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Premiada autora de "A Casa das Sete Mulheres", Letícia Wierzchowski apresenta em seu novo livro, "Estrelas fritas com açúcar", a emocionante trajetória de sucessos e dificuldades da fundadora da Dudalina

Por trás da empresa que mudou os paradigmas da moda no Brasil está uma mulher visionária e uma história de vida que agora é traduzida em um romance épico e cheio de coragem. Os passos de Adelina Clara Hess que, com seu marido Duda, fundou a marca de roupas Dudalina são contados em Estrelas fritas com açúcar: uma história de amor e de coragem, costurada pelas mãos de uma mulher visionária.

Escrito pela premiada autora Letícia Wierzchowski – de A Casa das Sete Mulheres, romance adaptado para a série homônima de TV em 2003 –, a obra baseada em fatos é “costurada” pela narrativa das moiras fiandeiras. Deusas primordiais responsáveis por fiar, tecer e cortar o fio da vida de mortais e de imortais, são elas que  apresentam a história de Adelina e Duda, tornando a narrativa fluida, quase etérea.

A homenagem póstuma à empresária percorre o tempo desde o início da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais. Foi nessa época que a então jovem de 15 anos começava a vida profissional, com o primeiro emprego no armazém de secos e molhados dos pais, no município catarinense de Luiz Alves, próximo a Blumenau, onde Adelina viria a falecer aos 82 anos, em 2008.

Adelina já estava bastante atarefada àquela altura da manhã. Os
funcionários tinham trazido mais farinha do paiol, e ela mandara que
recolhessem o açúcar que já secara na eira, substituindo-o por nova leva,
ainda molhada, para aproveitar o calor daquele sábado.
(Estrelas fritas com açúcar, p. 14)

E foi assim, bem cedo, que a terceira filha do casal Hess descobriu seu talento para os negócios. Corajosa, ela deixou o colégio para se dedicar com mais afinco ao labor. Uma história repleta de sucessos, mas também de dor e de luta que se seguiu ao lado do marido e sócio, Duda. Juntos, os dois formariam uma família enorme, quase tão grande quanto o império que viriam a construir. Tiveram 16 filhos, dos 20 planejados.

Autora de outros 31 livros, editados em países como Itália, Espanha e Alemanha, Letícia Wierzchowski traduz todo esse amor ao detalhar os acontecimentos na vida de Adelina Hess como incontáveis peças de tecido abrindo-se diante dos olhos do leitor. Estrelas fritas com açúcar homenageia a força feminina na figura de uma mulher que mudou a história da moda no Brasil.

Ficha técnica
Livro:
 Estrelas fritas com açúcar: uma história de amor e de coragem, costurada pelas mãos de uma mulher visionária
Autora: Letícia Wierzchowski 
Editora: Planeta
Gênero: Romance histórico
Páginas: 352
Formato: 16 x 23 cm
ISBN: 978-65-5535-200-9
Preço: R$ 59,90
Links de venda: https://amzn.to/2IjZhdg

Sinopse: Letícia Wierzchowski, autora de grandes sucessos como A casa das sete mulheres e Sal, traz em Estrelas fritas com açúcar a história de uma família brasileira que, com amor e luta, fundou a marca de roupas Dudalina e mudou a história da moda no país.

Naquela cidadezinha do interior de Santa Catarina, havia uma venda familiar. Era dela que a família Hess tirava parte do seu sustento, comerciando os produtos mais variados, trazidos desde a distante São Paulo. E foi atrás daquele balcão que Adelina, a terceira filha do casal Hess, descobriu seu talento para os negócios. Trabalhadeira e corajosa, a moça deixou o colégio para se dedicar ao negócio da família. Embora vivesse atarefada demais, Adelina não deixou de sentir quando o amor colocou Duda em seu caminho. Juntos, os dois construiriam uma família enorme e também um império.

Esta história – repleta de sucessos, mas também de dor e de luta – é contada aqui com a ajuda das Três Moiras, as fiandeiras do Olimpo, responsáveis pelo destino de deuses e homens. São elas que fiam a história de Adelina e de Duda, percorrendo o tempo desde o início da Segunda Guerra Mundial até os dias atuais.

Sobre a autora: Letícia Wierzchowski nasceu em Porto Alegre e estreou na literatura com seu romance O anjo e o resto de nós, em 1998.  Com 32 livros publicados, em obras editadas na Itália, Portugal, Grécia, Espanha, Croácia, França, Alemanha, Sérvia e Montenegro.

Seu romance mais conhecido, A casa das sete mulheres, foi adaptado pela Rede Globo em 2003 para a série homônima, veiculada em mais de 40 países.

Redes sociais:
Facebook: planetalivrosbrasil
Instagram: @planetalivrosbrasil
Linkedin: Editora Planeta do Brasil

Site:
https://www.planetadelivros.com.br/ 

Instituição também publica encarte em homenagem a todos os servidores que ajudaram a construir sua história

 

SÃO CARLOS/SP - Neste ano de 2020, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) completou 50 anos do início de suas atividades acadêmicas. Em 1970, foi realizado o primeiro vestibular para os cursos de Engenharia de Ciências dos Materiais e de Licenciatura em Ciências e, conforme consta no edital desse primeiro vestibular, no dia 16 de março de 1970 começaram as aulas na nova universidade, a UFSCar, contando apenas com as instalações da antiga Fazenda Trancham.
Desde então, 50 anos se passaram. A Universidade cresceu, se fortaleceu, se expandiu para além da própria cidade de São Carlos. Ganhou notoriedade nacional e internacional pelo seu caráter inovador, sua excelência acadêmica, seu compromisso com a transformação social e sua gestão democrática. Hoje, são quatro campi (São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino), com mais de 60 opções de cursos de graduação, mais de 50 programas de pós-graduação, centenas de projetos de pesquisa e extensão que transformam a vida das pessoas, transformam a realidade do Brasil e do mundo. Uma comunidade de aproximadamente 30 mil pessoas que são a própria UFSCar.
Para comemorar esse meio século de história e desenvolvimento, a Instituição realizou ao longo do ano uma série de eventos solenes, de homenagens, acadêmico-científicos, culturais e esportivos e, neste mês de novembro, no encerramento da celebração do Jubileu de Prata, está lançando duas publicações especiais: uma revista com a linha do tempo que revela como a Universidade foi se constituindo ao longo dos anos; e um encarte eternizando o nome de todos os servidores docentes e técnico-administrativos que ajudaram a construir a UFSCar durante esses seus 50 anos.
A linha do tempo apresenta justamente como a Universidade foi evoluindo desde aquele março de 1970 até 2020. O material ilustrado revela, a cada página, a criação dos campi, centros, secretarias, departamentos, unidades administrativas e de serviços aos estudantes, entidades representativas, cursos e programas de pós-graduação que formam hoje a UFSCar forte e potente acadêmica, científica e socialmente tal como a conhecemos. Já o encarte em homenagem aos servidores lista em ordem alfabética todas as pessoas que fizeram e fazem parte da Instituição também com imagens históricas.
Para Wanda Hoffmann, então Reitora e atual Reitora Pro Tempore da UFSCar, essas publicações reforçam o caráter inovador da Universidade. "Há 50 anos, a UFSCar iniciou suas atividades com dois cursos de graduação, sendo o curso de Engenharia dos Materiais pioneiro na América Latina", relembra. "Hoje somos uma Universidade socialmente referenciada, polo de pesquisas, reconhecida dentro e fora do País. Nos próximos 50 anos, trabalharemos, enquanto Instituição, para que a UFSCar continue transformando vidas e contribuindo para o desenvolvimento da sociedade brasileira", finaliza Hoffmann.
Os dois materiais são fruto do esforço de um grupo de pesquisadores, com núcleo na Unidade Multidisciplinar de Arquivo e Memória (UMMA) da Universidade, supervisionados por um Comitê Editorial constituído especificamente para esse fim, e também do trabalho da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS), da Secretaria de Órgãos Colegiados (SOC), da Secretaria Geral de Planejamento e Desenvolvimento Institucionais (SPDI), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (ProGPe), com apoio das demais pró-reitorias, centros, departamentos e setores acadêmicos e administrativos.
As versões impressas da revista com a linha do tempo e do encarte em homenagem aos servidores estão sendo enviadas para cada servidor docente e técnico-administrativo da UFSCar. As versões digitais podem ser acessadas nos links:
- Linha do tempo dos 50 anos (http://revista.ufscar.br/publicacoes/UFSCar-50anos/#p=1);
- Homenagem aos servidores (http://revista.ufscar.br/publicacoes/Ajudaram-a-constuir-a-UFSCar/#p=1).

Livro de Luciana Romão ensina a lidar com o medo na hora de dormir, na figura de uma garotinha que tenta vencer os fantasmas atormentando seu sono

 

“Boa noite”, diz a mamãe. É aí que tudo começa! Afinal, quem nunca teve medo de dormir quando as luzes se apagaram? Quem nunca conferiu embaixo da cama para checar se não tinha nada assustador por lá, além de poeira? O livro SONO, lançamento da Saíra Editorial, dialoga com esse e outros medos, que todos temos.

O enredo narra a dificuldade para dormir de uma pequena garotinha, que passa a imaginar monstros na escuridão depois do beijinho de boa-noite da sua mãe. Ela precisa encontrar, dentro de si, uma forma de transpor a noite sem que o medo seja mais forte que a vontade de descansar e ter uma boa noite de sono e de sonhos.

SONO é um livro para ser lido e visto. As ilustrações complementam o que as palavras não dizem e vice-versa. As sensações e os sentimentos, tão protagonistas quanto a garotinha cuja história se conta, aparecem em ilustrações surpreendentes de Luciana Romão, também autora do texto.

A obra se apresenta como uma espécie de terror infantil – mas que, claro, não assusta ninguém. A história pode ser ouvida em leitura compartilhada por crianças a partir de dois anos, como uma forma de afastar medos sobre o escuro, sobre o dormir e, por que não, ajudar os pequenos a se livrarem de outros fantasmas.

Ficha técnica:
Título:  Sono
Autora: Luciana Romão
EditoraSaíra Editorial
ISBN: 978-65-86236-00-2   
Páginas: 40
Tamanho: 16x 16 cm
Preço: R$ 19,90
Link de venda: https://amzn.to/38JwLKR

Sinopse:
Fechar os olhos, relaxar e dormir. Pode parecer tão simples! Mas pode ser tão complexo! Sono é um livro sobre essa grande aventura. 

Sobre a autora:
Luciana Romão nasceu e viveu boa parte da vida em São Paulo. Desde criança gosta de ler e de rabiscar seus cadernos, o que a levou a escolher a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP) para formação profissional. Tímida e introspectiva, gosta de expressar seus sentimentos em textos e ilustrações.

Insegura e perfeccionista, sabe que tem um longo caminho de estudos e experimentações pela frente. Teimosa, não vai abrir mão do direito à arte, ao erro, às reformulações constantes, ao livre-pensamento e às ideias mais radicais de solidariedade em sua vivência cotidiana no mundo.

Além de ilustradora, atualmente trabalha com educação não formal em Artes e Tecnologias. 

 

Redes sociais:
Instagram: @luluromao

 

MUNDO - As autoridades egípcias anunciaram, no domingo (20), que 14 sarcófagos com cerca de 2.500 anos de antiguidade foram encontrados no fundo de um poço na necrópole de Saqqara, no sudoeste do Cairo. Esta nova descoberta, ocorrida na última sexta-feira (18), soma-se à de outros 13 sarcófagos há uma semana, neste mesmo local, informou o Ministério de Antiguidades em comunicado oficial.

Localizado a 25 km ao sul das pirâmides do planalto de Gizé, o sítio de Saqqara é uma vasta necrópole, na qual se destaca a famosa pirâmide de degraus do Faraó Djoser, a primeira da era faraônica.

O monumento, construído por volta de 2.700 a.C. pelo arquiteto Imhotep, é considerado uma das obras mais antigas do mundo. As imagens bem preservadas do sarcófago mostram motivos marrons e azuis, bem como numerosas inscrições hieroglíficas.

Nos últimos anos, as autoridades egípcias têm anunciado descobertas arqueológicas com bastante frequência, com o objetivo, entre outros, de reavivar o turismo.

Muito importante para a receita do país, o setor se viu bastante afetado, tanto pela instabilidade política, quanto pelos ataques posteriores à revolução de 2011, a qual derrubou Hosni Mubarak do poder. Mais recentemente, a pandemia da covid-19 se somou a essa lista.

 

 

Com informações da AFP

*Por: RFI

Livro de Luciana Romão ensina a lidar com o medo na hora de dormir, na figura de uma garotinha que tenta vencer os fantasmas atormentando seu sono

 

“Boa noite”, diz a mamãe. É aí que tudo começa! Afinal, quem nunca teve medo de dormir quando as luzes se apagaram? Quem nunca conferiu embaixo da cama para checar se não tinha nada assustador por lá, além de poeira? O livro SONO, lançamento da Saíra Editorial, dialoga com esse e outros medos, que todos temos.

O enredo narra a dificuldade para dormir de uma pequena garotinha, que passa a imaginar monstros na escuridão depois do beijinho de boa-noite da sua mãe. Ela precisa encontrar, dentro de si, uma forma de transpor a noite sem que o medo seja mais forte que a vontade de descansar e ter uma boa noite de sono e de sonhos.

SONO é um livro para ser lido e visto. As ilustrações complementam o que as palavras não dizem e vice-versa. As sensações e os sentimentos, tão protagonistas quanto a garotinha cuja história se conta, aparecem em ilustrações surpreendentes de Luciana Romão, também autora do texto.

A obra se apresenta como uma espécie de terror infantil – mas que, claro, não assusta ninguém. A história pode ser ouvida em leitura compartilhada por crianças a partir de dois anos, como uma forma de afastar medos sobre o escuro, sobre o dormir e, por que não, ajudar os pequenos a se livrarem de outros fantasmas.

 

Ficha técnica:
Título:  Sono
Autora: Luciana Romão
EditoraSaíra Editorial
ISBN: 978-65-86236-00-2   
Páginas: 40
Tamanho: 16x 16 cm
Preço: R$ 19,90
Link de venda: https://amzn.to/38JwLKR

Sinopse:
Fechar os olhos, relaxar e dormir. Pode parecer tão simples! Mas pode ser tão complexo! Sono é um livro sobre essa grande aventura. 

Sobre a autora:
Luciana Romão nasceu e viveu boa parte da vida em São Paulo. Desde criança gosta de ler e de rabiscar seus cadernos, o que a levou a escolher a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP) para formação profissional.

Tímida e introspectiva, gosta de expressar seus sentimentos em textos e ilustrações. Insegura e perfeccionista, sabe que tem um longo caminho de estudos e experimentações pela frente.

Teimosa, não vai abrir mão do direito à arte, ao erro, às reformulações constantes, ao livre-pensamento e às ideias mais radicais de solidariedade em sua vivência cotidiana no mundo. Além de ilustradora, atualmente trabalha com educação não formal em Artes e Tecnologias. 

 

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Paulista José Bonifácio foi o principal responsável por formar unidade nacional em torno da ideia da nova pátria

 

SÃO CARLOS/SP - Quando o príncipe regente, D. Pedro I, declarou a Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, iniciava-se a história de uma nação única no mundo até aquele momento. O novo país surgia fundado em duas características que o distinguiam muito dos demais estados nacionais conhecidos. O território brasileiro era imenso - dentro dele caberia quase uma Europa - e sua população era completamente heterogênea, formada a partir da miscigenação genética e cultural entre brancos, pretos livres, escravos e índios. Somadas às divergências políticas internas, naturais ao período de grandes transformações em todo o planeta, essas particularidades representavam um desafio sem precedentes aos seus líderes no sonho de constituir uma pátria soberana. Para muitos, tinha tudo para dar errado.

Coube ao paulista José Bonifácio de Andrada e Silva liderar o movimento que confrontou vozes e articulações contrárias, construiu unidade em torno da ideia da pátria brasileira e venceu os obstáculos que se apresentaram. Por sua dedicação à causa, ficou conhecido como o Patriarca da Independência e é, até hoje, um dos personagens mais estudados de nossa história. 

Santista de nascimento, José Bonifácio se mudou para São Paulo aos 14 anos. Pouco tempo depois foi para o Rio de Janeiro, de onde partiu, em 1783, com 20 anos, para estudar na Europa. Frequentou aulas de estudos jurídicos, matemática e filosofia natural na Universidade de Coimbra e se especializou em mineralogia. Vivendo no período em que fervilhavam as teorias do Iluminismo, José Bonifácio acreditava no desenvolvimento da ciência em favor da produtividade econômica para salvar o Império Português, naquele momento em crise, como todas as monarquias europeias.

Acima de tudo, Bonifácio se definia como um patriota. Durante toda a sua carreira na Europa, serviu à Corte com honra e determinação. Como pesquisador contratado por Portugal, viajou por diversos países para conhecer as técnicas, metodologias e os cientistas mais renomados da época com a missão de agregar conhecimento ao império. Ocupou cargos na administração pública e lutou contra as tropas de Napoleão quando os franceses avançaram sobre território português e obrigou a família Real a se mudar para o Brasil. Chegou ao posto de tenente-coronel nas forças militares lusas e foi inspetor de polícia na cidade do Porto.

De volta ao Brasil em 1819, aos 56 anos, viajou pelo interior paulista para estudar o solo da região e registrou breve passagem pela política paulista. Logo foi nomeado conselheiro da Corte e, posteriormente, foi o primeiro brasileiro a ocupar o cargo de Ministro dos Negócios do Reino e Estrangeiros. Seu projeto era bem definido: fim da escravidão, criar escolas para a população, desenvolver a ciência, proteger a natureza e integrar os índios ao processo civilizatório.

O maior objetivo de José Bonifácio era evitar que se repetisse no Brasil a violência que varria a Europa desde a Revolução Francesa. Ele havia sido testemunha das atrocidades cometidas durante os movimentos reformistas no continente. Sua ideia era viabilizar uma monarquia constitucionalista sob o comando de Portugal, a exemplo do que havia sido feito na Inglaterra, mas foi obrigado a mudar de planos em função das dificuldades enfrentadas pelo reino português para se manter vivo.

Como principal ministro e conselheiro do príncipe regente, José Bonifácio conseguiu vencer as fortes dissidências e a falta de coesão política para formatar uma nação reconhecida e respeitada em todo o mundo. Seu legado é inquestionável para o Brasil e também para o estado de São Paulo, que pouco tempo depois se tornaria o mais rico do país investindo na ciência e no desenvolvimento de novas técnicas de produção como motor de sua economia.

O patriotismo, a fé no conhecimento e na paz são traços marcantes da vida do Patriarca da Independência e também símbolos dos paulistas ao longo de sua própria história como parte da grande nação que surgiu em 7 de setembro de 1822.

SÃO CARLOS/SP - Há quatro anos São Carlos se despedia de Yvonne Ribeiro Garcia, falecida no dia 25 de agosto de 2016, uma educadora de saúde pública com atuação também na área social, cujo trabalho marcou época no município ao longo da segunda metade do século passado.

Benemérita no sentido mais literal da palavra, tendo vivido num período em que havia muito por ser feito pela saúde pública e a assistência social, ela soube responder a essas demandas e aliar conhecimento ao espírito prático que possuía. Dedicada às funções exercidas e guiada pelo espírito de justiça, dona Yvonne enxergava à frente, pois sabia que lidava com setores sensíveis, permanentemente necessitados da ação governamental ao mesmo tempo de um trabalho técnico e humano.

Quando a conheci, no início dos anos 1980, eu era um jovem repórter do jornal “Correio de São Carlos” a quem Yvonne recebia com entusiasmo para falar das atividades do Distrito Sanitário de São Carlos, das edições iniciais da campanha de vacinação contra a poliomielite no município e das atividades de ação social das quais participava. Era um período que a redemocratização do país se pronunciava e ali, num órgão público, ela disponibilizava informações com uma transparência incomum até nos dias de hoje. Para mim, essa atitude se traduzia numa característica: bom senso. A marca de dona Yvonne, altruísta na vida pessoal, no trabalho e na comunidade. Na rotina do serviço público, aplicou ao pé da letra o sentido da atividade: servir.

Filha de Cícero Soares Ribeiro e de Umbelina (Bela) Torres Ribeiro, Yvonne nasceu em Santa Edóxia em 5 de dezembro de 1930. Casou-se com Antonio Sasso Garcia, sendo mãe de cinco filhos: Marisa casada com Paulo Gullo, Marilia casada com Gyorgy Henyei Jr, Maristela casada com José Carlos de Paiva Lopes, Antonio Filho casado com Patrícia Petromilli Nordi Sasso Garcia, e Cícero casado com Luciana do Amaral Ribeiro Garcia. Avó de 12 netos: Marina casada com Caio Solci, Paulo Filho casado com Monica Demonte Quaranta, Débora, Gyorgy Neto, Isabela, Ana Helena, João Pedro, Carolina, Gustavo, Pedro, Maria Luiza e Ana Bárbara. E bisavó de 3 bisnetos, Cauã, Filipe e Enrico.

Yvonne realizou o curso primário no Grupo Escolar em Santa Eudóxia, o ginasial no Colégio São Carlos e o curso Normal no Instituto de Educação Dr. Álvaro Guião, formando-se professora normalista. A vocação para o trabalho na saúde conduziu-a para São Paulo, onde obteve formação como Educadora de Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Este seria seu caminho, como se comprovou ao especializar-se na disciplina pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

A mulher notável, que aliou a vida familiar aos estudos e à atuação profissional revelou-se desde cedo. Já em 1954 integrava a diretoria do Clube das Mães, instituição mantenedora da Creche Anita Costa, da qual foi fundadora ao lado de dona Ruth Bloem Souto. Yvonne participou da diretoria em dois períodos, até 1972 e entre 1979 e 1985, ao lado do Dr. Ernani Fonseca, Delegado Regional de Saúde de São Carlos. A Creche Anita Costa se tornou modelo em toda a região.

Ainda na década de 1950, foi organizadora e coordenadora do Serviço Pré-Natal à Gestante Carente, na Maternidade Dona Francisca Cintra, em parceria com a Delegacia Regional de Saúde de São Carlos e o Clube das Mães.

Em 1964 estava ao lado de dona Jurandyra Fehr, de quem foi o braço direito, na criação da União Cívica Feminina de São Carlos, tendo sido sua vice-presidente. A trajetória da instituição contaria por décadas com sua ativa participação. E não seria diferente no Círculo de Amigos do Menino Patrulheiro, onde integrou a diretoria ao lado do grande amigo Walter Marmorato no período de 1965 a 1978.

Uma legião de alunos tem lembranças afetuosas da professora de Biologia Educacional no Colégio São Carlos e da educadora de Saúde Pública do Centro de Aprendizado Doméstico do SESI. Yvonne tinha prazer em ensinar.

Coordenadora entre 1969 e 1972 do Plano de Amparo Social, órgão subordinado ao gabinete da 1ª. Dama do Estado de São Paulo, ela foi f funcionária Secretaria de Saúde Pública do Estado de São Paulo, atuando na Delegacia de Saúde de São Carlos, posteriormente Distrito de Saúde de São Carlos.

Assumiu, como presidente, a Comissão Municipal da LBA (Legião Brasileira de Assistência), a convite do Dr. Marino da Costa Terra, então Juiz de Direito de São Carlos, e posteriormente foi responsável pela fundação do Centro Regional da LBA em São Carlos.

Prestou orientação técnica ao CRUTAC (Centro Rural de Desenvolvimento de Treinamento de Ação Comunitária) na supervisão e avaliação de estagiários e no desempenho de funções na área de Educação em Saúde Pública de 1976 a 1981.

Aposentou-se como Educadora Regional de Saúde em 1982, mas aposentar-se, na concepção de dona Yvonne seria apenas uma situação eventual. Em 1987 ela chegou a apresentar um programa de rádio “Educando para a Saúde” com outros grandes profissionais da área da saúde de São Carlos e região.

Em 1992 continuava na ativa, integrando a Comissão Municipal de Prevenção e Combate à AIDS. Uma trajetória profícua, digna de reconhecimento, materializado nas homenagens que recebeu: em 1975, “Mulher Símbolo de Dedicação e Desprendimento”, título outorgado pela União Cívica Feminina de São Carlos e ratificado pela Câmara Municipal, em 1977 “Cidadã Benemérita de São Carlos”, título outorgado pela Câmara Municipal pelo Decreto no. 127/76, em 1983 “Mulher do Ano”, título outorgado pela União Cívica Feminina de São Carlos e ratificado pela Câmara Municipal, e em 2014 – Homenagem do Legislativo são-carlense no Dia Internacional da Mulher.

A experiência acumulada em tantos anos de atuação profissional e levaram a publicar diversos trabalhos, entre eles o “Programa de Erradicação da Raiva Humana e Controle da Raiva Animal para o município de São Carlos”, em 1972, e o “Programa Educacional para a Área Materna dos Centros de Saúde do Distrito de Sanitário de São Carlos” em 1977.

O rigor técnico no exercício de suas funções era aprimorado em cursos, seminários e conferências ligados à área da saúde. Foi convidada para palestrar em diversas oportunidades. Participou de maneira ativa em campanhas de vacinação contra a meningite meningocócica, de trabalhos do Fundo de Assistência Social do Palácio do Governo e coordenou, orientou e participou em São Carlos de todas as campanhas de vacinação ao longo de sua carreira junto à Delegacia de Saúde e Distrito Sanitário de São Carlos.

Se os são-carlenses se recordam da pessoa que soube arregaçar as mangas e se colocar em campo para serviços em benefício de causas sociais importantes, seus familiares se recordam da mulher inspiradora do fortalecimento dos laços de família. Era muito próxima de sua única irmã Ludovina Ribeiro Lisboa, Cecy, professora no Colégio São Carlos e mãe de Beatriz e Elizabeth.

Yvonne elaborou um grande levantamento fundamentado em seus conhecimentos, criando a Árvore Genealógica da Saúde, com as características de saúde e causa da morte de todos os familiares, trabalho que retrocedeu a duas gerações e foi atualizado até os dados da autora e do marido.

Mãe e avó que gostava de boas leituras e cultivou a generosidade – empenhada em liderar campanhas de ajuda aos necessitados - manteve os olhos voltados a projetos para a comunidade. E uma atenção especial aos filhos, a quem educou pelo exemplo, e aos netos, alvos de seu carinho absoluto e motivo de justificado orgulho. Religiosa, fazia novenas para Nossa Senhora e às pessoas próximas tinha frequentemente uma palavra afetuosa. Os netos guardam a lembrança do mimo de inventar um bolo para cada um, dando a eles os respectivos nomes. Aquela que colocava a rede no jardim e, paciente, relevava as traquinagens dos pequenos, tinha sempre um doce para festejar o encontro e se mantinha ligada aos acontecimentos – logo cedo gostava de comentar as notícias lidas no jornal.

Assim foi Yvonne Ribeiro Garcia, uma são-carlense que vivenciou com alma e coração – sobretudo com grande dignidade – as vertentes da caminhada de vida de uma cidadã que cultivou o acolhimento e soube iluminar e expandir os caminhos dos que se miram nos seus exemplos.

 (*) O autor é cronista e assessor de comunicação em São Carlos (MTb 32605) com atuação na Imprensa da cidade desde 1980. É autor do livro “Coluna do Adu – Sabe lá o que é isso?” (2016).

Fonte: São Carlos Agora / Cirilo Braga

BRASÍLIA/DF - O clima de "agora vai" em relação à economia brasileira que se viu no começo do ano, especialmente por parte do mercado, se esvaiu no ritmo da subida da curva de mortos pela covid-19. Se antes da pandemia já havia quem olhasse cético para a recuperação da economia do país, que em 2019 avançou 1,1%, agora já não há dúvidas de que o Brasil vai afundar em 2020 e, possivelmente, também em 2021.

Esta não será, no entanto, só mais uma crise. Para economistas entrevistados pela DW Brasil, pode ser a pior que o país já viveu. Isso porque ela surge em um momento no qual tentava-se retomar o crescimento, ou seja, com uma economia ainda cambaleante e meio à instabilidade política. Além disso, não será possível contar com o setor externo, também severamente afetado pela pandemia.

A soma da perspectiva econômica ruim e da instabilidade política fez a consultoria Gavekal Research comparar o Brasil a um prédio em chamas no seu relatório para investidores da última semana. "Neste momento, é melhor deixar o Brasil para os especialistas, malucos, oportunistas de longo prazo e aqueles sem outras opções", diz o texto assinado pelo economista Armando Castelar.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 5,3%, enquanto a mais recente previsão do governo é de recuo de 4,7%. Quaisquer desses números já representam a pior retração desde 1901, quando começou o levantamento mais confiável do indicador. Até hoje, o maior declínio foi de 4,35%, em 1990.

"Com base nos nossos indicadores de confiança, sentimento e ciclo, esta realmente está sendo uma crise atípica e mais intensa que qualquer outra que tenhamos observado", afirma a economista do Ibre-FGV Viviane Seda.

Em uma projeção da Genial Investimentos, a queda do PIB se mostra bastante sensível ao número de dias em que a economia ficará parada. No cenário mais otimista, com 50 dias de isolamento social, o recuo seria de 3,3%. No mais pessimista, de 70 dias, a cifra vai para 8,6%.

Mas não é só do PIB que se espera um recorde. A taxa de desemprego pode chegar a 18,7% no país - ante os atuais 12,2% - ao final deste ano, na estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV). Seria a maior desde os anos 1980, quando começou a pesquisa, segundo a coordenadora do boletim macroeconômico do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre-FGV), Silvia Mattos.

Isso porque no passado, diz a economista, apesar de o Brasil ter vivido uma série de crises, a inflação corroía tanto os salários que acabava não sendo tão custoso manter empregos. O cenário é diferente hoje.

Esses quase 19% representariam 19,6 milhões de brasileiros sem trabalho algum ao final deste ano - sem contar os que sequer entram na estatística porque simplesmente desistem de procurar uma vaga.

Quando se olha apenas para as vagas com carteira assinada, a estimativa do governo federal, divulgada na sexta-feira (15/05), pelo jornal O Globo, é de perda de 3 milhões de postos de trabalho. Seria a maior destruição de vagas formais já registrada no país, superior ao que se viu nos três anos da última crise, entre 2015 e 2017.

"Tem uma característica diferente desta vez, o setor de serviços, que é mais prejudicado, e foi isso que sustentou um pouco a recuperação frágil da nossa economia”, explica Mattos. O choque no setor, que precisou praticamente parar por conta das políticas de quarentena para combater o novo coronavírus, impacta muito porque os serviços respondem por dois terços do PIB e dos empregos do país.

A FGV espera uma retração de 4,4% nos serviços, e de 7,4% na indústria. A construção civil, segmento da indústria que amargou quedas por cinco anos seguidos e só no ano passado voltou a crescer, deve recuar 11,4%. Isso também é dramático para o mercado de trabalho, já que o setor é um dos mais intensivos em mão de obra no contexto brasileiro. A agropecuária é o único setor com previsão de alta, de 2,9%.

A coordenadora do departamento de Economia do Insper, Juliana Inhasz, alerta ainda para a perspectiva de agravamento da desigualdade: "Deve haver uma piora da distribuição de renda, porque quem é mais afetado é a população da periferia, que normalmente está alocada em trabalhos mais vulneráveis e está perdendo o emprego com mais facilidade neste momento", explica. "E outras variáveis vem junto, como a piora de diferença salarial entre gêneros, porque o momento começa a desfavorecer inúmeras reivindicações".

O que os números já mostram

A crise do coronavírus já levou 1,5 milhão de brasileiros para o seguro-desemprego. Entre março e abril, houve alta de 31% nos pedidos na comparação com o mesmo período do ano passado, conforme dados do Ministério da Economia. Quem não perdeu o emprego teve salário e jornada reduzidos. Mais de 7 milhões de trabalhadores estão sob esse novo regime, e recebem, em média, 752 reais mensais.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, mostrou, na última sexta-feira, que o trimestre encerrado em março registrou 12,2% de taxa de desocupação, ante 12,7% no mesmo período em 2019. Houve aumento na comparação com o trimestre imediatamente anterior - 1,2 milhão a mais de desocupados -, mas é preciso considerar um efeito sazonal do término das vagas temporárias de Natal.

A PNAD do primeiro trimestre é, contudo, um indicativo parcial da crise do coronavírus, já que as políticas de quarentena começaram efetivamente na segunda quinzena de março. A expectativa é que o período seguinte da pesquisa traga um quadro mais fidedigno do impacto da pandemia.

O volume de serviços em março, divulgado pelo IBGE, mostrou umrecuo de 6,9%em comparação com fevereiro, já com ajuste sazonal. É a pior queda da série histórica, que começa em 2011. Na comparação com março de 2019, o volume de serviços recuou 2,7%, interrompendo uma sequência de seis taxas positivas.

O setor industrial também tem seus recordes para apresentar. Em uma pesquisa da FGV com 1006 empresas da indústria da transformação, 14,4% afirmaram ter paralisado a produção em abril, a maior proporção da série histórica, que começa em 2001. A produção de veículos, calçados e vestuário foram as que mais sofreram. Mesmo nas crises de 2008-2009 e 2014-2016, a média de empresas paralisadas não passou de 2%.

Além disso, a produção industrial brasileira encolheu 9,1% em março, na comparação com fevereiro, o pior resultado para março da série histórica da pesquisa do IBGE, iniciada em 2002.

Por fim, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, caiu 5,9% em março na comparação com o mês anterior.

O fator político

A pandemia afetará economicamente o mundo todo: o Fundo Monetário Internacional (FMI) espera retração global de 3%, a maior desde a crise de 1929. Mas o Brasil tem o ingrediente da instabilidade política, com trocas constantes de ministros, pedidos de impeachment, brigas entre o Executivo e o Legislativo e entre o presidente da República e governadores.

Se até aqui o consumo vinha pautando o crescimento, agora já não se pode contar tanto com ele. E para se contar com investimentos, sejam internos ou externos, é preciso previsibilidade - a incerteza é uma das coisas que mais atrapalham o investimento. O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da FGV bateu recorde histórico em março, ficando 30 pontos acima do recorde anterior, de setembro de 2015, período em que o país enfrentava recessão e logo após o Brasil ter perdido grau de investimento.

"Essa incerteza política não deveria aumentar no meio de um agente comum, que é destrutivo e ninguém ganha com essa situação, o natural deveria ser até ter um arrefecimento", diz Mattos.

A incerteza política afeta também a taxa de câmbio, segundo economistas. O dólar americano disparou neste ano frente a todo tipo de moeda, mas quando se compara o real a outras moedas de países emergentes, vê-se que foi a que mais se desvalorizou, com perda de 30%. Isso apesar de o Banco Central estar constantemente vendendo reservas em moeda estrangeira, que caíram de 386 bilhões de dólares em agosto para 339 bilhões em abril.

Claro que na conta da desvalorização do real ante o dólar também entra a taxa de juros. Com os cortes da taxa básica Selic, que tem renovado mínimas históricas, é consequência lógica a fuga de moeda estrangeira. Mas, se os juros baixos afastam investidores estrangeiros de curto prazo, deveriam fazer o investimento de médio e longo prazo crescer, o que já não vinha ocorrendo antes da pandemia.

Para o economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, a incerteza política terá mais efeito no processo de retomada, e menos no curto prazo. "Eu acho que no curto prazo o impacto mais importante é do isolamento, mas no médio e longo prazos tem o impacto da incerteza da política na rapidez com que a economia volta", avalia.

 

Autor: Larissa Linder / DW.com

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