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Comprometimento pulmonar e perda da capacidade física e motora estão entre os danos causados pela doença. Demanda por profissionais na área continua aumentando

São Paulo/SP– Os casos de infectados pela COVID-19 tem aumentado a cada dia, sem previsão de queda até o momento. O que muitos desses pacientes ainda não sabem é que parte deles deverão ter sequelas no sistema respiratório, desde casos mais leves da doença até os mais graves, segundo a fisioterapeuta Cássia Xavier Santos, coordenadora dos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo.

Os pacientes que se tratam ou os que já concluíram o tratamento entre os meses de maio e junho, que até o momento mostram o maior número de contágio e mortes pela covid-19, podem ter consequências no organismo até o início de 2021. Guardadas as proporções dos casos mais e menos graves, ambos serão impactados com a doença, seja por uma possível intubação ou repouso absoluto com acompanhamento médico, respectivamente.

“É por essa razão que a demanda por fisioterapeutas no país aumentou exponencialmente neste período, principalmente em função do trabalho que envolve a recuperação dos pacientes hospitalizados, cuidados intensivos e especializado”, afirma Cassia. Além disso, a tendência é que, mesmo com futuras quedas nos números de infectados no Brasil, a atuação do profissional de fisioterapia deverá ser essencial para a plena recuperação posterior do paciente, em razão das sequelas decorrentes do longo período de internação ao qual muitos deles foram submetidos.

Prova disso, é o aumento na demanda por profissionais em pós-graduação na área em até 50% no período de março a maio deste ano, de acordo com o levantamento da Faculdade Santa Marcelina. A demanda a ser suprida está no apoio a reabilitação principalmente pulmonar, órgão foco do ataque pelo vírus.

Outro fator não menos importante, é a fraqueza muscular. Muitos dos pacientes que tiverem a necessidade de maior tempo de internação em (UTI), precisarão ser acompanhados de perto por esses profissionais, de forma a evitar maior enfraquecimento em médio prazo e acarretar a síndrome do imobilismo. “Em casos graves, pode chegar a dimensões irreparáveis para o paciente, a partir do momento em que o período de repouso pode afetar a função motora do indivíduo”, alerta Cassia.

Fisioterapia na história

A profissão está diretamente ligada à grandes eventos, como foi o caso da Segunda Guerra Mundial. Antes e depois do conflito, a fisioterapia passou a atuar de forma mais expressiva na medicina, juntos aos militares que ficaram comprometidos fisicamente no front. Havia ali uma necessidade de se reaprender a conviver com novas condições corporais ou recuperar parte de funções de maneira progressiva. “Salvo exceções, assemelha-se à batalha que também vivemos hoje e que vai deixar marcas na população pelos próximos anos”, finaliza a coordenadora e fisioterapeuta.

Sobre a Faculdade Santa Marcelina    

A Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais, Licenciatura em Artes Plásticas e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição e Tecnologia em Radiologia.

 

MUNDO - Os números, inclusive os da pandemia de coronavírus, que às vezes não parecem muito convincentes, são teimosos. Enquanto a imensa maioria da Europa já está em diferentes fases de reabertura, na Suécia ainda não se sabe ao certo se a famosa curva da epidemia começou a cair. De acordo com o Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC), o país escandinavo tem a segunda maior taxa de casos positivos por 100.000 habitantes (550,3). Somente a de Luxemburgo é mais alta (674,5), mas se trata de um país de apenas 670.000 habitantes (a Suécia tem cerca de 11 milhões) com um total de 4.099 casos, segundo a última lista do ECDC. A Suécia reconheceu 6.395 novos positivos apenas na última semana.

Em 18 de junho, as autoridades da Suécia – país onde está o Instituto Karolinska, uma referência europeia em questões sanitárias – referiram mais de 1.000 novos casos. Naquele dia, a taxa sueca superou pela primeira vez a belga e a espanhola. Neste domingo, a lista dos países mais afetados está assim: Luxemburgo, Suécia, Bélgica (530) e Espanha (526). A média europeia está em 282,7. Naquele dia também houve o maior número de casos registrados no mundo: 181.232, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas esses são dados acumulados desde o início da pandemia. Se considerarmos os valores da última semana, que indicam melhor o estado atual da covid-19, o país que mais comunicou novos casos foi o Reino Unido (8.865), seguido por Suécia (6.359). Trata-se de dois países que tentaram estratégias similares no início da expansão do coronavírus: evitar os confinamentos e confiar em que os sucessivos contágios entre a população – ainda sob risco de elevar o número de mortes – criariam a chamada imunização de rebanho, que ocorre quando uma porcentagem importante dos habitantes (acima de 60% ou 65%) já contraiu a doença e, portanto, tem imunidade adquirida, ainda que não seja permanente, o que interrompe a circulação do vírus.

O Reino Unido, cujo primeiro-ministro Boris Johnson foi internado na UTI em 6 de abril após contrair a Covid-19, mudou de política em 20 de março e estabeleceu confinamentos e restrições à mobilidade (ainda exige quarentena para a entrada ao país). A Suécia não impôs outras restrições além de fechar os centros educativos para alunos de mais de 16 anos. Bares, restaurantes, academias, bibliotecas e todos os demais estabelecimentos continuaram abertos, e as autoridades recomendaram aos cidadãos que não se reúnam em grupos de mais de 50 pessoas.

O caso sueco tem sido muito estudado – e criticado. Em 12 de junho, a revista British Medical Journal (BMJ) publicou um artigo intitulado Teve Sucesso a Controvertida Estratégia Sueca Contra o Coronavírus?, que reunia críticas de epidemiologistas e outros especialistas do país a essa estratégia. O artigo censura o responsável pela estratégia, o epidemiologista Anders Tegnell, que já em 26 de abril disse que a curva de contágios no país estava caindo. A autora do trabalho, Heba Habib, destaca “como os números demonstrariam o contrário” e cita, por exemplo, que na semana de 25 de maio a 2 de junho a Suécia teve a maior taxa de mortalidade da Europa (5,29 por milhão de habitantes). O segundo país foi o Reino Unido (4,48). Além disso, tampouco se conseguiu a ansiada imunização de rebanho. Em 11 de maio, a OMS calculou que menos de 10% da população tinha anticorpos (porcentagem dentro do intervalo de casos da Espanha e França). Um estudo de 20 de maio calculou que a imunidade em Estocolmo, a cidade mais afetada, estava em 7,3% da população. Em 2 de junho, o primeiro-ministro, o social-democrata Stefan Löfven, admitiu falhas na estratégia e anunciou uma investigação interna.

A situação sueca tem sido tão diferente que, em 18 de junho, uma pequena cidade da Lapônia, Gällivare (8.500 habitantes), causou comoção ao ordenar o fechamento de museus, piscinas e bibliotecas, além da suspensão de algumas linhas de ônibus. O município havia detectado 31 casos positivos, e uma nota da Prefeitura falava de “situação descontrolada”. Essa apreciação foi posteriormente suavizada pelo vereador Henrik Ölvebo, do Partido Verde, que jogou a culpa no gabinete de comunicação, “que, em tempos de crise, pode ir depressa demais”. “A situação é séria, mas não incontrolável”, afirmou Ölvebo.

Se considerarmos o aumento de casos por 100.000 habitantes durante a última semana, a Suécia continua nos primeiros lugares. Concretamente está em segundo, com um incremento de 12,8% nesse indicador. Apenas a Bulgária registra uma alta maior (17,67%). A média europeia está em 2,48%. E países que historicamente ocupavam as primeiras posições ficaram nas últimas durante a semana passada, como Bélgica (com um aumento de 1,1% na taxa), Luxemburgo (1,09%), Espanha (0,97%) e Itália (0,72%). As cifras indicam que foram muito afetados, mas que isso já é coisa do passado e, salvo que apareçam novos surtos, a epidemia está controlada.

A situação dos países do Benelux – que também estão entre os de piores taxas – é diferente. Uma rápida olhada nas cifras poderia fazer pensar que o coronavírus passou como um furacão pela Bélgica e Luxemburgo. A primeira lidera as mortes por população no mundo inteiro, com 84,9 mortos para cada 10.000 habitantes (9.696 no total). Já Luxemburgo encabeça o ranking de contágios europeu.

Mas a realidade é muito mais complexa. A Bélgica apostou num sistema de contagem de mortos próprio, em que as pessoas falecidas em residências e domicílios particulares que não foram submetidas a teste, mas são suspeitas de terem padecido a Covid-19, são adicionadas automaticamente à estatística (a Espanha, por exemplo, só conta os casos com exame PCR positivo). Várias vozes criticaram que isso expõe a Bélgica a uma crise de reputação, já que muitas análises não prestam atenção a essa ressalva e se limitam a apontar o país como líder mundial em número de mortos. Mas o Governo e os especialistas locais se mantiveram firmes ao considerar que o método é o melhor para apresentar um retrato mais real do impacto causado pela pandemia. As comparações com os mortos de anos anteriores dão razão ao Executivo: enquanto em outros países as diferenças entre mortos confirmados e os do ano passado são abismais, na Bélgica são quase similares. E praticamente ninguém na Bélgica considera que seu país tenha sido realmente o mais atingido pelo coronavírus.

O caso de Luxemburgo é diferente. O pequeno país, com uma área quase 100 vezes menor que a do Estado de São Paulo e uma população similar à de Sorocaba, empreendeu a ambiciosa tarefa de testar toda a população. Isso fez surgir um número de casos maior que o de países com menos capacidade de testagem. Quase um em cada quatro habitantes do grão-ducado fez exame. É como se a Espanha tivesse feito mais de 10 milhões de testes (no sábado, o Ministério da Saúde informou a realização de 3,2 milhões de PCRs, mas vários desses testes são aplicados na mesma pessoa). Como resultado, foram registrados 675 casos para cada 100.000 habitantes – mais que em qualquer outra nação europeia. A cifra de óbitos respalda essa tese, já que, apesar de ter contabilizado maior proporção de infectados, Luxemburgo tem quase quatro vezes menos óbitos que a Espanha em relação à população: 4.105 mortos para 625.000 habitantes. “Luxemburgo não teve muitos mortos porque não tem cidades com alta densidade. É certo que [as autoridades] demoraram em sua promessa de testar todo mundo, mas a sensação entre a população é que agiram bem”, explica Diego Velázquez, jornalista do Luxemburger Wort.

 

 

*Por: Emilio de Benito,Álvaro Sánchez / EL PAÍS

Médico e pesquisador especialista em atenção plena afirma que a técnica pode ser uma forte aliada para a melhoria da qualidade de vida e, consequentemente, aumento das defesas do corpo contra infecções, como a Covid-19.

 

SÃO PAULO/SP - Os efeitos positivos do mindfulness são comprovados cientificamente e reconhecidos como um dos principais mecanismos para melhoria da qualidade de vida do indivíduo. Entre os benefícios, a prática pode agir indiretamente no aumento da imunidade e na diminuição de infecções no organismo.

Uma pesquisa recente realizada pelo médico especialista em atenção plena, Marcelo Demarzo, comprovou que as intervenções baseadas em mindfulness têm reflexo positivo nos efeitos de inflamação sistêmica (corporal) de baixo grau, o que pode ajudar a prevenir quadros de doenças crônicas, e melhorar o sistema imune.

“O estudo foi feito em 10 ensaios com 998 participantes. As intervenções mostraram efeitos pequenos, porém significativos no estado de saúde relacionados aos biomarcadores de inflamação de baixo grau”, explica Demarzo.

De acordo com o especialista, isso acontece porque a atenção plena é uma capacidade intrínseca e modificável da mente humana.

“Mindfulness é um tipo de meditação (treino da atenção plena) que gera uma mudança interior (psicológica). É o momento de treinar a autoconsciência, a compaixão e a aceitação, entre outros sentimentos, para infinitos propósitos. Esse movimento interno na mente, modifica também o nosso corpo e cérebro, o que acaba refletindo no nosso mecanismo de defesa e trazendo resultados positivos”, diz.

Em meio à pandemia do novo coronavírus, Demarzo orienta que as pessoas comecem a praticar pelo menos uma vez ao dia um exercício básico.

“Ainda não temos resultados de pesquisas específicas para o coronavírus, mas um cuidado a mais é recomendável e dificilmente será negativo. Existem várias técnicas de mindfulness que podem ser aplicadas pelo profissional facilitador, mas também é possível fazer sozinho em casa”, diz.

Prática de mindfulness

A prática de mindfulness pode ser feita por qualquer pessoa em qualquer lugar, em diversos níveis, várias vezes ao dia.

Uma das técnicas para iniciantes tem duração de apenas três minutos. Para conferir, acesse o perfil do Centro Mente Aberta no Spotify (https://open.spotify.com/show/1VKltZrVsy5ACpzm2w3Vux) e escute a meditação guiada por Demarzo.

O que é Mindfulness?

Mindfulness é um dos estados da mente, acessível a qualquer indivíduo, que consiste em um exercício de querer vivenciar o momento presente, intencionalmente, aceitando a experiência.

Em mindfulness, o sentido correto de aceitação é o de se olhar a realidade como ela realmente é, sem julga-la ou reagir a ela no "piloto automático".

Com a prática regular, o processo torna-se mais natural, sendo possível permanecer nesse estado em grande parte do tempo e aumentar a qualidade de vida do indivíduo.

Embora muitos dos termos e técnicas tenham origem nas tradições orientais, o mindfulness hoje em dia é considerado uma prática laica (secular, não-religiosa), com sólida base científica.

Quem é Marcelo Demarzo?

É médico especialista em Mindfulness para adultos e crianças, com treinamentos na Inglaterra (Mindfulness in Schools Project, em Londres; Oxford Mindfulness Centre, na Universidade de Oxford; e Instituto Breathworks, em Manchester), e nos EUA (Center for Mindfulness in Medicine, Health Care, and Society, na Universidade de Massachusetts).

Fez pós-doutorado em Mindfulness e Promoção da Saúde na Universidade de Zaragoza, na Espanha, e diversos cursos de aprofundamento nas tradições contemplativas e meditativas, incluindo a Psicologia Budista e Tibetana em Dharamsala, na Índia.

Junto com o professor Javier Garcia-Campayo, da Universidade de Zaragoza, desenvolveu a Terapia de Compaixão Baseada em Estilos de Apego (Attachment-Based Compassion Therapy).

É fundador e atual coordenador do Mente Aberta (www.mindfulnessbrasil.com), referência nacional e internacional nos programas e pesquisas sobre Mindfulness.

Referências:

Effects of Mindfulness-Based Interventions on Biomarkers and Low-Grade Inflammation in Patients With Psychiatric Disorders: A Meta-Analytic Review (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32260096/)

Mindfulness Meditation and the Immune System: A Systematic Review of Randomized Controlled Trials (pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26799456/)

SÃO PAULO/SP - Profissionais, mães, empreendedoras, responsáveis pelo lar são algumas das funções exercidas em dias comuns. Conciliar casa, trabalho e filhos não é novidade na rotina de milhares de mulheres, fato que, logicamente, exige muito esforço e estratégia. Contudo, o surgimento do coronavírus e as recomendações de isolamento social impuseram viver todas essas realidades juntas, 24 horas, evidenciando ainda mais a sobrecarga e o acúmulo de tarefas que as mulheres precisam vencer diariamente.

Segundo dados de 2019 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mulheres dedicam em média 18,5 horas semanais aos afazeres domésticos e cuidados de pessoas, na comparação com 10,3 horas semanais dos homens. Ou seja, em tempos normais, as mulheres se dedicavam quase o dobro às atividades de casa e aos filhos. O coronavírus só tornou isso mais evidente, já que elas permanecem com todas essas funções, que se somam ao fato de que as crianças agora estão em casa e é quase impossível contar com ajuda externa. Obviamente, além de tudo, há a vida profissional que precisa ser mantida e a exigência de que a qualidade das atividades permaneça igual.

Quem pode ficar em casa enfrenta uma alta pressão de continuar sua carreira como se não houvesse empecilhos e isso gera uma sobrecarga física e emocional que pode acarretar diversas patologias posteriores. Uma das mais visadas é a síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional. O distúrbio psíquico tem como característica estados de estresse ocasionados por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. Se o cenário dito “normal” já é desvantajoso para pessoas do sexo feminino, na atual conjuntura isso se torna ainda mais crítico.

No Brasil, 18% dos ministros, 23% dos desembargadores, 48% dos advogados e 50% dos servidores são mulheres, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ademais, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 70% dos trabalhadores da área de saúde no mundo são mulheres, sendo que, no Brasil, a enfermagem é composta por um quadro 85% feminino. Dessas, quem não está se desdobrando para cuidar da família e da carreira por meio de teleconferências, teleaudiências e trabalho remoto, está atuando diretamente no combate à Covid-19.

Outro dado importante: cerca de 11 milhões de famílias no Brasil são comandadas por mães solo, que muitas vezes não podem contar nem com familiares próximos para ajudar nas tarefas diárias.

Todas essas informações e percepções, além de outras como o aumento da violência doméstica, nos levam a pensar que as atitudes destoam dos discursos.  Guerreiras, heroínas, batalhadora e diversos outros adjetivos são válidos, mas não ditam a obrigatoriedade das mulheres precisarem carregar uma carga muito maior do que de fato suportam. É valido enxergar força, mas covarde observar de longe as lutas pelas quais passaram e estão passando. As mulheres podem e devem receber o devido valor que merecem na sociedade e não se sentirem sobrecarregadas por serem responsáveis pela maioria das esferas em que atuam.

 

Sobre o Glomb & Advogados Associados

O escritório Glomb & Advogados Associados, fundado há mais de 40 anos pelo titular José Lucio Glomb, atua em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário. Selecionado em 2018 e em 2019 como um dos 500 melhores escritórios de advocacia do País, ocupando a posição de quinto mais admirado nacionalmente na categoria trabalhista e o quarto mais admirado no Paraná, de modo geral em 2019, tem em sua história milhares de clientes atendidos com eficiência e resultados positivos.

 

*Por: Márcia Glomb

Dra. Márcia é advogada especialista em Direito do Trabalho, e atua no Glomb & Advogados Associados

SÃO CARLOS/SP - O presidente da Câmara Municipal de São Carlos, vereador Lucão Fernandes (MDB), apresentou na sessão ordinária desta terça-feira (12), dois ofícios – subscritos pelos demais vereadores – onde solicita informações ao prefeito Airton Garcia (PSL), em relação às medidas adotadas no enfrentamento do novo coronavírus [Covid-19] na cidade.

Lucão ressaltou que a Prefeitura Municipal editou três decretos municipais, estendendo o período de isolamento social na cidade, com o fechamento das atividades comerciais não essenciais; entre elas, de restaurantes, lanchonetes e bares com consumo no local; academias; cinemas; clubes de lazer; casas de festas e eventos; boates; buffet em geral e shoppings centers, de cultos e celebrações religiosas, além de proibir a realização de feiras livres em áreas públicas.

São Carlos contabilizava, até à tarde desta terça-feira, 40 casos confirmados de Covid-19, bem como, 13 casos suspeitos em internação. “Juntamente com todos os vereadores, decidimos solicitar ao prefeito o envio de relatórios detalhados da atual situação da doença na nossa cidade, com análise de evolução e evidências de aparecimento de pessoas infectadas pelo coronavírus, dentre as regiões e bairros de São Carlos, apontando-os através de mapeamento com os seus locais de surgimento”, explicou.

Lucão também relatou que considera importante a necessidade de se discutir e debater as possíveis soluções e medidas a serem adotadas pelo município no combate à prevenção do Covid-19 e a gradativa reabertura da economia. “Precisamos se a prefeitura já tem – e qual será – o plano de reabertura da economia da nossa cidade. Queremos saber quais as medidas a serem tomadas em curto, médio e longo prazo, detalhando as etapas e os segmentos do comércio e serviços contemplados em cada uma delas”, comentou. “A cidade precisar ter protocolos de medidas preventivas e mitigadoras para conciliar a reabertura da economia ao combate do coronavírus, claro, observando e seguindo todas as recomendações das entidades responsáveis pela situação epidemiológica na nossa cidade”, finalizou Lucão.

Os ofícios serão encaminhados para o Poder Executivo. “Nós, vereadores de São Carlos, esperamos que a prefeitura nos envie essas informações até a próxima semana, por que se não vierem, a gente vai transformar em requerimento, a ser apreciado e votado por este plenário, que obrigará a informação desses dados, mas temos certeza que seremos prontamente atendidos pela atual administração, mostrando transparência no tratamento desses dados”, finalizou o presidente do Legislativo.

Estudo compara cenários de São Carlos e Sorocaba com a realidade do Brasil e do Estado de São Paulo

 

SÃO CARLOS/SP - O Comitê de Controle e Cuidados em relação ao Novo Coronavírus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) elaborou uma análise epidemiológica transversal dos dados divulgados publicamente até o último dia 4 de maio sobre o número de casos da Covid-19 no Brasil, no Estado de São Paulo e nas cidades de São Carlos e Sorocaba onde a UFSCar tem campus universitário. 

O levantamento realizado demonstrou que as curvas do acúmulo do número de casos nos locais estudados estão em ascensão e que o ritmo de crescimento do número de casos tem sido diferente entre o Brasil, o Estado e os municípios de São Carlos e de Sorocaba. Em relação a São Carlos, verificou-se que a pandemia é de início mais recente e encontra-se a uma taxa de crescimento mais ascendente do que a registrada no Brasil e no Estado neste momento, ainda que menor que a de Sorocaba.

Já com relação à velocidade do crescimento, as cidades de São Carlos e Sorocaba se encontram em evolução mais lenta, o que, de acordo com o Comitê, pode ser efeito de diferenças na intensidade e precocidade de implantação das medidas de isolamento social, assim como da idade da pandemia em cada lugar. "Quanto menor o tempo acumulado desde o primeiro caso, e quanto mais rigorosas e precoces as medidas de isolamento social, mais lento é o acúmulo do número de casos até o momento presente, considerando a fase em que a epidemia ainda não alcançou seu ápice quantitativo", afirma Bernardino Geraldo Alves Souto, professor do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar e Presidente do Comitê.

O estudo demonstra também como foi nítida a redução do ritmo de crescimento do número de novos casos da pandemia relacionada à adoção das medidas de isolamento social. "Entretanto, há demanda por ampliação dessas medidas uma vez que o ritmo de crescimento em todos os locais estudados ainda se encontra em inclinação ascendente", pondera Souto.

O professor destaca que "apesar da redução nas taxas de crescimento relacionadas às medidas de isolamento social, a pandemia ainda está em fase de crescimento no País, no Estado e nos municípios estudados. Portanto, ainda não alcançou seu ápice antes da fase de estabilização para posterior queda".

De acordo com o Comitê de Controle e Cuidados em relação ao Novo Coronavírus da UFSCar, as taxas de isolamento social e a testagem diagnóstica precisam ser ampliadas para melhor controlar o crescimento do número de casos que ainda é exponencial. "Isso significa que o momento atual ainda exige rigor em relação às medidas de quarentena, de isolamento de doentes, e de distanciamento e isolamento social, entre outras ações", conclui o Presidente. Os resultados do estudo na íntegra podem ser conferidos neste documento (https://bit.ly/2YQh2GO).

Araras e Buri
Outras duas cidades que também têm campus da UFSCar - Araras e Buri - não foram incluídas na análise realizada pelo Comitê. O motivo é que em Buri não havia nenhum caso registrado e publicamente disponível da Covid-19 até o dia 4 de maio. Os dados de Araras não foram alcançados em nível de detalhamento suficiente para a análise realizada.

Intuito é compreender arranjos domésticos, sentimentos vividos, estratégias e privações na quarentena

 

SÃO CARLOS/SP - O grupo de pesquisa "Reviravoltas do Simbólico", vinculado ao Departamento de Ciências Sociais (DCSo) da  Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), busca pessoas voluntárias para participar da pesquisa "Está difícil ficar em casa?", que visa coletar informações sobre as experiências de isolamento social durante a pandemia do novo Coronavírus. 

O intuito do estudo - coordenado por Lidiane Soares Rodrigues, docente do DCSo - é investigar os arranjos domésticos, os sentimentos vividos neste período, as estratégias diante das privações e o nível de satisfação com as substituições possíveis via tecnologias digitais e o mundo virtual.

As pessoas interessadas devem participar por meio do preenchimento deste formulário online (https://bit.ly/2YFncJI). O tempo estimado de resposta é entre 15 e 20 minutos e o anonimato é assegurado. Com a participação, os voluntários contribuirão para o entendimento sociológico de sofrimentos neste período de pandemia e, posteriormente, os resultados serão divulgados. Mais informações estão disponíveis no formulário (https://bit.ly/2YFncJI) e dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

ARARAQUARA/SP - A Secretaria de Saúde informou neste último domingo (03) que mais quatro casos foram positivados para Coronavírus em Araraquara. Com isso, o município atinge 97 casos da doença.

Outras 25 amostras aguardam resultados e 27 dos casos confirmados ainda permanecem em quarentena. No resultado geral, 67 casos já foram recuperados.

Os casos de morte se mantem os mesmos, três confirmados e um que ainda aguarda confirmação. Segundo o boletim do Comitê de Combate ao Coronavírus, os casos suspeitos e confirmados, assim como seus comunicantes, estão sendo monitorados pela Secretaria Municipal da Saúde.

O objetivo é orientar e cobrar o cumprimento da quarentena.

 

 

*Por: Marcelo Bonholi / PORTAL MORADA

IBITINGA/SP - O município de Ibitinga confirmou o primeiro caso de Covid-19 (coronavírus). O exame testou positivo para uma moradora de 68 anos de idade, internada na Santa Casa da cidade de Ibitinga há 12 dias após os primeiros sintomas.

De acordo com o SAMS (Serviço Autônomo Municipal de Saúde), a paciente está estável, afebril e se mantém em leito de isolamento na enfermagem com uso de cateter de oxigênio.

“A paciente deu entrada na Santa Casa no dia 17 abril apresentando sintomas respiratórios e febris sugestivos de Covid-19. A sorologia coletada foi enviada para o Instituto Adolfo Lutz de Ribeirão Preto, que atestou a doença nesta terça-feira (28)”, explicou o gestor executivo do SAMS, João Rogério de Oliveira.

Mais prevenção

Com a confirmação da doença, os moradores de Ibitinga devem redobrar as medidas de proteção individual. A Prefeitura, na quinta-feira (24), publicou decreto de recomendação para o uso de máscaras a toda população.

“A recomendação é feita mesmo às pessoas que não possuem sintomas da doença. A máscara funciona como uma barreira física que minimiza as chances de contágio por gotículas do coronavírus”, explicou Luciana Sgarbi, médica infectologista da Santa Casa de Ibitinga.

Além disso, outras ações profiláticas, de higiene, de isolamento social e de distanciamento social, precisam ser mantidos de forma consciente.

“Toda a recomendações do Ministério da Saúde deve ser respeitada. É uma questão de maturidade seguir as diretrizes estabelecidas para evitar o contágio e, assim, proteger a nossa cidade desta doença”, disse Amanda Lambert, coordenadora da vigilância epidemiológica de Ibitinga.

Outras medidas municipais

A Estância Turística de Ibitinga segue os decretos e as resoluções estaduais de quarentena. O fechamento dos comércios está válido em todo o território estadual até o dia 10 de maio, excetuando às atividades da indústria e outras essenciais.

“Além disso, outras ações preventivas foram tomadas desde a chegada da doença no Brasil, como o fechamento do fluxo turístico feito por ônibus, vans e outros coletivos, bem como diretrizes específicas para o funcionamento de supermercados, ranchos, condomínios e áreas de lazer”, concluiu André Racy, secretário de Turismo.

 

Fonte: Prefeitura de Ibitinga

BRASÍLIA/DF - A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje (28) a aplicação de testes rápidos para a detecção do novo coronavírus (covid-19) em farmácias. Com a decisão, a realização deixará de ser feita apenas em ambiente hospitalar e clínicas das redes públicas e privadas.

“O aumento [dos testes] será uma estratégia útil para diminuir a aglomeração de indivíduos [em hospitais] e também reduzir a procura dos serviços médicos em estabelecimento das redes públicas”, disse o diretor presidente substituto da Anvisa, Antonio Barra Torres.

As farmácias não serão obrigadas a disponibilizar o teste. O estabelecimento que optar pelo procedimento deverá ter profissional qualificado para realizar do exame.

A realização dos exames não servirá para a contagem de casos do coronavírus no país. Em seu voto, Barra Torres, que foi o relator do processo, destacou ainda que o teste não terá efeito de confirmação do diagnóstico para o coronavírus, uma vez que há a possibilidade de o teste apontar o chamado “falso negativo”, quando o paciente é testado ainda nos primeiros dias de sintomas.

"Os testes imunocromatográficos não possuem eficácia confirmatória, são auxiliares. Os testes com resultados negativos não excluem a possibilidade de infecção e os positivos não devem ser usados como evidência absoluta de infecção, devendo ser realizados outros exames laboratoriais confirmatórios”, disse.

A liberação dos testes rápidos em farmácias enfrentava resistências, devido a questões sanitárias e ligadas também à eficácia dos exames. Ao comentar a aprovação da realização dos testes em farmácias, Barra Torres lembrou que esses testes vêm sendo feitos por determinação de alguns governos locais.

A liberação desses testes será temporária e deve permanecer no período de emergência de saúde pública nacional decretado pelo Ministério da Saúde em 4 de fevereiro deste ano.

 

*Por Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil

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