial está em estado grave.

No fim desta tarde, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, confirmou que este é o maior número de mortes em situações como essa, no estado.

 "Eu recebo a informação de 15 corpos localizados no município de Muçum, o que causa imensa dor e faz elevar o número de mortes de seis para 21.  O que está configurando o maior número de mortes em evento climático no estado do Rio Grande do Sul."

No oeste de Santa Catarina, um homem morreu após o carro em que ele estava ser atingido pela queda de uma árvore derrubada durante uma ventania de 110 km/h em Jupiá, na segunda-feira (4).

 

Danos

Os dois estados registram também inúmeros estragos provocados pelas tempestades. Em Santa Catarina, a Defesa Civil do estado confirmou a ocorrência de um tornado no município de Santa Cecília, na comunidade de Anta Morta.

De acordo com o governo gaúcho, o Rio Taquari inundou as cidades de Muçum, Roca Sales, Lajeado, Estrela, Arroio do Meio, Encantado e Colinas. 

No momento, o Rio Taquari permanece acima da cota de inundação nas estações Muçum, Encantado e Estrela. Já o Rio Caí ultrapassou esse nível nas cidades de São Sebastião do Caí e Montenegro. No Rio Grande do Sul, a Defesa Civil alerta para inundação do Rio Caí, que continua em elevação a partir do município de São Sebastião do Caí. Há risco de deslizamentos de terra, pois o solo continua úmido. Em quase todos esses municípios, famílias estão sendo retiradas de suas casas de forma preventiva.

O estado registrou também queda de granizo, ventos fortes e tempestades, com os chamados transtornos associados (como enxurradas e inundações). Os estragos ocorreram, principalmente, na região dos Vales, no Norte e na Serra Gaúcha. Em alguns municípios, há pontes submersas ou interditadas. As enxurradas provocaram também a ruptura da ponte que liga Farroupilha a Nova Roma, com a queda de uma das cabeceiras.

No balanço mais recente, a Defesa Civil gaúcha registrou 62 municípios afetados pelas consequências do ciclone extratropical dos últimos dias e estimou em 25.734 o número de pessoas afetadas em todo o estado. No momento, o número de desalojados caiu de 2.649 para 215. A Defesa Civil contabilizou também 309 casas destelhadas e três destruídas.

 

Solidariedade

No programa semanal Conversa com o Presidente, Lula manifestou solidariedade à população que sofre com os efeitos das fortes chuvas. O presidente adiantou que o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e um representante da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil viajarão ao Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (6) para ajudar no que for necessário. “Onde tiver um problema, o governo federal estará lá para ajudar as pessoas a se salvar desses problemas. Portanto, nossa solidariedade ao povo gaúcho. Peço a Deus que diminua a chuva porque as pessoas precisam ter paz, tranquilidade e sossego para continuar vivendo bem, trabalhando e curtindo a vida como é de direito de todo mundo”, disse Lula.

Em sua conta na rede X, antigo Twitter, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, confirmou que este é o quarto evento climático severo que atinge o estado desde junho deste ano. Eduardo Leite lamentou cada uma das mortes e afirmou que a prioridade, neste momento, é evitar outras perdas humanas.

“Os esforços estão concentrados em salvar vidas, no resgate e na proteção das pessoas. Desde as 7h da manhã, assim que houve condições de voo, os helicópteros do governo do Estado se mobilizaram para fazer os resgates nas comunidades mais afetadas, especialmente na região do Vale do Taquari”, destacou o governador. Leite acrescentou que, assim que for possível, se deslocará até as áreas atingidas a fim de acompanhar os trabalhos e garantir todo o suporte necessário às famílias e aos municípios nas ações de reconstrução.

Em entrevista à Agência Brasil, o prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, disse que o município tem diversos pontos sem internet, sem luz, nem serviços de telefonia e que moradores estão ilhados. Caumo descreve a situação como delicada e uma das piores vividas pelos moradores, após o Rio Taquari subir 17 metros, somados aos 13 metros de profundidade habituais.

Segundo o prefeito, a enchente enfrentada é maior que a de 2020.  “Nunca tínhamos vivido uma enchente com esse volume de água e com a quantidade de desabrigados. São em torno de mil pessoas nesta condição, cerca de 250 famílias utilizando cinco ginásios do município." O prefeito esclarece, porém, que o grande problema são pessoas ilhadas, por terem resistido à recomendação de sair de suas casas, enquanto a água continuava subindo. “Essas pessoas entendiam que a água não chegaria naquele ponto de atenção, mas isso foi superado e, agora, não se consegue acesso a elas, porque nós estamos com muitos pontos da cidade sem luz, sem sinal de internet. Não conseguem nem mesmo carregar o telefone para comunicar”, lamenta Marcelo Caumo, que aguarda o Rio Taquari parar de subir.

Pela rede social, na madrugada de hoje, a prefeitura de Roca Sales, a partir do monitoramento que fazia da elevação do rio Taquari desde o dia anterior, pediu aos moradores subissem nos telhados das casas para tentar se proteger da cheia, enquanto esperavam pelo socorro. “A toda a população! Neste momento desesperado, bombeiros e Defesa Civil não estão dando conta de auxiliar a todos [os] que necessitam. Pedimos que quem consiga suba nos telhados e se agasalhe. O auxílio profissional do estado só virá nas primeiras horas da manhã. Quem tiver barcos que possam auxiliar quem necessita, pedimos encarecidamente que ajude quem precisa neste momento.”

 

Mobilização

A Polícia Rodoviária Federal e o Exército cederam aeronaves e embarcações para as ações de salvamento. O atendimento será reforçado na região do Vale do Taquari, uma das áreas mais afetadas. Os helicópteros estão resgatando pessoas avistadas sobre árvores e telhados, além de pacientes ilhados – como ocorreu na cidade de Roca Sales, onde dez pessoas foram resgatadas e levadas para o hospital de Estrela.

A Marinha do Brasil informou que enviou uma aeronave modelo Esquilo, duas viaturas, duas embarcações e 10 militares para apoiar os atingidos pelo temporal em Lajeado. Outra equipe viajou à região do Vale do Taquari, para prestar o apoio necessário à população, em conjunto com as autoridades locais.

O governo do Rio Grande do Sul afirma que está também mobilizado no suporte aos municípios afetados pelos temporais com helicópteros e embarcações. A Defesa Civil está monitorando continuamente a situação das bacias hidrográficas do estado. Além do atendimento à população, o governo trabalha para desobstruir acessos bloqueados.

 

Previsão do tempo

Segundo a Defesa Civil do estado, a previsão é que as chuvas, mesmo após darem uma trégua nesta terça, retornem na quarta-feira (6) com temporais na região de fronteira entre a Argentina e a Campanha gaúcha.

Na quinta-feira (7), as chuvas continuarão na metade sul do estado gaúcho, com condições para transtornos devido aos elevados volumes de chuva. A tendência é de que, na sexta, as instabilidades avancem sobre as demais regiões do estado com chuvas pontualmente fortes.

A Marinha alerta que amanhã as áreas marítimas das regiões Sul e Sudeste devem registrar pancadas de chuva, rajadas de vento de até 65 km/h na faixa litorânea entre Florianópolis e São Sebastião (SP), até o fim da noite de hoje, e mar agitado, por conta deste ciclone extratropical. No litoral entre o município gaúcho de Tramandaí e Florianópolis, haverá condições favoráveis à ocorrência de ressaca, com ondas de até 2,5 metros nas praias, até o fim da madrugada da quarta-feira.

Os ciclones extratropicais são fenômenos meteorológicos caracterizados por um centro de baixa pressão atmosférica. Associado a esse fenômeno, há a presença de uma frente fria. Quanto mais baixa a pressão do ar em seu interior, mais fortes são os ventos causados pelos ciclones.

 

 

Por Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

Publicado em Natureza

ITÁLIA - Se a pressão do vencedor Max Verstappen sobre Carlos Sainz nas voltas iniciais do GP da Itália já atiçou os ânimos da Ferrari neste domingo, os nervos na escuderia foram testados para valer com o confronto do espanhol e Charles Leclerc nos estágios finais da corrida. Os dois admitiram que foram até o limite do que consideraram uma boa disputa; a equipe, porém, ainda pretende debater o ocorrido.

- Com certeza foi um pouco estranho mas vocês sabem que eu sou um fã de deixá-los competir. Foi uma sensação ótima. Eu falei para eles: "Sem arriscar". A noção de não arriscar é sempre relativa mas eu realmente gostei das últimas voltas e espero que os fãs também. Mas nós vamos discutir isso depois - amanhã eles ainda estarão na fábrica - disse o chefe Frederic Vasseur após a prova.

Sainz largou da pole position e Leclerc, em terceiro lugar. Mas a manobra do vencedor Verstappen sobre o espanhol e o iminente avanço de Sergio Pérez rumo à vice-liderança da corrida serviram para reunir os pilotos da escuderia, cuja distância quase zerou a partir da volta 47.

Aí, o monegasco partiu com tudo para cima do colega até a última volta da corrida; teve ultrapassagem na reta principal, um quase toque de pneus nas curvas seguintes que sucedeu a retaliação do espanhol, travadas de pneu e até uma escapada de Leclerc. Pelo rádio, a equipe pediu:

- Pessoal, vamos trazer (os carros) até o fim.

No fim das contas, a última vaga no pódio ficou com Sainz. E o espanhol até deu o braço a torcer, mas reforçou ter passado por maus bocados durante a intensa prova no "quintal" da escuderia, na qual ainda ficou vulnerável a Verstappen e Leclerc pelo alto desgaste dos pneus médios e duros:

- Sinceramente, não sei se divertido é a palavra certa. Mas foi uma briga dura, dei absolutamente tudo de mim e provavelmente até demais. Paguei o meu preço especialmente após as duas paradas com o desgaste dos pneus, e acabei muito vulnerável no fim dos dois stints. Mas eu tinha que tentar. Era o dia de tentar, dar tudo de mim para tentar vencer e ficar na frente das RBRs. Sinto muito por Fred (Vasseur) e a equipe porque eles devem ter tido momentos difíceis no pit wall com essas brigas na pista. Mas foi dentro do limite, uma briga respeitável entre colegas de equipe e acredito que fizemos todo o possível para não termos nenhum contato.

Leclerc, por outro lado, não escondeu que se divertiu com o desafio na pista ao lado do colega de equipe, destacou a importância do resultado para a Ferrari e reforçou o recado do chefe Vasseur:

- É isso que corrida deve ser, na minha opinião. Isso me lembra dos tempos de kart, quando todos íamos até o limite. Nós dois estávamos nos movendo um pouco além na hora de frear mas eu não reclamo, isso é o que eu amo em correr. A adrenalina que você sente disputando com outro, foi muito divertido. Significa muito para nós estar no pódio aqui em Monza. Nós demos tudo de nós, 110% do meu lado, e de Carlos. Mas ao mesmo tempo tínhamos essa responsabilidade, de ter um carro vermelho no pódio. Do contrário os tifosi ficariam bem zangados com a gente. Mas vamos sentar com Fred (Vasseur) para conversar.

Daqui a duas semanas, a F1 dará início ao tour pela Ásia, Oriente Médio e Américas, já na reta final do campeonato. A próxima etapa será o GP de Singapura em 17 de setembro.

 

 

Redação ge

Publicado em Esportes

CHAPECÓ/SC - A briga pela liderança da Série B do Campeonato Brasileiro ficou ainda mais acirrada na terça-feira com a vitória do Guarani por 1 a 0 sobre a Chapecoense. O Bugre visitou os catarinense na Arena Condá, em Chapecó, e venceu com um gol de João Victor no primeiro tempo.

O bom resultado levou o Guarani para a segunda colocação da competição, com 47 pontos. Sua vantagem para o terceiro colocado Sport, porém, é de apenas um, enquanto para o Novorizontino, que assume o quarto lugar, de dois. Juventude e Criciúma, os dois primeiros fora do G4, estão com três a menos. Portanto, sua posição mudará caso qualquer um. A próxima partida do Bugre será no domingo, contra o Tombense, às 15h45, no Brinco de Ouro.

A Chapecoense, por outro lado, se manteve na 15ª colocação, com 27 pontos, mas pode ter se complicado. A equipe está empatada com o Sampaio Corrêa, que abre a zona de rebaixamento, e pode terminar a rodada entre os quatro últimos colocados. O próximo compromisso dos catarinenses será no sábado, justamente contra o Sampaio Corrêa, às 17h, no Castelão de São Luís.

Os donos da casa chegaram primeiro ao gol, mas viram seu tento anulado por impedimento pelo VAR. único gol do jogo foi marcado aos 35 minutos do primeiro tempo. Bruno José dominou na lateral esquerda e deu um belo cruzamento para João Victor na grande área. A Chapecoense chegou a criar boas oportunidades, mas viu Kaio perder à queima-roupa e Giovanni Pavani parar em grande defesa de Pegorari.

Na segunda etapa, os catarinense ofereceram perigo diversas vezes, porém pecaram nas finalizações. Tomas Bastos bateu de primeira aos 15, para fora. O meio-campista teve outra chance aos 27 minutos, novamente errou a meta. Com 34, foi a vez de Bruno Leonardo desperdiçar em uma cabeçada, em lance parado por impedimento. Assim, o duelo terminou 1 a 0 para o Guarani.

 

 

GAZETA ESPORTIVA

Publicado em Esportes

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