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CONGO - A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (7) que o surto de Ebola no Congo ainda não se estabilizou e continua se expandindo, com a transmissão impulsionada pela movimentação da população.

A República Democrática do Congo confirmou 1.561 casos, incluindo 506 mortes, no pior surto já registrado da rara cepa Bundibugyo do Ebola, para o qual, segundo a organização, não há tratamento ou cura comprovados.

“Infelizmente, ainda está na fase de expansão. Gostaríamos de dizer que a situação está se estabilizando, mas, francamente, ainda não podemos afirmar isso”, disse a médica Anne Ancia, representante da OMS no país, a repórteres por videoconferência de Bunia, no epicentro da epidemia. 

Ela afirmou que ainda há grandes desafios, como a quase saturação de alguns centros de tratamento do Ebola, com índices de ocupação em torno de 90%.

De acordo com a médica, outra dificuldade ocorre porque os trabalhadores que adoecem na cidade mineira de Mongbwalu não estão buscando tratamento localmente, em vez disso, viajam e disseminam a doença para novas regiões.

“Os deslocamentos populacionais, a insegurança persistente e  fragilidade do sistema de saúde continuam a complicar os esforços para controlar o surto”, disse ela.

 

 

por Agência Brasil

CONGO - Cinco pacientes se recuperaram de um tipo raro de Ebola, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) no último domingo, 31, durante uma visita a Bunia, no leste do Congo, cidade que está no epicentro do surto.

"Quatro pessoas receberão alta hoje e uma recebeu alta anteontem", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante a inauguração de um novo centro de tratamento de ebola em Bunia, capital da província de Ituri.

"É claro que ainda estamos trabalhando em vacinas e tratamentos, mas isso não significa que as pessoas não possam se recuperar do ebola", acrescentou.

A OMS informou na sexta-feira, 29, que um paciente se recuperou do vírus Bundibugyo, o tipo atual de ebola, para o qual não existe tratamento ou vacina aprovados. Esta foi a primeira recuperação documentada de um paciente com Bundibugyo confirmado durante o surto atual.

A organização de saúde afirmou que os dados oficiais mais recentes mostram 906 casos suspeitos e 223 mortes suspeitas. O país vizinho, Uganda, confirmou nove casos e uma morte, segundo o Ministério da Saúde ugandense, na sexta-feira.

Apesar de instalações de saúde mais bem organizadas e da chegada de novos ajudantes, o vírus continua a se espalhar mais rapidamente do que a resposta humana, afirmou no sábado, 30, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), que pediu a expansão imediata dos testes, o envio mais rápido de profissionais humanitários e o acesso contínuo a suprimentos médicos.

Os perigos enfrentados pelos profissionais de saúde foram agravados pela revolta dos moradores contra os rigorosos protocolos médicos para o tratamento dos corpos das vítimas, que entram em conflito com os ritos funerários locais. Os moradores já realizaram pelo menos três ataques contra centros de saúde.

Tedros enfatizou a importância do envolvimento da comunidade na resposta ao surto durante a inauguração do novo centro de tratamento no domingo.

"Se você procurar atendimento em um centro de saúde ao apresentar sintomas, poderá receber o apoio necessário e se recuperar. Portanto, o essencial é procurar ajuda o mais cedo possível e obter o suporte necessário", afirmou o diretor-geral da OMS.

"Podemos deter o ebola e qualquer pessoa infectada pode se recuperar. Mas a regra é que isso é responsabilidade de todos e todos os cidadãos devem se envolver", acrescentou.

Os ataques na região perpetrados pelas Forças Democráticas Aliadas, um grupo rebelde aliado ao Estado Islâmico, e por uma coligação de milícias étnicas também dificultaram a resposta.

Combatentes da ADF mataram sete pessoas no sábado em Beni, província de Kivu do Norte, uma área também afetada pelo surto, disseram o exército congolês e grupos da sociedade civil.

A doença também foi relatada em Kivu do Norte e Kivu do Sul, ao sul de Ituri, onde o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, controla muitas cidades importantes, incluindo Goma e Bukavu.

"A mensagem final que gostaríamos de compartilhar com a comunidade de Ituri é que há esperança", disse Pierre Akilimali, Gerente de Incidentes do Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo, durante a inauguração no domingo.

"Com o tratamento sintomático que estamos oferecendo atualmente, estamos vendo os pacientes se recuperarem", acrescentou Akilimali.

"Temos muita esperança. O vírus aqui não é tão complexo quanto aqueles que enfrentamos no passado e, com o apoio de todos os nossos parceiros, acreditamos que conseguiremos controlar este surto o mais rápido possível", disse Davin Ambitapio, outro médico do centro de tratamento.

 

 

 por Estadao Conteudo

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